África – Mãe da Civilização Ocidental – Dr. Yosef A. A. ben-Jochannan

CAPA AFRICA MOTHER BEN

CONTRA CAPA 2 - BEN

CONTRA CAPA 3 - BEN

 

DEDICADOAOS “ORADORES DE ESQUINA” AFRICANO-NACIONALISTAS (falecidos e sobrevivendo) QUEM, EM SUA INIMITÁVEL SIMPLICIDADE PRÓPRIA, TÊM, DESDE O ADVENTO DO FALECIDO MARCUS MOSIAH GARVEY E A FUNDAÇÃO DE SUA ASSOCIAÇÃO UNIVERSAL PARA O PROGRESSO NEGRO (UNIA) EM 1918 D.C., MANTIDO A CHAMA DA HISTÓRIA E CULTURA AFRICANA SEMPRE PRESENTE NA MENTE DOS POVOS AFRICANOS EM TODOS OS LUGARES NO “HEMISFÉRIO OCIDENTAL”.

BEN DEDICATION 5

BEN 6 - OUTRAS OBRAS DO AUTOR

Pg. v

Conteúdo

Prelúdio ………………………………………………………… vii-viii

OS GRANDES LAGOS E VALES DO NILO ……………………… ix

Prefácio …………………………………………………………. x-xvi

Introdução …………………………………………………. xvii-xviii

Ilustrações ………………………………………………….. xix-xxiv

A Aurora da Civilização; e,
O Valor de um Nome ………………………………………… 1-30

I) Homosapiens PreHistórico ou
Homem Africano Antigo ………………………………….. 31-56

II) Quem Eram/São os Africanos da
Antiga Alkebu-lan (Africa)……………………………… 57-167

III) Citações e Comentários Históricos
Sobre, e dos, os Africanos ………………………………..168-198

Pessoas que Fizeram a História do
Vale do Nilo Ontem e Hoje …………………………………199-227

Racismo, Historiadores, e Etíopes …………………… 228-252

O Retorno de Kimit, Zimbabwe, e Núbia para
o Continente de Alkebu-lan (Africa) …………………. 253-291

Núbia – “Mãe de Kimit”- Porta de Entrada para
o Norte [Gateway to the North] ………………………. 292-303
IV) Kimit Dinástico e PréDinástico, Núbia, e
Kush ………………………………………………………………… 304-313

As Dinastias Egípcias e Comentários pelo
Sumo-Sacerdote Maneto ………………………………….. 314-347

Notas sobre Egiptologia, etc. ………………………….. 347-374

V) Origem Africana da “Filosofia Grega” ………….. 375-410

Argumentos e Respostas Relativas à
Origem Africana da “Filosofia Grega” ………………. 411-452

Quem Eram os Africanos Indígenas de
Kimit (Egito) …………………………………………………… 453-473

VI) Reflexões sobre Antiga Kimit (Sais ou Egito) …. 474-498

VII) Cronologia do Reinado Egípcio Sobre
Kush e Núbia …………………………………………………………. 499-504

A “Unha de Cleopatra”: Um Roubado Tesouro
Africano Na América …………………………………………………. 505-521

VIII) A Ascenção e Queda dos Africanos de
Khart Haddas (Cártago) …………………………………………… 522-548

O Homem Preto da Antiguidade ………………………………… 549-566

Qual “Preto é Lindo” Não Está Pronto para Ouvir………… 567-583

Judaísmo, Os “Judeus Pretos” ou “Israelitas” ……………. 584-597

A Raíz do “anti-negrismo” Bíblico, etc.: Uma
Causa
para o“anti-semitismo” Negro ……………………….. 598-627

Uma Palestra sobre os inícios da Igreja Cristã no
Norte e Leste da África ……………………………………………. 628-655

O Direito Africano de ser Errado é Sagrado ………………… 656-677

Conclusão …………………………………………………………….... 676

Mapas …………………………………………………………………. 679-714

Reconhecimento …………………………………………………………. 715

Descrição do desenho da Capa ……………………………………….. 716

Declaração do Autor sobre a
História e cultura (Preta) Africana …………………………………… 717

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Pg. Vii –

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,

PRELÚDIO

Quando a grande maioria da humanidade no “mundo Ocidental” se refere a um ESCRAVO, é o Africano-Americano ou seu ancestral Africano que se entende. Esta imagem tem sido perpetuada por todos os ramos da educação e religião “Ocidental”, ambos, Cristãos(Católicos Romanos e Protestantes) e Judeus (todos os ramos do Judaísmo); e apresentada de uma forma que possa sugerir uma origem que remonta a um tempo de PUREZA na Europa antiga entre os Gregos e Romanos; uma origem que insinua o início da CIVILIZAÇÃO MUNDIAL, consequentemente, os termos:

“FILOSOFIA GREGA”. e “CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL”.

Em contrapartida, “OS GREGOS NÃO FORAM OS ORIGINADORES DA FILOSOFIA GREGA. . . . ” etc., como indicado pelo professor George G.M. James em sua obra principal, STOLEN LEGACY [LEGAGO ROUBADO], que será detalhada muito mais adiante neste volume. Mas, acrescentado a esta declaração deve ser o fato de que os Gregos e Romanos não criaram a “BARREIRA-RACIAL” [“COLOR-BAR”] que é tão prevalente em todos os aspectos da vida “Ocidental” de hoje e durante os últimos duzentos anos (200). O mais próximo disto foi a referência de Aristóteles (um dos chamados “Filósofos Gregos) aos “BÁRBAROS” [“BARBARIANS”] em seu discurso justificando a escravidão na Grécia com base na “DIFERENÇA INATA” (raça) e “HABILIDADE” dos escravos para os outros (Gregos). No entanto, Aristóteles estava se referindo aos “BÁRBAROS”, dos quais uma grande quantidade eram de fato os antecedentes de Europeu-Americanos hoje chamados por tais nomes como “CAUCASIANO” e “SEMITA”, também “HAMITA”. Os “BÁRBAROS” eram de uma classe econômica e social especial, e não de qualquer cor ou tipo físico particular (raça).

No que diz respeito a todos os que têm sido assim declarados até agora, encontra-se Filemon [Philemon] (outro Grego de antiga fama) dizendo em ANTÍFONA [ANTIPHON], Frag. 44 em Diels, VORSOKR II, pp. 352-353:

,
Mesmo que um homem seja um escravo, ele é feito da mesma carne. Porque ninguém jamais foi feito um escravo por natureza . . . mas o acaso tem escravizado o corpo de um homem.
,
A afirmação ou declaração acima, por Filemon foi fundamentada pelos seguintes escritores e suas obras de um período muito mais contemporâneo (alguns do presente século 20 d.C.):

,

James Jackson, AN INTRODUCTION TO AFRICAN HISTORY [UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA AFRICANA];
T.J. Haarhoff, ANTROPHOLOGY AND THE CLASSICS [ANTROPOLOGIA E OS CLÁSSICOS];
A. Zimmern, THE GREEK COMMONWEALTH [A COMUNIDADE GREGA]; W.L. Westermann, SLAVERY AND THE ELEMENT OF FREEDOM [ESCRAVIDÃO E O ELEMENTO DA LIBERDADE] (em: Boletim Trimestral do Instituto Polonês de Artes e Ciências I, 1943);
Count. C.F. Volney, RUINS OF EMPIRES [RUÍNAS DOS IMPÉRIOS]; e
Eva M. Sandford, MEDITERRANEAN WORLD [MUNDO MEDITERRÂNEO].

Todas essas obras são mencionadas em diferentes instâncias ao longo dos capítulos e ensaios de conferências seguintes neste volume.

A apresentação deste trabalho, por outro lado, não tomará a posição de Filemon acima, a qual vai tão longe a ponto de considerar a escravidão como sendo apenas um “…ACASO…”; Mas, mostrará que a escravidão foi, de fato, criada como um resultado de um conceito filosófico, criado por fanáticos e racistas, religiosos e seculares, com o propósito de seu próprio enriquecimento às custas da grande maioria dos “BÁRBAROS” de que fala Aristóteles e outros Gregos e Romanos de sua época; o mesmo acontecendo com aqueles que escreveram o que é chamado hoje de a Sagrada Torá, Bíblia Sagrada, Santo Corão e muitos outros nomes relativos aos mitos “DADOS POR DEUS” neles, dirigidos à escravização da mente para o benefício dos poucos à custa dos muitos; este conceito sendo a base para o crescimento da LINHA-DE-COR [COLOR-LINE] e BARREIRA-RACIAL [COLOR-BAR] que encontraram sua origem no TRÁFICO DE ESCRAVOS da África para o então-chamado “NOVO MUNDO” pelos chamados “CAUCASIANOS.”

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Pg. iX

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figura 1 vales e grandes lagos do nilo

Os Vales e
Grandes Lagos do Nilo

Este mapa mostra as áreas de Alkebu-lan (África) que os Europeus e Europeu-Americanos, pelos últimos duzentos (200) anos, têm tentado reivindicar como o lar original dos “CAUCASIANOS” e “SEMITAS”; uma teoria que está em desacordo total com sua antiga reivindicação do chamado “Jardim do Éden” em torno dos rios Tigre e do Eufrates e seus vales. Observe a localização das principais nações do Nilo e dos Grandes Lagos, onde “Caucasianos, Negros, Semitas, Hamitas”, etc., alegadamente foram criados independentemente uns dos outros; assim, o fanatismo RACISTA e RELIGIOSO da “raça caucasiana” de hoje e o mito do “POVO ESCOLHIDO DE DEUS”.

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Pg. 10

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                             PREFÁCIO

 

O seguinte excerto, tomado de Sir Harry H. Johnston, THE NILE QUEST: A RECORD OF THE EXPLORATION OF THE NILE AND ITS BASIN [A BUSCA DO NILO: UM REGISTRO DA EXPLORAÇÃO DO NILO E SUA BACIA], Frederick A. Stokes Company, New York, 1903 (University Press — John Wilson and Son — Cambridge, EUA).
explica totalmente a razão pela qual esta série de escritos foram dirigidos contra o preconceito racial e a intolerância religiosa afetando os povos Africanos e seus descendentes negativamente; na mesma instância apresentando um fundo geopolítico e sócio-antropológico da história do continente e das pessoas Africanos. Os comentários do Sir Harry H. Johnston foram escritos sob o título de NOTA PRELIMINAR, Ele escreveu:
,
Quando o autor deste livro estava compondo seu recente trabalho sobre o Protetorado de Uganda, ele foi levado através da história de sua descoberta para a consideração geral de exploração do Nilo, uma vez que foi em busca das fontes do Nilo que os territórios que formam agora O Protetorado de Uganda foram postos à nu para o olhar do mundo civilizado. Mas, como qualquer coisa como uma revisão detalhada da exploração da bacia do Nilo pela raça Caucasiana teria indevidamente estendido um livro que trata mais especificamente com Uganda, ele alegremente aproveitou a sugestão feita pelo Dr. Scott Keltie (Editor das séries) de que estes estudos deverão ser aplicados ao presente volume, o qual é um de uma série sobre a história das grandes descobertas geográficas.
,

Não é para o autor dizer que este livro sobre a Busca do Nilo irá se provar interessante; mas ele tem se esforçado para torná-lo o mais preciso possível, e ele espera que seja permanentemente útil como um registro fiel dos nomes e realizações daqueles que solucionaram o maior segredo geográfico, após a descoberta da América, que permanece para a consideração dos Caucasianos.

                                                                              H.H. Johnston

Londres, 1903

,
,

Mas, são obras tais como esta que você acabou de ler, cheias ao ponto de recusa com o seus mitos de “mundo civilizado Caucasiano“, “exploração” e “descoberta“, que causam o tipo de apresentação neste volume.

A síndrome “Caucasiana, Semítica” e “Hamítica” que disparou em pleno florescimento durante o meio do século dezenove de nossa era (d.C.) também moldou esta apresentação de uma natureza sócio-geopolítica da história e Alta Cultura [High Culture] do patrimônio da Experiência Africano-Americana (“Pretos”). No entanto, escritos anteriores, tais como o seguinte excerto do PREFÁCIO de E.W. Bovill, THE GOLDEN TRADE OF THE MOORS [O COMÉRICO DE OURO DOS MOUROS], Oxford University Press, London, 1958, basta-me para lembrar que Eu não estou sozinho na apresentação de minha posição sobre esta área da história e Alta-Cultura Africanas. No entanto, Eu pareço estar distante da maioria que tomam a posição de que alguns fenômenos peculiares chamados “disciplinas acadêmicas” devem ser mantidos à custa de direto confronto e crítica de certas, até agora, “autoridades estabelecidas“, as quais têm profanado a história Africana, tão somente sobre a base de que eles são companheiros historiadores – uma espécie de “acordo de cavalheiros” [“gentleman’s agreement”]. Bovill escreveu:

               Existe, me parece, uma necessidade por um livro que mostre como o Sahara enriqueceu o Cartaginês e confundiu o Romano; como, nos tempos posteriores, as grandes rotas de caravanas, ligando as sofisticadas cidades do norte com os grandes mercados e modestos lugares de aprendizagem do sul, não apenas influenciou o curso dos acontecimentos na Barbária [in Barbary] e mesmo além, mas, às vezes, os determinou; como, ao longo de todos os séculos, Berberes e Árabes, Judeus e Cristãos, nunca cessaram de aproveitar a riqueza e a indústria dos Sudaneses.

,
Se a compreensão de Bovill sobre a Alta-Cultura e história Africanas fosse comum entre a maioria dos historiadores e Missionários Cristãos Europeus e Americano-Europeus (“Caucasianos”), livros como este e aquele não teriam sido necessários; mas são aqueles do tipo por Sir Harry H. Johnston que dominam o campo de Estudos Africanos e Estudos Negros sob o controlo dos mesmos “CAUCASIANOS” mencionados por ele.

Este trabalho completa a série de combinação de três volumes – estudantes, investigadores e leitores em geral -, sobre os povos indígenas da metade norte do continente de Alkebu-lan, também chamados de “Africanos“, a partir de “África” dos Romanos e Gregos; seguindo com os subgrupos rotulados como “Egípcios, Etíopes, Cartagineses, Líbios“, e “Numidianos“, etc.

Este volume ultrapassa uma extensão das evidências documentais apresentadas em BLACK MAN OF THE NILE [HOMEM PRETO DO NILO] e AFRICAN ORIGINS OF THE MAJOR “WESTERN RELIGIONS” [ORIGENS AFRICANAS DAS PRINCIPAIS “RELIGIÕES OCIDENTAIS”] (ambos publicados em 1970) em relação à unidade [oneness] dos povos indígenas do norte, sul, leste, oeste e Centro de Alkebu-lan.
É uma crítica citação e condenação das pessoas e trabalhos que tentaram manchar e destruir a imagem dos Africano-Americanos como parte dos verdadeiros herdeiros da história e Alta-Cultura de Alkebu-lan – a “EXPERIÊNCIA PRETA”.

Como tal, Eu tenho propositadamente atravessado os motivos, uma vez mais sagrados do tabu, e removido a tampa do segredo em torno do mito de um norte ou leste da África “Semítico, Hamítico” ou “Caucasiano”; Deste modo, mostrando que por trás desses termos estão as sementes do racismo e intolerância religiosa, todas os quais tiveram sua origem, tanto antes quanto o Livro de Gênesis na Hebraica (Judaica) Torah ou Velho Testamento Cristão da Bíblia Sagrada (qualquer versão). Para isso, Eu estou disposto a pagar o preço que se abate sobre quem se atreve a pisar no Santo dos Santos do racismo e fanatismo religioso mitológico Judaico-Cristão Greco-Cêntrico Anglo-Saxão Ariano Indo-Europeu.

Uma análise mais aprofundada do THE GOLDEN TRADE OF THE MOORS [O COMÉRCIO DE OURO DOS MOUROS] de E.W. Bovill (Segunda Edição, assim como a Primeira Edição) revela que ele também sucumbiu ao mesmo tipo de interpretações racistas da história Africana comuns entre seus companheiros historiadores Europeus e os seus homólogos Europeu-Americanos nas instituições de aprendizagem religiosas e seculares dos Estados Unidos da América. Assim, encontramo-lo dizendo, na página 69 da Segunda Edição:

De acordo com as-Sadi, o reino de Gana era de idade considerável, tendo tido vinte e dois reis antes da Hégira e muitos depois. A dinastia reinante era branca, mas as pessoas eram pretos Mandingo.

As palavras em negrito foram tão marcadas por mim para dar ênfase sobre o principal ponto de racismo na declaração de Bovill; pois de nenhuma maneira ou forma alguém pode verdadeiramente dizer que “as-Sadi” escreveu sobre qualquer “…dinastia reinante era branca.” com relação a qualquer reino ou império do oeste Africano durante a sua vida (ou antes). Este bocado de racismo foi lançado fora de contexto como é a prática comum pelos chamados “bem-intencionados” e “liberais” historiadores Europeus e Europeu-Americanos e outros educadores que têm estabelecido a si mesmos como a “autoridade” sobre tudo que as pessoas de origem Africana já fizeram, seja bom ou ruim; as mesmas pessoas que fingiam lidar com “África” e seus então-chamados “Negros” em sua verdadeira perspectiva histórica, no entanto, continuamente colocando-os na posição de “inferioridade” quanto à posição de seus companheiros Europeus e Europeu-Americanos – os então-chamados “Caucasianos” ou “Semitas“, também “Arianos Indo-Europeus“.

Por último: Interpretações não são a única área em que os povos indígenas da África e seus descendentes têm sido constantemente criticados por escritores e acadêmicos “Ocidentais”; as traduções também apresentam outra área mais precária em que tal comportamento é evidente.
Por exemplo: Os Marinheiros e Cartógrafos do 15º ao 17º Século d.C. chamaram uma área do oeste de África que eles encontraram com centenas de milhares de Africanos:

,
“Tierra de los negros”.
,
Europeus de língua inglesa, principalmente ingleses e Europeu-Americanos dos Estados Unidos da América, traduziram isso para ler:

,
NEGROLAND “, e” LAND OF THE NEGROES”
[“NEGROLÂNDIA”, E “TERRA DOS NEGROS”];
,

ambos sendo completamente e deliberadamente errôneos. A palavra “negro” (que nunca é maiúscula, à não ser no início de uma frase) em Espanhol ou Português designa uma COR, não uma RAÇA.

A tradução literária correta para Inglês é:
,
LAND OF THE BLACKS
[TERRA DOS PRETOS];
,
a palavra “negro” em Português e Espanhol tendo apenas um significado — PRETO — e nada mais. As outras palavras que os Portugueses e Espanhóis usaram para descrever estes Africanos foram
,
“AFRICANOS” e “MORROS”
[“AFRICANOS” e “MOUROS];
,

literalmente em Inglês:
,
“AFRICANS” e “MOORS”.
,

O último nome, “MOORS” [“MOUROS”], é adequadamente detalhado mais adiante nos textos gerais deste trabalho, a fim de remover a confusão sobre se “os MOUROS eram na verdade Negros” ou não; tudo aquilo que foi criado pela inclinação racista da história pelos então-chamados historiadores e educadores “modernos”.

Deve-se entender facilmente por que eu decidi escrever meus últimos 3 (três) trabalhos na área de RELAÇÕES RACIAIS e HISTORIGRAFIA com uma ênfase definitiva sobre ANTROPOLOGIA GEO-POLÍTICA AFRICANA. Existem, é claro, muitas outras razões aparentes neste volume, assim como nos outros dois volumes, todas as quais, estudantes, pesquisadores e o público leitor em geral irá facilmente reconhecer no texto, o que Eu considero ser uma apresentação honesta e aberta de uma revelação construtiva do patrimônio Africano e Americano-Africano (Pretos Caribenhos incluídos) a partir das experiências e contribuições de seus antigos ancestrais para a Alta-Cultura (civilização) do mundo; a maior parte da qual têm sido levada para aparecer como de origem “Caucasiana” ou “Semita”.

Eu não tenho desculpas para fazer a qualquer pessoa ou instituição por qualquer das citações ou acusações e hipóteses neste trabalho; pois Eu tenho examinado cuidadosamente todos e cada um deles antes de serem finalmente impressos. No entanto, devo dizer que este trabalho não se destina a atacar propositalmente nenhuma pessoa ou instituição, religiosa ou secular, vingativamente; mas, apenas a citar e corrigir os mitos errôneos sobre a “inferioridade” e “primitivismo” dos povos indígenas Africanos e seus descendentes que estão hoje, no final do século 20, ainda sendo difamado pelos arcaicos termos – “NEGROS, BANTOS, PIGMEUS, HOTENTOTES, BOSQUÍMANOS” e os semelhantes dos mesmos nomes impróprios [misnomers], nenhum dos quais os Africanos criaram.

Ao apresentar a minha posição, de forma sucinta como ela está, Eu estou, no entanto, ciente do fato de que eu me subloco a vários tipos de ataques por aqueles cujo santuário privado como “autoridades sobre África e povos Africanos” Eu tenho invadido; particularmente os Europeus e Europeu-Americanos que dominam os departamentos de “Estudos Africanos” e “Estudos Negros” [“Black Studies“] de instituições de ensino públicas e privadas (religiosas e seculares).

Isto, é claro, inclui certos “líderes negros de responsáveis organizações integradas” e até mesmo “educadores negros“, que podem achar que é necessário fazer o que eles acreditam que é sua obrigação para com os seus benfeitores e a imagem particular de sua alma mater [universidade] ou sua própria proteção pessoal contra aparentar terem sido totalmente dês-educados [mis-educated] por seus protetores paternos e maternos Europeu-Americanos. No entanto, o clamor de tais “lideranças negras” não seria nada de novo; eles tendo assim agido muitas vezes no passado, e particularmente uns poucos selecionados que se tornaram abertamente envolvidos durante a tentativa deles de parar o ensino da língua KiSwahili como uma língua Africana para crédito no sistema escolar público da Cidade de Nova Iorque, mas permaneceram quietos como percevejos quando outras línguas de áreas de estudos estão sendo ensinadas aos Africano-Americanos por seus benfeitores Europeu-Americanos.

A fim de tornar os ESTUDOS AFRICANOS e os ESTUDOS NEGROS [BLACK STUDIES] verdadeiramente relevantes, Eu estou certo, muito fortemente assim, educadores, historiadores e outros escritores Africanos e Africano-Americanos (povos Caribenhos incluídos) lidando com a EXPERIÊNCIA PRETA, devem primeiro atacar e expor [ferret-out] a causa-raiz do câncer do “anti-Africanismo” encontrado em abundância nas propriedades existentes em bibliotecas, Museus e outros depositários literários de instituições de ensino públicas e privadas dos Estados Unidos da América. Pois nisso, para mim, encontra-se a primeira causa para os meus últimos três volumes – BLACK MAN OF THE NILE [HOMEM PRETO DO NILO], AFRICAN ORIGINS OF THE MAJOR “WESTERN RELIGIONS” [ORIGENS AFRICANAS DAS PRINCIPAIS “RELIGIÕES OCIDENTAIS”], e este.

Yosef ben-Jochannan

Maio de 1971

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Pg. XVII

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INTRODUÇÃO

A singularidade [uniqueness] deste livro não é um acidente.
Foi propositadamente estruturada para criar um equilíbrio entre a apresentação acadêmica dos dados contidos e um nível de leitura sócio-política e histo-antropológica para o benefício do estudante e do público leitor em geral. Os ENSAIOS-DE-PALESTRAS [LECTURE-ESSAYS] colocados antes e no final dos textos estão tão dispostos para permitir que todos possam ter o benefício de ser capaz de relacionar as descobertas históricas da antiguidade aos acontecimentos atuais que resultam.

De acordo com a tradição estabelecida em meus livros anteriores (com respeito a não se preocupar com quem ou o que possa se ofender enquanto a VERDADE é mantida a todo o custo) Eu citei várias das chamadas “AUTORIDADES” sobre África e suas obras; assinalando o tempo todo o RACISMO e FANATISMO RELIGIOSO que eles têm aplicado em detrimento dos povos Africanos em todo o mundo.

Todo esforço foi tomado para assegurar a todos a autenticidade da informação. Onde quer que possível, Eu tenho incluído citação direta da pessoa a qual tenho discutido. Mais freqüentemente do que não, Eu tentei proteger o documento original ou livro, ao invés de usar uma versão revisada ou um fac-símile do mesmo.

Referências são feitas constantemente no que diz respeito à abundância de materiais bibliográficos disponíveis para consulta [back-checks] por parte do leitor. Nesta parte, tenho a certeza de que cada ponto principal que Eu tenho levantado é mencionado e a fonte identificada, a fim de que o leitor possa verificar a fonte por si mesmo.

Eu toquei em muitos pontos doloridos com a minha análise sobre SEMITISMO; isto Eu fiz sendo, Eu próprio, de fundo religioso Hebreu, sendo também muito ciente das possíveis conseqüências a seguir.

Os ENSAIOS-DE-PALESTRAS [LECTURE ESSAYS] *
[* -. Palestras proferidas ao longo dos últimos três anos e condensadas em ensaios escritos para uso em situações de sala de aula] estão cuidadosamente dispostas antes e após determinados Capítulos. Cada Capítulo tem suas próprias notas documentais na parte de trás do livro; Considerando que, todas as notas dos Ensaios-de-Palestras estão colocadas na parte inferior da página em que ocorrem as referências. Ambos os métodos permitem o livre fluxo da matéria de leitura, sem a interferência costumeira em obras academicamente preparadas.

As ORIGENS AFRICANAS DA CIVILIZAÇÃO MUNDIAL [the AFRICANS ORIGINS OF WORLD CIVILIZATION] sendo referidas neste trabalho antecedem os Hebreus “Adão e Eva” e seu “Jardim do Éden” de que se fala no PRIMEIRO LIVRO DE MOISÉS (Êxodo).

Elas mostram a distinção entre MITO e FATO HISTÓRICO; e documenta fortemente as primeiras experiências filosóficas da civilização “Ocidental” (Européias e Europeu-Americanas) a partir do início de sua origem em Alkebu-lan (África).
Ao fazê-lo, toda a base para o “pensamento filosófico ocidental”, chamado erroneamente de “FILOSOFIA GREGA”, tem sido demonstrada ser, de fato, herança Africana e Asiática adotada pelos Europeus; o mesmo sendo também verdadeiro para a chamada “RELIGIÃO JUDAICO-CRISTÃO” e “CULTURA E RELIGIÃO ISLÂMICA” saídas dos ensinamentos filosóficos dos indígenas Africanos do SISTEMA DE MISTÉRIOS dos Vales do Nilo e região dos Grandes Lagos Africanos.
Mesmo a origem da chamada “CRUZ CRISTÔ e HEBRÁICA MOGEN DAVID “(Estrela de Davi) são demonstradas por terem existido no centro-leste de África milhares de anos antes do nascimento de Jesus Cristo e REI DAVID da Palestina e/ou Israel.

O estudante deve usar as obras, HOMEM PRETO DO NILO [BLACK MAN OF THE NILE] e ORIGENS AFRICANAS DAS PRINCIPAIS “RELIGIÕES OCIDENTAIS”, juntamente com este livro.

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Pg. xix.

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ILUSTRAÇÕES

Os Vales do Nilo e Região dos Grandes Lagos …………………………. ix

A Face de Pessoas Africanas em toda parte ……………………….. xx-xxiv

Africano pré-histórico e sua arte – cerca de 40.000 anos atrás ….. 33

Chave para Principais Locais de Campo de Fósseis ………………….. 34-35

Características de Zinjanthropus Boisis …………………………………… 49

Antigo Homem do Vale do Nilo (cl, 750.000 a.C?) ……………………. 51

Mina de 43.000 Anos-de-Idade Descoberta na Suazilândia ……….. 56

Quem Foram/São os Africanos da Antiga Alkebu-lan (África)? ….. 57

Mapa – Etnografia da África: Antes de 3000 a.C.,
pelo Dr. Donald Wiedner ………………………………………………………… 71

Mapa – África Pré-Histórica, pelo Dr. Albert Churchward, M.D. …. 72

Mapa – Migrações Africanas Pré-Históricas dentro e fora da África … 73

Le Grand Roy Monomotapa [O Grande Rei Monomotapa] …………… 177

As Obras Comparativas: Rei Salomão e Faraó Amen-em-Ope …….. 179

A Esfinge de Gizé como vista em 1798 e 1970 d.C. …………………. 195

A Busca do Nilo – Preâmbulo [The Nile Quest preamble] ……….. 199

Mapa da Fonte do Nilo, por D’Anville em 1772 d.C. ………………. 215

Mapa de Fonte do Nilo, por Burton em 1864 d.C. ………………… 216

Mapa de Fonte do Nilo, por Ptolomeu V …………………………….. 217

Povos Africanos ao longo dos Nilos (Azul e Branco) e
Região dos Grandes Lagos …………………………………………………. 218

“Leão Conquistador de Judá” – Haile Selassie I ………………………. 250

Rainha de Punt (Puanit) ……………………………………………………….. 262

Inscrições da Tumba do Faraó Huy ………………………………………… 263

Inscrição de Cena de Dedicação e Doação da Rainha de Napata …. 293

Ruínas do Templo de Tirhakah em Gebel Barkal ……………………….. 295

Cronologia: Classificação e Datas da História Egípcia …………….. 306-313

“O Juramento” de Hipócrates [”The Oath” of Hippocrates] ………… 316

Imhotep e Sua Pirâmide de Degraus – “O Deus da Medicina” ……… 317

Amostra de escrita Romiti (Egípcios) – HIERÓGLIFOS ……………… 355

Diagrama do Princípio dos Opostos …………………………………………. 384

Versão Plagiarizada de Cleópatra VIII, Filha do
Faraó Ptolomeu XIII ………………………………………………………………. 511

A Reconstrução de Cartago ……………………………………………………… 547

(Mapa) África – 1868 d.C. Mostrando nomes do continente …….. 679

(Mapa) África – 1729 d.C. (mostrando área chamada de
“Negrolândia”)[“Negroland”] ……………………………………………….. 680

(Mapa) África – 1878 d.C. (mostrando Oceano Etíope) ……………… 681

(Mapa) Os Vales do Nilo (mostrando a localização de
antigas nações e as novas fronteiras políticas estabelecidas na
ATA DE BERLIN [BERLIN ACT) ……………………………………………. 682

(Mapa) Origem do Nilo. Os Principais Lagos e Quedas d’Água …… 683

(Mapa) Sítios Arqueológicos do Egito: de 3.100 a.C. – à – 30 a.C. … 684

(Mapa) África: Egito e o início do Comércio Mundial – 1.400 a.C. &
Rotas Fenícias de comércio para a Europa, Ásia, África ……………… 685

(Mapa) O Império da Etiópia e os Etíopes na Europa –
c. 700 – 650 a.C.; e O Império Egípcio – 1400-1050 a.C. ……………… 686

(Mapa) Invasão dos Hicsos: Ocupação do Egito e
Líbia – 1700-1600 a.C. …………………………………………………………….. 687

(Mapa) O Império de Cartago – 1000-150 a.C. …………………………… 688

(Mapa) O império Etíope – 750-760 a.C.; e,
O império Etíope – 850 a.C. …………………………………………………….. 689

(Mapa) O Império dos Mouros [Moors] – 750-1500 d.C.;
O Império Roman e/ou Bizantino – 150-700 d.C. ……………………….. 690

(Mapa) Impérios da África Ocidental:
Gana, Mali, Songai – 100 a.C. – 1591 d.C. ……………………………………. 691

(Mapa) Fotografia e Declaração do Autor ………………………………….. 717

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Pg. xxi

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Pg. xxii

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figura caras - 7 dr. ben com ref

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Pg. xxiii

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Pg. xxiv

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Pg. 1

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Ensaio-de-Palestra
pelo
Professor Adjunto Associado
Yosef ben-Jochannan
na
Faculdade Pace

,

“A AURORA DA CIVILIZAÇÃO”

,

Observações Introdutórias:

,

Entre os mais divulgados dos volumes publicados sobre história antiga estão aqueles carregando o nome ou títulos de A AURORA DA CIVILIZAÇÃO [THE DAWN OF CIVILIZATION]. Durante séculos A Aurora da Civilização foi considerada por educadores Europeus e Europeu-Americanos por ter primeiramente ocorrido ao redor dos vales do Tigre e Eufrates do sul da Ásia.

Dentro dos primeiros cem (100) anos, ou mais, os teóricos da Aurora da Civilização têm levado o seu “Jardim do Éden” para o final da “Civilização do Rio Nilo”. Mas eles descobriram logo depois, ela tinha na verdade tomado lugar em torno do que é chamado hoje de “África Centro-leste“. No entanto, removendo a “Aurora” [ou início] de ambos Pérsia (Irã) e Kimit (Egito) para a Tanganica (Tanzânia) * – e outras partes da África Centro-Leste, tornou-se necessário remover a origem dos então-chamados “Arianos Indo-Europeus” e “Povos Semitas” “junto com ela.

[nota – * – Esta norma foi cooptada pela então-chamada “Nova Esquerda”, sob o equívoco  (misnomer) de –“BANDEIRA DE LIBERAÇÃO” (“LIBERATION FLAG”)]

Por que isso foi necessário? Para facilitar o mito da superioridade da “raça branca” sobre todos os outros seres humanos que não se enquadram nesta classificação.

Para realizar dito ideal filosófico, também tornou-se necessário o desenvolvimento de inteiros departamentos de novos estudos sob novos títulos com igualmente novas explicações e terminologias destinadas a apoiar as novas declarações. A fim de realizar mais estes fins, era igualmente impelido que eles tinham que ignorar a tradição de muitas áreas que existiram por milhares de anos antes do advento da escrita [writing] em termos de alfabeto e escrita [script] — alá-estilo Ocidental – e tratarem-nas como se elas nunca tivessem existido.

Isso nos traz a uma importante fase na primeira de nossa série de palestras, esta tarde, e que é a questão de NOMES.

Nomes dados a pessoas, lugares e coisas indiscriminadamente, sem consideração às tradições ou culturas envolvidas; que estão fornecendo o alterador-dos-nomes ou doador-dos-nomes [name-changer or name-giver] não é aquele cuja cultura e história não são parte do patrimônio sendo destruído.

Há um propósito muito maior a que esta série de palestras serve, e este é, minha homenagem aos heróis anônimos [unclaimed heroes] que ficavam nas esquinas das ruas do Harlem em suas escadas dia e noite, quase todos os dias e todas as noites de cada ano, pregando “a herança do homem Preto” para inúmeros Africano-Americanos que já passaram por eles como se eles tivessem lepra.
Tais “oradores de esquina” [“street corner speakers”], que montavam suas escadas com a bandeira dos Estados Unidos da América postada no topo do torcido direito, conforme exigido por lei, e a Tricolor de África (a bandeira Vermelha, Preta e Verde, introduzida pelo falecido Honorável Marcus Mosiah Garvey, fundador e presidente-general da Universal Negro Improvement Association, UNIA, em 1917 d.C.) postada à esquerda; eles “disseram como era.” [they “told it like it was”].

Mesmo Stokely Carmichael, Roy Innis, Leroi Jones (Immamu Baraka), Adam C. Powell, Malcom X (al Malik hajji Shabaz), e inúmeros outros que tomaram o centro das atenções, receberam grande parte de suas aulas de cultura e história nos ímpetos Africano Nacionalistas
Preto e Belo“, “Volta à África” e “Compre Preto, Pense Preto, Vista Preto” [“Black and Beautiful”, “Back to Africa”, “Buy Black, Think Black, Look Black”] destes heróis anônimos, a maioria dos quais nunca irá tornar cursos de “Estudos Negros” apenas esboços biográficos de grandes homens e mulheres Pretos do passado e presente.

Estes valentes heróis, que seguiram os passos de seu falecido Provisório Presidente-General da África *1 [*1 – Marcus Mosiah Garvey opôs-se a palavra “Negro”, mas ele foi obrigado a usá-la para satisfazer seus colegas Africano-Americanos que, naquele tempo, não conheciam nenhuma melhor], incluíram tais homens e mulheres como se segue:

FALECIDOS

Hubert Harrison, professor de história e palestrante; Sister Bessie Philips, palestrante e organizadora; Arthur Reed, palestrante e empresário; Ira Kempt, organizadora trabalhista e conferencista;
Ras The Killer, conferencista e organizador trabalhista; Abdul Soufee, líder trabalhista e professor; Carlos Cook, palestrante e líder político;

VIVOS

James Thornhill, professor e organizador trabalhista; Edward Mills (bisteca de porco) Davis, professor; James Lawson, professor e homem de relações públicas; Lewis H. Michaux, palestrante, ex-ministro, e livreiro especializado em história e cultura Africana e Africano-Americana; George Simmonds, conferencista, professor, líder político; Charles Peaker, professor, líder político, escritor; Monroe Bales, educador, líder político e professor; e Jomo Logan, líder político e arranjador para a anual Bola dos Embaixadores para os delegados Africanos e Caribenhos na Organização das Nações Unidas [annual Ambassadors Ball for African and Caribbean delegates at the United nations Organization] Eu também me juntei a esses docentes ao longo do tempo em seus esforços incessantes para trazer ao Africano-Americano o conhecimento de sua história e patrimônio.

A descrição acima é apenas um mero punhado das centenas, que montavam escadas de rua; mas, para mim, eles são as pessoas que fizeram o maior impacto sobre o então-chamado “homem Preto médio” nas ruas do Harlem que não tinham conhecimento de sua história e grande herança Africana, a maioria dos quais Clamavam para serem chamados de “Negros, Pessoas-de-Cor, Mulatos”, e qualquer outra coisa ao invés de “Pretos” ou “Africanos”, antes de seu contato com “oradores de escadas-de-esquina” [“street-ladder speakers”].
Eu pago a minha homenagem a esses “pequeninos” [“little folks”] que ficavam sob todo o tipo de tempo para ouvir seus irmãos e irmãs Africano Nacionalistas muito mais informados; não “Nacionalistas Pretos.”

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Pg. 4 –

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O VALOR DE UM NOME.
UM NOME NÃO É APENAS QUALQUER NOME.

O que está em um nome? [What is in a name?]
Esta é a proverbial pergunta que Africano-Americanos são constantemente questionados por Europeu-Americanos que acham muito inconveniente dizer “homem Preto” ao invés de seu favorito “pessoa-de-cor” ou “Negro“, e às vezes até “Nigger“.
É Claro, “negros” inveterados [die-hard “negroes”], (aqueles que adotaram a atribuída nomenclatura de seus senhores-de-escravos para si mesmos e para sua terra natal – “Negro” e “Negrolândia”) citam o escritor dos Ingleses, William Shakespeare, trabalhos por refúgio; assim, eles citam:

UMA ROSA POR QUALQUER NOME CHEIRA EXATAMENTE O MESMO.

Mas, eles não conseguiram notar que um NEGRO POR NENHUM OUTRO NOME NÃO TEM NENHUMA HISTÓRIA ANTES DO PORTUGUÊS LHE DAR ESTE NOME DURANTE SUA ESCRAVIZAÇÃO EM TORNO DA PARTE INICIAL DO Século 17 d.C..

E, que, o nome de “Negro” identifica-os como propriedade pessoal comum, então, no século 17 e agora no século 20.

Pela mesma razão há tanta confusão na história dos antigos Africanos de Kimit, a quem os Haribus chamaram de “Egípcios”, e a suas terras de — Egito. Os Gregos seguiram, por renomear os faraós — Djoser para Zoser”; Khufu para “Cheops ” ou “Quéops”, Men-kau-ra para “Mycerinus”; e Khaf-ra para “Quéfren”; etc.

Todos estes são nomes Gregos utilizados em sua plagiarização das contribuições dos Africanos indígenas dos Vales do Nilo, quem criaram e desenvolveram a maior Alta-Cultura [High-Culture] da antiguidade – os Romiti de Kimit (“Egípcios do Egito”, segundo os Haribus Gregos).

A questão que necessariamente segue a análise acima é:
“Por que tanta confusão sobre o nome Negro”?
A resposta é simplesmente uma, e apenas uma; isto é,

O HOMEM NOMEIA A SI MESMO POR OUTROS PARA DIRIGIR-SE EM CONFORMIDADE;

[MAN NAMES HIMSELF FOR OTHERS TO ADRESS HIM ACCORDINGLY];

ao fazê-lo, ele também NOMEOU COISAS QUE ELE ORIGINOU OU HERDOU em conformidade. Contudo, esta resposta é historicamente descrita e detalhada no livro de Richard B. Moore, THE WORD NEGRO, ITS ORIGIN AND EVIL USE [A PALAVRA NEGRO, SUA ORIGEM E USO MALÉVOLO], New York, 1964?; um trabalho muito oportuno e provocante sobre o assunto. O Sr. Moore rastreia “A PALAVRA NEGRO” de volta para os colonialistas Portugueses e outros comerciantes de escravos Europeus do final do Século 16 e início do Século 17 d.C..
Ele olhou para a possibilidade de uma “origem Latina” na Roma antiga, que foi sugerida por muitos “educadores Ocidentais” (ou dês-educadores [mis-educators]), mas não encontrou nenhuma justificação para tal conclusão.

O objetivo principal para o exame no termo “Negro”, neste caso específico, é principalmente para limpar o caminho para a apresentação da inicial história Africana da Antiguidade [early African history of antiquity], como a história que pertence a todos Africanos; assim como a história Européia de todos os tempos pertence a todos Europeus. É em manter na linha desta perspectiva que estou agora examinando os vários fatores das Altas-Culturas [High-Cultures] do Vale do Nilo, que atingiram o seu auge no final do rio Nilo e seus afluentes (ou “DELTA”) às margens do Mar Mediterrâneo.

Pela mesma razão, Eu utilizarei apenas nomes Africanos, sempre que possível nessas palestras. Palavras das quais suas derivativas Gregas, Latinas, Inglesas, francesas e de outras Línguas Européias são comumente utilizadas, tais serão mostradas entre parênteses ao lado da palavra Africana correta; isto deve ser o mesmo para palavras Hebraicas de mitologia bíblica, relacionadas à Alkebu-lan (África).
Por exemplo: Kimit terá precedência sobre o Hebraico “Egito“; igualmente Romiti sobre “Egípcios“, e Romitu sobre “Egípcio“.
Se estes passos não forem tomados, então, a história desta região do norte de Alkebu-lan continuará, do meu ponto de vista, a aparecer como se ela fosse Grega, Romana ou de origem Hebraica, justificando assim o uso mitológico dos termos “Semita” e “Caucasiano“, ou mesmo “Hamítico Norte da África“, quando na verdade, a história e a cultura do norte da África, como todas as outras partes da África – Alkebu-lan, foram unicamente da criação e desenvolvimento de Africanos Indígenas até a chegada dos primeiros invasores estrangeiros a partir da Ásia, os Hicsos, em Kimit (Egito) em torno do ano c1676 B.C.E. (Antes da Era Cristã).

À medida que entramos na história de Kimit, descobrimos que dois (2) nomes permanecem constantemente dominantes em quase todos os Egiptologistas Europeus e Europeu-Americanos, e outros educadores em várias disciplinas, no que diz respeito aos Africanos indígenas que desenvolveram esta área do norte Alkebu-lan.
Assim, são eles: Manetho e Jean F. Champollion. O primeiro [Manetho], no que diz respeito à primeira “de tipo Ocidental” datação e divisão cronológica sistemática da história da Kimit em “DINASTIAS” e outros períodos; o último [Jean F. Champollion], com relação à chamada “Pedra de Rosetta” e sua inscrição traduzida por ele para o Francês a partir do original em Grego e Hieróglifo; todas as quais tornaram os Europeus e Europeu-Americanos envolvidos com a “pedra” roubada de Kimit conhecedores de seu conteúdo. Deve ser lembrado que a “Pedra” roubada foi o trabalho ilegal do Imperador Napoleão Bonaparte e seus tenentes [lieutenants] na última parte do século 18 d.C.; e, claro, aqueles séculos roubados anteriormente por outros Europeus foram primeiramente pelos Gregos e Romanos – como Aristóteles; todos os quais começaram por volta do ano 332 a.C.; quando os Gregos, sob a liderança bárbara de Alexandre (“o grande”) II da Macedônia, levaram sua arremetida sobre Kimit; seguidos pelos Romanos com César em 47 a.C..

Falando de Napoleão Bonaparte, cujos soldados foram que “explodiram em pedaços o nariz e os lábios da Esfinge de Gizé com repetidos disparos de fogo de canhão…”, etc. (de acordo com os escritos de Baron Viviant Denon, que testemunhou isso), nós iremos notar que ele [Napoleão] foi “caiado de branco” [“white-washed”] ou “lavado” de seu papel como o culpado de tudo pelo falecido professor Gaston Maspero, em seu livro, THE DAWN OF CIVILIZATION [A AURORA DA CIVILIZAÇÃO] (como editado por A.H. Sayce e traduzido por M.L. McClure, 4th ed., Society For Promoting Christian Knowledge, Londres, 1901), Capítulo IV, página 247; do seguinte modo:

O tiro de canhão dos fanáticos Mamelucos feriu ambos o nariz e a barba, e a coloração vermelha que dava animação a seus traços tem agora, quase inteiramente, desaparecido.

Por que iria Baron Denon, quem fez o primeiro esboço (desenho à mão) conhecido no local da Esfinge de Gizé antes de seu rosto ser desfigurado por Napoleão e os seus homens, dizer que o vandalismo foi feito por seus próprios Franceses; Enquanto que o Professor Maspero, também um Francês, que não estava presente quando qualquer dos casos aconteceu, declarou que foi feito pelos Mamelucos?

A resposta, como vista pelo seu professor deste curso, seu palestrante, pode ser encontrada na tentativa na maioria das obras escritas por educadores Europeus e Europeu-Americanos em relação aos papéis imperialistas e colonialistas de seus compatriotas em todo o mundo parecem ter sido angelicais e messiânicos; tudo para o bem de suas vítimas, muitas das suas vítimas tendo sido culpadas pelo mesmo, seguindo relatos de história escritos por descendentes do vencedor.

Ainda, o seu papel de pilhagem por tesouros, ou “troféus”, em todos os lugares, incluindo até mesmo seu próprio continente, a Europa.
Tais invasões incluíram o uso de tiros de canhão, escravização de nações inteiras, estupro de jovens e idosos do sexo feminino, o uso de muitas das táticas hoje chamadas de “genocídio”; e, finalmente, reivindicando as contribuições de suas vítimas para a Alta-Cultura do mundo (civilização), como sua própria;
estranhamente tais práticas continuam até os dias atuais.

É para ser também notado; as informações do professor Maspero eram informações de segunda mão e boatos de evidências que ele recebeu do livro de Boudier, La DESCRIPTION de l’EGYPTE, Vol. 4. Na Placa Nº. 7 do mesmo livro, Boudier mostrou o mesmo desenho da Esfinge de Gizé e as três principais pirâmides de fundo (copiado pelo mesmo a partir da pintura de Baron Denon). *

[* – Veja Baron Viviant Denon, TRAVEL IN EGYPT and SYRIA, [VIAGEM NO EGITO E SÍRIA], Londres, 1800; e Yosef ben-Jochannan, BLACK MAN OF THE NILE [HOMEM PRETO DO NILO], Cap. III, p. 92 fotos da Esfinge de Gizé por Denon.]

Mas é preciso lembrar que os Mamelucos * 1 – que eram já a mistura de Africanos indígenas e estrangeiros, a maioria deles invasores conquistadores e governantes de Kimit antes da chegada Francesa com Bonaparte, não tinham nenhuma razão lógica para destruir um de seus mais preciosos butins de sua própria conquista dos Africanos de Kimit – a Esfinge de Gizé e o Campo da Grande Pirâmide de Gizé – as pirâmides de Khufu, Mena-ka-ere e Khafra.

[ * 1 – Os Mamelucos eram uma mistura de Turcos e outros Europeus que invadiram e governaram Kimit antes da dominação total da área por Juda pasha ou Mohammed Ali.]

Por outro lado, as frustrações sofridas por Napoleão Bonaparte e seus oficiais subordinados em suas vãs tentativas de conquistar e governar toda a Kimit e seus povos, criaram entre eles o tipo de perversão que provocou o ciúme e ódio racial que os levou a romper em tal ódio lunático contra a indefesa “Maravilha do Mundo” – a Esfinge de Gizé.

Não deve haver nenhuma surpresa sobre esta ação racista por parte do exército Francês em Alkebu-lan, a sua anterior história de assolar os países e povos Europeus não é menos brutal; pois todos os que não eram Franceses eram bárbaros e inferiores (algo que Adolph Hitler deve ter ouvido na mesma linha pelos antigos Gregos como o fizeram os franceses dos dias de Napoleão).

Obviamente, uma página de Aristóteles e a posição racista de outros Gregos, a qual foi experimentada em sua reivindicação dos papiros Africanos que eles roubaram e colocaram o seu nome em cima como os autores originais, foram bem aprendidas pelo Francês, assim como foi pelo “homem moderno” da Europa , Grã-Bretanha (incluindo a Irlanda, Escócia, País de Gales), e Europeu-Americanos (as ilhas do Caribe incluídas). O termo “inferior” ainda perdura, também o genocídio cultural e a mentalidade escravizada que ele criou.
A solidez [massiveness] e graciosa durabilidade da Esfinge de Gizé, corretamente AKHET KHUFU (Horizonte de Khufu), contudo, forçou o professor Gaston Maspero a escrever o seguinte nas páginas 248-249 do mesmo livro:

… Mas, apesar disso, mesmo em sua decadência, ela ainda carrega uma expressão comandante de força e dignidade.
Os olhos olham para a remota distância com uma intensidade do pensamento profundo, os lábios ainda sorriem, o rosto todo é permeado com calma e poder. A arte que poderia conceber e talhar esta estátua gigantesca da encosta da montanha era uma arte em sua maturidade, mestra de si mesma e certa [segura] de seus efeitos.

“… Uma arte em sua maturidade,”. . . etc., é a parte do extrato acima da declaração do Professor Maspero que constitui a base para a minha própria palestra hoje. Mas, a partir de quais começos esta “arte” e “maturidade” se originaram?

Quando traçamos o desenvolvimento da Alta-Cultura [High-Culture] ao longo dos Vales do Nilo “branco” e “azul”, também do Vale do Rio Atbara, não vemos nós que o auge de Kimit teve a sua origem ao longo das cabeceiras dos magníficos cursos d’água que incluíram também a da região dos Grandes Lagos, no centro-leste de Alkebu-lan (África)???

Qual a melhor fonte que temos do que os artefatos descobertos pelas centenas de arqueólogos neste grande continente, todos os quais, a descoberta de Zinjanthropus boisie * – tem quase ofuscado.

[* – Um homem-fóssil de pelo menos 1.750.000 anos atrás, encontrado na Bed I do local de exploração Olduvai Gorge, dos Leakeys na Tanganica (Tanzânia), África Oriental. Veja o Capítulo II, BLACK MAN OF THE NILE [HOMEM PRETO DO NILO], por Y. ben-Jochannan; também trabalhos pelo Dr. L. S. B. Leakey.]

No entanto, acrescentados à abundância de artefatos disponíveis estão algumas das obras mais marcantes até agora conhecidas para a humanidade por escritores chamados de “Egiptólogos”, etc., tais como as seguintes, e alguns de seus livros –

Albert Churchward, M.D., SIGNS AND SYMBOLS OF PRIMORDIAL MAN [SINAIS E ORIGENS DO HOMEM PRIMORDIAL]; THE ORIGIN AND EVOLUTION OF RELIGION [A ORIGEM E EVOLUÇÃO DA RELIGIÃO]; ARCANA OF MASONRY [ARCANOS DA MAÇONARIA]; THE ORIGIN AND EVOLUTION OF THE HUMAN RACE [A ORIGEM E EVOLUÇÃO DA RAÇA HUMANA];

Dr. Gertrude Caton-Thompson, THE ZIMBABWE CULTURE [A CULTURA DO ZIMBABWE];

Sir Charles Darwin, sr., THE ORIGIN AND EVOLUTION OF MAN
[A ORIGEM E EVOLUÇÃO DO HOMEM];
John J. Jackson, INTRODUCTION TO AFRICAN CIVIKLIZATION [INTRODUÇÃO À CIVILIZAÇÃO AFRICANA];

George G. M. James, STOLEN LEGACY [LEGADO ROUBADO];

Count. C. F. Volney, RUINS OF EMPIRES [RUÍNAS DE IMPÉRIOS];

e uma série de outros que eu tenho lhes fornecido na sua bibliografia, não excluir o mais valioso de todos eles – LIVRO DOS MORTOS [BOOK OF THE DEAD], também o PAPIRO DE ANI [PAPAYRUS OF ANI], ambos escritos por povos indígenas de Kimit e outras Elevadas-Culturas [High-Culture] do Vale do Nilo de milhares de anos antes dos povos Hebreu e Cristão e suas “Sagradas Escrituras” existirem, como traduzidos para a língua Inglesa a partir dos hieróglifos originais por Sir Ernest A. Wallis Budge.

As obras acima também mostram que os Africanos indígenas de Kimit deveram muito de sua herança aos ensinamentos que receberam de seus colegas Africanos mais ao sul em Alkebu-lan, em torno de Puanit (Punt) – região da Somália e do Quênia de hoje. Não obstante, nós, como estudantes e professores, temos a obrigação de examinar a abundância quase assustadora de materiais nesta área da “Experiência Africana” e “herança Africano-Americana”, e produzir uma qualidade de “VERDADE” acadêmica que os chamados “estudiosos modernos” têm, até agora, não conseguido realizar em virtude de seu próprio envolvimento pessoal na proteção de “teorias raciais” e “mitos religiosos” existentes originados das “Escrituras Sagradas” Hebraica, Cristã e Muçulmana.

Como nós temos observado na “Cena da Caça” no pântano e piscina do PAPIRO DE ANI [PAPYRUS OF ANI], e do trabalho do professor G. Maspero, Le TOMBEAU de NAKHTI (em Memoires publies par les Members de la Mission Française du Caire, Vol. V), p. 480, a partir de um desenho feito por Gayet e reproduzido por Faucher-Gudin, que, até mesmo o “bumerangue”, que é associado apenas com os indígenas Alkebu-lan-Australianos (os então-chamados “Aborígenes”, por educadores e historiadores Europeus e Europeu-Americanos), tinha sido comumente usado entre os Romiti [Egípcios] de Kimit durante séculos antes da “aurora” da era cristã – o nascimento do Deus dos Cristãos – Jesus Cristo de Nazaré (também conhecido como o “Nazareno”). Nós também temos lido os vários relatos de muitos faraós (reis) de Kimit no que diz respeito ao tipo de viagens para Puanit, a mais notável das quais foi aquela do Faraó (Rainha) Hatshep-sut mostrada na página 160 do meu livro, BLACK MAN OF THE NILE [HOMEM PRETO DO NILO], um de seus textos.

No contexto do acima exposto, é lamentável que os “educadores” do Museu de História Natural da cidade de Nova York, achem necessário perpetuar o velho desgastado mito racista em um dos seus principais mapas na entrada da Ala Africana [African Wing] no segundo andar, de uma população 100% “caucasiana” norte Africana, e também Leste Africana, população que deveria ser suposta por ser exclusiva de pessoas quem eles ainda continuam a designar como “NEGROS, BANTUS”, e até mesmo “NILOTAS” [“NILOTES”], durante o período mostrado como 7000 a.C.. Esta exposição de racismo é dirigida, muito curiosamente [amusingly], sob o título:

A FAMÍLIA DO HOMEM.

Os mapas e gráficos que seguem junto com a descrição da “Família do Homem“, de um ponto de vista “Caucasiano”, isto é, são alegados por serem ‘apresentações verdadeiras‘. Mas, a medida que alguém passa através destes portais (criados por “autoridades” nestas matérias disciplinas), se está para perceber e ser surpreendido com a remoção de Kimit (Egito) de Alkebu-lan (África), e o muito pouco de Cush (Etiópia)que eles conseguiram permitir ao público ver, ainda é perpetuada como parte de “Coleções da África Negra“; todas as quais, para o historiador Africano treinado e experiente, é melhor não mostradas [is better not shown]. Seria de valia saber que artefatos Egípcios são exibidos em, e no, Museu de Arte, na Quinta Avenida [Fifth Avenue] e tratados pelos guias lá como não sendo parte das contribuições dos Africanos para a cultura mundial; e que “a cultura e história Egípcia não são Africanas“. Os poucos artefatos sobre a Etiópia apenas relatam para em torno da Era Cristã; e, claro, a influência Européia em tal, que eles supostamente sofreram. À medida que alguém abandona esta exibição racista [racist display], que em muitos aspectos é digno de visualização, alguém é constantemente lembrado pela penúltima janela [next-to-last window] de que o conceito da Virgem Maria e Criança era de “influência estrangeira” na forma de arte utilizada pelos Etíopes nesta escultura. Tal estupidez benigna, se não for o manifesto racismo e fanatismo religioso, ainda é o dogma oficial sendo perpetuado por todo o sistema educacional que suporta a referida instituição a qual até mesmo pequenas crianças Africano-Americanas são obrigadas a freqüentar e ter a sua mente totalmente “Caucasianizada“.

Estas, infelizmente, são algumas das várias áreas onde então-chamados “CURSOS DE ESTUDOS NEGROS” [“BLACK STUDIES COURSES”] deveriam abordar os alunos no domínio da história, especialmente; mas, em sua maior parte, têm se tornado células convenientes de retórica do “Terceiro Mundo” de uma “revolução” de jovens Africano-Americanos que não são sequer conscientes da natureza dos fundamentos históricos necessários a fim de se preparar para dita revolução; pois se eles realmente conhecessem esse aspecto da “Experiência Preta” [“Black Experience”] a maioria de seus representantes [movers] do “Terceiro Mundo” seria vista como sendo tão perigosos quanto aqueles da “direita“.

Qual explicação lógica é então deixada, que poderia ser usada para a criação de um “norte da África Caucasiano” o qual foi totalmente vazio de então-chamados “Negros”, que não seja a mente dos seres humanos racialmente fanáticos?

Não é isto como dizer que ‘todo o sul da Europa era habitado por Negros a partir de 7000 a.C.?’
Qual prova estas “autoridades” apresentaram para mostrar que seu ” Norte Africano Caucasiano” deixou as montanhas Cáucaso [Caucas] da Eur-Ásia e migrou para o Norte de África e não encontrou nenhuns povos indígenas, os então-chamados “Negros”, lá; igualmente no leste da África?

Não é esta história a mesma que aquela sendo utilizada atualmente pelos Europeus chamados “Boers” ou “Africâneres” na chamada “República da África do Sul“, a fim de ganhar o apoio internacional para sua instituição de genocídio contra os Africanos indígenas do Império de Monomotapa, que eles encontraram lá, após sua chegada no século 17 E.C.?

E, como é que eles ignoram e evitam a descrição por Heródoto, Diodoro, Diógenes Laércio, e outros escritores antigos, de que os antigos “…Egípcios, Cólquidas e Etíopes…” eram exatamente os mesmos em sua aparência e cor; e em suas respectivas obras atribuíram “…lábios grossos, nariz largo, cabelo lanoso [wooly hair] e pele queimada …” a todos igualmente; bem como as primeiras pessoas a praticar a “…circuncisão …

Alguém deve se perguntar qual propósito estão os Estudos Negros [Black Studies] para servir dentro do âmbito e contexto de Instituições de Estudos Brancos de “ensino-superior”, desde que tal racismo continua sob o disfarce de “bolsa de estudos” [“academic scholarship”] por parte de Europeu-Americanos que estabeleceram a si mesmos como “autoridades” sobre África e tudo o que diga respeito ao continente Africano e seus povos.

Eu não sou alguém que possa endossar tal ação por padrão; como tal, vou continuar a desmascarar [expose] tais ensinamentos racistas onde e quando a oportunidade se apresentar; e eu vou fazer tais oportunidades serem freqüentes.
Claro que há um preço a pagar, e um preço muito alto por isso. Os meus colegas, acadêmicos que Eu devia suspeitar, muitos dos quais já começaram a exigir de mim certa retração para este tipo e método de exposição, também indicaram que o meu trabalho é em si mesmo “racismo às avessas”. Mas, eles não têm sido capazes de detalhar minhas contribuições racistas; isto é, eles sentem, o simples fato de que eu tenho apontado que os povos indígenas de Alkebu-lan, toda ela, eram, e ainda são, “os ocupantes originais daquele continente“, do qual eu coincido. Ainda assim, Eu acho o preço muito mínimo em comparação com a pena que eu teria tido que pagar por silêncio.

Os Cushitas (Kushitas) e Núbios da antiguidade, e não os presentes Árabes e seus descendentes Árabe-Africanos que vieram para o Sudão em 640 d.C. ou 18 A.H. e depois, são descritos no LIVRO DOS MORTOS [BOOK OF THE DEAD], e em particular no PAPIRO DE ANI [PAPYRUS OF ANI], como sendo igualmente o “…povo dos Deuses…” e “… regentes da casa de morada dos Deuses…” da mesma forma que aqueles de Puanit e Kimit.

Então, como é que estes também não se tornaram “Caucasianos” no processo de Caucasianização e Semitização pelos atuais “educadores” e outras “autoridades” encarregados de certificação racial para o norte e leste da África?

E, Como o “Caucasiano” e o “Semita” chegaram ao norte e leste da África antes dos habitantes naturalmente Africanos, que hoje são ainda chamados de “Negros” e quaisquer outros nomes de características degradantes?

Eles também não devem ter estado no norte e leste da África por volta de 7.000 AEC [antes da Era Comum] e, ao mesmo tempo, estado na Montanha Cáucaso, ou não nasceram de Noé — o personagem mítico na história Hebraica sobre o “Fim do Mundo”; isto sendo assim de acordo com os “companheiros” e “estudiosos” do Museu de História Natural.

O mito Semita e Hamítico perpetuado por racistas atuais disfarçados como “autoridades” sobre “Estudos Negros” “Africanos”, que também inundam o mercado leitor com toneladas daquilo que  decidiram que é a história verdadeira dos Africanos, a partir de uma referência do “Caucasiana” e Hitlerismo “Ariano Indo-Europeu”, é melhor entendida se alguém percebe que ela começou com a história de Noé na Torá hebraica — os CINCO LIVROS DE MOISÉS. Ali no Primeiro Livro de Moisés, Gênesis, “…os filhos de Ham…” o mítico filho de Noé, foram supostamente “…amaldiçoados…” pelo Deus hebraico – Jeová; uma maldição que muitos escritores Hebreus ou Judeus do século 6 na Europa estavam para traduzir em um pedaço racista de diatribe [difamação] que mostra os povos indígenas da África como os “filhos amaldiçoados de Canaã“, os netos de Ham. E que a marca da maldição era que Jeová “tornou os filhos de Canaã Pretos“.

Por que foram eles assim tornados por Jeová?
Seu avô Ham, se atreveu a olhar para a “nudez” de seu pai, o seu bisavô, um dia enquanto ele estava deitado em um ataque de embriaguez; por isto Noé é suposto de ter obtido de Jeová para colocar uma “maldição” sobre os “filhos” de Ham – também chamados de “Cananeus” [“Canaanites”]. Tudo isso supostamente ocorreu enquanto Noé e sua família eram as únicas pessoas em uma Arca que Jeová os ajudou a fazer para salvar todas as espécies de todos os seres vivos no mundo antes de Ele o ter destruído por um dilúvio.
A melhor apresentação detalhada sobre estes mitos, tanto quanto Eu saiba, está para ser vista em HEBREW MYTHS [MITOS HEBRAICOS] de Robert Graves e Raphael Patai, New York, 1964.

Mas, não é verdade que a cultura dos Cushitas e Egípcios não estava desenvolvida ao mesmo tempo na história; a verdade sendo que os primeiros existiram por milhares de anos antes dos últimos?

Não é igualmente verdade que a Elevada-Cultura (civilização) em Kimit (Egito) atingiu o seu apogeu com a ajuda de outros povos indígenas de toda Alkebu-lan (África) antes do início da primeira dinastia faraônica, a qual foi milhares de anos antes do nascimento de Moisés, portanto, antes do Primeiro Livro de Moisés, Gênesis, em que a história sobre “Maldito seja Canaã…” aparecer?

Além disso, não é verdade que a Elevada-Cultura que existia no Zimbabwe e em outras partes do Império Monomotapa igualou aquela de Kimit antes do alvorecer do chamado “Período Dinástico do Egito” como articulado pelo Sumo-Sacerdote Manetho durante o reinado do general Macedônio – Soter – que mais tarde adotou o nome “Ptolomeu I”, declarando a si mesmo – “Faraó de Todo o Egito” posteriormente à morte de Alexandre II em cerca de 320 AEC [antes da Era Comum]; Alexandre, o seu líder, tendo conquistado o Vale do Baixo Nilo em torno de c332 AEC?

A “mirra, leões, doce incenso” e outros produtos que a Rainha Hatshep-sut e outras realezas de Kimit vinham até Puanit e Cush para garantir foram apenas mera amostragem do mercado comercial que os Romiti tiveram com os Puanits e Cushitas; os Puanits sendo o povo que os Romiti disseram que ocupavam “… as terras onde os deuses habitam” (de acordo com o PAPIRO DE ANI e o LIVRO DOS MORTOS). Em um momento na história estas duas terras, Cush e Puanit, foram a mesma que Kimit (ou Egito). As fronteiras geopolíticas que, hoje, chamamos de “Egito” ou a “República Árabe Unida” (RAU) não existiam até que a referida área foi demarcada pelos imperialistas e colonialistas Europeus e Europeu-Americanos nas conferências de Berlim e de Bruxelas e suas resultantes “Atas” [“Acts”] de 1884-85 (Berlim) e 1886-96 (Bruxelas); todas as quais foram realizadas em Berlim, Alemanha, e Bruxelas, na Bélgica, para o propósito expresso de legalizar ainda mais a escravização dos povos Africanos e os roubos que foram perpetuados contra eles por um período de mais de quatrocentos (400) anos, muito dos quais continuam ainda hoje.

O Paleontólogo e médico, Albert Churchward, autor de muitas obras ilustres que formaram a base para muitos departamentos paleontológicos e centros de pesquisa na Europa e América-Européia (Ilhas do Caribe incluídas), em uma de suas mais notáveis, SIGNS AND SYMBOLS OF PRIMORDIAL MAN [SINAIS E SÍMBOLOS DO HOMEM PRIMORDIAL], atribuiu a origem de tudo o que se tornou o ápice das “Civilizações do Vale do Nilo” (Elevadas-Culturas) aos chamados “Pigmeus da África Central” (o povo Twa — sua nomenclatura correta). Com respeito a esse companheiro povo Africano, Eu sou lembrado do seguinte ensinamento:

,
O nome do Deus-Verme é sagrado para os Vermes assim como é o nome Jeová para os Judeus, Jesus Cristo para os Cristãos, Al’lah para os Muçulmanos…, etc. *

The name of the Worm-God is sacred to Worms as is the name Jehovah to the Jews, Jesus Christ to the Christians, Al’lah to the Muslims…, etc. *

[O “Deus-Verme” (“Worm-God”) é encontrado nas Estórias de Anansi da África Ocidental.]

O “HINO DO NILO” citado no PAPIRO DE ANI [PAPYRUS OF ANI], que pode ser encontrado nas orações de adoração ao Deus-do-Nilo [Nile-God] que “…habita na Núbia além da segunda catarata…” foi com toda a verdade um Deus ao longo de todo os mais de 4.100 milhas de comprimento do Rio Nilo, que começa em Uganda e termina no Mar Mediterrâneo. *

[* – O Nilo Azul começa no Lago Tana em Cush [Etiópia]; O Nilo Branco começa em Mwanza (lago) Nyanza, que os colonialistas Europeus renomearam para “Lago Vitória” pela rainha Britânica de mesmo nome que levou milhões de Africanos em todo o continente a serem assassinados a fim de que ela pudesse enriquecer a si mesma e seus construtores de impérios que igualmente viveram sobre os povos Africanos. A presente família real da Inglaterra é a herança de troféus roubados de Victoria ainda a serem encontrados na Inglaterra e no Tesouro Britânico.]

Havia também duas Deusas para o Deus-do-Nilo [Nile-God], ambas comparáveis aos dois Hâpis [Dois Nilos]- Mirit Qimâit – do Alto Nilo, Núbia; e Mirit Mihit para o Baixo Nilo, Kimit. Deve-se também ser notado que o rio Nilo era por si só um Deus. Isto os Romiti [os Egípcios] acreditavam, já que a maioria de seus alimentos e outras necessidades físicas estava associada com a água do Rio Nilo. É por esta razão que o Deus Hat-Hâpi ou Nûit-Hâpi (chamado de “Nilopolis” pelos Gregos) *, foi criado.

[* – citação de Stephanus de Bizâncio em, Hecatacus, de Mileto. (fragmento 277 em “FRAGMENT HISTORY” de Muller-Didot, Grace, Vol. I, p. 19).]

Houve também um Santuário do Nilo construído para este Deus, como mostra o baixo-relevo no Templo de Philae. Este templo foi construído pelo Faraó Trajano e seus sucessores. (Veja Jean Champollion, MONUMENTS, pl. xciii, l; Dumichen, GEOGRAPHIE INS., vol. ii, pl. lxxix; and Rosellini, MONUMENTI del CULTO, pl. xxvii, 3).

Os festivais para o Deus do Nilo eram os “mais solenes e jubilosos por toda a terra do Egito jamais testemunhados” – de acordo com Heliodoro, AETHIOPICA, Livro IX, cap. 9, que ele copiou de escritos datados dos Ptolemaicos.

O Professor Brugsch em seu trabalho, MATERIAUX POUR SERVIR a la RECONSTRUCTION du CALENDRIER dês ANCIENS EGYPTIENS [MATERIAIS PARA SERVIR à RECONSTRUÇÃO DO CALENDÁRIO DOS ANTIGOS EGÍPCIOS], p. 37 e seguintes, também falou dessas grandes festividades;

Também E. DeRouge em sua, SUR le NOUVEAU SYSTEME PROPOSE par M. Brugsch pour l’INTERPRETATION  du CALENDRIER EGYPTIEN [O NOVO SISTEMA PROPOSTO pelo Sr. Brugsch para A INTERPRETAÇÃO do CALENDÁRIO EGÍPCIO], em Zeitschrift, 1866, pp. 3-7.

O principal texto do hino do deus do Nilo está preservado em dois papiros no Museu Britânico, Londres, Inglaterra – o segundo Papiro Sallier [the second Sallier Papyrus] (…Select Papyrus, vol I, pl. xxi, 1, 6, e pl XXIII) e Sétimo Papiro Anastasi [Seventh Anastasi Papyrus](ibid., pl. cxxxiv. ancienne des peuples de l’Orient, 4ª ed., pp. 13-13; e Guieysse, RECUEIL de TRAVAUX, vol xiii, pp. 1-26).
A dieta dos antigos de Kimit também refletiu a influência que seus vizinhos no sul mantinham sobre eles, mesmo à altura de sua glória — a Era da Grande Pirâmide [Great Pyramid Age].
O uso do Durrah [Sorgo] que veio de tão longe ao sul como o Kongo [Congo] Oriental (Congo) e Império Bunyoro (região da Uganda de hoje) também foi influente. Ele é chamado Holcus Sorghum, L., em termos modernos. Mesmo nas tumbas de muitos dos Faraós esta planta era levada, uma indicação do valor atribuído a ela.

a ORIGINE des PLANTES CULTIVEES, de E. DeCandolle, pp. 305-307, afirma que “…só as sementes eram levadas para as pirâmides…” (tumbas); mas, por outro lado, La FLORE PHARAONIQUE, de Loret, p. 12, No. 20, considera que era “…a planta inteira…”.
Foi ainda dado o nome – “… GRÃO DO SUL” *

[* – Sempre que os antigos Romiti [Egípcios] se referem ao “Sul” eles estavam apenas lidando com pontos além da segunda catarata principalmente. Eles chamavam a Kimit sulista de – “Alta Kimit” (“Upper Kimit”).]

Em muitas cenas representadas na maioria das obras em papiros e baixo-relevo dos Romiti eles estavam sempre certos em descrever povos Asiáticos de forma bastante diferente de si mesmos; ainda, isso foi muito raramente feito no caso de outros companheiros de Alkebu-lan. Na maioria dos casos os Asiáticos foram mostrados como escravos, ou como membros da realeza prestando homenagem.

“Ocidentais” dizem que os Núbios e Puanits eram “povos Negróides“; enquanto que, os Etíopes eram supostos por terem sido “Hamitas“.
A fim de estabelecer isto profundo na mente a história de um certo Faraó de cor muito preta foi feita para ser um “Negro” do Cinturão Preto [a “Negro” of the Black Belt].

Este tipo de plagiarização é melhor visto em suas interpretações que lidam com o Faraó, Amenemhait II (também conhecido como Usirtasen II ou Usertsen II), estela relativa à derrota dos Núbios pelos Romiti.
Mas em nenhum lugar em seus escritos o Faraó Amenemheit se referiu aos Núbios a não ser como uma entidade política separada. Ele nunca, jamais usou o termo “raça“. (Veja Birch, TABLELTS OF THE XIIth DYNASTY [PALETAS DA DÉCIMA-SEGUNDA DINASTIA], na Zeitschrift, 1874, p 112; Brugsch, DIE BIBLISCHEM SIEBEN JAHRE der HUNGERSMOTH, Pp. 106, 107; Naville, Bubastis, pl. xxxiv A, e pp. 9-10;. E. DeRouge, NOTICE des MONUMENTS, 1849, pp. 4-5; Wiedmann, AEGYPTISCHE GESCHICHTE, pp. 294-295; Lepsius, DENKM, ii 123d lidando com a estela do Faraó Monthotpâ em Aswan; e Birch, HISTORICAL MONUMENT OF AMENOPHIS III [MONUMENTO HISÓRICO DE AMENÓFIS III], no Louvre, Paris, França, no ARCHAEOLOGIA, vol. XXIV. Pp. 489-491).

Nestes trabalhos a maioria dos autores colocou Puanit perto do distrito de Hûa, que sempre foi associado com Ramsés III. (Ver Lepsius, DENKM, III 209.); outros acharam que era no final do rio Atbara nas terras altas de Cush (Etiópia). A verdade é que muitos educadores “modernos” tentam mudar todo o significado da história antiga que lida com Alkebu-lan e Europa para evitar qualquer tipo de integração ou amalgamação entre os dois grupos, a menos que eles sejam mostrados como “Caucasianos” ou “Caucasóides“, mesmo “Semitas” ou “Hamitas” como um último esforço para evitá-los sendo “Negros“.

Assim, nós estamos agora sendo introduzidos a um novo grupo de pessoas – os “Caucasianos de pele escura” [“dark-skinned Caucasians”] inventado para o norte e leste da África por historiadores e antropólogos sociais Europeu-Americanos. Este novo povo [new people] permite que a cooptação racista do Zinjanthropus boise, homem Boskop, Homo rhodesiensis [Broken Hill Man], e outros homens-fósseis notáveis para se tornarem “restos fósseis Caucasianos” no centro de Alkebu-lan [África]; todos os quais existiram há centenas de milhares de anos antes do primeiro “Caucasiano” deixar as montanhas Cáucaso [Caucus Mountains] da Rússia para migrar para a Europa; e nenhuma destas reivindicações existia antes dos Drs. L.S.B. & M. Leakey descobrirem seus achados em Tanganica, leste da África. Antes dos mais antigos homens-fósseis conhecidos serem descobertos em Alkebu-lan toda essa área sempre foi tratada pelos educadores “ocidentais” como estritamente e exclusivamente territórios “Negros” e “Bantus“.

O tráfego entre Kimit e Puanit incluía pontos de parada em Elefantina e Nekhabit ou a “Cabeça de Nekhabit” (também chamada de “Bernice” pelos antigos Gregos).
A estrada de Nekhabit para Koptos foi percorrida pelo Egiptólogo Alemão – Golenischeff, que escreveu as obras mais notáveis sobre a área em um artigo intitulado “Une Excursion a Bernice“, publicado em RECUEILDE TRAVAUX, vol. xiii. pp. 75-96.
Outra grande obra sobre esta área é, DIE AEGYPTISCHE VOLKERTAFEL, do Dr. Brugsch, em VER HANDLUGEN des TEV ORIENTALISTEN-CONGRESSOS, vol. ii., Afrikanische Sektion, p. 62. O Dr. Brugsch estava certo de que Tap-Nekhabit, também conhecida como a “CABEÇA” [ou “CHEFE”] [the “HEAD”] ou “CABO DE NEKHABIT” [“CAPE OF NEKHABIT”], é o Grego “Bernice“.
O fato é que os Gregos não eram muito familiarizados com a geografia de Alkebu-lan, nem mesmo com a nação de Kimit além da primeira Catarata até que Heródoto atingiu a segunda Catarata em cerca de 450-457 EAC [Antes da Era Comum]. A extensão total de seu conhecimento sobre Alkebu-lan lidava com o norte de “África” ao longo do Mar de Lebus ou Kimit (Lebus sendo o antigo nome da Líbia de hoje; Kimit sendo o Egito de hoje); o mar em questão tornou-se, assim, o moderno “Mar Mediterrâneo”. Mas a falta de tal conhecimento aos Gregos causou muito da confusão que eles passaram adiante para outros Europeus e Europeu-Americanos até o dia de hoje em história; Pois milhares e milhares de seus descendentes que carregam os títulos “educador” e “historiador” utilizaram os mesmos erros cometidos pelos Gregos no que diz respeito à antiga geografia de Alkebu-lan como a base para a maior parte de seus próprios tratados fundamentais e hipóteses sobre o continente e seus povos. Infelizmente, esta tendência mostra muito pouca esperança no caminho da mudança, mesmo com a força propulsora sendo gerada pelos cursos e estudiosos de “Estudos Negros” e “Estudos Africanos” [“Black Studies” and “African Studies“] que apresentaram os antigos documentos comprovativos de que os antigos Gregos estavam em erro com respeito à geografia e muito da geopolítica do norte e nordeste de Alkebu-lan. O resultado final deve ser então um confronto direto com aqueles que continuam perpetuando conceitos mitológicos Gregos sobre Alkebu-lan (Etiópia, Líbia ou África, todos eles sendo nomes que os antigos Gregos chamaram o continente. Consulte a página 266 de BLACK MAN OF THE NILE [HOMEM PRETO DO NILO] para mais) sem nenhum respeito ou sentimentos para os povos indígenas e seus descendentes em todos os lugares.

Como já referi no início deste ensaio-de-palestra [lecture-essay] relativo à “nomes”, os termos “BOSQUÍMANO” [“BUSHMAN”] e “HOTENTOTE” [“HOTTENTOT”], ou mesmo “BANTO” [“BANTU”], só contribuem para proibir os povos Africanos de conectar a história dos diferentes grupos culturais, e essa é a única diferença de grande importância entre os povos de Alkebu-lan e as diversas nações e áreas geopolíticas de Alkebu-lan, em uma forma significativa que ameaçaria o contínuo imperialismo, colonialismo, neo-colonialismo, e escravidão no continente. É a velha tática de “DIVIDIR E CONQUISTAR” [“DIVIDE AND RULE”] da Era Napoleônica no século 20 EC, é preciso admitir que ela tem funcionado de forma muito eficaz para as forças da escravidão e genocídio na África, até o dia de hoje. Em muitas maneiras e casos a tendência é de dissociar os povos indígenas da cultura deste continente sob a proposição ridícula de que eles são de diferentes origens e desenvolvimento “étnico” ou “racial“.

Podemos melhor notar isso na típica observação sobre esta área, comum entre os “educadores” Europeus e Europeu-Americanos, usada com respeito à nação de Kimit…:

“EGITO E ÁFRICA” ou “ÁFRICA NEGRA.”
[“EGYPT AND AFRICA” or “BLACK AFRICA”.

É nesta mesma relação que a pintura do povo da nação de Monomotapa, (no extremo sul de Alkebu-lan) – (os Khoisans ou Kalaharis que os colonos imperialistas e colonialistas Europeus e Europeu-Americanos renomearam para “Bosquímanos” [“Bushman”] e “hotentotes” [“Hottentots”]) foram consideradas como sendo “não-Africanas“; isto sendo coerente com sua teoria racista de que qualquer pessoa que não tenha uma combinação de “lábios grossos, nariz largo, cabelo lanoso e pele preta” não é um “Negro” ou “Bantu“.
Não há muito tempo atrás, antes da descoberta [unearthing] dos mais antigos homens-fósseis do mundo e da declaração da África Central como “o Jardim do Éden original“, essas pessoas eram ainda declaradas “não-africanos” que migraram da Ásia para a ponta sul do continente de Alkebu-lan. No entanto, este critério de “raça” ou “grupo étnico” não se mantém verdadeiro com relação aos seus colegas Europeus e Europeu-Americanos que diferem entre si em relação aos mesmos pontos da anatomia humana; sendo isto verdade dos Suecos contra os Gregos, ou Irlandeses contra Italianos, Espanhóis e Portugueses contra os Alemães, etc., etc., etc. O melhor exemplo desta afirmação é visto na pintura de 35.000 anos de idade por um artista Khoisan do deserto do Kalahari exibida na página 60 do meu livro BLACK MAN OF THE NILE [HOMEM PRETO DO NILO]. Este desenho, que é semelhantemente imitado em outros lugares em Alkebu-lan, é usado por muitos Europeus e Europeu-Americanos para provar a diferença da teoria do desenvolvimento racial que eles inventaram para os povos Africanos para satisfazer a sua própria intolerância [their own bigotry].

Por exemplo: O tubo-duplo de palhetas-duplas [the double-reed double-pipe] usado pelos povos da região central, oeste e leste de Alkebu-lan tão cedo quanto 3500 AEC [Antes da Era Comum], que só chegou em Kimit e Libus em torno de 1500 EC [Era Comum], é propositalmente não mencionado como tal pelos chamados educadores “modernos” sobre a história de Kimit e outras partes do norte de Alkebu-lan. O mesmo se aplica no caso de conceitos arquitetônicos do povo de Alkebu-lan. Nesta área a palavra “primitivo” tem sido aplicada por “educadores modernos” em um de seus mais viciosos e destrutivos usos com respeito às pessoas ao “Sul do Saara“, os então-chamados “Africanos Negros” [“Black Africans”], mas
quase nunca aplicado à pessoas ao “Norte do Saara” ou no “Saara“, embora a grande maioria daqueles no “Saara” tenham milhares de anos de idade. Pela mesma razão a grande estrutura em cone do Zimbabwe [great cone structure of Zimbabwe] (mostrada na página 162 de BLACK MAN OF THE NILE [HOMEM PRETO DO NILO], que os “educadores modernos” preferem chamar de “Necrópole da Rodésia“, foi uma vez que foi considerada por eles como tendo sido “…construída por marinheiros Gregos náufragos…” baseados unicamente em que ela não “…parece com o tipo de arquitetura primitiva de que os negros são capazes…“, etc. Eles também sentiram que a complexidade da festa de engenharia [engineering fete] tão obviamente aparente nestas estruturas não poderia ter sido calculada pelos “Negros”; “Nem poderia tal gênio matemático ser indígena para a área, assim, eles tinham completamente negligenciado, ou propositadamente esquecido, que as “GRANDES MURALHAS DO BENIN”, África Ocidental e a “Grande MESQUITA DE TOMBUT “(Timbuktu, Tibuctoo, etc.) * foram totalmente concebidos, projetados e construídos pelos chamados “negros primitivos” do oeste de Alkebu-lan.

[* – Existem muitos derivados “ocidentais” da ortografia da palavra, todos os quais tiveram de ter sido tomados a partir da palavra Africana original… “TOMBUT”.]

Não obstante, os chamados “educadores modernos” do “mundo ocidental”, tanto dos Estados Unidos da América quanto da Europa (Inglaterra incluída), constantemente buscaram por “influência Egípcia” em todas as outras partes de Alkebu-lan , sem nunca perceber que muito do que os “ocidentais” chamam de “civilização Egípcia” hoje teve a sua origem no profundo sul e outras áreas de Alkebu-lan; é claro que a grande maioria deles não estão cientes de que há material documental desta natureza da história e cultura do continente de Alkebu-lan, a maioria deles tendo se tornado instantâneas “autoridades” sobre África e povos Africanos dentro dos último poucos anos, cinco no máximo, uma vez que os cursos de “Estudos Negros” [“Black Studies” courses]  se tornaram a última moda em instituições de “ensino superior” de “Estudos Brancos” [“White Studies” institutions of “higher learning”].

Eu, pessoalmente, endosso o seguinte excerto retirado do “Prefácio dos Editores à Primeira Edição” [“Editors Preface To The First Edition”] do livro do Professor Gaston Maspero, THE DAWN OF CIVILIZATION: EGITO and CHALDEA [A AURORA DA CIVILIZAÇÃO: EGITO e CALDÉIA], p. iv.. Ele escreveu:

Naturalmente, em estudos progressivos como aqueles de Egiptologia e Assiriologia, um bom número de teorias e conclusões devem ser apenas experimentais e provisórias. Descoberta aglomera tão rapidamente sobre descoberta, que a verdade do dia de hoje é, muitas vezes, apta a ser modificada ou amplificada pela verdade de amanhã. Um único fato fresco pode lançar uma luz totalmente nova e inesperada sobre os resultados já obtidos, e levá-los a assumir um aspecto um tanto diferente.

Esta “verdade” deve ser, sobretudo, aplicada à maioria das chamadas “obras modernas”, escritas sobre o continente e as pessoas de Alkebu-lan (África) pela safra atual de “autoridades” instantâneas Européias e Europeu-Americanas, todas as quais devem relacionar-se com todos e cada volume publicado desde o início da implantação do “Cristianismo” estilo-Europeu e a expansão do imperialismo pelo falecido Henry Morton Stanley e Rei Leopoldo II da Bélgica em Alkebu-lan. Pois sempre muito tem sido escrito sobre Alkebu-lan e seus filhos e filhas indígenas, mas muito pouco tem sido investigado como para a verdade na produção de todos os referidos escritos pela classe de missão imperialista, colonialista cristã que estupraram ambos a terra e as pessoas depois de escravizá-las, tendo o genocídio se provado impossível contra eles. Portanto, até que “o homem ocidental” seja capaz de escrever sobre Alkebu-lan e seus povos indígenas a partir de uma perspectiva distintamente diferencial das hipóteses racistas e crenças fanáticas de sua missão messiânica, não haverá nenhuma verdade em substância em seus escritos, o que é certamente o caso atualmente com muito, muito, muito pouca exceção, se houver alguma de todo.

Ao encerrar este ensaio-de-palestra [lecture-essay], Eu devo ter grande cuidado em lembrar a todos vocês, meus alunos, que era virtualmente impossível para qualquer lugar no norte Alkebu-lan não ter tido total contato com as pessoas da Ásia e da Europa – os então-chamados “Caucasianos Arianos Indo-Europeus”, e ao mesmo tempo não ter um contato mais íntimo com seus companheiros e irmãos indígenas ao sul deles exclusivamente na base de eles serem de uma diferente “raça” ou “origem étnica”, e pior ainda, “formação religiosa”. Como tal, a ignorância exibida pela maioria dos chamados “educadores ocidentais” no que diz respeito aos seus “Negros, Bantos, Hotentotes, Pigmeus, Bosquímanos, Africanos ao sul do Saara, Africano Negros” [o que outros são eles?], E outros fabricados por eles para Alkebu-lan, incluindo terminologias muito mais sofisticadamente racistas, só podem reunir-se com cabeças-em confronto de uma natureza que só poderia levar a feiúra física que, a longo prazo deve terminar em vitória para os povos de origem Africana aos quais esta história e patrimônio – a “EXPERIÊNCIA PRETA” [“BLACK EXPERIENCE”] – pertencem unicamente.

Nós devemos lembrar que não havia, e ainda não há, nenhuma barreira física ou mental intransponível para ter impedido a integração e/ou fusão entre os povos do norte e do sul de Alkebu-lan não mais do que entre as pessoas do norte e do sul da Europa, ou do norte e do sul da Ásia, e aquelas da América do Norte e América do Sul; mesmo entre aqueles de diferentes continentes onde oceanos separavam uns dos outros (nós devemos apenas examinar a recente coleção dos dados antropológicos e arqueológicos para a prova desses fatos).

Mas, quando nós somos tentados a acreditar que pode ter havido tal existência, devido à propaganda de certos acadêmicos “racistas” e “religiosamente fanáticos” [“racist” and “religiously bigoted” academicians] e seus escritos em apoio de tais hipóteses, pergunte a si mesmo; Por que o Mar Mediterrâneo não apresenta muito mais de uma barreira para os antigos da Europa fazendo contato com os antigos de Alkebu-lan do que a areia do Saara e os fluentes rios do Nilo Azul e Branco?

E; Por que iriam os “Egípcios de pele-preta” [“black-skinned Egyptians], a quem mesmo os “Ocidentais” concordam que eram, na maior parte Pretos em sua cor (mesmo aqueles que alegam que eles eram “Caucasianos” ou “Semitas”), no entanto, não se sentir felizes com o seus companheiros irmãos e irmãs “Pretos” ao sul, mas se exultar sobre os seus irmãos e irmãs de “pele-branca” de tão longe como as Montanhas Cáucaso [Caucaus Mountains] variando entre Índia e Rússia (na Ásia), e mais tarde aqueles da Grécia e de Roma em todo o Mar de Kimit?

Se tomarmos tempo para olhar para este aspecto da história, e a maneira racista na qual ele tem sido apresentado a nós ao longo dos últimos duzentos a trezentos (200 a 300) anos, pode ser possível para nós ver a VERDADE além de PRETO E BRANCO, ou mesmo além de CRISTÃOS, JUDEUS E MUÇULMANOS, contra os PAGÃOS e os DESCIVILIZADOS ou PRIMITIVOS.

Mas, se não formos capazes de assumir essa postura em cursos de  Estudos Negros ou Estudos Africanos [Black Studies or African Studies], e continuarmos o racismo e intolerância religiosa que têm permeado Estudos brancos pelos últimos cem anos, talvez um dia todos nós iremos descobrir que a VERDADE tem ultrapassado o que nós hoje preferimos chamar de … “CIVILIZAÇÃO”

[maybe one Day we Will discover that TRUTH has outlasted what we now prefer to call … “CIVILIZATION”].

As seguintes obras são sugeridas para leitura adicional nesta área da história e cultura Africana e Africano-Americana.
Isso não significa que as altas-culturas Européias e Asiáticas, particularmente dos tempos antigos, não devem ser encontradas nelas também, pelo contrário. Nestes trabalhos muito dos primórdios do que hoje chamamos de “CIVILIZAÇÃO” pode ser visto como tendo tido lugar entre todos os tipos de humanidade no planeta Terra; não um contribuindo mais que o outro, mas cada um contribuindo de acordo com sua possibilidade diferentemente em determinados momentos na história do mundo.
Assim, elas são os seguintes:

Prof. George G. M. James, STOLEN LEGACY
[LEGADO ROUBADO];

Rudolph Windsor, FROM BABYLON TO TIMBUKTU [
DE BABILÔNIA À TIMBUKTU];

John Jackson, INTRODUCTION TO AFRICAN CIVILIZATION
[INTRODUÇÃO À CIVILIZAÇÃO AFRICANA];

Sir Ernest Wallis Budge, BOOK OF THE DEAD; OSIRIS; PAPYRUS OF ANI;
[O LIVRO DOS MORTOS; OSIRIS; PAPIRO DE ANI]

Albert Churchward, M.D., SIGNS AND SYMBOLS OF PRIMORDIAL MAN; THE ORIGIN AND EVOLUTION OF RELIGION; ARCANA OF FREEMASONRY; THE ORIGIN AND EVOLUTION OF THE HUMAN RACE;
[SINAIS E SÍMBOLOS DO HOMEM PRIMORDIAL; A ORIGEM E EVOLUÇÃO DA RELIGIÃO; ARCANO DA MAÇONARIA; A ORIGEM E EVOLUÇÃO DA RAÇA HUMANA]

Sir Godfrey Higgins, ANACALYPSIS (2 vols.)
[ANACALYPSIS (2 VOLUMES)];

Sir Charles Darwin, Jr., THE NEXT MILLION YEARS
[OS PRÓXIMOS MILHÕES DE ANOS];

Dr. gertrude Caton-Thompson, THE ZIMBABWE CULTURE
[A CULTURA DO ZIMBABWE];
Labourete, AFRICA BEFORE THE WHITEMAN
[ÁFRICA ANTES DO HOMEM BRANCO];

Yosef ben-Jochannan, AFRICAN ORIGINS OF THE MAJOR “WESTERN RELIGIONS”; also BLACK MAN OF THE NILE (both texts materials)
[ORIGENS AFRICANAS DAS PRINCIPAIS “RELIGIÕES OCIDENTAIS”; também, HOMEM PRETO DO NILO];

Stanley Lane-Poole, THE MOORS IN SPAIN
[OS MOUROS NA ESPANHA];

Mrs. Steuart Erskine, VANQUISHED CIVILIZATIONS OF NORTHERN AFRICA
[CIVILIZAÇÕES VENCIDAS DO NORTE DA ÁFRICA];

Jane Soames, COAST OF THE BARBARY
[COSTA DA BARBÁRIE];

Eva B. Sandford, THE MEDITERRANEAN WORLD; AKAN CULTURE
[O MUNDO MEDITERRÂNEO; CULTURA AKAN];

J. Williams, HEBREWISM IN WEST AFRICA
[HEBRAÍSMO NO OESTE DA ÁFRICA];

Prof. J. C. deCraft-Johnson, AFRICAN GLORY
[GLÓRIA AFRICANA];

Jomo Kenyatta, FACING MOUNT KENYA
[ENCARANDO O MONTE KENYA];

Gaston Maspero, A HISTORY OF EGYPT: ASSYRIA AND CHALDEA
[UMA HISTÓRIA DO EGITO: ASSÍRIA E CALDÉIA];

E outros já pesquisados por esta classe.

Eu Termino esta série com o oportuno livro de Christopher Dawson, THE MAKING OF EUROPE [A FABRICAÇÃO DA EUROPA], The World Publishing Company, Cleveland and New York, 1956 (originalmente publicado em 1932), Part Um… The Foundations [As Fundações], sob o subtítulo – “THE ROMAN EMPIRE” [“O IMPÉRIO ROMANO”], página 25; no qual ele escreveu o seguinte:

Estamos tão acostumados a basear a nossa visão de mundo e toda a nossa concepção da história sobre a idéia da Europa que é difícil para nós perceber o que a natureza dessa idéia é. A Europa não é uma unidade natural, como a Austrália ou a África; ela é o resultado de um longo processo de evolução histórica e desenvolvimento espiritual. Do ponto de vista geográfico a Europa é simplesmente a prolongação norte-ocidental da Ásia, e possui menor unidade física do que a Índia ou a China ou a Sibéria; antropologicamente ela é uma mistura de raças, o tipo de homem Europeu representa uma identidade social, em vez de uma identidade racial. E mesmo na cultura a unidade da Europa não é da fundação e ponto-inicial da história Européia, mas o final e inalcançado objetivo, no sentido do qual ela tem lutado por mais de mil anos.

Embora todos e cada um de vocês, meus alunos, possa discordar com os pontos levantados pelo Sr. Dawson, Eu espero que ele tenha lhes dado razões suficientes para reconsiderar a forma atual de relacionar tudo no mundo a partir de uma perspectiva Européia e Europeu-Americana; em que tudo ou todo mundo é bom ou ruim, civilizado ou não civilizado, religioso ou pagão, usando a Europa e America-Européia como o ponto ou pontos de referência onde a pureza começa. Se vocês são capazes de suportar esse fato em mente, e agir positivamente sobre ele, talvez haverá alguma mudança significativa em um futuro muito próximo na maneira de como a HISTÓRIA DO MUNDO será ensinada a todos nós. Então, e somente então, poderá o milenar ditado Indígena Africano comum entre os antigos das Altas-Culturas do Vale do Nilo, que afirma: –

“E A VERDADE OS LIBERTARÁ”  [“AND THE TRUTH SHALL SET YOU FREE”], –

ter uma aplicação prática para a humanidade (na medida em que conheçamos a nós mesmos) [as we know our selves].

Submetido para análise crítica e um ensaio documentado
de 5000 palavras – por Yosef ben-Jochannan;
adj. Assoc. Prof. de História, Pace College
(Campus Westchester) Curso: A EXPERIÊNCIA PRETA.
História 272 D…Novembro 19, 1970.

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Pg. 31

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CAPÍTULO I

 

 

 

 

HOMOSAPIENS PRÉHISTÓRICO ou Antigo Homem Africano?

 

 

 

“NO PRINCÍPIO, DEUS CRIOU O HOMEM DA TERRA E CHAMOU-O ADÃO. . . .” etc., é a maneira pela qual os Hebreus e todas as outras filosofias religiosas baseadas sobre MITO começam.

Isto, é claro, irá trazer o HOMEM de volta aos vales do TIGRE e do EUFRATES da Ásia. Mas o HOMEM, o mais antigo dos HOMENS, tem sido encontrado por ter existido no continente de  ALKEBU-LAN a centenas de milhares de anos antes do nascimento ou criação do ADÃO dos Hebreus. Isto, então, coloca o HOMEM NA ÁFRICA ANTES DELE ESTAR EM QUALQUER OUTRO LUGAR NO PLANETA TERRA.
Esta também é a razão mais importante pela qual os Africanos e os seus ancestrais têm sido negados de sua herança e história indígena das áreas em ambos os lados dos Nilos e por todo o norte da África, ou todos os outros lugares naquela maior das massas de terra chamada de ÁFRICA pelos Gregos e Romanos.

É com todos estes pontos cardeais em mente que este capítulo começa. Pois nestes mais antigos dos fósseis humanos ou humanóides está o fim para a premissa racista da “SUPERIORIDADE DA RAÇA CAUCASIANA SOBRE TODAS AS OUTRAS RAÇAS” à qual se têm tornado tão acostumado a ouvir nos últimos duzentos (200) ou mais anos nestes Estados Unidos da América e Europa e todas as outras áreas de influência colonial, neocolonial, e/ou de esfera política Européia e Europeu-Americana. Historiadores Africanos e outros dentro das variadas disciplinas de educação sentaram-se de braços cruzados enquanto homólogos Europeus e Europeu-Americanos chegaram em África e lançaram reivindicação pelos antigos FÓSSEIS sendo desenterrados no coração do continente que os Africanos nomearam de ALKEBU-LAN, dentre muitos outros nomes.

É nesse sentido que este capítulo também apresenta a introdução de muitos dos fósseis Africanos que, de outra forma, não estariam disponíveis para o aluno ou leitor em geral. É também neste mesmo domínio que as terminologias antropológicas normalmente aplicadas são dadas, mas a linguagem comum utilizada não é em um senso do tipo escrito exclusivamente para um público acadêmico rigoroso que estaria interessado na tecnologia científica dos temas apresentados. Por estas razões, e muitas outras, o autor deste volume deseja atingir um público muito mais amplo, bem como seus alunos, a fim de trazer para o leitor em geral justamente aquilo que está por trás da identificação dos Africanos indígenas e aquilo que tenta negar essa herança.

Isso será visto no simples fato de que era apenas como um último recurso que os primeiros dos Europeus e Europeu-Americanos começaram a escavação na África com o objetivo de encontrar “O ELO PERDIDO ENTRE O HOMEM COMO ELE APARECE HOJE E COMO ELE ERA NO INÍCIO DO TEMPO.” Uma vez que esta investigação se concentra mais no centro de Alkebu-lan, este tem sido um grande motivo para negar aos Africanos o seu direito de nascença indígena [indigenous birthright].

Assim se vê os Jeffreys, Junods, Wiedners, Sir Harry H. Johnstons e outros como eles que muito melhor em retrospecto, entendendo por que eles devem ir ao extremo que eles já tinham ido em sua débil tentativa de remover todos os vestígios dos Africanos como o primeiro dos HOMENS ORIGINAIS a ter habitado o VERADEIRO JARDIM DO ÉDEN – a GARGANTA DE OLDUVAI [OLDUVAI GORGE], Tanganica (Alkebu-lan).

Os fósseis submetidos para apresentação são apenas alguns das centenas encontrados em todo o continente de Alkebu-lan (África).

FIGURA CAPITULO 2 - FOSSEIS

FIGURA - BEN JOCHANNAN - mapas alkebulan

FIGURA - BEN JOCHANNAN - OLDUCAI GORGE PERFIL -

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Há evidências muito fortes de que o tipo de fóssil chamado de AUSTRALOPITHACENIS *1 evoluiu nas regiões de floresta a nordeste da África Equatorial. Além disso, eles anteriormente se espalharam a partir da área florestal para os amplos e abertas planícies.
Suas novas condições ambientais os obrigaram a assumir e adotar uma postura ereta e usar ferramentas como mostradas nas páginas 50 e 51 deste capítulo.

Embora não tenham sido ferramentas como o homem agora as conhece, ainda assim elas serviram para o mesmo propósito – sobrevivência – a habilidade para caçar, e para construir habitação, e, finalmente, para garantir conforto e prazer. Foi também a partir desta região que os primeiros migraram para a África do sul, África do Norte, África Ocidental, a Ásia Ocidental; e por sobre as massas de terra da Europa. *2

[*1 – Como a maioria das outras disciplinas no sistema educacional Europeu e Europeu-Americano, no que diz respeito à África e coisas Africanas, os nomes atribuídos a fósseis Africanos por antropólogos, paleontólogos, arqueólogos e outros educadores, muitas vezes, não têm qualquer relação com o continente ou os povos Africanos, tudo em consonância com a orientação racista geral da “educação Ocidental”, a qual não permite que nenhum crédito seja concedido à África sem que sejam tais coisas ofuscadas por algum tipo de valor Caucasiano.]

[*2 – Estes mapas hipotéticos indicam o quanto as “autoridades” diferem sobre a história do homem antigo. Note o conflito “racial” dentro da mente dos autores sobre quem se estabeleceu a África Central em tempos pré-históricos. Claro, o homem antigo deveria ser um Caucasiano Anglo-Saxão de antecedência Ariana Indo-Européia, com uma pitada de Semiticismo (para uma boa medida) fique.]

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UM LIMITADO GLOSSÁRIO DA CLASSIFICAÇÃO DO HOMEM

Estágio Primário ou Primeiro:
AUSTRALOPHITECUS* (Paranthropus, Meganthropus, Zinjanthropus, e possivelmente Homo havilis incluído). Existem duas espécies, Africanus e Robustus, de cerca de aproximadamente 1,750,000 a 500.000 anos atrás. Baixo Pleistoceno na África do Norte (região do Saara) e início do Médio Pleistoceno em torno do deserto de Kalahari em Monomotapa (União da África do Sul), Palestina (Israel), e Java.
[* – Não encontrado em qualquer lugar na Europa.]

Estágio Segundo ou Intermediária:
PITHECANTHROPUS (Homo erectus), Modjokertensis, e Erectus, em torno de 500,000 anos em Java. Alemanha (Heidelberg Jaw); Pequim (Pithecanthropus Pakinensis), Tanzânia, África Oriental (Garganta de Olduvai Bed II), e Argélia, África do Norte (Atlanthropus), cerca de 450,000 anos (em torno do Período de Glaciação Médio [Middle Glaciation period]. No Marrocos, até cerca de 250,000 anos.

Estágio Terceiro Ou Final:
HOMO SAPIENS-NEANDERTHALOIDE datando de seus ancestrais na Inglaterra e na Alemanha (Swancombe e Steinheim), em torno de 250,000 anos (durante o segundo período Inter-glacial [Second-Inter-glacial period]).

HOMO NEANDHERTALENSIS geralmente encontrada na maior parte da Europa, muito poucos na Ásia e na África, cerca de 70,000 a 40.000 anos.

ZIMBABNOIDS * Homo Soloensis e Homo Zimbabnoids encontrados na África e na Ásia, c35,000 anos.

[* – O nome correto da área onde o fóssil foi descoberto é corretamente intitulado ZIMBABWE. Por que não chamar de ZIMBABNOIDS os fósseis ao invés do nome colocado neles pelos Europeus dos peíodos colonial e do tráfico-de-escravos – “RHODESTOIDS”.]

HOMO SAPIENS, COMBE CAPELLE, exclusivamente na Europa, em torno de 30,000 a 35.000 anos.

FLORISBAD, Monomotapa, África do Sul, cerca de 40,000 anos.

NIAH, cerca de 40,000, Kanjera, África Oriental, data desconhecida mas geralmente atribuída a cerca de 50,000 a 55.000 anos.

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UMA CURTA CRONOLOGIA DA HISTÓRIA DA PALEONTOLOGIA
NA ÁFRICA



Data E.C.
                                       Descrição do Evento.

1863                               Durante o século 19 alguns Europeus tais como Boucher de Perthes
se tornaram cientes do “ELO PERDIDO” [“MISSING LINK”] entre o
HOMEM e os então chamados “PRIMATAS INFERIORES”.*}

[ * – Devido a este uso da palavra “primatas”, e outras conotações similares, o autor deste trabalho tem se recusado a usar a palavra “primitivo” para pessoas vivas.]

A África durante esse período não era considerada por ser de qualquer importância como uma possível fonte de tais depósitos fósseis, uma vez que os Africanos * não eram considerados SERES HUMANOS. **

[ * – Neste período os Africanos agora chamados de “BANTUS, NEGROS, AFRICANOS AO SUL DO SAARA, AFRICANOS PRETOS,” etc.; eles eram também chamados de “HAMITAS”. Isto, é claro, foi antes das primeiras escavações.]

[ ** – Isso foi verdade nos Estados Unidos da América até que a Décima Quarta Emenda [Fourteenth Amendment] da Constituição Federal mudou o status do “Negro” de “escravo” para “cidadão”; “Três-quintos de um homem” originalmente.]

Como um resultado, somente fósseis (homens) Europeus e Asiáticos eram procurados para o possível ELO entre o então-chamado HOMEM MODERNO e seus ancestrais originais. ***

[*** – Note que o termo Homem Moderno é utilizado aqui no mesmo sentido da terminologia do Professor Jeffreys, o termo não inclui todos os homens, mas somente Europeus e alguns Asiáticos.]

Por séculos antes de Boucher de Perthes encontrar uma – metade de um osso-maxilar e algumas ferramentas de pedra de um Homem Pré-histórico, não muito longe de um lugar chamado Abeville na pedreira Moulin-Quignon da França; era acreditado pelos Europeus e Europeu-Americanos que o “HOMEM ANTIGO” provinha (originara-se) a partir do Sudoeste da Europa somente. A partir desta hipótese cada antropologista e arqueologista Europeu e Europeu-Americano que sucedia perseguia sua investigação com desprezo por qualquer sugestão de que escavações por FÓSSEIS-HUMANOS também deveriam ser conduzidas na África e Ásia.

Foi, no entanto, em 1924, que Dart descobriu um crânio que ele chamou de “AUSTRALOPITHECUS”, tendo encontrado-o na Austrália.*

[ * – Alguns historiadores relacionam a origem dos Autralianos indígenas – os chamados “Aborígenes”, à África Oriental e Sudeste da África; outros a recusam. Os representantes dos povos indígenas no “Congresso dos povos Africanos” [“African peoples Congress”], Atlanta, Geórgia, EUA garantiu a sua veracidade. (Veja o discurso por Mr. Pat Kruger, no Congresso, e Organização das Nações Unidas – onde genocídio foi culpado sobre os Australianos brancos).]

Por causa da descoberta de Dart alguns pesquisadores no campo voltaram a sua atenção para fora da Europa para o possível ELO [LINK] entre o chamado “HOMEM MODERNO” e seus originadores.

Durante o ano de 1937, em Java, então uma colônia do Governo Holandês na Europa, um geólogo Holandês chamado Von Koenigswald descobriu um fóssil que ele chamou de “HOMEM DE JAVA” [“JAVA MAN”]. Foi um crânio completo, muitos milhares de anos mais velho que o fóssil encontrado por Boucher de Perthes em 1853.

O primeiro crânio (metade superior) que realmente causou alarme nos círculos científicos Europeus foi encontrado em 1856 por operários trabalhando na Caverna Feldhofer [Feldhofer Cave], entre Dusseldorf e Elberfeld, Alemanha, ao lado de uma ravina chamada NEANDERTHAL. Esta descoberta caiu nas mãos de um Dr. Fuhlrett que nomeou-a em homenagem ao local onde foi descoberta – “HOMEM DE NEANDERTHAL” [“NEANDERTHAL MAN”]. A descrição deste fóssil foi publicada em detalhes em uma revista científica Alemã sob a autoridade do mundialmente renomado estudioso e paleontólogo – Dr. Schaffhausen.

Em 1865 a corrida maluca por novas descobertas de homem pré-histórico estava em pleno vigor. O ponto alto foi alcançado quando Sir Charles Darwin publicou seu principal tratado, THE ORIGIN OF MAN [A ORIGEM DO HOMEM]. Na sequência de Darwin foi Huxley, fiel seguidor de Darwin que se atreveu a afirmar que:

“O CRÂNIO NEANDERTHAL É A PARTE SUPERIOR [HALF-TOP] DE UM CRÂNIO HUMANO.”

Mas Huxley também afirmou que este era:

“MUITO MAIS PRIMATA EM CARACTERÍSTICAS DO QUE O HOMEM CONTEMPORÂNEO.”

de sua época. Ele concluiu, deve-se lembrar, com o tipo de declaração prejudicial que acarretou as vituperações intempestivas de um Bispo Wilberforce, um tipo conservador ultra-ortodoxo de defensor de ADÃO E EVA da igreja da Inglaterra tipo de Cristão estilo-Europeu. O bom Bispo proclamou que ele:

“. . .PODERIA ANTES SER UM MACACO PERFEITO DO QUE UM ADÃO DEGENERADO…,” *

[ * – “Huxley – Wilberforce debates of 1861”, presidido por John Steven Henslow.]

Este comentário pareceu ter intimidado Huxley a tal ponto que, em anos posteriores, como a controvérsia aumentou entre seus seguidores e os do bispo, ele foi forçado a declarar que o mesmo crânio era de …

“UMA CRIATURA CLARAMENTE INTERMEDIÁRIA ENTRE O HOMEM:”

tudo o que ele fez sem quaisquer novos dados ou raciocínio teórico científico. Posteriormente, Huxley reverteu a si mesmo completamente. Ele foi tão longe ao ponto de questionar se o crânio tinha qualquer possibilidade de algum modo ser:

“O ELO [LINK] INTERMEDIÁRIO ENTRE O HOMEM MODERNO E SEUS MUITO MAIS ANTIGOS ANCESTRAIS.”

A confusão de Huxley é para ser entendida quando se considera o clima e pressões levantadas contra ele pelo bispo Wilberforce e seus companheiros fanáticos religiosos que temiam que seus meios de subsistência seriam levados embora – se fosse provado, na época, que o crânio era de fato:

“O ELO [LINK] INTERMEDIÁRIO DO HOMEM PARA UM ANCESTRAL SEMELHANTE-AO-MACACO [APE-LIKE ANCESTOR].”

Nesta conjuntura, deve-se notar que Sir Charles Darwin tinha usado o termo “ANCESTRAIS SEMELHANTES-AO-MACACO” [“APE-LIKE ANCESTORS”], e não “UM MACACO” [“AN APE”] * como muitos de seus detratores religiosos têm afirmado desde a sua proclamação.

[ *- Teólogos deliberadamente distorcem o pronunciamento de Darwin sobre o mais antigo homem, a fim de prejudicar os seus seguidores contra qualquer tentativa de provar qualquer origem da humanidade que não seja o mito Judaico sobre”Adão e Eva no Jardim do Éden” (Veja o “Primeiro Livro de Moisés” ou “Genesis” na Sagrada Torá Hebraica – Antigo Testamento cristão).]

A confusão, bem como a perseguição de todos os paleontólogos e seus associados, por membros do clero de todas as três religiões rotuladas “RELIGIÕES OCIDENTAIS” – Judaísmo, Cristianismo e Islamismo – continua até hoje. No entanto, a coleção de fósseis humanos acumulou-se para além da imaginação. Alguns estão cronologicamente listados da seguinte maneira, de acordo com a data da sua descoberta.*

[ * – A Igreja Cristã foi a demandante e perseguidora de muitos paleontólogos pioneiros e outros cientistas do século 19 EC.]

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LISTAMENTO CRONOLÓGICO PARCIAL DE ACHADOS FÓSSEIS
DE ACORDO COM AS DATAS

1864     Uma cabeça fóssil [fossil-head] foi descoberta e exibida perante a Associação do Museu Britânico. Esta também é idêntica àquela do Neandertal; ainda, foi descoberta na Inglaterra.

1866     Em LaNaulette, não muito longe da cidade de Liège, na Bélgica, uma mandíbula inferior de aparência muito mais antiga (“primitiva”) do que o Neandertal foi descoberta em uma caverna escavada.

1866      Em uma caverna em Spy, muito perto de Namur, dois geólogos Belgas, dePudt e Lohest, descobriram os restos mortais de três homens. Dois destes crânios estavam quase intactos, incluindo alguns dos seus ossos dos membros. Estes restos humanos também estavam misturados com alguns ossos de animais do período Musteriense [Mousterian], dando origem à datação da idade dos restos mortais.

1900      Não foi até em 1900, que Europeus e Europeu-Americanos envolvidos no estudo da paleontologia decidiram voltar sua atenção para a África para possíveis descobertas de homem fóssil. Como tal, eles decidiram olhar no Egito, uma vez que o Egito sempre foi considerado pelo Europeu Moderno como uma entidade CAUCASIANA, e por causa de sua proximidade com a Europa. E havia a possibilidade de que eles encontrariam mais restos de fósseis que poderiam ter identificados com o seu homem de Neandertal. Eles acreditavam que tais homens vagaram para a África a partir da Europa milhares de anos antes da entrada dos Hicsos * (quem eles também reivindicaram) em 1675 AEC (a.C.) **

[ * – Os Hicsos (Hyksos) foram os primeiros invasores não-Africanos do Egito (kimit). Eles capturaram o Baixo Egito em 1675 AEC (1675 a.C.).]

[** – Note que até esta data os Europeus ainda acreditavam que eles se originaram na Europa e na Extensão das Cordilheiras Caucaus na Ásia. Eles só esperavam encontrar “ERRANTES” [WANDERERS].]

1908 A descoberta de um esqueleto completo do HOMEM DE NEANDERTAL por três abades na França, e sua explicação analítica pelo paleontólogo Marcellin Boule fez o “HOMEM MODERNO” compreender a verdadeira natureza do homem em termos científicos, pela primeira vez. No entanto, isso não alterou os limitados preconceitos dos Europeus para procurar fósseis na África como eles estavam fazendo na Europa e na Ásia. Pois a Ásia tinha por este tempo se tornado uma área aceitável de pesquisa. Um crânio com a maioria de sua mandíbula intacta, semelhante ao Homem de Neandertal, também foi encontrado no sul da França.

1910 Em 1910, os dois primeiros de mais de quarenta diferentes crânios do tipo-humano e membros de homem fóssil foram descobertos em Kimit (Egito). Eles foram nomeados PARAPITHECUS FARDI e PROPLIOPITHESUS HAECKELLI. Sendo este último um crânio semelhante-ao-do-chimpanzé com a mandíbula. Eles também têm dentes que são extremamente semelhantes aos do HOMEM MODERNO, como observado na virada do século XX EC.

1913      Foi durante o ano de 1913 que o HOMO CAPENSES, outrora chamado de Homem Boskop [Boskop Man], foi descoberto por puro acidente em Monomotapa (atualmente chamado de África do Sul).*

[ * – Monomotapa foi o nome que os Africanos Indígenas deram a esta área de seu continente antes de esta ser chamada de “União da África do Sul“, e “República da África do Sul“, por agentes escravistas imperialistas Europeus, invasores colonialistas e colonos. Veja relatórios pelo Capitão Bartolemeu Dias (um Português – o primeiro Europeu a visitar a área, em 1488 C.B. (d.C.) Isso foi mais tarde corroborado pela subsequente viagem do capitão Vasco Dagama em 1496 em seu caminho para a Índia).]

Esta descoberta perturbou a inteira abordagem racista e não-científica da maioria dos cientistas Europeus e Europeu-Americanos daquele período em relação a África e os povos indígenas Africanos. Pois foi então comprovado que o homem antigo, ou ELO [LINK] do homem (homem Fóssil), não era exclusivo para as regiões das margens ao longo do Mar Mediterrâneo ou na Ásia. Que em todo o Planeta Terra havia fósseis a ser desenterrados.
A partir desse momento, a busca por mais descobertas de fósseis na África avançou além das expectativas. Como resultado, a seguinte incompleta, porém mais representativa de listas pendentes disponíveis de fóssil humano e proto-humanos encontrados em Alkebu-lan (África), é compilada de acordo com a data da descoberta.*

[ * – A maioria dos livros sobre fósseis pré-históricos da África irá revelar outros não listados aqui. Infelizmente nenhum livro (até à data) publicou listas de todos os fósseis ou artefatos. Isto é por causa da freqüência dos achados, também as dificuldades para datá-los e certificar que outras classificações são atendidas.]

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                   UMA LISTAGEM PARCIAL POR DATA CRONOLÓGICA DE HOMEM-FÓSSIL DESENTERRADOS EM ALKEBU-LAN

1. PARAPITHECUS frasi, Egito 1910, desenterrado por Max Schloesser. Um macaco Africano [African ape] de mais de 35 milhões de anos.

2. PROPLIOPITHECUS haeckelli, Egito 1910, desenterrado por Max Schlosser. Um macaco Africano encontrado em Fayoum, maior do que o Parapithecus frasi e relacionados.

3. HOMO capenses (Boskop Man), Monomotapa (África do Sul colonial), 1913.

4. OLDOWAY skeleton [esqueleto OLDOWAY], desenterrado em Tanganica [Tanganyika], Leste da África, 1914.

5. HOMO zambianiensis (chamado erroneamente de “rhodesiensis” *), desenterrado na Zâmbia, Leste da África (Rodésia do Norte Colonial), em 1921.

[ * – Cecil Rhodes (em nome de quem este fóssil foi nomeado “rhodesiensis”) foi para o povo Africano semelhante ao que foi Adolf Hitler para o povo Judeu. Quem se atreveria a nomear um fóssil Judeu em honra de Adolf Hitler? Por que então nomear um fóssil Africano em honra de Rhodes? O nome da área onde este fóssil foi desenterrado é Zâmbia. Este fóssil deveria ser prefixado com este nome.]

6. AFRICANLOPITHECUS (chamado erroneamente de “Australopitecus africanus”), desenterrado em Botswana, Monomotapa (Bechuanalândia colonial da África do Sul), 1924.

7. WILLEY’s ‘KOPJE skeletons [esqueletos KOPJE de WILLEY], desenterrados no Quênia [Kenya], Leste da África, 1927.

8. ELMENTEITA skeletons [esqueletos ELMENTEITA], desenterrados no Quênia, Leste da África, 1927.

9. PARC EPIC skull remains [restos do crânio PARC EPIC], desenterrado na Etiópia, Leste da África, 1928.

10. The ASSELAR skeleton [O esqueleto ASSELAR], desenterrado no Sudão Ocidental (anteriormente uma parte da região do Saara do Sudão Colonial Francês.)

11. The GAMBLE’s CAVE skeletons [Os esqueletos da CAVERNA GAMBLE], desenterrados no Quênia, Leste da África, 1928-1929.

12. PROCONSUL africanus skeletal remains [restos de esqueletos PROCONSUL africanus], desenterrados no Quênia, Leste da África, 1931-48. Um macaco [ape] de cerca de 20 milhões de anos, descoberto pela Dr.ª Mary Leakey, uma arqueóloga Britânica – tão famosa quanto seu marido – Louis Leakey. * Contudo, o pro-consul africanus, como o parapithecus, pertencem aos macacos mais próximos do tipo-humano encontrados no Quênia. Os molares do Linnopithecus são contundentemente semelhantes àqueles dos humanos dos dias atuais.

[ * – Dr. Louis B. Leakey é o marido da Dr.ª Mary Leakey. Eles trabalharam como uma equipe na maioria das escavações e outros trabalhos.]

13. HOMO KANMENSIA, desenterrado no Quênia, Leste da África, 1932.

14. The KANJERA skulls [Os crânios KANJERA], desenterrados no Quênia, Leste da África, 1932.

15. THE HOMO SHELL MOUND skeletons [Os esqueletos do MONTE DO HOMO SHELL], desenterrados no Quênia, Leste da África, 1932.

16. The RABAT skull [O crânio RABAT], desenterrado no Marrocos, Norte da África, 1933.

17. AFRICANTHROPUS njarasensis, desenterrado em Tanganica [Tanganyika] (Tanzania), Leste da África, 1936.

18. AFRICALOPITECUS * zululensis, desenterrado na Nação Zulu do que hoje é chamado “Transvaal”, anteriormente parte do Império Monomotapa (Sul da África). 1936.

19. PLESIANTHROPUS zululensis, desenterrado na Nação Zulu do que hoje é chamado “Transvaal”, anteriormente parte do Império Monomotapa (Sul da África). 1936.

20. PARANTHROPUS SKULL FRAGMENTS [FRAGMENTOS DO CRÂNIO PARANTHROPUS], desenterrado na Nação Zulu, 1938.

21. TANGER SKULL FRAGMENTS [FRAGMENTOS DO CRÂNIO TANGER], desenterrado no Marrocos, Norte da África, 1939.

22. MEGANTHROPUS crassidens, desenterrado em Tanganica [Tanganyika], Leste da África, 1948.

23. PARANTHROPUS africanus, desenterrado na Nação Zulu, 1948.

24. TELANTHROPUS capensis, desenterrado na Nação Zulu, 1949.

25. ATLANTHROPUS mauritanicus, desenterrado na Argélia [Algeria], Norte da África, 1955-56.

26. ZINJANTHROPUS *, desenterrado em Tanganica, Leste da África, em 17 de Julho de 1959, por Dr.ª Mary Leakey e Dr. Louis Leakey (equipe de marido e mulher) na Garganta Olduvai [Olduvai Gorge]. Entre o primeiro dos hominídeos FABRICANTES DE FERRAMENTAS. O mais provável ELO [LINK] do homem com seus ancestrais pré-históricos até à data. Note que o sufixo “boisie” é geralmente listado com o título deste fóssil. É o nome deste indivíduo que auxiliou as façanhas financeiras deste achado.

27. Pre-ZINJANTHROPUS (Homo habilus), igual a ZINJANTHROPUS. Desenterrado na Base mais baixa da Garganta Olduvai [Olduvai Gorge] pelos Drs. Mary e Louis Leakey. Classificado como tendo 1,750,000 (1.8 milhões) anos de idade pelo novo método de teste de datação por potássio-argônio da Universidade da Califórnia.

28. CHELLEAN MAN, um crânio desenterrado na Garganta Gorge de Tanganica, Leste da África. Ele foi nomeado pelo período em que viveu – a partir do estágio inicial cheuliano [earlier Chellean Stage] da cultura Chelles-Acheul do Paleolítico Inferior. Ele é considerado por ser uma caixa do cérebro [brain case] de maior tamanho do que do Pithecanthropus de Pequim, China (Asia), mas não mais larga do que a do Homo Sapiens. Ele tem aproximadamente 500,000 anos de idade.

29. PITECANTHROPINE skull [crânio PITECANTHROPINE], desenterrado na Garganta Olduvai [Olduvai Gorge] em Tanganica, Leste da África, durante muitos diferentes anos desde que as primeiras escavações começaram.

30. SKULL FRAGMENTS OF THE ACHEULIAN INDUSTRY FROM KAJERA [FRAGMENTOS DE CRÂNIO DA INDÚSTRIA ACHEULIANA DE KAJERA], desenterrado no Quênia Ocidental, Leste da África. Cientistas Ocidentais estão intrigados quanto à sua semelhança ao homem do século 20 CE. Eles tem aproximadamente 55,000 a 60,000 anos de idade; possivelmente os mais antigos do “VERDADEIRO HOMO SAPIENS” no mundo.

Os PIONEIROS e PRÉ-HISTÓRICOS das descobertas arqueológicas do Leste Africano eram homens tais como E.J. Weyland que utilizou a Uganda como a primeira área do Leste Africano a ganhar atenção. Ele era na época Diretor da Pesquisa Geológica de Uganda logo após a primeira Guerra Mundial. Ele trabalhou primeiramente sobre a sucessão cultural e mudanças climáticas do passado da África; identificando a cultura dos seixos talhados KAFUANA [KAFUAN pebble culture] (atualmente desacreditada como sendo de mão de obra humana). Seus SANGOAN e MAGOSIAN são nomes que ele selecionou a partir dos locais do rio Kafu, Sango Bay [baía de Sango], nas costas de Mwanza Nyanza *, incluindo um buraco-d’água [waterhole] chamado MAGOSI – em Karamoja. Veja, RELATÓRIOS ANUAIS DA PESQUISA GEOLÓGICA DE UGANDA [ANNUAL REPORTS OF THE GEOLOGICAL SURVEY OF UGANDA] e outros jornais por T.P. O’Brien (1939) para descobertas por E.J. Weyland.

[ * – Note-se que esta área da África estava sob o controle colonial Britânico. Os colonialistas Britânicos renomearam este lago “VICTORIA” em honra de uma das monarcas despóticas mais perigosas do mundo na história do homem moderno – a RAINHA VICTORIA. Para os Africanos ela representou o seu Adolf Hitler.]

Um Boer Sul Africano (Afrikaner), Professor C. Van Riet Lowe, em 1952, publicou o primeiro relato detalhado conhecido da sequência cultural de Africa. Este se concentrou basicamente em NSONGEZI no rio Kagera, onde se encontra a maior parte dos sítios pré-históricos encontrados em Uganda até à data. Mas, o primeiro dos Europeus a visitar este mesmo local foi Weyland em 1930. O geólogo W. W. Bishop e o arqueólogo M. Posnansky também fizeram interpretações muito extensas sobre a história do passado arqueológico de Uganda em seus estudos de toda a região.

Durante o ano de 1926 o Dr. Louis Leakey S.B. realizou a primeira investigação sistemática das CULTURAS DA IDADE-DA-PEDRA [STONE-AGE CULTURES] do Quênia, África Oriental. *

[* – Dr. Leakey nasceu no Quênia de Inglês pais missionários. Ele foi educado na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Ele se tornou o curador do Museu Coryndon, Nairobi, Quênia. Ele ocupou o cargo até 1961.]

Sua primeira expedição arqueológica foi em 1926, na bacia do Lago Nairraha-Nakura do Vale do Rift, onde ele observou as mudanças climáticas e efeitos, como mostrado em muitas de suas obras sobre este assunto. Ele foi ajudado por Weyland; e mais tarde pelo geólogo sueco E. Nilsson, que estava em sua própria investigação do Vale do Rift, no Quênia.

Em 1893 um geólogo chamado J.W. Gregory observou que a formação de um grande lago no vale do Rift deve ter existido por milhares de anos, o que ele considerou representado pela grande quantidade de depósitos de diatomita acumulados na escarpa Kamasian a oeste do Lago Banngo e em outros lugares na área geral. Ele também datou o Lago Kamasian para o período Nioceno. No entanto, os machados de mão do Dr. Louis Leakey S.B. foram encontrados embutidos no depósito do lago, indicando, assim, a sua idade Pleistocena.

Em 1931, o livro do Dr. Leakey, AS CULTURAS DA IDADE DA PEDRA DA COLÔNIA DO QUÊNIA [THE STONE AGE CULTURES OF KENYA COLONY], foi publicado. Neste trabalho a CULTURA DA LÂMINA-E-BURIL [BLADE-AND-AXE CULTURE], CULTURA BIFACE [HAND-AXE CULTURE], CULTURA DA PEDRA LASCADA [FLAKE CULTURE], e as então-chamadas INDÚSTRIAS MESOLÍTICAS e NEOLÍTICAS, receberam pleno reconhecimento. Dentro de um período de cinco anos o Dr. Leakey tinha desenterrado restos mortais mais velhos do que qualquer outro homem tinha visto antes. Estes restos foram descobertos em Kanam e Kanjara no oeste do Quênia. (Veja, L.S.B. Leakey, THE STONE AGE RACES OF KENYA [AS RAÇAS DA IDADE DA PEDRA DO QUÊNIA], Londres, 1935.)

Em 1913, o falecido Dr. Hans Reck, um geólogo Alemão, descobriu um esqueleto na Garganta Olduvai [Olduvai Gorge], que para ele, era contemporâneo dos depósitos do Médio Pleistoceno. Mais tarde, ele também encontrou túmulos na cratera de Ngorongoro que também continham restos de esqueletos, bacias de pedra e pérolas; mas nenhums implementos da Idade da Pedra. Em 1931 o Dr. Leakey visitou o a Garganta Olduvai [Olduvai Gorge], e revisitou-a em 1932 – quando encontrou seus restos mortais surpreendentes. Esta descoberta é, até à data, superada apenas por suas descobertas posteriores em Tanganica (Tanzânia). *

[* – Tanganyika juntou-se com o Zanzibar em 1964 para formar a “República Unida da Tanzânia.” A ilha de Zanzibar e a Ilha de Pemba foram chamadas de “República do Zanzibar”. A “República de Tanganyika” estava no continente Africano. As duas ilhas estão aproximadamente a quarenta milhas ao largo da costa leste de Tanganyika, no Oceano Índico.]

De agora em diante este era um dia-de-campo [field-day] para os arqueólogos e antropólogos. Em 1935, L. Kohl-Larsen encontrou fragmentos de um crânio altamente humanizado perto das margens do Lago Eyasi, não muito longe da Garganta Olduvai [Olduvai Gorge] – a partir do qual H. Weinert criou seu novo gênero para AFRICANTHROPUS, um nome que logo depois perdeu reconhecimento. O HOMEM DE EYASI [EYASI MAN], como o achado foi chamado, foi considerado como um parente do “HOMEM DA RODÉSIA” [“RHODESIA MAN”] * – um fóssil encontrado em Broken Hill em 1921 por mineiros Africanos e Europeus na área.

[* – É de se notar que o nome HOMEM DA RODÉSIA [RHODESIA MAN] é um grave insulto aos povos Africanos; pois Cecil Rhodes, para quem ele é nomeado, derivou sua base a partir do nome colonial RODÉSIA, que o colonialista Britânico chamou tanto a ZÂMBIA quanto o ZIMBABWE. E, como dito antes, isto é semelhante a se dar o nome de Adolph Hitler ou Adolph Eichmann a qualquer coisa em honra do povo Judeu. O nome correto da área é ZIMBABWE, o nome que os povos Africanos criaram. Esta descoberta deveria ter sido chamada HOMEM DE ZIMBABWE [ZIMBABWE MAN]. Notar-se-à que os Europeus e Europeu-Americanos que vieram para a África em busca de fósseis-humanos eram colonialistas e imperialistas no pensamento e na prática racista. Isto foi melhor visto em sua tentativa para fazer de seus achados fósseis qualquer coisa de CAUCASIANO para HAMÍTICO e SEMÍTICO, etc.; os povos Africanos em torno sendo completamente desprovidos de qualquer passado na antiguidade da pré-histórica.]

Em 1929-1931, Seton-Karr encontrou os artefatos ACHEULIO-SEVALLVISIAN, que é a mais antiga coleção de seu tipo a partir do então-chamado “CHIFRE” – aproximadamente 90 milhas ao sudoeste de Berhers, Somália, em uma área chamada ISSUTUGAN. Mais tarde, na República da Somália (anteriormente chamada de SOMALILÂNDIA BRITÂNICA pelos colonialistas e traficantes de escravos Britânicos) C. Barrington encontrou coleções similares no nordeste durante 1931. No mesmo ano, A.T. Curle encontrou alguns artefatos no planalto Hageisa. (Veja, Sonia Cole, THE PRE-HISTORY OF EAST AFRICA [A PRÉ-HISTÓRIA DA ÁFRICA ORIENTAL], e também Y. Gordon Childe, MAN MAKES HIMSELF [HOMEM FAZ A SI MESMO]).

Em relação a todos os cientistas mencionados, e aqueles não mencionados, ainda são os Leakeys – Drs. Mary e Louis – que fizeram a maior incursão sobre o homem médio [average man], Tão longe quanto o HOMEM PRÉ-HISTÓRICO está em causa. Sua exumação do ZINJANTHROPUS BOISIE em 17 de julho de 1959, nas encostas do Bed I da Garganta Olduvai [Olduvai Gorge], Tanganica (Tanzânia), * África oriental, em um local conhecido como F.L.K., tem sido, até à data, a descoberta mais notável na relação entre o homem, como o conhecemos hoje, e seus ancestrais pré-históricos datando milhares e milhões de anos atrás antes da origem do mito de um “JARDIM DO ÉDEN” e a “CRIAÇÃO DE ADÃO”. Os ancestrais pré-históricos aos quais esta análise alude são mencionados por Sir Charles Darwin, o cientista Vitoriano da Grã-Bretanha a quem referência já foi feita neste capítulo. Com relação aos achados pelos Leakeys, os seguintes mapas, gráficos e tabelas nas páginas 34 e 35 devem ser analisados cuidadosamente para obter informações detalhadas e condições geográficas dos locais.

É no Bed I [sítio arqueológico], o qual é cheio de FAUNA VILLAFRANCHIANA, bem como restos fósseis do tipo comumente chamado de “AUSTRALOPITHECENES” pelos Europeus e Europeu-Americanos, com a CULTURA DE SEIXOS [PEBBLE CULTURE] que eles produziram que os Leakeys (Mary a descobridora, e Louis) encontraram seus HOMO ZINJANTHROPUS e HOMO HABILIS sepultados em sua base. Nós só podemos imaginar a extensão do trabalho que foi necessário para recolher os restos fósseis fragmentados e a posterior reconstrução à sua forma original como mostrados nas páginas 49 e 50, considerando a expansão e contração causada pela ARGILA BENTONÍTICA [BENTONITIC CLAY] * em que esses restos estavam presos por tantas centenas de milhares de anos a um nível excedendo mais de 21 pés abaixo do topo do Bed I.

[* – Esta é uma substância mineral que é chamada de “BENTONITA”. Ela foi assim chamada por causa de sua quantidade abundante na área de Fort Benton, Montana (EUA). É um tipo especial de argila que é formado por decomposição de cinzas vulcânicas, tem a capacidade de absorver grandes quantidades de água, aumentando assim a várias vezes o seu volume normal].

Esta substância, ARGILA BENTONÍTICA, é de aproximadamente 40 a 42 pés de espessura no ponto do primeiro contato. Felizmente, os ossos não foram distorcidos quando foram cobertos, permitindo assim a remoção bem sucedida dos pedaços mais frágeis dos nasais em perfeitas condições.

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No período posterior os Leakey também descobriu vários restos fósseis da era pré-Zinjanthropus, todos os quais podem ser estudadas nos diversos volumes de livros e periódicos, também nos principais trabalhos apresentados antes de sociedades científicas de todo o mundo, tanto por Louis e Mary Leakey. No entanto, Zinjanthropus e seus descendentes posteriores parecem ter sido muito mais inteligente de longe. *

[ * – Esta conclusão é, obviamente, bastante especulativa. Não existe nenhum fato rigoroso [hard-fast fact] de que todos os animais com menor cérebro do que o homem tenham que ser menos inteligentes. Desde que não há nenhum cérebro do homem pré-histórico para ser examinado no momento só se pode especular.]

É de se notar que a origem do nome ZINJANTHROPUS BOISIE decorra das seguintes palavras: ZENJ BAR, um antigo nome que os Persas invasores e comerciantes usaram para nomear a costa leste da África. Assim: COSTA DOS PRETOS, HOMEM DO ZENJ, e HOMEM DA COSTA PRETA. O BOISIE veio a partir do nome do Inglês que foi muito influente na promoção das verbas necessárias para o projeto conduzido pelos Leakeys em que este resto fóssil foi descoberto.

Embora o achado dos Leakeys não seja o final do ELO entre o homem do do século XX EC (D.C.) e seus ancestrais mais antigos, ele é a melhor evidência, até agora, que define Alkebu-lan (África) como aparentemente o VERDADEIRO LAR DO HOMEM ORIGINAL (“Jardim do Éden”) * ; não obstante o nosso “Adão e Eva“. Descobertas tais como esta são também a razão pela qual homens como os Jeffreys, Wiedners, Junods e Hitlers têm que remover os Africanos indígenas que eles chamaram de “BANTUS, NEGROS”, e outros nomes do tipo, da PRÉ-HISTÓRIA, HISTÓRIA ANTIGA, e HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA de Alkebu-lan. Se isso não for feito, os Africanos indígenas a quem esta terra pertence irão aparecer como deveriam; assim, os Africanos que os “educadores Ocidentais” chamam de “AFRICANOS AO SUL DO SAARA”, e todos os seus outros nomes insultuosos de escravidão e colonialismo, seriam os PAIS E MÃES dos CAUCASIANOS DE PELE-CLARA E DE PELE-ESCURA. O homem moderno sobre o qual se ouve tanto no sistema educacional do mundo Grego-cêntrico anglo-saxão Judaico-Cristão racista e intolerante, de outra modo chamado de “DEMOCRACIA OCIDENTAL”.

Em conjunto com o último parágrafo acima, é da maior importância este foco da atenção no seguinte artigo no New York Times. Esta publicação lida com a MINA dos Africanos indígenas onde eles fundiram FERRO milhares de anos antes de existir a primeira Alta-Cultura Européia – GRÉCIA. Ela também contradisse os “educadores Ocidentais” que têm afirmado poras gerações que “OS AFRICANOS NÃO CONHECIAM NADA SOBRE FERRO ATÉ O INÍCIO DA ERA CRISTÃ, ALTURA EM QUE ESTE FOI INTRODUZIDO PELOS INVASORES ASIÁTICOS.” etc.

(Consulte a página 56 para o artigo intitulado “VELHA MINA DE 43.000 – ANOS – DE IDADE DESCOBERTA NA SUAZILÂNDIA.” [“43,000 – YEAR – OLD MINE DISCOVERED IN SWAZILAND.”] especial atenção deve ser dada também ao comentário do autor no final do artigo.)

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Pg. 57

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É de muito profundo significado se começar a identificação dos Africanos citando algumas principais citações sobre eles. Nesse sentido, não há melhor maneira de começar do que com as seguintes observações por um Inglês chamado Thomas Hodgkin, ex-secretário da Delegação da Universidade de Oxford para Estudos Extra-Murais e Membro da Faculdade Balliol [Balliou College], Oxford. A citação de Mr. Hodgkin deriva de um artigo que aparece na THE HIGHWAY, de fevereiro de 1952, pp. 169-170, sob o título – “Movimentos Nacionais Na África Oriental.” [“National Movements In West Africa.”] Ele escreveu:

               É, sem dúvida lisonjeiro para nossa vaidade imaginar que os povos da África eram ‘primitivos’ e ‘bárbaros’ antes da penetração dos europeus, e que fomos nós que”civilizamos” eles. Mas esta é uma teoria que carece de fundamento histórico. O Império de Gana floresceu no que é hoje a África Ocidental Francesa durante a idade das trevas da Europa Ocidental. Por volta do século XV, havia uma universidade em Timbuktu. O Ashantis da Costa do Ouro [Gold Coast] * e os Iorubás da Nigéria possuíam civilizações altamente organizadas e complexas ** muito antes de seus territórios serem trazidos sob o controle político Britânico. A tese de que a África é aquilo que missionários, comerciantes, técnicos e administradores Europeus Ocidentais fizeram dela é confortante (para os Europeus Ocidentais), mas inválida. A erupção de colonizadores Europeus Ocidentais na África – com todos os efeitos de suas religiões e suas escolas, seu Gin e seus produtos de algodão e de seus sistemas de administração é apenas um evento, mas um evento muito importante, na história dos povos Africanos.

[* – Costa do Ouro (Gold Coast) foi o nome colonial que os imperialistas Britânicos forçaram sobre os povos de uma área na África Ocidental, que desde então foi renomeada pelos habitantes Africanos “Gana”, em honra do antigo Império do Oeste Africano com o mesmo nome.]

[** – O uso desta palavra (civilização ‘complexa’) é censurável. É um termo racista que é projetado para indicar inferioridade aos Europeus.]

               Se, portanto, queremos entender os movimentos nacionais que surgiram na África – e que atingiram a sua fase mais madura e avançada na África Ocidental – temos de começar por tentar livrar nossas mentes dos preconceitos Europeus que influenciam nosso pensamento sobre este assunto. Isto não é fácil, uma vez que, a maioria do material disponível em assuntos Africanos é apresentada do ponto de vista Europeu – seja por historiadores imperiais (que estão interessados no registro da penetração Européia na África), ou por administradores coloniais (que estão interessados no padrão de instruções impostas pelos governos Europeus sobre as sociedades Africanas), ou por antropólogos (que estão, muitas vezes, embora nem sempre, principalmente interessados nas formas de organizações sociais sobreviventes nas comunidades Africanas mais simples, consideradas em isolamento a partir dos desenvolvimentos políticos no mundo em torno delas) . Nós provavelmente teremos que esperar um bocado até que a verdadeira história da África seja escrita por estudiosos Africanos para um público leitor Africano.

As revelações do Sr. Hodgkin foram trazidas à luz sobre alguma base oficial. Sua resposta foi à certas alegações feitas por Sir Hugh Clifford, o ex-governador da colônia da África Ocidental Britânica que os Britânicos renomearam “COLÔNIA DA COROA COSTA DO OURO” [“GOLD COAST CROWN COLONY”] * (atual República de Gana). **

[* – Esta área da África foi invadida no final do século 19 e conquistada por forças militares imperialistas Britânicas do ofício colonial no início do século 20 EC [d.C.] A Grã-Bretanha foi forçado a sair em 1957. Gana foi o primeiro dos países controlados por indígenas Africanos na África a ganhar sua liberdade política após a Segunda Guerra Mundial. O “Pai da Independência” de Gana, Primeiro-Ministro e Presidente, foi o Dr. Kwame Nkrumah – também conhecido como “OSAGYEFO” (o Redentor ou Salvador de seus povos).]

[** – (República de Gana) Primeira entidade política composta Africana criada por imperialistas Europeus na Conferência de Berlim (“Ata” ou “Ato” [“Act”]) como uma “nação Africana” com seu atual limite geopolítico, a ganhar “independência política”. 1957 EC [d.C.] sob o Dr. Kwame Nkrumah, o seu libertador.]

Escrevendo na revista BLACKWOOD’S [BLACKWOOD’S MAGAZINE], janeiro de 1918, e tendo um bocado a dizer sobre os Africanos da “Costa do Ouro” em uma maneira que foi destinada a ser amável para os Africanos, mas que de fato foi muito estereotipada em caráter, Sir Clifford afirmou:

               Muito da mais notável realização que pode ser colocada a seu crédito [a crédito do Africano] é a sua invenção, sem a assistência de influência externa, do sistema democrático de governo e socialismo de Estado [State socialism], que são os princípios básicos sobre os quais sua política tribal * se funda. As inovações recentes, como já referi, tendem a minar seriamente este sistema; e é interessante notar que, enquanto teóricos políticos Europeus estão aparentemente iniciando seu caminho de volta a um estado de assuntos extremamente semelhante ao que os povos falantes da língua-TWI há muito tempo evoluiram para si próprios, os Europeus estão demonstrando uma inclinação para descartá-los [os povos TWI] como uma realização imediata e inevitável do seu primeiro avanço real e sólido rumo a um padrão mais elevado de civilização.

[ * – (‘tribal’) Isto foi verdadeiro para as nações Africanas também. A maioria dos Europeus e Europeu-Americanos recusaram-se a lidar com os Africanos a partir de um ponto de nacionalidade, dando a impressão de que os Africanos não tinham pactos nacionais que foram subjugados pelos colonialistas Europeus.]

O povo TWI [TWI people], a quem Sir Clifford se refere, estão, em sua maior parte localizados ao redor da República da Libéria, a República da Guiné, e a República de Gana. Essas pessoas também são encontradas em outras nações ao redor desta área geral da África Ocidental. Ao mesmo tempo eles tiveram uma das culturas mais florescentes das nações do Oeste da África. Eles utilizaram sua própria língua e alfabeto até à sua adoção da Fé Islâmica e da linguagem Islâmica – Árabe. *

[* – O povo TWI, durante séculos, tiveram sua própria linguagem escrita e alfabeto. Guerras com as várias potências coloniais Européias destruíram sua cultura, incluindo os seus educadores e sistema educacional. Isso é típico do que aconteceu com os Africanos indígenas do Egito pelos invasores árabes em 640 EC [d.C.] É de se notar que os Árabes também ajudaram na destruição de muitas culturas do Oeste Africano, incluindo os TWI’S.]

Estes são dois dos mais privilegiados relatos em primeira mão sobre grandes “civilizações” Africanas por parte de dois homens que estavam em condições de conhecer a “VERDADE” sobre a África; a África Ocidental, em particular. Mas este trabalho está lidando principalmente com o desenvolvimento cultural dos Africanos. Assim, há aqueles que, por razões diversas, não creditam os filhos e filhas da África como seres humanos, muito menos como sendo capazes de produzir cultura humana, traços e sociedades civis. Este tipo de caracterização tem sido perpetuada por certos “ERUDITOS” [“LEARNED” men] como o Prof. M.D.W. Jeffreys. As obras deste homem “Erudito” (um titular do mais alto grau acadêmico) , (mais especificamente suas opiniões pessoais) foram publicadas na emissão de Setembro de 1951 da WEST AFRICAN REVIEW sob o título – “The Negro Enigma” [“O Enigma Negro”], como uma imagem de propaganda racista, esta revelou um profundo desprezo pela documentação e demonstrou um dom extraordinário para a criação de estereótipos. Ele escreveu:

    O Negro é dividido linguisticamente em dois grupos principais. Os Negros de língua-Sudânica * da África Ocidental e os Negros de língua-Bantu ** do Congo, África Oriental, e África do Sul. *** Todos são de uma mesma raça **** e são notavelmente uniformes na aparência.

O Cinturão Preto [Black Belt], antropologicamente falando, é aquela área da superfície da terra que compreende as raças de pele escura, excluindo os Negros Americanos que para lá foram levados pelos Europeus. O Cinturão Preto [Black Belt] se estende desde a África via Índia, até a Melanésia e Austrália. Neste grande arco a posição do Negro é o enigma. ***** Nas duas extremidades, ou chifres, não há nenhum. O centro é ocupado por uma raça de pele escura, o Hindu, mas ele não oferece nenhuma dificuldade. Ele pertence à mesma raça que o “Europeu”, ou seja, a Caucasiana, que é dividida em Caucasianos de pele clara [light-skinned Caucasians] – os habitantes da Europa – e os Caucasianos de pele escura [dark-skinned Caucasians], os habitantes do Norte da África, Ásia Menor e Índia.

[* – Esta palavra (Negro) não é Africana, ela foi colocada sobre os Africanos pelos traficantes de escravos Portugueses e outros em torno do Século 16 ou 17 EC (d.C.).]
[** – Dentre a série de terminologias racistas utilizados para rotular os povos Africanos, esta (‘Bantu’) é a mais estereotipada. Todo mundo é aglomerado em uma armação linguística que também é utilizada como uma “raça”. ]
[*** – ‘África do Sul’ foi originalmente chamada de “MONOMOTAPA” pelos Africanos indígenas que habitaram a região há milhares de anos antes que o primeiro Europeu (Caucasiano de pele clara) chegasse lá em 1488 CE (d.C.) com Bartolomeu Dias (um Português). Eles viviam lá em sua gloriosa Alta-Cultura, até que esta foi destruída pelos Britânicos, Holandeses, Alemães e Franceses colonialistas e mestres de genocídio contra os povos Africanos.]
[**** – O que faz os Africanos mais uniformes fisicamente do que os Europeus?]
[***** – Esta é uma doença típica da maioria dos racistas. Professores não são exceção.]

Embora o Professor Jeffreys, à esta altura, já tinha estabelecido suas hipóteses racistas, ele continuou a expandir sua teoria de Caucasianismo “DE PELE CLARA” e “DE PELE ESCURA” até o ponto onde ele eliminou todos os Africanos indígenas – os então-chamados “BANTOS” e “NEGROS” – de todo o Norte e Leste da África. Assim, ele questionou:

               Como pode ser que o leste e o oeste da Índia seja ladeado por Negros? Este é o enigma: isto é, que há Negros Oceânicos e Negros Africanos separados uns dos outros pela Arábia, Índia e Malásia? Vejamos o problema por outro ângulo. Os Caucasianos vêm de uma velho ramo humano [Old human stock] – um ramo que é chamado de o Homem Moderno de hoje. O Homem Moderno [Modern Man] remonta um longo caminho no tempo. O crânio de Swanscombe encontrado na Grã-Bretanha é datado de 250.000 anos e é nosso ramo, não o Negro. Os restos de esqueleto desenterrados pelos Leakeys na África Oriental são nós, não Negro. O homem Boskop encontrado no Cabo, é datado de 50.000 anos e cai no nosso grupo, não no do Negro.

Não há crânios Negros de qualquer antiguidade – o mais antigo conhecido é de cerca de 6000 A.C. Os dois crânios Grimaldi, um uma mulher e o outro um menino, não são crânios Negros. Eles apenas apresentam características Negras.

O Professor Jeffreys provou ser um tremendo perito em “truques de cartola” [“hat tricks”], como ele saltou para o Norte da África e tirou [‘de sua cartola’] seus “Caucasianos de pele-clara” [“light-skinned Caucasians”]. No Cabo (o fim dos limites do sul da África), ele fez o mesmo com o “HOMEM BOSKOP” [“BOSKOP MAN”]. Atuando como um mágico ele esperou e cabriolou ao redor procurando por mais “NEGROS” e “BANTUS” nas profundezas da África Austral, (Monomotapa, atualmente chamado de República da África do Sul) e tirou [‘de sua cartola’] seus “crânios Grimaldi” Caucasianizados. Pelo menos o bom professor apontou que os “crânios Grimaldi [“Grimaldi Skulls”] têm “características Negras“. Mas, ele não demonstrou de forma alguma que os “crânios” têm quaisquer “características” que se assemelham a seu “Homem Moderno” ou Caucasianos “de pele clara” e “de pele escura”; Ainda assim, ele concluiu. . . “ELES SÃO NOSSOS.” Ele também falhou em detalhar quais “características Negras“? O Professor continuou ainda mais em seu estado admitido de Negrofobia e confusão enigmática:

               Assim, o enigma se aprofunda: toda a evidência aponta para o Negro sendo uma raça relativamente recente e aqui está a velha raça Caucasiana em um trecho contínuo da Grã-Bretanha para a Índia e ainda assim, em cada lado da Índia estão os Negros.

Ainda não satisfeito com a seu enigmático dilema ele continuou. Não obstante, as proclamações de intemperança do professor contra seus “BANTUS” e “NEGROS” atingiram o seu clímax quando ele escreveu:

               Agora na África há evidência contínua, ao contrário de qualquer outro lugar do mundo, da ocupação ininterrupta da terra pelo homem por aproximadamente um milhão de anos.

A última frase expôs a base para o “enigma” verdadeiramente crucial sob o qual o professor estava sofrendo. O fato de que é na terra-natal dos Africanos (os então-chamados “Negros” e “Bantos“) – Alkebu-lan (África) que o verdadeiro JARDIM DO ÉDEN está localizado, obviamente, perturba o Professor. Ele foi além de sua própria capacidade para aceitar que “ADÃO” não era um Caucasiano de-pele-clara – “Homem Moderno”. Este fato ele não podia permitir que permanecesse incontestado. No entanto, o trabalho de base para o seu contestamento foi o mais certamente estabelecido em seus vitupérios anteriores. Mas a tragédia é que seu tipo de propaganda torna-se FATO e VERDADE quando aplicado aos Africanos indígenas, mesmo embora ele careça dos requisitos mais básicos da sensibilidade científica ou acadêmica. Como o desafiante, no entanto, ele sabe muito bem que nenhum de seus colegas de profissão teria condenado abertamente sua Bantu-Negrofobia. Nos mesmos moldes o Professor continuou:

A África é, portanto, hoje aceita por muitos cientistas como o berço da espécie humana. Assim, na África, desde a Idade da Pedra até os tempos modernos, o Homem Moderno é o fabricante de ferramentas. Em nenhum lugar é o Negro, ao contrário do Bosquímano [Bushman], associado a qualquer uma dessas culturas da Idade da Pedra.

Pode-se facilmente entender o porquê que o Professor Jeffreys tinha tantos problemas com seu “enigma”, e porque que a maioria dos cientistas concluem que a África, em torno da região dos Grandes Lagos, é o lar original da humanidade. E, que estes primeiros homens finalmente viajaram para o norte com o fluxo do Nilo Branco e Azul, até que cruzaram para o continente agora dominado pelos “CAUCASIANOS DE PELE-CLARA” do professor, que já foram considerados por terem somente “SE ORIGINADO NAS EXTENSÕES DA MONTANHA CAUCASUS DA ÁSIA.” É verdade, o professor deve reivindicar o berço das Autas-Culturas (“Civilizações”) do homem e o mais velho dos homens como “NOSSO” – “Homem Moderno” (“Caucasiano de pele-clara.”) Se ele não o fizer, então o que aconteceria com a sua (e de outros) teoria da SUPERIORIDADE DA RAÇA BRANCA SOBRE AS RAÇAS MAIS ESCURAS DO MUNDO? E quanto aos Africanos em particular? Isto é ainda mais verdadeiro quando ele falhou em observar que os Africanos que ele selecionou chamar de “BANTUS” e “NEGROS” estavam incluídos no seu lado da escala antropológica. Pois ele incluiu entre os seus “CAUCASIANOS DE PELE CLARA E DE PELE ESCURA” tais Africanos como os Kushitas (ou Cushitas, Etíopes modernos), Núbios (Sudanês), Agikuyu (Quénia), Líbios, Egípcios (Africanos, Árabes, e Árabes-Africanizados), Gandas (Ugandenses), Masais (Tanzanianos), e outros ao longo de mais de 4.100 milhas de comprimento do Vale do Rio Nilo (desde a Uganda até o Mar Mediterrâneo). *

[* – O Nilo é composto dos corpos d’água “BRANCO” e “AZUL”, e também do RIO ATBARA. O Nilo Azul começa no Lago Tana nas altas-terras da Etiópia, e termina em Cartum [Khartoun], Sudão. The Nilo Branco começa em Mwanza Nyanza (também chamado de “Lago Victoria” pelos colonialistas Britânicos), Uganda, e termina no em Cartum. Acima deste ponto de tangência o Nilo continua para o norte para Atbara, Sudão onde é unido ao Rio Atbara. Ele então flui através do Sudão e Egito para o Mar Mediterrâneo. Note que o Rio Nilo corre de sul para norte; e não de leste para oeste como Heródoto e outros antigos Europeus acreditaram. (Veja BLACK MAN OF THE NILE [HOMEM PRETO DO NILO] página 206 para o mapa por Heródoto).]

Além disso, ele também incluiu os Rowzis – construtores das estruturas de pedra em forma de cone [cone-shaped stone structures] do Zimbabwe (antiga capital do Império Monomotapa, atualmente chamado de “RODÉSIA” pelos colonialistas Europeus senhores de escravos), e ele incluiu os Swazis e Sethos (também do antigo Império Monomotapa, agora chamado de “ÁFRICA DO SUL” – um governo racista exclusivamente controlado pelos “Caucasianos de pele clara” do Professor); * Tudo o que é feito a fim de reivindicar o ZINJANTHROPUS BOISIE da Tanzânia, também o HOMEM BOSKOP de Monomotapa, e a mãe e filho GRIMALDI de Monomotapa, para sua raça superior.

[ * – Monotapa era o nome de todo o extremo sul da África de acordo com os registros dos primeiros Europeus a chegar lá e conhecer os Africanos – Capitão Bartolome Dias (a Português), 1488 E.C., e Capitão Vasco daGama (outro Português), 1499. Este vasto império se estendia tão longe ao norte quanto o Zimbabwe (Zimboae de acordo com o Português), atualmente chamado de “Rodésia” [“Rhodesia”] pelos colonialistas Europeus que o controlam, em honra de Cecil Rhodes – um dos mestres mundiais em genocídio durante o século 19 E.C.. Este [Império Monomotapa] termina tão longe ao sul quanto o Cabo das Tormentas [Cape of Storms](Cabo de Tormentos, de acordo com o português)].

Outros professores empregam sutileza em linguagem acadêmicamente camuflada não utilizada pelo Professor Jeffreys, mas a mesma conclusão é alcançada em sua tentativa de remover da África os Africanos os quais eles também preferem chamar de “BANTUS” e “NEGROS”. Mas o Professor Jeffreys estava provando seu ponto com relação aos Caucasianos “DE PELE CLARA” e de “PELE ESCURA” da antiguidade. Sua técnica óbvia era fazer uma declaração que fosse supostamente fato, sabendo muito bem que teria ampla aceitação pelas milhões de pessoas que necessitam de tal tipo de garantia de sua superioridade racial sobre outros. Ele também estava ciente do fato de que pesquisadores, historiadores, e cientistas relacionados a esta área iriam ignorá-los, e eles nunca o condenariam abertamente com algum tipo de desculpa acadêmica de esbofeteá-lo nas mãos. Não haveria nenhuma reprimenda real. Por que é que tudo isso é verdade? Porque o professor está fazendo somente, (e em certa medida, indo mais longe do que muitos), o que o sistema Europeu-Americano de educação requer dele e de outros como ele. Enquanto ele permanece na linha do que é geralmente chamado de “responsabilidade acadêmica”, ele pode continuar dessa maneira, independentemente do fato de que ele não deu a menor evidência para justificar qualquer de suas declarações. O que é mais importante neste caso é que seu racismo é desculpável sob a licença de “HIPÓTESES”. Este termo desonesto torna mentiras e ficções FATO. Ele ainda faz “NEGROS” e “BANTUS” tornarem-se “CAUCASIANOS DE PELE CLARA E DE PELE ESCURA.” Mas o professor Jeffreys também estava provando que os chamados “Caucasianos de Pele-Clara e de Pele-Escura” eram na verdade Africanos e não Caucasianos. Que todos os que se dizem Caucasianos são de fato “NATIVOS DA MAIS PRETA ÁFRICA” [“NATIVES OF THE DARKEST AFRICA”] E que todos os atuais livros didáticos que lidam com “raça” e “estudos étnicos” nos Estados Unidos da América e da Europa não têm fundamento. Isso é verdade. Pois na maioria das instituições de ensino controladas por “Ocidentais“, ou “Homem Moderno“, um dos primeiros passos na área de humanas é de louvar a GRANDE RAÇA CAUCASIANA BRANCA – da qual os povos Nórdicos são ditos por serem a “nata da cultura.” [the “cream of the crop”] Por isso, é lamentável que alguém deva assuma que um Professor de tal nota deva ter falhado em ler o que os mais velhos de seus “Caucasianos de Pele-Clara” – os Gregos – tinham a dizer sobre a sua seleção Norte-africanos e Africanos do Leste (os Egípcios e Etíopes.) O PAI DA HISTÓRIA EUROPÉIA – um Grego * – escreveu o seguinte sobre eles:

[* – Heródoto em c. 450 AEC. (a.C.).]

OS CÓLQUIDAS, EGÍPCIOS, E ETÍOPES TÊM LÁBIOS GROSSOS, NARIZES LARGOS, CABELO LANOSO [WOOLY HAIR], E SÃO QUEIMADOS DE PELE. *

[* – A descrição de Heródoto dos Africanos indígenas do Egito em 450 a.C. é mostrada nas páginas 200-203, de THE BLACK MAN OF THE NILE (O HOMEM PRETO DO NILO). Veja Heródoto, HISTÓRIAS, Livro II, capítulo 57.]

Talvez o Professor Jeffreys também diria que a afirmação acima “meramente apresenta feições Negras“, como no caso de seus próprios comentários sobre os Africanos “Grimaldi”. **

[** – Consulte a página 22A deste volume.]

É também possível que este Grego [Heródoto], que estava descrevendo os Africanos que ocupavam o Egito, a Cólquida, e a Etiópia no ano 450 a.C., muitos dos quais eram seus professores, não sabia o suficiente para reconhecê-los como ” CAUCASIANS DE PELE-ESCURA?” Ele também falhou em reconhecer que foi a partir dessas mesmas pessoas que o primeiro “Homem Moderno” – os Gregos – modelaram sua antiga Alta-Cultura, e toda a Europa seguiu estes uma vez chamados “mais inferiores dos inferiores” [“lowliest of the low”] *** até que agora possa haver uma América-Européia [European-America] na qual ele poderia denunciar os seus professores Africanos.

[*** – Os Europeus foram chamados de os “mais inferiores dos inferiores” (the “lowliest of the low”) pelo estudioso Árabe-Africano Al-Jahiz. Veja Y-ben-Jochannan, AFRICAN ORIGINS OF THE “MAJOR WESTERN RELIGIONS” (ORIGENS AFRICANAS DAS “PRINCIPAIS RELIGIÕES OCIDENTAIS”.]

Todos os compactos civis [civil compacts] de hoje têm a sua base original de governo a partir de África, quer seja do Norte, Sul, Leste ou Oeste. *

[* – Praticamente todo Europeu e historiador Europeu começa a história Européia e Euro-Americana a partir dos primeiros Gregos (Pirro) [Pyhrrus] e Romanos (Etruscos); partindo do princípio de que “…a partir dos Gregos todo o conhecimento se originou.”]

E, a partir deste mesmo fundo e origem Africana seu Homem Moderno surgiu. *

[* – Veja G.G.M. James, STOLEN LEGACY (LEGADO ROUBADO); Sir E.A. Wallis Budge, BOOK OF THE DEAD (LIVRO DOS MORTOS); J. Kendrick, THE HISTORY OF PHILOSOPHY (A HISTÓRIA DA FILOSOFIA); e Plínio, HISTÓRIA.]

Isto é evidência registrada, escrita pelos próprios primeiros “Caucasianos de pele-clara” do Professor, ambos os Gregos e os Romanos.

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Talvez o Professor Jeffreys prefira rever o que estes mais antigos do “Homens Moderno” escreveram sobre seu aprendizado sob os Africanos indígenas – “NEGROS” e “BANTUS” – para adequar seu próprio racismo e preconceitos aparentes. Ou talvez ele gostaria apenas que suas proclamações não científicas e irresponsáveis permaneçam como estão.

Deve-se entender, contudo, que o Professor não deve suportar totalmente o peso das críticas nesta matéria. Por quê? Porque ele também experimentou essa mesma linha em instituições de ensino superior aqui nestes Estados Unidos da América. E tal ainda permanece a base sobre a qual a educação Europeu-Americana, no que diz respeito aos termos “RAÇA” e “ETNOLOGIA”, se concerne. Ele é o produto básico de todo um sistema educacional que produz este tipo de história racista e mitologia estereotipada. Não apenas é este tipo de racismo educacional, em termos de escolas públicas e privadas, mas ele está embutido nas instituições religiosas de todas e cada uma das chamadas religiões que seguem sob os seguintes rótulos: Judaísmo, Cristianismo, e Islamismo. Porque, as primeiras pessoas a espalhar o racismo foram aqueles que desenvolveram o mito do “POVO ESCOLHIDO” há mais de cinco mil (5.000) anos atrás. Este eles apoiaram muito mais tarde com outra proclamação racista. Assim, ouvimos falar da história sobre “Jeová tornando Caim PRETO por causa do seu pecado” – o assassinato de seu irmão ABEL. É claro que os Cristãos o têm a seu próprio modo. Eles sustentam que “o HOMEM PRETO obteve sua cor por causa do seu pecado contra Deus” – Jesus Cristo (O ESPÍRITO, o PAI, e o FILHO), quando um sujeito chamado HAM. . .

“OLHOU PARA A NUDEZ DE SEU PAI (NOÉ) NA ARCA.”

Este tipo de mitologia foi mencionado em outras partes deste volume, mas em nenhum momento é este relatado com demasia, pois este causou tanta intolerância por parte dos ensinamentos racistas que deve ser constantemente exposto quando ou onde quer que seja.

As duas páginas seguintes deste capítulo estão especialmente preparadas com comentários. Elas são sobre duas hipóteses do “Homem Moderno” – Caucasianos de pele-clara do Professor Jeffreys. Ambas estão lidando com a origem do homem em seus respectivos mapas etnográficos. Uma defende que o continente Africano foi estabelecido originalmente por diferentes tipos de “NEGROS”. (NILÓTICO, VERDADEIRO, E MASABA.”) As outra nota que não havia nada além de “CAUCASIANOS”no Centro-Oriental, Leste, e Norte da África; e o “NEGRO” é colocado em um pequeno traço em toda a parte Oeste e Centro-Oeste do continente. Na terceira página o autor deste volume também adiciona suas hipóteses (crenças projetadas) quanto ao que a evidência, como vista por um historiador Africano, aponta, no que diz respeito à origem e percurso dos povos originários do continente. Note que este último mapa não tem nenhums CAUCASIANOS, NEGROS, HOTENTOTES, BOSQUÍMANOS ou qualquer um dos outros estereótipos depreciativos reservados para os povos de origem Africana que se assemelham aos PRETOS Americanos (que são também chamados de BANTUS na África.)

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Os mapas e hipóteses que foram apresentados para análise e discussão são apenas alguns dos milhares que enchem volumes e mais volumes do que é geralmente chamado de “OBRAS DE AUTORIDADE” [“AUTHORITATIVE WORKS”]. No entanto, não se encontrará o tipo de conclusões que o Dr. Donald Wiedner alcançou em sua hipóteses. Esta teoria, que ele segue, não é nada nova – por racista que esta seja. Mas ao mesmo tempo na história moderna, quando ainda era acreditado que os povos da África permaneceriam para sempre súditos coloniais dos Caucasianos de Pele-Clara do Professor Jeffreys, todo historiador “Moderno” digno de nota admite que a África foi estabelecida originalmente pelos povos que eles então chamam de “NEGROS, HAMITAS, ETÍOPES”, etc. O termo “BANTU” não era então utilizado por nenhum dos educadores Europeus e Europeu-Americanos. Naquela época, era também admitido que o único lugar onde os “CAUCASIANOS SE ORIGINARAM” foi em torno das “MONTANHAS CAUCUS.” Além disso, admitia-se que o homem “. . .ORIGINOU-SE EM TORNO DAS MARGENS DOS VALES DO TIGRE E DO EUFRATES.” Apenas um número muito reduzido de “AUTORIDADES”naquela época considerava que a África era o “LUGAR ONDE O HOMEM ORIGINOU-SE PRIMEIRAMENTE.” O mais notável destes que defendiam esta última posição foi Sir Charles Darwin da Inglaterra, que afirmou que:

O HOMEM ORIGINOU-SE DE UM ANCESTRAL SEMELHANTE-AO-MACACO [APE-LIKE ANCESTOR]. . . etc.

As obras do Dr. Albert Churchward, tais como SIGNS AND SYMBOLS OF PRIMORDIAL MAN [SINAIS E SÍMBOLOS DO HOMEM PRIMORDIAL], e ORIGIN AND EVOLUTION OF THE HUMAN RACE [ORIGEM E EVOLUÇÃO DA RAÇA HUMANA], foram naquela época também ignoradas e ridicularizadas; claro que não tão ferozmente como aquelas de Sir Charles Darwin. No entanto, alguns outros continuaram trazendo à luz os verdadeiros fatos em torno da origem do homem na África. Outro motivo para esta patologia foi o fato de que as pessoas que estavam sendo dissecadas politicamente, historicamente, e culturalmente eram todas Africanas – os então-chamados NATIVOS AFRICANOS, NEGROS, PRIMITIVOS INCIVILIZADOS, e uma série de outros nomes – que também incluia HAMITAS [HAMITES] naquela época . Os “HAMITAS” ainda não tinham sido promovidos à categoria de “CAUCASIANOS DE PELE-ESCURA”. Não havia necessidade naquele momento para abraçá-los, como muito poucos dos “Homens Modernos” estavam informados do ZIMBABWE; e é claro, ninguém sabia que o Zinjanthropus boisie estava debaixo da terra da Tanzânia. Mesmo o Homem Boskop no Zimbabwe (chamado de Rodésia pelos imperialistas) era desconhecido.

Conforme alguém retorna para a necessária investigação na área da identificação dos Africanos que originalmente, como agora, foram os primeiros a habitar o continente chamado África, é muito importante que outro ponto de vista seja examinado. O registrador neste exemplo é um Sir Harry H. Johnston. A citação é retirada de seu livro intitulado – A HISTORY OF THE COLONISATION OF AFRICA [UMA HISTÓRIA DA COLONIZAÇÃO DE AFRICA], p. 2. Ele escreveu:

               Existem certas diferenças anatômicas entre os Negros existentes da Ásia e da Oceania por um lado e os Negros da África moderna por outro. Se o Negro Africano foi o primeiro colonizador humano, ou se foi precedido por um tipo mais bruto ou generalizado, tal como o homem Galley-Hill, ainda não é conhecido por nós.

[* – O que fez este racista acreditar que qualquer “Negro” fosse (ou seja) “brutal” em primeiro lugar? A ação de alguém em 1.000.000 AEC [A.C.] não deve ser igualada à moralidade do século 19 EC [D.C.].]

Embora Sir Harry tenha evitado a negação direta dos Africanos – os então-chamados “Negros, Bantus“, etc., como fez o Professor Jeffreys, ele não obtante igualou os “Negros da África Moderna” com. . .

“UM TIPO MAIS BRUTO OU GENERALIZADO, TAL COMO O HOMEM GALLEY-HILL. . .etc.

Ele continuou:

. . .Mas a partir do pouco que possuímos na forma de restos humanos fósseis e outras evidências, parece provável que todas as regiões da África, mesmo a Argélia e o Egito, uma vez possuíram uma população Negra. Na Mauritânia (de Marrocos à Tripolitania) esses Negros antigos foram parcialmente expulsos por invasores Caucasianas pré-históricos e em parte absorvidos por miscigenação com a mistura resultando nas compleições escuras de tantos do povo Norte-Africano. * No Egito, um tipo anão de Negro parece ter habitado o delta do Nilo cerca de 10.000 anos atrás; e grandes Negros pretos formavam a população da Alta Núbia e Dongola tão cedo quanto a cerca de 4000 anos atrás. **

[* – Esta é uma teoria comum entre os historiadores Europeus e Europeu-Americanos e outros de disciplinas relacionadas. Nenhuma prova para justificar esta conclusão jamais foi submetida. É tudo conjectura.]

[** – Esta revelação refuta completamente a declaração do Professor Jeffreys na página 7 deste volume. (Veja Professor Jeffreys; “The Negro Enigma”, na emissão de setembro de 1951, da WEST AFRICAN REVIEW].

Por que foi necessário especificar que os “Negros” da Alta Núbia e Dongola eram “. . .GRANDES PRETOS. . . ” e tudo o mais? Além disso, por que é que Sir Harry omite o fato de que o Egito também devia ter “GRANDES NEGROS PRETOS.” Se uma das Altas-Culturas do Vale do Nilo tinha “GRANDES NEGROS PRETOS” as outras tiveram-los, porque durante toda a história dessas nações houve períodos em que um grupo governou os outros.

Nem na análise de Sir Harry H. Johnston nem nas amplas e arrebatadoras proclamações não-científicas do Professor M.D.W. Jeffreys se pode encontrar a necessidade para determinar por que a prova da origem dos Africanos, os quais eles chamaram de “Negros”, na África, não é tão absolutamente importante, a menos que seja para justificar certos preconceitos que são aparentemente defendidos pela esmagadora maioria do Homem Moderno. É preciso ser lembrado do fato de que as conclusões de Sir Harry H. Johnston foram principalmente baseadas sobre teorias expostas por Sir Arthur Keith Duckworth e W. L. H. Duckworth, muito do que é aparente na citação acima. Consequentemente, um agravou a desinformação dos outros. Parece que a compilação de erros foi realizada em muitos casos nos escritos de estes dois homens (Sir Harry e Professor Jeffreys). No entanto, como historiador, o Professor Jeffreys deve ser separado de Sir Harry H. Johnston, todas as evidências apontam para o fato de que Sir Harry baseou algumas das suas conclusões sobre certos dados científicos estabelecidos e análises que indicam evidência histórica, e no exame real de certos restos humanos (fósseis). Isso não pode ser dito no mesmo contexto para o Professor. Isto no entanto, de forma ou maneira alguma, não indica que as proclamações de Sir Harry não sejam racistas em sua orientação; tal conclusão não poderia ser mais longe da verdade. No entanto, isso significa que a declaração de Sir Harry tinha alguns dos ingredientes básicos que poderiam ter fornecido os dados necessários para uma apresentação não-tendenciosa da historiografia e antropologia dos Africanos em sua análise. No entanto, Sir Harry, e outro Europus e a maioria dos educadores e escritores Europeu-Americanos, devem manter o status superior de sua “RAÇA” em todos os casos e a qualquer custo. Isto não foi originado por Sir Harry, nem o fez o Professor Jeffreys. Isto foi projetado muito antes da chegada deles neste mundo por seus antepassados. Eles apenas herdaram-no. Ainda assim, eles têm encontrado conforto em sua utilização. Eles colheram benefícios incalculáveis a partir disso. Devido a este último motivo deve-se entender por que seu trabalho é modificado em termos do que aquele do Professor, ainda assim ele mantém o seu próprio preconceito e racismo sutis. Mas, como é que se pode dissipar as declarações aparentemente irracionais do Professor sobre o seus “NEGROS” e outros tais estereótipos os quais ele encontrou ter muito pouca existência nesta terra? Isso deve ser feito através de evidências científicas e/ou históricas para o contrário, utilizando substancialmente variadas fontes de obras de “AUTORIDADE” [“AUTHORITATIVE” works] obras por notáveis e respeitados “HOMEM MODERNO” – Caucasianos de Pele-Clara – as quais ele também teve que estudar a fim de receber seu doutorado , se tal não foi concedido a título honorário. Devido à enorme quantidade de tais provas por parte dos ocupantes originais de Alkebu-lan (África) a tarefa não será difícil de realizar.

Antes de referir a alguns outros universalmente reconhecidos escritores e estudiosos sobre estudos Africanos, deve-se novamente referir-se a Sir Harry H. Johnston – que obteve o Honorável Doutorado de Ciência da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, por sua extensa exploração e investigação científica e histórica sobre o tema da África e assuntos Africanos. Ele escreveu uma vez o seguinte:

               O sucessor e suplantador do Homo primigenius na Europa Ocidental era um tipo generalizado do Homo sapiens, representado pela estirpe Negroide, nunca tinha sido completamente eliminado nestas terras.

A declaração de Sir Harry H. Johnston foi apoiada por H.G. Wells, em seu livro, A SHORT HISTORY OF THE WORLD [UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO], p. 59. Wells escreveu:

               Três regiões principais e três tipos principais ou errantes e imperfeitamente estabelecidos de povos haviam naqueles dias remotos das primeiras civilizações da Suméria e antigo Egito. Longe nas florestas da Europa estavam os povos Nórdicos louros, caçadores e pastores, uma raça humilde [lowly race]. As civilizações primitivas viram muito pouco desta raça antes de 1500 A.C.

[* – Note que o uso da palavra “primitivas” (“primitive”) por H.G. Wells não é mais tolerado quando aplicado a pessoas de origem Caucasiana. Essa referência é geralmente utilizada, atualmente, para os Africanos, Asiáticos e Americanos Indígenas, quase exclusivamente; a suposição sendo a mesma que para a palavra “tribo” (“tribe”)].

De alguma forma Wells e Jeffreys não estavam familiarizados com o mesmo tipo de evidências em suas respectivas investigações sobre a antiga e a antiguidade da humanidade. Parece, a partir da declaração de Wells, que estes são os mais justos dos “CAUCASIANOS DE PELE-BRANCA” – povos Nórdicos (Suécos, Dinamarqueses, Alemães, etc.) que foram os únicos não existentes quando do período da Idade da Pedra estava por aí. De acordo com Wells, parece que “AFASTADO NAS FLORESTAS DA EUROPA, ESTAVAM OS POVOS NÓRDICOS LOUROS, CAÇADORES, E PASTORES, UMA RAÇA HUMILDE [lowly race]”. Isto está muito longe do ‘Norte, Leste, Centro-Oriental e Sul da África CAUCASIANOS’ do Professor Wiedner e Professor Jeffreys. É mais lógico para estes povos Nórdicos terem migrado a partir do centro da África e passado em torno dos Africanos (“NEGROS”, etc.) da Núbia (Sudão), através do Mar Vermelho, em seguida, espalhado-se por todo o Norte da África; e deste ponto cruzado o Mar Mediterrâneo para a Europa e acabado na Suécia e outras áreas do extremo norte da Europa, do que para os Africanos da Alta-Cultura Núbia, ou aquelas da África Ocidental (África ao Sul do Saara), terem migrado para o Norte da África? Isso expõe o principal problema enfrentado por aqueles que seguem as afirmações infundadas pelos Jeffreys e Wiedners, aqueles removeriam todos os vestígios dos Africanos indígenas (“Negros”), mas encontraram impossível remover a pronunciada “ESTIRPE NEGRÓIDE” * dos Caucasianos de pele-Clara, especialmente da região do Mediterrâneo.

[* – Já referido na declaração de Sir Harry H. Johnston na página 78 deste volume.]

Dentro dessa mesma linha de raciocínio, Sir Charles Darwin Jr., neto de Sir Charles Darwin – o mundialmente famoso cientista Vitoriano, (e um cientista de grande renome em seu próprio direito) escreveu o seguinte em um artigo intitulado “THE NEXT MILLION YEARS” [“O PRÓXIMO MILHÃO DE ANOS”]:

               . . .Não há nenhuma evidência científica de qualquer diferença de capacidade entre as raças.

Mais adiante, no mesmo artigo, ele afirmou que,

               . . .o cor de pele média da raça humana vai ficar mais escura e, além disso, o poder econômico e militar na África e na Ásia combater a liderança da Europa. . .
[. . .the average skin color of the human race will get darker and, furthermore, economic and military power in Africa and Asia will wrestle the leadership from Europe. . .]

C. F. Snow, em seus comentários sobre a declaração de Sir Charles Darwin, escreveu o seguinte no SEMANAL DE JOHN O’LONDON:

               . . .isso significa, aliás, que a discriminação racial que tem sido a característica menos meritória do período de hegemonia Branco não só é perversa; ela é pior do que perversa, é criminalmente insensata.

Uma vez que as afirmações acima diferem em tais extremos daquelas do Professor Jeffreys, é pertinente que a referência a suas posições já enunciadas seja cuidadosamente reexaminada. Mas, também deve ser notado que mesmo Sir Harry H. Johnston basicamente discordou de praticamente todas as posições tomadas pelo Professor Jeffreys em relação à antiguidade dos então-chamados “NEGROS”. Em contradição com o bom Professor, a teoria de Sir Harry sobre os Indianos (“Caucasianos de pele-clara” do Professor Jeffreys) da Ásia e no que diz respeito às suas características “NEGRÓIDES”, notamos:

               Há um forte elemento Negróide subjacente na massa da população Indiana, e no extremo sul da grande península há tribos da floresta de fisionomia de pele escura e contundentemente Negra, com o cabelo frisado ou lanoso. Há um elemento Negroide no gentil Birmanês; e nas Ilhas Andaman – geologicamente pouco mais do que uma península deprimida da Grande Índia – as pessoas anãs [dwarfish people] são Negros absolutos do tipo Asiático. . . Na mais oriental entre as ilhas Malaias – especialmente em Burn, Jilolo, e Timor – as tribos interiores são de óbvio estoque Negro. Ainda mais marcante é isto, no caso da Nova Guiné, e a maioria de todos no arquipélago de Bismarck e norte das Ilhas Salomão. Nestes últimos a semelhança dos nativos com o Negro médio da África é a mais impressionante, embora a distância seja algo como 8000 milhas. As afinidades Negras estendem-se a leste do arquipélago Salomão para Fiji e Havaí, e ao sul da Nova Caledônia, Ismania e Nova Zelândia. Por outro lado, a África por muitos milhares de anos tem sido, obviamente, o principal domínio do Negro. *   **2

[* – West African Review, p. 3, de setembro de 1951. É preciso também examinar as seguintes obras de Sir H. H. Johnston BRITISH ACROSS THE SEA-AFRICA; GEORGE GRENFELL AND THE CONGO, VOL. I & II, THE QUEST OF THE NILE; etc.]
[**2 – Veja J. A. Rogers, SEX AND RACE [SEXO E RAÇA], Vol. I, II e III; WORLD’S GREAT MEN OF COLOR [GRANDES HOMENS DE COR DO MUNDO], Vol. I & II.]

Provavelmente a citação acima deve ter sido interrompida em certos pontos a partir de um ponto de vista acadêmico em linha do que se seguirá. No entanto, o melhor é notar que mesmo Sir Harry não pode dizer com nenhuma certeza o verdadeiro período de tempo (como ele e todos os outros de seus colegas historiadores fazem no caso dos Europeus e Europa) exatamente quanto tempo é “. . . POR MUITOS MILHÕES DE ANOS. . .”

Pelo menos Jeffreys foi bastante preciso. Ele disse que:

NÃO HÁ NENHUMS CRÂNIOS NEGROS DE QUALQUER ANTIGUIDADE – O MAIS ANTIGO CONHECIDO É DE CERCA DE 6000 A.C.

Obviamente o Professor Jeffreys não pode concordar com os fatos de Sir Harry. Como ele poderia concordar que seus “CAUCASIANOS DE PELE-ESCURA” da Índia tem. . .

UM FORTE ELEMENTO NEGRO SUBJACENTE NA MASSA. . . ,

e que. . .

NO EXTREMO SUL DA GRANDE PENÍNSULA (da Índia *) HÁ TRIBOS DA FLORESTA COM A FISIONOMIA DE PELE ESCURA E CONTUNDENTEMENTE NEGRA, COM O CABELO FRISADO OU LANOSO.

[* Palavras entre parênteses pelo autor para esclarecimento.]

Isso não deveria ser verdade, pois o Professor [Jeffreys] disse que essas pessoas são os ancestrais do. . .

“HINDU, MAS ELE NÃO OFERECE DIFICULDADE. ELE PERTENCE À MESMA RAÇA QUE O “EUROPEU”, OU SEJA, A CAUCASIANA. . . .” etc. **

[** – A partir própria declaração do Professor Jeffreys na página 62.]

Não é estranho que Sir Harry não olhe para a Europa para traçar a mesma “. . .ESTIRPE NEGRÓIDE. . .” [NEGROID STRAIN] que ele encontrou na Ásia e outras áreas do Pacífico? Aqueles que tiveram o privilégio de viajar nas áreas do mundo em questão, e no sul da Europa também, sabem que a declaração de Sir Harry acima é um tanto moderada. A verdade da questão é que ninguém pode, com toda a certeza, negar que esteja livre do:

ELEMENTO NEGRÓIDE. . . .” * ou “. . .AFINIDADES NEGRAS.”.

declarados por Sir Harry.

[* – O que na realidade significa o termo “ELEMENTO NEGRÓIDE”? Quem determina o que este é, e quem possui este? Não é verdade que cada grupo de pessoas tem algumas das características comuns que um grupo pode ter em muito mais uniformidade do que outro? Por acaso um nariz reto e lábios finos só podem ser encontrados nos povos Nórdicos e outros indígenas do continente Europeu? Existem milhões de Africanos com cada uma das então-chamadas “FEIÇÕES NÓRDICAS” em toda a África, e eles são indígenas do continente Africano.]

Estas referências, embora feitas para mostrar as diferenças entre a humanidade, só ajudam a magnificar o quão proximamente relacionada a humanidade realmente é em si.
O tom de uma faixa de cor é tão variado, que não se pode dizer na maioria das vezes apenas quem é Preto e quem é branco. Por exemplo: Tudo que alguém precisa é iniciar um bom boato de que o Presidente Nixon dos Estados Unidos da América tinha antepassados que eram Negros. Quando isso é levado adiante pelo certo pessoal desleal, assim a probabilidade de seu impeachment se tornará importantes para forjar sua origem racial. A fofoca pública fará o resto. Devido a este tipo de boataria [rumor monging], BRANCOS em muitos estados do sul dos EUA tem sido rotulados como PRETOS, e PRETOS como BRANCOS. Em linha com esse tipo de raciocínio, foi possível para os Mouros-Africanos [African-Moors], Cartagineses-Africanos, Egípcios-Africanos, Númidas-Africanos, Etíopes-Africanos e outros PRETOS, entrar na Europa em vários momentos ao longo da história do homem e poderia a Europa manter-se completamente branca? Será que foi possível para o continente Africano e o continente Asiático terem sido invadidos por tantos exércitos nacionais da Europa (como o foram) e seu povo ter permanecido puramente o que eles eram, após a ocupação de centenas de anos dos soldados Europeus?

A história é bastante clara sobre o papel que os Africanos, “Negros” ou “Bantos”, desempenharam no desenvolvimento cultural dos Persas quando eles estabeleceram sua nação de ELAM. *

[* Os africanos do Reino de Elam, na Pérsia, também foram descritos da mesma maneira que Heródoto descreveu os Africanos nativos do Egito, Etiópia e Cólquida. Os Etíopes que invadiram a Índia e se instalaram lá foram descritos igualmente.]

Esta Alta-Cultura (civilização) foi criada pelos mesmos Africanos que também estabeleceram as Altas-Culturas em Kimit (Egito, Saïs, etc.) Núbia (Sudão, Merowe, etc.), Kush (Etiópia, Cush, Axum, etc. ), Punt (Somalilândia, República da Somália, etc.), Zimbabwe (Rodésia, Monomotapa, etc.), e todas as outras áreas de todo o continente Africano – incluindo Gana, Melle, Songhai, Truculor, Benin, Ikjaw, Edoh, Mani-Kongo e outros impérios e nações e tribos – “GRUPOS ÉTNICOS” do Oeste e Centro-Oeste Africano.
Parece que historiadores Europeus e Europeu-Americanos cuidadosamente esqueceram-se de que o RIO GANGES na Índia tem o seu belo nome a partir do famoso Etíope – General Ganges – que conquistou grande parte da Índia até além dos limites da referida massa de água. Que os milhares de Africanos (Etíopes) que ele transportou como soldados se tornaram os pais de milhões de pessoas que são conhecidos apenas como “INDIANOS” [“INDIANS”]. Estes Etíopes, todos Africanos, eram do mesmo estoque daqueles que entraram na Grécia por meio do Egito. Eles foram parte integrante dos povos antigos que um vez governaram as Altas-Culturas do ALTO, MÉDIO, e BAIXO Vale do Nilo com o Egito (Kimit) incluído. Se eles não eram “NEGROS” ou “BANTOS” como os outros são então rotulados pela maioria dos educadores Europeus e Europeu-Americanos, tampouco eram os outros Africanos do inteiro Vale do Nilo (de Uganda até o Mediterrâneo), e aqueles das regiões dos Grandes Lagos. (Veja Joel A. Rogers, WORLD’S GREAT MEN OF COLOR [GRANDES HOMENS DE COR DO MUNDO], vols. I & II).

Os “NEGROS” se tornaram um tal “ENIGMA” para os “CAUCASIANOS DE PELE-CLARA” do Professor Jeffreys, também para os “CAUCASIANOS” Norte, Leste e Sul-Africanos do Dr. Donald Weidner, que agora praticamente todas as principais universidades e faculdades nos Estados Unidos da América e da Europa tornaram-se super-indulgentes nas áreas do que eles selecionaram chamar de – “BLACK STUDIES” [“ESTUDOS NEGROS”]. É claro que esta tendência teria sido uma bênção se os materiais disponíveis que tratam da história e da cultura dos povos Africanos do mundo não fosse do tipo demonstrado nas obras das “AUTORIDADES” já citadas neste volume. Porque, como se pode ver facilmente, o mais “LIBERAL” dos professores no controle dos ESTUDOS AFRICANOS [AFRICAN STUDIES], que são Europeus e Europeu-Americanos, é claro, tem que manter a projeção paternalística que esta matéria tem recebido sempre e isso vai continuar como Mr. Thomas Hodgkin disse:

. . .A HISTÓRIA REAL DA ÁFRICA (DEVE) SER ESCRITA POR ESTUDIOSOS AFRICANOS PARA UM PÚBLICO LEITOR AFRICANO.

A fim de conseguir qualquer coisa melhor, os documentos de qualidade disponíveis entre os livros de história produzidos em massa relacionados ao paternalismo colonial racista devem ser separados. Mas as substituições devem ser predominantemente por historiadores Africanos e outros educadores em disciplinas variadas. Ao fazê-lo, o Departamento de Estudos Africanos, como qualquer outra área de ESTUDOS ÉTNICOS, deve estar sob o controle e administração de estudiosos e administradores Africanos, Afro-Americanos e Afro-Caribenhos. Isto não significa de forma alguma concluir que os Europeus e Europeu-Americanos não podem ensinar história Africana; isto diz, no entanto, que a maneira pela qual esta tem sido ensinada nos últimos cem anos não pode ser tolerada por mais tempo. Pois o que é história, se não para dizer ao mundo sobre as grandezas e falhas de uma determinada Alta-Cultura? No entanto, apenas as falhas nas Altas-Culturas Africanas tem sido destacadas por aqueles que têm controlado o departamento de Estudos Africanos na Europa, nas Américas – incluindo as ilhas do Caribe, África, Ásia e todas as outras áreas onde os senhores coloniais dominaram e ainda dominam. Sob esta mesma luz, somente aquilo que projeta uma imagem do paternalismo missionário Cristão do tipo-Europeu e o estereótipo do Tarzan e Jane dominam a maioria do material disponível coberto.
Contudo, na realidade, para povos de origem Africana, esperar algo melhor dos filhos e filhas de seus antigos senhores-de-escravos da Europa e Europa-América, quer sejam eles capitalistas, comunistas, socialistas, feudalistas, ou outro, antes do século 19 E.C., é esperar que o homem é, na realidade, AMANTE-DA-PAZ e HONESTO POR NATUREZA.
A razão pela qual há uma grande mudança de ênfase com relação ao que está a ser projetado como “ESTUDOS NEGROS” [“Black Studies”], é que os povos de origem Africana (jovens, adultos ou velhos) decidiram, finalmente, tomar o seu próprio futuro em suas próprias mãos, o que inclui o seu próprio direito de primogenitura HISTÓRIA e HERANÇA [their own birthright HISTORY and HERITAGE]. é claro que esta ação é propositadamente apelidada de “REVOLUÇÃO VIOLENTA.” E, certamente a maioria dos Afro-Americanos têm acreditado [have fallen] neste título, não percebendo que ele foi criado com o objetivo de criar uma futura desculpa para a sua eventual liquidação, se tal for sempre necessário. esta REVOLUÇÃO CULTURAL, e isso é tudo o que ela é, nesta fase da história, é no entanto da maior importância, pois outras tentativas no que foi hipocritamente chamado de “INTEGRAÇÃO” e “AMALGAMAÇÃO DAS RAÇAS” são na verdade exercícios em fatalismo e pensamento positivo. *

Por quê? Porque nunca houve um momento na história do homem, onde os escravocratas de um grupo deixaram voluntariamente o outro grupo se tornar seu igual sob o mesmo governo, enquanto os escravocratas ainda permaneciam no controle.

[* – Esta luta teve seu apogeu na revolução bem sucedida no Haiti contra os Franceses; e a derrota frustrante derrota de “Queen Mary, Bottom Belly” e “Ellen-Fire-bun” em sua tentativa de apoderar-se das Ilhas Virgens Dinamarquesas durante o século 19 E.C. Estas três mulheres Africanas lideraram uma luta pela independência que quase derrubou o colonialismo dinamarquês no Caribe.]

De acordo com as premissas básicas e os ideais sobre o papel daqueles que no passado e no presente supostamente vieram para a África para acabar com a escravidão, canibalismo, paganismo [heathenism], e, claro, o genocídio pelos colegas imperialistas e colonizadores Europeus, outro professor – C.P. Groves – em seu livro, THE PLANTING OF CHRISTIANITY IN AFRICA [O PLANTIO DO CRISTIANISMO NA ÁFRICA], Vol. I, p. 1, escreveu o seguinte:

“. . . é o paradoxo deste vasto continente (África) * que, embora partilhando no início da história da raça humana, não foi aberto até o final do século XIX.”
[“. . . it is the paradox of this vast continent (Africa) *, that while in the earliest history of the human race, it was not opened up until the late nineteenth century.”]

[* – A palavra entre parêntesis é para maior clareza. Ele foi injetado pelo autor de seu volume.]

A afirmação do Professor Groves de que a África “…AINDA NÃO FORA ABERTA [OPENED UP]…” etc., não é, em nenhum sentido diferente das observações utilizadas pelo Professor Jeffreys e as hipóteses racistas estabelecidas no mapa etnográfico por Dr. Donald Wiedner mostrados na página 7 deste volume. No entanto, ela contradiz as premissas básicas do “ENIGMA” do Professor Jeffreys. Pois o professor Groves creditou os Africanos indígenas – os “BANTOS” e “NEGROS” de Jeffreys – com “… PARTILHANDO NA MAIS REMOTA HISTÓRIA DA RAÇA HUMANA [“…SHARING IN THE EARLIEST HISTORY OF THE HUMAN RACE”],”…etc. É óbvio que isto é o inverso completo da posição detida pelas dois outros alegados “autoridades sobre a África e os Africanos.”

Em alguns círculos, que, em particular, incluem missionários Cristãos, o Professor Groves é considerado “UM DOS MAIORES EDUCADORES LIBERAIS CRISTÃOS SOBRE A HISTÓRIA DA ÁFRICA.” Pode-se facilmente compreender, a partir de tal liberalismo, porque educadores “liberais” Europeus e Europeu-Americanos mais “modernos” acham tão difícil falar e escrever sobre povos de origem Africana, e sobre a África, sem primeiro impor sobre essa história seu próprio sentimento de superioridade. Se as obras de homens como Professor Jeffreys, Dr. Donald Wiedner, Sir Harry H. Johnston, Professor C.P. Groves, e outros que promulgam o mesmo tipo de ensinamentos, tiverem que ser o material que os estudiosos de hoje em dia ainda devem usar como “AUTORITATIVAS”, e isso é o que está sendo feito, então deve ser muito fácil de compreender por que os Afro-Americanos e outros povos de origem Africana têm rejeitado qualquer controle do ensino sobre sua herança por alguém que não é de origem Africana.

Ao examinar a hipótese do Professor Groves de que a África “… AINDA NÃO FORA ABERTA ATÉ O FINAL DO SÉCULO XIX”, alguém se pergunta por que ela não fora “aberta até que” os Europeus chegaram lá? Obviamente a ÁFRICA, para este professor, assim como a milhões de outros tais professores de instituições Européias e Europeu-Americanas de ensino superior, é apenas a parte do continente que está geograficamente localizada abaixo da linha imaginária chamada de “ÁFRICA AO SUL DO SAARA.” Pois alguém deve assumir que o professor Groves deve ter tido conhecimento, durante o tempo em que ele estava escrevendo seus volumes, de que a religião sobre a qual ele ensina veio para a Europa através da África. E que foi na África que os primeiros mártires da religião Cristã – FELICITA, NYMPHANO, e PERPÉTUA – nasceram, viveram e morreram. Também que foi na África que os mais notáveis dos educadores Cristãos, os PADRES DA IGREJA – TERTULIANO, SÃO CIPRIANO e SANTO AGOSTINHO – também nasceram, viveram e morreram. Que foi na mesma África que os fundamentos de todos os pensamentos filosóficos agora chamados de “RELIGIÕES OCIDENTAIS” – Judaísmo, Cristianismo e Islamismo – obtiveram seus DEZ MANDAMENTOS. Estes foram retirados das “CONFISSÕES NEGATIVAS” [“NEGATIVE CONFESSIONS”] do Sistema de Mistérios dos Egípcios – todas as cento e quarenta e sete (147) delas. *

[* – Ver, Yosef ben-Jochannan, AFRICAN ORIGINS OF THE MAJOR AFRICAN RELIGIONS (ORIGENS AFRICANAS DAS GRANDES RELIGIÕES OCIDENTAIS], Alkebu-lan Books Associates, New York, 1970.]

A verdade é que nunca houve um período na história da humanidade em que a África “…ainda não fora aberta” para qualquer um que agia civilizadamente.
Parece que qualquer lugar onde um Europeu ou Europeu-Americano nunca foi é sempre DESCONHECIDO, FECHADO, PERIGOSO, PRIMITIVO, ÍMPIO [UN GODLY], SELVAGEM, e tudo aquilo que segue com inferioridade às coisas Européias e Euro-Americanas – CAUCASIANAS. No entanto, quando o primeiro Europeu ou Europeu-Americano pôs o pé em qualquer lugar, este lugar imediatamente se tornou SEGURO, DESCOBERTO, ABERTO [OPENED-UP], DIVINO [GODLY], e digno de tudo o que o único e verdadeiro Deus dos Europeus e Europeu-Americanos sozinho reservou para o Seu POVO ESCOLHIDO.

Não só estava a África “aberta” [“opened-up”] para toda a humanidade, incluindo os Europeus, a África levou suas influências “civilizadoras” (Alta-Cultura) para a Europa por meio de seus antigos e gloriosos filhos e filhas do Egito, Núbia, Kush, * Cartago e outras terras antes do alvorecer da Cristandade e do nascimento do Judaísmo. Mais tarde, ela enviou seus filhos (os Mouros [Moors] em 711 C. H.) a partir do canto noroeste da África do Norte, sobre toda a Península Ibérica. Eles permaneceram lá por tanto quanto até o século 15 antes de serem finalmente expulsos de Granada. *

[* – Os mouros entraram na Ibéria em 711 C.E. (D.C.) e foram finalmente derrotados em 1485 C.E. (D.C.).]

Esses Africanos, “NEGROS, BANTOS,” e tudo o mais [rótulos] do que querem chamá-los, estavam “civilizando” os CAUCASIANOS DE PELE-CLARA da Europa antes que os primeiros dos Europeus fossem capazes de estabelecer o seu primeiro sistema de educação. Os descendentes dos mais antigos Africanos também acrescentaram ao esclarecimento educacional dos Europeus através dos esforços dos “AFRICANOS AO SUL DO SAARA” quando Europeus viajaram para as instituições de ensino superior na África Ocidental, como a Universidade de SANKHORE em Tumbut. *

[* – Tumbut é o nome e ortografia correto desta cidade notável da antiga Melle (Mali). Existem muitas variantes Ocidentais para este.]

Na primeira metade do século 15 d.C., com a chegada dos primeiros Europeus (o Português) na África Ocidental, os Africanos foram novamente os professores e salvadores econômicos para os Europeus que estavam no momento desesperadamente em necessidade de alimentos e outras necessidades básicas da vida. Foi esse estado deplorável de Europa que, na virada do século 15 E.C. (D.C.), veio a se tornar o flagelo da terra. Os Europeus não foram para a Ásia, África, as Américas e o Caribe para levar a “CIVILIZAÇÃO” e a “CRISTIANDADE” como alguns querem fazer com que todos acreditem; eles foram em busca de alimentos, roupas e abrigo. *

[* – Os Mouros (Moors) introduziram o “Banho Comum” (“Common bath”) para os Europeus do sul da França, Espanha e Portugal. Eles também introduziram o uso de “roupa de baixo” e “trajes de linho” desde 711 E.C. (Veja Jane Soames, THE COAST OF THE BARBARY; J. C. deCraft Johnson, AFRICAN GLORY (GLÓRIA AFRICANA), e Stanley Lane-Poole, THE MOORS IN SPAIN [OS MOUROS NA ESPANHA).]

Quando o papa Martinho V da Igreja Católica Romana se atreveu a separar o mundo entre Espanha e Portugal em 1441 E.C. [D.C.] acabou-se a disputa entre ambas estas nações Católico-Romanas como quanto a qual delas teria o direito de matar os povos da África, Ásia e das Américas – os Caribes incluídos – e confiscar sua propriedade real e perpétua.

Talvez, “educadores modernos” também irão dizer no futuro, assim como os missionários Cristãos sustentaram no passado, que a ESCRAVIDÃO [CHATTEL SLAVERY] foi instituída pelo Rt. Rev. Bispo Bartolome de LasCasas na ilha de Hispaniola (Hayte, Haiti), para o benefício dos Africanos miseráveis que foram trazidos lá para trabalhar [to slave] em favor dos Europeus e Europeu-Americanos.

Quanto aos Africanos (os então-chamados “NEGROS”) serem indígenas de Kimit (chamado erroneamente de EGITO pelos Haribus), por acaso não é verdade que fósseis e artefatos pré-históricos antropológicos e arqueológicos, além de registros históricos são em abundância, todos os quais provam que eles habitaram referida região da África antes de existirem quaisquer nações em toda a Europa? Por acaso estes não provam que os Africanos que são agora chamados de “NEGROS” e “BANTOS”, entre muitos outros nomes de inferioridade, estavam lá como criadores durante a antiguidade, e não como escravos, como é amplamente ensinado nas instituições Ocidentais? Além disso, não é verdade que os primeiros dos Faraós (Reis e Rainhas) * eram todos indígenas da África antes da invasão dos primeiros povos estrangeiros – os HICSOS ou “REIS PASTORES”?

[* – Note a descrição de Heródoto dos Egípcios que viu e conheceu quando ele freqüentou a escola no Egito (ver, Sir E.A. Wallis Budge, BOOK OF THE DEAD {LIVRO DOS MORTOS}; Count C. Volney, THE RUINS OF EMPIRES {AS RUÍNAS DOS IMPÉRIOS}; G.G.M. James, STOLEN LEGACY {LEGADO ROUBADO}, H.G. Wells , A SHORT HISTORY OF THE WORLD [UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO]; J.A. Rogers, WORLD’S GREAT MEN OF COLOR {GRANDES HOMENS DE COR DO MUNDO}, Vol I;. J. Dorsey, CIVILIZATION MAN’S OWN SHOW).

Não poderia haver nenhuma dúvida de que os PRETOS ocuparam o Egito muito antes da Cultura da Idade da Pedra. Os Europeus que chegaram lá muitos milhares de anos mais tarde os encontraram lá, de acordo com os primeiros registros de historiadores Europeus que não eram naquele tempo conscientes de preconceito de cor como o “Homem Moderno” é hoje. *

[* – Ibid. Também J. Frasier, THE GOLDEN BOUGH; H. W. Smith, MAN AND HIS GODS; e Eva M. Sandford, THE MEDITERRANEAN WORLD.]

Sir Ernest Wallis Budge, antigo DETENTOR DE ANTIGUIDADES EGÍPCIAS E ASSÍRIAS DO MUSEU BRITÂNICO, Londres, Inglaterra, em sua obra mundialmente renomada, entitulada EGYPT [EGITO], p. 42, escreveu:

Não há nenhuma evidência de que os Egípcios da nova Idade da Pedra tinham inventado a arte de escrever, mas não há provas abundantes de que eles podiam fazer desenhos dos símbolos de seus totens. Estes são encontrados pintados em potes em Makadah e são apoiados em estandartes fixados no período pré-histórico, e eles formam os mais antigos hieróglifos Egípcios conhecidos. Eles são muito importantes, mostrando que as primeiras tentativas de escrever no Egito foram feitas por Africanos nativos. *

[* – As palavras sublinhadas pelo autor deste volume são para chamar a atenção para a origem dos antigos Egípcios que viviam no Egito antes da chegada dos primeiros Asiáticos ou Asiático-Europeus – os Hicsos – cerca de 1.675 B.C.E. (ou a.C.).]

À conclusão de Sir Wallis Budge deve ser dado reconhecimento muito sério, uma vez que suas obras tem sido universalmente aceitas pelos estudiosos mais notáveis do mundo, muitos dos quais são Africanos e Asiáticos. Ele [Budge] é classificado como “… UM DOS PRINCIPAIS EGIPTOLOGISTAS DE TODOS OS TEMPOS.” A mais conhecida de suas obras, intitulada BOOK OF THE DEAD [LIVRO DOS MORTOS], é um compêndio de extratos retirados das PIRÂMIDES e SARCÓFAGOS de Africanos do Egito outras Altas-Culturas do Vale do Nilo e traduzidos para oInglês a partir de seus hieróglifos originais. Esta é considerada também por muitos Egiptólogos * Ocidentais  como sendo “…A MAIOR OBRA-PRIMA EM EGIPTOLOGIA E HIERÓGLIFOS…”.

[* – Aquele que se especializa no estudo do antigo Egito.]

As obras de Sir Wallis Budge, mais especificamente esta, mostra que ele não sofria de qualquer Negrofobia, “ENIGMA” agudo ou “CAUCASIANISMO” grave como a maioria de seus colegas professores e educadores mais “modernos.” Ele não tinha nenhum medo de os Europeus e Europeu-Americanos lerem que os ocupantes originais * de Kimit (Saïs, Egito) eram Africanos indígenas cujos descendentes são hoje chamados de “NEGROES” e outros nomes de inferioridade.

[* – O Hicsos invadiram o Egito em c. 1675 A.E.C. (ou A.C.); os Persas em c. 616 A.E.C.; os Gregos em c. 332 A.E.C.; e os Romanos em c. 47 A.E.C. (Veja as páginas 154 e 155 de BLACK MAN OF THE NILE (HOMEM PRETO DO NILO).]

O fato de que eles foram os primeiros a habitar os vales do Nilo * e regiões dos Grandes Lagos, estabeleceram os governos civis mais antigos conhecidos pelo homem, e estabeleceram os padrões para todos os princípios filosóficos religiosos, não impediu Sir Wallis Budge de dizer que eles o fizeram.

[ * – O Rio Nilo, neste caso, começa na segunda CATARATA e termina no Mar Mediterrâneo]

Uma vez que você está prestes a embarcar em uma compreensão [insight] mais profunda dos alcances dos Estudos Africanos [African Studies], você deve estar extremamente esclarecido em pelo menos um ponto importante desde o início. Isto é, NOMES.

Por exemplo: CAMITA [HAMITE] e SEMITA são nomes que os Europeus e Europeu-Americanos (alguns são considerados “estudiosos” e “educadores”) têm adotado da mitologia Hebraica (escrita e desenvolvida na Grécia Helênica) como escrita na TORÁ e BÍBLIA SAGRADA. Estas palavras [CAMITA (HAMITE) e SEMITA] não têm nenhuma relação autoritativa com a África, com seus povos indígenas, culturas, os coisas Africanas. Elas são racistas na origem e intolerantes na prática. Usar essas palavras como NOMES AFRICANOS seria o mesmo que chamar os atuais ocupantes do Norte de África de “AFRICANOS INDÍGENAS” com base em que eles invadiram e capturaram esta região do continente Africano há alguns 1327 anos atrás. *

[* – Os Árabes vieram para o Norte da África como invasores em 640 E.C. (D.C.) Seu selo, sob a espada do Islã, levantou tantos danos contra os Africanos indígenas quanto fizeram os Europeus com suas armas e Cristianismo. Ambos trouxeram o seu próprio Deus, à sua semelhança, e o impuseram sobre os Africanos indígenas por meio de Guerras Santas (Jihads).]

Pois em lugar algum na história registrada, escrita por Africanos e outros povos antigos da época em questão, não há qualquer menção de “CAMITAS” [“HAMITES”] ou “SEMITAS”, antes de sua aparição nos livros de seus defensores Judeus e Cristãos pelos então-chamados “INSPIRADOS HOMENS SANTOS DE DEUS” [“INSPIRED HOLY MEN OF GOD”]. Não se deve esquecer que os Judeus estavam, no momento da escrita de sua TORÁ, na Europa e na Ásia Menor; e que havia muitas TORÁS, muitas das quais em conflito umas com as outras. Além disso, a TORÁ era, principalmente, os registros históricos da nação Haribu (Hebreus – hoje chamados de povos Judaicos, na verdade pessoas da TRIBO DE JUDÁ), misturados com as suas proscrições nacionais e contos populares [national taboos and folk tales]. Igualmente, antes da chegada dos Europeus Ocidentais na África Ocidental em meados do século 15 da Era Cristã (E.C. [Era Comum]) não haviam quaisquer palavras como NEGRO e NEGROLÂNDIA. No entanto, há uma ampla prova de que por mais de 1.000.000 de anos, o Africano indígena, não Europeu ou Asiático, chame-o de qualquer outra coisa que se possa desejar, ocupou todo o continente de Alkebu-lan (África). E, em nenhum momento durante toda a duração deste período nem sequer uma vez ele nomeou-se “CAMITA [HAMITE], SEMITA ou “NEGRO”. Os antigos Africanos da antiguidade eram como quaisquer outros Africanos que se pode ver nos então-chamados GUETOS dos Estados Unidos da América, com o tipo de características que Heródoto os descreveu possuir por volta de 450 antes da Era Cristã (A.E.C. ou D.C.) – “LÁBIOS GROSSOS, NARIZ LARGO, CABELO LANOSO, E ELES SÃO QUEIMADOS DE PELE.” Eles eram assim quando o primeiro Haribu no mundo, ABRAÃO [ABRAHAM] (Avram), chegou a Kimit (que os ancestrais de Abraão renomearam EGITO) para evitar morrer de fome na deserto da Ásia Menor. * Eles eram assim mesmo antes do nascimento dos pais de Abraão, e antes dos Hebreus criarem um ADÃO e EVA para a sua mitológica “CRIAÇÃO DO MUNDO.”

[* – VER TORÁ HEBRAICA (Bíblia Sagrada), Livro de Genesis. Note-se que esta obra [Torá] também é chamada de “OS CINCO LIVROS DE MOISÉS.]

Os Africanos não precisavam  de nenhuma classificação mitológica e/ou secular Hebraica (a história Bíblica sobre Cam [Ham] e o Dilúvio com seu pai – ou tio Noé) para estabelecer sua própria identidade Africana. Etiquetas [labels], ou nomes, tais como estes – “NEGROS, CAMITAS [HAMITES], SEMITAS”, etc., são apenas ferramentas de subterfúgio por parte dos racistas e fanáticos religiosos do que hoje é chamado de “CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL”. Isso não significa que tais racistas ou fanáticos possam ser mesmo conscientes de que estes termos são de fato tão perigosos para os povos da África como eles realmente são.

Porque isto é assim? Porque aqueles que estão em autoridade sobre o que todo mundo na “Sociedade Ocidental” aprende em instituições religiosas, escolas públicas e privadas, e outros locais de aprendizagem, tem pelos os últimos cem anos ensinado dessa maneira, independentemente do fato de que os Africanos sempre protestaram contra tal caracterização e estereótipização intencional. Estas palavras [NEGRO, CAMITA, SEMITA] também são usadas como a base para a remoção de milhões de Africanos de seções da África, a fim de colocar outros, na África, quem uma vez afirmou que eles eram SEMITAS, CAUCASIANOS, e outras tais classificações, antes de ter sido conhecido que a África viria a provar ser o verdadeiro JARDIM DO ÉDEN, onde o mais antigo fóssil de HOMEM ou SEMELHANTE-AO-HOMEM – ZINJANTHROPUS BOISIE – viria a ser encontrado. Este tipo de ensino não está apenas relacionado com os Europeus e Europeu-Americanos nos Estados Unidos da América, ele é universal nas escolas na África e nas Ilhas do Caribe que foram estabelecidas e operadas pelos colonialistas para a gestores Africanos, Africano-Americanos e Africano-Caribenhos. Ninguém deve se surpreender de que este é o caso. A maioria dos Africanos e pessoas de origem Africana que tiveram sua Europeização tem aceitado tal lavagem cerebral sem reservas. A escravidão faz as pessoas aceitarem a sua própria inferioridade, mesmo ao ponto de acreditar que como escravos eles nunca produziram qualquer história. Por quanto tempo não tem isso sido ensinado por Judeus, Cristãos, Muçulmanos, Comunistas, Capitalistas, Feudalistas, Anarquistas, e todos os outros tipos de Europeus e Europeu-Americanos sobre os povos de África?

Sob a luz do exposto anteriormente, especialmente as últimas frases, um Africano de nome J.C. deGraft-Johnson (um eminente professor de economia e história por seu próprio mérito) tem em seu livro, AFRICAN GLORY [GLÓRIA AFRICANA], * página 9, alguns comentários sobre as obras de dois notáveis egiptólogos de renome mundial, E. Meyer e H.R.  Hall, em que eles citam a entrada do “…o Negro no Egito dinástico desde cerca de 5869 até 3315 A.C.” Ele apoiou a posição destes escritores Europeus e de outros que iriam remover os Africanos (chamados “BANTOS” e “NEGROS”) da história da maior parte da África Oriental, e de todo o Norte da África.

[* – “AFRICAN GLORY” (“GLÓRIA AFRICANA” já foi universalmente considerado como um dos principais livros sobre Altas-Culturas Africanas; especialmente história Norte-Africana e do Oeste-Africano.]

À este respeito o Professor deGraft-Johnson escreveu:

Todas as autoridades, no entanto, concordam que os Egípcios Dinásticos invadiram o Egito durante ou antes do quarto milênio A.C. Eles povoaram e governaram o estreito vale do Nilo Deserto tanto ao sul quanto a Primeira Catarata. Eles também governaram e povoaram o amplo delta das margens do Mediterrâneo.

O que o Professor deGraft-Johnson pareceu ter esquecido em sua hipótese de “TODAS AUTORIDADES” é o fato de que “EGÍPCIOS DINÁSTICOS INVADIRAM O EGITO…,” etc., a partir da metade sul do continente Africano. Ele também negligenciou o fato de que eles tinham que passar ou se juntar a outros que eles encontraram na Etiópia e Núbia, se de fato estas últimas terras não eram também as áreas de onde os Egípcios começaram sua invasão. Isto é, dando esta teoria como correta. Seria de supor que o professor está ciente do fato de que: uma teoria é tão boa quanto o papel em que está escrita até provada correta [até que se comprove].

Mas, o professor continuou:

Para o sul da Primeira Catarata estavam povos de origem mista – Egípcios, Camitas [Hamites], e Negros da raça Núbia. Além da Segunda Catarata a população do Vale do Nilo, enquanto o domínio Egípcio Dinástico durou, foi inteiramente Negra.

Há muitas questões básicas que alguém teria que perguntar a este “estudioso”. Primeira: O que é uma “RAÇA NÚBIA?” Segunda: Qual grupo de pessoas é PURO e não “misturado” com outros seres humanos? Terceiro: Estaria o professor dizendo que os “Núbios” (os então-chamados povos mistos ou “Negros”) e os “Egípcios” (quem alguém é levado a assumir que eram diferentes de todos os outros Africanos; talvez uma RAÇA EGÍPCIA) nunca se relacionaram um com o outro e tiveram descendentes? Ou, está ele dizendo que havia uma barreira imaginária chamada RAÇA entre Egito e Núbia que impedia estes dois grupos nacionais de Africanos de coabitação intra-sexual e outros tipos de relações sociais? Provavelmente, é que o professor foi confundido pelo jargão racista de seus professores Europeus, a maioria dos quais eram Ingleses cujo principal interesse na história do Egito era a perpetuação do mito “Caucasiano” de que todo o Norte e Leste da África foram originalmente estabelecidos por “Caucasianos, Semitas e Camitas [Hamites].” Infelizmente, os seus [alunos] prodígios Africanos também se envolveram na perpetuação de uma imagem Caucasiana para o Norte da África.

Qualquer um prontamente deve ver que o Professor deGraft-Johnson tinha caído na mitologia de “CAMÍTICO [HAMITIC], SEMÍTICO, NEGRO” * que tem infectado totalmente o estudo e análise científica disciplinar nos vários domínios relacionados com as investigações sobre a história e pré-história Africana. Não só ele usa os coloquialismos racistas que subvertem a investigação científica básica comum a sua profissão, ele introduz suas próprias classificações estereotipadas de puro racismo – os “NEGROS DA RAÇA NÚBIA.”

[ * – A palavra “Negro” veio do Português. Ela também foi colocada em mapas do século 17 C.E. por outros Europeus de mentalidade colonialista na África Ocidental para coincidir com a mítica “Negrolândia” que eles tinham já estabelecido. (Veja os mapas seguintes nas páginas 679 e 680).]

Isso acontece com frequência a muito bem-intencionados estudiosos Africanos de qualquer disciplina que têm de depender de estrangeiros como as “AUTORIDADES” sobre cultura e história Africana. Pode-se apenas imaginar se as “AUTORIDADES” de que ele dependia o teriam usado, ou a qualquer outro Africano, como uma “AUTORIDADE” sobre a história Européia – mesmo que da história da pequena LITCHESTIEN? Há apenas uma razão principal para esta sabotagem; o professor não podia se eximir do papel de estudante Africano sob a tutela de seus professores e mestres coloniais Europeus. Esse tipo de manipulação do idioma Inglês foi projetado para remover todos os vestígios dos então-chamados “NEGROS” e “BANTOS” do seu patrimônio [heritage] em toda a África do Norte e torná-la Caucasiana (Européia). Dói mais quando descobre-se que os Africanos, muitos deles, ainda tagarelam a mesma história racista e estereotipada contra seu próprio povo, sem saber exatamente o que eles estão dizendo ou fazendo.

O livro do Professor J. C de-Graft-Johnson, AFRICAN GLORY [GLÓRIA AFRICANA], todavia, com exceção de sua aceitação de tais tipos de estereótipo, é uma compilação bastante instrutiva de informações para quem não está familiarizado com nenhuma história do Norte ou Oeste Africano; especialmente em áreas que envolvem a Igreja primitiva do Norte Africano, os Vândalos no Norte da África, alguns esboços dos Africanos, que se tornaram os primeiros mártires da Cristandade, e OS PADRES DA IGREJA, junto com muitos fatos sobre os três mais comumente conhecidos impérios do Oeste Africano que existiram na África antes da chegada dos missionários Cristãos de estilo-Europeu – Gana, Melle e Songhai. *

[* – É preciso lembrar que a ortografia dos nomes destes impérios varia intensamente. Estes (nomes) mostrados acima são de origem Africana.]

É lamentável que o professor estava envolvido neste tipo de hipótese histórica de siga o mestre. Ele deveria saber que, antes do século 17 da Era Cristã (E.C.), a palavra “NEGRO” não estava em uso em nenhum lugar em relação a qualquer dos povos do continente chamado de “ÁFRICA.” E, mesmo com a sua aceitação universal entre os Europeus e Europeu-Americanos, ele [o professor deGraft-Johnson], como um educador Africano, deveria ter recusado a dar-lhe honra [ao termo “NEGRO”]. É somente quando os Africanos se levantarem contra insultos à sua integridade e patrimônio cultural como homens e mulheres, que eles irão eventualmente controlar seu próprio destino.

Certamente, não havia nenhums “NEGROS” no Egito Dinástico. [este termo] “NEGROS” ainda não tinham sido fabricados pelo Português uma vez que não havia nenhum Português, ou quaisquer outros cidadãos Europeus e Europeu-Americanos que existem hoje, durante o período em que os Africanos tiveram suas dinastias ao longo das margens dos Rios do Nilo, ambos [Nilo] AZUL e [Nilo] BRANCO . [o termo] “Negros” são criados diariamente para lugares onde não havia nenhum por historiadores e antropólogos Europeu-Americanos; * Assim como “ÍNDIOS” foram criados pelas mesmos “AUTORIDADES” para as Ilhas do Caribe e Américas.

[* – Veja a nota Nº. 22 deste capítulo.]

É, portanto, muito difícil distinguir quem eram os “NEGROS” na história Africana, para dizer o mínimo, quando na verdade todos os dias algum grupo de Africanos é removido de “NEGRO” para “CAMITA” [“HAMITE”] e de “CAMITA” para “CAUCASÓIDE”: alguns até mesmo fazem todo o caminho até “CAUCASIANO “- que é o passo final para a PUREZA, pelo menos isso é o que está sendo implícito todos os dias nas instituições educacionais dos Estados Unidos da América.

Para um exemplo: Dizer que os ELAMITAS (originalmente Africanos da África Oriental), que se estabeleceram na Pérsia (Irã) eram “NEGROS” seria ridículo. No entanto, eles eram do mesmo povo Africano como os Africanos que se vê hoje em todo o continente Africano (isto é, os primeiros Egípcios e Etíopes dos anos-passados [yesteryears]). Qual é então a diferença, se existe alguma? A resposta é que os antigos Africanos, Asiáticos e os Europeus, não sofriam de NEGROFOBIA AGUDA e de indigestão de ENIGMA. Os antigos Europeus não sabiam que eram “CAUCASIANOS” – de pele-clara ou pele-escura. Esses termos [“Caucasiano”, “Negro”, etc.] foram projetados em sociedades muito posteriores (recentes) por pessoas muito doentes que estavam na necessidade de um sentimento de superioridade sobre os outros. Seu próprio sentimento de sua posição inferior ocasionou este senso de sentimentos, e promulgou o genocídio que era necessário para alcançar a posição que os fez sentir que na realidade eles eram, e são, SUPERIORES.

É preciso perceber que nenhum dos estereótipos acima, nem nada semelhante a eles, existia antes do “homem moderno” tornar-se um conquistador mundial. Esta posição foi melhor afirmada em um dos documentos históricos mais famosos do Egito lidando com a questão dos PRETOS ( “Negros, bantos”, etc.) no Egito, depois que aquela nação já estava ocupada e governada por invasores estrangeiros da Ásia e de mistura Europeu-Asiática. É claro que o período em que está sendo feito esta referência histórica precedeu a chegada dos atuais invasores Árabes que chegaram no Egito durante 640 E.C. (AH 18). Assim, mostra-se que Userteen II * (quinto Faraó da Vigésima Primeira Dinastia, conquistador de certas partes de Núbia – ALTO EGITO) erigiu sua estela em Samnah com a finalidade de barrar os Núbios ** a quem ele havia derrotado em batalha.

[* – Note-se que ele também é conhecido como Orsokon II. (Veja as páginas 42 e 160, de BLACK MAN OF THE NILE. Reinou de c. 870 – 847 A.E.C.)]

[** – Esses Africanos são chamados de “NEGROS” pela maioria dos educadores “Ocidentais”. Eles ocuparam a terra agora chamada Sudão. Eles também governaram todo o Egito durante vários períodos da história antiga.]

A inscrição também mencionou que ele tinha expulsado os Núbios de certas partes do Baixo Egito; e, que ele próprio não era indígena nem da Núbia nem do Egito (Kimit). O seguinte foi traduzido para o idioma Inglês a partir de seus Hieróglifos originais:

Eu sou o rei; (a minha) ** palavra é realizada. Minha mão executa o que minha mente concebe … Eu atribuo meu atacante …. O homem que se retira é um covarde vil; aquele que é derrotado em sua própria terra não é um homem. Assim são os Núbios. Ele cai à uma palavra de comando, quando atacado ele foge, quando perseguido ele mostra suas costas em retirada. Os Núbios não têm coragem, eles são fracos e tímidos, seus corações são desprezíveis. Eu os vi, não estou enganado sobre eles. Eu capturei suas mulheres, tomei os seus bens, Eu tapei os seus poços, Eu matei os seus touros, Eu colhi suas colheitas, Eu queimei suas casas. Estou falando a verdade …. Meu filho que mantém esse limite é de fato meu filho; aquele que permite que [este limite] seja empurrado para trás não é meu filho, e eu nunca gerei a ele. Eu erigi uma estátua de mim mesmo aqui, não só para o seu benefício, mas também que você deve fazer batalha por ele.

Obviamente Userteen II não deve ter feito sua própria lição de casa sobre os companheiros Africanos ele tinha acabado de conquistar, ou ele teria visto que os Egípcios também “deram as costas” para os Núbios na guerra. Mas, deve-se entender que este tipo de insultos eram sempre comumente lançados por um conquistador ou outro contra suas vítimas conquistadas, mesmo quando as vítimas eram os antigos conquistadores. Há muitos pontos fundamentais trazidos nesta inscrição que levam diretamente à atual questão de cor sobre “NEGROS” e “AFRICANOS AO SUL DO SAARA” (Pretos) no Egito, e quando é que eles chegaram lá; Também prova, no lado positivo, que eles estavam na África antes da chegada dos “CAUCASIANOS DE PELE-CLARA” do Professor Jeffreys. Uma explanação detalhada da proclamação do Faraó Userteen II segue:

1. A palavra “NEGRO”, nem qualquer coisa parecida com isso nunca foi mencionada; Isto, obviamente, não impede muitos historiadores “Ocidentais” de inseri-la em sua própria tradução e interpretação racista. Alguns deles usam a palavra “PRETO” [“BLACK”] em vez disso, que, neste caso, não é melhor do que “NEGRO”.

2. A palavra “NÚBIOS” tem sido usado para designar os Africanos indígenas da área adjacente às fronteiras do sul do antigo Egito. Esta área é hoje chamada de SUDÃO pelos invasores Árabes. Deve-se notar que em nenhum lugar na inscrição a palavra BRANCO é mencionada, e esta não deve ser assumida. Os povos do mundo antigo não lidam uns com os outros em termos de cores como o homem moderno em seu racismo; nem CAUCASIANOS foi mencionado.

3. NÚBIA era uma parte do ALTO EGITO durante os períodos do governo dos Egípcios do BAIXO EGITO sobre a planície do Vale do Rio Nilo. Da mesma forma, o EGITO se tornou parte de Núbia quando foi governado pelos Núbios.

4. “EU CAPTUREI SUAS MULHERES” foi a declaração direta de Userteen II. Por que é que conquistadores capturavam as mulheres de suas vítimas? Para estuprá-las. Quando elas eram estupradas a prole era tratada como qualquer dos filhos do vencedor. Certamente os Núbians fizeram o mesmo com os Egípcios, quando eles saíram vencedores.

5. Os insultos típicos lançados contra os perdedores Núbios eram os mesmos lançados contra muitas nações Européias por parte dos Gregos e Romanos. Mesmo Adolph Hitler e sua Alemanha Nazista empregou esta técnica na Segunda Guerra Mundial durante meados de 1940 E.C.
Quando os Romanos e Gregos menosprezavam seus inimigos Nórdicos de pele muito mais clara isso não faz dos loiros menos Europeus * do que os seus conquistadores morenos Europeus do sul. Por que a conquista e insultos no caso do Egito fariam dos Núbios menos Africanos do que os Egípcios?

[* – A Escala “racial” do E.U.A. é o melhor exemplo. Uma pessoa pode ser loira com cabelo dourado e ainda ser um “Negro”, de acordo com o censo padrão dos E.U.A. “Negro”, assim como “Caucasiano”, não é uma medida definitiva; nem é científico.]

6. Os Núbians têm sido descritos como tendo produzido um de Alta-Cultura (Civilização) digna de ser devastada por seus vizinhos Egípcios. Nada no Egito estava além do desenvolvimento que os Núbians tinham. Quando se olha para o mapa do Vale do Nilo, há provas abundantes de que muitas das estruturas restantes que foram geralmente atribuídas ao Egito eram de fato Núbias. Nota estes locais no mapa nas páginas ix; 682 e 684.

7. Este dado histórico refuta as histórias missionárias sobre os “NEGROS AFRICANOS NÃO PRODUZINDO QUAISQUER CIVILIZAÇÃO NA ÁFRICA ANTES DOS MISSIONÁRIOS CRISTÃOS EUROPEUS CHEGAREM À ÁFRICA”, etc. *

[* – Este tipo de propaganda ainda continua sendo pregada dentro e fora da África por missionários Cristãos da Europa, Grã-Bretanha e Estados Unidos da América.]

Os comentários acima por missionários Cristãos de estilo Europeu e Europeu-Americano eram, e ainda são, muito fáceis de contradizer, como Africanos também foram Papas da Igreja Católica Romana durante séculos antes da chegada do primeiro HOMEM BRANCO na África Ocidental, * muitos dos quais estabeleceram dogmas que ainda são usados pelo mundo da cCristandade. ** (Veja, J.C. de-Graft-Johnson, AFRICAN GLORY [GLÓRIA AFRICANA]; J.A. Rogers, WORLD’S GREAT MEN OF COLOR, Vol. I & II; HARMACKS, MISSION AND EXPANSION; Jane Soames, COAST OF BARBARY; Mrs. Steuart Erskine, THE VANISHED CITIES OF NORTH AFRICA; Agostinho (St.) CONFISSÕES; SOBRE DOUTRINAS CRISTÃS; e DeANIMA, de Tertuliano).

[* – Veja, “Liber Pontificals” (Livro dos Papas), p. 17, para o nascimento do Papa Victor; para Melchiades ‘(também conhecido como Miltíades) p. 40; para Galasius ‘, p. 110. (Como traduzido por L.R. Loomis, New York, 1916.) Veja também: J. C. deGraft-Johnson, AFRICAN GLORY; A. Weisberger, LES BLANCS d’Afrique (Os Brancos da África), p. 83, Paris, 1910. Ele detalhou as pessoas da área de onde estes papas vieram.]

[** – Veja Y. ben-Jochannan, “AFRICAN ORIGINS OF MAJOR WESTERN RELIGIONS” (“ORIGENS AFRICANAS DAS PRINCIPAIS RELIGIÕES OCIDENTAIS”).]

Refletindo de volta para o passado é também revelado que Pepi I – também conhecido como Merira (terceiro Faraó da Sexta Dinastia) – cooperou com os Faraós Núbios (Reis). Ele se juntou a um em uma aventura de grande sucesso na captura dos Hebreus da Palestina. Isso foi muito antes da Décima-Segunda (12º) Dinastia, quando houve sérios conflitos entre a Núbia e seu Estado irmã, Kimit (Sais ou Egito); que eventualmente levaram o Faraó Userteen II a atacar a Núbia e, finalmente, capturá-la. Isso é adicionado a prova de que os Núbios eram pessoas proeminentes e honradas na vida Egípcia, mesmo até o reinado de Userteen III. *

[* – (O livro) RUINS OF EMPIRES (RUÍNAS DE IMPÉRIOS) de Count C. Volney, descreveu os Africanos indígenas que ele conheceu no Egito no século 18 E.C. (D.C.) como sendo semelhantes ao “Negros” dos Estados Unidos da América. O Barão Denom fez a mesma observação ao descrever a Esfinge de Ghizeh em suas obras e pintura deste monumento. (Veja as páginas 149 e 243, de BLACK MAN OF THE NILE, 1971.)]

Outros documentos mostram que os Núbios estavam no Egito desde que os seres humanos ocuparam aquela terra. As principais diferenças entre os Egípcios e Núbios eram políticas e culturais, nada mais. (Veja, Sir E.A. Wallis Budge, BOOK OF THE DEAD (LIVRO DOS MORTOS); Count. C. F. Volney, RUINS OF EMPIRES; G.G.M. James, STOLEN LEGACY [LEGADO ROUBADO], J.A. Rogers, WORLD’S GREAT MEN OF COLOR, Vol. I;. Heródoto, AS HISTÓRIAS; Sir James Frazier, GOLDEN BOUGH, e Homer W. Smith, MAN AND HIS GODS).

Foi Heródoto (o cidadão Grego, que veio originalmente da colônia Egípcia chamada Jônia [Ionia] na Ásia Menor) ao descrever a maior estátua do mundo – a ESFINGE DE GHIZEH – que escreveu que esta foi:

. . . CONSTRUÍDA POR KHEOPS . . . .

Por que é que Heródoto chama Khufu pelo nome de “KHEOPS” ou “CHEOPS”?

Pela mesma razão que ele e outros Gregos chamaram o Faraó AHA (ou NARMER) pelo nome Grego – MENES.
A seguir, estão apenas algumas das razões básicas porque Heródoto e muitos dos outros Gregos e Romanos do mundo antigo se referiram aos antigos Africanos dos Vales do Nilo por nomes diferentes daqueles  que os Africanos deram a si mesmos.

1. Os Gregos da época de Heródoto não conseguiam pronunciar determinadas palavras da língua do Vale do Nilo (Egípcio em particular).

2. Heródoto recebeu sua educação dos Africanos indígenas do Egito (Kimit, Sais), enquanto ele era um estudante dos Mistérios do Egito. Lá ele esteve nos estudos de todas as disciplinas, incluindo “HISTÓRIA”, que a maioria dos historiadores “Ocidentais” e outros educadores atribuíram a ele como “PAI”. Ele teve que traduzir seu novo conhecimento para o entendimento de seus companheiros cidadãos Gregos * em termos e sons que eles pudessem compreender. Além disso, não havia caracteres Gregos suficientes no alfabeto Grego para produzir certos sons Africanos indígenas na construção de palavras da língua Grega.

[* – Heródoto não era de nascimento Grego. Ele era um Jônico.]

3. Existem fatos não-revelados [untold facts] conhecidos pelos Egiptólogos de hoje em dia sobre o Egito que os Egípcios da época de Heródoto mantiveram em segredo dele e de todos os outros cidadãos Gregos e Jônicos antes e depois dele. Deve ser entendido que certos segredos da sociedade Egípcia (eeligiosos, políticos, culturais, e outros) não poderiam ser revelados a Heródoto ou qualquer outro estrangeiro. Assim como hoje nos Estados Unidos da América, até mesmo à governos amigáveis não é permitido saber tudo o que os círculos-internos do governo estão fazendo ou pensando. Os Egípcios e outros povos Africanos do Vale do Nilo não eram diferentes a este respeito.

Recorde-se que Sir Ernest A. Wallis Budge escreveu os seguintes comentários em Inglês sobre pessoas como Heródoto:

“PESSOAS DE NASCIMENTO IGNÓBIL QUE VIERAM DE PARTES ORIENTAIS.”

Ele estava lidando com “PESSOAS” que eram estrangeiras para o Egito durante o reinado de invasão do Egito por Timaus. Sir Ernest estava citando as obras do historiador Hebreu (Judaico) – Flavius Josephus (c. 37 – 95 E.C. [D.C.]). Ele afirmou ainda que os invasores eram:

“ARIANOS”

Que também foram chamados de “REIS PASTORES” e “HICSOS”, e não de ÁRABES * como inferido por certos historiadores “Ocidentais”. (Veja, Sir Ernest A. Wallis Budge, Egito, p. 94). Os então-chamados “ARIANOS” também eram da mesma área que os Haribus vieram por volta de 1640 A.E.C. [a.C.] mas a sua chegada foi em 1675 A.E.C., o que provocou sérias dúvidas de que os Hicsos e os Haribus não tivessem nada em comum com relação à sua chegada no Egito.

[ * – Alguns historiadores têm tentado afirmar que os Hicsos eram da Europa. Na sua hipótese eles não conseguiram mostrar qualquer prova da civilização dos Hicsos na Europa. A localização mais precisa de sua civilização antes de entrar no Egito é, até o momento, (atualmente) chamada de “Oriente-Médio” (antigamente Ásia-Menor).]

A revelação acima sobre as pessoas da Ásia que invadiram Kimit (Sais, Egito) por volta do ano 1675 A.E.C. [a.C.], é claro, refresca a memória da grande batalha que foi travada contra esses invasores pelo príncipe Africano, Seqenenra III. *

[* – Este príncipe foi uma das principais personalidades a quem os historiadores Ocidentais atribuíram ao mítico “CINTURÃO NEGRO” do Egito (“BLACK BELT” of Egypt).]

Foi como um resultado direto desta batalha que o príncipe perdeu sua própria vida. A evidência da morte tão violenta que ele sofreu está preservada com sua múmia no Museu do Cairo, no Egito. Os seguintes detalhes são indicativos da referida agonia:

Sua mandíbula inferior está quebrada, crânio fraturado, e cérebro se projetando para além da caixa craniana. Sua língua está mordida, e um corte de punhal sobre um dos olhos.

A morte deste príncipe ocorreu durante 1580 A.E.C. [a.C.] (Décima-Segunda Dinastia – 1580 – 1340 A.E.C. [a.C.], Este é o mesmo ano em que o Faraó Ahmes I – o filho do Faraó Seqenenra III – subiu ao trono do Egito após a morte de seu pai. Foi também o Faraó Ahmes I que finalmente expulsou os invasores Hicsos de Kimit perseguindo-os por todo o caminho até a Palestina, colocando assim a cidade Hebraica de SHARUKHANA sob cerco total. Esta é a mesma cidade mencionada em Josué XIX, 6, da TORÁ Hebraica, como a cidade de Saruém [Saruhen]. Note-se que esta se encontra no ANTIGO TESTAMENTO Cristão, que é uma versão da TORÁ. Adicione isso ao fato de que a TORÁ hebraica, a BÍBLIA SAGRADA, e o ALCORÃO [KORAN or Quran] dos Muçulmanos (Moslems ou Muslims), são fontes de dados sobre os Africanos indígenas de toda a história do continente da África (ALKEBU-LAN). Estas obras são parte e parcela dos materiais que compõem o que hoje está sendo chamado de “HISTÓRIA PRETA” e/ou “ESTUDOS NEGROS” [“BLACK HISTORY” and/or “BLACK STUDIES”] e não “HISTÓRIA NEGRA” [“NEGRO HISTORY”]. Mas, na realidade, tais estudos deveriam ser uma parte do DEPARTAMENTO DE ESTUDOS AFRICANOS em todos os lugares, assim como eles são em outros então-chamados “DEPARTAMENTOS, OU ESCOLAS, DE ESTUDOS ÉTNICOS.

As páginas da história revelam que os “caucasianos de pele-clara” (Europeus e Europeu-Americanos) do Professor Jeffreys, e outros como ele, realmente não se estabeleceram em KIMIT (Sais ou Egito) até a entrada de Alexandre “o grande” (o filho de Filipe da Macedônia), como conquistador, muito posteriormente no ano 332 A.E.C. [a.C.] É preciso lembrar, porém, que o líder da invasão, Alexandre, dependia em grande parte, dos Africanos indígenas do Egito por sua ajuda em expulsar os então existentes escravocratas dos Africanos – os Persas. Isso só foi possível porque os Africanos desprezavam os Persas muito mais do que desprezavam os recém-chegados, que eram, em todos os sentidos da palavra, também invasores e conquistadores. Deve ser entendido, neste ponto, que a referência habitual feita por certos educadores “Ocidentais” quanto à composição “racial” dos Persas (Morenos [Brown]) não tinha nada a ver com a preferência dos Africanas pelos Gregos (Brancos). Os Africanos juntaram-se à expulsão dos Persas por causa da barbárie do domínio Persa naquele período da história humana.

No entanto, este período revelou-se o início do governo dos “CAUCASIANOS DE PELE-CLARA” sobre os Africanos do Egito (no ALTO e BAIXO Egito.) Este foi também o início do fim do domínio dos africanos indígenas em Kimit (Sais, Egito). Este viria a ser o início da grande iluminação Grega no SISTEMA DE MISTÉRIOS AFRICANO das Altas-Culturas do Vale do Rio Nilo, e o centro de grande aprendizagem institucionalizada para os estudantes Gregos que foram importados justamente para essa finalidade por Aristóteles. Deste ponto em diante, até o presente Século XX EC [d.C.], os Africanos da África do Norte, a maioria dos quais são chamados de “NEGROS, BANTUS, AFRICANOS-AO-SUL-DO-SAARA, NEGROS AFRICANOS, NIGGERS, HOTENTOTES, e uma série de outros nomes de rotulagem Européia e Europeu-Americana, tiveram de suportar todo tipo de confrontação desumanizante com seus conquistadores Asiáticos (Árabes) e subsequentes Europeus. Deste ponto em diante eles também foram obrigados a se dispersar por todo o sul do que é hoje notoriamente chamado de – “ÁFRICA AO SUL DO SAARA.”

A morte Alexandre “o grande” trouxe de volta para Kimit a mesmo governo assassino que os igualmente cruéis Hicsos e Persas haviam empregado contra os povos Africanos do Nilo antes de eles serem finalmente expulsos do norte da África. Por exemplo: A partir da linhagem dos Ptolomeus (descendentes do General Soter, que declarou a si mesmo “FARAÓ DE TODO O EGITO” com a morte de Alexandre “o grande”, e nomeou-se “PTOLOMEU I, vieram os ditadores do Egito. Todos eles estavam em direta revolução e rebelião contra o governo na Grécia, uma vez que Ptolomeu I recusou-se a governar o Egito em nome do irmão de Alexandre – Principe ARRIDEU [ARRHIDAEUS] – o segundo filho de Filipe da Macedônia, pai de Alexandre. Esta usurpação da entidade colonial dos Gregos, o Egito, por Gregos e outros mercenários que anteriormente serviram sob Alexandre “o grande”, provocou o início do pior “BANHO DE SANGUE” nos mais de quarenta mil anos de história registrada e pré-registrada do Egito. Esta foi a maior contribuição dos Gregos para o trono e história Egípcios. A crueldade os Ptolomeus introduziu também o fim do Egito Dinástico e Faraônico. Os seguintes destaques cronológicos são muito poucos dos principais incidentes do comportamento mesquinho [niggardly behavior] dos Ptolomeus (mistos de Europeus-Africanos – começando com o general Soter, Ptolomeu I, e sua esposa Africana, até e incluindo Ptolomeu XIV – Cesarion, filho do imperador Júlio César com a rainha Cleópatra VIII – filha de Ptolomeu XIII).

UMA CRONOLOGIA DO “BANHO DE SANGUE” DOS GREGOS NO EGITO ANTIGO

(a)   311 AEC [a.C.], Alexandre II ( “o grande“) morreu misteriosamente.

(b)   306 AEC [a.C.], o general Soter, ex-Alto Comando de Alexandre, e governador do Egito para Alexandre, proclamou-se FARAÓ DE TODO O EGITO e tomou para si o título de PTOLOMEU I. Foi esse mesmo Soter, que, com Aristóteles, saqueou as bibliotecas e lojas do Sistema de Mistérios. *

[ * – Consulte o Capítulo IX – ORIGEM AFRICANA DA FILOSOFIA GREGA – para detalhes sobre como Aristóteles e outros estupraram o Egito]

(c) Ptolomeu II (Philladelphus) filho de Ptolomeu I (General Soter e uma princesa Africana – Hadra – de Kimit (Egito) Ele começou [a construir] o FAROL DO FARAÓ [PHARAOH LIGHTHOUSE] [Farol de Alexandria]. Esta estrutura tornou-se uma das “MARAVILHAS DO MUNDO.” Durante o mesmo período, o Hebreus e os Gregos supostamente traduziram a TORÁ Hebraica do Hebraico para o Grego. A TORÁ também é conhecida como o “ANTIGO TESTAMENTO” dos Cristãos. Foi também durante este período que o Africano-Europeu – (de ascendência Grega e Egípcia) – Maneto [Manetho] – publicou sua cronologia histórica chamada DINASTIAS.  A Obra integral em que a cronologia foi publicada é chamada “HISTÓRIA DO EGITO.” * Este foi o único período criativo verdadeiro do governo colonial dos então-chamados “Caucasianos de pele-clara” do Professor Jeffreys em Kimit.

[* – Veja “História do Egito” de Maneto (Manetho) (A história cronológica do Egito dinástico).]

(d)   O início da desintegração do Estado grego em Kimit. Também, os últimos dias dos incontáveis assassinatos e intrigas palacianas  dos Ptolomeus com a família real se voltando contra si mesma. Isso começou com Ptolomeu IX derrubando seu irmão – Ptolomeu VIII.

(e)   Ptolomeu X assassinou sua esposa – Cleopatra Bernice.

(f)   Ptolomeu XII afugentou sua irmã – Cleópatra VIII – para fora de seu trono. Ele fez com que seu tutor – Pompeu [Pompey] – fosse morto poucos dias antes da batalha de PHARSALIA.

(g) Júlio César [Julius Caesar] restabeleceu a destronada Cleópatra VIII em seu trono, em 47 AEC. [a.C.]. Esta mais infame Faraó (Rainha) era de filiação Européia (Grega, Branca) e Africana (Egípcia, Preta). Sua linhagem “Caucasiana” vinha do General Soter (Faraó Ptolomeu I); sua linhagem Africana vinha da esposa de Ptolomeu – Princesa Hadra. Todos os Ptolomeus descenderam deste princípio.

(h)   Ptolomeu XII foi assassinado. Ele foi afogado nas mãos de sua própria irmã – Cleópatra VIII.

(i)   Ptolomeu XIII foi nomeado Co-Regente com Cleópatra VIII. Ela imediatamente a seguir planejou e ajudou na sua execução.

(j)   Júlio César (Imperador de Roma e governante colonial sobre o Egito, etc.) indicou seu filho Ptolomeu XIV, (também o filho de Cleópatra VIII), – chamado CESARION, para governar em conjunto com sua mãe como Co-Regente.

(k)   Cleópatra VIII cometeu suicídio depois de ter sido descoberta em uma conspiração com Marc Antonio (Marco Antônio) para assassinar Júlio César.

(l)   Octavianus, mais tarde chamado AUGUSTO CÉSAR [AUGUSTUS CAESAR], derrotou Marc Antonio na BATALHA DE ACTIUM durante o ano 30 AEC. [a.C.]. Nesta conjuntura o fim para os Faraós (Reis e Rainhas) Africano-Europeus (Egípcio-Gregos) tornou-se realidade. Kimit, que os antigos chamaram de “SAIS” e os Haribus (Hebreus) renomearam “EGITO”, se tornou uma PROVÍNCIA Romana sob o domínio direto do César em Roma. A glória que foi uma vez aquela das Altas-Culturas Africanas dos vales do Nilo e Grandes Lagos em Kimit tinha ido embora para sempre. Os Africanos indígenas, chamados hoje de todos os tipos de nomes pejorativos, tais como –”NEGROS, BANTUS, AFRICANOS AO SUL DO SAARA, NEGRO AFRICANOS, HOTENTOTES, PIGMEUS”, etc., nunca foram capazes de recuperar sua terra natal [homeland]; a grande maioria deles tinha sido expulsa para o sul, para a Núbia (Sudão), Kush (Etiópia), Uganda, Kongo (Congo), e outras partes do Sul ao longo de Alkebu-lan. Consulte a página 313 para a cronologia atual por datas para as sucessões de Ptolomeu I até Ptolomeu XV.

A informação anterior contém suficiente material de fundo pertinente para entrar nos atuais estudos da história da Mãe África, ALKEBU-LAN. No entanto, é muito mais vantajoso olhar um pouco mais fundo no passado da África, para que que, de uma vez e por todas, os NEGRÓFOBOS e a NEGROFOBIA possam ser colocadas [sepultadas] em seu lugar de descanso final [túmulo] na história. Então, esperançosamente, historiadores Africanos, Africano-Americanos e Africano=Caribenhos e outros escritores vão escrever sobre o seu patrimônio [heritage] no norte e leste da África. Somente neste momento a verdadeira história do seu passado será acuradamente e vigorosamente apresentada em sua perspectiva correta.

H. G. Wells, em seu livro, A SHORT HISTORY OF THE WORLD [UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO], pp. 49-50, foi movido a escrever o seguinte parágrafo em relação ao racismo que torna os Africanos do Egito “CAUCASIANOS, SEMITAS, CAMITAS [HAMITES]”, e outros [termos]; todos os quais supostamente não tinham nada a ver com “OS AFRICANOS AO SUL DO SAARA.”

Temos que lembrar que a raça humana pode cruzar-se livremente e que eles se separam, se misturam e se reunem como as nuvens o fazem. Raças humanas não ramificam-se como árvores com ramos que nunca se reunem novamente. É uma coisa que precisamos ter sempre em mente, esta remistura [remingling] de raças em qualquer oportunidade. Isto vai nos salvar de muitas ilusões e preconceitos cruéis se assim o fizermos. As pessoas irão usar uma palavra tal como raça, se o fizermos. As pessoas irão usar uma palavra tal como raça da maneira mais baixa, e basear a generalização mais absurda em cima desta. Eles irão falar de uma raça “Britânica” ou raça “Européia”. * Mas quase todos os países Europeus são misturas confusas de elementos morenos [Brownish], brancos-escuros [dark-white] e Mongóis.

[* – O atual uso imprudente do termo “raça” é muito pior do que era na época de H. G. Wells. O uso de hoje faz de cada grupo nacional uma “raça de pessoas”, etc.]

A observação H.G. Wells minou claramente a teoria racista dos Jeffreys e Wiedners que desenvolveram o seu mito do norte da África “CAUCASIANO” sob a proteção da palavra “hipótese”. Ele mostrou que os Europeus, assim como todos os outros povos do mundo, são uma combinação de misturas de todos no mundo. E, que o uso indevido comum da palavra “raça” é intencional; propositadamente disposto e manipulado por aqueles que estão na posição de ter outros drogados por este. Ele não se esqueceu das várias invasões da Europa, e os períodos coloniais, pelos MONGÓIS da longínqua China e Mongólia. Que a maioria de toda a metade oriental do continente chamado “EUROPA” foi Mongolizado; assim como os Europeus começaram sua Europeização dos Africanos em 1830 E.C. [d.C.]

Foi, de fato, um dia muito triste quando os criadores do repugnante termo – “raça” – introduziram-no à humanidade como uma “explicação científica” para as diferenças físicas aparentes, o que é apenas de valor nominal. Esta diferença, que também é chamada de “AGRUPAMENTO ÉTNICO” [“ETHNICAL GROUPING”], como mais uma tentativa de contornar a viciosa terminologia – “raça”, só é válida para aqueles que precisam do apoio da muleta que esta lhes traz. Entre os desprezíveis termos, RAÇA e ÉTNICA, com o termo “RELIGIÃO” acrescentado, a humanidade criou o abismo que irá, um dia, ajudar a destruir tudo o que ela agora chama de “VIDA CIVIL.” [“CIVIL LIVING”] *

[ * – Veja, “Mein Kampf” de Adolph Hitler, ou o “apartheid” da África do Sul. No caso deste último “Deus criou os Negros Bantos para servir ao homem branco“, etc. No caso do primeiro, colocava qualquer um que não fosse um “Ariano”  como um escravo, tornando, assim, milhões de Europeus semelhantes aos “Negros” que eles consideravam seu inferior.]

Isso certamente vai acontecer, caso a sanidade continue a escapar do homem, enquanto o racismo e a intolerância permanecem no controle dos patológicos historiadores e outros educadores que servem a seus semelhantes [companheiros] e tripudiam e definham na privação cultural e tortura física de outros que são agora seus colonos ou neo-colonos conquistados.

A África, hoje, ainda está sendo sistematicamente violada espiritualmente, materialmente, economicamente, politicamente e de todas as outras formas imagináveis sob o sol; em parte, devido a causas e efeitos resultantes da [dos termos] “RAÇA” e “RELIGIÃO”. O primeiros comerciantes de escravos da Europa, e mais tarde dos Estados Unidos da América para a África Ocidental, Oriental, Austral e Central, e os chamados MISSIONÁRIOS CRISTÕS – a maioria dos quais pouco sabiam e menos se importavam sobre o Cristianismo como este foi do Norte da África para a Europa (Roma) com os dois males. No entanto, a destruição das religiões indígenas Africanas fez a confusão explodir na África, * o resultado final sendo o desarranjo metafísico da mente do Africano.

[* – Veja, “A Modern Slavery” (“Uma Escravidão Moderna”) de H. Nevinson; “The Dark Continent” (“O Continente Negro”) de H. M. Stanley; “The Planting of Christianity in África” (“A Plantação do Cristianismo na África”) de C. P. Groves; “Capitalism and Slavery” (“Capitalismo e Escravidão”) de Eric Williams; e “The Rising Tide of Color” (“A Maré Crescente da Cor”) de L. S. Stoddard.]

Somado a este dilema estava a conversão forçada do Africano para o Cristianismo de estilo Europeu e para o Islamismo de estilo Asiático; começando a partir do ano 640 E.C. [d.C.] ou 18AH com a invasão Muçulmana do norte da África; seguida pela invasão do Norte da África pelos Franceses e outros Europeus, no ano de 1830 E.C. [d.C.], continuando até os dias atuais, e tem-se o que é mais comumente referido como o desencantado, desorganizado, desnudado e desumanizado “…AFRICANO COM UMA MENTALIDADE EUROPÉIA.” Tal “CORPO” é também chamado de outra maneira, “NEGRO”. Portanto, “NEGRO DA ÍNDIA OCIDENTAL, NEGRO AMERICANO, NEGRO AFRICANO, NOSSO NEGRO,” e mais uma série de outros “NEGROS” são criados para servir a quaisquer condições que negam às mesmas pessoas de origem e nascimento Africanos e o seu patrimônio do Norte e Leste Africano [North and East African Heritage]. Seria melhor compreender o quão baixo os homens têm afundado em sua tentativa de menosprezar as pessoas que eles têm rotulado “NEGROS”.
A este respeito o Dr. Lothrop S. Stoddard, um dos então-chamados “AUTORIDADES SOBRE ÁFRICA”, em seu livro, THE RISING TIDE OF COLOR [A MARÉ CRESCENTE DA COR], p. 90, escreveu o seguinte:

                Desde a primeira vista, vemos que, no Negro, estamos na presença de um ser profundamente diferente não apenas dos homens brancos, mas também daqueles tipos humanos que descobrimos em nossas pesquisas dos mundos marrom e amarelo [brown and yellow worlds]. O Negro é, na verdade, nitidamente diferenciado dos outros ramos da humanidade.

Antes de continuar com [a apresentação de] seu estado óbvio de Negrofobia, devemos olhar para o fato de que este homem até criou mundos de várias cores; Assim, o “…OS MUNDOS MARROM E AMARELO.” [“BROWN and YELLOW WORLDS.”] Ele está já estabelecendo que o “NEGRO” nem sequer é humano como as raças Marrom (Morena) [Brown] ou Amarelas [Yellow], muito menos como a “GRANDE RAÇA BRANCA” sobre a qual tem se ouvido muito nas páginas da história escrita por seus companheiros “Caucasianos de pele-clara.” Tudo isso torna-se óbvio conforme o bom médico prosseguia:

Sua qualidade excepcional é a vitalidade animal super-abundante. Nisso, ele facilmente supera outras raças. Para esta, ele deve o seu emocionalismo intenso. Para esta, mais uma vez, é atribuida a sua extrema fecundidade, o Negro sendo o mais rápido dos procriadores. Esta vitalidade abundante mostra-se de muitas outras maneiras, tais como a capacidade do Negro para sobreviver a duras condições de escravidão em que outras raças sucumbiram.

Mais uma vez, tornou-se necessário interromper o bom médico. Isso deve ser feito, a fim de analisar a tese principal sobre a qual a América-Européia tem baseado seus principais temores sobre a “…EXTREMA FECUNDIDADE…”, etc., do homem “Negro“. A “…VITALIDADE ABUNDANTE…”, etc., que o “Negro” supostamente tem, é suposta por torná-lo como um leão ou macaco e não um ser humano, é o que se obtém a partir desta “autoridade” sobre “NEGROS” e NEGROFOBIA. O fato de que ele se sentia tão inferior, por causa da sua BRANCURA [WHITENESS], não deveria ter sido atribuído à VITALIDADE dos Negros ou no fato de que eles foram capazes de “…SOBREVIVER A DURAS CONDIÇÕES DE ESCRAVIDÃO SOB AS QUAIS OUTRAS RAÇAS SUCUMBIRAM.”
Com relação a esta última referência, entre outras, o bom médico continuou:

                Por último, nos cruzamentos étnicos, o Negro exibe impressionantemente sua prepotência, pois o sangue negro [black blood], uma vez entrando em um estoque humano, parece nunca realmente produzir para fora novamente. *

[ * – Aqui reside a base para a maioria dos linchamentos de homens “Negros” nos Estados Unidos da América por meramente “ter olhado” para mulheres “Caucasianas”.]

Alguém deve realmente se apiedar de homens como o Dr. Stoddard que, em vez de mostrar que o seu “NEGRO” era inferior ao seu “HOMEM BRANCO”, na verdade, exibiram realmente a superioridade dos “NEGROS” sobre os BRANCOS. Isto também leva alguém a se perguntar como pode um homem que possui o mais alto grau de uma instituição de ensino superior (mesmo no “Mundo Ocidental”) pode outorgar, e prodigalizar tais clichês estereotipados e direta  ignorância racista em suas declarações públicas, tal como você tem acabado de testemunhar na conclusão do Dr. Stoddard sobre seu então-chamado “NEGRO”. Devido a tais declarações, no entanto, pode-se facilmente entender por que há tanto medo entre os homens Europeus e Europeu-Americanos da contraparte Africana e Africano-Americana, como mencionado anteriormente. Pois é de declarações tais como a do Dr. Stoddard que a sociedade Anglo-Saxônica Judaico-Cristã Greco-Orientada Européia e Europeu-Americana é alimentada hoje em dia, e foi assim nutrida ao longo dos últimos 400 anos. *

[ * – A reação aos “potenciais sexuais brutais” que os homens “Negros” são supostos por ter em “abundância” traz a pergunta habitual branco-Americana… “Você gostaria que sua filha se casasse com um Nigger”? A palavra “Nigger” seria [substituida pela palavra] “Negro”, dependendo de em qual parte dos Estados Unidos da América a pergunta é feita; ou tipo de encontro [gathering] em cada área do país geograficamente.]

Isto é especialmente verdadeiro ao longo dos anos mais formativos da vida de todos e cada jovem Branco Americano em sua igreja, sinagoga, mesquita, templo, escola, local de emprego, instituição de ensino acadêmico, e todos os outros locais de experiências da vida cotidiana , desde o berço até a sepultura; principalmente por causa de homens como os Stoddards que os fazem temer que um dia este tipo de “NEGRO” especificado neste dogma racista venha a tomar as mulheres “lírio-brancas” da Europa e das Américas e faça-o de tal modo que a “GRANDE RAÇA BRANCA,” nunca mais será capaz de “…REALMENTE REPRODUZIR PARA FORA NOVAMENTE…      ” tal “…SANGUE NEGRO.” [“BLACK BLOOD.”]  É claro que “SANGUE NEGRO” [“BLACK BLOOD”] é algo que os Africanos não querem de forma alguma. Tal tipo de sangue seria perigoso para qualquer pessoa. O “Sangue negro” deve estar cheio de todos os tipos de coisas que O SANGUE VERMELHO não tem. A maioria das pessoas negras se contentará com SANGUE VERMELHO ou com nenhum em absoluto, uma vez que eles só conhecem desse tipo; e eles são os únicos que são supostos por ter se originado a partir de seres menos do que humanos, de acordo com o bom doutor.

É preciso também entender que os Haribus (chamados erroneamente Judeus) * alegaram ter sobrevivido à cativeiro em Kimit (Egito), *2 Igualmente os Inglêses sob os Romanos – incluindo o período em que os Africanos indígenas, Septimus Severus e seu filho Caracalla, foram imperadores de Roma.

[ * – A palavra “Judeus” [“Jews”] deriva da palavra “Judá” [“Judah”], uma das tribos Haribus (Judaicas) mencionadas na Torá Hebraica (Bíblia, Cinco Livros de Moisés, Velho Testamento). Por conseguinte, Povo Judeu [Jewish People], ou da Tribo de Judá [Tribe of Judah].]

[ *2 – Os Judeus não poderiam ter estado envolvidos em um ÊXODO do Egito para uma terra livre. O Egito controlava toda a terra ao seu redor durante esse tempo.]

Será que eles também sobreviveram à ira e à escravização dos conquistadores por causa da habilidade EXCEPCIONAL SEXUAL EXTREMA [EXTREME SEXUAL PROGENATION] de acordo com a teoria do Dr. Stoddard?

Se alguém está por concluir que este é o caso, então é necessário ter algum tipo de fatos científicos submetidos para provar as conclusões definitivamente não-científicas do Dr. Stoddard e do Professor Jeffreys * sobre os então-chamados “NEGROS.”

[ * – Ver declarações de ambos os homens em outras páginas de BLACK MAN OF THE NILE (HOMEM PRETO DO NILO).]

Mas, nestes dias da filosofia do tipo sobre-humano “HOMEM MODERNO”, “CAUCASIANO DE PELE-CLARA” e “HERRENVOLK” [esta filosofia] de que “O HOMEM BRANCO DEVE REINAR SUPREMO,” é obviamente claro que as teorias racistas de homens como Stoddard, Wiedner e Jeffreys deverão continuar a ser a base sobre a qual os filhos e filhas da África continuarão a ser processados e perseguidos.

Não vamos nos esquecer de que Aristóteles * disse uma vez:

“AQUILO QUE NÃO É GREGO É BÁRBARO. . . ,” etc.

[ * – Ele foi creditado com muitas outras observações racistas em suas supostas obras, muitas das quais antecedederam ele.]

Hoje, o racismo de Aristóteles está sendo ecoado como:

“AQUILO QUE NÃO É O HOMEM MODERNO OU CAUCASIANO DE PELE CLARA E ESCURA * É SUPERSEXUADO [OVERSEXED], CANIBALÍSTICO E SUBUMANO E SERVE SOMENTE PARA SERVIR COMO UM ESCRAVO, ETC.

[ * Europeus e Europeu-Americanos (Brancos).]

Em muitos casos, historiadores e outros educadores da Europa e América-Européia ainda não consideram os povos de nascimento e/ou origem Africana como sendo humanos, ou mesmo subumanos. Isto foi melhor observado na Constituição Federal dos Estados Unidos da América; um documento que proclamou por gerações que ele nasceu de…

[UM] POVO AMANTE-DA-LIBERDADE EM UMA TERRA DOS LIVRES E LAR DOS VALENTES. . . .

Todas estas palavras não têm qualquer relação com os Africanos ou Africano-Americanos, no momento em que foram escritas, e muito pouco vem a suportar neste mesmo exemplo na realidade e na prática, uma vez que também não considera os Africanos, que eram na época [considerados como] propriedade [chattel] seres não-humanos. *

[ * – “Negros Americanos” eram propriedade (escravos fiduciários) [chattel slaves] no momento da elaboração e aprovação da Constituição Federal dos Estados Unidos. A maioria dos signatários deste documento eram donos de escravos, incluindo o “primeiro presidente” dos Estados Unidos – George Washington. A Décima-Quarta Emenda [Fourteenth Amendment] do referido documento tornava o “Negro” um ser humano; pelo menos é isso que a Emenda implicava.]

Isto era tão verdade que o “Pai dos Estados Unidos da América,” GEORGE WASHINGTON, vendeu alguns de seus escravos Africanos para outros Europeus em Barbados, Índias Ocidentais Britânicas (Caribe), por algumas barris de rum logo após os Brancos das Colônias terem tornado-se livres dos Brancos da Grã-Bretanha.

E parece que a maioria dos Europeu-Americanos prefeririam que aqueles dias ainda estivessem aqui hoje, uma vez que eles não estão dispostos a remover o seu estado mental da antiga posição oficial sobre a escravidão mantida por seu governo antes da anexação da DÉCIMA QUARTA (14ª) EMENDA para a Constituição Federal dos Estados Unidos da América. Eles ainda acham que os Africanos e Africano-Americanos são os seus “NEGROS” para segurar, possuir, e manter para sempre.

A questão sobre quem era, ou é, um Africano; e qual tipo de Africano ocupava qual área da África, tem incomodado Europeus e Europeu-Americanos defensores do CAUCASIANISMO por muitos séculos. Mesmo o honrado historiador e egiptólogo, Sir Ernest A. Wallis Budge, na sua obra intitulada EGYPT [EGITO], nas páginas 21 e 22, foi obrigado a escrever o seguinte:

O NATIVO HISTÓRICO DO EGITO, TANTO NA VELHA QUANTO NA NOVA IDADE DA PEDRA, ERA AFRICANO. *

[* – Esta afirmação refuta completamente as posições dos Professores Jeffreys, Dr. L. Stoddard, e outros que diziam que “NENHUM” (Africano) “viveu na Idade da Pedra Era”.]

Por mais estranho que possa parecer, o mesmo Sir Wallis Budge, em muitas de suas obras indicou que os Egípcios não eram NEGROS, mesmo que eles fossem Pretos, mas podem ter tido estirpe Negróide [Negroid strain]. Sir Wallis Budge continuou:

. . . HÁ MUITAS COISAS NOS MODOS E COSTUMES E RELIGIÕES DOS EGÍPCIOS HISTÓRICOS, ISTO É, DOS TRABALHADORES DA TERRA, QUE SUGEREM QUE O LAR ORIGINAL DOS ANCESTRAIS PRÉ-HISTÓRICOS ERA UM PAÍS NAS PROXIMIDADES DE UGANDA E PUNT. *  **

[ * – Ambos os países estão localizados em torno do centro-leste da África.]

[ ** – A conclusão de Sir Wallis Budge tem sido afirmada por centenas de anos por escritores Africanos e tradicionalistas orais. Recentes descobertas arqueológicas e outros artefatos e estruturas existentes ao longo das (mais de) 4.100 milhas do Vale do Rio Nilo provaram este ponto. Estes fatos são de conhecimento comum para “educadores” na área; mas política e preconceitos fazem com que muitas dessas verdades sejam sufocadas. Puanit, ou Punt, localizava-se onde os Somalis, partes do sudeste da Etiópia e nordeste do Quênia ocupam agora.]

As citações que acabamos de referir de EGYPT [EGITO] Egito de Sir Wallis Budge certamente anulam a geográfica linha de demarcação do Professor Jeffreys em relação à sua hipótese de origem dos “CAUCASIANOS” “DE PELE-CLARA” e “DE PELE-ESCURA” (Homem Moderno, Europeus e Europeu-Americanos, Pessoas Brancas [White People]), descrita no mapa do Dr. Donald L. Wiedner que ele intitulou “ETNOGRAFIA DA ÁFRICA ANTES DE 300 A.C.,” apresentado na página       deste volume.
Pois ambos estes homens incluíam os Africanos indígenas que eles chamam de “AFRICANOS AO SUL DO SAARA, BANTOS, NEGROS,” etc.; a maioria destes Africanos são indígenas ao solo do Quênia, Punt (a área que a atual República da Somália e a Somalilândia Francêsa ocupam) e Uganda. No momento em que a história Egípcia era os registros de eventos de exclusivamente Africanos indígenas, muito do que é hoje chamado de República da Tanzânia (Tanganyika) era apenas uma parte de Uganda. Por que esta delimitação geográfica é tão importante hoje? Porque é nesta área que o mais antigo fóssil conhecido de um “homem semelhante-a-macaco” ou “macaco semelhante-a-homem” com o nome de ZINJANTHROPUS BOISIE * foi descoberto pelos Drs. Mary e Louis S. B. Leakey. Por que é que esta descoberta de um fóssil é muito mais importante do que todos os outros fósseis do tipo a serem encontrados na África, Ásia, Austrália ou na Europa? Este tem, até à data, provado ser o mais antigo conhecido “ELO ENTRE O HOMEM COMO O CONHECEMOS HOJE E SEUS MAIS ANTIGOS ANCESTRAIS, DESDE O INÍCIO DA EVOLUÇÃO DO HOMEM ATÉ AO QUE ELE É [HOJE].”Se isso é verdade, e é isso que os fatos provaram ser, então, pode-se entender por que há tanta pressa para reivindicar o “CONTINENTE NEGRO” que os Europeus e Europeu-Americanos durante séculos haviam concluído ser somente ocupado por SELVAGENS, POVOS INCIVILIZADOS, NATIVOS, CANIBAIS, PRIMITIVOS, e outros que não estavam aptos para a civilização. Estas reivindicações foram apenas rescindidas com respeito à “EUROPEUS”, que muitos têm camuflado com o termo “CAUCASIANO”, a fim de apanhar a cultura e a história dos Africanos desta região da África; tudo no processo de também apanhar [cooptar] o ZINJANTHROPUS BOISIE.

[ * – Aqueles que afirmam que “Caucasianos” e “Semitas” ocuparam o vale do Nilo antes dos atuais Negros (Africanos, e não os Africanos Arabizados) apresentaram apenas teorias, nenhum fato, qualquer que seja.]

Pode-se apenas imaginar quando os Vales do Nilo (Nilo Azul e Nilo Branco, também o Rio Atbara) serão submetidos a re-identificação por aqueles que são responsáveis por fazer CAUCASIANOS a partir de AFRICANOS. Eles também irão alterar o Rio Nilo do seu fluxo em direção ao norte, e interrompê-lo de sua fonte em Uganda e Etiópia, ambas terras dos Africanos indígenas que são hoje chamados de “NEGROS” e “BANTOS”. Mas eles vão continuar a deixá-lo passar pelo Sudão entre os Núbios, porque eles [os Núbios] foram considerados por terem sido os “NEGROS” dos dias de kimit (Egito) Dinástico e Pré-Dinástico. Em outras palavras, deveria, mais uma vez, haver uma outra situação em que os CAUCASIANS viveram e se originaram em Kimit e Uganda, mas no Sudão (Núbia ou Meröwe) os “NEGROS” poderiam mais uma vez viver e ter se originado lá. Certamente isso é confuso. É mais do que confuso. Mas, esta é a altura das hipóteses racistas que estão ainda sendo divulgadas por educadores Europeus e Europeu-Americanos e seus Africanos sob estudos com o pretexto de disciplina acadêmica. É uma disciplina que exige que todos aqueles que desafiem este tipo de racismo devam fazê-lo sem apresentar quaisquer sentimentos emocionais em seu trabalho. Isso por si só é hipócrita e subjetivo, pois ninguém pode escrever sobre qualquer coisa sem demonstrar emoção. O simples fato de o escritor pensar em escrever, por si só, inicia os processos emocionais que são necessários para produzir qualquer coisa. Além disso, dizer que um trabalho é “Uma APRESENTAÇÃO IMPARCIAL” [“An UNBIASED PRESENTATION”] de qualquer coisa é em si mesmo TENDENCIOSO [BIASED].
Ninguém pode ser totalmente isento dos preconceitos do mundo em que ele ou ela vive e escrever completamente livre dos efeitos da estirpe que os locais do ambiente colocam sobre ele ou ela. É por estas mesmas razões que o conteúdo deste volume carrega o testemunho da história como visto através dos olhos de uma pessoa de origem Africana. Isto não pode ser feito a partir dos olhos de uma pessoa de origem Européia; por mais que ele ou ela quisesse ser imparcial ou sem preconceito. Então, assim como os Rios do Nilo fluem para o Norte, assim os Africanos indígenas da África viajaram para o norte com o fluxo das águas do Nilo até que eles chegaram ao que hoje é chamado de Egito e construíram suas Elevadas-Culturas (civilização). Tudo isso eles fizeram antes da chegada do primeiro “CAUCASIANO” na África.

No que diz respeito à identidade dos Africanos, especialmente aqueles da África Oriental e do Norte, nem uma única tentativa está sendo feita para ver até que ponto eles Africanizaram a antiga Europa; ou, simplesmente [para saber] por que os Europeus do sul, particularmente os Gregos, Espanhóis, Romanos (Italianos), Portuguêses, Eslavos, Francêses, e aqueles das ilhas do Mediterrâneo, são tão morenos  [brown]* e os outros Europeus mais ao norte são tão brancos e loiros.

[ * – Até que ponto podem os Europeus e Europeu-Americanos provar que não há quaisquer Mouros, Cartagineses ou Egípcios em sua linhagem ancestral depois de terem sido subjugados por estes Africanos. Obviamente, não mais do que os Africano-Americanos podem agora provar a ausência de linhagem Européia nas suas famílias.]

Além disso; nenhumas questões estão sendo levantadas sobre os Europeus da Suécia, Noruega, Dinamarca, Alemanha e Irlanda, entre todos os outros agrupamentos nacionais da Europa, que apresentam definitivas “CARACTERÍSTICAS FÍSICAS NEGRÓIDES” sobre as quais Sir Harry H. Johnston e H. G. Wells se referem a em suas obras históricas. No entanto, se um Africano tem um nariz pontudo, lábios finos, e pigmentação clara, todos os tipos de teorias quanto à ele não sendo de “origem NEGRA”, mas apenas apresentando uma “aparência NEGRÓIDE,” são apresentadas. Por quê?

A que propósito podem servir tais informações, além de projetar as filosofias e necessidades racistas do conquistador contra as indefesas vítimas da conquista – os então-chamados “NEGROS”? Vítimas que têm, por um pouco mais de quatrocentos (400) anos, sofrido toda forma de perseguição e genocídio da parte dos antepassados daqueles que agora irão mesmo negar-lhes a única coisa que eles ainda têm – A SUA HISTÓRIA DE SER OS PRIMEIROS A DESENVOLVER O QUE HOJE É CHAMADO DE CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA.
Este sendo o ponto culminante das centenas de Elevadas-Culturas que os Africanos indígenas, os então-chamados NEGROS, BANTOS, etc., criaram desde a aurora do aparecimento do homem no Planeta Terra.
A cessação silenciosa pelos Africanos de sua herança do Norte e do Leste Africano nunca deveria ser esperada para seguir para sempre sem contestação. Devido a isso, deve-se examinar os fatos para encontrar a resposta para o PORQUÊ questionado na frase acima. Ao fazê-lo as seguintes revelações se tornam evidentes:

(a) Michelangelo * pintou a versão dos Europeus de seu Deus Cristão de tipo-Europeu – JESUS CRISTO – para aparentar a imagem de qualquer Itáliano do norte da Itália que se pudesse encontrar durante a sua vida. Ele (Michelangelo) e o Papa da Igreja Católica Romana, em Roma criaram aquilo que é hoje entre toda a Cristandade, com exceção da Etiópia, a imagem oficial da DIVINDADE loira [blonde GOD-HEAD].Sua seleção foi muito natural, pois ele também era uma parte da imagem que ele projeta como Jesus Cristo e os discípulos na PÁSCOA ou ÚLTIMA CEIA. *2 Ele, portanto, fez o seu DEUS À SUA IMAGEM, COR, e APARÊNCIA FÍSICA PRÓPRIAS, em conjunto com os ensinamentos Bíblicos de acordo com os Europeus. Deus, ou Jesus Cristo, desde então se tornou um “HOMEM BRANCO, CAUCASIANO,” para cada homem, mulher e criança da Religião Cristã “Ocidental”; mesmo ao ponto de os Cristãos PRETOS terem medo de pensar sobre a possibilidade de que Jesus Cristo poderia ter sido um HOMEM PRETO de um PAÍS PRETO na Ásia.

[ * – Ele professava “Cristianismo”.]
[ *2 – É sem dúvida de que Michelangelo e o Papa estavam cientes do fato de que Israel era um país quente e o lar de Pretos.]

(b) A estátua de ÍSIS e OSÍRIS, representando a Deusa Africana (PRETA) indígena e o Deus de Kimit (Sais ou Egito), tem sido imitada e projetada como a “MADONA NEGRA E CRIANÇA” [“BLACK MADONNA AND CHILD”]; * No entanto, a criança  –  JESUS CRISTO – cresce para ser um LOIRO CAUCASIANO (Europeu) com longos encaracolados CABELOS LOIROS, OLHOS AZUIS, E TRAÇOS FINOS – chamado de “CAUCASÓIDE.” Sua mãe – MARIA [MARY] – acaba por se adequar a imagem e cor de suas adoradores Europeus, a sua origem Asiática e Africana através de seu passado Haribu (Hebreu ou Judaico) sendo completamente ignorada. No entanto, o modelo, ÍSIS e OSÍRIS, ainda permanece PRETO, o mesmo que as estátuas MADONA E CRIANÇA originais que foram originalmente importadas para a Europa durante os primeiros dias da Cristandade, quando os Africanos eram os líderes religiosos do mundo Cristão. Uma dessas estátuas ainda adorna o salão da igreja de São Pedro em Roma.

[* – Veja: Sir E. A. Wallis Budge, “Osiris“; J. A. Rogers, “World’s Great Men of Color“: vol. I; veja também estátuas do mesmo em Roma, Madri e outras capitais da Europa.]

(c) Há uma tentativa deliberada para remover todos os vestígios de NEGRITUDE dos MOUROS-AFRICANOS [AFRICAN-MOORS] também; fazendo assim com que todas as PESSOAS PRETAS que conquistaram e colonizaram a Península Ibérica – ESPANHA, PORTUGAL e parte do SUL DA FRANÇA – pareçam ter sido ÁRABES, e é convenientemente esquecido ou ignorado que havia dois grupos culturais de MOUROS [MOORS] que entraram na Península Ibérica como conquistadores durante a primeira metade do Século Oitavo (8º) E.C. [Era Comum] ou Século Primeiro (1º) A.H. [Ano da Hégira] (no Calendário Muçulmano) * o primeiro dos dois grupos foram os Africanos indígenas, os então-chamados “NEGROS, BANTOS, AFRICANOS AO SUL DO SAARA,”etc., sob o comando de um companheiro Africano Muçulmano – GENERAL TARIKH – em homengem a quem o ROCHEDO DE GIBRALTAR é nomeado, o qual deriva das palavras GIBRAL TARIKH ou ROCHA DE TARIKH. *2 **

[ * – Veja: J. C. deGraft-Johnson, “African Glory” (“Glória Africana“); J. A. Rogers, “Africa’s Gift To America” (O Presente da África para a América“); B. Davidson, “The African Past” (“O Passado Africano”); e Y. ben-Jochannan, “África (Alkebu-lan) Her Peoples and Ever Chancing Map”; “África: Land, People, Culture.”]
[ *2 – Ibid.]
[ ** – Note-se que este “ROCHEDO” foi originalmente chamado de “MONS CALPE” pelos habitantes originais Ibéricos que os Africanos conquistaram e governaram.]

Por que é que há uma tentativa de remover a imagem dos Mouros-Africanos [African-Moors] deste aspecto da história do mundo? O Dr. Goebbels (ministro da Propaganda Nazi de Adolph Hitler) deu a resposta de forma bastante intensa em sua tentativa de “ARIANIZAR” toda a Europa; não CAUCASIANÁ-la. O próprio Adolph Hitler repetiu-a muito mais sucintamente no seu livro intitulado – MEIN KAMPF; O Professor M.D.W. Jeffreys respondeu-a em seu “NEGRO ENIGMA” [“O ENIGMA DO NEGRO”] como citado antes neste volume; O Dr. Donald L. Wiedner delineou-a em seu MAPA ETNOGRÁFICO DA ÁFRICA “com seu Norte e Oriente da África UNICAMENTE CAUCASIANO; O Dr. Heinrick Voerword da União da África do Sul [Union of South Africa] configura-la em seus campos de concentração chamados de “RESERVAS NATIVAS” [“NATIVE RESERVES”] * em seu programa de “APARTHEID”; George L. Rockwell (o mais recente pretenso fuehrer dos Estados Unidos da América) repetiu-o para todos os tipo-Nazistas e Nacionalistas Facistas Americanos e outras organizações igualmente racistas que se escondem sob a bandeira do SUPER-PATRIOTISMO, mas mantêm o seu “PURO BRANCO CAUCASIANISMO” [“PURE WHITE CAUCASIANISM”]; assim como o Rei Leopoldo II da Bélgica e Henry Morton Stanley da “MAIS NEGRA AFRICA” [“DARKEST AFRICA”] notoriamente plantaram-na em genocídio no Congo, juntamente com as centenas de então-chamados EMPRESÁRIOS [ENTREPRNEURS] Europeus e Europeu-Americanos. Isto é, em toda sua feiura, chamado de “SUPREMACIA BRANCA.”

[ * – Os campos de concentração para Africanos indígenas somente, são chamados de “Reservas Nativas” [“Native Reserves”] pelos Africânderes e outros “Brancos” do mundo. Eles refletem certas intensas semelhanças com as “Reservas Indígenas” [“Indian Reservations”] nos Estados Unidos da América.]

Esta [Supremacia Branca] provou ser a maior assassina dos últimos quatrocentos (400) anos. É o início de um fim. O “FIM” sendo o holocausto iminente dos povos “Não-BRANCOS” da África, Ásia, Austrália, Sul e Norte da América e Ilhas do Caribe (Índias Ocidentais) contra as pessoas “BRANCAS” dos ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA e EUROPA; só porque aqueles que estão no controle militar e econômico do mundo e das pessoas decidiram que algum “DEUS” ou outro COMISSIONOU-OS PARA SALVAR TODA A HUMANIDADE NESTE PLANETA – Terra. * A fim de realizar tal objetivo (fim) certos grupos foram marcados para exterminação – os AFRICANOS (Pretos), os então-chamados “NEGROS, BANTOS,” etc., sendo as VÍTIMAS selecionadas, para serem rigorosamente perseguidos por todos os outros povos Não-Brancos.

[ * – O ensino e prática Típicos dos Missionários Ortodoxos Cristão (de estilo Europeu).]

A fim de entender melhor o que foi dito com respeito à identificação e destruição dos Africanos e seu patrimônio histórico, é preciso analisar as obras de outras das “AUTORIDADES” Européias sobre a questão da MISCIGENAÇÃO e AMALGAMAÇÃO dos antigos povos da África, Ásia, Europa e das ilhas adjacentes. Vai ser notado, no entanto, que muito tem sido dito por essa pessoa antes, no entanto, por causa de sua grande projeção nos círculos intelectuais, torna-se necessário citá-la mais uma vez. Assim, Sir Harry H. Johnston concluiu em seu livro, A HISTORY OF CIVILIZATION OF AFRICAN, [UMA HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO DO AFRICANO], página 48:

. . . Estas são as únicas tentativas registradas dos Romanos para alcançar o Sudão através do deserto do Saara; * Mas esta relação havia acontecendo há centenas, se não milhares de anos entre os Líbios e Camitas [Hamites] do Norte e no Nordeste da África, por um lado, e [entre] os Negróides e Negros do Lago Chad ** e regiões de Benue e de toda a bacia do Níger, por outro. Quanto a isto não pode haver grandes dúvidas, a partir de uma variedade de evidências. *2.

[ * – Note que o termo “deserto de Saara” é usado incorretamente. A palavra “SAARA” [“SAHARA”] sozinha significa “grande deserto” em Árabe antigo, sua fonte.]
[** – A grafia correta da palavra é “TCHAD”.]
[*2– Sir Harry não deve ter lido descrição de Heródoto dos Africanos do Norte da África. A fim de chamar qualquer Africano de “Camítico” [“Hamitic”], ele ou ela deve ter seguido a linhagem “Cam” [“Cão”] [“Ham”] (filho de Noé). Qual a cor ou características físicas que ele/ela reivindica para Cam [Ham]? Onde é que a linha entre “Negro” e “Negróide” começa e termina? Quem é que decide os critérios a serem usados para determinar quem é de qual “RAÇA PURA” ou não?]

Em que ponto em uma declaração racialmente carregada de Negrofobia como esta, tenta-se desembaraçar a confusão que tem sido perpetrada sobre o público leitor como bolsa de estudos? Será que é no ponto onde o “LÍBIOS, CAMITAS, NEGRÓIDES, NEGROS,” entram em cena? Ou, será na mera sugestão do uso ridículo do próprio termo “RAÇA”, como exibido na apresentação estereotipada racialmente impregnada de Sir Harry do que alguns podem optar por chamar de História Africana?

Quando é que os LÍBIOS se tornaram uma raça distintamente diferente dos outros Africanos do Norte de África, ou da África Oriental? E, à qual RAÇA os “Negróides” pertencem? Em que ponto os LÍBIOS deixaram de ser “Camitas” [“Hamites”], o nome que eles foram chamados pela maioria dos educadores “Ocidentais” nos últimos dois séculos? Embora esses fatos foram projetados no sentido de perguntas, eles são feitos para ser citações da profundidade a que historiadores Europeus e Europeu-Americanos e outros que são geralmente chamados de “educadores” irão, a fim de refutar a presença de Africanos indígenas, os então-chamados “NEGROS” e “BANTOS”, etc., no Norte e Leste da África (Alkebu-lan) antes da chegada dos Europeus e asiáticos da antiguidade e os tempos antigos. Isto é, antes da chegada dos HICSOS ou REIS PASTORES em Kimit (Egito ou Sais) por volta de 1675 A.E.C. [a.C.] *

[ * – Veja a lista cronológica da chegada dos Hicsos e de outros povos no Norte e Leste da África neste volume sob o capítulo –KIMIT PRÉ-DINÁSTICA E DINÁSTICA, LÍBIA, E CUSH (Egito, Líbia, Etiópia), páginas 306 até 313.]

Por que é que os antigos LÍBIOS tem sido removidos da sua lista estabelecida por outros escritores Europeus? Mesmo o Professor Jeffreys admitiu sua origem Africana indígena. A Líbia fica na África; Não só este é fato é VERDADE, mas a África já foi uma vez conhecida como “LÍBIA” * pelos mais antigos dos Caucasianos (Europeus) – Romanos e Gregos. A Líbia sempre fez fronteira com Kimit, e em uma época na história ela estava compreendida entre Kimit e Numídia; isto sendo durante o período da história em que os Africanos de Cartago eram os mestres do Mar Mediterrâneo e de todas as nações limítrofes.

[ * – Veja, MAPA DA ÁFRICA, de 1968 D.C., neste volume, localizado na página 700.]

Ou Sir Harry obteve sua teoria misturada com mitologia bíblica ou a TORÁ é certamente mentindo. Pode-se facilmente provar isso, como mostra a cronologia dos diferentes períodos do governo dinástico do Egípcios, porque a LÍBIA já existia antes do nascimento do primeiro Haribu – ABRAÃO – algumas gerações antes dos ano em que ele chegou em Kimit (Egito) – c. 1640 AEC. (A.C.), como mencionado no PRIMEIRO LIVRO DE MOISÉS – também chamado de O LIVRO DE GÊNESIS. *

[ * – Ver também, BÍBLIA SAGRADA Cristã, ou qualquer “VERSÃO” do VELHO TESTAMENTO.]

A conclusão a que chegou Sir Harry H. Johnston no que diz respeito à penetração Romana no SAARA e SAVANAS da África Ocidental-Central para alcançar a BACIA DO NÍGER com os Africanos que lhes guiaram lá em suas viagens de regresso da África do Norte e Europa, é fenomenal. No entanto, tais travessias tinham sido feitas pelo General Septimus Flaccus no ano 50 AEC. (A.C.), e pelo explorador militar – Julius Maternus – que atingiu a área do Lago Chade e Bornu (Alta Nigéria) em cerca de 30 AEC. (A.C.). Ambos, Flaccus e Maternus, eram Romanos de origem Européia (Branca, Caucasiana). * Seu sucesso na travessia do Saara dependia totalmente da assistência que receberam dos Africanos que negociavam por meio de suas caravanas que atravessam o GRANDE DESERTO, ao longo de rotas muito bem estabelecidas pelos referidos Africanos ** a quem os historiadores e outros “educadores” “Ocidentais” continuam a chamar de “NEGROS” e “BANTOS”, também “AFRICANOS AO SUL DO SAARA”, em sua obsessão por CAUCASIANIZAR o Norte da África.

[ * – Assim como os Gregos, os Romanos não eram todos indígenas da Europa.]
[ ** – Ver, “African Glory” (“Glória Africana“), de J. C. deGraft-Johnson;  “World’s Great Men of Color” (“Grandes Homens de Cor do Mundo”), de J. A. Rogers.]

O intercurso entre os antigos Africanos indígenas e os Romanos (Brancos, Pretos, Morenos, Amarelos) foi tão extenso que era impossível evitar a livre INTER-REPRODUÇÃO (amalgamação) entre os diversos povos Africanos, Asiáticos e Europeus, uma vez que cor da pele nunca foi um fator naqueles dias; nem o era a aparência física do homem (aparência – BOM ou MAL – estética). Não foi por causa de qualquer uma dessas razões que tantos Africanos se tornaram grandes e notáveis generais e outros detentores oficiais do Império Romano com alguns até mesmo ganhando o manto de Imperador de Roma. *

[ * – Septímio Severo e Seu Filho – Caracala. (Veja: “African Glory” (“Glória Africana”), de J. C. deGraft-Johnson; “The Coast of the Barbary” (“A Costa da Barbária”), de Jane Soames; “World’s Great Men of Color” (“Grandes Homens de Cor do Mundo”), de J.A. Rogers.]

No entanto, estes Africanos indígenas não foram jamais registrados nas páginas da história como sendo “NEGROS” * ou “BANTOS.” Por quê? Porque esses termos eram desconhecidos para os antigos da África e Ásia; até mesmo os Europeus não os conheciam, foram os Europeus centenas de anos mais tarde que os introduziram. Os Africanos indígenas eram chamados de, entre muitos outros nomes, “ETÍOPES, LÍBIOS, CARTAGINESES, NÚMIDAS, NÚBIOS, EGÍPCIOS, PRETOS, AFRICANOS, MOUROS, PUNTES [PUNTS]”, etc., mas nunca de “NEGROS, BANTOS, HOTENTOTES, BOSQUÍMANOS, FUZZY-WUZZIES”, nem quaisquer outros rótulos [labels] de status inferior.

[* – Os Portuguêses, por volta do Século 17 ou 18 EC., introduziram (os termos) “NEGRO” e “NEGROLÂNDIA”. Os Britânicos introduziram (o termo) “BANTUS” (“BANTOS”).]

Mesmo os Africanos indígenas de tão longe quanto o sul da bacia do Níger nunca foram chamados por quaiquer outros nomes além daqueles que eles chamavam a si próprios, os quais naturalmente não incluem qualquer um dos termos racistas colocados sobre eles pelos Europeus e Asiáticos (Árabes) das áreas coloniais e de comércio de escravos, com os Asiáticos começando na primeira metade do século 8 EC. [d.C.] (18 A.H.), e os Europeus começando por volta do Século 16 EC. [d.C.]. Na menor das hipóteses, eles poderiam ter chamado os Africanos em torno da bacia do RIO NÍGER de “NEGROS” a partir de uma base semântica; mas o fato é que isto simplesmente não aconteceu dessa forma. A palavra “NEGRO” não tem, de maneira alguma,  o direito de ser atribuida a qualquer segmento de qualquer um dos povos indígenas do continente de Alkebu-lan, que os Gregos e Romanos renomearam impropriamente [misnomered] “ÁFRICA”. Este é um nome que teve a sua origem na ESCRAVIZAÇÃO DOS POVOS AFRICANOS DA ÁFRICA OCIDENTAL pelos Europeus e Árabes, juntamente com a sua associada “NEGROLÂNDIA”; * E como tal [este termo] foi forçado sobre as pessoas da referida área pelos escravocratas, e adotada por Europeu-Americanos mais tarde.

[ * – A NEGROLÂNDIA (NEGROLAND) apareceu em muitos mapas do Século 17 até o Século 18 EC. (d.C.). Ver mapa na página 701 deste volume.]

Este é um nome que qualquer pessoa Africana ou de origem Africana com auto-respeito não pode orgulhar-se com, e deve rejeitar e desprezar pela história de desprezo que abriga contra o bem-estar das comunidades Africanas gerais do mundo.

É preciso lembrar que Roma não era o centro cultural de um particular grupo étnico homogêneo de pessoas. Era, de fato, o lar de inúmeras das chamadas “RAÇAS” ou agrupamentos “ÉTNICOS”, etc. Por exemplo: SAULO (Paulo) era um cidadão Romano; no entanto, ele era um Haribu. *

[ * – Este era o nome que as pessoas (hoje) chamadas “JUDEUS” [“JEWS”] originais eram chamadas pelos antigos. Os Europeus mudaram o nome para Judeus [Jews], que representava apenas uma das tribos Haribus – “JUDÁ” (“JUDAH”).]

SENECA, o filósofo sobre política, que era da Espanha, * era um Espanhol e cidadão Romano. SEPTÍMIO SEVERO [SEPTIMUS SEVERUS], que se tornou imperador de Roma, era um Africano (Homem Preto, “Bantu, Negro”, etc.) indígena. **

[ * – A Espanha era originalmente parte da nação IBÉRICA de pessoas.]
[ ** – Ele (Septimus Severus) Nasceu em Lipsus Magna, Norte da África.]

O filho do Imperador Septímio Severo, Caracalla, também foi imperador de Roma – sucedendo seu pai, era de ascendência Africana (Preta) e Asiática – Síria (Marrom). * Claro que estes são apenas alguns poucos dos Romanos notáveis da história durante a Era Cristã. Mas, houveram inúmeros outros através de casamentos comuns e relacionamentos de direito comum [common-law relationships] antes e depois do nascimento do Deus dos Cristãos – JESUS CRISTO.

[ * – A mãe de Caracalla, a esposa de Septímio Severo, era de origem e educação Síria.]

               No auge do poder Romano sobre o Norte da África a população da Itália estava realmente em declínio e nunca houve qualquer grande número de colonos Romanos no sentido racial da palavra. Os Romanos não conheciam nada dessas emoções modernas que são para nós tão poderosas e onipresentes que mal podemos imaginar uma civilização da qual elas estejam ausentes; Eles não tinham nem preconceito de cor, nem intolerância religiosa nos dias da República. Os mártires Cristãos da igreja primitiva sofreram porque foram considerados uma ameaça ao Estado, propagando doutrinas subversivas à boa ordem e disciplina: eles eram considerados como os comunistas de seu dia. Mas a opinião altamente cultivada Romana considerava todas as religiões como sendo, essencialmente, as diversas manifestações de uma grande verdade, e nenhuma concepção da febre branca de zelo missionário iria colocar toda a população dos incrédulos na ponta da espada e enviar homens para o cadafalso e o fogo em nome de uma disputada definição teológica. *

[* – As palavras sublinhadas são para ênfase nos pontos que lidam com o preconceito, a intolerância religiosa e racismo em relação aos antigos de Roma, Norte da África, Europa, e Ásia Romanos.]

As observações feitas por Jane Soames deveriam ser prova suficiente para qualquer um apresentar em refutação à racista propaganda anti-Africanos ( “Negros, Bantos”, etc.) que é ainda tão comum entre professores de história e outros educadores atuais que lidam com os Africanos, Africano-Americanos e Africano-Caribenhos. Ela [Jane Soames] prossegue ainda mais em outro parágrafo:

. . . Tudo o que parte da configuração das mentes dos homens (fanatismo religioso) * veio mais tarde, assim como o agudo senso de diferenciação de raça e consequente antagonismo que pode ser resumido na frase ‘barreira de cor [‘colour bar’].

[ * – As palavras entre parênteses são do autor deste volume.]

Continuando ainda na página 45 do seu livro, introduzindo uma tremenda compreensão [insight] sobre o Africano indígena ( “Banto, Negro”, ou qualquer outro [rótulo]), que governou a Irlanda, Escócia, País de Gales, Inglaterra e todas as outras terras do Império Romano durante os anos de 193 – 211 EC. [d.C.]:

. . . É de interesse peculiar lembrar que esta incrível carreira terminou na Grã-Bretanha. Fiel a sua preocupação ao longo da vida com assuntos militares, Septímio Severo, passou os últimos três anos de seu reinado na Grã-Bretanha reorganizando e reforçando as defesas de sua fronteira norte. Ele estava acompanhado por seu filho, Caracala, que o sucedeu, e diz-se que uma tão longa. . . permanência em uma das mais distantes e bárbaras das províncias foi em parte devido a uma tentativa para manter o filho longe da deletéria e corruptora influência do Tribunal (em Roma).

É bastante engraçado que os povos da Grã-Bretanha foram considerados “BÁRBAROS” durante o reinado de um imperador Romano indígena Africano, Septímio Severo, sobre eles. Aqui se pode ver por que os Europeus e Europeu-Americanos devem continuar suas contendas para tornar todo o Norte da África “CAUCASIANO”. Pois a história revelou que muitos Africanos do tipo dos atualmente chamados de “AFRICANOS AO SUL DO SAARA” foram os educadores, conquistadores e “CIVILIZADORES” de muitos Europeus – “CAUCASIANOS” e “CAUCASÓIDES”.

Foi a tarefa pesada sobre o Imperador Septímio Severo que, finalmente, o levou a sua vida na Inglaterra. Ele morreu em York no ano de 21 E.C.[d.C.], durante o mês de fevereiro. É claro que o clima adverso da Inglaterra também se mostrou muito em detrimento deste Africano, que estava definitivamente mais em casa na temperatura quente da sua terra natal no norte da África do que nas frias e sombrias Ilhas Britânicas.

R. G. Collingwood em seu livro, ROMAN BRITAIN [GRÃ-BRETANHA ROMANA], junto com muitos outros historiadores “Ocidentais” que não estavam absortos com racismo, apoiaram as conclusões de Jane Soames. Os fatos da história, e os resultados físicos que ainda são visíveis nos povos das fronteiras Mediterrânicas da Europa, especialmente na Itália, Sicília, Grécia, Espanha, Portugal e até mesmo sobre o Mar Atlântico, demonstram a realidade das suas conclusões. *

[ * – cor morena (swarthy color), lábios grossos, nariz largo, etc., geralmente atribuido aos Africanos – os centão-hamados “Negros, Bantos”, etc.]

O inteiro mundo da Cristandade deve seus maiores sucessos à muitos Africanos indígenas que seriam hoje, se eles estivessem vivos nos Estados Unidos da América e na Europa, chamados de “NEGROS, BANTOS”, e outros tais nomes. A este respeito, é preciso lembrar que os “PRIMEIROS MÁRTIRES DA CRISTANDADE” foram os Africanos indígenas do Norte da África; o primeiro sendo “NAMPHAMO”. *

[Ver: “African Glory” (“Glória Africana”), de J. C. deGraft-Johnson; “The Coast of Barbary” (“A Costa da Barbária”), de Jane Soames; “World’s Great Men of Color” (Grandes Homens de Cor do Mundo”) de J. A. Rogers; “Lull Reports” (“Relatos de Lúlio”) de Raimundo Lúlio (Ramon Llull); “Vanished Cities of Northern Africa (“Cidades Desaparecidas do Norte da África”), de Mrs. Stewart Erskine.]

Namphamo era um nativo da Numídia, um país Africano que ocupou uma área entre a Líbia e Argélia atuais. Os nomes, TERTULIANO, SÃO CIPRIANO, e SANTO AGOSTINHO, são outros grandes nomes da herança/patrimônio dos PATRONOS e SANTOS do início da Cristandade. * Todos eram Africanos indígenas do tipo que qualquer um pode observar no Harlem dos Estados Unidos da América hoje. Os Cristãos honram e prodigalizam honra e louvor a eles em suas igrejas, independentemente de denominações ou seitas.

[ * – Agostinho nasceu na Numídia; Cipriano e Tertuliano em Cartago (todas no Norte da África). Estes nomes foram os então-chamados “nomes” “Cristãos” (Europeus) dados a eles quando eles se tornaram convertidos ao Cristianismo de estilo-Europeu (Romano); eles são de fato nomes Europeus que não tem nada a ver com Jesus Cristo.]

A grandeza do último dos três mencionados foi tão dinâmica que obrigou a então-chamada “AUTORIDADE” sobre missionária Cristã, de estilo-Europeu, na África – C.P. Groves, em seu livro, THE  PLANTING OF CHRISTIANITY IN AFRICA (O PLANTIO DE CRISTIANISMO NA ÁFRICA) *, a questionar:

QUEM ERAM OS TRÊS “. . . PAIS DA CRISTANDADE” ?

[ * – Esta é uma obra de 4 volumes sobre a co-colonização dos Africanos pelo pacto militar-religioso na partição da África.]

Obviamente, eles eram Africanos indígenas que são hoje chamados eufemisticamente de “NEGROS” e outros nomes dos períodos de comércio de escravos. Assim, eles são, de acordo com a Sra. Steuart Erskine em seu livro, VANISHED CITIES OF NORTHERN AFRICA (CIDADES DESAPARECIDAS DO NORTE DA ÁFRICA), na página 80:

Os três grandes nomes que trazem honra para a Igreja Africana são Tertuliano, o primeiro dos escritores da Igreja que tornou o Latim a linguagem do Cristianismo; * Cipriano, Bispo e mártir; e Agostinho, um dos maiores dos mais famosos “Padres da Igreja” [“Fathers of the Church”].

[ * – O ensino atual em Igrejas Cristas credita aos Romanos esta Realização.]

A força e profundidade da personalidade de um desses três maiores dos “PADRES DA IGREJA” é sentida no seguinte trecho de sua obra. Ele escreveu:

             Certamente um olhar sobre o amplo mundo mostra que ele está atualmente a ser mais cultivado e melhor povoado do que antes. Todos os lugares estão agora acessíveis, bem conhecidos, abertos ao comércio. Agradáveis fazendas têm agora apagado todos os vestígios dos desertos terríveis; campos cultivados têm superado florestas; rebanhos e manadas têm expulsado feras selvagens; porções de areia são semeadas; rochas são plantadas; pântanos são drenados. As grandes cidades agora ocupam terras antes escassamente habitadas por choupanas. Ilhas não são mais temidas; casas, pessoas, governo civil, civilização, estão por toda parte.

O trecho acima é tirado de DeANIMA, de Tertuliano, traduzido a partir do texto original em Latim por Hanach em sua obra MISSION AND EXPANSION (MISSÃO E EXPANSÃO), Vol. III, p. 275. Ele mostra a profundidade do envolvimento de Tertuliano com a vida econômica da comunidade em que ele vivia e a maneira em que ele foi capaz de interpretar tal vida para o significado religioso no que diz respeito ao seu Cristianismo.

Além disso, mostra que ele estava muito bem ciente das implicações sócio-políticas e religiosas envolvidas com a economia total das diversas áreas do Norte da África durante a sua vida. E, que ele não via nenhuma separação entre Igreja * e do Estado, ** assim a suas interpretações religiosas acima foram economicamente moldadas.

[ * – A Igreja em questão era aquela que era possuida e controlada pelos Africanos do Norte de África.]
[ ** – O Estado era o Império Romano com a sua base de poder centrada em Roma. Este conceito ainda não é viável (SEPARAÇÃO DE IGREJA E ESTADO) em qualquer lugar, incluindo os Estados Unidos da América.]

Quais revelações vieram como um resultado da informação até agora exposta ao público leitor habitual que haviam estado até agora escondidas?

(a)   Que deve ser óbvio, agora, que os Africanos a quem os Europeus gostariam de remover da história do Norte e leste da África, estavam totalmente envolvidos com os Europeus que foram fundamentais para tornar a Europa o que é hoje;

(b)   que eles também ajudaram a lançar as bases para os Europeus para construir em cima, até, e incluindo, o presente Século 20 E.C. [d.C.];

(c)   que os antigos Africanos indígenas foram responsáveis por grande parte dos princípios básicos da atual Cristandade, assim como eles foram no passado;

(d)   que os Africanos não foram “CIVILIZADOS” de qualquer maneira por ninguém além de si mesmos;

(e)   que o Cristianismo não é nenhuma novidade para os Africanos indígenas. Eles trabalharam com ele desde a sua criação, e junto com os Romanos e Gregos durante os períodos posteriores;

(f)   que os Africanos indígenas geraram tantos Europeus com o nome de “CAUCASIANOS”, quanto o fizeram os Europeus igualmente gerando muitos Africanos tendo sido rotulados como “NEGROS”. *
[ * – Quem pode dizer qual cor ou características faciais todos o seus ancestrais tinham?]

(g)   que o racismo é a doença de um “HOMEM MODERNO” doente e medroso;

(h)   que a história do HOMEM PRETO (o Africano indígena e seus descendentes) em Alkebu-lan (África) existe por tanto tempo quanto a própria humanidade existe; e,

(i)   que nenhuma quantidade de hipóteses desejáveis pode mudar estes fatos, independentemente das então-chamadas “AUTORIDADES” sobre “HISTÓRIA DO NEGRO” [“NEGRO HISTORY”] e suas proclamações e hipóteses para o contrário, ou dos ensinamentos em suas “INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR”, que permanecem na Europa e nas Américas e decidem qual é o critério estabelecido para os povos Africanos e a África.

Qual influência ofuscou as contribuições dos primeiros Africanos à Cristandade? O que aconteceu para remover os Africanos indígenas da liderança na Cristandade? Parte da resposta é que existem muitas causas que mudaram o curso da liderança Africano na Igreja Cristã do Norte da África e no Sul da Europa, especialmente em Roma. *

[ * – O Vaticano em Roma, Itália; a Igreja da Inglaterra (Anglicana), na Inglaterra; os Metodistas, Batistas e Outros grupos Protestantes Brancos nos Estados Unidos da América.]

Elas [as causas] remontam a muito antes, de fato; mesmo antes do advento da Divindade [God-head] dos Cristãos – JESUS CRISTO. *

[ * – A referência a “Jesus Cristo” não endossa sua existência, nem a nega. Ela só é usada dessa maneira como um quadro de referência na história.]

Uma das causas foi a derrota dos Africanos indígenas (“Cartagineses “) para os Romanos durante a Primeira (1ª) e Segunda (2ª) GUERRAS PÚNICAS, * que deve ter sido resolvida pela derrota dos Africanos indígenas para os Romanos na Terceira (3ª) e última GUERRA PÚNICA. Historiadores e outros “educadores“, tais como o Dr. Stoddard e Professor Jeffreys, que parecem ter sofrido de “NEGROFOBIA” aguda em suas obras, também ajudaram.

[ * – Estas guerras estão detalhadas no capítulo VIII, incluindo a Guerra 3ª Púnica.]

Por exemplo: O Dr. Lothrop Stoddard sentiu a necessidade de escrever em sua obra, THE RISING TIDE OF COLOUR, página 68, prova adicional para suportar a queda dos Africanos entre os seus homólogos Europeus-Cristãos:

É claro que o Cristianismo tem feito progressos notáveis no Continente Negro [Dark Continent]. Os nativos da União Sul-Africana [South African Union] são predominantemente Cristianizados. Na África leste-central o Cristianismo também ganhou muitos convertidos, particularmente em Uganda, enquanto que na costa da Guiné, Oeste da África, as missões Cristãs têm sido estabelecidas e, em geral, tem conseguido manter o Islão [Islam] longe do litoral.

Antes de completar a premissa principal do Dr. Stoddard, a qual mostra que este tipo de “VERDADEIRO CRISTIANISMO” era muito semelhante àquela do ministro da propaganda Dr. Goebbels da Alemanha Nazista e do Dr. Verwoerd da União da África do Sul, * deve-se lembrar que a história da Igreja Cristã, desde a sua infância, mostra que o Cristianismo esteve no Norte, Leste e Oeste da África antes do nascimento do primeiro Ocidental Cristão Europeu, muito menos o Dr. Stoddard. ** E, que, o que ele e seus companheiros Europeus e Europeu-Americanos trouxeram para os Africanos da África Ocidental foi “SUPREMACIA BRANCA” e “CAPITALISMO” sob o disfarce de uma versão Europeizada do Cristianismo que os missionários colonistas adotaram.

[ * – A União da África do Sul (South African Union) foi originalmente chamada de “MONOMOTAPA” pelos Africanos que se estabeleceram lá há milhares de anos antes da chegada dos primeiros Europeus em 1488 EC. (d.C.).]

[ ** – Cristãos Coptas (Koptic) do Egito e Etiópia levaram o Cristianismo para essas partes da África antes da chegada do primeiro Europeu (Portugueses) na África Ocidental durante meados do Século 15º EC. (d.C.).]

O Dr. Stoddard continuou, nas páginas 96 e 97 do seu livro:

. . .Certamente, Todos os homens brancos, quer sejam Cristãos professos ou não, devem acolher o sucesso dos esforços missionários na África. O degradante fetichismo e demonologia que resumem os cultos pagãos nativos não pode permanecer, e todos os Negros serão um dia ou Cristãos ou Muçulmanos. Uma vez que ele seja Cristianizado, os instintos selvagens Negros serão contidos e ele estará disposto a concordar com a tutela branca. Uma vez que ele seja Islamizado, as propensões bélicos Negras serão inflamadas, e será usado como a ferramenta do Pan-Islamismo Árabe buscando expulsar o homem branco da África e tornar o continente o seu próprio.

As palavras sublinhadas foram assim marcadas para enfatizar a atitude colonial racista que era predominante, e ainda é, entre os então-chamados MISSIONÁRIOS CRISTÃOS em geral que vieram da Europa e América-Européia para a África para:

“CRISTIANIZAR E CIVILIZAR OS NATIVOS PAGÃOS”.

Este zelo Cristão Europeizado dos missionários colonistas também foi transferido para os Africanos e outros povos de origem Africana que se juntaram com os administradores coloniais sobre os Africanos em África. E, certamente, as declarações do Dr. Stoddard e outros como ele prepararam o palco e estabeleceram os critérios utilizados contra as religiões Africano-Indígenas que os Europeus conheceram quando chegaram à África como colonistas. Esta foi a base sobre a qual eles também operaram na Etiópia, África Oriental, apesar de os Africanos da Etiópia terem uma religião Cristã e uma NAÇÃO CRISTÃ oficial antes de Roma tornar-se Cristã sob o Imperador Constantino, no Terceiro (3º) Século EC. (d.C.).Estes mesmos sentimentos e declarações são fatores motivantes que ainda dirigem a maioria dos então-chamados “MISSIONÁRIOS JUDEO-CRISTÃOS” que chegam à África sob o subterfúgio de AMOR FRATERNO E COMUNHÃO HUMANA.

É muito necessário analisar alguns outros aspectos da NEGROFOBIA ENIGMÁTICO óbvia do bom doutor, a qual o Professor Jeffreys também demonstrou, todos os quais continham o mesmo tipo de câncer racista que só pode ser encontrado em uma mente que está obcecada com auto-piedade e uma aparente inferioridade interior que pode-se sentir com relação ao poder e força inerentes atribuídos aos “NEGROS” e outros da África indígena. No entanto, a arrogância do Dr. Stoddard, em sua própria Negrofobia, era muito típica dos missionários Cristãos de seus dias; e como foi dito antes, incluindo os do Século 20º EC. (d.C.) que é totalmente institucionalizada e ensinada nos diversos SEMINÁRIOS RELIGIOSOS onde os Africanos e os povos de origem Africana recebem a sua formação para sair e ensinar a mesma teologia e de religião racistas.

Os seguintes pontos foram os mais intolerantes/fanáticos das observações intemperadamente cruéis e sentimentos racistas projetados no trecho dos escritos do livro do Dr. Stoddard, THE RISING TIDE OF COLOUR:

(1)   Ele começou com a premissa racista habitual que a maioria dos fanáticos Brancos mantém acerca de África e coisas Africanas – que a África é uma espécie da fantasiosa. . . ÁFRICA MAIS ESCURA [DARKEST AFRICA]. . . de Henry Morton Stanley, onde o Homem Branco tinha que vir para salvar os NATIVOS de comerem-se a si próprios. Isto, naturalmente, era para fazer com que suas audiências Brancas imaginassem que eles poderiam mesmo ver CANIBAIS NATIVOS AFRICANOS rastejando por toda a África até os “GRANDES PADRES MADRES” chegarem com o livro mágico, A BÍBLIA SAGRADA, para parar com tudo aquilo. Os missionários Cristãos Europeus que ele apresentou pareceram com o BICHO-PAPÃO COMUNISTA da CONSPIRAÇÃO COMUNISTA que todos pareciam ter medo nos Estados Unidos da América pelas últimas gerações. A única diferença era sua suposta “VOCAÇÃO” [“CHAMADO divino”] [“CALLING”].

(2)   Sua suposição de que o “ISLÃO” [“ISLAM”] e seus ensinamentos só iriam antecipar os “. . .INSTINTOS SELVAGENS” nos “NEGROS”. Esta teoria foi concebida para comprovar que os Africanos não possuiam a capacidade nem mesmo de usar o seu cérebro; pois, de acordo com as conclusões do bom doutor, eles só podiam depender de seu “INSTINTO”. Assim, iria parecer que a selvageria se referia apenas a todos os não-Branco, especialmente os “NEGROS” do doutor; o bom doutor esquecendo que os Romanos também disseram que “. . .OS ANGLO-SAXÕES ERAM MUITO ESTÚPIDOS ATÉ MESMO PARA SE FAZER SERVENTIA DELES. . . ,” etc. Isto [esta suposição do Dr. Stoddard] também significaria que o infame comércio de escravos, o qual foi apoiado por toda a Cristandade Europeia e Europeu-Americana, incluindo a SANTA SÉ em Roma através de seus Bispos – começando com o Papa Martinho V * e os Bispos Bartolome de Las Casas e as cidadelas do Protestantismo – sobretudo a Grã-Bretanha, não eram “SELVAGENS”. E também não o eram [selvagens] “OS PAIS FUNDADORES” dos Estados Unidos da América, que venderam Africanos assim como vendiam melaço, e exterminaram os povos indígenas da América a quem eles rotularam como “ÍNDIOS” e “SELVAGEMS” depois de assassiná-los e tomar todas as suas posses terrenas em nome do “CRISTIANISMO” e da “CIVILIZAÇÃO”. Que, até mesmo o “açougueiro” Rei Leopoldo II da Bélgica ** e Adolph Hitler – ditador da Alemanha Nazista, por conseguinte, não eram “SELVAGENS”, unicamente porque eles eram “. . .TODOS HOMENS BRANCOS, QUER SEJAM CRISTÃOS PROFESSOS OU NÃO.” Eles eram do tipo daqueles a quem Stoddard se dirigia. Espera-se, de acordo com a posição tomada por Stoddard, que se aceite que os Europeus mencionados, e os Europeu-Americanos que estavam envolvidos com eles, não poderiam ser “SELVAGENS” unicamente com base em que eles eram o mesmo tipo de ” CAUCASIANOS-DE-PELE-CLARA” mencionados pelo Professor Jeffreys e chamados de “HOMENS BRANCOS” pelo Dr. Stoddard.

[* – Ao papa Martinho V foram dados os primeiro Africanos escravizados pelos piratas empregados pelo príncipe Henry (o então-chamado “Navegador”), e também parte do ouro que eles roubaram de suas vítimas. A Igreja em Roma sancionou a importação de escravos da África para o Caribe mediante solicitação do Reverendíssimo Bispo Bartolome de Las Casas na Ilha de Hispaniola (Hayte ou Haiti e Santo Domingo) a partir do início do Século 15º (c.1503-1506) C.E.]
[ ** – Leopoldo foi premiado com a inteira nação Congo como sua propriedade pessoal na Conferência de Berlim, em 1884-1885. Os Estados Unidos da América tomaram parte nesta “Ata” [“Act”] (“Lei”), mesmo embora tenha se recusado a assinar o documento final chamado. . . . . “A Ata de Berlim” [“The Berlin Act”]. A falta da assinatura foi apenas uma formalidade, uma vez que os Estados Unidos da América tomaram parte em gerar todas as medidas repressivas neste documento infame que mais tarde se tornou o núcleo do que hoje se chama “Direito Internacional” [“International Law”] , que é na verdade um conjunto de leis [feito] por nações Européias e Europeu-Americanos (Brancos) somente.]

3)   “. . .O FETICHISMO E DEMONOLOGIA DEGRADANTES. . . ,” etc., que o bom doutor parecia ter abominado entre os Africanos ainda está sendo praticado pelos Europeus hoje no Cristianismo de estilo-Europeu, assim como eles eram naqueles dias; e os Africanos também continuam a praticar o seu, a única diferença de nota é que os Africanos mantêm o direito de ter suas próprias versões caseiras de “DEMONOLOGIA.” Mas, aqueles que pararam os seus próprios para questionar que DIREITO os Africanos têm para praticar o seu tipo de religiosidade deveriam ter questionado primeiro que DIREITO o bom doutor tinha para deixar sua própria terra natal na Europa para [ir] desafiar o Africano na sua própria terra; os Africanos tendo todo o direito de praticar qualquer forma ou religião que julgarem convenientes para sua própria necessidade.

(4)   Ele apelou para o mais baixo elemento do racismo Branco, quando ele escreveu o seguinte: “. . .CERTAMENTE TODOS OS HOMENS BRANCOS, QUER SEJAM CRISTÃOS PROFESSOS OU NÃO, DEVEM ACOLHER O SUCESSO DO ESFORÇO MISSIONÁRIO NA ÁFRICA.” Aqui, novamente, o bom doutor realmente exibe a dimensão do propósito que os missionários Cristãos de estilo Europeu e Europeu-Americano alcançaram na tentativa de “CRISTIANIZAR E CIVILIZAR” o então-chamado “CONTINENTE NEGRO” [“DARK CONTINENT”]. Vê-se, ou deveria ser capaz de se ver, que o objetivo principal dos Cristãos então, assim como é agora, é usar JESUS CRISTO e CRISTIANISMO como as ferramentas e armas que são necessárias na contínua colonização e neo-colonização dos povos do mundo, os Africanos, em particular, uma vez que a África representa a PARTE MAIS RICA DE BEM IMÓVEL (ESTADO REAL) NO PLANETA TERRA [THE RICHEST PIECE OF REAL ESTATE ON THE PLANET EARTH].

Com o pano de fundo histórico acima, e com todo o racismo e intolerância/fanatismo que este transmite, será que é de todo surpreendente que em todo o mundo MISSIONÁRIOS CRISTÃOS de estilo Europeu e Europeu-Americano e seus protegidos coloniais estão sendo abatidos diariamente? * Pois, afinal, o Dr. Lothrop Stoddard estava apenas expressando os sentimentos predominantes detidos pela maioria dos Europeus e Europeu-Americanos de todas as religiões e crenças, sobre todos os povos não-Brancos em todo o mundo. Neste caso específico, são os Africanos.

Para apoiar esta posição outro Europeu (CAUCASIANO, BRANCO) chamado Henri Junod, em seu livro intitulado, BA RANGA, página 482 (como citado por Raymond Michelet) escreveu semelhantemente:

Falo de resignação. É necessária aos Pretos, pois apesar de tudo o que tem sido escrito sobre o axioma fundamental da igualdade absoluta da humanidade, eles são uma raça inferior, uma raça feita para servir.

Não é estranho que Junod ainda seja considerado/estimado dentro dos círculos intelectuais  como “UM OBJETIVO ETNÓGRAFO PROTESTANTE”? Que tipo de OBJETIVIDADE ele revela na seguinte afirmação?

“. . .ELES SÃO UMA RAÇA INFERIOR, UMA RAÇA FEITA PARA SERVIR.”
Mesmo se alguém fosse assumir que todo o conceito e teoria dessa mitologia racista está correto, qual o critério que foi estabelecido que fará uma RAÇA INFERIOR e outra RAÇA SUPERIOR. ? Talvez JESUS CRISTO, ou um de seus PROFETAS, veio até os Junods dos missionários Cristãos em um sonho de meia-noite e revelou o plano mestre de Deus para todas as raças, uma vez que este é o modo (por SONHOS MAGISTRAIS) pelo qual a maioria dos éditos racistas da religião desceram do céu . O anjo encarregado dos sonhos deve ter dito à Junod que os Africanos, que ele também prefere chamar de “NEGROS”, foram projetados, e não criados, por seu Deus Branco Caucasianizado –  JESUS CRISTO – “PARA SERVIR” a todas as pessoas Brancas. Mas, estes tipos de expressões racistas por parte dos Junods, Jeffreys, e outros como eles, têm sido a base sobre a qual a então-chamada “HISTÓRIA DO NEGRO” [“NEGRO HISTORY”] foi escrita no passado. Esta foi, e ainda é, ensinada da mesma maneira nas instituições educacionais em todo os Estados Unidos da América e Europa. Esta é a principal razão pela qual os ESTUDOS AFRICANOS [AFRICAN STUDIES], nomeados-erroneamente [misnomered] “ESTUDOS NEGROS” [“BLACK STUDIES”], são hoje o desafio para a maioria dos educadores Europeu-Americanos de todas as crenças religiosas. Pois a maior parte do que eles têm ensinado como “VERDADES” no que diz respeito à história e os povos do mundo que não são Brancos [non-White], em especial os povos de nascimento e/ou de origem Africana, devem agora ser descartados.

Mais uma vez se torna necessário refletir um pouco, e, claro, retornar à origem do Cristianismo para ver sobre que base os primeiros missionários Cristãos Brancos (Europeus, Caucasianos) da Europa obtiveram a idéia de que um Deus chamado “JESUS CRISTO”, ou JEOVÁ , ordenou-lhes para converter povos Africanos. Ao fazê-lo, também é necessário se ler uma citação de um Monge Católico Romano pelo nome de Salviano [Salvianus] (também chamado de Salvian), que foi um notável escritor Cristão da Europa. Na época de seus escritos ele também estava vivendo dos despojos dos povos e continente Africanos, assim como a maioria de seus líderes estavam fazendo então, e como outros ainda estão fazendo agora. Este homem, que tem sido citado tanto quanto a maioria das então-chamadas “AUTORIDADES” sobre este assunto, escreveu o seguinte:

Onde é que há tesouros mais abundante do que com os Africanos? Onde podemos nós (missionários Cristãos Europeus) encontrar comércio mais próspero – lojas melhor abastecidas? O Profeta Ezequiel disse sobre Tiro [Tyre]Tu enchestes o teu tesouro com ouro e prata pela extensão do teu comércio,” mas eu digo da África que seu comércio enriqueceu-la tanto que não só foram os seus tesouros cheios, mas ela parecia capaz de preencher aqueles de todo o universo. . . Cartago, ex-rival de Roma no que diz respeito à poder e qualidade bélica, por acaso não foi ela depois sua rival em esplendor? E na imposição de majestade? Cartago, a Roma da África, mantinha em seu seio todos os tesouros do Estado; aqui [Cartago] era a sede do governo e de todos os instituidores do Estado; aqui estavam as escolas para as artes liberais, as audiências para filósofos, as cadeiras para os professores de todas as línguas e para cada ramo do direito.

Depois de ler o relato acima sobre os Africanos e seu Estado, Cartago, será que há alguma razão pela qual não se possa compreender a recusa dos educadores Europeus e Europeu-Americana em aceitar que as Elevadas-Culturas do Norte Africano foram desenvolvidas pelo mesmo tipo de Africanos que foram colocados em correntes/cadeias pelos colonizadores e senhores-de-escravos, a maioria dos quais eram ministros e outros altos dignitários nas versões Europeias e Europeu-Americanas do Cristianismo? Este o mais impressionante resumo das realizações de um povo que só presta “. . . PARA SERVIR. . . ” que a humanidade já viu. Deve-se perguntar se Henri Junod alguma vez leu esse relato feito pelo seu companheiro escritor missionário Cristão Europeu (Branco)? Se ele o fez, e deve-se assumir que isso é verdade, considerando que ele era suposto por ser o tipo de estudioso que ele foi classificado por ser; então, o mistério certamente se aguça a respeito de por que este homem poderia ter escrito o que ele escreveu sobre os povos que uma vez ensinaram toda a Europa antiga o que sabiam sobre o Deus que eles [Europeus] agora sentem que é a sua propriedade exclusiva.

Claro, qualquer pessoa familiarizada com a história do ESTUPRO DA ÁFRICA E SEUS POVOS sabe que os colonialistas Europeus (muitos dos quais foram chamados de “MISSIONÁRIOS CRISTÃOS”) envolvidos na partição da África desde 1830 até o presente 1970 EC. ousaram sugerir que o SANTO DOS SANTOS [HOLY OF HOLIES] da sede do governo do antigo Império Monomotapa, no ZIMBABWE, * deve ter sido construído pelos Gregos, Romanos ou náufragos marinheiros Europeus. Mas nenhuma das “AUTORIDADES” que produziram esta hipótese absurda sugeriu, ou apontou de qualquer forma que fosse, um mínimo de evidência para fundamentar qualquer das declarações.

[ * – A área da África que foi originalmente chamada de “ZIMBABWE” pelos Africanos indígenas foi renomeada “RODÉSIA” por colonizadores e comerciantes de escravos Britânicos em honra do assassino Cecil Rhodes.]

Este tipo de declaração, no entanto, cheira ao mesmo tipo de conclusões sem fundamento que são evidentes em todas as outras declarações feitas pelos então-chamados “HISTORIADORES” e outros “EDUCADORES” sobre a África e os povos Africanos até agora examinados neste volume e capítulo. Tudo o que os Europeus e Europeu-Americanos poderam visionar [com relação à sede do império Monomotapa] foi que. . .

NÃO PODERIA TER SIDO OBRA DOS NATIVOS PAGÃOS.

É claro que “NATIVOS” é apenas outro nome para os então-chamados “BANTOS” e/ou “NEGROS”, “AFRICANOS AO SUL DO SAARA”, e uma série de outros tais Africanos que foram fabricados pelos colonialistas, senhores-de-escravos, vendedores e compradores dos povos Africanos, incluindo o seu explorador econômico que se escondia por trás do título de CLERO CRISTÃO, CLERO HEBREU, CLERO MUÇULMANO, EMPRESÁRIOS [ENTREPRENUERS], etc. Mas a verdade ainda estava para ser servida, como a Dr.ª Gertrude Caton-Thompson (uma consumada antropóloga cultural Inglêsa) subsequentemente pôs a ridícula retratação para descansar em seu livro oportuno, THE ZIMBABWE CULTURE [A CULTURA DO ZIMBÁBUE]. *

[ * – Antes do trabalho da Dr. Gertrude Caton-Thompson, os Africanos que falaram da existência de Zimbabwe foram desprezados por seus conquistadores Europeus como sendo “tudo boatos absurdos.” Isso também era verdade depois de alguns garimpeiros Europeus terem visitado locais sagrados do Zimbábue. (Consulte a página 229 de BLACK MAN OF THE NILE (HOMEM PRETO DO NILO).]

A Dr.ª Caton-Thompson foi, muito pouco tempo depois, seguida por vários outros antropólogos, historiadores e educadores de diversas disciplinas, todos os quais foram para a área do SANTO DOS SANTOS [HOLY OF HOLIES] dos povos Zimbw and Rozwis que são os descendentes daqueles que originalmente criaram e desenvolveram a ELEVADA-CULTURA [HIGH-CULTURE] (Civilização) que o produziu. Isso foi depois que a maioria deles [Estudiosos Europeus] tinham renomeado o Santo dos Santos do Zimbabwe como a “METRÓPOLE AFRICANA”. É óbvio que o nome Africano não era bom o bastante para os BRANCOS CIVILIZADOS, a maioria dos quais tende para a posição de que tudo deve ter uma origem Anglo-Saxônica Judeo-Cristã Grego-centrada ou (caso contrário) não é de grande valor na existência humana. É claro que OS ÚNICOS POVOS VERDADEIRAMENTE CIVILIZADOS NO MUNDO SÃO EUROPEUS E EUROPEU-AMERICANOS; pelo menos essa é a impressão que pode-se ver em todas estas obras supostamente “AUTORITATIVAS” que estão sendo examinadas no que diz respeito à identidade do Africano. Sendo este o pensamento predominante da América e Europa Brancas, as instituições de ensino tiveram de ser orientadas para manter este mito. As igrejas, sinagogas, templos, mesquitas e todos os outros meios de desenvolvimento cultural da América-Européia tiveram os Africano-Americanos sendo não menos submetidos ao mesmo processo de lavagem cerebral nas mesmas instituições ou em outras configurado para eles pelas mesmas pessoas que possuem e controlam as [instituições] brancas.

Pode-se facilmente ver o mesmo paralelo no seguinte excerto do livro de Stanley Lane-Poole, THE MOORS IN SPAIN [OS MOUROS NA ESPANHA], como ele escreveu:

Os Espanhóis equivocados não sabiam o que estavam fazendo. . . Os ‘infiéis’ * foram obrigados a abandonar os seus costumes nativos e pitorescos, para assumir os chapéus e calças dos Cristãos, deixar de tomar banho e adotar a imundície dos conquistadores, a renunciar a sua língua, seus costumes e cerimônias, até mesmo os seus nomes.

[ * – “Os Mouros” [“The Moors”] (Africanos) “usavam calças largas” que eram folgadas na altura dos joelhos e estreitas na altura dos tornozelos;” é claro “pitorescas na cor.”]

Mais uma vez é preciso se perguntar como poderiam os Africanos ser considerados “NÃO-CIVILIZADOS” mesmo hoje, no século 20º EC., quando se sabe através de todos e cada historiador da Idade Média (e também desde os tempos antigos) que eles [Africanos] introduziram até mesmo o “BANHO COMUM” [“COMMON BATH”] aos Europeus da Península Ibérica – Espanha, Sul da França e Portugal. *

[* – J. A. Rogers, “Nature Knows No Color Line”; J. C. deGraft-Johnson, “African Glory” [“Glória Africano”]; B. Davidson, “The African Past” [“O Passado Africano”]; Stanley Lane-Poole, “The Moors In Spain” [Os Mouros na Espanha”]; Jane Soames, “The Coast of Barbary.” [“A Costa da Barbária”.]

A explicação de Stanley Lane-Poole de como estes Europeus também exigiram que os Africanos (Mouros) “. . .DEIXASSEM DE TOMAR BANHO. . .” foi de grande importância para aqueles que sempre consideraram os Africanos “MENOS CIVILIZADOS” do que são. Ele continuou:

Afirma-se que nada menos do que três milhões de Mouros * foram banidos entre a queda de Granada e a primeira década do século 17º. . . Mas os Espanhóis não entendem que eles mataram a sua galinha dos ovos de ouro [golden geese]. Durante séculos, a Espanha tinha sido o centro da civilização, a sede das artes e ciências, da aprendizagem e de todas as formas de iluminação refinada. Nenhum país na Europa até então aproximou-se [em grandeza] do domínio cultivado dos Mouros.

[ * – Os Mouros eram Africanos que originalmente vieram da área agora chamada de MAURITÂNIA, os colonialistas também a chamaram de “MAURITUS”.]

É muito necessário adentrar as declarações deste escritor a fim de se manter uma linha de pensamento muito importante nesta conjuntura. Pois aqui são os Africanos novamente que são os “PORTADORES DA CIVILIZAÇÃO” da Europa, neste caso entre os povos Ibéricos, que levaram-na [CIVILIZAÇÃO] para os confins do Norte e LESTE da Europa; enquanto que em tempos mais antigos foram os Etíopes e Egípcios, incluindo o Núbios e de outros povos dos Vales do Nilo e dos Grandes Lagos, que levaram-no para o Sul da Europa até que se difundiu para o que mais tarde foi chamado de “FILOSOFIA GREGA”.

Não foi só a Espanha que “MATOU A SUA GALINHA DOS OVOS DE OURO [GOLDEN GEESE]”, mas todos  os povos que participaram na des-Africanização da ELEVADA-CULTURA Africana introduzida na Europa a partir do Século 8º, quando os Africanos sob a liderança do General Tarikh invadiram e conquistaram a Ibéria em 711 EC., “MATARAM A SUA GALINHA DOS OVOS DE OURO [GOLDEN GEESE]”.

As revelações históricas de Stanley Lane-Poole continuaram:

Os Mouros foram banidos, e por algum tempo a Espanha brilhou como a lua, com uma luz emprestada; quando chegou o eclipse, e na escuridão a Espanha tem rastejado desde então. O verdadeiro memorial dos Mouros é visto nas extensões de terrenos desolados, de total esterilidade, onde outrora o Muçulmano * cultivou luxuriantes vinhas, azeitonas e amarelas espigas de milho; em uma população estúpida ignorante onde outrora a arte e a aprendizagem floresceram, [tornou-se] na estagnação e degradação gerais de um povo que tem irremediavelmente caído na escala das nações e tem merecido a sua humilhação.

[ * – A única coisa Árabe sobre os Mouros era que eles também eram Muçulmanos, depois de ter adotado a fé do Islã após a invasão Árabe do Norte da África no ano 640 EC. (d.C.) ou 18 A.H..]

O fenômeno surpreendente sobre os Mouros-Africanos na Espanha é que, eles estenderam seu governo por duzentos (200) anos – 1285 à 1485 EC. [d.C.] – em Granada; quando em todas as outras partes da Espanha os Mouros-Árabes já tinham sido expulsos pelos Espanhóis Cristãos em 1285 EC. Os Mouros-Africanos, os primeiro a entrar na Espanha – 711 EC. – foram na verdade os últimos a sair, em 1485 EC. [d.C.], que foi apenas sete (7) curtos anos antes de um Mouro-Africano chamado PIETRO OLONZO NINO tornar-se Capitão do Navio Almirante SANTA MARIA [Flagship SANTA MARIA]. Que foi o navio líder da expedição que Cristobal Colon * comandou como admirante (almirante).

[ * – Esse era o nome original do homem chamado “CRISTÓVÃO COLOMBO” [“CHRISTOPHER COLOMBUS”] nos livros de história dos Estados Unidos da América. O Africano que navegou o navio em que Colon serviu como “ALMIRANTE” e “EXPLORADOR” nasceu no que hoje é chamado de “MARROCOS”.]

Há certos fatos básicos que devem lembrados sobre este período da história quando os Africanos dominaram a Península Ibérica. A Espanha foi capturada pelo Africano, General Tarikh, alguns anos antes da chegada dos Mouros-Árabes na Espanha. *

[ * – Veja: J. C. deGraft-Johnson, “African Glory” (“Glória Africana”); J. A. Rogers, “World’s Great Men of Color” (“Grandes Homens de Cor do Mundo”).]

E a história é bem precisa em sua descrição de que Tarikh era um “HOMEM PRETO” [“BLACK MAN”], exatamente como qualquer outro Homem Preto que estamos sujeitos a ver nas ruas dos Estados Unidos da América, que está sendo chamado de “NEGRO” e outros tais nomes que não são de sua autoria ou seleção. *

[* – J. C. deGraft-Johnson, “African Glory” (“Glória Africana”); Jane Soames, “The Coast of Barbary.” (“A Costa da Barbária”).]

O General Tarikh foi o primeiro dos Mouros a capturar a primeira parte da Península Ibérica. Ele realizou esta façanha no ano 711 EC. [d.C] * Ele também havia lutado contra os Árabes-Muçulmanos da Arábia por volta de 680 EC. [d.C.], isto antes de sua captura por eles e sua posterior conversão ao Islamismo para salvar sua própria vida e para manter seu status como um general.

[ * – Ibid.]

Com os Mouros-Africanos e Mouros-Árabes na Espanha os casamentos entre-Cristãos-e-Muçulmanos e conversões de Cristãos à fé Muçulmana (Islam) tornaram-se generalizados, assim como era de se esperar quando qualquer conquistador entra na pátria de qualquer povo conquistado. Em outras palavras, os Africanos e Asiáticos MISCIGENARAM e AMALGAMARAM com a população Européia que eles encontraram na Península Ibérica, assim como Africanos indígenas precedentes tinham feito com os Romanos durante a 1ª (primeira) e 2ª (segunda) GUERRAS PÚNICAS, ou com os Anglo-Saxões (em particular os Ingleses, Irlandeses, Escoceses, Galêses [Welsh] e Gauleses [Gauls]) durante o reinado do Imperador Africano do Império Romano – Septímio Severo; * Igualmente como os Europeus fizeram com Africanos escravizados e os então-chamados “NEGROS AMERICANOS” e “NEGROS DAS ÍNCIAD OCIDENTAIS.” **

[ * – Jane Soames, “The Coast of Barbary.” (“A Costa da Barbária”); J. C. deGraft-Johnson “African Glory” (“Glória Africano”); J. A. Rogers, “World’s Great Men of Colour” (Grandes Homens de Cor do Mundo”); B. Davidson, “African Past” (“Passado Africano”).]

[ ** – Deve-se notar que os Africanos trazidos para o Caribe (à partir de 1503) e para as Américas (1619 ou 1620, no caso dos Estados Unidos da América) – quando ainda colônia Britânica – não mudaram para “NEGROS” porque historiadores e outros educadores Europeus e Europeu-Americanos garantiram que fosse assim.]

Houve um salto de quase 700 a 1.000 anos para antes do ponto básico do presente Capítulo, devido, somente à necessidade das referências pertinentes que foram primordiais para esta área da identificação do Africano na história do mundo, em particular, o seu envolvimento com os primeiros povos do sul do lado Europeu do Mar Mediterrâneo. Se estas conclusões, que se tem conseguido observar, tivessem sido contestadas por Africanos e descendentes de Africanos em todo o mundo, a maior parte da mal-concebida NEGROFOBIA racista que os homens de letras e de posição elevada dentro da atual estrutura da academia têm perpetuado através do pretexto de pronunciamentos acadêmicos poderia ter sido interrompida, ou pelo menos dissuadida. E, os povos de todo o mundo teriam sido um pouco menos confusos quanto ao patrimônio/herança e história dos gloriosos povos da África, o que teria certamente removido a possibilidade de tais povos terem que ser julgados UNICAMENTE COM BASE EM SUA COR PRETA, “RAÇA”, RELIGIÃO E/OU LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DE NASCIMENTO, e por quaisquer outras razões pelas quais homens e mulheres superficialmente discriminam seus irmãos e irmãs seres humanos.

O professor James H. Breasted em seu livro, ANCIENT RECORDS OF EGYPT [REGISTROS ANTIGOS DO EGITO], Volume I, página 358, escreveu o seguinte:

               Este nobre de Aswan no Nilo Oriente foi enviado por Pepi II – final do terceiro milênio A.C. – Em duas expedições imperiais para o sul para as terras Núbias de Wawat e Irthet, preparando assim o caminho para conquistas posteriores. Suas inscrições subsistem.

O professor Breasted estava lidando com a construção do início do Império Egípcio, indicando que o contato que existia entre os indígenas Egípcios e Núbios, ambos os quais do que hoje é chamado de “ESTOQUE NEGRÓIDE”. Eles não eram povos “NEGROS” ou “NEGRÓIDES”. *

[ * – O termo “Negróide” não tem nenhuma base científica definitiva; o mesmo para (os termos) “Caucasóide” e “Mongolóide”. Pode-se ver qualquer uma dessas supostas “características raciais” em qualquer grupo de pessoas.
Principais  entre aqueles que continuam a perpetuar certos insultos étnicos contra os Pretos ( “Negros”), e ainda assim, reivindicando a liderança das mesmas pessoas, estão a National Association for the Advancement of Colored People [Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor] (NAACP), Urban League, National Association of Colored Women [Associação Nacional de Mulheres de Cor], etc. Por exemplo: Será que alguém pode ver qualquer coisa que não tenha uma cor? O que é então que se entende por “Mulheres de Cor” [“Colored Women”] ? A continuação do uso por si só não torna nada direito;  a prova por fatos, por meio de evidências, o faz.]

Tais nomes [rótulos], que os escritores e historiadores Europeus e Europeu-Americanas continuam a chamar os povos indígenas Africanas, nunca foram usados nos tempos antigos, os antigos não conhecendo estes termos e as emoções que os engendraram. No entanto, eles continuam a utilizar esses nomes como a menor resistência às críticas daqueles que estão no poder que controlam os meios de subsistência econômica dos povos Pretos com a comunidade acadêmica branca não excluída.

No Volume II, nas páginas 486 e 487 da obra acima, o professor Breasted também observou:

               Desde tempos muito antigos Egípcios também negociaram com Punt, que pode ser localizada na extremidade sul do Mar Vermelho e na costa norte da Somália atual. Uma grande expedição ordenada pela rainha Hatshepsut (1490 – 1468 A.C., pela datação conjectural de Gardine) está maravilhosamente registrada no templo da rainha em Deir-el-Bahri. * Aqui, junto com muitas inscrições, estão retratadas cenas de Punt, um “retrato” do chefe de Punt e outro de sua esposa, que encontram-se em cima de um burro; Os primeiros registros pictóricos da África “ao Sul do Saara”, juntamente com uma lista explícita do “carregamento dos navios fortemente carregados com maravilhas di país de Punt.” *2  *3 *2 Contemporânio de Hatshepsut, Authmosis III (1490 – 1436 por datação conjectural), continuou o comércio.

[ * – Consulte a página 245 desta obra.]
[ *2 – O professor Breasted sabiamente ocultou a sua própria classificação dos Africanos indígenas do Egito e aqueles “ao Sul do Saara” por meio dos sinais de cotação. O resultado é o mesmo que se ele não tivesse colocado essa conotação comum entre aspas. Ele também tentou provar que os Africanos ao Norte do Saara eram de uma “RAÇA” diferente da daqueles ao Sul do Saara. O que é que havia entre os antigos Egípcios (norte-Africanos) que não se poderia encontrar entre aqueles da África Central e do Sul a não ser um desenvolvimento muito mais extenso de culturas comuns; todo o qual é evidenciado em torno dos Grandes Lagos Africanos, perto do Congo, Uganda, Etiópia, Tanzânia, Tchad (Chade), etc (Veja as páginas 679-682 para localização geográfica desta área).]
[ *3 – Consulte a página 160 do capítulo “A PICTORIAL REVIEW OF ANCIENT EGYPT” (“UMA REVISÃO HISTÓRICA DO EGITO ANTIGO.”) Em “BLACK MAN OF THE NILE” (“HOMEM PRETO DO NILO”), por Yosef ben-Jochannan de 1970.]

Os erros, ou distorções intencionais, sobre a história da África não foram só escritos por historiadores Europeus e Europeu-Americanos e outros educadores de várias disciplinas durante, mas desde, o comércio de escravos Africanos. Heródoto, o primeiro dos historiadores Europeus, * também se engajou em injetar seus próprios valores Europeus na história Africana, enquanto descrevendo o que ele acreditava ser “COSTUMES ETÍOPES (KUSHITAS) DE ADORAÇÃO”.

[ * – A maioria dos educadores Europeus e Europeu-Americanos dão a impressão de que “Heródoto foi o pai da história.” Isso seria correto se eles só estivessem se referindo à história Européia. Ele (Heródoto) foi para a África para aprender os fundamentos da história, como será visto no capítulo IX, ORIGENS AFRICANAS DA “FILOSOFIA GREGA”.]

Assim, ele [Heródoto] escreveu, de acordo com a tradução em Inglês por Aubrey deSelincourt de HERODOTUS: THE HISTORIES (HERÓDOTO: AS HISTÓRIAS):

               Depois de atravessar o lago chega-se novamente ao fluxo do Nilo, que corre para ele. * Neste ponto, deve-se desembarcar e viajar ao longo da margem do rio durante quarenta dias, porque pedras afiadas, algumas aparecendo acima da água e muitas logo abaixo, tornam o rio impraticável para barcos. Após a viagem de 40 dias em terra toma-se outro barco e em doze dias atinge-se uma grande cidade chamada Meroe, que dizem ser a capital da Etiópia. Os habitantes adoram somente Zeus e Dionísio entre os Deuses, considerando-os em grande honra. Existe um Oráculo de Zeus lá, e eles fazem guerra de acordo com as suas declarações, tirando destas tanto a ocasião quanto o objetivo de suas várias expedições.

[ * – Heródoto sabia muito pouco sobre o Nilo. Consulte o seu mapa na página    deste volume, que ele desenhou no ano 450 A.E.C. (a.C.).]

Em primeiro lugar, deve-se notar que Heródoto tocou em uma das principais razões pelas quais Alexandre II (“o grande”) invadiu Kimit no ano 332 AEC. (a.C.) para falar e se consultar com o famoso Oráculo que estava vivendo em Amon. Em segundo lugar, o argumento sobre a antiga nação de Kush (Etiópia) não estando dentro dos limites da Etiópia moderna foi provado estar equivocado de acordo com as suas descobertas, nas quais ele observou que:

. . . UMA CIDADE GRANDE NOMEADA MEROE, QUE DIZEM SER A CAPITAL DOS ETÍOPES. . .

Deve ser lembrado que Heródoto passou tempo suficiente viajando ao longo dos vales do Nilo para conhecer as pessoas com quem ele viveu, que ele poderia ter descrito-los com precisão de detalhes, o que ele fez da seguinte maneira:

OS CÓLQUIDAS, EGÍPCIOS E ETÍOPES TÊM LÁBIOS GROSSOS, NARIZ LARGO, CABELO LANOSO E SÃO QUEIMADOS DE PELE.

Voltando à descrição da viagem de Heródoto ao longo do Nilo, é muito evidente que ele tentou falar como [se fosse] uma “AUTORIDADE”, como fazem tantos educadores modernos, sobre a religião da Etiópia, embora ele admitiu que não tinha visto o interior de um templo Etíope ou estudado sua religião. Ele cometeu o mesmo erro que  o “HOMEM MODERNO” do Professor Jeffreys com relação a África e os Africanos. Mas, Heródoto foi ainda mais longe ao sugerir que:

. . . os Etíopes adoram os Deuses dos Gregos, Zeus e Dionísio.

Em outra frase o seguinte está escrito:

. . . não podia entrar na Etiópia, o Nilo não estava navegável.”

Quem “não podia entrar na Etiópia” (Etiópia, Kush ou de Cush)? Heródoto. Por quê? Por causa das barreiras naturais formadas pelas várias Catarata que ele havia encontrado. Obviamente, ele tinha alcançado a Primeira (1ª) Catarata, que o teria colocado dentro da fronteira do ALTO EGITO ou no Sudão moderno antes da Conferência de Berlim de 1884-1885 EC. (d.C.) ter removido a fronteira de volta para uma posição ao sul.

Quando Heródoto se referiu a:

. . . OS FLUXOS DO NILO, QUE CORRE PARA ELE,

ele estava obviamente dirigindo a atenção para o RIO ATBARA com o seu início nas Terras Altas da Etiópia e que se conecta com o Nilo Branco e Nilo Azul em ATBARA no Sudão, apenas um pouco ao sul da Primeira (1ª) Catarata.

Em outras palavras, pode-se dizer com segurança que Heródoto fez sua conclusão sobre a adoração dos Etíopes baseado unicamente em boatos. No entanto, milhares de  historiadores e outros escritores Europeus e Europeu-Americanos (“Ocidentais”) escreveram milhões de volumes ecoando a descrição de Heródoto sobre a religião da Etiópia como (sendo) “VERDADE”, ignorando os historiadores da Etiópia que protestaram contra as imprecisões de tal relato. Isto continuou até o final do século XX EC. (d.C.) até os “Ocidentais” finalmente aceitarem o fato de que os Etíopes, de fato, não adoravam ZEUS ou DIONÍSIO na Etiópia (Kush ou Cush).

Há um outro aspecto importante da NEGROFOBIA entre os historiadores atuais que projetam SUPREMACIA BRANCA como história; muitos dos quais irão, e o têm feito, destruir a imagem de qualquer Africano (Homem Preto) sempre que eles não conseguirem estabelecer na mente de outros a não-existência do Africano no antigo norte e sul da África. Sua teoria é:

SE VOCÊ NÃO PUDER CONVENCER AS PESSOAS QUE O AFRICANO NÃO EXISTIA DE TODO EM UMA DETERMINADA SOCIEDADE NA ÁFRICA, ENTÃO DIGA QUE ELE TINHA UMA MÃE OU PAI BRANCOS, etc.

E se isso ainda não fizer o truque necessário e não cumprir a meta desejada, eles sempre têm a contramedida de que o Africano:

GOVERNAVA COMO UM DÉSPOTA, ELE ASSASSINAVA INESCRUPULOSAMENTE; ELE NÃO TRATAVA SEU PRÓPRIO POVO COMO DEVIA.

Este tipo de comportamento apresentou-se tão cedo quanto  as acusações feitas contra o Imperador Africano de Roma, Septímio Severo, que alegadamente:

INICIOU A PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS E SUAS INSTITUIÇÕES NO ANO DE 193 D.C. *

[ * – Ensinamentos Cristãos Ortodoxos comuns sobre os “primeiros mártires da Cristandade.”]

A mesma IGREJA e INSTITUIÇÕES que Septímio Severo é acusado de perseguir também foram acusada por seu filho que o sucedeu em sua morte. Pois foi Caracalla que na verdade era o Imperador do Império Romano no início das prossecuções daqueles que estavam perturbando a “LEI E ORDEM” Romana, [prossecução esta] que incluiu Hebreus (hoje chamados de “Judeus”) e outros cidadãos Romanos de uma infinidade de outras crenças religiosas, mas da qual os Cristãos Ortodoxos eram os maiores em números.

O tipo de propaganda acima contra o maior dos Imperadores Africanos do Império Romano é uma fraca tentativa por parte dos auto-nomeados protetores do mundo para JESUS CRISTO, da Cristandade, para manchar seu caráter. Isso, no entanto, é, caso possa se presumir que a conduta do imperador Caracalla estava errada em perseguir os Cristãos e outros que estavam perturbando a LEI E ORDEM [ORDEM PÚBLICA] e a PAZ e TRANQUILIDADE no Império Romano. Se esta é a posição a se adotar, então, deve-se também notar que o mesmo tipo de pressões colocadas sobre aqueles que perturbam a LEI E ORDEM [ORDEM PÚBLICA] e a PAZ e TRANQUILIDADE na década de 1970 em todo os Estados Unidos da América deve ser avaliado da mesma maneira que os Cristãos perseguidos dos dias do Imperador Caracalla, em Roma – isto é, contanto que os padrões de JESUS CRISTO e JEHOVAH não mudem de país para país, ou de raça para raça. Mas, também é óbvio que o Imperador Septímio Severo tem sido julgado nos livros de história Brancos da maioria dos escritores “Ocidentais” por motivos outros do que por suas ações como o Imperador do Império ou Estado Romano. Ele ainda está sendo julgado por causa de sua Africanidade – NEGRITUDE. *

[ * – O “Homem Moderno” (o que quer que isso seja) afirma  ter-se tornado mais sábio do que seu irmão mais antigo. Talvez o fato de que os antigos evitavam o ardor do preconceito de cor seja a razão para o “Homem Moderno” chamar isso de um sinal de sua “mentalidade primitiva”. Assim isso continua, se o racismo prevalecente de educadores modernos deve prevalecer.]

É claro que este raciocínio não é verdadeiro para os historiadores Cristãos que foram seus contemporâneos. Pois é somente para os últimos dois séculos que os protagonistas do [mito do] NORTE DA ÁFRICA CAUCASIANO A QUALQUE CUSTO começaram a implicar, e afirmaram, que o Imperador Septímio Severo era. . .

“UM IMPERADOR DESPÓTICO . . .,” etc.,

em virtude do fato de que ele era um Africano – um HOMEM PRETO; ou como muitos preferem declará-lo: UM MEMBRO DA RAÇA NEGRA.

No entanto, se a primeira parte da técnica de GRANDE MENTIRA é deflacionada, e isso tem sido provado um fato, as outras partes permanecem desacreditadas também, e mais comentários não precisam ser feitos em nome do Imperador. Deve-se também lembrar que a Igreja de Roma, em seus próprios pronunciamentos históricos e escritos, afirmou que:

“Em 19 de julho, 180 d.C., FELICITAS E PERPÉTUA FORAM MARTIRIZADAS PELOS SOLDADOS DO IMPERADOR SEPTÍMIO SEVERO.” *

[ * – Toda a História da Igreja Católica Romana conhecida para o autor estabeleceu esta data.]
Claro que é presumido por muitos historiadores “Ocidentais” que projetam sua NEGROFOBIA constantemente, que seus leitores não vão se lembrar da data em que o Imperador Africano do Império Romano, Septímio Severo, * subiu ao trono em Roma; o que não ocorreu até 13 (treze) longos anos depois da alegado martírio de NAMPHAMO, FELICITAS, e PERPÉTUA, todos os três dos quais foram supostamente:

“OS PRIMEIROS MÁRTIRES CRISTÃOS.”

[ * – Ele (Septímio Severo) subiu ao trono do Império Romano em 167 d.C. (Ver: Jane Soames, “The Coast of Barbary”; J.C. deGraft-Johnson, “African Glory”; J.A. Rogers, “World’s Great Men of Color”).]

Estranho porém, todos eles eram Africanos indígenas como o próprio Imperador; todos os quatro sendo de nascimento Cartaginês. Todos eles teriam que se registrar no Censo Federal dos Estados Unidos da América na década de 1970 como “NEGROS”, ou, no mínimo, “AFRO-AMERICANOS”. Até mesmo o termo “Mulato” não serviria para eles.

Alguém irá perguntar por que tanto tempo está sendo gasto sobre o papel da IGREJA de ROMA no que diz respeito à história do Africano (Homem Preto)? A resposta é [que isso é] estritamente fundamental. Assim: A IGREJA CATÓLICA ROMANA, com a sua sede do governo em Roma, Itália, através da seus “MISSIONÁRIOS CRISTÃOS” (de Estilo Europeu), juntamente com os governos colonialistas de Espanha e Portugal e outros em toda a Europa, foram parceiros iguais, e igualmente partilharam na destruição de muitas das Elevadas-Culturas (civilizações) Africanas e na distorção da sua história.
Isto foi verdade não só do Norte de África, mas da África Ocidental e Central. O Protestantismo não está isento; a única diferença é que os PROTESTANTES entraram na prossecução e perseguição dos povos Africanos e suas instituições após os CATÓLICOS ROMANOS e MUÇULMANOS ÁRABES já terem começado.

[ * – A Igreja Católica Romana estava envolvida com a divisão do mundo entre Espanha e Portugal durante o século 15º. Ela estava envolvida com os primeiros Africanos escravizados na Europa; quando o Papa Martinho V aceitou um presente de 5 Africanos como escravos – do príncipe Henry de Portugal. A Igreja foi outrora um dos maiores proprietários de escravos no mundo. Um dos seus Bispos – o Reverendíssimo Bartolome de LasCasas – introduziu Africanos da Espanha, chamados “Mouros”, como escravos na ilha de Hayte [Haiti] (ou Hispaniola) no Hemisfério Ocidental (Ilhas do Caribe). Isso não exclui os Protestantes que seguiram a liderança da Igreja Romana.]

E, claro, neste papel todos igualmente assumiram e colheram enormes benefícios econômicos durante os períodos iniciais no Norte da África (como detalhado por Sylvianus o Monge [Sylvianus the Monk]) e até os dias de hoje na maior parte da África, particularmente onde a Espanha, França, Portugal, Bélgica e Itália dominaram ou onde sua insfera de influência ainda controla. *

[ * – Isso não quer dizer que os Católico-Romanos de hoje devam ser perseguidos pelos erros de seus precursores. Isso quer dizer, no entanto, que eles devem fazer reparações às vítimas.]

Completando o raciocínio sobre o maior Imperador Africano de todo o Império Romano, incluindo Inglaterra (Angloland) e todas as ilhas à mesma associadas, mais uma vez, é necessário citar outro autor e “autoridade” sobre esta fase da história Africana e a identidade dos povos Africanos, Jane Soames, de seu livro,  THE COAST OF THE BARBARY [A COSTA DA BARBÁRIA], página 47:

              Assim como Gibbon partiu da presunção, a qual era na realidade um preconceito e embasou todo o seu trabalho em cima desta, assim hoje, tendemos a enfatizar esses elementos contribuidores para a morte de Roma, que marcham com nossas próprias preocupações e parecem suportar as teorias econômicas, sociais, religiosas e raciais contemporâneas que acabam apelando a nós. Há, no entanto, um consenso geral sobre o fato de que Roma não foi assassinada, mas morreu de uma doença mortal, cujos sintomas eram evidentes muito antes da crise final se estabelecer, e o Imperador Africano Septímio Severo provavelmente não estava muito errado no paliativo que adotou para evitar o dia do mal. Sua preocupação com a eficiência do exército, para além da consideração pessoal, surgiu a partir de conhecimento instintivo de que sem ele tudo estaria perdido.

Os BRANCO-SUPREMACISTAS atuais, muitos dos quais se dizem “TEÓLOGOS CRISTÃOS”, não sumarizam o início da queda do Império Romano sob este Imperador Africano de Roma com a mesma lógica empregada no trecho acima por Jane Soames. Eles insistem que foi algum tipo de:

“. . . FORÇA MISTERIOSA DA PARTE DE JESUS CRISTO QUE ESMAGOU O IMPÉRIO ROMANO E SEU MALÉVOLO IMPERADOR AFRICANO.” *

[ * – Sermões de Púlpito em geral da parte do clero contra todos os que tiveram que lutar contra os primeiros Cristãos. Sua derrota era dito ter sido as obras de “Jesus Cristo” (ou “Deus”). Eles vêem professar o Cristianismo como equivalente à (professar) “justiça” e “piedade“. Que eles são os “representantes de Deus” (Jesus Cristo) na terra“. No entanto, eles não vêem que o mesmo “Deus” esmagou os Cruzados. Naturalmente, este último caso não é considerado uma falha de Deus para ajudar a sua “frente de Soldados de Cristo” a derrotar os “Muçulmanos pagãos” e outros “pagãos“.]

Quantas vezes não têm esta última citação de jargão religioso sido pregada no púlpito de tantas “Igrejas Cristãs”? Quantas vezes as pessoas de origem Africana não eram o principal público ouvinte e estavam digerirndo esta linha racista de assassinato do caráter de um de seus companheiros Africanos, tudo em nome de eles estarem a serviço do SENHOR JESUS CRISTO, que os cegava ao ponto de ninguém poder dizer e fazer qualquer coisa contra um deles sem qualquer resposta contra o perpetuador? No entanto, isso continua, como:

“. . . AS PALAVRAS DO SENHOR DEUS – JESUS CRISTO – E SEU MINISTÉRIO,” etc., etc., Amém.

Claro, uma vez que Deus, ele próprio, é suposto ter. . .

COLOCADO NAS MENTES DE SEUS REPRESENTANTES TERRENOS * ATRAVÉS DE INSPIRAÇÕES E SONHOS. . . ,

[ * – Sacerdotes, Rabinos, Ministros, Imames e outros intitulados “MEMBROS DO CLERO.”]

os representantes permanecem infalíveis, e seus pronunciamentos inquestionáveis. Eles foram colocados acima e além dos limites de interrogatório pela simples evidência de sua profissão, que eles preferem rotular como sua “VOCAÇÃO”.
Mas para a mente inquiridora este tipo de caracterização maliciosa de qualquer Africano ou grupo de Africanos não pode ser deixada permanecer incontestada neste – a última metade do século XX E.C. A HISTÓRIA VERDADEIRA DA ÁFRICA E DOS POVOS AFRICANOS não pode mais permanecer distorcida apenas para salvar a santidade de certos “PAIS DA IGREJA” e seus subordinados do passado e do presente, da exposição que tem sido necessária por muito tempo.

A desinformação tradicional na História da Igreja Cristã, Católicos e Protestantes da mesma forma, defende todo tipo de propaganda – a qual muitos então-chamados “NEGROS” – repetem como papagaios sem questionar. Estes “NEGROS” pagam milhões de dólares diários e muitos milhões mais aos domingos para ouvir certos membros do CLERO, também conhecidos como “HOMENS DO PANO” [“MEN OF THE CLOTH”], dizer-lhes o quanto menos do que humanos os Africanos e os descendentes dos Africanos (eles próprios) são, mas a grandeza dos Europeus e seus descendentes (Brancos) dos Estados Unidos da América e da Europa que viajaram à África é exaltada sob o rótulo de “MISSIONÁRIOS CRISTÃOS”. *

[ * – Alguns “Pregadores Negros” ainda afirmam, em seu púlpito, que o seu próprio povo Preto está pagando um preço por causa da “maldição de Deus contra Cam (Ham)”. Eles aceitaram a história mítica de “Cam” (“Ham”) na Torá Hebraica (Bíblia) como sendo. . . “A fonte a partir de onde o povo Preto se originou”. Felizmente, a maioria dos clérigos Pretos de seminários têm se recusado a tagarelar este evangelho racista estereotipado; mas os então-chamados “Pregadores de Frente de Lojas” (“Store Front Preachers) continuam a sua perpetuação.]

Mas, a verdadeira ironia desta tragédia vem quando um “MINISTRO NEGRO” está diante de um congregação toda-“NEGRA” e diz-lhes:

“SEUS CORAÇÕES TEM QUE SER BRANCOS COMO A NEVE ANTES QUE VOCÊS POSSAM ENTRAR PELAS PORTAS DO REINO DOS CÉUS.”

A imaginação deve esticar-se muito longe de fato para ver um tal destino;

UM HOMEM PRETO COM UM CORAÇÃO BRANCO.

Talvez isso também seja possível sob os ensinamentos MISSIONÁRIOS CRISTÃOS atuais; uma vez que deve-se entender que esses professores receberam essas palavras:

“DIRETAMENTE DE HOMENS SANTOS INSPIRADOS POR JESUS CRISTO,”

algumas palavras foram recebidas pela entrada de:

ANJOS ENVIADOS COM SONHOS MAGISTRAIS,

que são, por sua vez, passados adiante para as congregações que não são tão dotadas com o poder de receber SONHOS. Pelo menos, esta é a impressão dada por estes homens que entram em áreas das quais eles sabem muito pouco ou absolutamente nada sobre, mas sobre as quais eles fingem e agem como autoridades; disso eles têm sido culpados por espalhar falsos rumores sobre a África e seus filhos e filhas. A maioria deles estão cientes das várias versões de cada BÍBLIA, mas não sabem praticamente nada sobre o desenvolvimento da história e cultura das pessoas a quem esse livro alude; nem são conscientes da história das instituições que fabricaram dito livro e outras obras que se originam a partir dele; * Todos os quais são projetados para manter a imagem de SUPREMACIA BRANCA e de um NORTE E LESTE DA ÁFRICA CAUCASIANO, já que a maioria dos personagens bíblicos na fundação do JUDEO-CRISTIANISMO eram em sua maior parte NATIVOS (Africanos indígenas), de outra maneira hoje chamados de NEGROS, etc, DO NORTE E LESTE DA ÁFRICA.

[ * – Existem milhares de clérigos cujo único conhecimento de sua religião é através de (apenas) uma versão da “Bíblia Sagrada” Cristã ou de outra. Eles nunca receberam qualquer forma de ensinamentos seculares da história dentro do mesmo livro. Alguns realmente acreditar que. . . . “Deus escreveu a Bíblia“. Alguns chegam a afirmar que. . . .
a Religião Cristã foi a primeira religião conhecida pelo homem“, e outras crenças tais;
no entanto, esses “Homens de Deus” são responsáveis pela maior parte do fanatismo religioso e preconceito racial entre os homens hoje, assim como o foram nos anos passados.]

Deve-se esperar que estas revelações irão causar certas reações violentas por parte de muitos que podem presumir que a sua religião está sendo atacada, porque os seus líderes da igreja têm mantido-los na ignorância da história da igreja, tendo em conta que não muito frequentemente os próprios ministros não estão cientes das obras [livros] que detém tais informações. Por uma razão muito boa isto é assim regulado por aqueles cuja subsistência depende de um clero ignorante e uma congregação igualmente ignorante. Por que esta verdade é tão fundamental? Porque a maioria dos “MEMBROS DO CLERO” – Cristão, Hebraico (também chamado de “Judaísmo”), Muçulmano – estiveram envolvidos na colonização dos povos Africanos e/ou têm herdado os proventos dos mesmos através da função que sua respectiva religião desempenhou na tráfico de escravos da África para as ilhas do Caribe, para as Américas e para a Europa. Nem eles podem explicar porque não há imagens de. . .

ANJOS PRETOS, MARRONS, ou VERMELHOS VOANDO AO REDOR DO CÉU COM JESUS . . .

como os [anjos] BRANCOS LOIROS que pode-se ver todos os dias; o mesmo para os. . .

DISCÍPULOS SENTADOS À MESA COM JESUS DURANTE A FESTA DA PÁSCOA . . .

que os Cristãos chamam de “A ÚLTIMA CEIA”. Isso também se aplica igualmente ao JESUS CRISTO LOIRO à mesa com seus DISCÍPULOS LOIROS com nada além de ANJOS LOIROS voando em torno deles em umA Palestina PRETA ou MARROM (também chamada erroneamente de Israel); quando na verdade qualquer pessoa familiarizada com a história do mundo deve saber que a área em que tudo isso supostamente teve lugar é a terra de pessoas que não eram em nenhum aspecto semelhantes ao que hoje é chamado de “CAUCASIANOS”, de PELE-CLARA ou PELE-ESCURA. É por esta razão que a descrição de Heródoto das pessoas desta área em geral deve ser escondida ou de outra forma distorcida. Ele escreveu:

OS CÓLQUIDAS [COLCHIANS], OS EGÍPCIOS E OS ETÍOPES TÊM LÁBIOS GROSSOS, NARIZ LARGO, CABELO LANOSO, E SÃO QUEIMADOS DA PELE.

A descrição acima foi típica das pessoas que ocuparam as áreas em que a “ÚLTIMA CEIA” supostamente aconteceu, independentemente do que Michelangelo foi contratado para pintar para a SANTA SÉ de ROMA. Pelo menos se o retrato fosse mostrando as pessoas envolvidas como sendo um tanto BRONZEADAS pelo escaldante SOL e DESERTO da Palestina poderia ter havido algum terreno para a sua aceitação com um pouco de esforço da imaginação. Mas hoje, tão tarde quanto a segunda metade do século vigésimo da então-chamada “ERA CRISTÔ, os AFRICANOS (Pretos) e outros povos que não são rotuladas como “CAUCASIANOS”, e cuja herança e a pátria são tanto mais na Palestina (ou Israel) do que os Caucasianos Europeus (Brancos) estão questionando:

POR QUE É QUE NÓS TEMOS SIDO TANTO FISICAMENTE QUANTO MENTALMENTE EXCLUÍDOS DISSO, NOSSA HERANÇA, POR VOCÊS * POR TANTAS CENTENAS DE ANOS DE NOSSA ESCRAVIDÃO?

[ * – VOCÊS, neste caso, refere-se a todas as então-chamadas “AUTORIDADES” que têm por qualquer motivo que seja distorcido as páginas da HISTÓRIA MUNDIAL, a fim de perpetuar a GRANDE MENTIRA e MITO de um mundo que gira em torno de uma PURA e GRANDE RAÇA BRANCA que é, de outra maneira chamada de “CAUCASIANA”; com todo o conhecimento humano remontando apenas aos Gregos, cuja história data apenas de cerca de 3000 A.E.C.]

Qual será a resposta? Quem vai dar a resposta VERDADEIRA? Que está pronto para revisar os livros sobre HISTÓRIA MUNDIAL como ensinado nos Estados Unidos da América e na Europa. . .

PARA DIZER A VERDADE E NADA MAIS QUE A VERDADE? *

[ * – Estas perguntas prepresentam condições realmente existentes. Ignorá-las, como foi o caso durante os últimos quatrocentos anos, não irá fazê-las desaparecer. Elas são fundamentais para a paz mundial. Certamente elas são diretas, e talvez ferroam alguns puritanos; isso é bom. Talvez alguém que pode mudar estas coisas mova-se em tal sentido devido a este diálogo aberto e franco.]

.

CAPÍTULO III

CITAÇÕES HISTÓRICAS E COMENTÁRIOS SOBRE E DOS AFRICANOS

Este tema é de grande importância no sentido de que é possível observar que nos tempos antigos e no passado não muito distante os povos de todo o mundo reverenciaram os Africanos indígenas que são desprezadas pelos filhos daqueles que uma vez os adoraram. Estas citações são a partir de CAUCASIANOS DE PELE-CLARA, bem como os DE PELE-ESCURA; e, claro, a partir de AFRICANOS DE PELE-PRETA e outros que são de origem Africana – pessoas que agora são chamadas de “NEGROS, BANTOS”, e outros tais nomes de inferioridade que os colonialistas Europeus e Europeu-Americanos colocaram sobre os povos Africanos durante a sua escravização.

A primeira citação vem da ilustre “autoridade” Francesa, um homem Preto chamado Felix DuBois. Ele escreveu:

Essa realização traz a maior honra para a raça preta e merece, a partir deste ponto vista, toda a nossa atenção. No século 16º, a terra Songhay acordou. Um maravilhoso crescimento da civilização se deu ali, no coração do continente Preto. . . E essa civilização não foi imposta pelas circunstâncias, nem por um invasor, como é frequentemente o caso, mesmo em nossos dias. Ela foi desejada, suscitada, introduzida e perpetuada por um homem da raça Preta.

A descrição acima é tirada da obra de Felix DuBois em que ele descreveu as sociedades e culturas do Oeste Africano, TIMBUCTOO THE MYSTERIOUS. *

[ * – DuBois era ele próprio de Africana e Européia, o mesmo que muitos membros das casas reais da Inglaterra e Suécia hoje.]

Quando os comerciantes Árabes chegaram ao Sudão, em cerca de 1000 d.C., eles já encontraram um sistema bem organizado de comércio. Quando os Árabes visitaram pela primeira vez a Negrolândia por via Ocidental nos séculos 8º e 9º de nossa Era, eles encontraram os reis Pretos de Gana no auge de sua prosperidade.

O comentário acima foi escrito pela esposa (Lady Flora Shaw Lugard) do colonizador Britânico e mestre de genocídio na África – Capitão (Lord) Lugard. Note-se que a boa Senhora usou o termo “NEGROLÂNDIA”, * o qual é sublinhado pelo autor deste volume para observações. Por quê? Porque “NEGROLÂNDIA” era a continuação do insulto aos povos da África Ocidental citada tão orgulhosamente por Felix DuBois no extracto anterior de seu livro de renome mundial.

[ * – Ver nota Nº 22 do Capítulo II. – A palavra “Negro” veio do Português. Ela também foi colocada em mapas do século 17 C.E. por outros Europeus de mentalidade colonialista na África Ocidental para coincidir com a mítica “Negrolândia” que eles tinham já estabelecido. (Veja os mapas seguintes nas páginas 679 e 680).]

NEGROLÂNDIA foi uma criação da ficção imaginativa e mitológica da mente colonialista Européia da época da Senhora Lugard. Este [termo] foi incorporado nos mapas feitos por Europeus, tais como o do seu marido. (tudo começou com os Portuguêses.) Lugard, como Cecil Rhodes e Rei Leopoldo II da Bélgica, * foi o responsável pelo brutal assassinato de milhões e milhões de Africanos no Sul e Oeste da África. Estes homens, e outros como eles, cometeram um tipo de genocídio em África que não foi igualado nem mesmo por Adolph Hitler e seus Nazistas no auge do massacre dos Judeus da Europa ou pelo de estupro e assassinato da Etiópia e dos Etíopes do Leste da África por por Benito Mussolini. Estima-se conservadoramente que entre eles, eles mataram mais de 100 milhões de Africanos indígenas em sua busca por recursos naturais e mão-de-obra gratuita da África e do povo Africano. (Veja o mapa na página 701, na parte de trás deste volume para a área do Oeste Africano demarcada como “NEGROLÂNDIA” pelos Portugueses e todos os outros imperialistas e colonialistas Europeus que também tomaram parte na PARTIÇÃO DA ÁFRICA nas conferências de Berlim e Bruxelas de 1884 à 1896 E.C.)

[ * – Note que dezenas de colonialistas Europeu-Americanos sob o nome de “EMPRESÁRIOS” (“ENTREPRENEURS”) se juntaram a Leopoldo no que eles escolheram chamar de “O ESTADO LIVRE DO CONGO” (“THE CONGO FREE STATE”).]

Os vigorosos povos do Sudão Ocidental sempre foram distinguidos pela (sua) iniciativa comercial, ardor magistral, e aptidão para a arte de governar. A partir da combinação feliz dessas qualidades brotaram uma série de Estados políticos aos quais muitas vezes o estilo grandioso de império é vagamente atribuído. Ninguém, no entanto, pode contestar a justiça de sua aplicação ao grande Reino Mandingo, que é conhecido como o Império do Mali ou Mande, e às vezes é chamado de Melestina [Mellestine].

O trecho acima veio de E.W. Bovill, CARAVANS OF OLD SAHARA, página 67. É de se notar que “MALI” ou “MANDE” não era o nome correto deste império, este era MELLE, e os Africanos que o construiram foram o povo e cultura MANDE.
“MANDINGO” é de origem estritamente colonial Européia. As palavras sublinhadas pelo autor deste volume são com a finalidade de apontar que até mesmo quando os Europeus e Europeu-Americanos, em geral, tentam falar em louvores dos povos Africanos, certas observações depreciativas geralmente tem de ser incluidas [por eles] em boa medida . está Bovill insinuando que todas as nações da Europa que também foram chamadas de “impérios” eram de fato isso? Ou que pequenas unidades tribais minúsculas como a Letónia, Estónia, Lituânia e outras entidades políticas da Europa não foram, de fato, ESTADOS TRIBAIS tais como aqueles na África de hoje?

Da minha parte, quando eu ouvir falar do mal dos Africanos, vou assumir-me como sendo um [cidadão] de Granada: e quando eu perceber a nação de Granada a ser desaconselhada, então eu me declaro ser um Africano. *

[ * – A velha tradução Inglêsa é a partir da obra original.]

O trecho acima é tirado de uma das muitas grandes obras pelo notável historiador e viajante Africano Leo Africanus (Leão, o Africano), intitulada A HISTÓRIA E DESCRIÇÃO DE ÁFRICA, traduzida por John Pory e editada por Dr. R. Brown, Hakluyt Society, Londres, Inglaterra. Nota-se que este Africano falou de sua cultura sem escusas para a mesma. Também sobre o fato de que ele era orgulhoso de ser um Africano, e não queria que ninguém falasse “. . .DO MAL DOS AFRICANOS. . .” Isto ele sentiu, mesmo embora na época da sua escrita os Africanos chamados MOUROS [MOORS] ainda eram o centro da cultura e figuras de grandeza na Península Ibérica.

Forçados a defender-se contra invasões escravistas e ansiosos para quebrar o monopólio costeiro sobre a importação de produtos Europeus, nomeadamente de armas de fogo, os Fons do Daomé [Dahomey] romperam no mar em 1724. Eles se tornaram uma potência a qual os Europeus tiveram de considerar e tão logo aprenderam a respeitar.

O pequeno trecho acima foi escrito por Archibald Dalzel em seu livro, HISTORY OF DAHOMEY [A HISTORIA DO DAOMÉ], Londres, 1793, e aparece na página 60. O que Dalzel deixou de salientar, em sua obra, foi que o avanço dos Fons para a Costa Oeste da África foi ao mesmo período em que toda a costa do Oeste Africano foi dominada por traficantes de escravos e colonizadores Europeus. Os Fons foram forçados para a empresa de comércio de escravos como todos os outros Africanos depois deles. Esta foi a primeira vez na história da escravidão que os Africanos, de fato, tornaram-se envolvidos na venda de uns aos outros para os Europeus e Europeu-Americanos; eles tiveram que sucumbir à superioridade da pólvora sobre lanças, arcos e flechas. Este episódio principal em toda a história sórdida da escravização dos povos Africanos é sempre corrompido para remover a culpa dos Árabes e Europeus comerciantes de escravos pela demografia e estupro de África e seus filhos e filhas. É importante que cada leitor empregue algum tempo sobre esse período e esses povos da África Ocidental; sendo estes os responsáveis pelo exército de mulheres, AMAZONAS – os Fons de DAN e HOMY, * que os Franceses corromperam para “DAHOMEY”. Recomendado para fácil leitura nesta área são as obras de B. Davidson, especificamente a sua THE AFRICAN PAST [O PASSADO AFRICANO], páginas 233 e 234, New York, 1964. Isto não é um endosso do trabalho de Davidson, é uma recomendação porque no conjunto geral das obras de Europeus e Europeu-Americanos nesta área, a sua é a menos ofensiva para os Africanos.

[ * – Dan e Homy eram reis Africanos que lutaram pela terra. Dan venceu com a morte de Homy que ele tinha matado. Esta foi a maneira típica em que monarcas Europeus também estabeleceram controvérsias.]

Deve-se notar que Dalzel também foi governador da estação de negociação Inglêsa e do Castelo em Cape Coast. Ele também passou quatro (4) anos em Quidah, onde ele se envolveu pessoalmente com a então nascente nação de Dan e Homy – Danhomey ou Dahomey [Daomé] (Lar ou Terra dos Fons).

               Em Kilwa há muitas casas fortes de vários andares de altura. Elas são construídas de pedra e argamassa e rebocadas com vários desenhos. Assim que a cidade tinha sido tomada sem oposição, o Vigário-Geral e alguns dos padres Franciscanos vieram em terra carregando duas cruzes em procissão e cantando o TE DEUM. Eles foram para o palácio, e lá a cruz foi colocada e o Grão-Capitão rezou. Então todos começaram a saquear a cidade de toda a sua mercadoria e provisões. Dois dias depois, d’Almeida incendiou a cidade, destruindo, como explica o relato de DeBarros, “a maior parte desta cidade- abominação.”

O trecho acima tomada do trabalho de Basil Davidson, THE AFRICAN PAST, p. 136, que é a melhor tradução Inglêsa disponível até à data. Ele também destaca a razão pela qual tanta atenção foi dada ao papel dos missionários Cristãos Europeus que foram companheiros colonialistas e aventureiros imperialistas na exploração dos Africanos e seu continente. Aqui se vê claramente o papel do clero como eles se tornaram envolvidos com a destruição de uma outra comunidade não-violenta pacífica de Africanos que não fizeram nenhuma defesa enquanto sua “. . . CIDADE TINHA SIDO TOMADA SEM OPOSIÇÃO”. Seu palácio (dos Africanos) foi saqueado, enquanto os padres Franciscanos plantaram suas cruzes. Tudo isso tendo ocorrido em Kilwa, África Oriental, por “EUROPEUS CIVILIZADOS” contra “AFRICANOS INCIVILIZADOS” em sua própria terra natal, e para seu próprio bem. Em troca eles receberam bíblias Cristãs em estilo-Europeu, e uma chance de ser escravos.

               Há uma outra morada de Mouros [Moores] a dois tiros de espingarda do Castelo, pobres e miseráveis, que vivem servindo aos Portugueses. As mulheres desempenham os ofícios de agricultura e agronomia; como também o fazem os Mouros. Eles pagam dízimos para a Igreja Dominicana. A fortaleza foi construída em 1505 por Pero da Nhaya, com o consentimento do Rei Mouro Zufe, um homem cego de ambos os olhos (em ambos os sentidos, [olhos] externos, religiosos e políticos) que, se arrependendo muito tarde, pensou em suplantá-la com traição, que eles voltaram contra ele mesmo e mataram-no. Em tempos antigos haviam pequenos Reis Mouros * no litoral, poucos dos quais permaneceram em razão da sucessão de Capitães Portugueses em seus lugares, e de sua amizade e comércio com o Rei Quitene desses países.

[ * – A palavra MOUROS (MOORES) é usada aqui para representar todos os Africanos da religião Muçulmana (Muslim) – também chamada de Islam. Todos os habitantes Muçulmanos da África foram chamados por esse nome durante este período na história Africana e antes da chegada de ‘dos Santos’. No entanto, a maioria deles foram posteriormente registrados como “SWAHILIS” por Europeus colonizadores, historiadores, missionários, e outros.]

As observações [citação] acima são a partir de um livro do Padre Dominicano, João dos Santos, intitulado ETIÓPIA ORIENTAL (como traduzido para o Inglês em Purchas, HIS PILGRIMS, reimpresso em Glassgow, Escócia, 1905. Ver também, J. Pinkerton, A GENERAL COLLECTION OF THE BEST AND MOST INTERESTING VOYAGES AND TRAVELS, Vol. 16, Londres, 1814.) Deve-se perguntar se esse padre acreditava que alguma vez chegaria um dia em que este tipo de comportamento bárbaro sob o pretexto de levar “CIVILIZAÇÃO” e “CRISTIANISMO” aos ” NATIVOS “seria levado à barra da justiça na terra antes de Jesus Cristo? E sobre a conduta desses missionários, será que eles foram TIPOS-CRISTÃOS, também? Também é estranho que este relatório esteja lidando com o período de 1586 E.C., durante o mesmo período em que os Boers (Holandeses) estavam acabando de chegar em Monomotapa, mas eles alegaram que, quando “chegaram à África do Sul não haviam quaisquer BANTOS e NEGROS vivendo PERTO do “OU/NO” Cabo”. Certamente que eles não encontraram quaisquer “NEGROS” E “BANTOS” lá. Este tipo de Africanos ainda não fora inventado para a África pelos Portugueses e os historiadores imperialistas Britânicos e privilegiados coloniais [colonial charters] e Cartógrafos.

O trecho acima é retirado do relatório de Diogo Simoes ao Rei de Portugal, em uma carta supostamente escrita pelo Monomotapa (Imperador) no ano de 1607 em 1º de agosto. Simoes na época era MANTENEDOR DOS ARQUIVOS E CRONISTA DA ÍNDIA. Partes da Índia estavam sob o domínio colonial Português. Vê-se neste drama um pouco da manobra política que levou os Africanos a perder todos os seus países para o colonialista Europeu. Em troca de canhões e pólvora da Europea eles renderam grande parte dos seus recursos naturais. Isso não quer dizer que o continente Africano foi tomado apenas dessa maneira; isso, no entanto, aponta para o fato de que um grupo de Africanos permitiu aos Europeus ajudá-los a combater outro [grupo], com os Europeus se tornando os vencedores sobre os dois ao fim do conflito. Não só isto é óbvio, mas outro fator é que os Europeus são vistos à luz da razão principal para sua vinda para a África e Ásia durante a primeira parte do século 15, foi pelos recursos naturais que eles poderiam obter para alimentar uma Europa faminta, em especial Portugal.

Na página seguinte está um retrato da figura magnífica chamada LE GRAND ROY MONOMOTAPA – O Grande Rei Monomotapa. Deve-se notar que a palavra MONOMOTAPA significava Rei ou Imperador. Os primeiros Europeus que vieram para o império (todo o extremo Sul da África do Sul, incluindo o Cabo) não entenderam que o nome do império também era a primeira parte do título do Imperador. O mesmo costume era aparente em outras partes de todo o continente Africano. Por exemplo: Gana foi nomeado para o Rei Gana, Melle [Mali] para o Rei Melle. Isso nem sempre foi verdade para todas as nações da África. Consulte a página 177 e leia a tradução em Inglês ou o original em Francês sobre Le Grand Roy Monomotapa. Observe a riqueza do seu manto e a coroa em sua cabeça. Tudo o que é supostamente a maneira em que um “NATIVO PAGÃO INCIVILIZADO” vive.

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Antonio Boccarro, cujo trabalho foi traduzido para o Inglês por Theal em seu próprio livro, RECORDS OF SOUTH EASTERN AFRICA, Vol. 3, 1900, seguiu a dosSantos e Simões. Ele também lidou com a maneira pela qual os exploradores Portugueses, nefastamente chamados de “DESCOBRIDORES e EXPLORADORES”, ficaram fabulosamente ricos por meio de pólvora e o abuso [misuse] da religião Cristã de estilo-Europeu – por sacerdotes e leigos igualmente – todos com a aprovação de Roma. A posterior chegada dos Protestantes não fez nenhuma diferença em termos de melhoria para os Africanos. Pelo contrário. Também não removeu o controle da escravidão pelos Árabe a qual tinha estado em marcha desenfreada por mais de 100 anos antes da chegada dos Portugueses à África Oriental em 1496 com Vasco Dagama.

Falando sobre arquivos, os seguintes dados dos Arquivos do Museu Britânicos devem revelar-se um ponto bastante interessante sobre o qual se examinar certas “VERDADES” –  como afirmadas na TORÁ Hebraica e BÍBLIA SAGRADA Cristã. É um documento entregue ao Museu pelo outrora mundialmente famoso Egiptólogo, Sir Ernest A. Wallis Budge, que se tornou o primeiro editor da obra. Observe a impressionante semelhança que existe entre o Papiro intitulado “THE TEACHINGS OF AMEN-EN-EOPE” [“OS ENSINAMENTOS DE AMEN-EM-OPE”] * e o suposto “PROVERBS OF SOLOMON” [“PROVÉRBIOS DE SALOMÃO”] Hebreu – O então-chamado “LIVRO CANÔNICO” na página 179 [a página seguinte].

Antes de examinar estes dois trabalhos o leitor deve lembrar-se que o Rei Salomão não foi conhecido por ter escrito qualquer livro antes ele de subir ao trono Hebreu em cerca de 970 AEC. [a.C.], que foi durante o governo da Vigésima-Primeira Dinastia de Kimit (Egito), na época em que os Faraós eram Tanitas [Tanites] do Reino da Época Baixa [Late Kingdom period]. Por outro lado, o Faraó, Amen-em-eope [Amen-em-ope], havia escrito muitas das principais obras lidandocom este tipo de abordagem para o Deus de Kimit. Este papiro especificamente foi escrito durante o ano 1000 AEC. [a.C.], pelo menos trinta e um (31) anos antes de Salomão subir ao trono Hebreu e ser creditado com o escrito que é chamado de “PROVÉRBIOS”.

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As revelações na página 179 [a página anterior] não devem ser de nenhuma surpresa para qualquer pessoa familiarizada com a origem das então-chamadas “RELIGIÕES OCIDENTAIS” no que diz respeito à África e aos seus criadores Africanos, especialmente no caso do Judaísmo, que teve o seu nascimento real na África – Kimit. Aqueles que fizeram a investigação nesta área estão plenamente conscientes de que as “LEIS MOSAICAS” básicas (Mandamentos e conceitos da Divindade) vieram a partir de treinamento que Moisés recebeu nas LEIS dos MISTÉRIOS DO EGITO, enquanto um menino, * e mais tarde como um homem adulto.

[ * – Veja a história do nascimento, educação, acusação de crime, etc. de Moisés, na Torá Hebraica.]

Isso é de acordo com o documento mais antigo sobre Moisés – O LIVRO DO ÊXODO, uma vez que o [Livro de] GENESIS foi antes de seu nascimento e termina com a morte de José [Joseph].  [O Livro do] ÊXODO também lidou com Moisés como um Africano do tipo que Heródoto descreveu em suas HISTÓRIAS, as quais foram citadas anteriormente nas páginas deste volume. A TORÁ ou O ANTIGO TESTAMENTO da BÍBLIA SAGRADA Cristã (qualquer versão) devem ser lidas em conjunção com esta revelação e com as seguintes obras listadas na bibliografia especial.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA SOBRE AS OBRAS COMPARATIVAS
Griffith, Ranke (In: Gressman), Sange DAR WEISBEITSBUCH DES AMENEN EOPE, 1925 (English translation: Amen-em-eope Teachings).

Blackman’s essay in “THE PSAMISTS”, (ed. By D.C. Simpson), 1926. Osterly and Robinson A HISTORY OF ISRAEL. (1934).

Hooke, S.H., (ed.) MYTH AND RITUAL (1933).

Jack, J.W., THE DATS OF THE EXODUS, (1925).

Blackman’s English translation of, DIE LITERATUR DER AGYPTER (1933).

Breasted, J.H., ANCIENT RECORDS OF EGYPT: THE HISTORICA DOCUMENTS.

Cook, S.A., THE RELIGION OF ANCIENT PALESTINE IN THE LIGHT OF ARCHEOLOGY (1930).

Smith, Homer W., MAN AND HIS GODS, (1953).

Buchler, DIE TOBIADEN UND DIE ONIADEN, (1899).

Frazier, J. THE GOLDEN BOUGH, (1922).

Cowley, JEWISH DOCUMENTS OF THE TIME OF EZRA, (1919).

Wallis Budge, Sir E.A., BOOK OF THE DEAD, (1959).
ARAMAIC PAPYRI OF THE FIFTH CENTURY B.C., (1923).

Higgins, Sir G., ANACALYPSIS, (1840).

Peets, EGYPT AND THE OLD TESTAMENT (1922).

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Sir John Harris explicando os motivos econômicos de um dos maiores colonialistas e imperialistas despóticos da África da Era Vitoriana que vieram da Inglaterra; escreveu:

                Foi o brilho cintilante do ouro no solo pedregoso da Matablelândia que forçou a mão de Sir Starr Jameson e obrigou-o a invadir Matable a partir do Forte Victoris, e ademais, os efeitos desse impacto sobre “os povos atrasados” têm sido sempre muito violentos; acompanhados de derramamento de sangue e crueldade em uma escala atroz.

O trecho acima foi tirado do livro de Sir John Harris, SLAVERY OR SACRED TRUST?, p. 68. *

[ * – Embora Sir John Harris esteja supostamente criticando seu companheiro colonialista, o senhor de escravos Cecil Rhodes; ele também mostra desprezo racial para os povos Africanos quando se refere a eles como “povos atrasados.” De que forma são eles mais”atrasados” do que certos “Europeus“? Quem é que pode determinar o que é “avançado” em uma cultura Africana senão os próprios Africanos?.]

Aqui novamente se pode ver o mesmo velho então-chamado “liberalismo” que os GRANDES PAIS BRANCOS [GREAT WHITE FATHERS] apresentaram em nome dos Africanos, e alegadamente contra os seus colegas Europeus e Europeu-Americanos envolvidos no estupro dos povos Africanos e da sua pátria. Assim, vê-se Sir Harris aparentemente contestando o genocídio imposto aos Africanos de Monomotapa pelo carrasco de Cecil Rhodes – Sir Star Jameson.

Mas o que foi que levou Sir Harris a expor a teoria de que os Africanos dentro de sua própria terra e em sua própria cultura eram mais “. . . ATRASADOS. . .” do que as pessoas que ele deixou na Bretanha e outras partes da Europa durante o mesmo período? Este tipo de atitude racista é o padrão comum de comportamento até o momento atual em relação à África, seus filhos e filhas e seus descendentes em toda parte.

Há, de fato, o sentimento contrário expresso por Sir Harris e outros que sentem que seu “liberalismo” deve fazê-los falar contra o genocídio que os Africanos sofriam nas mãos dos colonizadores e imperialistas Europeus e Europeu-Americanos. No entanto, eles estão na parte mais ínfima do esquema geral da sua nação, relacionado com a exploração internacional dos povos Africanos e seus recursos naturais, da qual os então-chamados “liberais” também colhem benefícios indescritíveis.

Por mais estranho que pareça, os colonialistas racistas e outros imperialistas que revezaram-se exterminando os Africanos por meio do genocídio, também se orgulhavam em depreciar um ao outro sobre suas terras roubadas e escravos capturados  – os povos indígenas Africanos. Assim, vê-se William Polmer em seu livro intitulado CECIL RHODES, na página 73, dizendo o seguinte a respeito da avaliação do presidente Boer, Kruger, sobre seu odiado rival – Cecil Rhodes; Contudo, tanto a ansiedade de Kruger quanto a de Rhodes eram resultado de suas lutas sobre quem seria o único que controlaria o extermínio e a escravização dos povos Africanos do “Grande” Monomotapa (África do Sul). Eles lutaram pela confiscação de seus pertences pessoais, que incluíam também seus rebanhos de gado, e recursos naturais, e, claro, todas as minas de diamantes e ouro atualmente sendo exploradas por Europeus e Europeu-Americanos, e desfrutadas por Europeu-Americanos de todos os níveis econômicos nos Estados Unidos da América assim como na Europa, incluindo as Ilhas Britânicas. Kruger supostamente afirmou:

               Rhodes * foi um dos personagens mais inescrupulosos que já existiram; . . . Não importa como degradar, não importa o quão desprezível; Seja por mentira, suborno ou perfídia, todos e quaiquer meios eram bem vindos.

[ * – O mesmo Cecil Rhodes é o homem para quem a “BOLSA DE ESTUDOS RHODES” (“RHODES SCHOLARSHIP”) é nomeada. Este tipo de infâmia é equivalente a nomear uma bolsa de estudos “A BOLSA DE ESTUDOS ADOLF HITLER” e oferecê-la a estudantes Judeus. Vergonhosamente muitos Africanos e outros estudantes Pretos em todo o mundo são os destinatários de muitas dessas “Bolsas de Estudos Rhodes” (“Rhodes Scholarships”).]

Que tipo de homem poderia ter sido Rhodes? Esta pergunta certamente deve fazer com que as pessoas de origem Africana se perguntem por que esse tipo de “PERSONAGEM INCONSCRULOSO” não é mencionado como tal nos livros de história das escolas dos Estados Unidos da América, especialmente aqueles escritos por “liberais” e “missionários Cristãos” que são tão apaixonados pela justiça e perseguem os direitos democráticos de todas as pessoas livres em todo o mundo. Se Kruger e os Boers (ancestrais Holandeses dos atuais supremacistas Brancos que governam a África do Sul sob um sistema que superou tudo aquilo introduzido por Adolf Hitler e sua Alemanha nazista, [um sistema] chamado “APARTHEID”) foram o tipo de assassinos que a história mostrou ser; Só se pode imaginar a que profundidade Rhodes afundou a fim de flanquear Kruger, e o que deve ter sido o destino que os povos Africanos de Monomotapa sofreram nas mãos de ambos os homens [Kruger e Rhodes]. Talvez um dia, na história futura, alguém dos acampamentos “liberais” e/ou “missionários Cristãos” irá liberarar a informação retida que realmente revelará as profundezas do pântano a que se afundaram no genocídio de milhões e milhões de Africanos que eles destruíram , mutilarams, torturaram, escravizaram. Seus descendentes fazem o mesmo hoje na segunda metade do século XX.

As seguintes observações de Sir Godfrey Higgins, uma vez ministro e primeiro-ministro dos assuntos Nativos da Rodésia, dirigindo-se à Colonial Liga Ultra-Marina [Colonial Overseas League] em Londres, Inglaterra, em 12 de julho de 1934, declararou a posição geral dos povos Europeus e Europeu-americanos, a então-chamada “CLASSE TRABALHADORA”.

Assim Sir Higgins disse:

               É hora de o povo na Inglaterra perceber que o homem branco na África não está preparado e nunca estará preparado para aceitar o Africano como um igual, social e politicamente.

A afirmação acima não deve chocar ninguém nos Estados Unidos da América, uma vez que o que Sir Higgins afirmou é o sentimento geral dos Europeu-Americanos com relação aos Africano-Americanos dentro da América do Norte continental e das colônias dos Estados Unidos da América – também chamadas de “POSSESSÕES” e “COMMONWEALTHS” [“COMUNIDADES”/“ESTADOS DEMOCRÁTICOS”] nas Ilhas do Caribe e no Pacífico.

Sir Godfrey Higgins continuou mais adiante com seu racismo expresso durante um discurso em 30 de março de 1938 a seus colegas colonos coloniais brancos em Bulawayo, Zimbabwe (Rodésia colonial). *

[ * – “Rodésia” é um nome colonialista. Ele honra o Hitler da África do Sul – um Inglês chamado Cecil Rhodes. O nome correto para esta terra é “Zimbabwe”. A metade norte é “Zâmbia”.]

Ele rotulou a comunidade dos colonizadores brancos como:

               . . . Uma ilha de brancos num mar de pretos, com os artesãos e comerciantes brancos formando as costas [praias] e as classes profissionais brancas [formando] as terras altas. Serão os nativos permitidos a erodir a costa e gradualmente atacar as terras altas? Permitir isso significaria que o fermento da civilização seria removido e que os pretos iriam inevitavelmente reverter para a barbárie, porque o controle antigo, como a autoridade tribal, foi para nunca mais retornar, deixando apenas a lei, religião, e exemplo do homem branco . Enquanto ainda havia tempo e espaço, o país deve ser dividido em áreas separadas brancas e pretas.

Notar-se-á que o que Sir Higgins tinha estabelecido na pátria dos Africanos, seus colegas colonialistas haviam estabelecido em todo o planeta Terra onde quer que estivessem no controle, incluindo os Estados Unidos da América no caso dos povos indígenas que os Europeus rotularam como “ÍNDIOS” [“INDIANS”].
O bom Primeiro-Ministro continuou com seu racismo, esquecendo-se de que as pessoas de quem ele falava são de fato os legítimos donos da terra que ele (e outros como ele) estavam usurpando; E um dia ele e outros devem pagar o preço de sua ação. Ele disse:

               Nas áreas brancas os nativos seriam bem-vindos, mas na compreensão de que eles meramente ajudariam e não competiriam com o homem branco. A educação dos nativos deveria ser através de missões e não pelo Estado até que os nativos tivessem uma formação no Cristianismo.

Há muitas áreas na declaração acima que têm relação direta com a situação atual no Zimbábue entre os racistas brancos que agora governam o país sob Ian Smith e aqueles que ele forçou à sua vontade sob o governo da atual Rainha da Grã-Bretanha, Elizabeth II. Em primeiro lugar; O que este homem estava dizendo foi implementado pelo governo Britânico sob a direção do pai de Elizabeth, George VI. Em segundo lugar; Todos os membros da Organização das Nações Unidas estão cientes da história dos empreendedores [entrepreneuers] e missionários colonialistas Britânicos a quem o bom homem aludiu quando disse que eles deveriam controlar a “educação dos nativos“.
Em terceiro lugar; A separação das raças é comum em todos os países sob o controle de Europeus ou Europeu-Americanos; Mesmo em muitos países que são supostamente independentes de seus ex-administradores colonialistas como as Filipinas, Quênia, Gana, Malawi e muitos outros muito numerosos para mencionar aqui.

A posição de Sir Godfrey Higgins ainda expressa o sentimento comum entre todos os brancos na África até à data e, é claro, entre os missionários que também esperam que possam continuar vendendo sua versão Européia de filosofia econômica, religiosa, e racista sob o pretexto de “TRAZER O CRISTIANISMO AOS NATIVOS”.

A posição de Sir Godfrey Higgins ainda expressa o sentimento comum entre todos os brancos na África até à data e, é claro, entre os missionários que também esperam que possam continuar vendendo sua versão Européia de filosofia econômica, religiosa, e racista sob o pretexto de “TRAZER O CRISTIANISMO AOS NATIVOS”. Os “ideais Cristãos”, a expressão externa de desprezo pelos povos Africanos por aqueles que os reivindicavam então, e agora, tornaram-se tão intensos que até certos escritores Hebreus (nomeados erroneamente “Judeus”)  Brancos (eles mesmos não a muito tempo atrás removidos da servidão de seus companheiros Europeus, os Cristãos e alguns Muçulmanos) tais como C.G. Seligman, em seu livro RACES OF AFRICA [RAÇAS DA ÁFRICA], página 96, New York, 1924 (reimpresso em 1930 e 1968) * escreveu:

Além da influência Semítica relativamente tardia. . . as civilizações da África são as civilizações dos Camitas [Hamites], sua história o registro desses povos e sua interação com os outros dois ramos Africanos, o Negro e o Bosquímano, quer tenha esta influência sido exercida por Egípcios altamente civilizados ou por tais grandes pastores [wider pastoralists] como são representados nos dias de hoje pelos Beja e Somalis. . . Os Camitas entrantes [incoming Hamites] eram ‘Europeus’ pastoris – chegando onda após onda – melhor armados, bem como mais sagazes [quicker witted] do que os escuros Negros agrícolas.

[ * – É estranho como algumas pessoas anteriormente perseguidas não encontram dificuldades em perseguir outros menos afortunados do que eles mesmos atualmente.]

O racismo Semítico exibido por Seligman não era em nenhum sentido original pelos Judeus em relação aos seus irmãos Africanos; ele seguiu pronunciamentos muito piores por tais como Benjamin de Tudela que escreveu o seguinte:

. . . Há um povo. . . que, como animais, comem das ervas que crescem nas margens do Nilo e em seus campos. Eles andam nus e não têm a inteligência de homens comuns. Eles coabitam com suas irmãs e com qualquer pessoa que possam encontrar. . . eles são tomados como escravos e vendidos no Egito e nos países vizinhos. Estes filhos de Cam [Ham] são escravos pretos.

O trecho acima foi tirado da tradução Inglesa em R. Hess, TRAVELS OF BENJAMIN OF TUDELA [VIAGENS DE BENJAMIN DE TUDELA]. Embora existam amplas razões para se examinar mais profundamente as observações racistas e intolerantes desse homem que sofria, ele próprio, todos os tipos de perseguições religiosas e raciais, há um ponto em sua apresentação que deve ser observado especialmente. Ele falou dos Africanos como:

… ESTES FILHOS DE CAM [HAM] SÃO ESCRAVOS PRETOS.

Aqui o uso da palavra CAM [HAM] e CAMITA [HAMITE] é usado com relação à identidade daqueles que agora são chamados de “NEGROS, BANTUS, AFRICANOS AO SUL DO SAARA”, etc. Mas os procrastinadores Semíticos não começaram com Benjamin de Tudela; Já no sexto (6º) século E.C. (D.C.) Eruditos Rabínicos do Talmud Babilônico produziram o seguinte:

               ‘Agora eu não posso gerar o quarto filho cujos filhos eu teria ordenado para servir você e seus irmãos: Portanto, este deve ser Canaã, seu primogênito, que eles escravizam. E uma vez que você me desabilitou. . . Fazendo coisas feias na escuridão da noite, os filhos de Canaã deverão nascer feios e pretos. Além disso, porque você virou a cabeça para ver minha nudez, os cabelos de seus netos serão torcidos em nós [twisted into kinks] e seus olhos [serão] vermelhos; Mais uma vez, porque seus lábios gracejaram com meu infortúnio, os [lábios] deles serão inchados; E porque negligenciastes a minha nudez, eles desnudar-se-ão, e os seus membros serão vergonhosamente alongados! Os homens desta raça são chamados de Negros, seu antepassado Canaã os fez amar o roubo e a fornicação, para serem unidos em ódio de seus senhores e nunca dizer a verdade.’

O trecho acima foi tirado de R. Graves e R. Patai, HEBREW MYTHS [MITOS HEBREUS], página 121, New York, 1964. É claro que esta foi apenas uma tentativa Judaica de corrigir o mito de seus colegas Europeus que se centrava em torno dos ensinamentos Cristãos Calvinistas de que o incidente acontecera com CAM [HAM] ao invés de CANAÃ. O fato é que a TORÁ tem o mito da seguinte maneira:

Maldito seja Canaã;
Um servo dos servos será para os seus irmãos.
E disse,
Bendito seja Jeová, o Deus de Sem [Shem];
E seja Canaã seu servo.
Alargue Deus a Jafé,
E que habite na tenda de Sem;
E seja-lhe Canaã por servo.

Obviamente, deve ter havido algum erro cometido pelos escritores verdadeiramente originais da Torá ou por aqueles que mais tarde escreveram o [trecho] acima no Talmud Babilônico do século VI E.C.. Devemos nos perguntar o que poderia levar pessoas que anualmente notam a sua própria escravidão histórica a outros falar de pessoas que alegadamente foram feitas por algum Deus ou outro para ser seus “SERVOS”; na realidade seus ESCRAVOS.

Seligman escreveu na mesma obra:

. . . Seria muito além dos limites dizer que a história da África ao Sul do Saara não é mais do que a história da permeação através dos tempos, em diferentes graus e em várias épocas, dos aborígenes Negros e Bosquímanos pelo sangue e cultura Camíticos * [Hamitic blood * and culture].

[ * – Isso indica o quão baixo certas “autoridades sobre África” se inclinam para provar suas teorias racistas. O que é “SANGUE CAMÍTICO”?]

Tais observações imprudentemente frouxas eram, e são ainda, a ordem do dia, uma vez que se prolongam nas obras do Professor Jeffreys até ao presente (a parte final do século XX C.E.). O que Seligman quer dizer com “SANGUE CAMÍTICO” [“HAMITIC BLOOD”] ? É possível que os povos Pretos de Alkebu-lan, Norte e Leste, surgiram a partir de um judeu (Hebreu) mítico pelo nome de “CAM” [“HAM”] ? Não é um fato comprovado que os Africanos em toda Alkebu-lan (África) existiram por séculos antes do primeiro Haribu (Hebreu ou Judeu) – ABRAÃO (Avram) – ser sequer mencionado na história do mundo? Os Haribus (Judeus) não tiveram qualquer início antes do ano c. 1675 A.E.C. [a.C.]. Há abundantes documentos que recitam a gloriosa história das sociedades indígenas Africanas mesmo antes de os Haribus criarem o seu “ADÃO E EVA” para o seu “JARDIM DE ÉDEN” centenas de anos depois de um Africano chamado “MOISÉS” lhes dar um modo de vida, agora chamado de “JUDAÍSMO”.

Esses fatos deveriam ser vistos no que hoje é chamado de “CINCO LIVROS DE MOISÉS” ou TORÁ SAGRADA. Devido à quase ilimitada preponderância de obras sobre esta área da história Africana, nenhum estudante de história deve ignorar os fatos aqui mencionados. Pelo menos nenhum professor de história ou antropologia cultural deve desconhecer estes fatos embasadores  e mitos dos e sobre os Africanos que são atualmente chamados de todos os tipos de nomes depreciativos mostrados neste texto e em outros com os quais a maioria dos “educadores Ocidentais” são muito familiarizados. A VERDADE sobre os Africanos deve ser apresentada, especialmente aquela que apresentou a grandeza dos Africanos em seu papel como economistas, sociólogos e cientistas políticos; E, a GRANDE MENTIRA sobre eles deve ser deflacionada.

Em toda a vileza perpetuada contra a Mãe-África (Alkebu-lan) e seus povos indígenas, algumas vozes na Europa e Estados Unidos da América Brancos ainda conseguiram falar em elogio à antiga GLÓRIA de África: Note os poemas de James Montgomery em 1841 E.C. Em um deles ele escreveu:

Misterios proferíveis do destino
Envolvem, Ó África: , seu estado futuro
Escurecem durante a noite desses anos tempestuosos
Um amanhecer de Sabbath aparece sobre a África:
Então seu pescoço do jugo da Europa será libertado,
E as artes de cura lograrão o fim dos braços hediondos;
Em casa, laços fraternos as suas tribos ligarão,
O comércio exterior os abraçarão com a humanidade. . .

Grandes Europeus e Asiáticos antigos e modernos que adoraram e elogiaram a África e os Africanos o fizeram oralmente, bem como em seus escritos mais preciosos. Algumas amostras destes seguem:

Plínio citou um antigo ditado Grego em sua obra intitulada, HISTÓRIA ROMANA, escrita em algum momento entre c.23 e c.79 E.C. (d.C.). Ele escreveu:

EX AFRICA SEMPER ALIQUID NOVI.
(Tradução: “Da África vem algo sempre novo.“)

O seguinte é de um antigo provérbio Árabe que antecede a conquista do Congo por escravistas Árabes:

Aquele que beber das águas de África beberá novamente.

O novelista e dramaturgo Inglês de renome mundial Sir William Shakespeare em sua obra, HENRY IV, v. III, escreveu:

EU FALO DE ÁFRICA E DE JÓIAS DOURADAS.

O honrado historiador, autor e médico Inglês, Sir Thomas Browne, 1605–1682 E.C. ; escreveu:

HÁ ÁFRICA E TODOS OS SEUS PRODÍGIOS EM NÓS.

O Dr. Victor Robinson, um dos autores mais notáveis do mundo em seu livro, CIBA SYMPOSIA, 1940; escreveu:

               É um dos paradoxos da história que a África, a Mãe da civilização, permanecesse por mais de dois mil anos o CONTINENTE ESCURO. * Para os modernos, a África era a região onde o marfim era procurado para a Europa e os escravos para a América. Na época de Jonathan Swift (1667–1745), como nos informa o satírico, os geógrafos desenham mapas preenchendo lacunas com imagens selvagens. Onde as cidades deveriam estar eles colocaram elefantes.

Mesmo ao elogiar a África e os Africanos, a mitologia de “O CONTINENTE ESCURO” estabelecida por Henry Stanley deve sempre surgir. A imagem de Stanley é destacada nas palavras abaixo.

ONDE AS CIDADES DEVERIAM ESTAR ELES COLOCARAM ELEFANTES.”

Que acusação contra aqueles cuja história reverte para a Europa e os Europeus em relação à sua “SUPERIORIDADE SOBRE OS AFRICANOS”. Isso, no entanto, não era diferente do fato de que na África Ocidental: ONDE HAVIA O ANTIGO [IMPÉRIO DE] SONGHAI ELES [CARTÓGRAFOS] COLOCARAM NEGROLÂNDIA E NEGROS a partir do século 17º E.C.

No livro intitulado HISTORY OF NATIONS, vol. 18, p. 1, Nova York, 1906, está escrito:

O continente Africano não é uma descoberta recente, não é um mundo novo como a América ou a Austrália. . . Enquanto ainda a Europa era o lar dos bárbaros errantes uma das civilizações mais maravilhosas que se tem registro tinha começado a trabalhar seu destino no Nilo. . .

As palavras sublinhadas apontam de forma bastante vívida a razão pela qual as nações Africanas das Elevadas Culturas dos Vales do Nilo tiveram de ser remodeladas e a história alterada para fazê-las aparecer como “CAUCASIANAS, SEMITAS, CAMITAS”, e todas as outras formas de humanidade, exceto aquelas que são designadas agora como “NEGRAS, BANTUS,” etc., pelos descendentes dos “BÁRBAROS ERRANTES” de seu lar na Europa. Quanto mais se lê as obras mais antigas, mais a beleza e a glória que era a África e seus filhos e filhas se desdobram em esplendor.

O Conde C.F. Volney viu as ruínas dos Monumentos Pretos Colossais lá no alto Egito (Núbia, Sudão, Etiópia). Ele escreveu:

               Ali um povo agora esquecido descobriu, enquanto outros ainda eram bárbaros, os elementos das artes e das ciências. Uma raça de homens agora rejeitada da sociedade pela pele de zibelina e cabelo lanoso [sable skin and wooley hair], fundou sobre o estudo das leis na natureza aqueles sistemas civis e religiosos que ainda governam o Universo.

E aprendemos sobre a:

GRANDE ESFINGE DE GIZÉ –
O Símbolo Supremo de adoração e poder. Refletindo sobre como ele encontrou o Estado do Egito em sua imagem de grandeza reduzida, o Conde também escreveu:

Pensar que uma raça de homens Pretos que são hoje nossos escravos e objeto de nosso desprezo são os mesmos a quem devemos nossas artes, ciências e até mesmo o próprio uso da fala. *

[ * – Volney falou a partir de experiência de primeira mão; Mas aqueles que o sucederam em mais de 100 anos dão a impressão de que o oposto é fato.]

Deve-se entender facilmente por que livros tais como os escritos por homens do calibre dos Volneys são mantidos longe da população estudantil das principais instituições de ensino superior em geral e do grande público em geral. Pois, se esse tipo de informação estivesse disponível para os alunos de escolas secundaristas, teria sido impossível ter o tipo de racismo e fanatismo objetivos do mais vicioso caráter exibido contra os filhos e filhas dos portadores do primeiro olhar do homem para o universo do conhecimento. (Ver Conde C.F. Volney, RUINS OF EMPIRES, págs. 16–17, [1890]; também, Volney, OEUVRES, Vol. 2, págs. 65-68, [1825]).

Dois outros eruditos Europeus muito respeitados da época de Volney que viram o esplendor da ESFINGE DE GIZÉ em seu maior esplendor antes de “os soldados de Napoleão Bonaparte estilhaçarem sua face em pedaços” foram o Barão Denon e Gustavo Flaubert, que expressaram opiniões semelhantes. O Barão Denon, em particular, fez um esboço de primeira mão da grande estátua em 1798 E.C. Ele disse sobre ela:

 O personagem é Africano. . . Os lábios são grossos. . .
A Arte deve ter estado em uma grande altura quando este monumento foi executado.

Veja Baron Denon, TRAVELS IN UPPER AND LOWER EGYPT [VIAGENS NO ALTO E BAIXO EGITO], vol. I, p. 115 (1910).

Flaubert identificou seu grupo Africano em 1849 E.C. da seguinte maneira:

É CERTAMENTE ETÍOPE. OS LÁBIOS SÃO ESPESSOS. *

[ * – Alguém deve-se perguntar como os historiadores “modernos” tornam a Esfinge de Ghizeh (Giza) e outras estruturas, Européias  (“Caucasianas”). É óbvio que esses fatos (citados acima) foram conhecidos por educadores “ocidentais” do final do século 18º E.C. Por que, então, esses e outros fatos foram mantidos em segredo dos Pretos e Brancos igualmente por certos “educadores”? Para perpetuar o mito “Caucasiano” e “Semita” que é tão prevalente hoje.]

(Ver Gustav Flaubert, NOTES de VOYAGE [NOTAS de VIAGEM], retrato e esboço da Esfinge de Ghizeh por Baron Denon mostrando seus “espessos” “lábios” Africanos antes de serem destruídos, na página 195.)

Aqui há uma visão de um dos nomes pelos quais os antigos Africanos foram chamados [ETÍOPES]. Os antigos chamavam também o continente inteiro de “ETIÓPIA”. (Ver mapa na página 679.)

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,

Em 1910, o explorador, erudito, e historiador Alemão, Leo Frobenius, promoveu o trabalho do Conde C. F. Volney uma vez que ele influenciou o registro da história Africana por acadêmicos Europeus subseqüentes (também alguns Europeu-Americanos mais tarde) assumindo uma postura completamente nova por causa de suas próprias pesquisas aprofundadas e escritos sobre o povo Africano e as grandes culturas que eles tinham produzido antes e durante a sua vida.
Em seu trabalho mais básico sobre a África, UND AFRICA SPRACH, Frobenius exortou seus colegas:

Que haja
Luz na África. Naquela porção do globo à qual o robusto Anglo-Saxão Stanley deu o nome de “escuro” e de “mais escuro”. Luz sobre as pessoas daquele continente cujos filhos estamos acostumados a considerar como tipos de servilidade natural, sem história registrada. (Mas) O feitiço foi quebrado. Os tesouros enterrados da antiguidade novamente revisitam o sol.

Com o extrato acima da obra de Frobenius este capítulo poderia ser encerrado sem mais comentários; Entretanto, um dos destaques principais nele deve ser magnificado um tanto. Frobenius abordou a questão principal dos tempos modernos que causou aos Africanos as incalculáveis misérias que sofreram e ainda sofrem nas mãos dos escravizadores, colonialistas, missionários Cristãos e os então-chamados “empreendedores” Europeus e Europeu-Americanos. É a marca de “inferioridade” que Henry Morton Stanley colocou sobre eles durante a última parte do século 19º E.C. Frobenius citou o mito de Stanley da seguinte maneira:

NAQUELA PORÇÃO DO GLOBO À QUAL O ROBUSTO ANGLO-SAXÃO STANLEY DEU O NOME DE “escuro” e “mais escuro.”

Aqui reside o grande problema que os “educadores Ocidentais” nunca conseguiram superar, o senso de arrogante “superioridade” sobre o povo Africano que eles adotaram a partir das palavras racistas de Henry Morton Stanley. Contudo, este capítulo se encerra, embora a superfície da quantidade esmagadora de evidência e testemunho da grandeza dos Africanos e seu continente – Mãe África – tenha sido [apenas] ligeiramente arranhada pela proeminência de dados documentados apresentados neste capítulo, nos capítulos anteriores, e nos que se seguem. O que se segue, no entanto, irá mais do que explicar muitas das observações laudatórias já feitas, e prestes a serem feitas. Ele também vai introduzir outras, mas, claro, todas não podem ser tratadas por causa do espaço limitado em um volume como este. Os seguintes comentários negativos, igualmente declarados para fornecer a necessária investigação acadêmica para o serviço da VERDADE, devem ser também considerados com toda a atenção no que diz respeito aos filhos e filhas da história VERDADEIRA da Mãe-África (antes oculta) por toda a existência da HUMANIDADE, mesmo antes da aparição do ZINJANTHROPUS BOISIE há mais de 1.750.000 anos. No entanto, é preciso esperar que o corpo estudantil em geral, bem como o público leitor, tenham aprendido alguns novos aspectos sobre a África e os povos Africanos além das adversas informações racistas e religiosamente intolerantes que geralmente foram forçadas sobre eles pela maioria dos chamados “EDUCATORS OCIDENTAIS” no passado.
Grande parte desta informação continua no presente; Tudo o que, dá todas as indicações de que continuará no futuro se outras obras como esta não forem colocadas diante dos estudantes das instituições de ensino superior nos Estados Unidos da América e em outros lugares ao longo do que ainda é chamado de “O MUNDO OCIDENTAL” . Pelo menos, através de obras como esta pode-se ver outro aspecto da VERDADE.

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[em construção]

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