A Celestial Nave do Norte – E. Valentia Straiton

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A Celestial Nave do Norte

The Celestial Ship of The North

E. Valentia Straiton



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A Celestial Nave do Norte

E. Valentia Straiton

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EU GRATAMENTE DEDICO MEU LIVRO ao meu amigo S.E.D., que sempre esteve pronto para enriquecer meus recursos com os tesouros de sua sabedoria inestimável e me inspirou a elevar-me acima da escravidão do materialismo para aquele paraíso da promessa, os felizes campos de Aah-en-Ru. Meu grande desejo é que todos que lerem este livro possam ser igualmente inspirados a olhar para cima e amar a Grande Mãe Cósmica e seus filhos, os Luminares, os majestosos planetas e as brilhantes Estrelas.

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Conteúdo

INTRODUÇÃO …………………………………………. 3

CAPÍTULO I – O MISTÉRIO DE MÃE ……………. 7

CAPÍTULO II – A TERRA DA LUZ ……………….. 26

CAPÍTULO III – “É NO MÍTICO NÓS TEMOS
O VERDADEIRO” …………………………………….. 41

CAPÍTULO IV – DUALIDADES …………………….. 57

CAPÍTULO V – O JARDIM DO “BELO” …………. 65

CAPÍTULO VI – O SAGRADO QUATRO ………… 89

CAPÍTULO VII – A ÁRVORE ………………………. 108

CAPÍTULO VIII – FESTIVAIS DO FOGO ……….. 119

CAPÍTULO IX – ÁGUAS CELESTIAIS ……………. 134

CAPÍTULO X – ORIGEM CELESTIAL DA
RAÇA JUDAICA E LÍNGUA HEBRAICA
SETE, DEZ E DOZE  ……………………………………. 148

CAPÍTULO XI – MEDIDAS CELESTIAIS ………….. 173

CAPÍTULO XII – MENSAGEIROS DO ETERNO … 185

CAPÍTULO XIII – DEPOSITÁRIO DE
TESOUROS SOBRENATURAIS DE
CONCHECIMENTO E SABEDORIA  …………………. 197


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                      APRESENTAÇÃO

             Era após Era, o Grande Arquiteto do Universo tem enviado seus mensageiros em muitas terras para deixar claro ao homem que as leis sob as quais a vida espiritual e temporal evolui têm sido as mesmas desde a fundação do mundo e são apenas as reações do planeta Terra aos estímulos da lua, estrelas, sóis e super-sóis dos céus. E entre estes a Poderosa Regente [Mighty Ruler], “Nave do Norte” [“Ship of the North”], foi sempre pré-eminente na sua energização prima. A relação entre os céus e a terra tem sido a mesma, fundamentalmente, em todas as eras. Do conhecimento desse vínculo antigo nasceu a única religião verdadeira ou “ligação de volta” à causação [“biding back” to causation].

             Forças celestiais brincam na terra e visivelmente impressionam suas leis operatórias. O sol governa o movimento da Terra. A lua balança marés da Terra. A estrela polar exerce uma influência de direção da órbita que dá direito sobre o eixo polar da Terra. E os signos do zodíaco, através dos quais o Sol leva o seu curso real ano após ano e, em um dos quais habita em cada Era, estando, atualmente, em Peixes e procedendo dali para Aquário, eram chamados de “criaturas viventes” [“living creatures”] por causa de sua viva modificação magisterial de forças brincando através do sol sobre a terra. Da antiguidade outros governadores celestes da terra foram conhecidos e suas forças diferenciadas e reverenciadas.

          Reverência em sua mais alta essência é um atributo eterno e não pessoal da alma e murcha lentamente, mas fatalmente em face da afirmação reiterada de um dogma exegético pessoal divorciado das leis da Natureza. Para continuar no crescimento espiritual, o homem deve adorar seu Criador somente, aquela Primeira Causa da qual todas as outras causas são apenas relegações ou emanações.

Astrologia e astronomia, conhecimento esotérico e exotérico dos corpos ou entidades celestiais, têm estado no centro da geração de todas as grandes religiões que têm aumentado e diminuído sobre a terra, de acordo com a cíclica lei celestial.

          Do passado o autor trouxe pistas de encontrar o caminho  [path-fiding clues] à esta Primeira Causa que se revela.

          Estas páginas são uma contribuição para aquela esforçada, científica,  altruísta pesquisa que deverá nos próximos anos identificar por trás da alegoria, simbologia e do ritual de muitas crenças [faiths] a mesma verdade eterna, a qual, percebida, vai unir todas as raças e credos em reverência da criatura para o Criador, a religião eterna ou “ligação de volta” ao nexo da Causação [“biding back” to Causation].

S.E.D.    

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“Cada uma dessas estrelas que estão no céu, não fazem o mesmo, ou um curso igual; quem é que tem prescrito a cada uma, a forma e a grandeza do seu curso?”

“Esta Ursa que gira em torno de si própria; e leva o mundo todo com ela, quem possuía e fez tal Instrumento?”.

“Quem estabeleceu os limites do Mar? Quem estabeleceu a Terra?
Porque existe alguém, Ó Tat, que é o Criador e Senhor destas coisas.”

“Porque é impossível, Ó Filho, que tanto, lugar, ou número, ou medida, possam ser observados sem um Criador.”

“Pois nenhuma ordem pode ser feita por desordem ou desproporção.”

Hermes Trismegisto

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                         LIVRO UM     

          Aurora da Divina Concepção

“Representada nas paredes do secreto e selado Santuário no Templo de Dendera está esta imagem de Hathor, conhecida pelos Egípcios como a Virgem Mãe ou a Mãe de Deus, para quem o templo era dedicado. O nome dela Hat-hor o que implica que ela era a “Habitação da Santa Luz” ou o Horus encarnado, manifestado pelos raios do divino esplendor fluindo dela.”

“O secreto e selado Santuário era penetrado uma vez por ano por um alto-sacerdote, na noite do solstício de verão e uma imagem da Santa Mãe era carregada por uma procissão de sacerdotes até uma escada secreta para o telhado onde a comunhão com o pai divino Ra era realizada enquanto, dentro do templo, um festival para Hathor era celebrado.”

De “The Book of the Master” [“O Livro do Mestre”], por Marshall Adams.

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      CAPÍTULO I

O MISTÉRIO DE MÃE

THE MOTHER MYSTERY  

          Os povos mais antigos acreditavam que Deus dava a Revelação, e era o Um Supremo, o Eterno, o Infinito, permeando todos os lugares e exaltado em um lugar super-celestial de Luz Divina, que Ele era espiritual em essência, auto-existente, Incriado [uncreated], ainda assim era feito manifesto a todos como o mais terno amor e verdade, que eles recebiam em suas vidas na Terra, com felicidade e júbilo. Nascida deste Supremo Um era Ela de celestial beleza e pureza, Divina em natureza, a quem eles chamavam o Espírito de Deus, a Pomba *[1], o Espírito Virgem, o Logos que é a Palavra de Deus, a mais antiga primeira Mãe, cujo nome passou a representar a essência de tudo o que era belo e puro, e do mais divino amor. Ela foi, no Talmud, “o Espírito de Deus que pairava sobre as águas como uma pomba, que abria suas asas sobre os seus filhos.” Ela era a Shekinah, uma palavra mística freqüentemente tipificada variadamente como um Lótus, uma Rosa, um Ovo, e por símbolos que eram ovais, como um Copo, um Barco ou uma Lua.

[*(1) – O Vinho tem uma relação mística com a Pomba, que é o Espírito Santo, em um sentido passivo, o Criador sendo a potência ativa. Vinho e o Espírito Santo são de uma raiz em linguagem primitiva. “A Verdade, sua essência, é espiritualmente chamada de Vinho, e às vezes de Sangue, pois o vinho é o Sangue da Uva”. Estes símbolos todos desempenham um papel notável, tanto no Antigo como no Novo Testamento.

– “Deus quando Ele medita sobre a Divina Beleza, é dito ser um; Mas quando Ele cria para ser Bi-Uno [Bi-Une]. Os Sírios simbolizaram esta comunhão por sua imagem de Ad-Ad, o Sol-Pai, disparando abaixo os seus raios esplêndidos em direção a Terra, enquanto ela envia raios de esplendor para cima, que se encontram e se misturaram com Seu feixe. ”

[* – Kenealy – The Book of God (O Livro de Deus)].

Ela também foi a Argha, a mais antiga forma de “Nave” [“Ship”], a Arca [Ark] que flutuava sobre as águas celestiais do Abismo [Abyss], a Grande Matriz do Universo [Great Matrix of the Universe], aquele lugar de nascimento e renascimento espiritual e emergência para a Imortalidade [Immortality]. Argha também significa um Copo [Cup], um Vaso [Vessel] em que flores e frutas são oferecidas a Divindade, o Copo que deve ser sempre curvado como um navio [ship].

Esta Argha era a primordial Mãe de tudo, e foi chamada o “Espírito Santo”, a Arca que continha os germes de toda a natureza, que pairava sobre o Grande Abismo [Great Abyss], o Navio do Norte [the Ship of the North], ou Barco da vida [Ship of Life], que trazia os germes de todo ser sobre o vasto oceano do Infinito.  Ela era a Imaculada do Supremo Céu, em que Deus era a Força dominante. “Quando Deus foi chamado de o Espírito Santo, a implicação tem sido incorreta, o Espírito Santo era apenas Seu Regente ou representação, o Segundo Grande Ser do Universo, o Anima Mundi, a Grande Mãe da Natureza.”

          A Navi-forme Argha dos mistérios tipificou o Espírito Santo, a Grande Mãe de toda existência. Os Sumo Sacerdotes dos Árabes tornaram o Espírito Santo simbolizado como um Copo ou Navio, uma parte necessária de sua religião. Na “Visão de Hermas” [“Vision of Hermas”] * – O Espírito Santo foi chamado “A Velha Mulher que foi a primeira de toda Criação.”

[* – Este trabalho Hermeano foi uma Escritura elementar usada na igreja, como diz Eusébio, “antes do Cristo ter sido completamente carnalizado pelo Sarkolatrae.”Este trabalho sempre foi tido em muito grande reverência por Irineu, Clemente de Alexandria, e outros grandes pensadores, que o consideravam uma obra divinamente inspirada. Hermas foi apelidado “O Pastor.”]

A crença básica de todos os cultos antigos é que o Espírito é de Deus, e que as Almas vêm do Espírito Santo, a grande Alma do mundo, sempre produtiva e possuindo os atributos do Supremo. “O Espírito de Deus me fez; e o sopro do Todo-Poderoso me deu vida.” – Jó 33:4 (Job xxxiii, 4).

Mais uma vez o Espírito Santo era Virgo, a Virgem do Zodíaco, que deu à luz ao Filho Imaculado. Ela era a grande enfermeira de toda a existência; ela era Sabedoria; ela era o Poder de Deus, mais bonita que o Sol, e quando “comparada com a luz ela é encontrada antes dela.” Ela era a Mãe dos Deuses; Ela era Issa, a Virgem de Deus; ela era a Sea, a Rosa mística, o Copo com asas. Para tipificar sua beleza transcendente, ela foi chamada o Arco-íris [Rainbow], tendo as sete cores ou as sete estrelas em Um.

Em Sais ela era enfeitada com estrelas [bespangled with stars], e lá ela dava sua mensagem mística: “Eu sou tudo o que é; Eu sou tudo o que foi; Eu sou tudo o que sempre será: e meu véu nenhum mortal o tem removido. O fruto que eu trouxe foi o Sol.” [“I am all that is; I am all that hath been; I am all that will forever be: and my veil no mortal hath drawn aside. The fruit that I brought forth was the Sun.”]

Ela foi chamada pelos Sanconiathans, “O ar luz brilhando com luz etérea.” [“The air shining with ethereal light.”]

Ela foi retratada como intensamente preta, seu peito nu, coroada com uma pirâmide dourada, sobre a qual entrelaçava uma imensa serpente. Noite e Escuridão pertencem como símbolos para muito grande antiguidade. A superabundância de escuridão [darkness] metafisicamente é Luz. “A Escuridão adotou a iluminação a fim de tornar-se visível.” [“Darkness adopted illumination in order to make itself visible.”] *

[ * – Fludd, Robert.]

Fora do ilimitado Abismo da Escuridão, agindo sob o poder divino, veio a Santa Luz. Paracelso chamou Luz Sideral a Luz Astral, o reflexo da Grande Imaculada Mãe, a quem o nome da Luz Astral foi dado; * – um nome que nunca foi dado ao pai, ou ao filho órfão da Imaculada Mãe, quem foi colocado no plano físico, como a menor das manifestações.

[ * – Luz Astral ?? Luz derivada das estrelas; uma luz só percebida psiquicamente.]
Este Espírito Santo, a Grande Mãe, * [1] é simbolizada por uma Grande Árvore cujos ramos se espalham por todo o mundo, e alcançam os céus. Um símbolo mais belo dificilmente pode ser concebido. Este Árvore “tem três raízes, amplamente afastadas uma da outra. A primeira está entre os Deuses; a segunda entre os Gigantes (os espíritos bem-aventurados) [the blessed spirits]; a terceira abraça o inferno (região de todos os que não estão entre os bem-aventurados). Sob as raízes está a fonte de desejos carnais, de onde fluem os rios infernais, e as raízes são roídas pela poderosa serpente, Midhager (Consciência guerreando com desejos carnais); sob isto, alcançando a terra dos Gigantes, está a fonte da Sabedoria e do Conhecimento. * [2]

[* (1) – Os mexicanos adoravam o Espírito Santo sob o nome Chuacohuatl, a mulher Serpente; e como Tonacacihua, a mulher de carne e osso. (the woman of flesh)].
[* (2) – Kenealy  – The Book of God (O Livro de Deus), p. 324.]

Em um período muito posterior nos mistérios, Apuleio apresenta um retrato da suprema deusa mãe, como ela era revelada para os Iniciados – “A Terra-Mãe, coroada de flor, com seu corpo abundantemente farto cheio de frutas. A Mãe-Céu em seu manto preto, brilhante com a lua e as estrelas; uma realidade radiante do sonho divino, revelado em forma humana; uma revelação visível da portadora-reveladora [bringer-forth].” *

[* –  Massey, Gerald, The Natural Genesis, (A gênese Natural), Vol. II, p. 79.]

Além destas, existem muitas belas revelações da Mãe, o mais antigo pensamento conhecido do Criador e Sua primeira Criação, que, sendo direta de Deus, era o meio através do qual a vida era dada ao mundo.

Os Filhos de Deus eram filhos desta Mãe, e o mundo antigo transborda com memórias e símbolos destes filhos ou Mensageiros Celestiais, que eram chamados de Messias, emanações do Espírito Santo de Deus. Os Messias eram, todos, encarnações do Sol.
Eles eram, todos, ocultados, sepultados e ressuscitados dos mortos tipificando assim o nascente e o poente do Sol. A sua “Encarnação era simbolizada como uma Serpente Dourada saindo da Arca.”
A serpente era um símbolo de Imortalidade e Sabedoria.
A Arca era o Santo dos Santos. [The Ark was the Holy of Holies]

A religião dos povos antigos parece ter sido uma em todo o mundo; uma grande irmandade, uma fé universal. Estranho tem sido o impulso de sacerdotes e teólogos, para desviar-se da antiga santidade, que era tão solene e majestosa em dias primevos, e para instruir as massas em falsas doutrinas.

O Jardim do Éden, ou Paraíso, foi o local de nascimento do Homem, e do Tempo. O Espírito Santo era um Jardim [Garden], o Jardim do Paraíso, o princípio feminino sob o seu símbolo venerado. Neste Jardim, que também foi chamado de Meru, cresciam todos os deliciosos frutos, flores e videiras, e entre eles a “Maçã Dourada” dos tempos primitivos. Este jardim foi colocado no Norte, os Egípcios o chamavam Sais, e Proclus observa, “Ele participa de uma emanação peculiar de Deus.” Este é o Jardim do Éden, o Pólo Norte em si, o Norte que foi chamado Sagrado, o lar da constelação da Ursa Maior, “A Genetriz” [“The Genitrix”], cujas Sete Estrelas eram os Marinheiros, que vigiavam e sempre irão vigiar o mar celestial  – “belo e sobranceiro, é a alegria de toda a terra; o Monte Sião, para os lados do Norte.” – Salmos 48, 2.

O Abismo [The Abyss], no Egito é um nome do Norte, e a mãe original deste Abismo, que era o Espaço, foi chamada Tifão [Typhon], a Mãe dos Começos [Mother of beginnings], a Mãe do Campos do Céu, a Mãe das Revoluções (ciclos de tempo) * [1] – , bem como a Mãe dos Deuses e dos Homens. Mais tarde, Ela foi feita deusa da constelação da Ursa Maior, Deusa-Mãe, e seu primeiro filho foi chamado Sut, a Estrela-do-Cão [the Dog-Star] (Sírius) no sul.
É aqui, na alegoria mística, nascido entre as estrelas, que encontramos a origem da Imaculada Conceição.

Esta Mãe foi chamada de “A Velha Mulher” [“The Old Woman”], porque ela foi a primeira de toda a criação, e o mundo havia sido feito para ela. A partir deste precoce começo desenvolveu-se a chamada Religião Tifoniana [Typhonian Religion], a qual, com seus tipos, é a mais antiga de todas.

[1 * – Esta Mãe das revoluções foi chamada a Produtora e
Re-produtora de almas, ou deuses, que eram os auto-nascidos que vieram a partir dos ciclos, criados pelas revoluções das estrelas da Ursa Maior [Great Bear]. Eles foram mais tarde conhecidos como espíritos dos deuses, e em outra fase, como os espíritos planetários. Hélio, o Deus-Sol, foi nascido nos ciclos do Sol – a Luz-nascida].

Nós lemos que a partir de uma Mãe o Universo nasceu.
Esta foi a Mãe Tifão [Mother Typhon], uma figura primordial do Poder.

Uma forma muito antiga de Tifão [Typhon] era o Cavalo Aquático [Water Horse], o “Portador das Águas” [“The Bearer of the Waters], que era o Hipopótamo [Hippopotamus]. Este animal tem quatro dedos em cada um de seus quatro pés, e, portanto, foi considerado um tipo dos quatro cantos da terra.

Os primeiros tipos foram sempre femininos, e eram representados como animais ou tendo as propriedades de animais. Jehovah, que à princípio, era considerado feminino, também era representado como um tipo de animal, e pelos Rabinos foi conhecido pelo nome místico de quatro letras – J H V H – o seu Tetragrammaton.

A representação de uma mulher, arqueando sobre a terra e descansando em suas mãos e pés, representa os quatro cantos, ou os quatro pontos cardeais.

O Zodíaco era dado como uma figura feminina humana, e sobre esta o Mapa Astrológico [Astrological Chart] era fundado.

Atum (o primeiro Adão) é chamado no “Livro dos Mortos”, “A Deusa Mãe do Tempo”.

Todos os começos foram fundados sobre o feminino.

A constelação da Ursa Maior [constellation of the Great Bear] era conhecida como a Coxa Tifoniana [the Typhonian Thigh],
a “Coxa do Norte” [“Thigh of the North”], o local de nascimento dos começos entre as estrelas. [the birthplace of the beginnings among the stars].

Em nossa Bíblia, nós lemos: “Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que nunca mais se dirá: Vive o Senhor, que fez subir os filhos de Israel da terra do Egito. Mas: Vive o Senhor, que fez subir os filhos de Israel da terra do Norte.” – Jeremias 16,14-15 [Jeremiah XVI, 14. 15.].

A Mãe Tifão original [the original Mother Typhon],
“Senhora dos Céus” [“Lady of the Heavens”], foi Mãe do filho macho conhecido como Sut que cresceu para ser seu consorte, e que eventualmente se tornou seu próprio pai, no caráter de gerador.
“A mais antiga permutação conhecido na Teogonia tornou-se aparente neste ponto, que é este do filho tornando-se seu próprio pai e a mãe sendo gerada pelo filho.” *

[ * – Blavatsky, H.P.]

É nesta Religião Tifoniana [Typhonian] que nós encontramos, pela primeira vez, o culto da Virgem Mãe, e do filho sem pai, que mais tarde encontrou um lar em Roma. “Mas ela veio a ser retratada como um virgem masculino, para indicar o poder de geração ou criação de sobre o caminho para a paternidade final.” Foi Manu que disse que o homem-virgem deu à luz a Luz. Todas as alegorias míticas dos céus declaram que a partir de si mesma a Mãe veio primeiro.

Em um período muito posterior, quando o tempo solar (ou seja, o tempo contado pelo  Sol) tomou o lugar do anterior tempo Sabeu [Sabean time] (tempo contado pelas estrelas), o auto-criador foi feito à imagem do macho. Formas de culto desta muito antiga religião são um tanto obscuras, mas elas não constituíam de forma alguma um mistério de imodéstia, pois é sabido que originalmente ela era pura e bela relativa ao mistério da própria vida.

Nada impuro jamais havia sido ligada a ela. Tudo o que foi reivindicado como obsceno e anatematizado como impuro, deveu-se a outras e posteriores interpretações. Ela representava a natureza nua dos primevos começos [the naked nature of primal beginnings], as primitivas concepções fisiológicas de uma força criativa.

Não havia nada de vulgar nela, mas muito do que era de interesse absorvente. Esta religião finalmente passou para a Judéia, fazendo seu lar em Jerusalém. “A marca dos Sut-Tifonianos [Sut-Typhonians] como os órfãos de pai, religiosamente falando, veio através da adoração da mãe e criança, que se tornou a prostituta do Apocalipse [the harlot of Revelation], e o bastardo dos Osirianos.” *

[* – Blavatsky, H. P.]

Sut, filho de Tifão [Typhon], foi o nome dado ao primeiro homem reconhecido ou conhecido, e apesar de suas manifestações serem muitas, seu começo foi como Sut, a Estrela-do-Cão [Dog-Star], (Sírius) tal como a conhecemos, no Sul. Ele acabou por se tornar o Alfa e o Omega do Livro do Apocalipse. Al-Shadai, Adonis, Baal e outros foram todas personificações deste antigo filho da primeira Mãe, e originalmente pertencia a seu culto, que é o mesmo que aquele da Igreja de Roma hoje – o culto da Mãe e da Criança.
Por um pouco de pesquisa muitos segredos do antigo culto são reconhecíveis como explicações dadas para as então chamadas formas ortodoxas da religião de hoje. A Mãe e o Filho adorados por Cristãos modernos remetem ao Tifão [Typhon] no Egito acima e seu filho Sut. Esta Virgem Mãe e a Criança de concepção celestial tinham eras de idades antes de se tornarem Semitas. Eles também foram adorados pelos Hicsos [Hekshus], chamados Reis Pastores, do Egito pré-monumental, que foram os governantes para 13.000 anos antes da época de seu primeiro rei, Menes. Os Shus-en-Har, ou Hicsos [Hekshus], foram conhecidos como os seguidores do grande Deus Egípcio, Horus, com quem mitologicamente os Israelitas estavam ligados.

Quando substituídos, os Sut-Tifonianos [Sut-Typhonians] foram denunciados por aqueles que vieram a adorar um Pai e Filho, em vez da Mãe e Filho. Do bom Tifão [Typhon] foi dito, no entanto, “Dela é uma figura tão antiga que pertence a uma tipologia que precedeu escatologia e mitologia, e de uma ordem definida no céu para uso e não para adoração, tipo de Tempo, e Força, e não para Beleza.”

O homem primitivo não conheceu nada do Deus único de uma religião posterior. Em todos os primeiros cultos, Deus significava o Absoluto, permeando todos os lugares, em e de todos, ainda que nenhum pudesse compartilhar Sua insuperável majestade celestial.
Deus não era uma figura solitária, um Silêncio. “Ele era cercado por outros deuses de luz, beleza, pureza e divindade, imortais em sua essência, pois que emanava do Altíssimo”, * [1] -, mas todos eram abrangidos por Seu amor, a fonte de todos. O segundo Espírito de Deus, a segunda grande potência que começou a existir quando Deus desenvolveu beleza para fora de si mesmo foi a Mãe, a Mãe em primeiro lugar em todos os lugares antecedendo qualquer conhecimento daquele Um Deus. Ela era a Natureza, o Espírito de Deus, o Espírito Virgem de inefável amabilidade, e como recebia adoração. * [2] –

[* – (1) – Kenealy – The Book of God. (O Livro de Deus)]

[* – (2) – Os Egípcios simbolicamente chamaram a Deus a “Antiga Escuridão” [the “Ancient Darkness”] H.P. Blavatsky escreve: “A Escuridão [Darkness] é a raiz da Luz, Luz é matéria, Escuridão é puro Espírito, Escuridão, metafisicamente, é Luz absoluta. A Luz é apenas uma massa de sombras, uma vez que nunca pode ser eterna, e é simplesmente uma ilusão, ou Maya.”]

Adoração à serpente, adoração à Árvore e adoração à Água eram todas femininas. A Serpente descascava (descartava) periodicamente, conforme o tipo feminino, e a portadora Árvore com seu fruto era feminina e a Água era feminina e a fonte da vida, a Mãe. A Maternidade [Motherhood] antecedeu por eras de tempo qualquer conhecimento de uma paternidade que poderia ter sido identificada como tal, e mesmo entre os sete deuses originais (posteriores planetas) não havia nenhuma menção de paternidade.
Os Iniciados Hindus cuja sabedoria era sublime, reconheciam Deus como “O Um que é Tudo”, o qual estamos aptos para velar na era atual.

Nesse longínquo começo, tudo era Sabeu [Sabean], ou seja, pertencendo às estrelas. Só mais tarde, quando períodos Sabeus (Estrelas) e, em seguida Lunares (Lua) haviam feito o caminho para os períodos Solares (Sol) que um elemento do sexo masculino aparece, e introduz o masculino e o feminino como divindades separadas, pois no começo, tudo era considerado em duplo aspecto como macho-fêmea, Bi-Uno [Bi-Une].

Quando, no advento do período solar, o culto da paternidade no céu tornou-se estabelecido, então, o tempo foi contado pelo Sol, em vez de, como anteriormente, pelas estrelas e a lua.

Atum no Egito, Hea na Assíria e Abraão em Israel tornaram-se o Pai dos Deuses, e a Criança da Mãe ficou conhecida como o Filho do Pai. Esta individualização do Pai, a quem o povo então entronizou acima da antiga Mãe, foi aclamada com grande júbilo. Finalmente, o Filho de ambos tornou-se um substituto para a Mãe e o Pai de um período posterior da teologia.

O sétimo dia, Sábado, foi sempre o dia de Sut, Saturno, mas quando o Sut de origem Sabeana [Sabean] foi transformado em um Deus solar, seu dia tornou-se Domingo, o dia do Sol. * [1] –
Nesta forma solar, ele ficou conhecido como Sebek-Ra, o Cordeiro da Décima Terceira Dinastia. Isso ocorreu quando, no equinócio, o Sol entrou no signo Zodiacal de Áries simbolizado como o Carneiro ou Cordeiro, e, Ele, que era em sua origem Sabeana o líder das Sete Tifonianas [Typhonian Seven] da constelação da Ursa Maior, foi continuado como o Cordeiro das Sete Estrelas do Livro do Apocalipse [Book of Revelation].

[* (1) – A igreja secular foi fundada por Constantino, que estabeleceu o dia do Sol – Domingo – Para a adoração de Jesus.]

O ponto de partida foi sempre no Norte, onde os antigos notaram que o revolver das constelações em torno da Estrela Polar ocorria. Uma dessas primeiras constelações foi chamada Cassiopia, a “Senhora do Assento” [“Lady of the Seat”]. Ela pode ser vista sentada em uma cadeira nos mapas pictóricos dos céus. Ela era Rainha da Etiópia, a nossa Kush bíblica, e este assento ancestral no norte, como um ponto de começo, sugere a Etiópia como o primeiro místico local de nascimento [first mystical birthplace].

Nos escritos Hebraicos, Etiópia, Kush e Zaba são termos conversíveis para o mesmo país, o Egito além do Egito, e se combinam com os “Sa-be-us do deserto” [the “Za-be-ans from the wilderness.”] – Ezequiel 23, 42. – Kush e Etiópia são ambos nomes do Norte, onde a constelação chamada A Coxa [The Thigh], a Matriz do Mundo [Matrix of the World], é encontrada.
No início, quando os Poderes elementares governavam desregradamente e destrutivamente, aprendemos que havia Caos, e de fora desta dissolução caótica no espaço, a Criação trouxe consigo o início da mitologia, e inaugurou o primeiro período de Tempo Fixo. As Sete Estrelas da Constelação no Pólo vieram a transmitir a idéia deste Primeiro Tempo. Elas foram chamadas de “As Luzes Sem Começo” [“The Beginningless Lights”], e eram tidas no mais sagrado pelos sacerdotes, e muito das observações e da informação dadas nos mistérios sagrados concernindo estas “Luzes” têm sido, felizmente, tão cuidadosamente preservado que nenhum tipo jamais foi completamente perdido e tudo ainda pode ser estudado em sua pureza original [pristine purity].

Conhecimento do tempo celestial foi atribuído à Tifão [Typhon], Deusa Mãe da Grande Ursa [Mother Goddess of the Great Bear], e seu filho Sut, a Estrela-do-Cão [Dog-Star] (Sírius). Quando Ela fez seu primeiro círculo em torno do Pólo Norte, ao nascente da Estrela-do-Cão [Dog-Star] (Sírius), no sul, o primeiro ano ou ciclo de tempo foi completado, do qual Sut foi feito o anunciador. *
[* – Cada raça, tribo, e culto dos velhos tempos teve suas tradições das primeiras Sete Estrelas, e em todos os lugares podem ser encontrados mitos da “Mulher e seu Cão” [“The woman and her Dog”] – Tifão [Typhon] e a Estrela-do-Cão [Dog-Star] (Sírius), e as divisões de Luz e as Trevas.]

Apenas um céu superior e inferior eram dados neste período foi antes dos quatro cantos ou pontos cardeais serem representados, e antes dos equinócios e solstícios terem sido estabelecidos.
Este cumprimento do primeiro ano do Tempo permanece fixado no planisfério para sempre; e independentemente de todas as alterações, esta origem nunca foi totalmente perdida ou substituída. Ela foi encontrada em cima no céu e refletida em baixo na terra, e permanecerá como testemunha do primeiro tempo Sabeu [Sabean Time] que começou com a velha mãe Tifão [Typhon] e seu filho Sut.

Embora as raízes da religião pareçam quase escondidas em um passado remoto, muitas provas são sobreviventes dela ter sido desenvolvida a partir da Mitologia, e nunca a Mitologia da Religião.
A concepção de uma divindade escondida está na base de todas as religiões, o que explica, talvez, os esforços para fazer a religião vir antes da mitologia. A origem foi com a Mãe, que precedeu o Pai e que produziu as primeiras Sete Grandes Estrelas da Ursa como Forças primeiras Forças nascidas do espaço ou caos, chamadas Forças Criativas por todos os povos antigos.

Estas, pelos Cristãos foram chamadas de “As Virtudes de Deus”, nas igrejas Gregas e Romanas elas eram os Sete Arcanjos, que pertencem também às escrituras Persas. Elas tinham ao seu cuidado e proteção homens, animais, fogo, metais, terra, água e plantas.
As Sete Originais [The original Seven] têm uma origem comum no Egito, Acádia, Índia, Bretanha, e Nova Zelândia.

Jacob Boehme diz sobre o Feminino produtor e esses Poderes ou Forças, que ele chama de “Espíritos-Fonte” [“Fountain-Spirits”], que “Nós Encontramos propriedades especiais na natureza pelas quais esta única Mãe opera todas as coisas – Desejo, Amargura, Angústia, Fogo, Luz, Som [ou Tom], e Substancialidade;  O que quer que as seis formas sejam espiritualmente, isto a sétima é essencialmente. Estas são as sete formas da Mãe de todos os seres, donde tudo o que está no mundo é gerado”.

E mais uma vez em sua Teosofia, ele diz, “O Criador tem, no corpo deste mundo, gerado a si mesmo como se fosse criaturalmente em suas qualificações ou Espíritos-Fonte [Fountain-Spirits], e todas as estrelas são nada mais do que poderes de Deus e o inteiro corpo do mundo consiste nas sete qualificações ou Espíritos-Fonte.
Por isso a vida do homem tem um tal princípio e nascimento [rising up] como foi aquele dos planetas e das estrelas. . . . Mas, que haja tantas estrelas, de múltiplos efeitos e operações, é a partir da infinitude que está na eficiência dos Sete Espíritos de Deus um no outro, o que gera-se infinitamente. . . . A propriedade do homem encontra-se em graus diversos de acordo com os céus internos e externos, em outras palavras.: de acordo com a manifestação Divina, através dos sete poderes da natureza.”

Estas eram as Sete místicas, primeiramente encontradas nas Sete Grandes Estrelas da Constelação da Ursa Maior, e que representam a primeira Grande Mãe em sua semelhança como Mãe das primeiras Forças elementares e do Tempo.

Quando o período Solar foi estabelecido, aquelas se tornaram as sete almas de Ra, o Sol Egípcio. Estas Forças Criativas, ou Poderes, sempre foram conhecidos como deuses, e os deuses maiores da antiguidade sempre foram filhos da Mãe antes de se tornarem filhos do Pai.

Sut, Hórus, Shu, e outros nunca tiveram um Pai. Em suas origens eles eram masculino-femininos [male-female], como eram todos os deuses antigos. Zeus foi muitas vezes chamado de Bonita Virgem, Vênus foi encontrada barbuda, o Apollo original era bi-sexual, Hórus é apresentado em ambos os sexos, Osíris e Ísis são encontrados por intercambiar. Na visão de São João no livro da Revelação [Apocalipse] é encontrado o Logos, agora conectado com Jesus Hermafrodita, e retratado com seios femininos. Jehovah era originalmente feminino.

Em uma tábua Babilônica [Babylonian tablet] Vênus é representada como um homem ao nascer do sol e uma fêmea ao pôr do sol. Para os Peruanos, Vênus era uma estrela da manhã chamada “O Jovem com Cabelos Cacheados.” [“The Youth with Curling Locks”] Philo nos diz que Astarte colocou em sua cabeça um chifre de Touro como um símbolo de seu senhorio [lordship] ou natureza masculino-feminina [male-female nature]. Em escritos Sânscritos, foi dito que o Touro era comido como alimento, mas que a Vaca era demasiado sagrada como ela era a Mãe da Vida. Estes eram tipos da antiga Mãe.

Os deuses, divindades e personagens da mitologia eram universais. Eles foram feitos secretos e divinos, porque eles nunca foram humanos, embora seus atributos fossem muitas vezes baseados em experiências humanas, devido ao conhecimento dos estudiosos antigos tão familiarizados com a vida aqui na terra e assim versados em conhecimento astronômico. Eles ensinaram seus mitos e alegorias por onde quer que fossem. Estes não surgiram independentemente em vários lugares do mundo. A sua unidade na mitologia está provada conclusivamente. Quanto mais se pesquisa sobre o grande passado, mais profundamente a admiração cresce.

“Orígenes observa:” Se a Lei de Moisés não contivesse nada que devesse ser entendido como tendo um significado secreto, o profeta não teria dito, ‘Desvenda os meus olhos para que eu contemple as maravilhas que derivam da tua lei.’, ( Salmo 119, 18), ao passo que ele sabia que havia um véu de ignorância encontrando-se sobre o coração daqueles que lêem e não entendem os significados figurativos”, e ele diz a Celsus que os Egípcios velavam seu conhecimento das coisas em fábula e alegoria – ‘O sábio pode penetrar no significado de todos os mistérios Orientais, mas o vulgar só pode ver o símbolo exterior. É consenso, por todos os que têm qualquer conhecimento das Escrituras, que tudo é transmitido enigmaticamente’. ” *

[* – Massey, Gerald – A Book of the Beginnings, Vol. II (Um Livro dos Começos, Volume II), p. 184.]

O Khepsh ou Kush Egípcio, tornou-se o Chavvach Hebraico, personificado em todo o interior da África como “A Velha Mãe” [“The Old Mother”], a qual, quer seja como Tifão [Typhon], Khepsh, Kefa [Cefas], ou o Chavvach Hebraico, foi o início da Eva Kamita, a Eva do Gênesis Bíblico , tipificando o Berço [Birthplace] da Existência, quer seja humana ou divina, isto é, celestial, a tradição diz que esta mais antiga Eva Kamita, chamada de a segunda esposa de Adão, foi a causa da humanidade perder o Paraíso, mas criações em mitos primordiais não têm nada a ver com as criações humanas, mas tornaram-se humanizadas em um período posterior.

O Kefa Egípcio, como a primeira mãe, significava “Mistério” [“Mystery”], e pode ser identificado como a nossa Eva [Eve]. Ela era a mulher serpente, deusa da gestação, e no Egito tinha uma serpente colocada sobre sua cabeça. O mais antigo assunto no mundo é encontrado no Livro do Gênesis. Equívocos [Misconceptions] têm surgido apenas através de concepção errada sobre a antiga sabedoria deste primeiro livro da Bíblia.

Nos inícios da mitologia, os elementos do Fogo, Terra, Ar e Água foram primeiro tipificados, antes de haver qualquer formação do mundo; mais tarde eles se tornaram os instituintes do Tempo e da ordem. Toda criação foi primeiramente Estelar, em seguida Lunar, e finalmente Solar, e como tal, são encontradas por toda parte na tradição antiga. Havia três céus primários na astronomia Babilônica, o céu de fogo, o de éter e o céu planetário. Estes correspondem às estações estelares, a estação lunar e a estação solar.

A forma muito antiga de Tifão [Typhon] chamada de “Portador das Águas” [“Bearer of the Waters”], era a Hipopótamo com a cauda de um crocodilo (antigamente o crocodilo ou o dragão intercambiavam como a Constelação de Draco, contígua à da Ursa Maior [Great Bear]). Este foi o velho Tifão [Typhon] que se tornou banido em uma teologia posterior, mas como Kefa ela representava a Vigia Séptupla [Seven-fold Watcher], cujos “Sete Olhos (Estrelas) iam para lá e para cá através de toda a terra.” Como ela era Deusa do Tempo, eles chamaram seu filho, Seb-Kronus, uma segunda condição do Tempo (Kronus, Tempo). Como Sut ele foi o primeiro anunciador do Tempo, mas como Seb-Kronus ele se tornou um repetidor do Tempo em aspecto duplo chamado o Sol e Sirius (ou Saturno). O primeiro tipo de Sirius não era o cão, mas uma Girafa do Interior Africano, * chamada de o Ser, que era uma figura de Sut-Typhon, contrapartida de Sirius. A partir de Ser nós temos Sirius justamente como a partir de Sut nós temos Sótis [Sothis] (Sirius). Este animal [Girafa] pode ver em ambos os sentidos sem virar a cabeça ou os olhos, o que a tornou o principal tipo de um firme vigia [steadfast watcher], gerado assim como outros tipos através da proximidade [intimidade] do homem primitivo com a natureza externa.

[* – A Girafa, a qual é retratada nos céus como a Constelação Camelopardalis, fica perto da Estrela Polar e é um animal peculiarmente feito, que se tornou um tipo de grande interesse para os perspicazes e profundos-pensadores Egípcios. Sua cabeça e corpo se assemelham a um cavalo, o pescoço e os ombros a um camelo, suas orelhas são como as de um boi, e sua cauda como a de um burro. As pernas parecem ser em imitação às de um antílope, enquanto que as marcas coloridas parecem ter sido emprestadas pela pantera. Ela parece ser toda fora de proporção, com o seu corpo curto e longo pescoço e pernas, e carece de beleza e graça no corpo inclinado e altura. A cabeça é muito bonita, os olhos muito brilhantes ainda com uma beleza suave. Eles são olhos espirituais. Ela nunca emite um som, não mesmo nas agonias da morte. Seu odor da terra natal foi comparado com o de uma colméia de mel de urze; tanto a audição quanto a visão são altamente desenvolvidas. Naturalistas afirmam que o nome Girafa [Giraffe] é uma corruptela do árabe Serafe que significa “adorável” [“Lovable”], que tão verdadeiramente se encaixa nesse animal. Ela não tem órgãos vocais.]

Sut, como o primeiro filho da mãe do Tempo, quando chamado Seb ou Sevekh-Kronus, foi nomeado o Dragão das Sete Estrelas da Ursa Menor (Ursa Menor), o manifestador dos Sete, que cercaram o Pólo com ela, quando formando o primeiro círculo primário. Registros e ciclos de tempo tinham dependido destes torneiros estrelados [starry turners], até que eles foram encontrados como sendo “infiéis”, não mantendo o verdadeiro tempo. Sevekh, que era o Sut anteriormente, tornou-se o planeta Saturno, e um de seus nomes era Sut-Nub. Nub significa dourado. Quando ele se tornou famoso como o regente da Idade de Ouro dos Gregos, ele foi batizado Sut-Nub.

As Sete Estrelas da Ursa Maior também foram chamadas de as “Portadoras do Porvir” [the “Bringers Forth”]; ou seja, do tempo e criações perenes, criadoras da primeira forma assumida no espaço. “Assim, Tempo e Espaço foram figurados como um círculo, colocando-se um limite em torno daquilo que era sem limites.” Nos tempos antigos, o corpo desta constelação estava mais próximo do Pólo Norte, e conforme a cauda movia-se em torno do Pólo Norte foi considerada fortemente por se assemelhar a um ponteiro, como o ponteiro de um relógio – um contador de tempo. “Tifão [Typhon], no norte e Sut no sul foram comparados aos dois ponteiros de um relógio, a Urso sendo o lado do ponteiro e Sut a Estrela-do-Cão [Dog-Star], o ponteiro das horas. Pitágoras chama as duas Ursas de as duas mãos da Genetrix [Mãe]”.

Os Chineses nomearam esta constelação “Um alqueire” [“A Bushel”], que era uma medida de tempo. No escrito de Hon-Kwantsze somos informados de que os Chineses determinavam suas estações e meses do ano pelas revoluções da Grande Ursa, – “Quando a cauda da Ursa aponta para o Leste (ao anoitecer) é Primavera para todo o mundo; quando a cauda da Ursa aponta para o Sul, é verão em todo o mundo; quando a cauda dos da Ursa aponta para o Ocidente, é outono para todo o mundo; quando a cauda da Ursa aponta para o Norte, é inverno para todo o mundo.” A cauda é também chamada de Alavanca (ou Punho) [Handle].

A partir do Sol oculto [hidden Sun] do regime Solar e através do conhecimento do evolucionista vieram os ciclos de Tempo. O Deus Egípcio Taht, o Deus da Lua, mais tarde planeta Mercúrio, e Seb, o Deus-Estrela, mais tarde planeta Júpiter, foram ditos por terem nascido como Guardiães-do-Tempo [Time-Keepers] ou Vigias [Watchers] no céu. Eles eram tipos de deuses e anjos [angels], mas quando a história começou, estes tipos foram transformados em demônios. Nos tipos e símbolos dos primeiros inícios estavam necessidades de uso diário na vida do homem primitivo.

O elemento do Fogo, o fogo que vivifica, foi chamado Heh, uma Serpente. A deusa Hea foi a mais antiga Kefa, Chavvah, Hovah, ou Eva. Hovah é o lado feminino de Jehovah. O Hea Acadiano era um Deus da Sabedoria, o repositório de toda a sabedoria. Todos estes se encontram na primeira-mãe Tifão [Typhon], e entre seus muitos tipos estava aquele de uma serpente. Heh como um elemento de Fogo tipificava o Sol em seu movimento sem meios visíveis, como o deslizar da serpente. Respiração [Breathing], ou Arfar [heaving] assim como o movimento da serpente, tornou-se um tipo para visibilidade. Kefa, Hefa (Eva), tornou-se a Grande Serpente da Vida, a Mulher Serpente, Deusa da Gestação.

A Serpente de Fogo dos ocultistas é dita por repousar na base da espinha enrolada [coiled] como uma serpente. O Senhor disse a Moisés: “Faze uma Seraf”, o que significa uma Serpente Ardente [Fiery Serpent]. Serf significa uma Chama, e Ref é a serpente da Vida.

A mitologia de Israel começa, como vemos, com o culto de Hovah, que foi Eva, a mãe Tifoniana de Sut, também chamado Seth. A serpente pertence a uma representação inicial da Mãe, e seguiu-se o tempo em que ela foi conhecida pelo tipo do Hipopótamo, e coincide com a mudança em Israel, da adoração do Norte e das estrelas, para aquela instituída por Moisés no Deserto. “E o maná dado como alimento para as crianças do Deserto é emblemático da importância e regência femininas, e o alimento dos anjos fornecido pela Genetrix [Mãe] do Gynoceum acima para as crianças abaixo.” “O homem comeu o pão dos anjos,” (Salmo 78, 25), o qual era o Pão dos Poderosos (Pão dos Anjos) [Bread of the Mighty], o que significa aquele conhecimento celestial que se originou nesse ponto do norte [northern point] nos céus.

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CAPÍTULO II

A TERRA DA LUZ

 
A similaridade entre Egito e Índia é muito estreitamente marcada, de modo surge o debate sobre que país pode legitimamente reivindicar o mais antigo conhecimento astronômico.

Em apoio da teoria Indiana, diz-se que os então-chamados Etíopes Orientais, um povo maduro, que colonizou o território Egípcio, que foi o lar da raça Kushita ou Camitica [Hamitica], vieram do sul da Índia. A parte baixa do Egito tinha sido anteriormente um golfo do mar, mas o sedimento de milhares de anos, trazido para baixo pelo rio Nilo e ali depositado, fez do Baixo Egito, de certa maneira, um desdobramento da Etiópia. Era chamado de terra de Cão [Ham], ou Kam.

Heródoto escreveu: “Eu sou da opinião que os Egípcios iniciaram a sua existência com o país chamado Delta, mas que eles sempre existiram, desde que os homens têm existido; E que, na medida em que o solo aumentava gradualmente, muitos deles permaneceram em suas antigas casas, e muitos vieram mais para baixo. Pois a antiga Tebas foi chamada de Egito, e os habitantes se consideravam os mais antigos da humanidade.” *

[ * – Stobeous.]

O Egito encontra-se perto do centro da superfície terrestre do mundo. Piazzi Smith diz-nos que a base de sua grande Pirâmide encontra-se perto do coração de todo o mundo. “Há um fragmento Hermeano [Hermean] que representa a Terra como uma mulher prostrada, seus braços estendidos para o céu, e seus pés apontando na direção da constelação do norte da Ursa Maior; seu corpo representa as divisões geográficas, enquanto que o Egito é tipificado como o coração do todo.”

A Tradição também afirma que a Etiópia foi o lar dos Egípcios, que os fundadores do Egito vieram de Meru, uma palavra que significa os habitantes do “Monte no Norte”, “o Berço” [“the Birthplace”], “a Saída” [“the Outlet”]. Em escritos Hebraicos, Zaba [Saba], a terra do Zabeans [Sabeus], Etiópia e Kush, são nomes de um mesmo país – o “Egito além do Egito.” “Zaba, o filho primogênito de Kush”, é mencionado com Kush e Mitzraim [Misraim]. Os habitantes de Meru eram os “Sabeus do deserto” [“Zabeans of the wilderness”]. É preciso lembrar que há um “deserto” acima, nos céus, bem como um deserto abaixo, na terra.

O nome “Kam” significa “criar”, e também “preto;” Assim Kam significa o lar da raça preta, os Etíopes. Mitologicamente, esta raça veio de Khepsh, a constelação nos céus do norte chamada de “A Coxa” [“The Thigh”], significando Tifão [Typhon], a Mãe da raça humana para as pessoas que olhavam para o Norte como o lugar perfeito para parentesco primitivo e local de nascimento do mundo.

Kam, o Ham dos Hebreus, era conhecido como o país do “surgimento” [the country of the “coming forth”]. Pesquisas revelam que, nos escritos Hebraicos, muita astrologia mitológica evoluíu a partir de um estudo dos céus, que depois foi dado ao mundo como história e religião. Posteriormente, sofismas adulteraram e falsificaram esta aprendizagem antiga, a qual, primitiva e simples, havia sido fundada sobre as leis da própria natureza. Sua simplicidade era incompreensível para os teóricos posteriores. O conhecimento de astronomia e a perfeição que esta ciência atingiu em tempos antigos parecem além da compreensão moderna. Perto da cidade de Benares, na Índia, há instrumentos astronômicos cortados na rocha sólida de uma montanha. Nos tempos antigos estes eram utilizados para fazer observações.

As origens Semíticas mostram etimologicamente a sua derivação Kamítica. O “K” de Kam foi transformado no “S” de Sam, que foi a raiz da palavra Semita [Semite]. Os Semitas foram conhecidos mais tarde como os Sumarianos [Sumarians]. Os Sumarianos sucederam os Kamitas quando a raça de Kam deixou seu habitat primitivo ou nômade. Os primeiros “Sábios” [“Wise men”] foram conhecidos por terem vindo a partir do sul, e não do oriente, e por terem formulado a língua dos habitantes ou posseiros anteriores, quando se estabeleceram na Suméria [Sumaria] em sua viagem para o norte.

Ambos Kam e Sam significam “preto”. Os Semitas eram os Kamitas em uma fase posterior de desenvolvimento.

Uma vez que os nomes Kamitas são os primeiros [mais antigos] conhecidos, parece provável que o Egito seja o elo perdido entre as origens Africanas Interiores e o resto do mundo [the missing link between the Inner African origins and the rest of the world]. Como seus mitos são incalculavelmente velhos, muita substancialidade pode ser dada à teoria de que o Egito foi o lugar dos Inícios [the place of the Beginnings]. Nenhum país no mundo é como ele, ou tão bem situado, para o estudo das estrelas; delimitado a trinta graus de latitude norte pelo mar; e atravessado por um rio que transborda e inunda seus bancos por três meses a cada ano, e é seco por nove meses, típicos do período de gestação. O Egito renasce anualmente à medida em que suas águas adicionam, camada após camada, ao seu solo, ele literalmente vem a partir de si mesmo como sua grande deusa Isis. Na mitologia, tipologia, e simbologia Egípcias o celeste é primordial e continuamente contém a pista [a guia] para o terrestre; o terrestre [earthly] é sempre apenas a imagem do celeste. O Egito não tem nenhum Gênesis, nenhum Êxodo; a sua raiz não pode ser rastreada para qualquer linha. A sua prole é a civilização.

“A mais Divina clarividência não poderia ter encontrado nenhum berço mais adequado para a raça jovem, nenhum mero berço acelerado para a mente primitiva do homem, nenhum porta-voz mais adaptado, para proferir para todo o mundo. . . . fecundo e fértil para o homem e os animais, a vida era fácil lá desde o início.” *

[ * – Massey, Gerald – A Book of The Beginnings (Um Livro dos Inícios), Vol. I, p. 21.]

No Egito, o instinto migratório foi fomentado desde os tempos mais remotos. Suas colônias se espalharam pelo mundo, e as quatro cores raciais, preto, vermelho, amarelo e branco – todas misturando-se com os tipos Egípcios, são retratadas em seus monumentos. * A antiguidade do Egito é traçada por ambos os ocultistas e os antiquários para centenas de milhares de anos. No “Livro dos Mortos” Egípcio podem ser encontrados indícios de um conhecimento dos céus maior do que a astronomia de hoje pode tocar.

[ * – A representação pictórica é encontrada no túmulo de Seti Primeiro, de quatro raças de pessoas dispostas em grupos de quatro homens cada. Estes são os Hahsi (negros); os Hemu, homens de uma cor marrom-claro, com olhos azuis, o cabelo em um saco; os Tamahu, que são tão claros (brancos) quanto os Europeus; e os Rut, que são Egípcios.” Veja Gerald Massey, – A Book of The Beginnings (Um livro dos Inícios), Vol. I, p. 27. A cor da pele não depende de condições climáticas; estas modificam mas não criam.]

“O Egito abaixo” era apenas uma réplica do “Egito acima.” Seus mitos e fábulas, fundadas em seus astronomes, têm sido tão mal interpretados por muitos intérpretes, tão rasgados em pedaços em tentativas de fazer história a partir de mitos, que a sua identidade é, por vezes, quase irreconhecível. Suas verdades antigas, remontadas às origens Sabéias [Sabeans], encontram a sua verificação no “Egito que nunca morre.” Costumes humanos primitivos foram interpretados e preservados em sua mitologia dos céus, e foram esculpidos profundamente nos símbolos hieróglifos de seus monumentos imperecíveis, todos considerados sagrados e divinos como vindo diretamente de Deus. Portas após portas se abrem em uma vista sem fim para aqueles que estão buscando sinceramente as verdades sagradas conhecidas da antiguidade.

O “Livro dos Mortos” Egípcio, que é rastreado até 4260 a.C., [milhares de] anos antes da escrita do Novo Testamento, tem o seu fundamento no conhecimento dos céus, e no imaginário poético ele segue o caminho do Sol através dos diferentes signos do Zodíaco. Muitas frases, muitos cabeçalhos dos capítulos do Novo Testamento são semelhantes aos do “Livro dos Mortos.” O Egito originou os calendários, a incorporação de estrelas e constelações em grupos e registrou pela primeira vez os movimentos solares.

“Mas a maior prova de que as pessoas do Egito foram as primeiras a dar nomes às estrelas, e a organizá-las em zonas, pelo círculo das esferas, é o nome pelo qual este próprio país tem sido conhecido. Ele era chamado de “Aegyptian” por ele ter sido inundado enquanto o Sol estava no Signo da Cabra. . . . Este nome é composto de “Aegis, uma Cabra; e OB, a dilatação do rio; e Tan, um País; O que forma, quando colocados juntos, Aegyptan; isto é, um país inundado pela Cabra; O que concorda com o fato de original. Mas além de ser chamado de Egito, e Aman, ele foi chamado de Mizeraim; Epíteto distintivo este pelo qual podemos concluir que este era um país cujo povo primeiro deu os nomes para as Estrelas. . . . Era costume com os antigos chamar esses pontos brilhantes nos céus, que nós chamamos de Estrelas, com o nome de fogos. . . . Assim, então, este país foi reconhecido como sendo o primeiro a estudar as estrelas, por este ter sido chamado de Mazreoth ou Mizeraim. Tem sido suficientemente provado, pela união dos Trópicos com o círculo formado por seu zênite, para ser há 40.000 anos atrás, ou por aí. *

[ * – Mackey, S. A. – Mythological Astronomy (Astronomia Mitológica).]

A constelação d’ “A Coxa” [“The Thigh”], que nós conhecemos como a Ursa Maior, foi o berço primordial no Norte, a mais antiga conhecida, e embora mítica e tipo da antiga Mãe Tifão, ela tornou-se histórica. A estrela Mitzar, que pode ser vista na cauda da Ursa Maior, tinha sido definitivamente identificada com o Mitzraim do Egito celeste, antes de ser dada como um nome para a terra do Egito [terrestre] na África. Assim Mitzar, Mitzraim, Mazaroth e Mes-ru são as testemunhas acima [celestes].

Há um fragmento de conhecimento antigo dado nas Escrituras Hebraicas que afirma que a linha de Mitzraim vem de Ham, ou Kam, junto com Kush. Assim Mitzraim é o filho de Ham (Kam) da raça preta, e a raça preta foi a primeira na terra, assim como ela foi no protótipo nos céus. Mazaroth, na sua origem Sabéia [Sabean], significava as estrelas, os “Fogos do Céu”, enquanto que Mes-ru é o equivalente do Mitzr Hebraico, Mitzraim no plural. Mest é o berço [birthplace], e Ru a porta, portão, boca, ou abertura, Assim Metz-ru é a saída/porta [outlet] do local de nascimento, encontrado na constelação da Ursa Maior ou “A Coxa” [“The Thigh”], e chamada de “matriz do mundo.”

Na África os dias e as noites têm a mesma duração. Um rio Eufrates está lá, sagrado e reverenciado assim como o Nilo que atravessa a terra que de Kush (Kam), o Paraíso da mitologia, o Jardim do Éden na Terra. “Um geógrafo rabínico do século XV diz que é declarado pelos Conhecedores/Sabedores (os Gnósticos) que o Paraíso está situado sob a linha do meio do mundo, onde os dias são iguais.” *

[* – Sepher Hamunoth, f. 65, C. i. Stehelin, Vol. II, p. 4.]

“Se a África equatorial for o berço humano, é lá que devemos esperar encontrar a primeira localização do paraíso e Éden da mitologia, no país do qual brota o rio que atravessa toda a terra de Kush. . . . , Além disso, existe um rio Eufrates ou Euphrates Africano, o rio principal em Uidá [Whydah] (Hwida), que ainda é reverenciado como o rio sagrado, e uma procissão em honra deste é feita anualmente.”

[ * – Massey, Gerald – A Book of The Beginnings (Um Livro Dos inícios), Vol II, p. 602.]

Alguns dos primeiros habitantes pretos da Índia eram Egípcios no tipo. Budas Pretos são encontrados lá cujas imagens são projetadas no molde do negro. No livro de H.P. Blavatsky, “Caves and Jungles of Hindustan” [“Cavernas e Selvas do Hindustão”], na página 134 é dado um relato sobre alguns templos subterrâneos da Índia, não longe de Chandova, conhecidos como Enkay-Tenkay, nos quais estão numerosos ídolos atribuídos aos primeiros budistas. “Todos eles, desde o mais ínfimo ao mais enorme, são Negros, com narizes achatados, lábios grossos, quarenta e cinco graus do ângulo facial e cabelo encaracolado!. . . . Este tipo Africano inesperado, inédito na Índia, perturba os antiquários inteiramente. É por isso que os arqueólogos evitam mencionar estas cavernas.”

É o imenso passado dos Egípcios que explica a persistência do protótipo. Diana de Éfeso é do tipo negróide, e é uma representação da Grande Mãe. A Esfinge do Egito, cuja idade é tão grande a ponto de não ser detectável, tem o mesmo nariz chato e lábios grossos que o negro.

Muitos desses casos apontam para a antiguidade primordial do Egito, e para a conclusão de que o Egito pode ter sido de fato o berço da raça humana. Ele é, sem dúvida, o lugar onde a tipologia primitiva deve ser procurada e estudada, e é o ponto para onde a história e a astronomia mitológica mais intimamente convergem.

Os negros foram considerados filhos do mítico Ham (Kam), um derivativo Hebraico do deus Egípcio chamado Sevekh Kronus, uma segunda fase do filho da primeira mãe, que, quando se tornou planetário, era Saturno, cuja cor é preto. Astrologicamente o planeta Saturno é da maior importância para a raça negra hoje, porque ele indica uma passagem para uma nova condição e para um desenvolvimento inteiramente novo que tem a ver com a África, onde Saturno sempre foi particularmente potente. Astrologicamente, a polaridade de Saturno deve ser polarizada na África pela raça negra. Saturno nunca poderá atingir sua máxima expressão no novo ciclo, exceto em seus períodos de ligação [bridging periods], e também através da raça negra, esse povo primitivo pertencente a um passado imenso, com apenas alguns remanescences de raças correlativas restando. As primeiras raças sendo escuras, um certo estigma foi colocado sobre elas, e até mesmo no presente momento, eles são considerados por alguns não apenas como nascendo sem almas, mas como anteriores à redenção e sendo excluídos do céu dos Cristãos porque eles pertencem a um período anterior ao início da contagem Solar do tempo [Solar reckoning of time], antes da Paternidade [Fatherhood] ter sido inaugurada.

Esta é uma opinião peculiarmente provinciana e grotesca sobre as raças anteriores para ser mantida no momento presente.

Um estudo dos horóscopos dos negros será de grande interesse, uma vez que Saturno será encontrado por desempenhar um papel no novo ciclo, através da evolução das borras do velho [ciclo]. Saturno tem sido um deus planetário, mas agora se tornará uma ama-de-leite planetária [planetary wet nurse]. Saturno é um grande Finalizador [Ender] e um grande Segurador/Mantenedor [Hanger-on].

Antigos sacerdotes do Egito profetizaram através do movimento astral. Toda profecia é baseada na astrologia. O Egito está passando por um período de renascimento ou ressurreição, como se fosse, hoje, e à medida em que seu antigo conhecimento astrológico vem e mais à luz, enfatiza o fato de que a história tem sido evoluída a partir desta antiga astrologia mítica, cujos fundamentos foram formados por fenômenos naturais pertencentes aos escritos simbólicos e sagrados evoluídos a partir dos céus. Estes fatos encontrados nos céus, que eram astrológicos, tinham verificação absoluta na terra muito antes da história e da religião existirem; E uma avalanche de interpretações errôneas posteriormente é devida à teologia. O sobrenatural tinha muito pouco em comum com o homem primitivo, que vivia perto da natureza, olhando acima e abaixo por seus fatos naturais, que encontrava nos fenômenos.

O Egito é e sempre foi visto como uma terra de mistério e Luz. A partir de seu grande passado que agiganta-se nas brumas, suas antigas esculturas, seus hieróglifos, sua história se tornam cada vez mais bonitas, e quanto mais atrás se avança no tempo em sua pesquisa, mais se encontra de material estimulante para o pensamento, pelo qual é revelada a sabedoria daqueles que mantiveram uma comunhão perpétua com a natureza, e que deixaram uma herança de mitos da natureza, os quais foram permitidos gradualmente a se perder, através da mera apatia ou ignorância desnecessária do povo de hoje.

Os mistérios do Egito nunca foram emprestados, mas vieram direto dos céus. * Seu “Livro de Deus” foi construído sobre o conhecimento de que “A primeira lei da natureza é a uniformidade na diversidade, e a segunda, a analogia. – Assim acima, como abaixo. [As above, so below]” *2 O Egito teve um passado maravilhoso anterior à gravação dos clássicos mais antigos. Ele pode muito bem ser chamado de “país das maravilhas” [“wonder country”] do mundo. Há um provérbio Árabe, “Conheçamos o primeiro, embora os seguidores/sucessores façam melhor” [“Let us know the first, although the followers do better”].

[ * – O ideograma hieroglífico primordial, sobre o qual mais tarde caracteres, sinais, etc. escritos foram encontrados, era a constelação da Ursa Maior [Great Bear]. Os Chineses ensinaram que a origem da escrita era rastreável para as marcas nas costas [no casco] da tartaruga, que era o símbolo do Tifão [Typhon] desse país. Os hieróglifos Egípcios e Acadianos foram desenvolvidos a partir de figuras tiradas principalmente de objetos naturais que, com o passar do tempo, assumiram significados simbólicos, e a escrita pictórica que forma a base dos caracteres cuneiformes é inequivocamente apenas uma espécie dos hieróglifos.]
[*2 – Blavatsky, H. P.]

No segundo volume da Doutrina Secreta, página 432, Maspero é citado como dizendo, “É a esta raça pré-histórica que pertence a honra. . . de ter formado as principais cidades do Egito e estabelecido os santuários mais importantes”, enquanto Lenormant também cita o Egito como “o país dos grandes santuários pré-históricos, sedes do domínio sacerdotal, que desempenhou o papel mais importante na origem da civilização”. “O Egito tem mantido seus registros de um passado tão grande que há 6.000 anos atrás, certas partes de um livro foram descobertas como antigüidades das quais a tradição havia sido perdida”. *

[ * – Deveria, M.]

É admitido pelos arqueólogos que quanto mais eles penetram na noite do tempo do Egito, mais maravilhosas e mais finas tornam-se as artes nas quais o seu povo sobressaiu. A escrita era conhecida e usada durante o tempo de Menes. Comprovou-se que os maravilhosamente decorados vasos Gregos são cópias dos Egípcios, visíveis nas paredes dos palácios e dos túmulos do tempo de Amenhept Primeiro, quando a arte Grega era desconhecida. A cerveja era conhecida como uma bebida 2100 anos a.C.. A introdução do ouro entre dois pedaços de vidro existia; Também imitações perfeitas de pedras preciosas. Música para curar distúrbios nervosos era usada em seus templos. Eles criaram a lira de doze cordas. Nas paredes de um palácio em Tebas, Amenhept é visto jogando xadrez com a rainha. A antiguidade do jogo de xadrez remonta ao Jardim do Éden, ou o Pólo Norte. Originalmente ele era jogado por quatro pessoas, representando os quatro primeiros quartos do mundo [first four quarters of the world]. O ferro era conhecido há 20 mil anos. O Egito foi o berço da química. A alquimia era praticada naqueles dias, e fazia parte da magia pré-histórica. Bandas de linho envolvidas em torno de suas múmias foram encontradas com mil jardas de comprimento sem nenhuma interrupção. O mistério da circulação do sangue, dos corantes, dos esmaltes, não passa de um fragmento do seu conhecimento. O Egito é de fato “velho e cinzento em sua antiga sabedoria”.

“Nos tempos mais antigos dentro da memória do homem, só conhecemos sobre uma cultura avançada, sobre um único modo de escrever e sobre um único desenvolvimento literário: os do Egito; E conhecemos apenas um povo contemporâneo que poderia ter tido conhecimento desta cultura, apropriado seus resultados e transmitido a outras nações – este era o Kushita, os mestres do Mar da Eritréia até os seus limites mais remotos. Foi por eles que a Babilônia foi colonizada e fertilizada com a cultura Egípcia. . . . A astronomia da Babilônia é apenas um desenvolvimento daquela do Egito. . . . . . Sua arquitetura (isto é, seus templos, bem como suas pirâmides e obeliscos) é uma imitação imperfeita dos originais Egípcios; e assim com as outras artes. Em cada passo nos encontramos na Babilônia com os vestígios dos modelos Egípcios. . . .” *

[ * – Lepsius, Professor – Introduction to “Nubian Grammar” (Introdução à “Gramática Núbia”).]

Um registro mais preciso dos movimentos das estrelas e planetas com suas posições foi mantido pelos sacerdotes do Egito, estendendo-se por um número incrível de anos, e suas previsões, baseadas nos eclipses do Sol e da Lua, foram fielmente registradas. No Egito, o único período fixo e definitivo era astronômico, em sua simbologia o celestial era primordial e continuamente continha a indicação para o terrestre; O terrestre sendo a imagem do celestial. Foi através do astrológico que os antigos aprenderam o significado das “Dinastias dos Deuses”.

Acerca de quinhentos anos antes da Era atual, “foi mostrado a Heródoto, pelos sacerdotes de Egito, as estátuas de seus Reis humanos, e Pontífices – piromis (arceprofetas [arch-prophets], ou Maha-Choans dos templos), nascidos um do outro, que reinaram antes de Menes, seu primeiro Rei humano. Essas estátuas eram enormes colossos em madeira, trezentos e quarenta e cinco em número, cada uma com seu nome, sua história e seus anais. E eles asseguraram a Heródoto que nenhum historiador jamais poderia entender ou escrever um relato desses reis sobrehumanos, a menos que tivesse estudado e aprendido a história das três dinastias que precederam a humana – a saber, as DINASTIAS DOS DEUSES, a dos semideuses e a dos Heróis, ou gigantes (Gigantes ou Titãs).” *

[ * – Blavtasky, H. P. – The Secrets Doctrine, vol. Ii, p. 369.]

 


[em construção]

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Uma resposta para A Celestial Nave do Norte – E. Valentia Straiton

  1. https://estahorareall.wordpress.com/ disse:


    The North star & southern cross
    – ANKH –

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