Dr. Richard King M. D. – Origem Africana da Psiquiatria Biológica – Capítulo 4 –

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Dr. Richard King M.D.
Origem Africana da Psiquiatria Biológica –
O OLHO DE HERU/ GLÂNDULA PINEAL  –
Capítulo 4 – URAEUS: Da Escravidão Mental para a Mestria I –
Chapter 4 – URAEUS: From Mental Slavery to Mastership I –

pg. 24 – 25

Capítulo 4

URAEUS: Da Escravidão Mental ao Mestrado I

[URAEUS: From Mental Slavery to Mastership I]

Uraeus é um símbolo para a alma, o poder da alma, ou em essência, o poder da alma. Foi há pelo menos 2.000.000 de anos atrás, quando os primeiros Africanos, o povo sementes de toda a humanidade [the seed people of all humanity], usou pela primeira vez o símbolo Uraeus para denotar a alma do homem.

Com os primeiros sacerdotes-cientistas Africanos, a alma não era apenas um mero objeto de especulação religiosa ou filosófica. Era, sim, o objeto de intenso, altamente disciplinado, estudo científico sobre todos os assuntos imagináveis e concluía que a qualidade operativa da alma e a essência da energia da vida eram sinônimas [the operativo quality of the soul and the essence of life energy were synonymous].

Os primeiros sacerdotes-cientistas Africanos reconheceram comunalidade [communality] na manifestação de vida e energia da alma sobre todos os níveis de existência (nos planetas do sistema solar, o sol, a lua, a Terra, estrelas, galáxias e além; na atmosfera da Terra, estações, animais, vegetação, minerais, terra e oceanos;
no núcleo do átomo; e naqueles reinos incompreensíveis, se não imperceptíveis, aos órgãos dos sentidos físicos).

Há muito tempo atrás, os antigos Africanos descobriram que a energia da vida em todos os planos se move ao longo de uma trajetória helicoidal-serpentina e posteriormente simbolizaram esta noção na forma de uma serpente, Uraeus.

A serpente foi também utilizada como um símbolo da alma, pois ela melhor alude a muitos atributos e componentes ocultos da alma, bem como os processos envolvidos no seu desenvolvimento.

Não foi nenhuma surpresa que quando a ciência Ocidental descobriu a chave da vida como sendo um composto químico, DNA; o composto foi encontrado como existindo na forma de uma hélice, a mesma forma de espiral formada por uma cobra, quando ela se senta numa posição enrolada [when it sits in a coiled position].

De particular importância para esses mesmos cientistas Africanos foi o estudo da energia vital dentro do homem, o estudo da a alma. Eles descobriram que a imagem de uma serpente melhor capturava múltiplas operações de energia da alma. Esta energia da alma foi encontrada como viajando ao longo de um caminho que também parecia uma cobra (a coluna). Se a energia era permitida a permanecer no começo do caminho, na base da coluna vertebral, então, os órgãos situados naquele local em particular eram energizados. Os órgãos na base da coluna vertebral são os órgãos sexuais, e quando energizados, produzem um tipo de consciência que é amplamente focada no plano físico, deixando o indivíduo obcecado com o desejo físico, como a luxúria indiscriminada, ganância esmagadora e missões insaciáveis por poder. No entanto, quando esta mesma energia é desenvolvida e se move para cima para o topo da coluna vertebral. O órgão na parte superior do cérebro, a glândula pineal, torna-se energizado, e um processo que produz um nível mais elevado de consciência no qual o terceiro olho ou olho da mente se torna operativo.

Para o propósito desta discussão vamos usar o nome ‘olho da alma’ [soul eye] quando referindo ao terceiro ou visão interior do olho da mente inconsciente. Os Antigos cientistas Africanos descobriram que como uma pessoa desenvolve uma consciência do olho da alma [soul eye counsciousness], os poderes de percepção tornam-se muito ampliados. Isto permitia ao indivíduo perceber uma verdadeira realidade mais profunda com maior clareza. Neste nível, o céu era de fato tangível, e freqüentes “elevações” espirituais não eram incomuns. [heaven was in fact tangible and frequent spiritual “highs” were not uncommon].

Com um olho da alma operativo [with an operative soul-eye], o indivíduo era reportado ter desenvolvido poderes divinos
[god-like powers] de percepção intra ou extra sensorial, através da amplificação de cada um dos cinco sentidos físicos. Além disso, por ter o controle completo do corpo físico, o indivíduo com um operativo olho da alma era relatado como sendo capaz de materialização e desmaterialização (teletransporte).

É com estes pensamentos em mente que os antigos Africanos, particularmente os Etíopes e Egípcios, colocaram a serpente sobre as coroas de sua realeza. Normalmente, a serpente Uraeus era colocada sobre o meio da testa, local da glândula pineal, simbólico de energia da alma elevada para este nível e de consciência cósmica. Foi com estes mesmos pensamentos em mente que os antigos Africanos projetaram a estrutura interna da Grande Pirâmide de Gizé; cada passagem e quarto é representante de uma determinada fase no desenvolvimento do poder da alma. Na verdade, a entrada para a pirâmide foi alinhada com a estrela polar norte, Alpha-Draconis; uma estrela que faz parte da constelação em forma de serpente, Hydra (cobra). Aliás, ela é a mesma constelação de serpente, a Hydra ou Plêiades, em torno da qual o nosso sol gira uma vez a cada 25 mil anos. Assim, quando se considera fatores como campos gravitacionais e magnéticos, variações na luz solar, alterações no eixo de rotação da Terra, a ocorrência de períodos glaciais, e as ramificações quase dramáticas da relação entre o sol e sistema das Plêiades sobre a terra, pode-se começar a compreender o significado dos inúmeros fatores analisados pelos cientistas Africanos.

O escopo de análises do antigo cientista Africano sobre a alma era infinito. No entanto, deve-se perceber que a grandeza de seu trabalho é o subproduto de altamente desenvolvidos olhos da alma [highly developed soul eyes]. Com seus níveis ampliados de consciência e faculdades de percepção, eles produziram obras extraordinárias, muitas das quais estão completamente além da compreensão do cientista ocidental de hoje.

O cientista ocidental médio [the average western scientist], tentando replicar obras dos antigos Africanos se depara com um monumental bloqueio na estrada, naquilo que tal empreendimento exige, como pré-requisito, um certo nível de desenvolvimento da alma e próprio [self and soul development].

Um cientista tentando entender a alma deve, inicialmente, compreender o seu funcionamento dentro dele mesmo/dela mesma. Essa pessoa deve compreender completamente as ramificações da serpente Uraeus, experimentando, assim, certas manifestações de realeza [royalty], navio mágico [magician ship], sacerdócio e passar por fases compreensíveis de iniciação: morte, ressurreição e transformação.

No entanto, apenas quando o nível do olho da alma [soul-eye level] foi atingido alguém pode verdadeiramente experimentar e tornar operativo o exposto: realeza [royalty] sendo sinônimo com sua capacidade de exercer o controle completo sobre o corpo físico, navio mágico a habilidade de utilizar conhecimento avançado na manipulação de energias além da compreensão física; e sacerdócio a capacidade de comunicar-se com outros avançados mestres de vastos poderes, todos os quais estão trabalhando para o cumprimento [fullfilment] das tarefas da alma [soul tasks] e crescimento positivo do universo.

Os sacerdotes-cientistas Africanos descobriram que a viagem ao longo do Uraeus, caminho serpentino resultaria em morte ou mudança no nível atual de consciência. No caminho, é preciso primeiro ser ressuscitado do nível mais baixo de desejos físicos e tornar-se iniciado através de um exigente, disciplinado, educacional, processo de desenvolvimento da alma que, quando concluído, em última análise, transforma o aspirante ‘em um mestre, alguém em plena comunicação com a sua alma, na qual todas as coisas são possíveis.

O povo Preto hoje ainda não definiu a sua essência de alma [Black people of today have not yet defined their soul essence].
Muito poucos sabem sua história, cultura, língua ou fisiologia básica.
Sem esse conhecimento, o básico plano diretor ou fundamento para o esquema das coisas permanecerão um mistério.

Um tipo de escravidão persiste em que a alma permanece virtualmente presa. Asa Hilliard, em sua introdução à reedição de 1970 do livro, Legado Roubado [Stolen Legacy] por George G.M. James, definiu ainda mais este tipo de escravidão como auto-contenção ou contenção da alma [soul or self-containment].

Escravidão Mental é a violência invisível.
A Escravidão física Formal terminou nos Estados Unidos. A Escravidão mental continua até os dias atuais. Esta escravidão afeta as mentes de todas as pessoas, e, de uma forma, é pior do que a escravidão física sozinha. Isto é, a pessoa que está em escravidão mental será “auto-suficiente.” Não apenas essa pessoa vai deixar de desafiar crenças e padrões de pensamento que o controlam, ele vai defender e proteger essas crenças e padrões de pensamento virtualmente com seu último esforço moribundo.

Durante a década de 1960 pessoas descendentes de Africanos vigorosamente tentaram libertar-se de várias condições socioeconômicas, apenas para testemunhar uma constante erosão de seus duros ganhos de luta na década de 1970.

Por que esse importante esforço passou à clandestinidade?
[Why did this major effort GO underground?]

Por que líderes e organizações internamente “viajam no ego” [ego trip] e brigam entre si para a formação final de organizações fragmentárias?

Por que tanta desunião prevalece quando o grito era por coesão?

Certamente, o desejo de ser livre existia, e a grande luta que foi lançada fez tocar a maioria dos níveis da sociedade. Por que, então é, que ele vai dormir?

Hilliard atribui esse sono/morte à existência de uma condição de escravidão mental. Sua premissa básica é que é a violência invisível de escravidão mental que impede o nosso povo a travar com êxito uma luta para se tornar livre.

A fim de ver a perspectiva total desta premissa, é fundamental que examinemos o termo “auto-contenção” [“self-containment”].

O Dicionário Webster (1968) define o “si próprio” [“self”] como a identidade, caráter ou qualidades essenciais de uma pessoa. Levando isso um passo adiante, descobrimos que identidade e caráter é o modelo a partir do qual o senso de ser ou individualidade de uma pessoa é desenvolvido. Contenção é a política de tentar impedir a influência de uma contrária idéia, noção ou sistema político de se espalhar. Assim, se todas as partes de uma pessoa são construídas a partir de um projeto básico localizado dentro da alma, então
auto-contenção [self-containment] significa literalmente prevenção de o plano da alma de crescer.
Além disso, uma vez que a mente também é uma parte desta que é construída. Contenção da alma [soul containment] da mesma forma sufoca o crescimento da mente. É aqui que podemos ver a maneira em que a contenção da alma produz escravidão mental.

Com contenção da alma [soul containment], a mente é incapaz de desenvolver sua capacidade total. A pessoa em tal condição é alienada de sua alma, na qual se encontra a chave para o total desenvolvimento mental, bem como espiritual e físico.

A mente pode tornar-se plenamente desenvolvida apenas quando a energia da vida da alma [life energy of the Soul] atinge e energiza a glândula pineal. Até que isso ocorra, não se pode proceder ao longo do caminho serpentino conduzindo do físico à consciência cósmica.

Enquanto satisfazendo a luxúria, ganância, e poder, desnecessidade no combate irá impedir os afetados de conhecer as suas próprias almas e razão fundamental para a existência, eles não podem ver o seu próprio plano cósmico, nem ver ou respeitar aquele dos outros.

“Alguém em escravidão mental olha para outro para orientação, em vez de para dentro. O Conhecimento contido na mente do escravo mental atrofia porque permanece inexplorado.”

O escravo mental é auto-suficiente, porque ele é incapaz de utilizar a mais valiosa fonte de conhecimento que existe, a mente.

O mestre, ao contrário, pode usar o conhecimento contido dentro de sua mente; a glândula pineal tendo sido energizada pode resolver problemas complexos a partir de um processo intuitivo, automático; os receptores sensoriais são ampliados para fazer ritmos vibratórios universais tangíveis.

Sem uma glândula pineal energizada o olho da alma [soul eye] permanece fechado. Pessoas Mentalmente cegas de ascendência Africana são mais suscetíveis a confusão quando enfrentando inúmeros símbolos que os bombardeiam diariamente.

Eles não podem usar o seus modelos [blueprints] da alma para testar a validade ou reconhecer a existência de certos símbolos fundamentais. Eles são incapazes de reconhecer a utilidade de vários símbolos ou assinaturas em termos das suas necessidades essenciais. Em outras palavras, os Pretos, particularmente nos Estados Unidos, são mais freqüentemente incapazes de processar cognitivamente aquilo que eles vêem, ouvem ou de outra forma sentem no mundo cotidiano. Assim, temos uma outra implicação crítica sobre o processo de mudança da condição de alma-cega [soul-blind] para olho da alma [soul eye].

Como é que alguém se defende contra violência invisível e conseqüente escravidão mental? De acordo com Yosef Ben-Jochannan, outro grande historiador Africano, é através da aquisição de conhecimento, ou seja, Gnosis – saber [Gnosis – to know].

Escravidão mental divorcia o indivíduo do conhecimento inerente ao seu ser, que deve ser usado para continuar a sua evolução.

Alguém em escravidão mental olha para outro por orientação em vez de para dentro. O conhecimento contido dentro da mente do escravo mental se atrofiou porque é inexplorado.

Quando Jochannan diz que é o conhecimento que liberta o \ escravo mental, as implicações são que se deve valorizar e respeitar os próprios pensamentos e sentimentos inerentes ao conhecimento; deve-se extrapolar o conhecimento de toda experiência externa e interna para exercitar e cultivar a mente; desenvolvendo assim a alma.

Mais uma vez, nós testemunhamos a profunda sabedoria da antiga ciência Africana quando recordamos a inscrição sobre a entrada para as universidades:

”O homem, Conhece a Ti Mesmo” [“Man, Know Thy Self”]

Estar em contato consigo mesmo era central para todo o crescimento e desenvolvimento. A intimidade com o eu ou alma foi considerada fundamental para a centralização e processo de estabilização que ancora um eixo central a partir do qual a alma pode expressar.

A teoria da contenção da alma [soul containment] e a ausência de intimidade-própria [self intimacy] são fundamentadas nas lutas pela liberdade dos anos 60 e 70. Lá estávamos nós e aqui estamos nós, lutando para ser livres ainda incapazes de reconhecer, em conjunto, o que queremos libertar. É o momento que nós nos perguntamos:
“O que é o self, alma ou essência das pessoas Pretas?
Qual é a base da cultura ou estilo de vida que as pessoas Pretas estão tentando perpetuar?” Verdadeiramente, não podemos determinar nada disso até que nós primeiro conheçamos a nós mesmos como indivíduos e depois coletivamente como povo.

Aqui estamos na década de 1990 desejando ser livres, lutando para ser liberados. Sabemos agora que o conhecimento é necessário, mas pode ainda ser incerto como o que é que precisamos aprender.

Precisamos aprender primeiro sobre como o conhecimento está sendo usado para nos manter em um estado alucinógeno de escravidão mental.

Conhecimento que foi roubado e distorcido dos arquivos dos antigos templos de mistério Africanos. É por isso que o livro, Legado Roubado [Stolen Legacy – de George G.M. James] é tão importante e deve ser lido de capa a capa, uma e outra vez.

Isso mostra claramente que a base de todo o conhecimento, especialmente aquele conhecido como filosofia Grega reivindicado por Platão, Sócrates e Aristóteles, é realmente roubado conhecimento Africano.

Além disso, o livro descreve o antigo processo educativo Africano utilizado para desenvolver a alma. Como uma pessoa se move a partir da condição de escravidão mental ou cegueira-da-alma
[soul-blindeness], ele ou ela deve começar com o eu individual e, em seguida, o do coletivo.

Ao responder a pergunta “Quem sou eu”, alguém formula um conceito de si, que pode ser usado como um parâmetro para medir todas as idéias. Considere a transformação de Malcolm X a partir de um traficante de rua para líder nacional. Ele desenvolveu um processo onde estudou idéias por sua relevância para a sua alma.
Ele não mais tomou idéias para significar o que outros disseram que significava; assim, ele começou a livrar-se de seu condicionamento social.

A verdadeira liberdade não tem sido alcançada hoje, porque a maioria dos povos Africanos e seus líderes estão virtualmente excomungados da origem de suas almas.  Eles não estão em contato contínuo com o seu eu interior, nem com a natureza. Ao contrário, eles apenas ocasionalmente obtêm um vislumbre de si, no entanto, essas visões da alma são, normalmente, confundidas, vistas como sonhos irreais ou fantasias, e sendo vistas como tal, elas não vêm para a manifestação física.

O sonho é real, a incapacidade de fazer o sonho manifesto é a fantasia.

Dr. Richard King M.D.
Origem Africana da Psiquiatria Biológica –
O OLHO DE HERU/ GLÂNDULA PINEAL  –
Capítulo 4 – URAEUS: Da Escravidão Mental para a Mestria I –
[Chapter 4 – URAEUS: From Mental Slavery to Mastership I]
pg. 24 – 25

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