Albert Churchward — Sinais e Símbolos do Homem Primordial

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Sinais e Símbolos do Homem Primordial –
– A EVOLUÇÃO DE DOUTRINAS RELIGIOSAS A
PARTIR DA ESCATOLOGIA DOS ANTIGOS EGÍPCIOS}
por Albert Churchward

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FIGURA CENA DO JULGAMENTO PAPIRO DE ANI

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FIGURA CENA DO JULGAMENTO PAPIRO DE ANI

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  INTRODUÇÃO

A re-publicação do livro, The Signs and Symbols of Primordial Man [Os Sinais e Símbolos do Homem Primordial] neste momento é mais do que adequada. O Dr. Albert Churchward foi o mais conhecido discípulo Britânico de Gerald Massey cuja obra em seis volumes, Ancient Egypt, The Light of the World [Antigo Egito, A Luz do Mundo], 2 vols., A Book of the Beginnings [Um Livro dos Primórdios], 2 vols., e Natural Genesis [Genesis Natural], 2 vols., pôs em marcha uma nova e radical abordagem à história da civilização Africana e a contribuição Africana para o pensamento social que iniciou a formação das três principais religiões do mundo: o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo.

É difícil avaliar o valor da grande contribuição do Dr. Churchward para a história sem se referir a seu professor mestre, Gerald Massey. Massey não começou sua carreira procurando pelo lugar da África na história do mundo. Ele era um agnóstico cuja intenção era provar que a base da civilização Européia fora criada fora da Europa por pessoas que alguns Europeus mais tarde caracterizaram como selvagens sem uma história ou uma cultura. Sua busca o levou ao Egito, onde ele encontrou a prova de que a cultura ocidental era, de fato, Africana na origem, a maior porção desta vindo principalmente do Vale do Nilo. Seu discípulo Albert Churchward continuou seu importante trabalho e neste livro leva sua busca à uma outra dimensão.

Homens como Gerald Massey e Albert Churchward estavam lutando contra uma parede de desinformação Européia sobre as contribuições dos povos não-Europeus em relação à civilização do mundo e apenas alguns estudiosos Europeus radicais foram capazes de entender o impacto total da obra de Churchward no momento em que este livro foi escrito.

Quais são as mensagens essenciais de Albert Churchward hoje em uma era de nova academia e e novos e ousados desafios ao antigo conceito sobre a história do mundo e a contribuição dos povos Africanos para a origem e o desenvolvimento da civilização e da cultura mundial?
Albert Churchward começa seu trabalho com um exame da Maçonaria, seus rituais, sinais e símbolos e sua contribuição para o pensamento social. O que ele está dizendo, em essência, é que a Maçonaria era uma parte das civilizações do Vale do Nilo. Por extensão, ele também está dizendo que a educação superior [higher learning], a qual era cuidadosamente guardada nos momentos iniciais da história, deu a luz às sociedades secretas. Nestas sociedades secretas existia a abordagem educativa que levaria ao estabelecimento das primeiras universidades do mundo. O que ele diz, de fato, é que a origem da universidade vem das civilizações do Vale do Nilo.

Povos Africanos desenvolveram sinais e símbolos como um forma de comunicar e transmitir mensagens. É lamentável que a maioria das pessoas que hoje são membros de sociedades secretas não possuam nenhum conhecimento em profundidade sobre a história da sociedade e o papel unificador que ela desempenhou no início da vida intelectual do Vale do Nilo. É através do exame de Churchward da maioria das culturas conhecidas dos povos de sua época que os sinais e símbolos do homem primordial são revelados.

Nesta conjuntura, precisamos ser lembrados de que o Vale do Nilo se estende por 4.000 milhas para dentro do corpo da África e que as criações das civilizações do Vale do Nilo não podem ser atribuidas somente à porção do norte da África que os Gregos chamaram de “Egito”. O rio Nilo foi a primeira principal rodovia cultural do mundo, trazendo povos e culturas a partir do interior do corpo da África. Esta grande migração cultural levou ao povoamento do Egito. Fazendo do Egito uma civilização composta, composta por diferentes povos Africanos que habitavam ao longo das margens do rio Nilo. A civilização que se desenvolveu no Egito foi o ápice da civilização na África.

Nenhum dos componentes que entraram na criação do que hoje chamamos de Egito veio da Europa ou da Ásia Ocidental, comumente chamada Oriente Médio. Neste ponto da história, não podemos discutir Europa, porque não havia Europa – em nome e como entidade política no mundo, a Europa não existia. Não houve nenhuma menção da Europa no início da história antiga porque naquela época a Europa estava muito ocupada tentando extrair-se do impacto da última das eras glaciais. Sobreviver e simplesmente manter-se vivos era a coisa mais séria em que os Europeus estiveram engajados naquele tempo na história primitiva.

Em conexão com este livro, há também a necessidade de examinar as obras do maior discípulo Americano de Gerald Massey, Alvin Boyd Kuhn. Kuhn é mais conhecido por seus livros, Who is The King of Glory? [Quem É O Rei da Glória?], que, na minha opinião é um dos melhores livros sobre o Cristianismo primitivo; Shadow of the Third Century [Sombra do Terceiro Século], lida com a Conferência de Nicéia e suas conseqüências, especialmente a opinião de um teólogo Africano conhecido na história como St. Agostinho. Ao referir-se a participação Européia na Conferência de Nicéia, Santo Agostinho disse, com efeito: “Essas pessoas estão tentando renovar e dar de volta para nós um conceito que nós já tínhamos por mais de três mil anos” Santo Agostinho, identificando as origens Africanas iniciais do conceito que os Europeus chamariam mais tarde de Cristianismo, está indicando que este conceito existia entre os povos Africanos (sem o dogma e formalização) antes do nascimento da Europa. Na introdução para “Who is The King of Glory?” [“Quem é O Rei da Glória?“] Alvin Boyd Kuhn tem a dizer:

A picareta que atingiu a Pedra de Roseta no solo argiloso do Delta do Nilo em 1796 também atingiu um poderoso golpe no Cristianismo histórico. Pois esta libertou a voz de um passado há muito tempo sem voz para refutar praticamente cada uma das reivindicações históricas do Cristianismo com uma negativa fulminante. A literatura críptica [secreta] do velho Egito, selada em silêncio quando o Cristianismo teve a sua origem, mas assombrando-o como um espectro após o terceiro século, agora espreita adiante como um vivo fantasma saído do sepulcro para apontar seu longo dedo de acusação para uma fé que tem há muito tempo vicejado sobre a falsidade. Pois aquela literatura agora se levanta do esquecimento para proclamar a verdadeira fonte de toda a doutrina do Cristianismo como Egípcia, o produto e a herança de um passado remoto… Os livros do antigo Egito agora desvelam as sagas da sabedoria que anunciam a verdade inexorável de que nem uma única doutrina, rito, princípio ou utilização no Cristianismo foi uma nova contribuição para a religião do mundo, mas que cada artigo e prática desta fé foi uma cópia desfigurada do sistematismo do antigo Egito…

Ele estende a sua mensagem da seguinte forma:

            A Bíblia Cristã inteira, lenda da criação, descida para e êxodo do “Egito”, alegoria da arca e inundação, ‘História’ Israelita, profecia e poesia Hebraicas, Evangelhos, Epístolas e simbolismo [imagery] da Revelação [Apocalipse], todos são agora provados por terem sido a transmissão de antigos pergaminhos e papiros Egípcios nas mãos de gerações posteriores, as quais não conheciam nem a sua verdadeira origem nem o seu significado insondável… mas o simples fato de que, mesmo em meio aos remendos da ignorância e da superstição o mero fantasma, concha, casca e sombra da sabedoria do Egito inspiraram a piedade religiosa à extremos de fé e fanatismo, é um singular atestado de seu poder e majestade originais. A partir dos rolos de papiros de cinco mil a dez mil anos de idade vêm brotando à vista toda a história de um Jesus Egípcio ressuscitando dos mortos um Lázaro Egípcio em uma Betânia Egípcia, com duas Marias Egípcias presentes, o protótipo não-histórico do incidente relatado (somente) no Evangelho de João.

De forma coletiva, Gerald Massey, o mestre, e seus discípulos Albert Churchward e Alvin Kuhn revelaram as origens Africanas iniciais das três principais religiões Ocidentais. Todos esses conceitos foram desenvolvidos antes da Bíblia ser escrita e antes que a figura da história conhecida como Jesus Cristo fosse nascida. O livro de Alvin Boyd Kuhn, The Lost Christianity [O cristianismo Perdido], também precisa ser lido como uma extensão das opiniões expressas nas obras acima citadas. O Dr. Ben Yosef Jochannan, John G. Jackson e outros estudiosos modernos têm reconsiderado esta informação e preparado-a para o uso e compreensão de estudantes e professores de nosso tempo. Remeto-vos ao livro do Dr. Jochannan, The African Origins of the Major Western Religions [As Origens africanas das Principais Religiões Ocidentais], e ao de John G. Jackson, Man, God and Civilization [Homem, Deus e Civilização]. Em conclusão, como se diz na profissão legal, eu encerro meu caso [I rest my case].

JOHN HENRIK CLARKE

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CONTEÚDO

Prefácio   ………………………………………………………………. xi

CAPÍTULO I

Capítulo Introdutório   …………………………………………….   1

CAPÍTULO II

Maçonaria em geral   ………………………………………………   6
Provas desta Sendo Universal   ……………………………….. 11
Sinais encontrados entre os Maias, Mexicanos, Egípcios,
Assírio, e Estados da América Central,
por Dr. Le Plongeon e outros    ………………………………..   17

CAPÍTULO III

Os Três Cubos de Evans [Evans’ Three Cubes],
com o Machado Duplo [Double Axe] e Explicação ……. 29
O Martelo Comum [the Common Gavel] …………………  32
Os Três Pilares ou Colunas    …………………………………..   38
Sinal Maçônico    ………………………………………………….   43
Suástica [Swastika]    …………………………………………….   44

CAPÍTULO IV

Australianos e outras Tribos  ………………………………….   46
Totemismo e Cerimônias Totêmicas Definidas e
Explicadas, em conexão com Culto dos Espíritos e
Ancestrais, e Sua Origem Traçada até o Egito …………..  46
Totemismo – suas Cerimônias e Marcas Sagradas …….. 47
Os Churingas Sagrados [Sacred Churinga] e Sua
Conexão com os Maçons de Marca [Mark Masons], e
Explicação para a mesma    …………………………………….. 53
Tradições dos Ancestrais Alcheringa e Palavras Egípcias
encontradas entre os Aborígenes Australianos ………… 57
Circumcisão e Subincisão – Origem e Explicação, e
Lendas de Criação …………………………………………………. 58
Cerimônias de Nocautear o Dente da Frente e
os Nurtunga   ………………………………………………………. 64
Algums Sinais dos Churinga e Pinturas em Rochas, e
Explicação    …………………………………………………………. 66
O Sinal Khui e o Sinal de Amsu    …………………………….. 68

CAPÍTULO V

Hieroglifos sobre os Australianos e seu Significado ……. 70
A Corda de Capim [Grass Rope] e Fotografia, com Sinal
do Homem Retornando de Intichiuma – Sinais Entre
Tribos na África do Sul e sua Explicação ………………….. 73
Os Torditas [Tordites] e suas Cerimônias …………………. 77
Os Índios Zapotecas, Mexicanos e Maias, e seus
Costumes, etc.    …………………………………………………… 77
Isis, e Hieróglifo para a mesma    …………………………….. 79
O Rombo [Bull-Roarer] e a Batalha entre Sut e Horus …. 79
Fotografia de Desenho de Chão e Preparação do
Monte Wollunqua, e Desenho de Chão associado com
Cerimônias Totêmicas na Austrália e América do Norte … 81
A Origem da Grande Serpente – traçada até o Egito ……. 84

CAPÍTULO VI

O então-chamado Sinal do Vigésimo-Dia [Twenty-Day Sign]
do Códice Bórgia [Borgian Codex] e explicação ……………. 86
Deciframento de Tábuas da Pirâmide-Templo de
Tepoxtlan – traçadas até o Egito      ……………………………. 89
Restos de Rituais encontrados entre os Zapotecas,
Mexicanos, Povos do Yucatan e América Central ………… 90
Notas sobre Design em um Vaso de Chama ………………… 94
A Concepção de Deidade dos Zapotecas e Mexicanos,
Observações sobre o Cabo de Reboque [Cable-Tow].
Nós aceitamos o desafio lançado por Forstemann   ……. 106
Restos da Batalha entre Horus I. e Sut no México e
Estados da América Central    …………………………………….. 109
Mitos e Lendas idênticos aos Egípcios …………………………. 110
O Céu em Oito Divisões [Heaven in Eight Divisions] ……. 113
Deciframento das Obras do Dr. Le Plongeon – Como os
Mitos [Mythos] foram trazidos até aqui ………………………. 120
Tipos Mexicanos de Isis e Horus – Egípcios e Cristãos.
As Tribos Seri e seus costumes. Algumas Tribos
Sul-Americanas descritas por Barão Nordenskjold, e a
Significação de seus Costumes    …………………………………… 127
As Tribos do Oeste da África. O Homem Purroh [Purroh Man]
e suas Marcas na Terra Khui [Khui Land]. As Descobertas de
Mr. Dennett e as explicações das mesmas …………………….. 129

CAPÍTULO VII

Terra natal [Birthplace] do Homem e vários Êxodos …… 133
Característica do Cabelo e Feições Anatômicas
Comparadas – Bosquímanos, Tasmanianos, Australianos,
Egípcios e Pigmeus    ………………………………………………….. 133
Os Pigmeus e sua Relação com os Bosquímanos; Sua
Língua e Costumes, Feições Anatômicas e Danças, etc.
Os Homens da Caverna Dupla e a Origem da Mitologia.
Seu Reconhecimento do Primeiro Sinal para Amsu como o
Grande Chefe. Suas Cerimônias Sagradas e Começo do
“Culto dos Espíritos” [“Spirit Worship”].
A Terra Khui [Khui Land] – A opinião do Dr. Edward Naville.
Comparação de Costumes entre “Tribos Nativas” –
A opinião do Dr. Morton; A Descrição de Haddon e Seligmann
dos Nativos da Nova Guné, etc. Evolução e Êxodos   ………… 140

CAPÍTULO VIII

A Tumba de Ollamh Fodhla na Irlanda. Descrição e Deciframento
de Hieróglifos Egípcios encontrados em Pedras  ……………………. 168
Hieróglifos Tabulados encontrados Universalmente.
Complexos Mexicanos e outros Sinais. A opinião do Professor Sergi
a partir de seus Estudos Antropológicos …………………………………. 178

CAPÍTULO IX

Druídas e Israelitas Comparados – sua Maneira de Sepultar os
Mortos idêntica a dos Egípcios.
As “Pesquisas” do Irmão Gould [Brother Gould’s “Researches”].
Declarações de Caesar Diodorus e Mela. Edito de Canuto [Canute’s Edict]
– Quem eram os Druidas – seus Sinais e Símbolos explicados.
As Três Penas ou Três Varas – Descrição e Significado,
o Nome do Egito Antigo. Os Três Círculos e Doze Pilares explicados. …. 181
O Cabo de Reboque [Cable-Tow] e a Brilhante Estrela da Manhã
– Sinal e Símbolo do Todo [Whole] …………………………………………………… 205

CAPÍTULO X

Os Caldeus e sua Relação com os Egípcios; e os Babilônios
e suas oferendas para os Mortos    …………………………… 208
A Origem do Zodíaco    ……………………………………………… 212
Os Chineses e Sua Origem a partir do Egito ………………. 215
Os Ainus do Japão e o Código de Hammurabi   …………… 218
Os Dois Pés [the Two Feet] – Origem e Explicação …….. 220
Tradições dos Índios da América do Norte e Sinais, etc.,
encontrados na América    ………………………………………….. 221
Costumes …………………………………………………………………… 221
Os Incas, e Observações    ………………………………………….. 222
Linguagem ……………………………………………………………….   226

CAPÍTULO XI

Os Budistas e o Rig-Veda – As idéias do Professor
Max Muller e de Tiele    ………………………………………….   230
Os Japoneses. A Pedra Esmeralda – encontrada
universalmente e razão   ………………………………………… 233
Os Judeus [Jews] e Moisés, e Estela de Hammurabi –
Declarações de Manetho e de Volney ………………………. 235
Os Danitas [Danites] e o Pentateuco    ……………………… 240
Pé Esquerdo Primeiro [Left Foot First] ……………………… 244

CAPÍTULO XII

Evidência Posterior Encontrada Conectando o Homem
Préhistórico com o Antigo Egito como sua Terra-natal,
datando a partir da Era Neolítica e Paleolítica –
Descobertas por Pietti, Professor Sergi e De Morgan …. 246
Explicação das Tábuas de Marfim [Ivory Tablets] ………. 251
Notas sobre Costumes de Sepultamento, etc., como
encontrados em Várias Partes do Mundo e
Fotos dos mesmos    ………………………………………………….. 256

CAPÍTULO XIII

Notas sobre as Descobertas do Professor Petri – A opinião
do Dr. Budge e Professor Sayce …………………………………….. 263
O Serkh de Rameses II.    ………………………………………………. 268
Notas sobre a Evolução de Mitos Estelares para Solares,
e a Terra dos Espíritos ou Terra Khui [Khui Land]
Os Dois Grandes-Lagos – Mexicanos e Egípcios.
An-Her Levantando os Céus e Deciframento da
Caverna Dupla [Double Cave] Mexicana, etc.
I-am-Hetep [Eu-sou-Hetep]   ……………………………………. 271
Os Dez Mistérios do Amenta ……………………………………….. 276
Observações sobre Coroas [Crowns] ……………………………. 284

CAPÍTULO VIV

As Origens e Explicações de Outros Principais Sinais e
Símbolos utilizados entre os Maçons: –
o Esquadro [the Square] ……………………………………………. 289
O Confinado [The Coffined One]; os Sete Gloriosos;
Os Barcos de Maati e de Sekti. ……………………………………. 292
A Barca ou Arca, e Arca da Aliança [Ark of the Covenant];
a Origem da medida [calibre] de vinte-e-quatro Polegadas
[twenty-four-Inch Gauge] e Significado …………………….. 305
Origem do Símbolo de D.C. …………………………………………. 307

CAPÍTULO XV

A Origem do Triangulo e Significado dos
diferentes triangulos    …………………………………………… 309
Os Quatro Filhos de Horus, como Encontrados em todo
o Mundo, e Significado …………………………………………… 315
A Origem das Duas Colunas I e B, e explicação …………. 321

CAPÍTULO XVI

A Origem do Círculo e o Ponto dentro de um Círculo ….. 325
Os Sete Candeeiros de Ouro ……………………………………….. 328
A Casa do Céu [The House of Heaven]   ………………………. 329
Representação Mexicana do 18º grau [18th Degree] ……. 331
Notas para Maçons do Arco Real [Rotal Arch Masons] … 336
Origem do Termo “Companheiros” [“Companions”] e
Notas sobre Diferentes Graus [Degrees] ……………………… 339

CAPÍTULO XVII

A Cruz – sua Origem, Desenvolvimento e
Interpretação    …………………………………………………………… 350
Casa do Templo da Serpente [House of the Temple of the
Snake] e M.W.S. Jewel …………………………………………..…….. 361

CAPÍTULO XVIII

A Grande Pirâmide, e Pirâmides do México e a Esfinge …. 375

CAPÍTULO XIX

Observações sobre “O Livro dos Mortos” [“The Book of the Dead”]
ou “O Livro da Ressurreição” [“The Book ofthe Ressurection”]. ……. 394

CAPÍTULO XX

Interior da Grande Pirâmide – explicações. Sumário Geral e
Notas sobre Cristianismo, Socialismo e Maçonaria ……….. 411
Mapa e Explicação dos Êxodos   ……………………………………. 437
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INTRODUÇÃO: CAPÍTULO I

Como muitos têm desejado mais informações do que foi dada em nossa monografia, conectando a Maçonaria e os Sinais e símbolos derivados, e a analogia dos mesmos com a escatologia dos Antigos Egípcios, temos dedicado muito tempo e estudo para trazer provas completas de nossa afirmação, tanto mais que até agora tem havido tantas opiniões e teorias contraditórias na tentativa de suprir a origem e razão, de quando, onde, e por que, a irmandade da Maçonaria veio à existência, e todas as “diferentes partes” e “vários rituais dos diferentes graus” tudo o que foi escrito sobre isto tem sido até agora teorias, sem quaisquer fatos para a sua fundação, e embora nos “níveis mais altos” da Maçonaria, Cristianismo, ou uma crença na mesma seja insistida, contudo, em suas formas, cerimônias, Senhas [P-words], Sinais e Símbolos; quase todos são pré-Cristãos, e aquilo que não é foi produzido através da evolução para idéias Cristãs ou alguma forma das mesmas, mas eles pertencem à parte mais antiga do Ritual, *como temos claramente mostrado e demonstrado ao longo deste trabalho; o tempo e a evolução sendo os únicos fatores que fizeram a diferença aparente, e embora possa dar um choque às suscetibilidades religiosas daqueles que nunca estudaram o passado, mas que tomaram como fatos absolutos o que fora escrito “de acordo com” a história, No entanto, se essas pessoas dedicarem um pouco de tempo e esforço para o Estudo dos mesmos, eles não podem chegar a qualquer conclusão diferente da que nós chegamos.

[ * – “O Ritual do Egito Antigo, ou o Livro dos Mortos.”]

Fatos e da história são uma coisa; teorias e “de acordo com” são outra, e é por esta razão que o presente trabalho foi escrito. O conteúdo deste livro vai provar a própria origem de todos os nossos sinais e símbolos, e como estes foram produzidos através dos Mitos Estelares, Lunares e Solares para as doutrinas Cristãs: provas que são fundadas em fatos, tudo escrito em pedra ou papiros , que estão abertos a todos para lerem se assim o desejarem. Em seguida, entramos em uma descrição do homem primário; seus pensamentos, idéias e mitos, e as cerimônias Totêmicas das diversas tribos em todo o mundo para mostrar que em um período muito remoto eles [Sinais e Símbolos] todos eram um só e universalmente os mesmos, tendo um lar – Egito – , de onde todos emanaram.

Nós mostramos como o êxodo se espalhou por todo o mundo, quando os antigos Egípcios organizaram os seus Mitos Estelares: e como isso foi transportado N. S. L. e O.
Hoje em dia existem várias tribos indígenas que ainda praticam esses ritos antigos, e onde a intercomunicação tem sido limitada ainda encontramo-los em sua forma primitiva.
Todas as suas cerimônias Totêmicas e costumes são os mesmos, e embora tenhamos excelentes obras de Spencer e Gillen, fornecendo muitos detalhes destes no momento presente, ninguém tem até agora traçado-os de volta à sua origem no Egito.

Temos, portanto, sentido que o dever de estabelecer e apresentar todas as provas disto, sentindo-nos confiantes de que no futuro outros trabalhadores terão menos dificuldade em decifrar toda a história e verdade do passado, agora nós mostramos-lhes que a Chave da Porta [Key to the Door] que revela os arquivos é o Primordial e Ritual do antigo Egito, sem o qual você não pode entrar; portanto, a não ser que se conheça e compreenda o Primordial e Ritual do Antigo Egito, é impossível se rastrear a história deste mundo – a história de todas as religiões, e a história de toda a humanidade, e aquilo que está ligado ao mesmo. Sabendo disso, aventuramo-nos a dizer que todos os alunos, para o futuro, não terão nenhuma dificuldade em trilhar o caminho certo e não estarão vagueando em pistas cegas que não levam a lugar algum. Eles vão rastrear o homem primitivo a partir daqui no Egito, e o êxodo em todo o mundo. Os restos ossificados destas pessoas pequeninas vão provar o que nós apresentamos como sendo correto, e as verdadeiras pessoas viventes do Paleolítico ainda podem ser encontradas em algumas partes do mundo. Nós temos mostrado que eles têm uma crença no grande espírito – têm o início de um mito, e a partir disso nós rastreamos o desenvolvimento através e até os Mitos Estelares [Stellar Mythos], que temos mostrado que existia também em todo o mundo, e ainda é encontrado e praticado pelos nativos indígenas de todos os países na atualidade, e, apesar de o atuais representantes desses nativos terem perdido o significado original destes costumes ainda praticados entre eles, no Egito nós encontramos a chave.

Uma vez que estes Mitos Estelares eram e são, no que diz respeito a tribos nativas, universais, eles devem ter tido uma origem comum, a qual foi o Egito. É somente estudando cuidadosamente o que ainda existe, e nós argumentamos que existe suficiente, que podemos chegar a uma conclusão positiva sobre a maior questão da história primordial e origem da nossa raça. Seguindo as leis de desenvolvimento, a pesquisa nos levou a apresentar tal evidência, conforme fornecida pelos registros e monumentos dos países ou nações do mundo, onde encontramos os mesmos sinais e símbolos, os mesmos mitos e lendas, as mesmas cerimônias sagradas e crenças religiosas idênticas, que, quando corretamente interpretados, provam que apenas uma conclusão pode ser definitivamente obtida, a qual temos estabelecido neste trabalho – viz. que o primeiro homem, ou homem Paleolítico, foi o Pigmeu, que foi evoluído na África Central, nas nascentes do Nilo, ou Vale do Nilo, e que a partir daqui todos se originaram e foram transmitidos em todo o mundo, e que a fase mais primitiva da Mitologia é um modo de representação de certos poderes elementais por meio de tipos viventes que eram sobrehumanos [superhuman], como os fenômenos naturais.

Os fundamentos da mitologia foram estabelecidos na forma pré-antropomórfica de representação primitiva. Assim, o gigante típico, Apap, era um enorme réptil da água. A geradora [Mãe] [genetrix] típica e mãe da vida era uma Vaca da Água [Water Cow], que representava a terra; o provedor típico era um ganso, etc. Foi aqui, no vale do Nilo, que a mitologia muda se tornou articulada.

Somente o Egito preservou a gnosis primitiva e deu expressão à língua de sinais e símbolos, e foi aqui que os primeiros poderes elementais divinizados – aqui que o Totemismo, as Mitologias Estelar, Lunar, e Solar se originaram. Na Astro-Mitologia dos Egípcios, encontramos a crença no primeiro Homem-Deus (HORUS I.) e sua morte e ressurreição como Amsu. No ritual do antigo Egito temos a prova completa deste e de todos os poderes do Grande Criador da Terra e de outros mundos do Universo.

Nós temos as várias histórias do grande poder das trevas/escuridão [darkness] e do grande poder da luz, e a luta entre estes totalmente explicada em sua forma primitiva e verdadeira. Vemos que este mito ainda é acreditado e vontinuado nos dias de hoje pelos Australianos Aborígenes e outras tribos nativas, onde quer que possamos obter acesso às suas Cerimônias Sagradas, e pensamentos e crenças, como Spencer e Gillen têm feito com essas pessoas.

Em seguida, mostramos como os Mitos Estelares foram evolucionados nos Mitos Lunares e Solares; como os diferentes nomes de todos os deuses (nomes dos
poderes ou atributos do Grande Deus Único), e como até mesmo o Seu nome foi alterado por Sacerdotes, através do tempo e evolução, até o momento em que os Egípcios elaboraram sua perfeita Escatologia (ou doutrina das coisas finais [doctrine of final things] [Revelation]).

Nós traçamos como o Mito Solar foi difundido para algumas partes do mundo, em seguida ao Estelar, os sacerdotes fundindo todo este com o primeiro, na medida em que foram capazes, e adicionando mais atributos na forma e nomes de outros deuses para Aquele Grande Único.

Temos demonstrado quando o Pai era o Pai do Filho e o Filho era o Pai do Pai, e como Mut foi transmitida como Isis e Hórus I. como a criança, nas doutrinas Osirianas no momento em que a sua Escatologia foi concluída.

Vemos como Osiris tomou o nome e lugar de HORUS I., o primeiro Homem-Deus mumificado: como ele morreu e ressuscitou na forma espiritual como Ra, tomando o nome e lugar de Amsu, com todos os títulos divinos, atributos e nomes que tinham sido atribuidos ao mesmo. Em HORUS, o filho de Isis, descobrimos o início das doutrinas Cristãs, que formarão o tema de outro livro. Tudo que temos apresentado são fatos, tanto quanto os restos dos mesmos encontram-se, escritos em pedra e papiros ainda existentes, para que os possam ler todos aqueles interessados nessas pesquisas.

É claro que, ao chamar a atenção do leitor para esses sinais, símbolos e cerimônias, parcialmente descritos, fomos obrigados a salvaguardar os segredos dos mesmos, ambos “em formas, palavras e descrições do caráter verdadeiro, agora encenado” pelos nossos irmãos Maçons; mas todos serão suficientemente lúcidos para aqueles que são iniciados, nos vários graus que temos considerado, entender a prova a qual, quer sejam eles Egiptólogos ou não, não pode ser negada, uma vez que a evidência é inconfundível.

Nós mostramos como o homem primitivo começou a pensar e observar as leis da natureza, e como a partir da observação destas, suas idéias espirituais e a adivinhação de coisas começaram a despontar sobre ele – como suas crenças espirituais cresceram, e como as primeiras idéias e concepções religiosas surgiram, as quais, por falta de sons articulados, ele representou, principalmente, por vários sinais e símbolos, que o seu desperto senso de espanto e admiração sugeriu, e a partir dos quaisl a religião nasceu. Tudo o mais têm sido construído pelo tempo e pela evolução.

É somente através da comparação de tudo que encontramos em várias partes do mundo que podemos chegar a uma conclusão correta. Comparar partes da história do homem de uma ou duas nações apenas, independente de quão grandes ou numerosas, não conduziria a uma conclusão certa. É somente se estudando toda a história do mundo, e todas as nações, desde o início, e depois comparando uma com a outra, que a história verdadeira e definitiva do homem pode ser seguida. Então, podemos ler e compreender a evolução da raça humana desde os Primórdios. Temos de estudar a língua (sinal e articulação), mitos, Astro-Mitologia e Escatologia; suas idéias cosmogônicas em todas as suas várias formas; seus costumes, maneiras e história tradicional; seu desenvolvimento anatômico; sua arquitetura, tanto antiga quanto civilizada; e o resultado das comunicações íntimas que devem ter existido entre eles em algum momento há Eras atrás. Tendo feito isso, sustentamos que o resultado do nosso trabalho aqui estabelecido está correto.

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                           CAPÍTULO II

Figura - Churchward - Citação Massey.jpg

Egito! Como eu tenho morado com você em sonhos,
Tanto tempo, tão intimamente, que parece
Como se você tivesse me gerado; embora eu não pudesse saber,
E em minha tateações sombriamente subterrâneas,
A memória há-muito-perdida é finalmente encontrada
Da maternidade — você mãe de todos nós!
E aos meus companheiros devo recordar
A memória também; aquela maternidade comum
Pode ajudar a tornar a fraternidade comum.

GERALD MASSEY.

Ao escrever este livro, “Explanation of the Signs and Symbols of Primordial Man” [“Explicação dos Sinais e Símbolos do Homem Primordial,” temos tentado refutar os nossos críticos da monografia sobre a “Origem e Antiguidade da Maçonaria” [“Origin and Antiquity of Freemasonry”] e talvez tornar a elucidação e ligação do passado com o presente mais completa e mais clara para os nossos companheiros irmãos Maçons e outros que possam estar interessados no assunto.

Fazemos isso sem alterar os princípios daquilo que já temos escrito, uma vez que não há nada para alterar ou retirar a partir do que foi previamente apresentado a nossos irmãos e outros. Tudo o que temos feito é escrever claramente e dar mais detalhes sobre os elos de ligação [connecting links], de modo que os Maçons possam ser capazes de compreendê-los, sem expor aqueles mistérios secretos e significados ocultos que são conhecidos apenas por nós; e ainda para manter cada um dos segredos dos diferentes graus ocultos e separados daqueles que não estão qualificados para conhecê-los, enquanto aqueles que são iniciados serão capazes de ler nas entrelinhas e ver que os elos de ligação [connecting links] não estão faltando nem mesmo quebrados e, assim, provar-lhes a precisão de nossas crenças.

Nós também temos apresentado a nossos leitores observações de muitas cerimônias Totêmicas e antigos sinais e símbolos presentes em todo o mundo, para provar que os nossos próprios sinais e símbolos foram transmitidos e continuados a partir desses originais. Nós mostramos a origem antiga deles e seu significado, e como o tempo e a evolução têm substituído a nosso atual interpolação.

Nosso objetivo é apenas interessar nossos irmãos Maçons para alcançar os mistérios e segredos de todos os graus da Maçonaria, e realizar e cumprir em pensamento, palavra e ação aqueles princípios que foram inculcados com a nossa Ordem, e os quais nós acreditamos que devem, finalmente, realizar o destino deste mundo para o seu bem e avanço, até que as profecias de Ezequiel e outros profetas sejam cumpridas, os mistérios das quais estão agora a ser rapidamente elucidados, e apresentar perante outros a única religião verdadeira que existe desde tempos imemoriais. No entanto, muitos de nossos irmãos parecem indiferentes ao mesmo.

Para todos os estudantes sérios o livro está aberto, e se eles vão ler e estudar seu conteúdo luz vai certamente amanhecer em cima deles.

A todos os estudantes empenhados o livro está aberto, e se eles lerem e estudarem seu conteúdo a luz certamente vai amanhecer sobre eles.

Na edição nova e revisada das Cerimônias dos Perfeitos [Perfect Ceremonies], de acordo com o nosso funcionamento E. [E. working], uma teoria é dada de que a Maçonaria se originou a partir de certas corporações de trabalhadores que são bem conhecidos na história como o “Colégio Romano dos Artífices” [“Roman College of Artificers”]

Não há nenhum fundamento de verdade para tal teoria. A Maçonaria é agora e sempre foi uma Escatologia [Eschatology], como pode ser provado por todos os nossos sinais, símbolos e palavras, e nossos rituais. Mais de cem anos atrás alguns de nossos irmãos eram desta opinião, se podemos julgar pelo discurso proferido na abertura do nosso Templo Maçônico, em 1794.

O falecido Irmão Rev. Dr. William Dodd, proferindo um discurso sobre a Maçonaria na dedicação do Salão dos Maçons [Freemasons’ Hall] na rua Great Queen [Great Queen Street], em fevereiro de 1794, falando da Antiguidade da Maçonaria, diz: “Os Maçons estão bem informados a partir de seu próprio pessoal e registros internos que a construção do Templo de Salomão é uma época importante, de onde eles derivam muitos mistérios de sua arte.
“Agora seja lembrado que este grande evento ocorreu a mais de 1000 anos antes da era cristã; e, consequentemente, mais de um século antes que Homero – o primeiro dos poetas Gregos – escreveu: e mais de cinco séculos antes de Pitágoras trazer do Oriente seu sistema sublime de instrução realmente Maçônico para iluminar nosso mundo Ocidental. Mas por mais remoto que seja este período, nós não datamos a partir deste evento o início da nossa arte; pois embora ela possa dever ao sábio e glorioso Rei de Israel algumas das suas muitas formas místicas e cerimônias hieroglíficas, todavia, certamente, a própria arte é coeva com o Homem, o grande assunto da mesma; ou melhor, ela pode muito bem ser denominada coeva com a Criação, quando o Soberano Arquiteto construiu sobre princípios Maçônicos este belo globo e ordenou aquela ciência mestre, Geometria, para estabelecer o regulamento para o mundo planetário e regular pelas suas leis todo o estupendo sistema em justa proporção infalível, girando ao redor do Sol central.
“E, como a Maçonaria é desta remota antiguidade, então ela é, como pode ser razoavelmente imaginado, de extensão ilimitada. Nós traçamos suas pegadas nas mais distantes, mais remotas eras e nações do mundos. Nós encontramo-la entre os primeiros e mais célebres civilizadores do Oriente; nós deduzimo-la regularmente desde os primeiros astrônomos nas planícies da Caldéia; até aos sábios e místicos reis e sacerdotes do Egito; os sábios da Grécia e os filósofos de Roma; ou melhor, até mesmo aos construtores rudes e Góticos de uma idade escura e degenerada, cujos vastos templos ainda permanecem entre nós como monumentos de suas ligações com as artes Maçônicas, e como provas elevadas de um gosto, o qual não obstante irregular, deve ser sempre estimado – terrível e venerável “.

É uma pena que os Maçons de hoje em dia não tenham mais interesse no legado deixado pelos seus antepassados. Quem entre nós pode, mesmo por uma hora, remontar aos grandes e sublimes princípios do nosso ofício, e estudar a origem dos sinais e símbolos que lhes são inerentes, e, em seguida, supor por um momento que todos estes foram evoluidos a partir de um bando de Maçons operativos [Operative Masons] na época dos Romanos?

Não há nem lógica nem razão em, nem existem quaisquer fatos para sustentar tal teoria. Não, nossa Grande Ordem foi originada a partir dos ensinamentos sublimes de Ptah, os quais foram transportados para fora do Egito por Moisés, e os Sumo Sacerdotes originais ou primeiros dos Druidas que vieram para estas ilhas, e transmitiram de geração em geração, e esta vai durar até ao final da atual existência da terra.

Como dissemos na “Origem e Antiguidade da Maçonaria” [“Origin and Antiquity of freemasonry”] – embora muitos Maçons tenham um grande interesse na história passada do seu ofício – poucos, nós acreditamos, tem alguma idéia de sua verdadeira origem, e é para estes, portanto, mais especialmente, que este trabalho é enderessado. O livro incorpora o resultado de muito trabalho sobre o assunto, por isso temos a certeza que vai ser de interesse para todos os bons Maçons.

Nós dizemos que a raça humana se originou, ou foi plantada, no nordeste da África (incluindo as fontes e as margens do Nilo), e é um fato muito importante para se notar aqui que a simbologia tem sido transmitida entre nós até os dias atuais.

Na N.E.C. [cerimónia Maçônica] o recém I [newly I], é posicionado, e assim como o homem, pela multiplicação e Evolução, espalhou e ganhou conhecimento, assim os novos irmãos são ensinados e recebem conhecimento e aprendem – ou deveriam aprender – todos os outros graus sublimes que compõem o nosso conjunto [todo].

Nós pensamos que isto pode ser adicionado ao nosso atual ritual sobre esta posição particular.

De qualquer forma, gostaríamos de chamar a atenção dos Poderes que tomem a observação acima para sua consideração em qualquer alteração futura que possa ser feita, porque “a partir daqui todo o conhecimento emanou, e para este lugar deve retornar.”

Todos os Maçons que atingiram o [grau de] R.A. & 30° devem ficar chocados pela natureza sublime dos principais princípios, e embora no momento presente a Maçonaria seja principalmente uma Irmandade de Boa-comunhão, Moralidade e Caridade, nós temos já há muito considerado-a um remanescente de alguma antiga filosofia ou Escatologia.

Após uma investigação longa e cuidadosa estamos agora em condições de provar que a Origem e Antiguidade da Maçonaria e dos muitos e diversos Rituais – assim chamados – que têm sido utilizados pelos últimos cem anos, vão mostrar que todos os princípios e doutrinas do ofício são a cópia mais verdadeira que temos em existência, passada de uma geração para outra, da Escatologia dos Egípcios no momento em que sua mitologia e crença foram aperfeiçoadas em sua Escatologia. Nós, portanto, afirmamos que os sinais, símbolos, ritos e cerimônias, e os princípios inculcados, eram idênticos com a Escatologia dos antigos Egípcios, levadas para fora do Egito por Moisés e os Sumos Sacerdotes, que vieram do Egito e foram posteriormente conhecidos como os Druidas, e que várias origens, símbolos e ritos, praticados em outras partes do mundo eram idênticos. Daí nos propomos a apresentar outros elos da corrente quebrada o que provam mais conclusivamente que isto era assim, e que aqui reside os Primórdios das verdadeiras doutrinas Cristãs dos dias de hoje.

Sustentamos que a Grande Pirâmide de Gizé foi construída no Egito como um monumento e memorial duradouro dessa remota religião, sobre verdadeiras leis científicas, por inspiração divina e conhecimento das leis do Universo.

Na verdade, podemos olhar para a Grande Pirâmide como o primeiro verdadeiro templo Maçônico no mundo, superando todos os outros que a partir de foram construídos, com seus segredos retratados na pedra, simbolicamente, para serem lidos por aqueles que foram iniciados nos mistérios secretos da sua origem, depois de terem passado através dos vários graus, pois eram somente homens (Theopneustics) da maior honra e integridade, que poderiam esperar alcançar o grau mais alto ou mais sublime, e somente depois que longo e paciente estudo e muitas provas tivessem sido atravessadas para atingir esse fim, e aqui [na Grande Pirâmide] em pedra está apresentada a passagem do “Tuat” e Amenta.
Que arquiteto do dia de hoje poderia comprometer-se a erguer uma pirâmide como esta Grande Pirâmide, que pudesse permanecer por tantos milhares de anos sem reparo?

Neste trabalho não cruzamos as obras de outros, dando praticamente todos os elementos da história do ofício a partir do século XIV, como existem vários livros bem escritos desta parte específica da história da irmandade, mais especialmente, podemos nós mencionar o exaustivo volume bem escrito do Irmão R. F. Gould [Brother R. F. Gould], que representa para nossos irmãos de uma maneira muito lúcida e elegante todos os detalhes a partir da data acima.

Nós estamos indo de volta para a origem de tudo, e devemos pedir a indulgência do Irmão Gould ao diferir do mesmo quanto à sua explicação, ou tentativa de explicação, de suas então-chamadas “MARCAS DE MASONS” [“MASON’S MARKS”]. Isso vai ser dado em pormenor mais tarde. Nós só gostaríamos que houvessem mais estudante na Maçonaria que tivessem um interesse mais profundo que não aqueles que olham para esta geralmente como uma instituição de caridade e fraternidade apenas, embora não haja dúvida de que nos últimos anos maior interesse tem sido evidenciado, e nós temos entre nós alguns que estão se esforçando para obter a origem e o significado original de nossas cerimônias, mas que não podem chegar à verdade até que se tornem estudantes do antigo ritual Egípcio também.

Ao mesmo tempo, devemos expressar a nossa opinião de que os chefes do Ofício e as Potências que não encorajam os alunos da Maçonaria; aparentemente, o seu lema é: “Não queremos saber, estamos contentes em continuar como estamos” [“We do not wish to know, we are content to continue as we are”]; mas, por mais que a ignorância e a intolerância possam opor-se a evolução da verdadeira luz e a verdade dos segredos do passado, o tempo e a morte irá remover a oposição, e homens mais esclarecidos irão tomar seus lugares. A Ciência não aceitará dogmas intolerantes como fatos; a verdade será provada por pesquisas e fatos apurados; avanço e evolução irão continuar até que estes mistérios sejam resolvidos.

Clemente de Alexandria nos diz que “os Egípcios não confiaram seus mistérios para todos, nem degradaram os segredos de coisas divinas divulgando-os para o profano, reservando-os para o herdeiro ao trono, e para aqueles dos sacerdotes que  se destacaram em virtude e sabedoria.”

Plutarco, Pitágoras, Zoroastro e outros dos Gregos que visitaram o Egito não foram iniciados nos mistérios além do primeiro e segundo graus, e nunca obtiveram o conhecimento de todos eles. Isso é mostrado por Eusébio.

Não temos a intenção de entrar em quaisquer argumentos religiosos ou teológicos: o nosso único objetivo é provar que muitas das formas, palavras, símbolos, etc., que agora usamos, foram usados por nossos irmãos antigos, possivelmente há mais de 20.000 anos atrás, e que naquela época, como agora, a Maçonaria foi difundida sobre a face do globo, e que a essência de seus ritos e crenças era análoga àquela dos nossos princípios, e aquelas várias palavras-de-passe [passwords]  foram dadas e tiveram de ser repetidas antes de se passar de um grau para outro, e que estes eram idênticos com aqueles ainda em uso entre nós, tanto como Maçons quanto nas doutrinas do Cristianismo verdadeiro.

Não queremos que nossos leitores suponham que o termo “Maçonaria” estava então em existência, mas que todo o ritual, sinais e símbolos, etc., como usamos e praticamos em nossos ritos, e que as cerimônias eram todos idênticas, e muitos dos praticados nas várias igrejas Cristãs têm a sua origem nos mesmos.

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PROVAS DA MAÇONARIA COMO SENDO UNIVERSAL

Em 1886, Dr. Le Plongeon publicou um livro chamado “Sacred Mysteries among the Mayas and the Quiché, 11,500 Years Ago and Freemasonry in times anterior to the Temple of Solomon” [“Mistérios Sagrados entre os Maias e os Quichés, 11500 Anos atrás e Maçonaria em tempos anteriores ao Templo de Salomão”], e em 1896 ele completou este com “Queen Moo and the Egyptian Sphinx” [“Rainha Moo e a Esfinge Egípcia.”

Estes livros foram o resultado de seus trabalhos e escavações de antigas cidades, etc., feitos em Iucatã, no México, onde ele encontrou muitos dos Sinais e Símbolos em uso entre nós.

Figura I - Plongeon - Três Templos Uxmal.jpg
O Dr. Le Plongeon é um Maçom, e ele diz-nos que em Uxmal ele encontrou três templos juntos – “quadrados oblongos” [“oblong squares”]* – com divisórias entre cada um, e vestígios de ritos Maçônicos dos graus primeiro, segundo e terceiro, em evidência nas paredes respectivamente.

Figura 2 - Churchward - templo Uxmal -.jpg

O Sr. John L. Stevens, em sua obra “Incidents of Travel in Central America – Chapas and Yucatan” [“Incidentes de Viagem na América Central – Chiapas e Iucatã”], publicado em 1848, têm uma descrição coincidindo com o Dr. Le Plongeon, e ele dá as dimensões destes, as duas pontas 18 pés por 9 pés, e os centrais 34 pés por 9 pés, ele também descreve outros 250 pés quadrados [250 ft. square], com pavimento disposto em quadrados ou em xadrez, preto e branco. Estes todos de frente para o leste.

Figura 3 - Churchward - templo Uxmal 2 -.jpg

A maioria destes templos em Uxmal eram encimados pelo arco triangular sobre um quadrado [surmounted by the triangular arch above a square], o qual todos os R.A.M.’s irão entender (a origem do qual teremos de mencionar a seguir).

Aqui temos de chamar atenção especial para a forma dentro do templo – um quadrado [square], encimado por um triângulo, com três estrelas nos ângulos do triângulo em um templo, e cinco estrelas dentro do triângulo no outro templo. Como veremos mais tarde, essas três estrelas nos cantos do triângulo, com os antigos Egípcios, representaram Sut, Shu e Horus, os três deuses da primeira Trindade ou Trindade Estelar. Estes, com outros dois, representam Osiris e Isis, completando a família de Osíris, encontrada pelo Dr. Le Plongeon em Uxmal. Eles também simbolizam os cinco mistérios e Mitos Solares.

Por família de Osíris queremos dizer os filhos de Nut. Estes eram em número de cinco: Osiris, Horus, Seb, Isis e Nephthys. Eles não foram todos nascidos em um lugar, e não foram todos nascidos no mesmo dia. Eles nasceram nos cinco dias epagômenos do ano, de acordo com os Mitos Solares.
No primeiro [dia] o nascimento de Osiris ocorreu.
No segundo [dia] aquele de Heru-ur ou Horus.
No terceiro o [dia] de Set ou Sut.
No quarto [dia] aquele de Isis.
No quinto [dia] o de Nephtys.
O primeiro, terceiro e quinto dos dias epagômenos eram considerados de azar. Na Maçonaria esses números têm um significado peculiar, que todos M. M.’s entendem, e com o rebanho comum das pessoas nos dias de hoje estes dias ainda são considerados como dias e números de azar. Quantos [entretanto] sabem por que ou a origem disso?

As nações do México antigo contavam seu tempo como os Egípcios, de quem obtiveram o seu conhecimento do tempo, estações, festivais, etc. Isto pode ser visto e provado por sua observância dos cinco dias acima [os cinco dias epagômenos do ano], como os Egípcios fizeram. Os Mexicanos os chamaram de “nemonterni” ou “nèn-onterni” – isto é, os dias supérfluos, suplementares ou inúteis, a partir do texto Asteca do Livro II. cap. xxxvii da obra histórica pelo Padre Sahagun, em que são explicados nas seguintes palavras: “Estos cinco dias á ningun Dios estan dedicados y por eso les Llamaran nemonterni, que quiere decir por démas.

Estes cinco dias não são dedicados a qualquer deus e, portanto, eles são chamados de “nemonterni”, que significa “supérfluo”, “impróprio”, “inútil”, “azar”, e no texto Asteca somos informados de que nada era feito nestes dias – ninguém discutia ou entrava em qualquer disputa, “porque se alguma coisa adversa acontecesse, isto continuaria a cair sobre eles dali para sempre.” Isto foi o mesmo em todo Iucatã, México e Estados da América Central neste período.

Em Iucatã eles foram chamados de “Xma Kaba Kin” (dias sem nomes). Eles não eram descartados fora da contagem, mas eram considerados “dias de azar”, e nada era feito durante esses dias de uma forma ou de outra – simplesmente contados em silêncio e interpolados para fazer os 365 dias do ano, assim como os Egípcios fizeram, e em todos os manuscritos antigos Astecas e Maias vemos que eles contavam [kept] o seu tempo regularmente, e aqueles autores que têm tentado provar que “perdiam o tempo” durante o ano bissexto não têm nenhuma autoridade para as suas declarações ou suposição; na verdade, é uma teoria infundada da sua parte. Eles [Maias e Astecas] realizavam as suas “festas” no mesmo tempo e dias do ano em que os Egípcios faziam. Em todo o país eles contavam 365 dias do ano e consideravam o Grande Ano [the one Great Year], 25.827 dias em um ano [Grande Ano].  Isto é claramente mostrado na “Estela de Copan e Quirigua” [“Stella of Copan and Quirigua”] e nas Lajes do Altar em Palenque. Todas têm no topo a imagem de representação do grande dia figura - churchward - hieroglifinho - O Grande Dia - , seguido por uma data – isto é, o início e término do grande dia ou ano de precessão.

Não podemos concordar com o Dr. Edward Seler em suas explicações sobre o precedente. Bem pode ele dizer “não tivemos sucesso em esclarecê-los.” Gostaríamos de acrescentar que ele não teve sucesso em dar a verdadeira decifração de qualquer das suas traduções dos vários códices dos Maias, das nações Mexicanas e da America Central que ele tentou, e até que ele reconheça o Egito como o primórdio e a origem, somos de opinião de que ele não conseguirá.

No “Popol Vuh” nós temos uma história paralela à de Sansão em sua história de um herói chamado Zipanea Told, que, sendo capturado por seus inimigos e colocado em um poço, puxou para baixo o edifício em que seus captores tinham se reunido e matou 400 deles : também, que quando os ancestrais dos Quichés migraram para a América a Divindade dividiu o mar para a sua passagem, a qual é paralela ao Mar Vermelho sendo partido para os Israelitas, e isso só pode ser lido e o significado compreendido através da Astro-Mitologia e Ritual do antigo Egito como uma representação esotérica e não uma rendição exotérica.

Um dos nossos críticos afirma que todas essas declarações são apenas “visionárias”. Estes templos e restos de construções dos antigos Maias foram encontrados e fotografados por Le Plongeon, e nós temos a declaração do Almirante Boardman, C.B., para este efeito, bem como dos lábios do próprio Le Plongeon, além de suas fotografias tiradas no local. “O Popol Vuh”, o livro sagrado do Quichés ainda existe, e neste encontramos as mesmas doutrinas como no Egito e em outras partes do mundo, que foram obtidas pelos Quichés direto dos Maias.

Embora possa haver muitas teorias a respeito da interpretação, o fato é que os templos, com seus antigos sinais e símbolos, estão lá, e qualquer pessoa com “visão” pode vê-los. Além disso, a linguagem hieroglífica dos Maias era em muitos casos idêntica à dos Egípcios – ver mais adiante; mas não podemos concordar com Le Plongeon em sua decifração e interpretação destes sinais antigos, que são de origem puramente Egípcia e têm um significado diferente daquele que ele atribui a eles. Essas inscrições são, sem dúvida, uma parte do Ritual Egípcio escritas em Maia. A mesma história foi trazida do Egito para esta terra na época dos Mitos Solares e Estelares. Os homens instruídos de Mayach afirmam que eles pensavam, em eras remotas, que a abóbada do céu era sustentada por quatro pilares, colocados em cada um dos pontos cardeais, e que o Criador atribuiu o cuidado destes para quatro irmãos, chamados em Maia, Kan Bacab, Chac-Bacab, Zac-Bacab e Ek-Bacab. Estes são os quatro filhos de Hórus, Amset, Hapi, Kabhsenuf e Tuamutef, representando as bandeiras de Homem, Leão, Águia e Touro dos Israelitas, e [os Apóstolos] Mateus, Marcos, Lucas e João dos Cristãos, a quem praticamente a mesma função foi atribuída e a interpretação do nome é a mesma. Igualmente as funções que lhes são atribuídas nos capítulos cxii., cxiii. do “Livro dos Mortos”, foram as mesmas que encontramos aqui.

Outras descobertas levaram ao conhecimento de que Mitos Estelares existiram e foram praticados aqui [nas Américas] durante o período Neolítico, porque há ampla evidência das pessoas da Idade do Paleolítico (pequenos homens vermelhos ou da terra [little red or earth men]) tendo vivido nesses países, e homens do Neolítico ainda são encontrados aqui praticando todas estas cerimônias Totêmicas como encontramos em outros países. Há muitas tribos que ainda vivem nas montanhas e florestas, onde, até o momento, o “homem branco” ainda não penetrou, e para as quais os “Mitos Estelares” nunca chegaram.

Os diferentes nomes que encontramos na América Central, México, etc., os então-chamados sinais-do-dia (ou signo-do-dia) [day-signs] do Dr. Edward Seler:

Mexicanos,          Acatl               Beeu               Kau
Zapotecas,           Tecpatl           Ezanab           Muluc
      etc.,                  Calli                Akbal              Lx
 Tochtli                  Lamat            Cauac

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Todos correspondem e são o mesmo que os “Bacabs” Maias – ou seja, o Vermelho, o Branco, Preto e Amarelo – os quatro filhos de Hórus, situados na N. S. L. e O., e os quatro suportes do céu, etc. O demônio do Dr. Edward Seler, Coslahun Tox ou The Lastimável Espírito da Nuvem, é Sut, e não é representado por L. e M. em seus signos-do-dia [day-signs], fig. 4 (Cronologia Mexicana). L. é o Falcão [Hawk], Horus I, com uma coroa de penas – e aqui representa a luz, o dia – K. é Senhor da terra e do céu. M. é Sut, a quem Horus virou as costas (noite). Isto é bem ilustrado no livro do Dr. Budge “The Gods of the Egyptians” [“Os deuses dos Egípcios.”] Horus, tendo conquistado a morte e as trevas, ou seja, a luz ou os raios do sol – tem penetrado e expulsado as nuvens que envolviam a terra em escuridão, quando o vapor superaquecido arrefeceu suficientemente. Seu “cão” e “anta” [“dog” and “tapir”] são aqui representantes de Anubis e, como vemos, têm as mesmas funções atribuídas a eles aqui [Nas Américas] como no Egito. Na fig. 9, D. Representa Zipe, “ressuscitado”  [“risen”] – isto é, Amsu ou Min (segurando uma corda com hieróglifo sobre ela, e que significa vida espiritual) – ver mais tarde.

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OUTROS SINAIS [SIGNS] ENCONTRADOS PELO DR. LE PLONGEON COMO VISTOS AQUI

1. O Emblema da Mortalidade; 2. O Esqueleto na postura do Ka com os braços erguidos; 3. O Duplo Triângulo; e 4. Um Tau; estes não precisam de nenhuma explicação para os R.A.M.’s [Royal Arch Masons (Maçons do Arco Real)] também a figura 5, avental maçônico. Isto é, evidentemente, parte de uma estátua esculpida de um dos sacerdotes. No “Vestuário” [“Dress”] este é esculpido em mármore branco. Alguns sinais e símbolos são igualmente encontradas no Peru entre os antigos Incas; Também nas inscrições murais nas Ilhas Carolinas.

Os objetos maçônicos encontrados debaixo da base do obelisco conhecido como a Agulha de Cleópatra, agora no Central Park, Nova York, igualmente mostram que muitos dos símbolos relativos aos ritos da Maçonaria moderna eram usados no Egito há 3.500 anos atrás. Este obelisco foi feito para Hatshepsu, que viveu em 1.600 A.C. – Isto é, 3500 anos atrás. Forbes menciona que em Java há uma tribo chamada Karangs, supostamente descendentes dos aborígenes da ilha, cujos homens velhos e jovens, quatro vezes por ano, comparecem secretamente em procissão, por caminhos conhecidos apenas para si mesmos, a um bosque sagrado na densa floresta: os velhos para o culto, os jovens para ver e aprender a ladainha misteriosa de seus pais.

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Fig. 6. Churchward - uxmal mexico.jpg

Neste bosque estão as ruínas de terraços, dispostos em cercos quadriláteros, cujos limites são marcados por blocos de pedra assente ou fixas no chão. Aqui e ali, nos terraços estão monumentos de maior destaque, pilares eretos, etc., e, especialmente notável, um pilar ereto dentro de um quadrado [square]. * Aqui essas pessoas desprezadas e isoladas seguem os ritos e costumes que desceram a eles através de seus antepassados desde a antiguidade muito remota, repetindo com temor supersticioso uma ladainha que não eles não compreendem, a origem e a finalidade da qual perdeu-se em suas tradições, mas que pode ser encontrada no Papiro Egípcio (Papiro de Leyden) e no “Ritual ou Livro dos Mortos”.

[ * – Ver, Índios Nativo Americanos.]

Gerald Massey cita um antigo templo na América do Norte, também peculiar. Primeiro um quadrado dentro de um círculo, e ambos circundados por outro quadrado: isso pode-se dizer que corresponde ao nosso Quatuor Coronati, e, com um triângulo adicionado dentro do quadrado interior, e uma estrela com um ponto x dentro do triângulo, representaria o mais alto grau na Escatologia – ver mais tarde.
Fig. 7. e Fig. 8 Churchward - templo - v -.jpg

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Há um céu octagonal que pode ser formado de um quadrado duplo [double square]. Havia quatro deuses dos quatro cantos; quatro consortes eram atribuídas a eles nos outros quatro cantos dos pontos meio-cardeais [at the second four corners or hald cardinal points]. Duas vezes quatro pontos são equivalentes a um quadrado duplo [double square]. O quadrado pode, assim, ser duplicado como o duplo triângulo para fazer um octógono, como o octonário de Taht, o Deus da Lua. A maneira óctupla [the eightfold way] é igual ao quadrado quando dobrado e misturados em uma figura.

Os Japoneses têm uma estrada de oito-bifurcações do céu [eight-forked road of heaven]. Um sinal do quatro quadrado [four square] (quatro ao quadrado) chamado Tesennu ou Khemenu – isto é, o Nº. 8 em Egípcio.
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Quatro lados da Pirâmide Egípcia. Pirâmide de quatro cantos Assíria = quatro lados e quatro cantos = um duplo quadrado ou cubo 8 [a double square or cube 8], = um duplo quadrado e círculo – isto é, oito pontos meio-cardeais [eight half cardinal points]. Quatuor Coronati subdividido = quatro pontos cardeais e oito pontos meio-cardeais [four cardinal points and eight half cardinal points]. Triângulo adicionado acima com três deuses nos cantos.

Este tem precisamente o mesmo significado que o Duplo Triângulo, Gerald Massey não é um Maçom, e, portanto, não pudemos aprender dele se quaisquer sinais Maçônicos existiam nas paredes.

Gostaríamos de chamar a atenção para estas fotos, uma do Egito, uma da Assíria e uma do México, identicamente a mesma e idêntica à nossas jóias do [grau maçônico] P.Z. [Past Z.]. As explicações completas destes sinais devem ser evidentes para todos R.A.C.’s [Royal Arch Chapters (Capitulares do Arco Real)].

A divisão aqui em doze partes, os doze signos do Zodíaco, doze tribos de Israel, doze portas do céu mencionado no Apocalipse, e doze entradas ou portais a serem atravessadas na Grande Pirâmide, antes de finalmente chegar ao mais alto degrau, e doze Apóstolos nas doutrinas Cristãs, e os doze pontos originais e perfeitos na Maçonaria.

As doze divisões do Tuat, o original, eram os doze signos do Zodíaco, elaborados pelos mitologistas Astro-Egípcios durante os seus Mitos; depois eles converteram sua mitologia para Escatologia, o que deve ter levado muitos anos. Nós achamos que eles tinham, por assim dizer, “escavado” o Submundo [“dug out” the Underworld], e chegaram, por inspiração divina ou pelo estudo das leis dos corpos celestes, à conclusão de que, após a morte destes corpos perecíveis, a alma, que é imperecível, tinha que viajar através de muitos perigos e dificuldades antes que pudesse unir-se [join] ou ser recebida novamente pelo seu Divino Criador. Isto os Egípcios representaram bem graficamente e os registros são ainda existentes no Livro “Daquilo que está no Submundo” [“the book of “That which is in the Underworld”], que eles dividiram em doze divisões: “O Tuat e as Doze Horas da Noite”, que está talhado em pedra na Grande Pirâmide de Gizé.

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Aqui, na Pirâmide, a velha Teopneustia [old Theopneustics] ensinava ao iniciado passo a passo e degrau após degrau o que a alma tinha de enfrentar e atravessar antes que pudesse chegar e atravessar o Amenta e receber a coroa de glória na presença de seu Divino Autor, assim, ensinando-lhe a vida que ele deve conduzir aqui na terra, e os sacrifícios que ele deve fazer – “fazer aos outros como ele gostaria que fizessem-lhe” em seu corpo corporativo terreno para que ele possa receber a Coroa de iluminação em seu [corpo] espiritual.

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Todas estas cerimônias eram explicadas e realizadas em uma forma dramática, mais especialmente para imprimir sobre o iniciado a seriedade do assunto; e “cada parte do Tuat”, e “cada hora da noite” constituia um assim-chamado “grau” [“degree”] ou portão ou porta a se passar.

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Que tudo isso foi elaborado em um período inicial [anterior] – pré-Dinastico – temos ampla prova no fato de que nós encontramos Khepera representado como um falcão – o Espírito – partindo de uma múmia. Isso denota que eles tinham elaborado uma parte pelo menos de sua Escatologia. Em nossa opinião, a Grande Pirâmide de Giza foi construída assim que esta [Escatologia] foi concluída. Sabemos que muitos Egiptólogos não concordam que essas pessoas antigas tiveram quaisquer idéias ou crenças neste período remoto sobre “vida e espírito depois da morte”, mas devemos insistir sobre o fato, que isso deve ter sido assim, porque aqui está a prova  – “O espírito partindo da múmia.” Isso por si só é conclusivo.

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O Amenta ou Submundo não era sob a terra, como alguns supõem, mas um lugar profundamente através da terra [deep down through the earth], e como o sol se punha no oeste à noite e ressuscitava no leste na parte da manhã, assim isso simbolicamente representava a alma viajando através do Tuat e Amenta até finalmente completar sua jornada e se juntar à fonte Divina novamente. A escuridão, as dificuldades e perigos do Tuat estão totalmente demonstrados no livro  “Daquilo que está no Submundo” [“the book of “That which is in the Underworld”], e é um tanto engraçado se ler o escárnio do irmão Gould de “que tudo aquilo que temos em nossos ritos e cerimônias não tem nada a ver com os antigos.” [Gould’s History of Freemasonry Throughout the World.]

Citamos de seu último trabalho, página 5, como se segue: – “Sobre os mistérios, de fato, como existentes em diferentes países, pode-se dizer que eles se distinguem por formas variantes, embora seja igualmente certo que havia uma grande semelhança entre todos eles. As cerimônias de iniciação eram invariavelmente funerais em seu caráter. Elas celebravam a morte e a ressurreição de algum ser querido, quer seja objeto de estima como um herói ou de devoção como um deus.” A conformidade entre a morte e a iniciação é surpreendentemente exemplificada em uma passagem preservada por Stobaeus [Estobeu] a partir de um registro antigo e diz assim : “A mente é afetada e agitada na morte exatamente como é na iniciação nos Grandes Mistérios: o primeiro estágio é nada além de erros e incertezas, esforços, devaneios e escuridão. E agora, chegado à beira da morte e iniciação, tudo possui um aspecto terrível; é tudo horrores, tremores e atemorização. Mas esta cena, uma vez terminada, uma luz milagrosa e divina se apresenta . . . perfeitos e iniciados eles são livres, e, coroados e triunfantes, eles andam para cima para baixo nas regiões dos bem-aventurados, etc., etc. – isso não é Maçonaria absolutamente.”

Terá o Irmão Gould alguma vez participado da cerimônia de I. no Oeste das províncias da Inglaterra? Nós pensamos que se ele alguma vez tivesse estado presente em algumas destas em Devonshire e Cornwall teria sido instrutivo para ele sobre o ponto. Evidentemente o Irmão Gould não foi iniciado no 18º. Nada poderia ser mais impressionante conclusivo do que a descrição que ele cita da segunda parte do D. R. e passando desta para o 3º ponto. Esta é apenas uma parte da passagem do Tuat * que mencionamos anteriormente, e é evidência mais conclusiva de que todos estes mistérios foram tomados, copiados, e trazidos a partir dos antigos Ritos Egípcios, e o Irmão Gould e outros Maçons nunca irão entender o significado e origem dos nossos Princípios Sublimes até que tenham estudado e desbloqueado os mistérios do passado.

[ * – O Tuat era parte do Amenta. (Ver página seguinte).]

Apesar de terem o alfabeto aqui escrito tão claramente quanto a luz do dia, o qual eles ignoram e ridicularizam, simplesmente porque eles não o aprenderam. Eles expressam e dogmaticamente afirmam opiniões que se opõem aos fatos, os quais eles refutam ou são ignorantes de. O conjunto das cerimônias do 18º e aquelas até e incluindo a do 30º são simplesmente aquelas da passagem do Tuat e Amenta no Ritual Egípcio, produzidas e muito pervertidas, e a citação de Stobaeus pelo Irmão Gould ajuda a provar isso, em vez de o contrário. Nas páginas 5-12 ele forneceu algumas citações valiosas de vários autores sobre os ritos como conduzidos e praticados por aqueles que os obtiveram originalmente do Egito. A chave ele perdeu, mas asseguramos-lhe que ele pode encontrá-la no Egito e em nenhum outro lugar.

Aqui também [no Egito] ele vai encontrar o verdadeiro significado do “Pé Esquerdo Primeiro” [“Left Foot first”], a origem e o significado do qual será dada mais adiante, e qualquer um lendo o que o Irmão Gould diz sobre isso, e [lendo] aquilo que nós apresentamos como a verdadeira tradução dos Papiros, vai ver onde a falácia reside, e que há uma verdadeira razão para se o fazer, que tem sido transmitida e praticada por aqueles que têm preservado o verdadeiro Ritual por eras e eras.

[ – Nota Adicionada (1913) – Os Egípcios não acreditavam que havia um lugar como o Amenta ou que Ptah e os seus sete Pigmeus realmente tunelaram (tunnelled) (cavaram) através da terra, mas eles expressavam essa “figura” em “Linguagem de Sinal” (“Sign Language”) para ensinar os Mistérios.]

EVANS, em seu volume recentemente publicado: “The Mycenaean Tree and Pillar Cult and its Mediterranean Relations” [A Árvore Micênica e o Culto ao Pilar e as suas relações Mediterrânicas”], fala sobre “A Casa do Machado Duplo!” [“The House of the Double Axe!”] E dá uma ilustração de três cubos, com o sinal em cada um, do machado duplo , mas nós consideramos isto por ser a forma Grega antiga do Egípcio, o qual pode ser visto retratado na pedra Druídica, mencionada a seguir, encontrada em South Church Tawton, Devonshire, e que apresenta o então-chamado Machado Duplo nesta forma fig-churchward-hieroglifinho-bandeiras-duplas-neteru (repetido duas vezes), seguido pelo sinal silábico, Mes fig-churchward-hieroglifinho-mes (repetido três vezes), em seguida, o sinal silábico, Seh fig-churchward-hieroglifinho-seh. Após este, outro machado fig-churchward-glifinho-axe , então, o sinal silábico Mes, e na parte inferior, uma serpente Fig. Churchward - Rerek - serpente (provavelmente Rerek).

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Um significado do machado duplo  fig-churchward-hieroglifinho-bandeiras-duplas-neteru  Netru, é Deuses, a companhia dos Deuses, e com o sinal Seh, o Deus Celestial ou Deuses Celestiais, ou Deus do Céu e da Terra, o Grande Deus. fig-churchward-glifinho-axe  Neter pode significar um Deus ou Ser Divino ou Soberania.
Mes fig-churchward-hieroglifinho-mes pode significar os produtos da água, do rio, trazer, portador da, dar à luz a, gerar, ser nascido, produzido. Mes denota o nascimento ou renascimento dos mortos no Mesken, e, como, sem dúvida, esta pedra foi tirada de Mis-Tor ou em algum lugar perto de Mis-Tor, denotaria Mes-Tor (Egípcio). Yes-Tor também está próximo; este e Yes-Tor provavelmente representa um Kes-Tor (Egípcio); este sendo um enterro e embalsamamento, o Tor sendo o monte natural e tipo deste último. Seh fig-churchward-hieroglifinho-seh, um significado disto é o Céu levantado [raised Heaven], Salão [Hall], outro nome de Osíris ; lembrando que todos esses sinais silábicos dependem de outros hieróglifos que estão obliterados, para a interpretação da verdadeira tradução e significado. Rerek Fig. Churchward - Rerek - serpente era o nome de um demônio serpente. Esses hieróglifos são importantes, por causa de sua pura origem Egípcia e por se encontrarem cortados em uma pedra de granito, tomada a partir de ruinas Druídicas em Dartmoor, Devonshire – como poderia se supor – de seu atual lugar de repouso.

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A inscrição em Otarum, nos dois altares retangulares atribuídos ao Deus do Machado-Duplo [Double Axe], é a mesma que os Gregos chamavam Zeus, sem dúvida, e tem o mesmo significado que o acima, que é o mesmo que o deus Odin dos Escandinavos e o Woden, Wotan ou Wuotan dos Germânicos.

O Machado remonta à mais tenra idade Neolítica e provavelmente à idade Paleolítica no Egito e precedeu aquele [símbolo] da ponta de flecha de sílex ou faca de pedra lascada. A pedra amarrada à extremidade de uma vara formado o mais antiga clava do homem pré-histórico, e quando a vara foi colocada no meio de uma pedra comprida e prendida, e as duas extremidades foram friccionadas para afiação, você teria duas arestas de corte, e de fato, a primeira ou primitiva forma do Machado-Duplo [Double Axe], e este é indicado em muitas maneiras por ter precedido o Machado-Simples [Single Axe].

Considerando a grande importância que o machado teria para o homem primitivo, não só como uma arma de defesa ou ataque, mas também para cortar madeira, etc., ele se tornaria primeiro um símbolo da força física e, em seguida, da divindade ou domínio; ele também seria usado em suas cerimônias sagradas e iria adquirir a partir daí um significado simbólico como representando “força e poder”. Tomando como certo, então, que o [símbolo] hieroglífico fig-churchward-glifinho-machado-duplo  representa o machado duplo, temos a certeza de que ele foi usado como um símbolo de poder e divindade pelos Egípcios pré-dinásticos muito antes do período em que eles foram capazes de escrever; mas não temos meios de saber realmente como eles chamavam o machado duplo naquele período. Em tempos posteriores, quando a machado simples [single axe]  fig-churchward-glifinho-axe  tinham tomado o lugar do machado-duplo, eles chamaram-lhe, como já dissemos, “Neter.” Renouf não concorda com muitos Egiptólogos no que diz respeito ao significado da palavra; a sua opinião é que ela significa “poderosamente,” “poderoso,” e “forte” e “poder”.

Estes três cubos de Evans, com o machado-duplo, mostram que essas pessoas devem ter emigrado do Egito em um período muito cedo, de fato, porque o machado-duplo nesta forma foi adotado primeiro; ao mesmo tempo que mostra o quão longe eles haviam atingido em seus conhecimentos e aprendido as perfeições de seus Mitos Estelares. Seja qual for a diferença possa existir quanto ao seu significado entre os Egiptólogos, não pode haver qualquer dúvida entre os Maçons, e aqui na primeira forma temos as primeiras representações simbólicas dos três grandes originais. Pessoalmente, a nossa opinião sobre o significado da palavra “Neter,” fig-churchward-glifinho-axe  não é realmente Deus ou fig-churchward-hieroglifinho-tres-bandeiras-neteru Deuses Netru. “Príncipes” ou “Grão-Mestres” seria uma verdadeira interpretação do significado da palavra ou [símbolo] hieroglífico, em nossa opinião. O machado-duplo primeiro e o machado simples depois foram de grande benefício e uso para o homem primitivo; ele naturalmente associou-los com todas as maiores, melhores e mais fortes qualidades de seu príncipe, chefe ou governante, e por isso, sem dúvida, ele permanece como o hieróglifo (uma vez que esses povos primitivos não poderiam escrever) para o Senhor ou Chefe, um Príncipe, um Governante do povo, e, portanto, associado simbolicamente como o sacerdote Chefe ou sacerdotes Chefes dessas cerimônias sagradas, e nós sentimos que isto é assim, se por nenhuma outra razão além dessa, porque nós, Maçons temos sido os guardiões deste por Eras e Eras, e ainda possuímo-lo em sua forma pura a partir do original como veremos mais adiante, como fazemos a medida [gauge] de 24 polegadas e outros símbolos sagrados, e a significação do machado-duplo entre nós é como dito acima, e, portanto, concordamos com Renouf que este [hieróglifo ‘Neter’] não significa, literalmente, Deus ou Deuses, mas apenas “um grande”, “um príncipe poderoso” ou “príncipes” ou “governantes”, e não temos meios de saber como ou por qual nome estes antigos chamavam-lo. Este machado-duplo, portanto, foi usado como um símbolo sagrado no mais remoto período de seus Mitos Estelares no início do período Neolítico e, posteriormente, abandonado como o machado-duplo nesta forma fig-churchward-glifinho-machado-duplo-2-outra-forma e utilizado nesta forma fig-churchward-hieroglifinho-tres-bandeiras-2-outra-forma-neteru.  A origem do nosso Martelo (de Juiz) [Gavel] e Martelo-de-duas-cabeças [double-headed Gavel] é a mesma que a do anterior e ainda sustenta a opinião de Renouf no que diz respeito à correta tradução deste hieróglifo.

Esta “Casa do Machado-Duplo” [“House of the Double Axe”] aqui seria o representativo do “Grande Chefe do Martelo” [“The Great Chief of the Hammer” do Egito, a mesma que encontramos no México – veja mais adiante – ou seja, A Casa de Ptah.

Nos Mitos Solares dos Egípcios, o machado-duplo é igualmente um emblema do poder duplo, e o Deus do machado-duplo é, consequentemente, um Deus do duplo equinócio – que era Har-Makhu – o Horus que passou para Atum-Ra . Outra forma e nome era o duplo Harmachis, que era o “talhador do caminho” [“cleaver of the way”] e cujo poder duplo foi retratado pela arma de duas cabeças que foi denominada o “machado-duplo divino” do culto Micênico.

O MARTELO [THE GAVEL]

Como cada Maçom sabe, o “Martelo Comum” [“Common Gavel”] usado em algumas lojas é um martelo-simples [single axe] fig-churchward-hieroglifinho-martelo-simples e em outras um duplo fig-churchward-glifinho-machado-duplo-2-outra-forma ;
Em outras [lojas] apenas o V.M. [W.M.] tem o duplo ou sua representação. Aqui temos ele representando a força da potência e poder [power and might], permitindo aos principais oficiais, nas mãos dos quais ele está colocado, manter a ordem e simbolicamente suprimir todos os pensamentos impróprios que possam surgir durante nossas cerimônias.

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Entre os Maçons, portanto, a opinião de Renouf sobre este símbolo muito antigo, senão o mais antigo, seria a correta. É interessante, também, aos R.A.M. [M.R.A. – Maçons do Arco Real] bem como aos W. e P.W. [passwords – palavras de passe] a partir do 2º para o 1º C––. O acima é a palavra Egípcia original, e todos os P.Z.s [”Past Z” Masons] irão reconhecer nisto a palavrade passe N––, o significado sendo o mesmo e a pronúncia sendo a mesma praticamente. O Sumo Sacerdote de cada grande cidade (ou nomo) no Egito recebia um título especial, e em Memphis foi chamado de “Grande Chefe do Martelo” [“Great Chief of the Hammer”]. No templo dele da parede do Sul e Setem do “Deus da Bela Face” – ou seja, Ptah, e o Sumo Sacerdote do Grande Nomo, possuía um poder que era dificilmente inferior ao do próprio rei. Os Sumos Sacerdotes dos Druidas tinham o mesmo poder antes de serem destituídos e tinham o mesmo título. Que a palavra era muito antiga e aplicada a Hórus I é indiscutívelmente verdadeiro, como vemos a partir de vários textos: “Eu me levantei na forma de um falcão netri; au-a kha-kua em bak netri” mostra que aqui netri representa Horus I no Mito Estelar ou era um tipo do mesmo – o Grande, o Mestre, o Grande Espírito. Em outros textos, representa uma potência autoproduzida – toda matéria primeva (neter netri Kheper-Tchesef * paut); Em outro, auto-produção e auto-geração – ou seja, “Menino netri herdeiro da eternidade, gerando e dando à luz a si mesmo”, todos representando Horus – o Grande, o Poderoso – O mestre.

[ * – Não concordamos com o Dr. Budge em sua tradução de “paut” como “matéria” – ou seja, um “punhado de terra”. “Paut” significa “uma companhia de deuses”, ou então um número de poderes ou atributos, ou todos os poderes e atributos de DEUS (of THE GOD). É um substantivo coletivo.]

A partir do “CÓDICE MENDOZA” [“MENDOZA CODEX”], No. 13, descobrimos que os Mexicanos quando começaram a se espalhar para além do seu vale de Yantepec e Cuernavaca (antiga Quauhnauac), fizeram guerra e tomaram Tepoxtlan. Foi-lhes dito que este lugar era chamado “O Lugar do Machado” [“The Place of the Axe”], e que Tepoxtecatl, o Deus do Pulque [Pulque God], era o “Deus do Machado ou Grande Vidente do Martelo” “God of the Axe or Great Seer of the Hammer.”

Temos aqui, na América Central, a representação de “O Grande Chefe do Martelo” [“The Great Chief of the Hammer”], o mesmo que o Sumo Sacerdote do Egito em Memphis, com o mesmo título e Machado representativo – isto é, Ptah. Protótipo do M.W.M. [Most Worshipful Master – Mais Venerável Mestre ] ele usa as duas coroas, representando as vidas Terrena e Espiritual.

O Sumo Sacerdote Zapoteca era chamado Uija-tao – isto é, Grande Vidente [Great Seer]. Ele possuia o poder de se colocar em um estado extático, o qual distinguia entre os Sumo Sacerdotes e os subordinados, assim como o faziam os Druidas e os Egípcios. Referimo-nos a isso mais tarde.

Os símbolos no avental são igualmente típicos, como é o colar, dos quais os Maçons não precisam de nenhuma explanação. Todos os diferentes nomes mencionados na página 348 do artigo do Dr. Seler são nomes diferentes de Sut, Horus e Shu. *

[ * –  “Mexican and Central American Antiquities Calander Systems and History”, publicado pela Smithsonian Institution, Bureau of Ethnology.]

Fig. 19, Churchward  - Tepoxtecatl, Deus do Pulque.jpg
Uma prova adicional de que este é o mesmo que o Egípcio pode ser encontrada na decifração e explicação da “Insígnia” [“Banner”] aqui portada na mão esquerda, mostrando que aqui “O Grande Chefe do Martelo” era o representante terreno de Horus I. No centro há um quadrado [square] com o hieroglífico Apt fig-churchward-hieroglifo-apt e o Tat fig-churchward-hieroglifo-tat no centro deste. Nos quatro cantos estão as extremidades dos quatro suportes ou pilares do céu fig. churchward - hieroglifo - Céu -  Círculo.jpg e acima dos quatro fig-churchward-hieroglifo-quatro-pilares pilares, a coroa com o hieroglífico Ab – Coração, e isto suporta uma coroa com as três penas ou três varas ou raios de luz. À direita estão sete penas, representando as sete estrelas Polares, ou sete luzes, ou Os Sete Gloriosos [Seven Glorious Ones]. O significado é precisamente semelhante àquele de um dos Aats ou Domínios, a explicação do qual damos no capítulo sobre a Cruz. Pode ser lido da seguinte maneira: – a Cruz, representando os quatro quadrantes, é aqui representada pelo quadrado com os quatro fig-churchward-hieroglifo-quatro-pontos como quatro suportes do céu – os quatro filhos de Horus.

fig-churchward-hieroglifo-apt Apt, testa ou guia de Deus fig-churchward-hieroglifo-tat I.U. ou Senhor de Tat ou O Estável [The Stable One] – o Senhor da Estabilidade. As sete penas, com os quatro suportes fig-churchward-hieroglifo-four-supports-lord-of-light o representariam como o Senhor da Luz. “O Único” [“The One“] e os Sete Gloriosos [“Seven Glorious Ones”] com os quatro filhos de Hórus como seus apoios. fig-churchward-hieroglifo-ab-heart Ab, o coração, que sustenta uma coroa fig-churchward-hieroglifo-crown e os três fig-churchward-hieroglifo-tres-raios-luz ou varas de luz – o Senhor do Coração; A Luz do Mundo, etc., teriam o mesmo significado que o Egípcio (dado mais adiante neste trabalho), mas é interessante notar que esses povos Centro-Americanos quase sempre preferiram usar o Ab (coração) hieroglífico, enquanto que os Egípcios usavam Tep (a cabeça). Eles também preservavam o coração como os Egípcios o faziam. Ab também representa “A consciência de um homem e um novo coração representa um novo ou renascimento”.

Também o machado-duplo em sua mão direita significa ou é um emblema da dupla potência – isto é, o Deus do duplo equinócio, que era Har-Makhu, o Horus que passou para Atum-Ra (Ra) como o Zeus Egípcio. O machado simples [single axe] na frente mostra-o como um poder Solar, que abre o seu caminho de Leste a Oeste e de horizonte a horizonte. Ele era o talhador da Terra [the cleaver of the Earth] (uma forma de Ptah) que é representado por um talhador [cleaver] e um machado como um sinal do talhador do caminho [cleaver of the way]. No Egípcio, o deus do duplo equinócio que completou o percurso de horizonte a horizonte era Horus da força dupla e era variadamente representado pela dupla coroa, o duplo Uraei, as duplas penas e outros tipos duplos.
Ele era “talhador do caminho” [“cleaver of the way”], cujo duplo poder era igualmente retratado pela arma de duas cabeças que foi denominada o “machado-duplo divino” [“divine double axe”] do culto Micênico e é encontrado aqui como em muitas outras partes do mundo retratado de diversas maneiras.

Em todas as imagens Mexicanas e Centro-Americanas onde vemos a abertura do corpo e o coração sendo extraído, ele é cuidadosamente preservado pelos embalsamadores, e no túmulo do “Príncipe Cho” o Dr. Le Plongeon encontrou o coração cuidadosamente preservado por si mesmo em um Vaso no túmulo ao lado do corpo, com facas de jade lindamente forjadas. Com os antigos Egípcios o coração era sempre cuidadosamente removido e separado das outras partes internas, e era encerrado em alabastro-calcário especial ou outro tipo de vasos e colocado com a múmia em sua sepultura. Nos tempos mais antigos, eles consideravam o coração como a sede dos sentimentos, e falavam do coração como regozijo, como luto ou choro. Plutarco nos informa que as outras partes [do corpo] eram jogadas no rio, para que o resto do corpo pudesse permanecer puro. Mas muito pouco conhecimento definitivo foi ainda encontrado nos textos sobre este assunto, contudo o coração deve ter sido preservado em todos os casos, por causa de sua importância no Salão do Julgamento [Hall of Judgment]. Era o coração que era colocado na balança de encontro a Maat, e assim que a balança se voltava em seu favor, então o deus Thoth ordenava que seu coração fosse devolvido a ele e para ser colocado novamente em seu lugar. Seu Ba é mostrado pairando sobre, esperando pelo julgamento final, para ser re-unido. Isto é prova bastante suficiente, pensamos, para mostrar que o coração não era jogado fora com as outras partes internas e para explicar a sua preservação. Veja cena do julgamento no Papiro de Ani [Papyrus of Ani].

Entre os Dinkas, na atualidade, eles têm o “Grande Chefe do Martelo” [“Great Chief of the Hammer”] e a “Casa do Machado” [“House of the Axe”] sob a forma da “Lança Sagrada” [“Sacred Spear”], que sua tradição atual afirma “desceu do céu, ou das nuvens em uma tempestade [thunderstorm].” Eles têm uma cabana especial separada para a Grande Lança [Great Spear], e consideram esta “Grande Lança” com sentimentos de temor e sagrado. Somente duas pessoas têm permissão para chegar perto dela, o Chefe Beor ou Chefe da Tribo e o ” Suol ” ou sacerdote, que, na língua Dinka significa “orador” [“speaker”]. Somente estes dois podem interpretar as mensagens da “Lança Sagrada”, mas, na verdade, é o sacerdote somente. Ele se coloca sob auto-hipnotismo e depois diz ao Chefe e a outros a mensagem que recebeu do céu através deste meio sagrado. No momento atual a Lança tomou o lugar do “Machado de Pedra” original que é o resultado natural de seu conhecimento de trabalhar em metais; E embora essas tribos o tenham trazido desde tempos Neolíticos, e o significado original tenha sido perdido para eles através das idades do tempo, ainda é um fato muito interessante e importante que essas pessoas são os descendentes diretos daqueles que viveram aqui nos tempos Neolíticos, e a partir de quem colônias saíram pelo mundo, carregando os Mitos Estelares e as cerimônias Totêmicas com eles. Esses Dinkas devem ser um remanescente do antigo Negro Nilótico, que se afastaram ou interromperam um avanço maior em direção ao norte. Os nativos da Nova Guiné têm a mesma maneira peculiar de se levantar [standing] e as mesmas cerimônias Tomtêmicas, etc. – veja mais adiante. O quão rapidamente todos esses costumes nativos, tradições, mitos, etc., se tornarão obliterados agora que os missionários começaram seu trabalho entre eles, será, pensamos, apenas um curto período de tempo, e o que eles [os nativos] encontrarão ou compreenderão de sua religião, Etc? – nada, e assim a origem de todas as nossas religiões se tornou obliterada e apagada por homens, que conhecem menos do que muitos desses pobres nativos sobre o significado de muitas coisas, pregando uma doutrina atualizada, da qual o original está aqui. Que todos os estudante leiam este livro com cuidado antes de formar alguma opinião, ele é escrito em “partes” para “guardar os segredos,” mas na “totalidade” a evidência deve ser conclusiva para todos os investigadores em busca da verdade, porque aqui, no Vale do Nilo, encontra-se o lar do homem e as origens de tudo que encontramos em todo o mundo dos vários Totemismos, Mitos, etc.
Para resumir este sinal e seu significado devemos tomar este sinal fig-churchward-hieroglifinho-glifo, o sinal original usado pelos Pigmeus, como o Chefe — o Grande [the Great One] (e ainda [hoje] reconhecido por eles como tal).  Depois, entre as tribos mais antigas, ele foi associado e reconhecido como o sinal para Amsu — o Horus ressuscitado [the risen Horus]— o primeiro deus-homem ressuscitado em forma espiritual — ver mais adiante.
Entre os Negros Nilóticos e aqueles que os sucederam, que saíram do Egito nos vários êxodos, este sinal: — uma grande vara com duas [varetas] cruzadas, foi o primeiro; em seguida, vemos que machado-duplo tomou o seu lugar — uma pedra colocada na extremidade partida de um bastão e amarrada; e depois disso, o machado simples [single axe] — uma pedra fixada na extremidade de um bastão. Estes encontramos em todo o mundo com o mesmo significado, e a decifração dos tais deve ser a mesma. Atualmente, entre os Dinkas, que aprenderam a arte de trabalhar em metais, a Lança Sagrada [Sacred Spear] tomou seu lugar, e entre as nações Cristãs a Grande Espada do Estado [Great Sword of the State].

   OS TRÊS PILARES OU COLUNAS

Os Três Pilares, como agora usados em nossas Lojas, chamados Sabedoria, Força e Beleza, e situados no leste, sul e oeste, têm sua origem nestes cubos. Esses protótipos foram os “Três Grandes Originais” — símbolos da primeira Trindade. Na Loja M.M. o W.M. e J. e S.W. São os representativos. Nós arriscamos dizer que muito poucos de nossos irmãos estão familiarizados com a origem, que remonta aos Mitos Estelares, e então representaram Horus I., Shu e Sut. A situação seria Horus I situado no norte, Shu no equinócio ou centro e Sut no sul ou no fundo, o que pode ser visto nos “Três Cubos” de Evans, Horus no topo ou no norte, Shu no centro e Sut na parte inferior ou sul. Sempre que encontramos os restos de templos antigos dos Mitos Estelares, os encontramos situados no templo central, que é um quadrado [a square].

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Quando os Mitos Estelares evoluíram para os Solares, eles mudaram naturalmente as posições dos “Grandes Originais” ou Tríade, e seus lugares se tornaram leste, sul e oeste, porque Ra tomou o lugar de Hórus I., representando o sol, que, erguendo-se no leste e pondo-se no oeste, Ra representaria a cabeça ou o principal da Trindade ou Tríade, o J.W. seria situado no Meridiano, e S.W. no oeste para representar o sol poente, e isto é o que nós encontramos em todos os templos dos Mitos Solares em todo o mundo; A grande Tríade emblemática da Deidade [the great emblematical Triad of the Deity] — simbolicamente representada.

Os Hindus coroam estes Três Pilares com cabeças humanas. Eles são colocados no leste, sul e oeste, e são conhecidos pelos mesmos nomes — viz. Sabedoria, Força e Beleza. Eles representam: no leste, o Criador, que se diz ter planejado a grande obra por sua infinita sabedoria; Executado-a pela sua força e adornado-a com toda a sua beleza e utilidade para o benefício do homem, e estes poderes unidos foram representados na solene cerimônia de iniciação por seus Sumo Sacerdotes ou Hierofantes. O Sumo Sacerdote Chefe assentava-se no leste num trono elevado em toda a sua glória, simbolizando Brahma, o criador do mundo; Seus dois companheiros, vestidos com vestes de igual magnificência, ocupavam respectivamente o sul e o oeste. Vishnu, o representante do Sol Poente, no oeste, e Siva, o Sol Meridiano, no sul, todos em tronos elevados. Na Índia, Brahma, Vishnu e Siva são considerados o Deus Triúno. Brahma como o criador, Vishnu, o Preservador, e Siva, o Juiz ou Destruidor.

Os Druidas em seus templos ou Lojas tinham o mesmo; Isto é, o Ádito [Adytum] era sustentado por três pedras ou pilares. A entrega de uma oração após a iniciação era chamada um “novo nascimento” [“new birth”]. Mencionaremos mais, adiante, sobre o tema dos Druidas.  Os Maias no México e os Incas na América do Sul também tinham os “Três Pilares” para representar simbolicamente o Deus Triúno ou sua Trindade. Os Cristãos têm a sua Trindade, como é bem conhecido. É notável que todo sistema misterioso praticado no globo habitável continha essa “Tríade da Deidade”, e até que se estude a origem de todos e a evolução que ocorreu, e os êxodos a partir do Egito em vários momentos, e se entenda “O Ritual e Primordial” também a grande antiguidade dessas pessoas, é impossível obter a chave para desvendar o mistério. Deles foi o primeiro como Trindade Estelar, que mais tarde se tornou Lunar e Solar, e eles designaram os atributos deste “Deus Triúno” pelos nomes de “Sabedoria”, “Poder” e “Bondade” [“Wisdom”, “Power” and “Goodness”], que são os termos em Inglês para a pura tradução das palavras Egípcias.

Estes três cubos de Evans, com o Machado Duplo sobre cada um, representariam os três Grandes Mestres ou os Três Originais, e corresponderiam à representação da Trindade e à espada de-dois-gumes dos Cristãos, denotando emblemas de poder e força [power and might]. Isto está bem ilustrado no nosso R.A.C. [Capítulo do Real Arco]. Cada R.A.M. [Maçon do Real Arco] deve estar bem familiarizado com o Pedestal dos Cubos Duplos, e os sinais e símbolos nele, e com a história da recuperação do mesmo, etc. (como também visto no capítulo 64 do Ritual Egípcio), e será bastante evidente a todos os R.A.M.s [Maçons do Real Arco] que estes três cubos de Evans, encontrados situados no centro do templo eram praticamente os mesmos que nossos cubos duplos atuais — com a diferença apenas que cada Grande Mestre tinha um cubo para seu próprio nome ou símbolo — isto é, em vez de três nomes estando sobre os cubos duplos, um nome ou símbolo está em cada cubo.

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Além disso, é um fato muito importante para os Maçons saber que todos os três “cubos” foram encontrados praticamente no centro dos templos em qualquer parte do mundo antigo que ainda encontramos restos, e embora não encontremos todos os “emblemas,” Especialmente aqueles que estão no topo, nós nos arriscamos a expressar uma opinião que muito poucos esperariam fazê-lo após o lapso de tempo que decorreu desde que estes foram erguidos e estiveram em uso geral, até o momento presente, quando eles foram descobertos como “ruínas.” No entanto, há bastante suficiente em todos e cada um deles para provar que, no tocante à como as cerimônias do R.A. [Real Arco] do dia atual são praticadas, nós temos a evidência do mesmo [mesmas cerimônias] aqui em todos estes templos.

Somos de uma opinião completamente diferente de Evans em sua decifração de todos esses “vestígios dos primeiros Gregos”, mas reconhecemos plenamente que somos muito gratos a ele por sua lúcida descrição deles, suas lindas imagens do que ele encontra, e também o trabalho que ele nos apresentou, mas ao mesmo tempo, para nossas mentes, ele perdeu toda a chave de decifração, como muitos outros de nossos arqueólogos atuais fizeram, e afirmamos que isso é inteiramente devido a uma falta de conhecimento do Ritual Egípcio, e o fato de não compreender a escatologia deste e a Maçonaria nos graus mais elevados dos dias de hoje.

O argumento natural contra isso é que todos esses cubos eram do mesmo tamanho, forma, feitio, etc., com o mesmo símbolo em cada um. Sim, é verdade, mas temos que levar em consideração o tempo e a evolução, bem como os “registros perdidos”, e a partir de nosso do passado, ele nos ensinará que os mesmos três cubos, um em cada outro, ao invés de um ao lado do outro, é a ordem dos principais originais, 1º, 2º, 3º, e é um fato muito interessante que em todos os restos antigos de templos que encontramos em todo o mundo, no centro dos templos temos o cubo — o cubo duplo — ou, como Evans encontrou entre os primeiros Gregos, o cubo triplo; todos significando o mesmo que nossos atuais cubos duplos no R.A.M., e todos os mesmos que encontramos no mais velho e mais antigo Egípcio, a partir do qual todos esses foram gerados, como pode ser visto a partir do capítulo 64 do Ritual. Horus, N. no topo, Shu no meio ou equinócio, Sut, S. na parte inferior. Com dois cubos apenas, ou o cubo duplo, Shu está ausente, é Horus e Sut somente, S. sendo o equinócio.

O Sr. Evans, escrevendo sobre esses sinais Cretenses e Micênicos que havia encontrado, afirma que cerca de 20 por cento de seus hieróglifos Cretenses se aproximam daqueles dos Egípcios em caráter, e vinte dos trinta e dois sinais lineares são praticamente idênticos aos encontrados no Egito, mas se estudarmos os hieróglifos pictóricos mais antigos e os sinais lineares mais antigos do Egito, verificamos que 98 por cento são os mesmos; Os outros dois sinais não são definitivos. Acreditamos que foi Emanuel de Rougé que leu um artigo em 1859 perante a Academia de Letras [Académie des Inscriptions] que primeiro chamou a atenção e chegou à conclusão de que a derivação do Fenício, e através deste todos os outros alfabetos agora em uso, foram tomadas dos antigos Egípcios. Elas não foram tomadas das “figuras hieroglíficas” dos monumentos Egípcios, mas dos caracteres cursivos que os Egípcios desenvolveram a partir dos hieróglifos e que foram empregados para fins literários e seculares; E é comprovado sem sombra de dúvida que os sinais lineares foram utilizados e estaveram em existência na Idade Neolítica Egípcia. As páginas 295 e 298 (de “The Mediterranean Races“, Sergi) mostram alguns desses sinais alfabéticos encontrados em vasos de barro e coletados pelo Dr. Morgan, que podem ser comparados com os encontrados no leste do Mediterrâneo pelo Sr. Evans, como Cretenses, Micênicos ou Egeus e, portanto, claro, pré-Fenícios. Esses caracteres cursivos realmente formaram o primeiro alfabeto que já existiu, e a partir deste, o (alfabeto) Fenício e, portanto, todos os outros alfabetos, emanaram. Eusébio, Platão e Tácito afirmam que os Fenícios não reivindicaram ser eles mesmos os inventores da arte da escrita, mas admitiram que ela foi obtida por eles a partir do Egito. Portanto, os Egípcios foram os inventores do alfabeto.

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Para entender todos os diferentes Sinais e escritas que encontramos em todo o mundo, e sua aparente dissimilaridade, devemos voltar para os vários e mais antigos êxodos do Egito, aqueles que sairam na época dos Mitos Estelar, Lunar e Solar. Restos de bons exemplos do primeiro [Estelar] e do último [Solar] ainda existem aqui na Inglaterra — a saber, Harland Bay em Cornwall (Mitos Estelares) e os Druidas, de Mitos Solares, sem esquecer que em todos esses casos um sobrepôs o outro.

O Sinal colocado acima nas figuras Egípcia e Assíria é bem conhecido e usado pelos R.A.M.s [Maçons do Arco Real] (Cuja explicação será dada posteriormente); Mas nós notamos a ausência deste na fotografia de Uxmal, e nós não conseguimos encontrar o sinal representado em qualquer das paredes ou pinturas murais no México.

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Esses objetos, encontrados em Iucatã, não são os únicos objetos que ligam o Velho [Mundo] ao Novo Mundo. Não só em Iucatã, mas em toda a América do Norte e do Sul, encontramos várias coisas comuns à Europa e América, cuja origem pode ser rastreada para o Egito.

A arte da tecelagem foi praticada nos dois hemisférios nos tempos pré-históricos. Tecidos foram encontrados nas habitações do Lago Suíço, na Escandinávia e em quase todas as partes da Europa pertencentes à idade Neolítica; E na América encontramos o mesmo. E é um fato que o homem pré-histórico dos dois hemisférios teve o conhecimento para tecer a fibra e a linha, para enrolá-la nos carreteis (veja os carreteis encontrados nos museus), tendo o mesmo Sinal neles onde quer que encontrados — este é, A Suástica fig-inha-suastica * e para tecê-lo em tecido, e qualquer diferença que possa ter havido em padrão, linha ou pano, eles eram finalmente e substancialmente a mesma arte, e assim é provável que tenham sido o produto do mesmo inventor.

[ * — Esta Suástica era também o sinal mais sagrado entre os Druidas Britânicos — ver adiante.]

Além disso, as machadinhas de pedra polida dos dois hemisférios são substancialmente as mesmas. Existem diferenças de material, é claro, pois em cada país o trabalhador era obrigado a usar o material que era possível obter. Existem diferenças de forma entre as machadinhas de pedra polida dos dois hemisférios, mas também há diferenças entre diferentes localidades no mesmo hemisfério; Algumas machadinhas são longas, outras curtas, outras redondas, outras planas, algumas pontiagudas, outras quadradas ou quase quadradas com pontas inacabadas, algumas grandes, outras pequenas. Mas todas essas diferenças devem ser encontradas bem preservadas em cada hemisfério.

Raspadores [Scrapers] também foram encontrados em ambos os hemisférios e em todas as épocas; Há as mesmas diferenças no material, na forma e na aparência como na machadinha de pedra polida. A arte de perfuração em pedra era conhecida sobre uma área extensa em tempos pré-históricos, e encontramos inúmeros exemplos que devem ter sido preparados em ambos os hemisférios substancialmente da mesma maneira e com o mesmo mecanismo. Também a arte de serrar pedra — também a arte aborígene de fazer cerâmica foi levada a cabo de forma semelhante, as suas decorações geométricas sendo comuns a ambos. Também foram encontrados utensílios de jade em cada país, cuja matéria-prima nunca foi encontrada em quantidades suficientes para justificar alguém a dizer que [esta arte] seja indígena de todos os países. [A Jade] É extremamente difícil de se trabalhar devido à sua densidade e dureza, mas a operação de perfuração, corte, polimento, escultura, etc, deve ter sido conduzida em linhas semelhantes. As marcas em todos estes eram semelhantes em muitas formas — isto é, havia “marcas comuns de sinais e símbolos sobre estas coisas em todas as partes do mundo”, e, como iremos provar, o Mito Estelar era universal, e o [Mito] Solar que se seguiu, substituiu ou absorveu este em uma maior parte do mundo; Mas até na atualidade vemos que todos os “aborígenes” ainda têm os restos dos Mitos Estelares anteriores, onde [o Mito] Solar nunca os alcançou.

Não conseguimos ver a força dos argumentos ou razões para se supor que esses vários povos nativos e pré-históricos evoluiram cada um e separadamente todas as suas idéias e cerimônias Totêmicas, etc., a partir de seus próprios arredores e experiências, como muitos escritores gostariam que acreditássemos.

Nós, ao contrário, dizemos que isso não poderia ter sido assim, olhando para os vários povos em diferentes partes do mundo, todos tendo as mesmas cerimônias Totêmicas, os mesmos sinais e símbolos, as mesmas obras de artes rudes, todos apontam mais conclusivamente para uma origem comum, e acreditamos que as páginas seguintes provarão que esta foi o Egito.

Vários outros sinais Maçônicos foram encontrados entre os aborígenes Australianos. Sua forma de juramento é idêntica à de Gênesis 24: 9. Eles também nomeiam filhos como Lia nomeou ao seu filho, “Gade” [“Gad”], Gênesis 30: 11., e eles adotam o —— em Deuteronômio 12., 13., 23.


CAPÍTULO IV

Spencer e Gillen, falando das tribos Australianas, dizem: “O que temos de lidar é com uma grande área continental, povoada provavelmente por homens que entraram pelo norte e trouxeram consigo certos costumes. O fato mais surpreendente com relação a esses costumes nos dias de hoje é que,em todo o continente, tanto quanto se sabe, podemos detectar uma comunidade de organizações sociais suficiente para mostrar que todas as tribos, habitando várias partes, são descendentes de ancestrais que, antes de migrarem em várias direções sobre o continente, já praticavam certos costumes e têm os germes de uma organização que se desenvolveu em diferentes linhas em diferentes localidades. Os sistemas de classe e de totem modificados de diversas formas, que agora são encontrados em diferentes tribos, só podem ser devidamente considerados na hipótese de que quando seus ancestrais chegaram ao país, eles se espalharam em várias direções, se separaram em grupos locais e desenvolveram-se ao longo de várias linhas, sem o estímulo derivado do contato com pessoas externas, cada grupo mantendo características em seus costumes e organizações, tal como só pode explicado supondo-os ter tido uma ascendência comum. ”

A cerimônia Engwura, que constitui o último dos ritos iniciáticos da tribo Arunta, admitindo o iniciado a todos os segredos mais sagrados da tribo, consiste em uma longa série de cerimônias que demoram mais de quatro meses para realizar. *

[ * — “The Native Tribes of Central Australia” (“As Tribos Nativas da Austrália Central“), de Baldwin Spencer, M.A., e F. J. Gillen, publicado pela Macmillan & Co. Ltd., que gentilmente nos permitiram reproduzir algumas de suas Figuras.]

Pode-se dizer que toda a história passada da tribo está ligada a estas cerimônias Totêmicas, todas elas relacionadas com os feitos de certos Ancestrais que viveram no passado, tão longínquo que a sua origem foi totalmente esquecida, mas, como veremos mais adiante, são idênticos ao Negro Nilótico dos dias atuais, sendo os aborígenes Australianos um êxodo dessas pessoas antigas.

As cerimônias Intichiuma da tribo Arunta estão entre as mais primitivas existentes na Terra. Estas são realizadas como mistérios sagrados em vários modos de Linguagem de Sinais, pelos quais o pensamento, o desejo, o querer é expresso magicamente em ato, em vez de ou para além de palavras.

Esses ritos cerimoniais foram estabelecidos como os meios para memorizar fatos do passado humano. Nesses, o conhecimento foi atuado, o Ritual foi exibido e mantido em memória sempre viva por repetição contínua, e os mistérios, Totêmicos ou religiosos, foram fundados na base da ação.

“Os seres Inapertwa”, na Alcheringa, “que precederam homens e mulheres”, eram “Homo” — pré-Totêmicos. Eles eram a horda gregária do primeiro homem, com sua promiscuidade geral de relações sexuais entre os sexos — o tempo em que todos tinham uma Linguagem de Sinais, com poucas palavras verbais; e foram a primeira formação da sociedade humana, distinguível do conjunto geral. Eles foram divididos em dois clãs ou grupos com um Totem para cada, e mais tarde foram subdivididos novamente, com um Totem para distinguir cada um. Cada Totem ou clã era reconhecido por sua dança especial — conhecida por todos. O tipo do Totem era assim figurado à Linguagem de Sinais e de Gestos antes que pudesse ser conhecido pelo nome.

O sinal Egípcio de Tem-tu é o Hieróglifo de onde o nome é derivado. Ele a figura de um total, composto de duas metades fig. churchward. Hieroglifo - Tem-Tu - total - totem *, e todo o conjunto de nativos foi primeiramente dividido em duas metades ou porções e depois subdividido.

[ * — Bunsen, página 536. Tem-tu.]

Cada tribo, distinguida por seu Totem, descendia da mulher — mãe da tribo, como a maternidade-de-sangue [blood-motherhood] que deu origem à irmandade-de-sangue [blood-brotherhood], não havendo nenhuma paternidade na época, uma vez que uma criança não conhecia seu próprio pai, mas conhecia a sua mãe — a descendência sendo sempre contada na linha feminina — a mãe. No Totemismo a maternidade é dividida entre duas irmãs ou uma mãe e filha mais velha. A dupla maternidade [dual motherhood] é seguida pela irmandade gêmea [twin brotherhood], que encontramos na mitologia Egípcia. A primeira coisa a regular o casamento primitivo foi o Totem dado à menina na época do estado pubescente ou casável. Sendo Totêmico, ela era reconhecida por seu Zoótipo — isto é, pelo réptil, fera ou pássaro do Totem em que ela tinha feito pela primeira vez sua transformação na altura da puberdade — todos seus filhos pertenciam a esse Totem — cada clã ou tribo, então, descendeu de “uma mãe” no início, que lhe conferiu, no período da puberdade, um “Totem”, pelo qual ela era conhecida e reconhecida em todo o mundo.
Num estado de promiscuidade sexual, a primeira coisa de importância era determinar o sangue-da-mãe — assim, a necessidade primária do Totem. A mãe foi considerada em primeiro lugar por muitos milhares de anos — a criança era considerada como dela [da mãe] desde o início, o marido não era; O dever dela era o de criadora para o grupo — portadora da tribo. Não havia amor individual permitido ou, pelo menos, não reconhecido. A raça humana não descendeu de animais, pássaros, etc., como dizem alguns contos (exceto pela evolução). Estes eram apenas os nomes dos Zoótipos Totêmicos atribuídos às mães dos clãs, quando não havia paternidade individual determinável. Quando os clãs dividiram-se, separaram-se, re-dividiram-se e ocuparam territórios diferentes, cada um com um nome diferente ou Totem pelo qual eram conhecidos,eles tinham o direito exclusivo de viver, comer e trocar com outras tribos aquele alimento particular que eles representavam por seu Totem. No aspecto social, o Totemismo era um meio de regular o suprimento de alimento. Era também um distintivo, brasão, emblema, ou símbolo da maternidade-do-sangue [blood-motherhood], mas era antes de tudo um sinal de pubescência feminina e um meio pessoal de dar a conhecer o fato.

Muitas vezes é difícil distinguir entre a mãe humana no Totemismo e a Grande Mãe em Mitologia porque os mesmos tipos foram empregados. No Totemismo, a mãe e a maternidade, a irmã e irmandade, o irmão e a irmandade, a menina que se transformava quando na puberdade, as duas mulheres que eram antepassadas, etc., eram todas humanas; Mas quando os mesmos personagens foram continuados [posteriormente desenvolvidos] em Mitologia eles não são — eles são sobre-humanos — eles foram divinizados. O Totemismo não é derivado da Mitologia — ele foi anterior à Mitologia, mas foi misturado com esta, porque a mesma Linguagem de Sinais foi empregada em ambos.

O Totemismo é a primeira Linguagem de Sinais [Sign Language] em formas, símbolos, e cerimônias para expressar suas idéias, pensamentos e crenças, é uma Linguagem de Sinais em todas as suas fases, que deve ter levado milhares de anos para se desenvolver, e para ler e entender a qual, você deve tomar tudo separadamente; você não pode agrupá-las juntas. Estas não podem ser como um todo metafísico; talvez alguns as classifiquem como um todo matemático, o que é melhor chamado integral, quando várias partes que compõem o todo são realmente distintas uma da outra, e cada uma delas pode subsistir separadamente; é claro que há um conjunto físico ou essencial que pode incluir todos os modos, atributos ou propriedades essenciais que são contidos na compreensão de suas idéias. Estes são trabalhados de forma simbólica e dramática, mais para imprimi-los na mente dos indivíduos envolvidos, tendo apenas essa “Linguagem de Sinais” para permitir-lhes transmitir de uma geração para outra suas idéias e crenças em relação aos espíritos que partiram — o mundo espiritual e a vida futura, bem como o que aconteceu antes. E antes do Totemismo, quantos milhares de anos o homem existiu “elaborando esta Linguagem de Sinais” e formulando sons articulados?

Para responder a isso devemos voltar aos primeiros pigmeus, provavelmente há mais de um milhão de anos. Estes começaram a “Linguagem de Sinais” e primeiro desenvolveram sons articulados. Os restos desses pequenos homens foram encontrados no período quaternário inferior e superior, 500.000 anos de idade, e um esqueleto foi recentemente encontrado em um leito de carvão na América, cuja data provavelmente seria mais remota.

Quando o homem começou a observar e a pensar ele deve ter visto forças diferentes operando através de toda a natureza; ele deve ter notado as mudanças da lua, os movimentos das estrelas, o eclipse do sol, as estações do ano e algumas das diferentes forças e poderes no universo, celestiais e terrestres. Cada um desses poderes, essas forças da natureza deviam encantá-lo, e tendo apenas um número limitado de palavras para expressar seus pensamentos ele naturalmente adotaria um animal, um pássaro, um peixe, ou algo que ele pudesse ver, e por associação com este, transmitiria à sua mente uma das forças ou poderes que seriam representadas por um sinal ou desenho do animal ou pássaro, etc. Isso seria antes de ele ter elaborado o “Totemismo propriamente dito”, mas foi o começo e a origem do Totemismo.

Vemos que eles representavam a morte, a noite e a escuridão às vezes pela cauda de um crocodilo, porque a cauda era a última a desaparecer debaixo da água quando a besta se retirava à noite, e a morte, porque ela golpeava a sua presa com sua cauda para matar antes de comer. Sua cabeça, com os olhos, pela mesma razão, representava a luz, o dia, etc., porque era a primeira parte a sair da água escura pela manhã. A serpente era muitas vezes uma representação da regeneração da alma ou da vida, porque eles perceberam que a serpente tirava sua pele e, por assim dizer, surgia uma nova serpente, que se regenerou. Poderíamos dar dezenas de outros exemplos, mas estes são suficientes para explicar suas idéias.

Assim, eles definiram esses objetos, animais ou pássaros, etc., por meio de uma coleção de tais partes ou propriedades deles que melhor pudessem explicá-la, na medida em que pudessem observá-la, conhecê-la e melhor distingui-la de outras coisas por uma coleção dessas propriedades, que, de acordo com sua observação, os distinguem de todas as outras coisas em essências nominais e definições nominais. É claro que a definição perfeita de qualquer ser, animal ou pássaro, sempre inclui a definição do nome pelo qual é chamado, pois este nos informa do sentido do significado da palavra e nos mostra a que idéia a palavra está afixada; Mas a definição do nome não inclui, de modo algum, uma definição perfeita da coisa, e, portanto, essas definições de coisas são meras descrições nominais, daí a razão de seus então-chamados “animais compostos”, etc., que vemos que eles representaram. É de muito pouca utilidade tentar encontrar a “Origem do Totemismo” e o que originalmente este ignificava se estudando apenas os Aborígines Australianos, os Índios Americanos e outras tribos na Ásia Oriental, nas ilhas do Pacífico, etc., como Andrew Land parece ter feito. Pode-se certamente, depois de fazer isso, se ter “um palpite” como ele tem; mas isso seria conjectura e conjectura novamente para sempre. Para se chegar a qualquer grau de certeza sobre o assunto deve-se ir para a África Interior, entre as tribos que ainda não foram afetadas pelos Cristãos e Muçulmanos, e estão familiarizadas com o Mito Estelar, o Primordial, e o Ritual. Ao estudar apenas as cerimônias Totêmicas daqueles que saíram do mito estelar, na medida em que estes haviam sido desenvolvidos, você não poderia chegar, só por isso, a uma conclusão verdadeira e definitiva; você pode conjecturar isto ou aquilo, e formar várias teorias, mas você não teria nenhuma prova definitiva quanto às origens e verdadeiros significados. Mas o estudo dessas pessoas e suas cerimônias Totêmicas em todo o mundo lhe dá uma das mais importantes e conclusivas provas de um fato, e este é: embora você possa encontrar diferenças modificadas entre várias tribos em todas as partes do mundo neste período de êxodo, você ainda encontra tanta coisa que é comum a todos que isso prova que deve ter havido um centro comum, e eles devem ter uma origem comum — e nós defendemos que esta origem foi o vale do Nilo e as fontes do Nilo — o antigo Egito: Portanto, para obter o verdadeiro significado, teremos de fazer pesquisa na África Central entre os Pigmeus e outras tribos que ainda praticam o Hipnotismo e a Clarividência: e o verdadeiro significado é como temos mostrado aqui, o que é provado pelo que ainda existe no Ritual. Aqui apenas encontraremos a chave do verdadeiro significado original do “Culto do Espírito” [“Spirit Worship”].

Este “Culto do Espírito” [“Spirit Worship”], assim chamado, surgiu na mente do homem quando ele observou os vários poderes e atributos das forças da natureza — a água fluindo, as árvores crescendo, a escuridão e tudo o que lhe é associada; Os céus como a Grande Carpideira (ou o Grande Pranteador) [Great Weeper], e a luz, que foi considerada como a fonte de vida para o homem e tudo mais. A partir desses poderes eles embeberiam suas “Idéias Espirituais,” e assim começariam o início de seus “Mitos,” cada um inicialmente com um Sinal e Símbolo, e depois um nome seria atrelado ou ligado a cada poder ou atributo, e um Maior do que todos se tornaria para eles “O Único” Grande Poder ou “Espírito” [“The One” Great Power or “Spirit”], e então os outros seriam anexados como atributos e poderes do “Único”. Assim, nós vemos que Sut no início foi “O Grande” [the “Great One”], porque eles olhavam para ele como o “Rei da Escuridão” [“King of Darkness”]; Mas assim que a luz e o dia vieram ele foi deposto, e Horus I., como deus da vida e da luz, tomou seu lugar. Então Sut foi rebaixado como “O Maligno” [“Evil One”] porque ele era o “Rei da Escuridão.” Horus então seria simbólico da luz, da vida, etc.; depois ele diz: “Eu sou a luz do mundo.” Ele representava a juventude, os brotos verdes das árvores e tudo o que era bom. Mas custaram-lhes idades e idades para elaborar esta Linguagem de Sinais em primeiro lugar, e o então-chamado “Culto do Espírito,” que se seguiu; e idades mais antes de terem elaborado o “culto dos Ancestrais” [“Ancestral worship”], e milhares de anos mais devem ter passado antes de terem elaborado e aperfeiçoado sua Escatologia.

Estamos perfeitamente de acordo com Spencer e Gillen * quando afirmam que a falta de registro não é prova de que certas cerimônias não existam, quando aparentemente todas são observadas, por um homem que foi iniciado, como Howitt. A questão seria saber até que ponto ele foi iniciado? Exceto que ele tenha provado a essas pessoas que ele acreditava em Hipnotismo e Clarividência, duvidamos que ele seria admitido em seus ritos mais sagrados. Starcke, como nós, mantém a opinião de que os Totems são relativamente tardios, e as tribos sem nenhums são mais primitivas, como os Pigmeus e os negros Masaba.

[ * — “Native Tribes of Australia” – Spencer and Gillen.]

Andrew Lang chama isso de “opinião excêntrica!” Mas é sem dúvida verdade, e poucos, acreditamos, tentariam contestar que os Pigmeus e os negros Masaba não são de data mais primitiva do que os Negros Nilóticos, de quem os Australianos e outros, possuindo Totems, originaram, e embora os Pigmeus e Negros Masaba acreditem em “Espíritos”, eles não têm “Totems”, e todos estavam em comum, foi apenas quando eles primeiro se dividiram em “grupos” que Totems foram instituídos pela primeira vez, como já mostramos. Deve ter levado milhares de anos para evoluir os Totems, porque este Totemismo é parte ou início do e foi incluído no Mito Estelar. O Sr. Lang “acredita que o Falcão Águia e o Corvo eram criaturas em alguns mitos, e que no Egito os deuses animais tinham uma vez, parece tudo menos certo, sido Totems.” Se o Sr. Andrew Lang estivesse familiarizado com o Primordial dos Egípcios, dificilmente teria escrito “The Secret of the Totem” [“O Segredo do Totem”], com a evidente convicção de que sua “opinião especulativa” está certa. O Falcão Águia é representante de Horus I., e o corvo, Sut, o mesmo que a Águia ou o Abutre, e o Melro e o Pato Preto com outras tribos; estes são de origem e “concepções religiosas” Egípcias. Pertence ao Mito Estelar, e na origem deste Mito Estelar estão todos os segredos do Totemismo. Em nossas mentes, o Totemismo — isto é, a posse por diferentes tribos de diferentes animais que dão nomes [name-giving animals] — é mais antigo do que a exogamia em todos os casos. As relações maritais ou sexuais eram promíscuas; então houve uma divisão do gregário em duas classes ou comunidades, em que a promiscuidade primal foi regulada para casamentos de grupo, com a totalidade dividida em duas metades e subdividida depois pelos Totems, que se estenderam cada vez mais até chegarem aos “cem nomes-de-família Chineses [Chinese hundred surnames].”

Os Arunta têm tradições de um tempo em que um homem sempre se casava com uma irmã de seu próprio Totem, isto, como tribal, seguia o casamento do irmão e irmã do sangue em endogamia natural — o mesmo casamento misto que se encontra no Totemismo Africano. Depois que as tribos foram subdivididas e redivididas, foi um caso de exogamia, mas o Totem Primário era dado à primeira mãe da tribo, quando se dividiu pela primeira vez em clãs, para distinguir ou dar a conhecer que a menina era pubescente, e para mostrar ou provar a maternidade, e está provado indubitavelmente em todas as partes do mundo que a endogamia existiu por um longo período. As famílias reais dos Incas, como as do Egito, casavam com suas irmãs, o que era um costume de manter a maternidade do sangue pura — este era o original.

A idéia fundamental, comum a todas as nações que praticam cerimônias Totêmicas no momento atual, é “alimento.” Cada grupo Totêmico é responsável pela manutenção do suprimento de alimento que dá seu nome ao grupo, e seu objetivo é sempre aumentar o seu suprimento de alimento: se nós somos homens Canguru nós fornecemos o alimento para os homens Emu, e em retorno, os esperamos para fornecer comida para nós, e assim por diante com todos os Totems.

As idéias do Sr. Lang representam para nós as “aparências mais óbvias e sensatas que ele vê”; Mas ele deveria penetrar mais profundamente no “modo, natureza, propriedades, razões, causas e efeitos” do que esses Totems representam. Devemos examiná-los em todas as suas partes para obter uma idéia completa deles e considerar todos os modos, atributos, propriedades e relações do “original” para obter uma concepção abrangente da verdade. Quando estávamos na África, vivendo entre muitas tribos nativas, foi apenas porque conhecíamos muitos sinais e símbolos Maçônicos, e podíamos hipnotizar clarividentes, que obtivemos sua confiança para sermos mostrados e ter as explicações dadas de muitas de suas cerimônias mais sagradas.

A crença na reencarnação deve ser rastreada até a mudança das Estrelas Polares no círculo de precessão, mítica, mas não humana.

Um dos pontos mais interessantes, talvez, para Maçons de Marca (Mestre de Marca) [Mark Masons] é o da cerimônia [Aborígene Australiana] da “Churinga” [“tjurunga”] ou Pedra Sagrada, às vezes uma pedra branca, ou, quando esta não possa ser obtida, um pedaço de madeira dura, embora originalmente fosse suposto ser toda de pedra branca. É dada ao iniciado com seu nome sagrado nela, o qual só é conhecido por aqueles que foram iniciados a este grau, e para aqueles do mesmo Totem como ele mesmo.

Talvez as provas mais interessantes e, poderíamos acrescentar, extraordinárias de que esta Churinga Sagrada e sua Marca e Nome Sagrados foram transmitidos pela irmandade há milhares de anos, reside no fato de que ainda praticamos os mesmos costumes e observamos as mesmas obrigações solenes que esses pobres nativos da Austrália, Nova Guiné, Ilhas Salomão e outros, no que diz respeito a isso, como pode ser visto pelo pensador e observador mais obtuso. Em prova disso, digamos, sem revelar segredos, que a Jóia dada a uma “Marca” é feita de uma pedra branca, de material durável, sob a forma do “horizonte do Norte” — oito letras são gravadas em um lado, representando originalmente os SETE Gloriosos com “O ÚNICO” adicionado — no outro lado o nome sagrado “que ninguém sabe salvo aquele que o recebe.” Esta não é um mero apêndice ornamental deste grau, mas é um símbolo sagrado dos ritos de amizade e amor fraterno, e sua apresentação a qualquer momento pelo proprietário a outro “Mark” [Maçon da Marca] reivindicaria para este último certos atos de amizade que são de obrigações solenes entre a fraternidade. Diz-se que uma “Marca” assim apresentada com o propósito de obter um favor é prometida, embora permaneça na posse do proprietário: nem poderá ser novamente usada por ele até que, por meio da devolução do favor ou do consentimento do benfeitor, ela for devolvida: pois é uma lei positiva da ordem que nenhum [Maçon-da-] “Marca irá prometer sua marca uma segunda vez, até que ele a tenha resgatado de sua promessa anterior.” Isso é suficiente para provar que o costume atual da “Pedra Sagrada da Marca” [“Mark Sacred Stone”] é idêntico em todos os sentidos com a Churinga Sagrada, e este costume ainda é realizado pelos aborígenes Australianos e outros, que o trouxeram do Egito Antigo.

Spencer e Gillen afirmam que é costume entre as várias tribos emprestarem-se mutuamente as Churingas Sagradas, e que estas são sempre devolvidas àqueles que as emprestaram, realizando com grande solenidade cerimônias sagradas com estas palavras: Nós devolvemos a sua grande Churinga, que nos fez felizes, nós trazemos um presente destes Imituya e Uliara, e sentimos por não podermos trazer mais, mas o Anthinna é escasso e o cabelo não cresce rapidamente.*

[ * — “Native Tribes of Central Australia,” by Spencer and Gillen, chap. v., published by Macmillan & Co.]

Todos os autores até agora só puderam afirmar que “a origem da Marca é desconhecida,” mas dão a tradição de que ela foi fundada na construção do Templo do Rei Salomão, sete dias depois que a pedra de fundação foi posta. Isso é o mesmo equivalente desses pobres aborígines; Eles lhe dão sua versão: “seus pais fizeram isso”, “isso sempre foi”; mas o verdadeiro significado e decifração lhes foi perdido. O grau de Mestre da Marca [the mark M. D.] é, sem dúvida, a “seção” do Ritual que remonta as eras passadas “a pedra sagrada, onde o nome sagrado daquele que a recebe é marcado e conhecido apenas por ele.” Muito mais poderia ser escrito sobre esta parte da origem de nossas cerimônias, mas achamos que temos demonstrado o suficiente para todos os estudantes para provar a nossa controvérsia, e aqueles que estão interessados ​​podem seguir o mesmo por referência ao Ritual e Primordial Egípcio, e estudando “Native Tribes of Central Australia” [Tribos Nativas da Austrália Central”] de Spencer e Gillen, e outras obras que lidam com este assunto. “Devemos preservar os Segredos” daqueles que não estão aptos a conhecê-los.

“A Churinga não era considerada um Espírito”, mas tal como os espíritos eram eternos e imperecíveis, assim ela foi simbolizada pela “pedra branca” ou marfim branco, ou a coisa mais durável que eles pudessem encontrar.

O nome secreto nunca é proferido, exceto em alguma ocasião muito solene, e somente para os inteiramente iniciados ou para os homens do mesmo grupo Totêmico, quando ele é falado em um sussurro; as mais elaboradas precauções são tomadas para que não seja ouvido por alguém que não seja membro do “grupo.” Quando ele morre e é enterrado, esse nome nunca é mencionado novamente por ninguém, nem mesmo entre aqueles com quem ele foi iniciado; Este é o costume também dos nativos das Ilhas Salomão, da Nova Guiné e das Ilhas Hébridas. As marcações dessas Churingas e objetos sagrados diferem entre várias tribos, mas há certos hieróglifos comuns a todas, e Spencer e Gillen afirmam que estes estão associados com a tradição mais antiga e têm existido por longas eras, independentemente de sua origem. Essas marcas que vemos na Churinga são encontradas em nossas próprias ilhas, na Índia, e de fato geralmente em todo o mundo. As mesmas marcas são encontradas em sítios Neolíticos e sítios Paleolíticos Portugueses.

A idéia de A. Lang sobre as tribos Arunta e Kaitish — de que “somente elas acreditam na Churinga Nanga” — é muito ridícula para ser discutida, e no que diz respeito à reencarnação, já que nossos próprios corpos devem subir na forma espiritual no último dia, para que possamos receber recompensas ou castigos neles, pode haver, talvez, algumas células originais de cada corpo humano, alguns núcleos ou alguma “stamina vitae” ou semente primordial de vida, por assim dizer, que possa permanecer inalterada por todos os Estágios da vida, morte, e sepultura; estas podem tornar-se as molas e princípios da ressurreição, e suficientes para se denominar no mesmo corpo; Mas se houver qualquer um desses átomos constantes e vitais, que distinguem cada corpo humano, eles são conhecidos somente por Deus.

Os nativos esqueceram sua origem e dão sua própria interpretação. No Egito encontramos a chave, porque as cerimônias dos Arunta e outras tribos correspondem em tantos detalhes à aqueles em voga no Egito na época de Atum, e em nenhum outro lugar podemos encontrar o original.

Ao vencedor darei do maná escondido. E lhe entregarei uma pedra branca, na qual está escrito um nome novo que ninguém conhece, senão aquele que o receber. (Apc. ii. 17).

Isto era dado ao iniciado nos mistérios Totêmicos e religiosos. Nos mistérios de Amenta uma pedra branca ou “Pilar de Cristal” é dada ao iniciado; quando ele sai triunfante do exame, ele é perguntado o que os Juízes lhe concederam e ele responde “uma chama de fogo e uma Coluna de Cristal” (Ritual, cap. cxxv.).

Mesmo nas primeiras doutrinas Cristãs, um dos maiores presentes que poderiam ser dados aos verdadeiros crentes da Igreja de Pérgamo era “uma pedra branca”, e sobre esta pedra um novo nome escrito que ninguém conhecia, exceto aquele que a recebia — que era a alusão direta aos Mitos mais velhos.

Collins afirma que em algumas das cerimônias Totêmicas dos Australianos eles são equipados com caudas longas feitas de grama, representando a cauda de pele de leopardo que paira por trás, como visto na dança dos Pigmeus, e como visto nos monumentos Egípcios, etc. O Totem do Sol é executado por homens do Totem Unjiamba cuja avó materna era uma membra do Totem do Sol —  um [homem] carrega um pequeno Nurtunga (um pólo sagrado), o outro [carrega] um pequeno disco plano com um ponto central de vermelho figurinha curchward - disco.jpg e linhas irradiando para representar os raios.

Na tribo Kaitish o Sol é chamado Okerka; ele é suposto ter-se levantado na forma de uma mulher no leste, e ter viajado a um lugar chamado Allumba. Tudo isso mostra e prova que com estes [povos], o maternal foi anterior ao paternal, e a forma mais antiga entre os Zapotecas, Mexicanos e tribos da América Central é Yax Cocahmut, a Grande Mãe — isto é, a deusa da terra, a forma mais antiga de Isis, e Na América é representada com o “chocalho” [“rattling board”] em sua mão, que é representativo do Sistrum dos Egípcios. É instrutivo também que um escaravelho Egípcio foi encontrado no lago Amatitlán.

Na Mitologia Estelar, o Pólo e o ponto central de vermelho, com linhas que irradiam e circundam ao redor, representariam o “Monte do Céu,” a Estrela do Pólo Norte representando Horus, Senhor da Coroa Vermelha, e as sete Estrelas Polares circundando. O Pólo Norte foi chamado de “Nurtunga” e o outro Pólo, que sempre foi colocado ao sul, foi chamado de “Warringa,” representou Sut. Cada um destes, mais tarde no Mito Solar e na Escatologia, foi ocasionado e representaram os dois Pilares Tatt dos Egípcios, e é um sinal de estabilidade, de estabelecer ou fundar, como é mostrado por seu uso na cerimônia de “feitura de homens jovens” [“young men making”]. O céu é assim mostrado em duas partes, norte e sul, como os domínios de Horus e Sut, e mais tarde foi seguido por três divisões, que foram levantadas por Shu, como o estabelecedor do equinócio. Este céu em três divisões era o céu do Triângulo, que precedeu aquele construído sobre o quadrado por Ptah. Sut e Horus tinham sido os construtores gêmeos e os fundadores do norte e do sul; Shu seguiu com a nova fundação no equinócio — os horizontes — leste e oeste. O disco, mostrado aqui acima, representa “Aten” e era uma forma antiga de Her-Mahu-Horus, deus do duplo horizonte no Egito, e não era um culto de uma deidade Solar: era um emblema do círculo feito por “Aten” como o deus do horizonte duplo. Encontramos o mesmo disco entre os Índios Norte-Americanos conectado com o Totem da Suástica — veja mais tarde.

Há muitas cerimônias totêmicas, que podem ser todas rastreadas até o tempo de Atum, no Egito, sendo todas idênticas às praticadas lá, se decifradas simbolicamente; tais como, por exemplo, a subincisão ou Ariltha, da qual ninguém até agora foi capaz de dar a razão ou a origem.

As tradições dos ancestrais Alcheringa * são exatamente semelhantes às encontradas em “O Livro dos Mortos,” relatando como Osíris foi assassinado e mutilado, e como Isis e Néftis foram em busca de seu corpo e órgão mutilado — Plutarco.

[ * — Nome dado aos tempos passados em que os ancestrais míticos da tribo devem ter vivido.]

Entre os Warramunga, Walpari e Wulmala, o nome de Alcheringa é Thuthu, que é o mesmo que o Tertetuu Egípcio, e significa as duas ancestrais — ou seja, Isis e Néftis. Os dois Falcões — como Isis e Néftis podem ser vistas retratadas no Papiro, Trinity College, Dublin, iv., e também no Museu de Berlim, n. 1470 e nas placas VI. E VII. fig. 8 e fig. A em “O Livro dos Mortos”, de Sir Le Page Renouf.

Esses Ancestrais ​​Míticos foram o pré-homo da atual raça de Aborígines, quando todos eram um “rebanho comum.” As duas ancestrais ​​foram as duas primeiras mulheres que foram AS PRIMEIRAS DUAS MÃES, assim feitas e distinguidas pela divisão em duas tribos, e a cerimônia de “abertura” foi realizada, e o Totem dado a cada uma, de modo que a maternidade-do-sangue [blood-motherhood] pudesse ser conhecida e mantida, e essas tribos têm nomes de classe especiais para as mulheres e contam sua descendência a partir da linha materna, que é a forma mais antiga.
Hathor ou Isis — Mut — às vezes representada por um pássaro, diferindo em várias tribos e países, mas sempre Mut hieroglifinho - churchward 2, a Grande Mãe.

O original era “A Mãe Terra” em sua mitologia e linguagem de sinais mais remota; E “Alpita” é Egípcio. “Aputi” hieroglifinho - churchward é mensageiros — ou seja, as duas enviadas [ou dois enviados].
A palavra Kuntamara é o Egípcio hieroglifinho - churchward 3 Kent, cortar; E muitas outras palavras entre essas tribos, bem como as da Nova Zelândia e das Ilhas Salomão, são puramente Egípcias.

A Circuncisão foi realizada pelos antigos Egípcios e também pelos Ariltha — veja “Livro dos Mortos,” capítulo 58 — “Eles são as gotas de sangue que saíram do falo de Ra quando ele saiu para fazer mutilações sobre si mesmo” — Budge, “Livro dos Mortos”, capítulo 17. É mais do que provável que a razão pela qual a circuncisão e subincisão foram praticadas pelos primeiros Egípcios foi como um preventivo contra doenças. Com toda a probabilidade, eles descobriram que a circuncisão não era suficiente em alguns casos para evitar que a doença fosse contraída, portanto, a segunda cerimônia  e operação [subincisão] foram instituidas. Isto, com ablução depois, que vemos que a maioria dos Egípcio praticaram — provavelmente se provaria eficiente.
Onde casamentos tribais ocorriam, isso [circuncisão] foi considerado importante para a saúde e bem-estar da comunidade e para as gerações futuras: daí a pena de morte se qualquer homem fosse encontrado que não tivesse se submetido às duas operações. Esta poderia ter sido uma de suas crenças. Há também outra razão pela qual esta cerimônia foi e é praticada, ou seja, para significar que o menino tinha agora se tornado um homem e devia ser considerado como um gerador, um multiplicador, um pai, um chefe, etc. *

[ * — Veja o Apendice.]

Desde então, a Unção [Anointing] tomou seu lugar entre as nações Cristãs. O Sr. Andrew Lang, ao falar de circuncisão ou subincisão (certamente ele não pensa que estas são uma e a mesma coisa), diz que é “um processo cruel desconhecido fora da Austrália”; Mas deixe-nos assegurar a ele que este foi, sem dúvida, o costume geral de uma época em todas as nações deste período de êxodo. Há uma história nos registros, de que os nativos de Madagascar costumavam  praticar os mesmos ritos, subincisão e circuncisão, mas que estes haviam desaparecido, e muito poucos praticam agora a circuncisão. Ela também era praticada entre os Makalanges, etc., e de fato, tanto quanto podemos rastrear, entre todas as tribos de nativos em um período remoto, e o significado dela damos. Provavelmente veremos que ela ainda é praticada por algumas tribos na Nova Guiné, nas Ilhas Salomão, e nas Novas Hébridas, e foi praticada pelos Mexicanos e Zapotecas, como mostra o “Twenty Days’ Sign” [“Signos dos Vinte Dias”] de Eduard Seler.

O rito [da circuncisão] é originalmente Africano. Ele ainda é praticado pelas tribos Fan (ou Fang). Um nativo não circuncidado não é considerado como um homem, quer para lutar, trabalhar, ou herdar, mas é considerado como uma não-entidade e não lhe é permitido se casar. O rito prova a realidade da masculinidade (Nassau, Fetichism of West Africa”).

Nós lemos na história da Criação — uma versão — como segue:

churchward texto egipcio hieroglifos.jpg

Aqui temos novamente, evidentemente em uma versão posterior, a origem e o significado — como então compreendidos — desse ato.

O significado é claramente espiritual, e devemos lembrar que os antigos expressaram suas idéias sobre a vida espiritual em uma forma material e dramática; Na verdade, eles não tinham outra maneira de fazê-lo, não tendo a linguagem para usar como temos agora, e embora fossem expressas em uma forma grosseira o significado não era tal.
A criação do homem ou dos homens e das mulheres foi mística em um sentido e em outro Totêmica, e assim a história da raça pode ser dividida em pré-Totêmica e Totêmica, pré-humana e humana.

fig. 25 - churchward.jpg

A criação aqui é “sangue e espírito”, a essência primitiva dupla primeiramente atribuída a Ptah. A auto-mutilação ou “corte” do membro masculino de Ra ou Atum Ra foi um modo de mostrar a derivação a partir do pai humano em supressão da maternidade. A mesma história é encontrada entre os Guatemaltecos, seu deus Quiché, Tohel, é o mesmo que o Atum Ra Egípcio — ver Bancroft. Na seção que diz “que o olho de Nu era incapaz de se fazer ver até que Shu e Tufnut vieram a existir” significa que até que o grosso vapor aquoso, que inicialmente cercou a terra, se condensou suficientemente para formar a crosta exterior da terra, os raios do sol não poderiam penetrar por ela, e assim dar vida e nascimento às células e germes da vida, que depois deviam formar todos aqueles seres que habitaram a terra, e que estes primeiros deuses gêmeos, feminino e masculino, foram designados para representar os primeiros germes da vida, quer como água e terra, ou células ou germes orgânicos, que deviam assim ser criados e nutridos por eles, pela vontade divina. Uma passagem muito importante, que permitirá entender melhor a “História da Criação”, que esses deuses gêmeos procedem de Khepera em algum sentido, como encontramos a partir de uma versão, e [procedem] de sua boca na outra versão, simplesmente expressa a ação e sua idéia de emissão das palavras divinas e da vontade do Criador.

Nós pensamos que as palavras em outra parte do texto — Khut-ná-em ab-á — “Eu operei um encanto sobre o meu coração ou vontade” deve ser lida ou ser traduzida como: Eu operei — ou desejei — ou enviei “uma luz” do meu coração.

Na versão mais antiga, as “lágrimas” de Khepera caíram sobre seus órgãos e se transformaram em seres humanos. Horus I. diz aos “Chefes de Ra”: “Vós sois as lágrimas feitas por mim, em vosso nome de homens.” As lágrimas de Horus aqui significam ou representam a chuva que irriga e frutifica a terra, e esta, com Ra, os raios do sol — os “Chefes de Ra” fazem com que os germes da vida cresçam e “venham à existência.” Sem a chuva e os raios do sol, as sementes e germes não poderiam crescer ou vir à existência. O sol era considerado o maior fecundador, e por mais grosseiro que os velhos escribas tenham registrado suas idéias, devemos lembrar que eles não tinham outras palavras para registrar as mesmas.

A partir da leitura dos registros do passado é impossível para qualquer pessoa não compreender o fato de que eles tinham o conhecimento da evolução e, embora expressa aparentemente em termos grosseiros, é bastante claro que a chuva ou “lágrimas” e os raios solares foram a causa, em primeiro lugar, da germinação das células primordiais da vida, e a partir disto todos os outros vieram a existir. A questão da origem da primeira célula da vida nesta terra, da qual todos os habitantes vivos descenderam, é uma que só pode ser respondida pelo Divino Criador; Mas, dada a primeira célula da vida, todos os outros seguem.

Não podemos concordar com o Dr. Wallis Budge em sua suposição de que Nu e Khepera eram o mesmo, muito pelo contrário; Nu pode ser dito para representar o vapor aquoso, e Shu, nosso Sol (o centro de nosso sistema planetário), Tufnut, a Lua, e Khepera era o Espírito Divino do Grande Deus, que fêz não somente esta Terra e nosso Sol e o resto dos Planetas, mas, como lemos em outro texto, [fez] dez outros grandes círculos que o cercaram, e sabemos que o nosso Sol leva 25.827 anos para fazer isso uma vez. Que este tenha sido mais certamente o caso pode ser visto mais adiante. Neste texto encontramos que Khepera tinha feito outro olho (o primeiro olho sendo nosso Sol), que era sem dúvida a Lua; a Lua sendo descartada [thrown off] de nossa Terra assim como nossa Terra tinha sido do Sol; E em outra versão, o fato de que Osíris é feito para usurpar a posição que nas versões anteriores foi ocupada por Khepera, mostra que as doutrinas Osirianas evoluíram a partir do anterior, e que os Sacerdotes substituíram um nome por outro. Que os aborígenes da Austrália pratiquem a imitação deste rito anterior é outra boa prova para aqueles que iremos apresentar, que eles saíram do Egito na época de Hórus I e antes que a doutrina Osiriana tivesse vindo a existir.

Shu, que é em um período tardio chamado Filho de Ra, também é chamado An-heru, o Elevador (ou Levantador) dos Céus [the Lifter-up of the Heavens]. Seb, a Terra, e Nut, o Céu, tinham estado dormindo nos braços um do outro durante a noite, e Shu, a Luz do Dia ou Raios do Sol, os separa, e então há o céu levantado acima da terra.

A grande batalha entre Sut e Horus principalmente é referida em textos posteriores como “A noite do conflito” — ou seja, a derrota dos Filhos do Fracasso em Elefantina: “Então houve conflito em todo o universo, no céu e na terra” — Ritual, Cap. xvii. página 34. Os “Filhos do Fracasso” são os elementos da escuridão, da “noite”, que se dissolvem e desaparecem à aproximação dos raios do sol — [ou do] Dia. Veja “Battle of Sut e Horus”, p. 8.

Nu representava o vapor aquoso que circundava a terra, antes de ela ter esfriado, e tinha Nut por sua consorte. Shu apresentou o Sol como um e o primeiro Olho de Khepera, Tufnut, a Lua, como o outro olho de Khepera. Ao mesmo tempo, não devemos esquecer que todos esses nomes diferentes de deuses eram simplesmente os vários atributos do Deus Único.

No capítulo 17 do Ritual diz: “Seus nomes juntos compõem o ciclo dos deuses”; Uma passagem importante se se deseja entender a verdadeira Escatologia desses povos antigos; Na verdade, é completamente impossível obter qualquer versão verdadeira ou idéia sem isso. Os Australianos aborígenes têm uma lenda sobre Bymce, “O Grande Espírito Pai”, como tendo um nome de totem para cada parte de seu corpo, inclusive um [nome] diferente para cada dedo dos pés e das mãos, os quais são simplesmente os vários atributos do “Grande Espírito Pai.” Eles esqueceram o significado original, mas o encontramos no Ritual no Egito. No capítulo 17 de “O Livro dos Mortos” é dito: “Eu sou o Grande Deus — auto-criado, isto é, quem fez seus nomes” — “a companhia dos deuses como Deus.” Quem então é este? É Ra, “que criou nomes para seus membros e estes vieram a existir sob a forma dos deuses que estão no seguimento de Ra,” e em outra parte do mesmo capítulo [diz-se] de Khepera * “que o ciclo dos deuses é o corpo dele.”

[ * — Ra é substituído nos textos posteriores.]

Esta é a prova clara de que todos os vários deuses eram apenas poderes ou atributos do Deus Único, e na época da doutrina Solar eles tinham elaborado e adicionado ao original da [doutrina] Estelar; Mudando nomes, certamente, mas a essência era a mesma.

O Dr. W. Budge, por exemplo, dá o número de deuses, sob a dinastia XIX, cerca de 1200, e aparentemente acredita em uma distinção entre o elemento pré-dinástico das doutrinas Egípcias e um [elemento] Asiático; este último, diz ele, “era de caráter Solar indubitavelmente, e foi causado por uma guerra, introduzida no Egito pelos ‘seguidores de Horus,’ que invadiram o país e conquistaram os nativos, se estabeleceram lá e construiram a grande civilização dinástica que chamamos de Egito.” Não podemos concordar com isso. Em nossa opinião, todos os fatos encontrados até o momento são contra isso, e a Ásia não teve nada a ver com a introdução de qualquer civilização ou religião no Egito; Pelo contrário, todas as provas que apresentamos mostram e provam claramente que foi de outra forma. A Ásia e o resto do mundo obtiveram todo o seu conhecimento originalmente dos Egípcios. Horus, em todas as suas formas, era essencialmente Egípcio desde o princípio, e não foi posterior a Osíris, nem tampouco Horus trouxe a religião Solar para o Egito a partir de fora, como afirma o Dr. Budge. Horus I. era o Deus da Estrela Polar no mito Estelar e Amsu era o Horus ressuscitado, o “primeiro Deus homem,” “ressuscitado em forma de Espírito.” e às vezes chamado Min, vivendo antes que as doutrinas Osirianas fossem desenvolvidas. Isto foi seguido pela doutrina Lunar e depois pela Solar. Então, Ra veio a existir e Osíris: o únicio, o Deus em espírito, e Osíris, o deus em forma mumificada, e “Hórus, a criança”, foi trazido como o Filho: portanto, dizer “os seguidores de Hórus, que trouxeram consigo a religião Solar para o Egito a partir do Oriente, nunca conseguiu desalojar Osíris de sua posição exaltada, e seu culto sobreviveu sem diminuição, apesar da influência poderosa que os sacerdotes de Ra e os adoradores de Amen e os devotos de Atem, respectivamente, exerceram através do país,” mostra que ele [Dr. W. Budge] começou a estudar a religião Egípcia muito tarde demais para obter qualquer concepção verdadeira; Que ele está “muito confuso”, e não leva em conta o Primordial absolutamente. Além disso, o Dr. Budge, como muitos outros Egiptólogos, evidentemente trabalha sob a ilusão de que Horus foi uma pessoa histórica, enquanto que [na verdade] era Mitologia Astronômica. As guerras de Horus foram travadas no céu e no Amenta contra o Sebau, o grande mal Apap, e não sobre a terra no Egito. Ele era o Senhor da Vida e da Luz, e venceu os poderes da escuridão e da seca. Estes, ele [Dr. Budge] converte em personagens étnicos e heróis naturais glorificados, o que é incorreto: Horus lutou pela primeira vez no Mito Estelar, em seguida no Mito Solar, e finalmente Escatologicamente, mas isso não era histórico, era a Mitologia Astronômica.

A cerimônia de derrubar o dente dianteiro em algumas tribos, e do lançamento do bumerangue na direção do acampamento de sua mãe, ou melhor, o acampamento Alcheringa de sua mãe, praticado pelos Arunta, também a cerimônia Totêmica, quando, depois de ter passado por várias provas e “ritos,” o cabelo do Iniciado é feito branco e um Totem é colocado em sua cabeça, é interessante. Esta última cerimônia é muito importante e instrutiva para o estudante, porque se ele se voltar para o “Papiro de Ani,” ele vai ver retratado que depois que Ani foi julgado e está “justificado” seu cabelo é branco e um Totem está em sua cabeça que corresponde em cada particular àquele falado por Spencer e Gillen. Veja no cap. cx. Do Ritual: “Minha cabeça está equipada com a coroa branca.” Referiremos isso mais adiante. Os Arunta têm uma pedra triangular que só é vista pelos homens iniciados. *

[ * — Algumas tribos nas Ilhas Salomão praticam os mesmos ritos e cerimônias, também nas Novas Hébridas.]

Na cerimônia de Nurtunga, o fato de que os pólos eram colocados no Norte e no Sul mostra que as cerimônias ligadas aos pólos devem ter sido praticadas — originalmente — em um país onde as Estrelas Polares, olhando para o Norte e o Sul, eram conhecidas. Na Austrália isso é impossível; portanto, a inferência é claramente que na Austrália as cerimônias foram introduzidas a partir de uma terra muito anterior e mais velha, onde todas estas cerimônias tinham sido praticadas por muitas eras, algumas, desde a época de Atum, há 20.000 anos ou mais; E é apenas entre os antigos Egípcios que podemos encontrar o verdadeiro significado e chave. Estes dividiram os céus em Norte e Sul e depois [dividiram] o Egito em Norte e Sul, como visto pela Coroa do Norte e Coroa do Sul — daí os dois pólos N. e S. Estes são mencionados e mostrados no “Pilone da Duodécima divisão do Tuat.” “Na frente desta parede há dois pólos, cada um dos quais é encimado por uma cabeça — uma é Teru, a outra Khepera — duas formas do deus,” etc, representando originalmente os dois pólos dos Céus.

As duas serpentes, como mostrado na fotografia (página 66 [a página seguinte]), são emblemas provavelmente dos dois pontos cardinais, N. e S. No Ritual, as serpentes eram freqüentemente usadas para denotar pontos cardeais. Quatro serpentes são mostradas nas pedras encontradas em Aollamh Fodhla na Irlanda para denotar 4 Quartos ou 4 Poderes.

Não é necessário descrever todas essas cerimônias. Nosso objetivo é apenas chamar a atenção para elas e afirmar que nossa crença é que a explicação dada pelos nativos é aquela que foi substituída sobre a original.

É imaterial se datamos o êxodo dos Australianos antes da história tradicional de Osíris, o que nos levaria até Horus I., ou se era [já] Osíris. Portanto, afirmamos que a prova que avançamos é indiscutível.

Mais tarde mostraremos a conexão entre as cerimônias Totêmicas os sinais e símbolos encontrados entre os aborígenes Australianos e os negros Nilóticos e Bantos, bem como aqueles em outras partes do mundo.

No que diz respeito à história tradicional, alguns Egiptólogos podem adiantar sérias dúvidas quanto à exatidão do mesmo ser coincidente com a história de Osíris, como mencionado por Plutarco, e que, como já foi dito, pode ser encontrada em “O Livro dos Mortos”; Mas o leitor não poderia deixar de reconhecer a tradição idêntica da história de Osíris por Plutarco.

O único ponto que se coloca ao autor é este, e é um que os Egiptólogos podem razoavelmente objetar — e este é, saber, como de fato sabemos, que o continente da Austrália é um dos mais antigos, o que é provado pela existência atual de animais marsupiais e formações geológicas, portanto, os habitantes originais (Austrália) poderiam, e provavelmente existiram, antes do mítico Osíris existir no Egito.
Isso só provaria que todos os habitantes datavam de ainda mais longe nas eras mais remotas e saíram do Egito entre o primeiro Horus e Osíris, porque Horus I. ou o Horus Cego existia antes de Osíris, e a história de seu assassinato, morte, etc. era praticamente a mesma que a de Osíris. Horus I., ou Heru-ur, ou Horus o Ancião [Horus the Elder], foi o primeiro deus-homem que podemos rastrear; Ele morreu e ressuscitou, e então foi chamado Amsu ou Min, ou Horus em Espírito fig. churchward- hieroglifo - Amsu - o grande - o todo poderoso. *

[ * — Este sinal, tanto quanto podemos rastrear, foi o primeiro sinal ou hieróglifo para Amsu. Há vários outros, mas evidentemente de uma data posterior. Originalmente significava “O Grande” [“The Great One”], “O Chefe”, “O Poderoso” [“The Mighty One”], “A Cabeça”, e é reconhecido como tal pelos Pigmeus hoje.]

Prova disso é encontrada no Ritual. Osiris foi apenas outro nome evoluído no curso do tempo a partir das doutrinas e contos mais antigos, durante a formação do posterior Mito Solar. Horus I. e Amsu sendo a primeira forma e Estelar, e Osiris e Ra a [forma] Solar — Osíris sendo o homem-deus ou “mumificado” e Ra a forma espiritual. Isto é claramente mostrado no “Ritual ou o Livro dos Mortos”; Portanto, a história tradicional dos Australianos se aplicaria igualmente a qualquer um (e o único ponto seria a data em relação ao período mais remoto do passado, quando ocorreu o êxodo do Egito, como afirmamos — na época de Horus e do Mito Estelar). Então, os Maias também têm a mesma história tradicional na Rainha Moo e Príncipe Coh.

Spencer e Gillen fornecem essas fotografias e desenhos de muitos dos caracteres e sinais, etc., encontrados em várias partes do mundo; E muitos outros dados por escritores diferentes não são aqui descritos.

Vários destes são partes dos quatorze Aats ou domínios ou divisões de Sekhet-Anru, que o falecido tem que alcançar, e no qual goza de privilégios especiais.

1.   A testa das águas — o Deus em que está Aasekhem.
2.   Ha-Sert — O Deus em que está Fa-Pet, portador do Céu.
3.   A testa do fogo — O Deus em que está Fa-Akk, portador dos Altares.
4.   Aat do Khus.
5.   Os sete Aats.
6.   A serpente Rerek Fig. Churchward - Rerek - serpente que pode aqui representar os pólos Norte e Sul.
7.   O tanque de chama [ The tank of flame].

Fig. Churchward -  Churinga Ilkinia of the Ulpmerka of the Plum Tree Totem, Drawn.jpg

Para a explicação destes, encaminharíamos nossos leitores para os capítulos 149-150 de “O Livro dos Mortos”, ou o capítulo dos Aats, também para os papiros de Hunefer, Anhar-Kerasher e Netchemet, e o papiro de Nu.

Há também outra prova. * Os Australianos usam o bumerangue, que era uma das armas do antigo Egito, como pode ser visto em Deir-el-Bahari, onde há a estátua de um Príncipe de Punt, carregando um bumerangue.

[ * — O bumerangue ainda é usado por certas tribos do Vale do Nilo de onde esses Australianos se originaram. Ele também é retratado nos túmulos mais antigos (Lepsius Denekim, II, 12, 60, 106, etc.).]

E, além disso, em “O Livro do Submundo” [“The Book of the Underworld”], na região ou cidade da hora undécima da noite, vemos Horus I. com um disco sobre a cabeça, rodeado por um Uraeus, segurando na mão esquerda um bumerangue, uma das extremidades do qual termina na cabeça de uma serpente. A idéia aqui sugerida é que, ou a arma detida pelo deus é uma autêntica serpente, que, quando jogada em um inimigo, irá rapidamente se anexar ao seu corpo, segundo a maneira de um Uraeus vingativo, ou irá retornar e se anexar a seu dono, depois de ter sido usada. Esta provavelmente é a evidência mais antiga que temos do bumerangue sendo conhecido e usado no Egito na época do Mito Estelar, porque Horus I. era o deus principal e situava-se ou morava na Estrela Polar neste momento. Este é um fato muito importante a reconhecer, porque o encontramos em uso entre os aborígenes da Austrália, e em conjunto com os outros sinais e símbolos que apresentamos, é uma prova de que eles emigraram do Egito na época do Mito Estelar e é mais uma prova na nossa crença de que a história tradicional de seus ancestrais de ​​Alcheringa foi derivada de Horus I. e não de Osiris, que teria trazido o seu êxodo milhares de anos mais tarde.

Deve ser lembrado que o bumerangue é encontrado em uso entre outras nações em várias partes do mundo — na América estava em uso entre os Índios do Norte e do Sul; Mas isso foi totalmente escrito por outros autores e não é necessário ampliar o assunto aqui. Desejamos apenas chamar a atenção para o fato de que é para o Egito que devemos olhar pelo original, e que não ele [o bumerangue] não poderia ter emanado de todos esses países e de todas essas diferentes tribos nativas, separada e independentemente, sem uma origem comum. Não seria suficientemente importante, em primeiro lugar, imaginá-lo apenas como uma arma ofensiva ou para dar diversão, ter se originado em linhas exatamente semelhantes de formação que todo bumerangue deve possuir, para que possa ser feito para realizar um vôo aéreo e retornar ao lançador.

É um fato significativo que em alguns dos bumerangues os três triângulos, com os ápices em sentidos opostos e círculos concêntricos, são encontrados juntos. Em Springvale, no distrito de Boulia, Roth diz que os triângulos encontrados nos bumerangues, que são os mais antigos do país, têm os triângulos com os ápices em contato, assim:

fig. 26 churchward - 6 triangulos com vertices encontrados
Encontramos o mesmo em muitos dos objetos sagrados entre os Índios do México e da América Central: temos um “Lançador-de-Lança” [“Spear-Thrower] muito velho, belamente esculpido com o “desenho-de-chão” [“ground-drawing”] da grande cerimônia da serpente em nossa posse; e também com triângulo, e dois círculos. Pelo qual estamos muito gratos ao Sr. G. Foreman.

Estes pontos devem ser particularmente notados, pois chamaremos a atenção para esses triângulos mais adiante. Além disso, em uma figura dada no livro de Roth, encontramos duas figuras esculpidas assim:

fig. churchward - figura do livro de Mr. Roth.jpg

Levando em consideração que essas pessoas devem ter deixado o Egito em um período muito precoce e que elas trouxeram até ao dia hoje muitos outros sinais e símbolos e cerimônias e costumes Totêmicos, que remontam ao Mito Estelar, devemos fornecer o mesmo significado e explicação do acima como fizemos anteriormente, e isso ainda mais conclusivamente provará sua origem comum. Seja bem compreendido que esses números que apresentamos são bastante distintos dos escritos e marcas encontradas nas “varas” carregadas de uma tribo para outra como mensageiros — em um caso os aborígines dar-lhe-ão o seu significado e tradução, no outro eles não podem, afirmando que é “Ancestral.” Nota-se que, embora existam seis triângulos nesses bumerangues, com os ápices de três de uma maneira e três de outra, os ápices não estão opostos um ao outro; Ao mesmo tempo acreditamos que a decifração apropriada é a mesma, ou seja, Terra Khui [Khui Land] ou Terra dos Espíritos, e isto fig. churchward- hieroglifo - Amsu - o grande - o todo poderoso representaria Horus em Espírito ou Amsu ou o Horus Ressuscitado, ou O Grande [the Great One].

As éticas destes Australianos aborígenes ainda são objetivas ou tribais, o mesmo que no mundo primitivo. Os indivíduos são inconscientes de possível interesses para além da comunidade. A forma de enterro no momento atual é a mesma que a que encontramos em Naqada, mas será feita menção adicional a isso. A partir das evidências que temos de Spencer e Gillen sabemos que o Totem foi em primeiro lugar comido pelos membros do grupo como seu alimento especial próprio, o que é diferente da crença que foi anteriormente entretida.

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CAPÍTULO V

Mostramos aqui puros Hieróglifos Egípcios pintados no corpo de um homem da tribo Worgaia, que são sem dúvida ideográficos. Estes são os sinais para três dos Aats, e são importantes e interessantes como os encontramos em conexão com a tribo Worgaia, que executam as cerimônias da “Grande Serpente”, e estes três sinais dos Aat têm certo significado e conexão com as mesmas.

fig. spencer e gillen - hieroglifo no corpo de homem.jpg

fig. 27 - churchward - hieroglifo em um homem da tribo Worgaia

I. — Este é o terceiro Aat e é chamado o Aat dos Khus — os Sete Espíritos. “Eu sou o Senhor da Coroa Vermelha, que é a cabeça do Brilhante [the Shining One] que dá vida à humanidade pelo calor da sua boca, e que livra Ra de Apapi.”
II. — Este é o quinto Aat — a Sombrancelha/Testa de Fogo [the Brow of Fire] — o Deus em que está Fa-akh (Portador dos Altares), que é o Poderoso [Mighty One] da Coroa Teshert, que está na sombrancelha/testa do Deus da Luz e que mantém na vida as Duas Terras e seus homens e mulheres por meio da chama [flame] da sua boca; Ele livrou o Deus Ra do demônio Apapi.
III. — Este é o oitavo Aat: “Salve Hahetepi,” Grande e Poderoso do Canal. Ninguém pode obter domínio sobre a água que está nele. É poderoso para ser temido e os rugidos que nele existem são poderosos. O nome do Deus nele é Qa-ha-hetep, e guarda-o alegremente de modo que ninguém possa entrar, e é o Guia do Horizonte do Norte.

Estes traduzidos de outra versão podem ser lidos como segue: “Oh, este Hahotep, o Muito Grande, o córrego do qual ninguém toma a água por medo de seus rugidos. O Deus cujo o nome é O Alto [the Lofty One], o vigia, a fim de que ninguém possa chegar perto dele. Eu sou o Abutre que está no córrego sem fim. Eu sou o Guia para o Horizonte do Norte. ”

Na cerimônia dos Wollunqa eles usam uma representação da Coroa Branca do Egito, com uma banda Vermelha ao redor; Representando assim a “Coroa Teshert” ou Coroa do Norte e do Sul em uma de suas primeiras formas.

Os Hieróglifos também, considerados como um todo, significam as “Duas Terras” — “as Terras do Norte e do Sul”.

Eles dividiram os céus Celestiais em duas divisões — Norte e Sul primeiro — e, em seguida, retrataram isto terrestrialmente no Egito em dois — as duas divisões — Egito do Norte e do Sul.

fig. churchward - hieroglifos divisao ceu norte e sul As divisões do céu — Norte e Sul.

O Aat dos Khus é a Terra dos Espíritos — Fa-akh, Portador dos Altares — o Poderoso da Coroa Teshert é Horus I. Ele mantém a vida nas “Duas Terras”, isto é, Celestial e Terrestre, na forma De Amsu, o Horus ressuscitado.

Ha-hetep e Qa-ha-hetep também é Horus como Guardião sob a forma de um pólo, encimado por um Falcão, como guardião de “Sut” no Buraco de Água [Hole of Water], o Deus cujo nome é o Alto [the Lofty One] e que mantém a guarda sobre o córrego, do qual ninguém toma a água por medo de seus rugidos, e para que ninguém possa se aproximar. Esta água ou canal é o rio no submundo, aqui representado por “Thapauerlu”, um buraco de água na região de Murchison, onde a serpente Wollunqa é suposta pela tribo Warramunga por viver. Horus é também o Guia do Horizonte do Norte. Os rugidos que nele estão são os rugidos de Sut, representados aqui pelos “Rugidores de Touro” [“Bull Roarers”], que são usados ​​simbolicamente.

O Dr. W. Budge afirma em seu “Gods of the Egyptians,” vol. i. Página 156, que nos tempos mais antigos os Egípcios dividiram o céu em duas partes apenas — o Oriente e o Ocidente. Nossa opinião é que era Norte e Sul e depois  Oriente e Ocidente foram adicionados, mais tarde Ptah dividiu os céus em quatro quartos ou o quadrado. Que estamos corretos pode ser provado por referência ao “texto de Tieta” [Text of Tieta”] (i. 233): “e tomam seu nome para Horus dos dois horizontes, Norte e Sul,” e outros textos nos mostram que Horus era ” O Senhor dos Horizontes do Norte e do Sul.” Era Mito Estelar no início e não Solar, que o Dr. W. Budge assume. Em nenhuma parte, quanto às nossas pesquisas, encontramos Horus sendo o Deus mencionado como “o Deus dos Horizontes Oriente e Ocidente somente e primeiramente.”

Conseqüentemente o Dr. Budge está completamente errado, a divisão à princípio, como provado pelo Ritual, era Norte e Sul. Os dois pólos, usados ​​nas cerimônias sagradas, são os mesmos que o Egípcio: a divisão do Norte [Northern division] que representa Horus pelo pólo Nurtunga; a divisão do Sul representada pelo pólo Warringa, era o domínio de Sut. As duas divisões, Leste e Oeste, não foram formadas até que Shu ou An-Heru surgiram e, de pé sobre os sete degraus do monte do equinócio, ergueram os céus e formaram os dois horizontes, Leste e Oeste, e Então Horus foi chamado de “Senhor do Horizonte Duplo” [“Lord of the Double Horizon”], bem como “Deus da Estrela Polar”, etc. Isto ainda era Mtos Estelar, e não foi até mais tarde que Ptah entrou em existência como o primeiro deus do Mito Solar, que os céus foram divididos em quatro quadrantes, e formaram o quadrado, com os filhos de Horus como os quatro suportes para os quatro cantos. Assim, vemos que essas pessoas atualmente estão executando simbolicamente e realizando parte das cerimônias dos primeiros rituais dos antigos Egípcios, e usam os antigos hieróglifos e muitas palavras da linguagem dessa raça histórica para expressar suas idéias nas remotas matas Australianas.

Através de todas estas eras de anos eles têm usado e carregado estes sinais, símbolos e cerimônias de geração em geração, cujo significado original está agora esquecido para eles; Ainda assim, há suficiente do original para ser uma prova, para aqueles que podem ler e conhecer o Primordial, para desbloquear o “livro” e ler a verdade, e embora eles possuam e usem os sinais e símbolos de alguns dos “Deuses dos Egípcios” na sua forma mais antiga, eles não têm conhecimento “desses deuses como estes últimos Egípcios assumiam” no momento em que estas pessoas deixaram o Egito e entraram em outras terras. A evolução dos mitos em Mitos Estelares, “esses tipos de poderes estavam apenas passando por adivinhação,” mas o quanto eles avançaram aqui na Austrália, Nova Guiné, Ilhas Salomão e os das Novas Hébridas, não é possível dizer.

De nossas pesquisas todos estes parecem estar em um par, enquanto alguns dos Mexicanos e Índios Norte-Americanos foram mais avançados em seu conhecimento. É difícil determinar se isto é assim ou se esses “esqueceram” e os Índios Mexicanos e Americanos “mantiveram” as outras partes do Ritual; Mas todos são “em comum” e, sem dúvida, da mesma origem — ou seja, o Mito Estelar Egípcio.

No Mexicano “Nezahualpilli”, o Príncipe Jejuador e a Jóia Esmeralda; a imagem de Tezcatlipoca, também designada Talaclquani, “o Erradicador dos Pecados e a Corda de Relva (ou Corda de Capim) [the Grass Rope],” temos Horus e Min ou “Amsu com a corda” dos Egípcios, a que nos referiremos mais tarde, e o protótipo do jejum de nosso Senhor e a intercessão para o perdão dos pecados nas doutrinas Cristãs.

A corda de Capim [Grass Rope] usada em conexão com a expiação de Pecado será referida sob o nosso (Maçônico) Cabo de Reboque [Cable Tow], mas é necessário dizer aqui que essa corda tinha existido em seu primeiro Mito, conectada com Horus e Amsu, muito antes de eles a trazerem em sua Escatologia, e é uma representação de um dos sete poderes — aquele que leva das trevas à luz.

fig. 28 - churchward - spencer & gillen -.jpg

A arte de tatuar e pintar o corpo é um modo Totêmico da linguagem de sinais. Os Ainu do Japão, os Chukchi Siberianos e os Seri do México apenas tatuavam suas mulheres, o que corrobora a origem feminina do sinal. As mulheres Inoil dos Esquimós são particularizadas pelas figuras tatuadas em seu rosto, o mesmo que as dos Mexicanos, Zapotecas e Seri. Os Pictos, diz-nos Boece, tatuavam seus rostos e corpos com hieróglifos (Egípcio) para distinguir uma tribo de outra. Todos estes foram originalmente costumes Egípcios, como pode ser visto a partir dos baixo-relevos nos templos em Philae e Ombos.

Nós apresentamos a fotografia aqui de um [iniciado]  retornando após o “Intichiuma.” * Todos os que são iniciados devem usar este sinal em seu retorno ao acampamento, o que pode ser interessante para os R.A.M. ‘s [Maçons do Arco Real]. Essas tradições são, pensamos, prova de que a origem e o lugar de nascimento dessas pessoas foi o Egito.

[ * — Intichiuma — Cerimônia sagrada realizada pelos membros de um grupo Totêmico local. Foto de “Northern Tribes of Australia,” por Baldwin Spencer e F. J. Gillen,” publicado por Macmillan & Co. Ltd., com permissão, com muitos agradecimentos do autor por isso.]

Entre as tribos Makalanga da África do Sul, também, encontramos que cada tribo tem seu totem e, sem dúvida, muitos costumes, nomes, palavras, etc., ainda praticados entre eles, só podem ser atribuídos ao Egípcio original; Por muito que tenha sido influenciado pelos vários e numerosos povos que vieram depois, o original nunca foi apagado.

Atualmente, eles têm o triângulo sagrado. Em cada residência familiar há um lugar sob uma plataforma elevada de pólos, onde três pedras são arranjadas em um triângulo, que são dedicadas aos ancestrais dos moradores. Ali, em tempos de doença, ou na semeadura ou colheita de milho, a família recolhe uma enxada, um machado e, se o chefe da família for um ferreiro, um martelo também é colocado próximo às pedras, e cerimônias são realizadas ao redor deste triângulo que se dizem serem “Costumes Ancestrais.” *

[ * — Ver “Ancient Ruins of Rhodesia,” por Hall e Neal, e “Great Zimbabwe,” por R. N. Hall.]

Embora este livro [“Ancient Ruins of Rhodesia,” por Hall e Neal] não forneça muitos detalhes reais sobre as ruínas, costumes antigos, palavras antigas, etc., sendo evidentemente escrito mais para mostrar o valor presente dos Antigos Trabalhos com Ouro  [Ancient Gold Workings], etc., encontrado aqui, ainda há suficiente nele para provar que os mais antigos dos “Antigos” eram Egípcios, e que aqueles que vieram em seguida, em grande parte, poluíram e obliteraram os originais; ainda há tanto do original deixado a ponto de não deixar nenhuma dúvida em nossas mentes.

Mafeking é uma palavra Egípcia para cobre, e cobre, portanto, deve ser livremente encontrado nesta região. Embora não tenhamos nenhum conhecimento atual de qualquer cobre tendo sido encontrado neste lugar agora bem conhecido, não duvidamos que este [cobre] esteja lá e que ele será descoberto no devido tempo, uma vez que estes Egípcios antigos jamais deram um nome sem terem uma boa razão para fazê-lo.

Temos de salientar aqui, para os Senhores Hall e Neal, que não existia tal coisa como “Adoração Fálica” (ou “Culto Fálico”) embora tenha sido afirmado por várias autoridades que deveriam saber mais. O que ocorriam eram “Festivais,” realizados em períodos declarados, chamados “Festivais Fálicos” se essas autoridades fazem questão desse nome específico. A nossa “Dança e Festival do Mastro” [May-pole Dance”] é o remanescente do mesmo, trazido e atualizado, de forma a corresponder e estar em sintonia com as “doutrinas Cristãs.” Era um Festival em honra do tempo de semente, frutificando ou crescendo ou gerando, mas não era um culto. O Sr. Hall nos diz que estes Makalanga ainda praticam o festival da “Lua Nova”, o mesmo que os antigos Egípcios. Seus costumes funerários são na posição “sentada” — isto é, “O Homem dobrado-três-vezes” [“Thrice-bent Man], ou seus corpos são colocados longitudinalmente sobre o lado esquerdo, encarando o Norte; Isso, como dissemos em outro lugar, é o mesmo para os Aborígines Australianos, as pessoas de Harlyn Bay, Cornwall, e México, e todos os povos [da época] do Neolítico e do Mito Estelar. Estes homens têm as mesmas três hastes ou barras que os Druidas, representando as três penas, marcadas em suas testas ou corpos assim figurinha curchward - tres hastes ou figurinha curchward -  tres hastes ii.jpg. Como iremos apontar e provar posteriormente, estas três hastes ou raios de luz são o nome de I.A.U., filho de Ptah, e também o nome do antigo Egito — ver “Pierrot”, p. 754.

“O Pilar da Pedra do Pássaro” [“Bird Stone Pillar] *, encontrado aqui, nas ruínas do Zimbábue, é o Falcão de Horus ou Abutre de Horus I. (a forma de Abutre foi a mais velha), e era uma dos Mascotes dos mineiros antigos para “boa sorte.”

[ * — Esses vestígios do passado são bastante suficientes para provar aos senhores que exploraram recentemente essas ruínas e chegaram à conclusão de que datam apenas de algumas centenas de anos, que eles estão totalmente errados em suas conclusões.
O Irmão Tenente-Coronel E. L. de Cordes, 30⁰, que esteve na África do Sul durante três anos, informou ao escritor (Albert Churchward) que em uma das “ruínas” há uma “câmara de pedra,” com uma grande quantidade de Papiros, cobertos com antigos Hieróglifos Egípcios. Um caçador Boer descobriu isso, e uma grande quantidade foi usada para acender um fogo, e ainda assim uma quantidade maior permaneceu lá até agora.]

Encontramos, em qualquer parte do mundo onde esses antigos mineiros tiveram grandes obras, que eles sempre levaram consigo e estabeleceram isso, seu “Mascote”, para afastar o maligno, como mostramos acima. “Horus lançou-se sobre Sut na forma de um Falcão.” O Falcão de cabeça-dourada [Golden-headed Hawk], encontrado aqui, é também um tipo de Isis. Todas as tribos aqui estão divididas e têm seus “Totems” e leis matrimoniais iguais às dos Australianos e outros que já avançamos — assim: se um homem for da tribo cujo totem é um leão, ele não deve se casar uma mulher daquela tribo, mas deve casar com uma do [totem] do “Coração” ou de algum outro totem. Esses nativos ainda conhecem muitos dos “sinais das Estrelas” [“Star signs”], mas, provavelmente, nos dias de hoje, esqueceram a maior parte do que seus “Antigos” sabiam: eles ainda conhecem e desenham Orion, as estrelas da Manhã e da Noite; E as Plêiades em seu nascente e poente marcam as épocas de semeadura e de colheita, assim como os antigos Egípcios, e os Barotse ainda praticam uma forma primitiva de embalsamamento. Muitos dos nativos ainda usam a “medeixa-de-cabelo de Horus” [“Horus hair-lock”]. Nas cabanas nativas as mais velhas nós encontramos as “espirais da cerâmica” [“pottery whorls”] como usadas por outros nativos na época do Mito Estelar, que nós mencionamos em outra parte. Mr. Hall afirma que as espirais [whorls], que são encontradas nas ruínas, e que são sem dúvida antigas, são feitas de pedra-sabão e são excelentemente acabadas. O Sr. Hall, em sua obra, “Great Zimbabwe”, traça uma página de costumes (100-101) dos Makalanga e dos Judeus, mostrando que estes são os mesmos e, evidentemente, chega à conclusão de que eles [os Makalanga] derivaram todos estes [costumes] dos “Judeus de tempos antigos,” e são descendentes dos mesmos. Não podemos concordar com o Sr. Hall e outros que chegaram a esta conclusão. Sem dúvida, muitos dos costumes são os mesmos, porque sabemos que os Judeus tomaram emprestado quase todos os seus costumes e leis dos antigos Egípcios, e, portanto, seriam idênticos a eles; Mas a prova indubitável de que esses “Antigos” desceram do antigo Egito na época do Mito Estelar, como aqui se encontra, é evidência inconfundível; Seus costumes funerários — o rosto para o Norte; Seus costumes e cerimônias, totêmicos e tribais; Em cerimônias de casamento — a subincisão deixou de existir — o Falcão de Horus; O sinal figurinha curchward - tres hastes ou figurinha curchward - tres hastes; Estas hastes ou raios de luz; O nome de I.A.U., o filho de Ptah, “A Luz do Mundo” e o nome do antigo Egito, todos são suficientes para provar a origem dos “Antigos”.

Do “achado” no túmulo recentemente aberto no Egito — que data de aproximadamente 2000 A.C. — 18ª dinastia — somos de opinião que a maior parte do ouro deste distrito foi direto para o Egito, pois nesta tumba foram encontrados um carro de ouro e grandes quantidades de outros artigos, todos de ouro ou cobertos com ouro, e uma inscrição: “Este ouro foi trazido da Terra do Sul.” Não devemos ignorar tais fatos como esses quando tentamos decifrar a história do passado. Fatos são verdadeiros, teorias raramente o são.

Que outros visitaram e habitaram essas regiões depois, não há dúvida, e que Salomão pode ter obtido a parte principal do seu ouro a partir daqui nós não diremos que “não”; Mas que os “Antigos” certamente não eram de origem Judaica, nem obtiveram seus costumes e cerimônias totêmicas, etc., a partir deles, mas sim dos antigos Egípcios, na época dos Mitos Estelares, os precedentes são provas positivas disso. Há evidências também de que, embora essas nações ainda tenham e pratiquem esses ritos estelares, eles devem ter mudado seus nomes em algum momento depois, porque a palavra “Makalanga” significa “o povo do Sol” [“the people of the Sun”], e assim as doutrinas Estelares, embora nunca tenham sido completamente esquecidas e obliteradas, a origem deve ter sido trazida por eles. Teríamos ficado contentes se o Sr. Hall tivesse tirado mais fotografias das várias “marcações” [corporais] que ele menciona, uma vez que é possível que a Suástica e o sinal da “Terra Khui” e “Oeste Zodiacal” ainda possam ser encontrados entre eles. Seus crânios correspondem aos dos Egípcios.

O Culto Luba [Luban worship] tem atualmente, comparativamente falando, perdido seu domínio sobre o povo de Uganda. As antigas “Casas do Espírito” [“Spirit Houses”], que costumavam ser encontradas em todos os lugares, praticamente desapareceram. Se você se deparar com um ex-“Sacerdote do Espírito,” ele se apressa a negar a posição, e é muito difícil aprender alguma coisa sobre a antiga religião do povo. O Maometanismo foi a primeira causa da ruptura em seu antigo culto, e agora o Cristianismo, que está se espalhando rapidamente. Os Tordites praticam escarificações tribais, derrubada dos dentes da frente, e acreditam na mesma lenda da Grande Serpente, a qual dizem morar no “Lago Crater,” e lançam presentes para a propiciar, às vezes sacrifícios humanos; Assim também os Bakonji praticam o mesmo que o acima, e a circuncisão e uma história de subincisão, e têm uma gravação-em-revelo [embossing] peculiar, como têm os Australianos, em suas peles, que eles fazem cortando a pele com algum instrumento afiado, introduzindo uma substância estranha , e, em seguida, permitindo que a pele cicatrize. Todos eles crêem no espírito de seus ancestrais, e eles constroem “Casas do Espírito,” de cerca de 18 centímetros de altura, de forma cônica, e têm uma pequena abertura através da qual inserem frutos, etc., para propiciar os espíritos. Aqui temos uma crença inicial de “Culto aos Ancestrais,” bem como de “Culto ao Espírito” [“Spirit Worship.”]

As descrições feitas pelos padres Burgo e Juan de Córdova sobre algumas das cerimônias entre os Índios Zapotecas, Mexicanos e Maias na floresta, dizendo como eles “tiravam sangue de debaixo da língua” e aspergiam penas e folhas com ele, etc., etc. mostram, por sua interpretação das mesmas, o pouco [que estes padres] entendiam sobre a prática de algumas das cerimônias dos Mitos Estelares, ou a História da Criação nos Mitos Egípcios, dos quais estas e muitas outras cerimônias que eles descrevem, provam de onde esses costumes foram obtidos.

O “Códice Borgia” [“Codex Borgiano”], “Codex Vaticanus” e “Tellerino Romensis” mostram figuras da prática da auto-mutilação (não a castração, como afirmam os tradutores Alemães), mas a da subincisão. Estas duas formas ou cerimônias correspondem com as duas Histórias da Criação pelos Egípcios — ver páginas 59-60, e toda a história de Hórus e Isis está claramente exposta nos Códices acima.

A “Jóia Esmeralda”, a imagem de Tezcatlipoca ou Tlaelquani, o erradicador dos pecados, e Chachilnhtololin, que perfura os olhos com um osso afiado, são tipos de Horus e o Horus Cego [Blind Horus].

Uma das principais pedras preciosas dos Maias, dos Mexicanos e dos Zapotecas era verde, e [era] representada hieroglificamente como corpos lustrosos, com olhos nos quatro cantos — ou seja, enviando raios nas quatro direções, representando Horus —  Her-uatch-f  fig. churchward - hieroglifo - Horus - Her-uatch-f Príncipe da Pedra Esmeralda, e os quatro filhos de Horus.
O Ritual diz: “Eu sou a Tábua de Felspato,” amuleto da Pedra Verde de Uat que era colocado no túmulo como um tipo daquilo que era para sempre verde, fresco, jovem, e representava a juventude eterna: também o nome da pessoa cuja morte é anunciada, e deve ser lido como Xilot ou Cacamatl — ou seja, Jovem Espiga de Milho [Young Ear of Corn] — é Horus.

Em Philae, o deus “Espírito do Milho” é representado com Talos e Espigas de Milho que brotam de sua múmia, perto da água corrente. Este é Horus representado como um portador do alimento na forma do milho — um tipo do eterno, manifestado pela renovação do alimento, produzido do elemento da água na inundação — isto é, “uma Espiga de Milho perto de uma queda d’água” é o símbolo presente. A espiga de milho, espiga de trigo verde dos mistérios, que era segurada pela mão de Neith ou de Isis em Virgem, e ainda sobrevive na estrela Espiga [Spica] desta constelação [Virgem], representa lá Horus a criança como trazendo alimento ou doador de alimento pela água de inundação ou elevação do Nilo, sendo o alimento do Egito dependente do transbordamento periódico do Nilo.

A identidade do pèco-Xolo ou o Cão Relâmpago dos Maias com Anubis, deve ser aparente para todos, e na lenda contida no cap. iv. Livro V. de “Origen de los Indios,” por Fra Gregorio Garcia, temos todo o conto de Horus I. e Sut tão claramente exposto, que poderia ter sido copiado do Ritual direto;

fIG. cHURCHWARD - hORUS-SET- DEUS DUPLO.jpg
também os hieróglifos e os sinais de desenhos [picture-signs], com uma montanha e uma casa de palha no topo, e na frente está um homem cujo nome é representado pela cabeça da águia acima — nica qahuayohca qu toca cuitli toconcol — ou seja, aqui é o lugar chamado yauayolica Cuitli — isto é, “falcão é o ancestral” — ou seja, Horus I.

Este é o Monte do Céu Egípcio — o Ritual diz: “Uma montanha muito alta, eu me mantenho em seu recinto”: também, “Um domínio divino foi construído para mim, eu sei o nome dele, o nome dele É o Jardim de Aarru,” Ritual, cap. 109. O recinto, ou, como representado aqui, uma “casa de palha”, era uma morada no cume do monte, que os Egípcios expandiram para uma cidade — a Cidade dos Abençoados, a Cidade Santa, a Cidade Celestial,a Cidade Eterna, a Cidade do Grande Rei, aqui representada por Horus I. e sua casa de palha no topo de uma montanha.
O hieróglifo para Isis que encontramos associado com ela aqui também  fig. churchward - hieroglifo de Isis - assento cadeira.jpg

Não é necessário neste trabalho apresentar mais provas do que estamos fazendo para apoiar a nossa afirmação de que essas pessoas obtiveram todas as escritas sagradas e formas e cerimônias e doutrinas religiosas dos antigos Egípcios. Há tudo mostrado claramente nestes velhos códices, e suas práticas, sinais e hieróglifos, que, se você conhece a chave, você não pode errar na decifração, mas no momento todos os tradutores, tanto quanto sabemos, não conhecem a chave — o Ritual Egípcio e Primordial [Egípcio], e assim [eles] ergueram uma construção inteiramente errada, e em nossa opinião será de pouco uso para o Smithsonian Institute e o seu Bureau of American Ethnology traduzir a interpretação Alemã e emiti-la para o público com suas atuais idéias e interpretações e concordando com as mesmas. Isto seria difundir interpretações incorretas, e somente ao compará-la com os mitos Egípcios pode-se obter uma explicação correta. Os povos destes países (América Central) tiveram que expressar suas idéias espirituais da “mesma maneira grosseira” como os Egípcios antigos fizeram, não tendo as palavras então como nós temos agora, e “até que isso seja reconhecido, eles estarão para sempre tropeçando no escuro.”

Não é necessário neste trabalho apresentar mais provas do que estamos fazendo para apoiar a nossa afirmação de que essas pessoas obtiveram todas as escritas sagradas e formas e cerimônias e doutrinas religiosas dos antigos Egípcios. Há tudo mostrado claramente nestes velhos códices, e suas práticas, sinais e hieróglifos, que, se você conhece a chave, você não pode errar na decifração, mas no momento todos os tradutores, tanto quanto sabemos, não conhecem a chave — o Ritual Egípcio e Primordial [Egípcio], e assim [eles] ergueram uma construção inteiramente errada, e em nossa opinião será de pouco uso para o Smithsonian Institute e o seu Bureau of American Ethnology traduzir a interpretação Alemã e emiti-la para o público com suas atuais idéias e interpretações e concordando com as mesmas. Isto seria difundir interpretações incorretas, e somente ao compará-la com os mitos Egípcios pode-se obter uma explicação correta. Os povos destes países (América Central) tiveram que expressar suas idéias espirituais da “mesma maneira grosseira” como os Egípcios antigos fizeram, não tendo as palavras então como nós temos agora, e “até que isso seja reconhecido, eles estarão para sempre tropeçando no escuro.”

O “Rombo” [“Bullroarer”], usado pelos Australianos aborígenes, e as cerimônias Totêmicas da Grande Serpente, como descritos no trabalho de Spencer e Gillen, “Northern Tribes of Central Australia,” são mais provas para mostrar que essas pessoas saíram do Egito na época do Mito Estelar. Para a explicação, devemos voltar para o mito da batalha de Horus com Sut:
— “Quando Sut foi pressionado por Horus, ele se transformou em uma Serpente, que sibilou alto, e ele procurou um buraco para si no chão, em que se escondeu e viveu depois disso, e então ele foi chamado de o monstro Ba fig. churchward - hieróglifo montro Ba - Sut e Horus colocou-se acima desse buraco na forma de um Poste [Pole], no topo do qual a cabeça de Horus aparece na forma de um falcão, de modo que Sut nunca mais venha a sair de lá.” Como resultado disso, a serpente foi chamada de “Sibiladora” [“Hisser”] ou “Rugidora” [“Roarer], e o sibilo ou o rugido seria para dar aviso de perigo, para alertar ou assustar os fracos. Daí o uso do “Rombo” [“Bull-Roarer”] como um aviso de perigo para as mulheres e outros ou de que o maligno estava no exterior nessa vizinhança.*

[ * — Havia outro uso para o “Rombo” (“Roarer”) e a explicação (Egípcia) que, quando usada pelas mulheres, era para “chamar os jovens” — não é necessário dar mais explicações aqui — mas é necessário mencionar isso.
O nome do instrumento (Rombo/Bullroarer) em Egípcio é Menait, literalmente o girador [whirler] — instrumento original de poder mágico.]

Qualquer um que lê as cerimônias Totêmicas e a história tradicional da Grande Serpente, “Wollunqua”, que ainda vive no buraco d’água, chamado “Thapauerlu”, situado na região de Murchison, não pode deixar de identificar esta cerimônia totêmica e a história tradicional com aquela da batalha de Horus e Sut, e o resultado da mesma. O poste [pólo] sobre o buraco da serpente, com a cabeça do falcão no topo, representa o Pólo Norte, e Sut ou Set, embaixo do buraco, o Pólo Sul. Entre esses aborígenes, eles fazem um montículo e traçam a representação da grande Serpente, com a cabeça para o Norte e a cauda para o Sul.

Isto é o que Spencer e Gillen dizem: — “A Wollunqua é considerada uma grande besta, tão grande que, se ela fosse se levantar sobre sua cauda, ​​sua cabeça chegaria longe nos céus. Ela vive agora em um grande buraco d’água , chamado Thapauerlu, escondido em um vale solitário entre a região de Murchison, e sempre há medo de que ela possa levá-la [a região] em sua cabeça para sair do seu esconderijo e causar algum dano.
“A característica marcante do desenho são as pegadas de um homem, que é dito ter vivido com a cobra em Thapauerlu, e seguido-a quando começou em suas andanças, e que ele saiu de seu corpo [do corpo da serpente], estando muito ansioso para fazê-la voltar. No Ununtumur ele se deparou com ela, e, de pé ao seu lado, ergueu os braços e atingiu a serpente na cabeça o mais forte que podia, com a esperança de fazê-la mergulhar. As duas pegadas humanas, lado a lado, perto da cabeça da cobra, indicam o homem de pé ao lado, enquanto as duas grandes bandas curvas, ligadas aos círculos, representam os braços levantados para atacar a cobra. Cada homem participando nas cerimônias do totem de Wollunqua usava um capacete branco cônico alto, decorado com uma faixa vermelha circular” — ou seja, a Coroa da terra do Sul ou a Coroa Branca, e a “banda vermelha” representaria a Coroa do Norte — a Coroa Teshert em sua forma mais antiga. Não há dúvida de que a construção do montículo e o ato de acariciá-lo seja para agradar cobra, e a cobertura de seus restos “quando os velhos ouviram-na grunhindo na distância,” por medo de que ela saia e coma todos eles, aponta para a idéia de propiciação, o mesmo que os Torditas [Tordites] que lançam alimentos e corpos no Lago de Cratera na África Central.

Fig. 29. - Churchward- preparando o monte Wollunqua - De Spencer e Gillen , Northern Tribes of Australia.jpg

Fig. 30. - Churchward- desenho chão Wollunqua - De Spencer e Gillen , Northern Tribes of Australia

Fig. 31. - Churchward- desenho chão Wollunqua.jpg

Fundamentalmente semelhantes são todas as tribos de nativos: que o homem que sai do corpo da serpente significaria que uma vez ele foi parte dela, como Horus e Sut, este último em tempos anteriores, sendo o associado de Horus, mas depois que sua posição como um deus foi perdida, ele se tornou o tipo e o símbolo de todo o mal. Veja fotos de “Sut e Horus”.

Nós fornecemos aqui essas ilustrações dos aborígenes Australianos, realizando suas cerimônias totêmicas e os desenhos de chão: também um desenho do monte da serpente em Ohio, América do Norte e um na Escócia desenhado pelo Dr. A. Waddell.*

[ * — A Wollunqua, em suas andanças, encontra dois falcões, chamados Warapula e Kirkalanji, e estes dois falcões fizeram fogo pela primeira vez. — A palavra dos Nativos (Australianos) para o fogo é a mesma que a Egípcia — Mahateti: fogo. Minurka significa dar fogo e calor.]

Fig. 32 e 33 churchward -.jpg

Essa então-chamada câmara de culto, mostrada à cabeça da cobra neste último, não é para representar isso [câmara de culto], como afirmaram aqueles que acreditam em adoração à serpente, mas representa o buraco em que habita a grande cobra — “O Buraco de Sut, ” — e tem sido transmitido como o Buraco do Diabo. Com os Australianos, ele representa o mesmo, mas a explicação é que é o buraco onde a cobra entra no chão, de modo a retomar suas viagens pelo subterrâneo [underground]. Uma das características mais marcantes dos desenhos são as pegadas de um homem, que seguem até chegar à terra e, em seguida, as duas mãos levantadas e os braços em posição de atacar e matar o monstro: Nós os temos aqui retratados em cada caso. Esses rastros de pegadas representam as impressões dos pés de Horus, quando ele perseguiu o monstro, como o texto Egípcio nos diz “que Heru-behutet e Horus, o filho de Isis” (os dois “falcões” dos Australianos) “juntos perseguiram O inimigo. Sut se transformou em uma serpente, que sibilou alto, e procurou um buraco para si no chão, onde ele se escondeu e morou, e Horus, filho de Isis, colocou-se acima de seu buraco sob a forma de um Poste [Pólo], no topo do qual está a cabeça de Horus na forma de um Falcão, para que ele [Sut] nunca mais venha a sair,” etc. E aqui temos esses pobres Australianos aborígenes praticando atualmente as cerimônias totêmicas desse mito que seus ancestrais trouxeram consigo do Egito, há eras atrás; e sobre os outros montes da grande serpente, encontrados em Ohio, Escócia, Nova Zelândia e outras partes do mundo, tão precisamente semelhantes, que não pode haver dúvida de que esta foi a prática universal em uma época, e que a origem dela só pode ser encontrada no texto Egípcio , como afirmamos acima.

A [Serpente] de Glen Fecchan, Argyllshire, é uma enorme serpente de 300 pés de comprimento.

O Dr. C. W. Andrews, em The geological Magazine, vol. 8, 1901, descreve os restos de uma enorme serpente que encontrou no Egito, a que ele deu o nome de Gigantophis Garstini. Ela estava relacionada à família Python, mas de um tamanho muito maior do que a de qualquer Ofídio existente, e se as proporções dessa serpente fossem as mesmas da Python-sebae existente, alcançaria um comprimento de 30 pés ou mais. Esta enorme serpente seria, portanto, um terror para os primeiros habitantes dessas regiões, e sempre seria vista como algo para se temer e evitar, e se tornaria uma implicação má para eles. Isaías 66. 24, diz: ” O seu verme não morrerá, e o seu fogo não se apagará.” Esta passagem é uma alusão direta à grande serpente do submundo [underworld] Egípcio — do Tuat. Em todos os períodos da história, o medo e o terror da grande serpente foram transmitidos sob vários nomes, e os Egípcios Pré-dinásticos e Dinásticos fizeram com que ela representasse o Grande Maligno [Great Evil One] em sua Escatologia, mas o original, sem dúvida, era uma grande serpente, que vivia nos vales do Nilo nos tempos Pré-históricos. Devemos lembrar que esses Antigos mapearam ou “escavaram,” por assim dizer, o Tuat e Amenta em uma forma celestial, e depois mapearam estes no Egito e nos vales do Nilo para representá-los. Começando com o delta do Nilo como a entrada do Tuat, eles trabalharam as várias divisões e habitantes dali para o Sul, de onde o homem originou, dividindo o todo em doze divisões. Não há dúvida de que os Hebreus e os Coptas Cristãos tomaram emprestado seu Inferno do Tuat Egípcio e, que a Gehenna Hebraica tenha sido dividida em sete divisões ou Salões em vez de doze, significaria que eles tomaram emprestado isso no momento em que o Egito estava dividido em sete divisões em vez de doze, como fora no início. (Veja o Apendice.)

Devemos reconhecer que todas essas cerimônias Totêmicas dos Australianos e outros nativos são realizadas aqui na Terra no estágio totêmico da sociologia, e que no Egito, o conhecimento continuou a avançar, enquanto esses nativos permaneceram parados ou retrogradaram; E assim os Egípcios desenvolveram o Amenta, e os Mistérios dele, na fase de sua Escatologia, enquanto que aqueles que saíram do Egito e foram cortados da intercomunicação, nunca avançaram.
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CAPÍTULO VI

Na página 271, figura 59, de “Mexican Antiquities”, publicado pelo Instituto Smithsonian, aquilo que o Dr. Edward Seler chama de “os Signos de Vinte-Dias” [“the Twenty-Day Signs”], dando sua explicação do mesmo a partir do CÓDICE BORGIANO, é, na nossa opinião, um tipo de Horus e Sut, ilustrando muitas passagens no Ritual do antigo Egito, pertencentes ao tempo do Mito Estelar.

Fig. 34  churchward - - -.jpg

 

Não podemos aceitar nem reconhecer nada na interpretação do Dr. Seler. O rosto representa o “Horus Cego,” como vemos uma rede desenhada sobre o olho direito. Na “História da Criação,” temos uma leitura muito interessante em relação ao “Pai Nu”  [“Father Nu”] — ou seja, aqui representado no Mexicano (Horus I.), no qual declara que seu olho estava coberto com uma grande quantidade de arbustos durante um número indefinido de períodos, cada um contendo sessenta anos — “Eles cobriram meus olhos com arbustos duas vezes por dez períodos” (“História da Criação do Mundo”, versão B.) — os arbustos [bushes]aqui podem ser traduzidos como uma rede de “cabelos” traçada sobre o olho direito, e de outra forma nuvens, que circundam a terra e obscurecem os raios do sol — e o significado é que este esteve impedido por séculos. O nariz é representado pelo hieróglifo Apt, e sobre ele estão as duas penas — ou seja, a fronte [as sombrancelhas] do Deus Horus ou Iu, representando as duas vidas, terrena e espiritual, e no lado esquerdo, isso é novamente representado pela cabeça de Falcão ou a de Águia, uma como “forma espiritual” — Amsu, acima: a outra abaixo, Horus, terrestre. À direita, com as costas voltadas, é o zoótipo de Sut. Sobre a cabeça de Sut está o antigo hieróglifo Egípcio fig. churchward - hieroglifo - - -, * prender em um nó, amarrar, atar. Sut está aqui retratado amarrado ou acorrentado — veja o Ritual — “Horus conseguiu encurralar Sut e prendê-lo em correntes” — paralelo a Satanás sendo preso, nas Doutrinas Cristãs. Quando as doutrinas Solares tomaram o lugar das doutrinas Estelares, Sut tornou-se o tipo do Grande Demônio [the Great Fiend], Apepi, e teve outras serpentes subordinadas a ele — Rerek, paralelamente novamente nas doutrinas Cristãs a Belzebu [Beelzebub] e Satanás.

[ * — Este (hieróglifo) também é bem mostrado na Fig. 100, página 381.]

(No trabalho do Dr. Le Plongeon, “Queen Moo” [“Rainha Moo”], a figura 52, mostra claramente a batalha entre Horus e Sut, e o aprisionamento de Sut com correntes, ou antes, com corda, e também mostra Sut transformado em uma serpente e Horus colocando um poste [pólo] sobre o buraco, onde Sut se refugiou. Esta figura é dividida em três partes: a parte superior mostrando o início da batalha; No meio o aprisionamento de Sut, e Sut se transformado em uma grande serpente. Na parte inferior, Sut se refugiou em um buraco, e Horus é visto plantando um poste sobre ele. Embora este seja Mexicano, é exatamente semelhante ao texto Egípcio.)

Sobre o centro do corpo está a cabeça de Horus, e abaixo desta, uma ampla faixa traz os hieróglifos para cinco nomes ou atributos diferentes dele. O “rosto escuro” [“Dark face”] à direita é o “rosto escuro em sua hora” [the “dark face in its hour”]— ou seja, o Vidente da noite [the Seer of the night]. Veja o Ritual. Abaixo está o falo, mostrando que o rito da circuncisão era praticado aqui: também o da sub-incisão, como vemos as gotas de sangue caindo. Os dois deuses primários formaram Shu (o Sol) e Tefnut (a Lua) — veja parte da “História da Criação.” — Shu foi formado primeiro, como pode ser visto a partir da posição que ocupa aqui. À direita, ele está esmagando o grande demônio maligno com o pé esquerdo — veja a destruição de Apepi — e depois é acorrentado, como é representado pela cauda enrolada em torno da serpente, e seu hieróglifo fig. churchward - hieroglifo - - -....png no topo. Observe o pé esquerdo. Na mão direita ele detém luz e esplendor e divisão do tempo: na sua esquerda, escuridão e noite. Ele está sentado no trono das duas terras.

A cabeça no centro, como aqui retratada, é Horus (e não a cabeça de um macaco como o Dr. Seler afirma). Tendo a boca aberta e a língua para fora significa, na linguagem de sinais Mexicana, que ele está falando: é Horus, “o Proferidor dos Provérbios” [“the Sayer of the Sayings”] e a “Palavra feita Verdade” ou lei por Horus, o vitorioso, o filho ungido do pai, que cumpriu a palavra de poder na Escatologia, aqui mostrado na [doutrina] Estelar como o vitorioso, tendo aprisionado Sut.
No cap. vii. do Ritual, Horus diz: “Eu sou aquele que presidiu o Pólo do céu e os poderes de todos os deuses são meus poderes; eu sou aquele cujos nomes estão escondidos e cujas moradas são misteriosas para toda a eternidade.” Que este é Horus é o mesmo que a “Cabeça de águia” acima, e que eles são tipos um do outro, é demonstrado e provado pelo hieróglifo fig. churchward - hieroglifo - circulo com ponto dentro - sendo anexado a cada um, na mesma posição anatômica — ou seja, na junção entre a mandíbula inferior e o ouvido. Os cinco personagens diferentes representados na “faixa” são cinco atributos diferentes dele — Shu, Amsta, Hapi, Kabhsenf — e o “rosto escuro” [“dark face”] é Anup — é o rosto escuro em sua hora [dark face in its hour] ou o Vidente da Noite [Seer of the night] — ver o Ritual. Esses = os cinco apoios que, quando somados aos Sete Gloriosos da Estrela Polar, constituíam as doze divisões pré-zodiacais ou domínios dos céus. Cinco casas foram atribuidas a eles, as quais são freqüentemente vistas nas fotos da América Central. Horus é representado como Heru-Khent-an-Maati.

Em duas chapas, dadas no trabalho do Sr. John Steven: “Incidents of Travel in Central America, Chepas and Yucatan” [“Incidentes de Viagens na América Central, Chiapas e Iucatã”], publicado em 1848, há duas figuras, que representam o Taht-Aan Egípcio, o portador do simbólico Uat. Ele é retratado carregando Horus em sua mão e segurando-o no alto como a Verdadeira Luz do Mundo, e uma semelhança simbólica de uma alma na natureza humana, que foi gerada por Ra, o Espírito Santo, como o Pai no Céu, exatamente como encontramos nos monumentos Egípcios.

As imagens mostradas aqui, portanto, retrataram Horus em forma espiritual e terrestre; ele tendo vencido o grande Maligno [great Evil One], amarrou-o em cadeias, colocou-o embaixo de seu pé esquerdo e o entregou ao Hades. Horus é agora supremo e reina como a Luz Eterna e o Salvador do Mundo [Everlasting Light and Savious of the World]. Elas fornecem também uma versão, em linguagem de sinais- imagens, da criação do mundo, que corresponde em cada particular com a Egípcia — é paralela com as doutrinas Cristãs.

A decifração feita pelo Dr. Seller, ou melhor, a tentativa de decifrar as Tábuas de pedra, encontradas construídas na parede Sul da Pirâmide do templo de Tepoxtlan, é muito divertida. Nós citamos o que ele diz: — “Mexican Antiquities,” página 347 — “Uma figura (figura 86) contém o hieróglifo do Rei Ahuitzotl, que derivou seu nome de um pequeno animal de água semelhante a um fantasma [ghost-like water animal] que, de acordo com contos Mexicanos , desempenhou o papel de uma espécie de nixy, e foi representado desta forma: na outra laje é mostrado um coelho e ao lado dele há dez círculos, o que indicaria o ano, 10 Tochtli, correspondente ao ano 1502 da cronologia Cristã, o último ano do reinado de Ahuitzotl, ou o ano de sua morte. Saville interpretou essas duas tábuas com bastante precisão, e ele conclui que o ano da erecção do templo e seu construtor foram assim imortalizados. — O antigo templo de Tepoxtlan seria a única estrutura aborígene, ainda em pé no México, à qual podemos com probabilidade atribuir certa data.”

Os Drs. Edward Seler e Saville terão que remontar há alguns milhares de anos antes disso (permitam-nos dizer-lhes) para a data — voltar para ver as Pirâmides Egípcias (ver Pirâmides), onde eles construíram os nomes na parede tanto do Norte como do Sul, E depois do Oriente e do Ocidente, os guardiões dos quatro quartos, filhos de Horus, sob vários nomes, segundo a dinastia; E também aprender que o rei de cada dinastia se associava e assumia um título divino, bem como os sumos sacerdotes, de um deles; E que os dez círculos são as dez divisões do céu, que ele encontrará plenamente exposta na Litania do capítulo 18 do Ritual (também chamado O Livro Egípcio dos Mortos) do antigo Egito, e mostrada em outro lugar neste livro muito caracteristicamente.*

[ * — A divisão Celestial e Terrestre do Céu e da Terra está bem mostrada no MANUSCRITO DE SAHAGUN E NO CÓDICE BORGIANO.]

Este templo foi dedicado ao Grande Chefe do Martelo [Great Chief of the Hammer] ou “Grande Vidente” [“Great Seer”], como Ptah era em Memphis, e não aos Deuses da Embriaguez e 400 coelhos!!! — veja Deus do Machado [God of the Axe]. O Dr. Seler e outros só podem ler estes corretamente através do Ritual do antigo Egito. O seu “Deus da Noite” é Anubis, e seu animal Xolotl é o mesmo. Sua “figura de uma estrela flamejante” (a qual ele deseja que o hieróglifo “ce Acatl”, “junco”, represente, mas que está ausente) é a representação do “Sothos” Egípcio, e é mostrada pelo seu “Deus da Noite” “Anubis, que guiava a alma através do Amenta; E deixe-nos assegurar-lhe que estas pessoas de Iucatã e México calculavam como fizeram os Egípcios.

Na chapa vi. Fig. Nº 9 da Vinheta de “O Livro dos Mortos”, cap. xvii., Vemos que no Mito Estelar, Osiris era o Grande Chefe do Machado [Great Chief of the Axe] que os Sacerdotes haviam trazido a partir de Horus I.

“Assim, descobrimos que, por terremotos e outras agências convulsivas, a “Estrela Flamejante” [“Blazing Star”] foi eclipsada, seus Altares foram derrubados e destruídos, e sua Pedra Cúbica — sempre no centro do templo, derramou todo o seu ‘sangue e água’, e todas as palavras sagradas foram perdidas com os Grandes Videntes.” *

[ * — Todos esses templos estão agora em ruínas, note 18⁰.]

Os diferentes nomes dos quatro filhos de Horus nós fornecemos em outra parte deste trabalho — os quatro Bacabs dos Maias. No templo de Copan, o Prof. Dieseldorff descreve a representação de uma batalha entre o Deus Vampiro e Cukulcan, o Deus da Luz, a qual ele está inclinado a considerar como a luta entre a escuridão e a luz — sim, esta é a representação da batalha entre Sut (o Vampiro), o Rei das Trevas e Horus I. (Cukulcan), o Deus da Luz — como é descrita e mostrada neste trabalho em outros lugares.

Entre os Zapotecas, eles têm um registro de uma divindade de nome Xipe, que desceu do céu sob a forma de um falcão. Os Mexicanos também têm esta divindade sob o nome de Macuilxochetle, “que teve um irmão escuro,” a quem foi dado o nome de Ixtlilton — o pequeno rosto preto. O primeiro tem a “trança de Horus” [“Horus lock”] claramente visível. Estes dois irmãos são mostrados no texto AZTECA de SAHAGUN, e são os mesmos que os do Zapotec X quie; Eles são encontrados em várias formas entre todas as tribos Nahua como Xolotl e seu irmão gêmeo Quetzalcoatl. Todos estes são formas e tipos de Horus e Sut, e nas pinturas de Mitla reconhecemos a ilustração do Mito Estelar dos Egípcios. A cidade mais famosa do antigo Iucatã e a mais antiga sede de seus governantes era Chichen Itza, e as esculturas nas ruínas desta cidade são de uma forma um tanto diferente, tendo uma maior similitude de semelhança nos vários caracteres com as Egípcias antigas do que com as das grandes cidades em ruínas do Ocidente. Nas tradições das raças Mexicanas e Centro-Americanas, menciona-se uma nação civilizada, que se diz ter estado no país — ou ter chegado ao país — há muito tempo — a saber, A nação Tolteca, “e que eles levavam seus livros consigo em sua migração, e eram conduzidos por seus homens sábios — os Amoxhuaque — que entendiam os livros” — ou seja, as escritas de imagens [picture writings], sua sabedoria sacerdotal, a qual era a linguagem hieroglífica e sistema de adivinhação, aprendidas por esses Amoxhuaque — os Sumo-Sacerdotes do Egito ou seus descendentes. O antigo templo de Tepoxtlan contém os representativos de Horus I. e Sut, e muitas outras divindades Egípcias, Estelares, lunares e Solares, e a divisão do céu em oito partes.

Fig. Churchward- ceu em 8 divisoes.jpg

Não podemos concordar de forma alguma com a leitura de Edward Seler sobre os requícios Mexicanos, Centro-Americanos e Maias. Seus “Deuses da Embriaguez”, que ele chama de Totochtin (coelhos), é muito ridículo para se discutir, como é o relato da Deusa da Terra que usa os Huaxles Dourados, como uma lua crescente, etc. Ele [Edward Seller] deve ir ao antigo Egito, então ele descobrirá que estes são os tipos que representam Horus I., Sut — Anubis, e Hathor — Isis. É ipouco importante se encontramos a deusa Hathor em uma forma ou outra: como a Deusa da Lua, a grande mãe da luz da noite, ou como uma Deusa da Terra, a grande mãe daqueles na Terra, ou como Deusa da Estrela-Polar, a grande mãe da luz do Norte, ou como a mãe amamentando a criança Horus — “a mãe divina.” Todas essas são uma e a mesma, representando apenas diferentes épocas e tipos. Para uma verdadeira explicação, devemos saber e reconhecer que é uma e a mesma coisa. Nas doutrinas Cristãs, temos a Madona e Criança.

Estamos autorizados a fornecer duas figuras a partir de fotografias de “Dois Deuses” recentemente descobertos perto das ruínas de Mitla, pelo Professor Marshall H. Saville.

Essas duas figuras são simbólicamente típicas do Horus Egípcio, em duas de suas características. *

[ * — “O deus-do-grão” é bem representado no túmulo de Seti I. (Lefebvre, La Tombau de Seti 1. in the “Memoires de la Mission Française,” Vol. II. pt. iv. pl. xxix. 2nd row, pl. xxxi, 3rd row) como um homem usando duas espigas cheias de trigo ou cevada sobre sua cabeça. Maspero o chama de “Naprit”, mas naprit simplesmente significa grão, o grão de trigo (Brugsch, Diet. Hieroglyphique, pp. 752-753). Este é um tipo de Horus como “o portador do alimento” [“the bringer of food”].]

O personagem à direita tem uma Coroa sobre sua cabeça, com quatro Espigas de Milho, duas de cada lado, e entre elas o Hieróglifo para água corrente. Na frente, entre os braços, está o hieróglifo ideográfico Egípcio Rhi — “Jardin da Terra” [“Garden of Earth”]. Sua língua está pendurada para fora, aparentemente como duas línguas, simbolicamente proferindo ou dizendo que ele é o Senhor e portador de alimento e água; Isso é idêntico ao Egípcio em Philae, onde “o Espírito do Milho” é representado por Pés e Espigas de milho que brotam de sua múmia perto da água corrente — isto é, Horus, representado como um portador de comida e água; O que deve ser interessante para os Maçons como sendo a origem de “uma Espiga de Milho perto de uma queda de água” [“an Ear of Corn near a fall of water”].

Fig. 36 - Churchward.jpg

A figura à esquerda é uma das representações Mexicanas de Horus como “a Luz do Mundo” [“the Light of the World”]. Ele tem uma Coroa em sua cabeça encimada por vários (deviam ser sete deles) “Três Bastões” ou “Raios de Luz” *. Isto é o mesmo que o dos nossos Druidas e o dos Egípcios (ver explicação posterior). — Em frente, entre os braços, há uma cabeça com uma corda ao redor do pescoço, que passa sobre os ombros do deus. Simbólica de um Poder que traz a morte, a escuridão ou a ignorância à Luz Eterna, através ou por Horus. O Poder único através do qual você é levado da morte para as mansões dos Abençoados.

Fig. Churchward - desenho vaso Chamá - -.jpg

Em cada caso, a figura está sentada em um Trono — 4 pedras de igual tamanho, e simboliza os 4 Poderes ou Filhos de Horus (nomes e explicações destes dados mais tarde). Os 4 Poderes ou Suportes dos 4 Cantos, todos Egípcios, originalmente trazidos aqui [para a América] pelos antigos Sacerdotes do Egito.

O Sr. Salomon Reinach em seu “Orpheus” caiu no mesmo erro que a maioria dos outros escritores sobre esses assuntos, ele, como eles, desconhecendo muito daquilo sobre o que eles escrevem, quando ele afirma sobre as antigas nações Mexicanas que — “Embora Eles adorassem deuses em forma animal, pássaros e serpentes, eles também adoravam alguns em forma humana,” mas como estes eram apenas sinais e símbolos dos poderes, ou atributos, do Grande Deus Único, primeiro expresso pela forma de zoótipo e depois, antropomórficamente, não poderia ser os Sinais e Símbolos o que eles adoravam, mas sim o Grande Deus Único [One Great God].

Fotografias destes, reproduzidas aqui, devem ser evidências conclusivas de que, onde quer que encontrados, são uma e a mesma coisa, e isso se aplica a Horus I. assim como outros.

Mais uma vez, o Dr. Edward Seler lê o CÓDICE PEREZ [PEREX CODEX], o manuscrito Mexicano da BIBLIOTEQUE NATIONAL, em Paris, da direito para a esquerda, e presumimos que todos os outros [também o fazem], e embora ele perceba que o hieróglifo, ao contrário da maioria das escritas empregadas em outros lugares em Manuscritos Maias, estes estão voltados para trás, isto é, voltados para a esquerda em vez de para a direita, ele traduz da direita para a esquerda!! Como ele pode esperar obter uma interpretação verdadeira?

Os Maias copiaram os Egípcios, que às vezes escreveram com a face do hieróglifo voltada para a direita, e outras vezes voltada para a esquerda. A leitura destes, portanto, deve seguir a mesma regra que a leitura dos Egípcios — ou seja, quando o hieróglifo está voltado para a direita, a leitura deve ser da direita para a esquerda; quando estiver voltado para a esquerda, a leitura deve ser da esquerda para a direita, caso contrário você obtém uma concepção do significado real tão verdadeira quanto aquela na decifração das pinturas de parede em Mitla, publicadas de cabeça pra baixo em ” Mexican and Central American Antiquities,” pelo Departamento de Etnologia Americana, Instituto Smithsoniano, EUA.

Este desenho em um vaso de Chama [Guatemala] deve ser de grande interesse para todos os estudantes da Maçonaria, pois retrata muito graficamente uma de nossas cerimônias, embora a tentativa de explicação pelo Sr. E. P. Dieseldorf e Sr. Forstemann seja, em nossa opinião, inteiramente enganosa e errônea.

Fig. 37 - Churchward

Fig. 38 - Churchward.jpg

 

 

O flabelo ou ventilo visto nas mãos de A e C e sob o braço de G (que está segurando o sinal), era um emblema místico nos mistérios Egípcios, pois entre outras coisas ele significava a “Sombra ou Espírito” e na acima é retratada para “uma Alma de um tipo primitivo” ou Alma prestes a entrar nos mistérios.

O homem com cabeça-de-Chacal aqui representa Anup. Foi o Chacal como Anup, que carregou Horus, o jovem deus do Sol, e tornou-se portador e apoiador das almas, como afirmado no Ritual, que fala desse assunto: “Anup é meu portador” [“Anup is my bearer”] — cap. lxiv. Anup é aqui representado como vindo para “levantar ou suportar” a alma do I da mesma maneira que o R em nossas cerimônias; Ele suporta ou levanta e conduz o I através do vale da Sombra da Morte — através de D D e D para a região dos Abençoados.

O Deus Vermelho dos Mexicanos é a representação de Horus * como o vingador divino do Osiris padecente.

[ * — Figuras 37 e 38.]

Ele também é o juiz justo e honesto que faz justiça na sala de julgamento de Mati no dia do julgamento [day of doom], e no Ritual, cap. lvii., ele é assim endereçado: “Ó Temível, Tu que criastes as duas terras, Deus Vermelho que ordenou o bloco de execução a quem a dupla coroa é dada” como “Horus na segunda vinda.” Outra forma do Deus Vermelho como Egípcio foi Har-Tesh, uma forma de Anhur, passado para a mitologia Grega como o grande guerreiro Onúris [Onouris] = Anhur. Shu-Anhur é endereçado sob vários nomes relacionados com seus feitos: “Tu empunhaste sua lança para perfurar a cabeça da serpente Nekan, naquele nome que é Teu, do deus dotado de chifres” — “Tu seguraste sua lança e derrubaste os ímpios (Os Sebau) no nome que é Teu, de Horus o Atacante. Tu destruiste o An de Tokhenti, no nome que é Teu, da Morada Dupla de Ra (= 2 Terras = 2 Grutas). Tu abateste o Menti e o Seti no nome que é Teu, de “Jovem-Ancião.” Tu atingiste as cabeças dos ímpios no nome que é Teu, de Senhor das Feridas. Mag. Pap. pp. 2 e 3.”

[NOTA. — Talvez seja bom declarar aqui que através de todo este trabalho nós adotamos o nome “SUT” como o oponente de Horus, em vez de “Apepi”, sendo o primeiro [Sut] sendo o Atropomórfico. Que os dois são um e o mesmo é mostrado e provado no cap. cviii. do Ritual. Desejamos deixar isso claro para nossos leitores, porque alguns podem atribuir o “Vampiro,” o “Grande Dragão,” a Apepi e não a Sut, mas o Grande Vampiro ou Grande Dragão ou Grande Serpente (Apepi), cujo comprimento é dado no capítulo acima do Ritual como 500 côvados (cubits) de comprimento, é apenas um primeiro tipo de Sut, assim, estes são idênticos. O primário foi o Zootipo.]

A “proeminência no Nariz” (verruga monstruosa no nariz) que é vista nesta foto de Chama [Guatemala], e que o Prof. Dieseldorf não consegue entender ou explicar, é a representação simbólica do “Nariz ou Neb do Ibis,” o “Sabedor” [“Knowing One”] Egípcio ou  “Aquele com Conhecimento” [the “One with Knowledge”]. Quanto maior a proeminência representada, maior é o conhecimento desse Sacerdote dos Mistérios, e quase pode-se definir até qual grau o Sacerdote pertence observando apenas o nariz dele; O maior sendo o do Sumo Sacerdote que tinha o maior conhecimento, representando também nesta forma Khenti-Kâs.

O Ibis era considerado o “Sabedor” [“Knowing One”] no Egito, e está assim, simbolicamente representado na imagem Mexicana. O Ibis também era o pássaro típico de Taht-Aan, que era o Escriba sagrado a quem os 36.000 livros em rolos de papiro foram atribuídos, ele era o [Apóstolo] João o Divino [John the Divine] pré-Cristão. Ele era portador do Simbólico Utat, levando Horus em sua mão, segurando-o no alto como a Verdadeira Luz do mundo e a semelhança simbólica de uma alma na natureza humana que foi gerada por Ra, o Espírito Santo e Pai Celestial.

A “proeminência no Nariz” (verruga monstruosa no nariz) que é vista nesta foto de Chama [Guatemala], e que o Prof. Dieseldorf não consegue entender ou explicar, é a representação simbólica do “Nariz ou Neb do Ibis,” o “Sabedor” [“Knowing One”] Egípcio ou  “Aquele com Conhecimento” [the “One with Knowledge”]. Quanto maior a proeminência representada, maior é o conhecimento desse Sacerdote dos Mistérios, e quase pode-se definir até qual grau o Sacerdote pertence observando apenas o nariz dele; O maior sendo o do Sumo Sacerdote que tinha o maior conhecimento, representando também nesta forma Khenti-Kâs.

O Ibis era considerado o “Sabedor” [“Knowing One”] no Egito, e está assim, simbolicamente representado na imagem Mexicana. O Ibis também era o pássaro típico de Taht-Aan, que era o Escriba sagrado a quem os 36.000 livros em rolos de papiro foram atribuídos, ele era o [Apóstolo] João o Divino [John the Divine] pré-Cristão. Ele era portador do Simbólico Utat, levando Horus em sua mão, segurando-o no alto como a Verdadeira Luz do mundo e a semelhança simbólica de uma alma na natureza humana que foi gerada por Ra, o Espírito Santo e Pai Celestial.

Como dito anteriormente, Stephens apresenta em seu livro uma chapa desta figura dos Estados da América-Central, e esta é precisamente semelhante à Egípcia. Taht-Aan, como o Escriba Sagrado, escreveu o Ritual, o livro que contém a Palavra Divina, que traz a ressurreição para a glória da Vida Eterna. É o livro dos Mistérios, em que esta imagem mostra parte da revelação, que aqui é vista dramaticamente promulgada no México (Ritual, cap. cxxv.).

Nas figuras B e C, observamos que ambos têm o Cabo-de-reboque [Cable-tow] em torno de seus pescoços, e B está sendo “mantido” ou “conduzido” por A. D está proclamando para G (W M), e detém na mão esquerda — e em sua mão direita têm — . E está sendo iniciado nesse grau, do qual até então ele havia sido “cego, sem palavras e ignorante,” e está aprendendo e copiando o sinal — de G (W M). F está vendo que este é corretamente executado e instruindo-o no sinal. Nossos irmãos podem tomar D e F como representantes dos dois. D e G como W M, A como S W. Isso será uma explicação suficiente para todos os Maçons, que obtiveram esse grau, sem expor aquilo que não devemos. *

[ * — Aqueles dos nossos irmãos que alcançaram o 30⁰ o reconhecerão. R aqui é representado por “Anubis” e M um dos filhos de Horus. Temos aqui os “Bacabs amarelos e pretos,” como é explicado pelos “Glifos.” A imagem é tão verdadeira como um protótipo que nos abstemos de fornecer todos ou qualquer outro dos “Segredos.”]

Os diferentes graus de graus estão aqui claramente mostrados em seus “aventais” e outros símbolos anexados às suas pessoas, que são inconfundíveis. Seja entendido que este é um “protótipo desse grau”. O Norte e o Sul são aqui retratados pelas “Flores de Lotus e de Papiro” ou representativos do mesmo no cocar de A e G, A sendo o Alto Egito, G o Baixo Egito.

Para os nossos irmãos Maçons, que podem não entender por que mais do que um deve usar o Cabo-de-reboque [Cable-tow] em torno de seu pescoço, nós lhes explicamos que originalmente havia apenas um, que era a “corda” de Min ou Amsu, ou o Horus ressuscitado, e representava um poder ou atributo. Depois, foram adicionadas seis outras, fazendo um total de sete, representando os sete poderes. Isso pode ser visto a partir do Ritual. Era um dos tipos dos sete poderes, e portanto eles, que representavam esses poderes, distinguiram-se pelo Cabo-de-reboque ou Corda ao redor de seus pescoços, como alguns são vistos nesta imagem. Os Maçons entenderão, mesmo aqueles no grau do R A, que cada cadeira representa um Grande [Great One], cada um tendo ou segurando o emblema do ofício que ele ocupa, sendo o emblema o sinal ou símbolo pelo qual eles são conhecidos — ver Cabo-de-reboque [Cable-tow].

A concepção Zapoteca e Mexicana da Deidade, de acordo com o Padre Juan de Córdoba, era “Deus sem fim e sem começo,” assim eles o chamavam, sem saber a quem, “Dios infinito e sin principio llamavanle sin saber à quien.” — O Senhor incriado, que não tem começo e sem fim (el Senor increado, el que no tiene principio y fin) — Deus, de quem eles diziam que ele era o Criador de todas as coisas e que ele próprio era incriado — (Dios que decian que era creado del todo yel increado). Se você comparar isso com o Egípcio, você o encontrará idêntico.

O Tlanezcalpan Tecietli Mexicano — o Senhor da Aurora e do Crepúsculo da Noite: a primeira luz que iluminava a Terra, é a representação de Horus I. Na [versão] Zapoteca ele foi chamado Coqui-Zee Coqui-Cilla, o que significa a mesma coisa, e é representado em seu Calendário oposto ao dia que começa com “I Serpente.” Nós vemos em seu Calendário, então primeiramente representado, o início dos dias pelo sinal do crocodilo — como o sinal denominador, o que prova que eles representavam e acreditavam que Sut, o Rei das Trevas, foi primeiro ou primário, e que Coqui -Zee ou Horus I. o depôs, o que é idêntico ao que encontramos no primordial Egípcio.

O Dr. Edward Seler tem certamente a impressão de que o ano deles começava com a Quaintlena — a festa do Deus da Chuva (Tlalogue) — “Mexican Antiquities”, página 22 — e que o sinal para o primeiro dia do ano era o sinal do Crocodilo = Grande Lagarto da Água [Great Water Lizard].

Nisso, ele está perfeitamente correto (página 38), mas ele não consegue entender como isso poderia se encaixar nas estações chuvosas do México, Iucatã e Estados Centro-Americanos, etc., e tenta várias e engenhosas maneiras de fazer a interpretação concordar, mas ele não conhece a chave, então não pode desbloquear o enigma.

Nós daremos a ele a chave e a explicação, e, acreditamos, ele não terá mais dificuldades em chegar à solução correta, ou em encaixar seus vários deuses e divindades em seus lugares e ordem adequada. Para fazer isso, devemos fornecer a interpretação Egípcia do início do cômputo do tempo [reckoning of time]de forma bastante completa; Ele então entenderá por que muitas nações antigas pensaram que o mundo começou seu primeiro ano com a inundação (embora esta pudesse não ser a estação chuvosa deles). Eles trouxeram-na do Egito, e é parte do Mito Estelar ou Lunar — Mito Estelar — e também explicará a “Renovação da Casa” ou “Renovação do Templo” dos Maias (página 27).

O tempo foi primeiramente computado no Egito, e o ano começava, quando a cauda da Ursa Maior [Great Bear] apontava para o Sul. Esse era o início do ano, e o tempo era mantido por Tekhi — a Deusa da Inundação, e o primeiro mês do ano foi chamado Tekhi (a mais antiga tabela de tempo encontrada em Ramesseum e Edfu).

O ano da Ursa Maior [Great Bear] era Estelar. Então veio o tempo Lunar, ou Lunar-Estelar: doze meses de trinta dias, cada um [ano] com cinco [dias] adicionados, por Taht, o Deus da Lua. A origem desses dias como uma lenda Egípcia é repetida por Plutarco.

Os sete Astro-nomos * [ou nomos astrais] nos heptanomas Celestiais dos sete nomos Egípcios foram primeiramente traçados no Egito, e depois figurados nos céus. O nome destes no Egito era: Memphitas, Heracleopolitas, Crocodileopolitas, Afrositopolitas, Oxyrhynchitas, Cynopolitas e Hermopolitas. A Deusa da Ursa Maior [Great Bear], que como Khebt, ou Apt, era mãe dos campos do céu quando eles consistiam nos sete Astro-nomos [nomos astrais].

[ * — Nota do Tradutor: A palavra Astro-nomos aqui refere-se aos “nomos celestiais” (ou nomos astrais) e não ao ofício de astrônomo.]

Os campos do junco de Papiro (o junco de Papiro ou os brotos jovens do mesmo, e a água, eram o alimento original da vida simbolicamente), foram figurados dentro do círculo feito pela volta das sete Estrelas sobre o Pólo Celestial Norte. Isso formou o recinto do Rio da Vida que foi plantado no jardim ou no Monte, a Árvore da Vida ou alimento nas águas celestiais — de outra forma a Árvore do Pólo, na Mitologia Astronômica; Portanto, a constelação do Hipopótamo Feminino (ou Ursa Maior) era a Mãe dos círculos do tempo. Ela era um relógio pelo fato de rodar em volta do Pólo a cada 24 horas.

A Ursa Maior [Great Bear] também era um relógio dos quarto Quartos [quatro Trimestres] no Ciclo do ano. Como os Chineses dizem: “Quando a cauda da Ursa Maior aponta para o Leste, é primavera, quando ela aponta para o Sul, é verão, quando ela aponta para o Oeste, é outono, quando ela aponta para o Norte , é inverno.” No Egito, quando a Ursa Maior apontava para o Sul, ou, astronômicamente, quando a Constelação alcançava seu alongamento mais extremo para o Sul, era o tempo da inundação, ou o aniversário do ano, que também era o aniversário do mundo. [it was the time of inundation, or the birthday of the year, which was also the birthday of the world.]

As estrelas de cauda da Ursa Maior eram ponteiros para o Sul — onde o local de nascimento das águas estava — (Lagos Africanos) que trouxe salvação ao povo do Egito, com Horus na Arca como um Libertador da Seca (Sut) e, portanto,  doutrinariamente, como o Salvador do Mundo.

A inundação foi um fator primordial no estabelecimento do tempo no Egito, e a fundação do ano (ver Hino ao Nilo); também como Professora do tempo [Teacher of time]. O Nilo era o inspirador de Taht, que era o Medidor do tempo.

Sob o nome de Tekhi, a Velha Grande Mãe era a doadora de líquido e a fornecedora de bebida; Como Khept ou Apt, ela era a vaca aquática [water cow], com os seios de uma mulher; Como Neith, ela era a amamentadora de crocodilos; Como Isis, ela era a Mãe-de-Leite [Milk-mother]; E como Menat, ela era a ama-de-leite [wet-nurse], típica fornecedora de abundância; E principalmente, ela era a Mãe Terra, e fundamentalmente relacionada à fonte de água da inundação Egípcia.

Esta foi a Velha Primeira Mãe, que recebeu a Ursa Maior [Great Bear] como sua Constelação no céu do Norte, quando se tornou a Criadora das revoluções estelares, ou Ciclos, e a Mãe do primeiro ano no tempo, ano este que era dependente da inundação, e determinado pelo nascimento de Horus, como o Sebek com cabeça-de-crocodilo, o Filho da Ursa Maior, de outra forma o Crocodilo ou Lagarto Aquático da inundação.

O nascimento é representado no fragmento Astronômico de um túmulo de Tebano. Neste, a Velha Primeira Mãe acabou de dar à luz seu jovem crocodilo, e o deixou cair na frente dela. Assim, contemplamos o nascimento de Sebek que, de acordo com a linguagem de sinais, é igualmente o nascimento de outro ano no momento em que a cauda da Ursa Maior está apontando para o local de nascimento — para os Grandes Lagos do Sul.

No ano da Ursa Maior, e a inundação, ou de Apt e Sebek, foi constatado um erro no tempo, e isso foi corrigido quando Taht Hermes, o Medidor do tempo pela Ursa Maior e a Lua, adicionou os cinco dias adicionais ao primeiro ano estelar, e assim estabeleceu o ciclo mais verdadeiro de 365 dias no lugar do de 360 dias.
Quando a Ursa estava apontando para o local de nascimento da água no Sul, o Festival da Cauda era celebrado pela inundação. Havia também um Festival Set Heb, que era celebrado a cada trinta anos como o Festival da Cauda, ​​que era o aniversário de algum ano de anos especial, e o Senhor do Festival dos trinta anos foi, em um período Horus e em outro, Ptah.

Aqui está a razão pela qual os Estados da América Central e todos os países antigos onde encontramos os Mitos Estelares e Lunares começam “o seu tempo” com a inundação e têm o sinal do crocodilo ou Grande Lagarto Aquático como o primeiro dia do primeira ano. A inundação no Egito era o tempo em todos esses países — (e aproximadamente a abertura ou início do ano, coincide com o solstício de verão — quando os solstícios foram reconhecidos nos Mitos Solares).

No calendário Mexicano, temos os quatro Quartos [Trimestres] com os nomes dos quatro filhos de Horus, e as sete divisões dos Astro-nomos [nomos celestiais] com o [nomo] adicionado = oito, e também os sete primários, seis com o centro = sete.

Que os antigos egípcios sabiam que os Grandes Lagos da África Central eram as fontes do Nilo e a causa da inundação, é provado pelo Ritual: “Eu sei o que está escrito na livraria mantida na biblioteca, que sempre que o Nilo vem das duas fontes, as oferendas dos Deuses devem ser abundantes.” – R. do Ritual, cap. lxii. Estes dois grandes lagos foram figurados no céu como os dois Grandes Lagos, um no Norte e um no Sul do Monte — a colina de Bak [Baku hill], sobre a qual o céu repousava— o Lago de Kharu e o Lago de Ru — Ritual, caps. cviii.-cix. Eles também são representados no Amenta e na pintura Mexicana — ver HUMBOLDT, FRAGMENTS.

Na página 372 [de “Mexican Antiquities”], a figura D representa Horus andando sobre o Mar ou Lago, seu cocar e a coroa representam o Senhor dos quatro Quartos e “Luz para iluminar o Caminho,” os quatro símbolos do mesmo estão levantados acima.

Fig. 39 - churchward - -.jpg

A Figura 77, página 312, que é chamada pelo Dr. Edward Seler “um dançarino,” representa Horus coroado com “As Três Varas” [Three Rods”], ou Raios de Luz — A Luz do Mundo. Ele também tem um bastão [staff] com este símbolo levantado acima, atrás dele — estes sinais e símbolos aqui representados, são os mesmos que encontramos entre os Druidas e no Egito. Seu rosto está levantado e ele está falando com “Seu Pai Celestial” — Ra (ver Ritual, capítulo 173).

Horus dirigindo-se a seu pai, Ra — exclama: “Salve, Osiris, eu sou teu filho Horus, eu vim, eu te vinguei, eu derrubei os teus inimigos,” etc.

Ra é aqui chamado Ra-Unnefer-Osiris Ra, [aquele] que tem o Uraeus Real na cabeça e outros emblemas de atributos e soberania.

Os Egípcios celebravam dez grandes festivais ou Mistérios a cada ano, e vemos que os Mexicanos-Zapotecas faziam o mesmo, também que os Estados Mexicanos e Centro-Americanos ideografaram sua Astro-Mitologia no modo Uranográfico, assim como os Egípcios.

Os próprios Elementos, foram os primeiros poderes sobre-humanos, equivalentes e estes foram pensados, e imaginados, sobre-humanos no Mito Estelar da mesma maneira que os Egípcios fizeram.

Os diferentes deuses que encontramos aqui correspondem em cada particular àqueles do Egito: —

fig. churchward -  7  deuses mexicanos e egípcios nomes.jpg
O Sapo [Frog ou Toad] é freqüentemente retratado nos Códices da América Central, e a tradição na América do Norte (entre os Índios) de que um Sapo na Lua era seguido por um Lobo devorador que estava apaixonado pelo Sapo, significa que o Sapo era um tipo de transformação e foi aplicado à mutável lua na linguagem de sinais: — Ptah foi retratado como um Sapo, e uma Lâmpada foi encontrada no Egito, com um Sapo sobre ela, com este escrito em hieróglifos: “Eu sou a Ressurreição” ( Lanzone Dizionario, página 853).

A Lâmpada aqui é equivalente ao Sol Nascente, e o Sapo é o tipo de Ptah, que em seu caráter Solar era a Ressurreição e a Vida na Mitologia antes que a imagem passasse para a Escatologia, quando os deuses que ressuscitaram como Solares [no Mito Solar], tornaram-se a Luz do Mundo em um sentido espiritual. O Sapo aqui era uma representação do Zoótipo de Ptah no Amenta, ou a Terra Inferior [Lower Earth], ou Mundo Subterrâneo [Nether World], ou Terra da Eternidade [Earth of Eternity]. A Tartaruga foi outra forma freqüentemente encontrada retratada nestes Códices da América Central, assim como no Egito.

É por meio desta linguagem de sinais que essa sabedoria Egípcia mantém os registros do passado pré-histórico. Os Hieróglifos Egípcios nos mostram a conexão entre palavras e coisas, também entre sons e palavras, e uma gama de pensamento muito primitiva, e não há outro registro desse tipo em todo o mundo, e essa linguagem de sinaisl inclui os gestos e sinais pelos quais os mistérios eram dançados ou, em outras palavras, dramatizados na África, primeiro pelos Pigmeus, os outros seguindo. Eles consistiam, em grande parte, em gestos e sinais humanos, e os sons produzidos primeiro pelos animais — como, por exemplo, “ba”, a cabra, “meaou” para o gato, “su” para o ganso, etc., e os zoótipos e ideogramas vivos eram principalmente deste, e podem ser rastreados para este lar original, e não em qualquer outro lugar na face da terra.

Estes Zoótipos existiam na natureza como figuras e imagens preparadas, hieróglifos e ideogramas que se moviam vivos ao redor, tipos da natureza vivente que foram empregados quando nenhums outros eram conhecidos pela arte.

O Sr. Spencer está completamente errado quando afirma que a representação mítica começou com “histórias de aventura humana,” e que todo tipo de criação pode ser transformada em qualquer outra. O acima mostra que ele está absolutamente errado.

O Sapo no Egito também era um sinal de “Miríades” bem como de “transformação.” Na Lua, ele denotaria “miríades de renovações” quando a repetição periódica era um modo de imortalidade.

A Deusa Heket (Sapo) representava a Lua e sua transformação, entre as Ilhas Andaman e os aborígenes Australianos, e também os Iroqueses [Irequois N.A.I.].  Eles fazem do Sapo “O Grande Monstro que bebe todas as águas;” assim o Sapo desempenha o papel do Monstro Apap, e vemos assim que a idéia também foi mantida pelos Maias. Veja a fig. e hieróglifos, “Mexican Antiquities,” página 425.

SÍMBOLOS E SINAIS DO CONTO DO NASCIMENTO DE HORUS, FILHO DE ISIS, E AS MAQUINAÇÕES DE SUT

Fig. churchward - escorpiao - sut - guardando a casa com Horus preso.jpg

1. Grande Escorpião representando Sut guardando a casa em que ele havia escondido Isis e Horus (Sut se transformou em Escorpião).
3. Casa com Horus Criança escondido por Sut.
2. e 4. Hieróglifo (Egípcio) para Isis e Nephthysis. Nephthysis veio com Serquet e pediu ajuda do céu, e Ra veio com a seu “Barco de Milhões de Anos”, e parou o Barco, e Thoth, por meio de palavras de poder, restaurou Horus à vida novamente depois de ter sido picado pelo Escorpião e morreu.
5. Água, com planta de Papiro crescendo, representando o Pântano de Papiro, para onde Isis fugiu para se esconder quando ela deu à luz a Horus.
6. Estes hieróglifos (sob a autoridade de Champollion, em nomes estrangeiros) representam as duas penas — Maat.

 

HORUS COMO SENHOR DO HORIZONTE-DUPLO

Fig. 41 - churchward - Horus como Senhor dos Dois Horizontes.jpg

Horus, aquele que fez o caminho, não apenas entre os dois horizontes, mas para a vida eterna como filho de Ra — o Espírito Santo na Escatologia, o elo intermediário nos Mitos que “conecta a esfera Solar com o ontem” é agora o Intermediário entre os dois mundos e duas vidas no tempo e na eternidade — Ritual, cap. xlii.

Horus (como Horus-Sebek ele é representado como o primeiro homem-peixe). Ele é visto aqui, emanado da grande mãe Peixe, Apt — Nina era outra forma — Primeiramete ele nasceu do peixe feminino —ou seja, o Crocodilo Apt (feminino) como seu filho Horus-Sebek ou jovem Crocodilo. Jonas sendo ejetado da boca do grande peixe é apenas uma renderização exotérica do acima. A figura k representa a parte Mitológica e Escatológica do Ritual.

Fig. 42 - churchward - Horus.jpg

HORUS A LUZ DO MUNDO EM LÁGRIMAS

Esta figura retrata “Horus em Lágrimas” — “Vós sois as lágrimas feitas pelo meu olho em seu nome de homens.”

Fig. 43 - churchward - Horus e, lágrimas

Sua Coroa (emblema de luz com três penas) o representa como “A Luz do Mundo,” como testemunhou Taht-Aan — que carregou o Olho de Horus em suas mãos e testifica que Horus é a verdadeira luz do mundo como filho de Ra, o Deus solar, e [filho] do Espírito Santo na Escatologia (ver Ritual). Taht-Aan foi o João primordial, mas muito anterior e tão pessoal quanto, uma vez que ele carregava em suas mãos o rolo de papiro — “a palavra da vida” e o olho da luz, o “Maatkheru” Talismãnico como visto retratado aqui na cabeça de Horus.

Os artigos deste trabalho, “Mexican Antiquities” [“Antiquidades Mexicanas“], de Seler, Forstemann, Paul Schellhas, Carl Sapper e E. P. Dieseldorff, seguem as mesmas linhas em seus argumentos e explicações; No entanto, não podemos concordar com eles, e aceitamos corajosamente o desafio lançado pelo Sr. Forstemann na página 541. — “Você pode fazer uma hipótese sobre qualquer coisa, mas o verdadeiro significado de todos esses códices só pode ser obtido levando-se em consideração os Mitos do Egito e os êxodos daí,” o que esses senhores ignoraram inteiramente.
As diferenças que encontramos, e não foram explicadas por esses escritores, só podem ser entendidas por um conhecimento do Totemismo e dos Mitos Estelar, Lunar, bem como Solar, e do Ritual. Nesses mitos e lendas, e em seus hieróglifos, há os mesmos contos em todo: Horus I. como a Águia ou o Falcão; o Deus da Estrela Polar: O Único [The One] acrescentado aos Sete Gloriosos [Seven Glorious Ones]: a Ursa menor [Little Bear] — não o Cruzeiro do Sul fig. churchward - figurinha sete gloriosas, e Sothos, como representado pelo cão Anubis.

E o fig. churchward - figurinha nove mexicano Mexicano, é igual ao fig. churchward - figurinha nove egípcio No. 9 Egípcio, representando os nove círculos do céu, ou o Ciclo Put de Ptah [Put Cycle of Ptah].

fig. churchward - FIG 44 - SUT PRESO E FERIDO PELA LANÇA DE HORUS.jpg

Esta figura representa o grande monstro Apap atado e acorrentado. O texto (Ritual) afirma que “ele tem uma corrente de aço sobre si” (Ba metal) e “Tu estás perfurado com ganchos” [“Thou art pierced with hooks”] (cap. cviii.), etc.

Nós vemos aqui o Monte do Céu, com a Dupla Casa Santa de Anup e a Palavra Sagrada exposta no Templo do mesmo, e o M W X, com seus atributos, dando o sinal —.

Suportado sobre fig. churchward - double square zinho dois quadrados, ou quadrados duplos, com quatro degraus — ou seja, terra e céu ou as duas terras ou vida Terrena e vida Espiritual — quatro degraus = quatro suportes ou filhos de Horus, com o Hieróglifo Egípcio “Mes” em frente = nascer de novo, etc., e o Ciclo Put de Ptah embaixo e o “sinal dos 5 mistérios” e a indicação abaixo à direita.

fig. churchward - FIG 45.jpg

No centro, abaixo da Palavra Sagrada, está a “Árvore da Vida,” com sete ramos e o Alimento da Vida retratado em seu fruto.

Em Egípcio, a Árvore de Hathor era a Árvore da Vida, e esta era a Figueira Sicômoro [Sycamore Fig Tree], do fruto da qual uma bebida divina dos mistérios era feita e bebida em uma determinada parte ou momento das cerimônias, portanto, era ela era a árvore típica para tornar alguém sábio, e tornou-se uma árvore do conhecimento anormal. A bebida divina ainda é feita e usada no 18⁰.

A árvore de Nut era a Árvore do Céu e da Vida Eterna, por isso ela foi designada a Árvore Eterna, como se mostra na vinheta de “O Livro dos Mortos” — a árvore ou planta comestível e a água forneciam os elementos da vida ao Manes no paraíso inferior — ou seja, Amenta — Jardim-Arru. A árvore de Nut era Estelar; A árvore de Hathor, Solar. Uaxtepcatl Petlacalctl é o nome Mexicano para Senhor ou Guardião, Monte e Árvore do Monte-Horus. Anauaacatl, nome Mexicano para Espiga de Milho ao lado de um fluxo de água e Deus da Espiga de Milho Cinteotl — Horus.

fig. churchward - FIG 46 -.jpg

O acima deve ser interessante para os irmãos do 18⁰.

A é o protótipo do M W S com o sinal H ou A, com todos os seus atributos anexados, perante o nome sagrado.

B. Nós temos aqui à esquerda (I) o nome sagrado exposto a vista. A está olhando para ele, com o sinal. À direita (2) o nome sagrado é guardado dentro de duas portas fechadas com chamas de fogo — ou o espírito santo que o protege — do olho do profano.

C é a figura do Templo com o Céu “Luzes 33” em oito divisões (3) e um dos nomes de Horus (Amsu), o Horus ressuscitado no centro deste. No pedestal (4) está outro nome de Horus. “O Senhor e Doador de Luz e Vida,” ou o “Difusor de Luz para o Mundo” ou “Doador de Raios de Luz para o Mundo.”

Os quatro degraus (5) indicam o número de suportes ou quatro filhos de Horus — Imexayacatzin — Mexicano para Os Filhos da Coxa [The Children of the Thigh].

Seus diferentes deuses coloridos, sete no total, denotam diferentes espíritos elementares na natureza — sete cores — sete espíritos — não humanos, mas contidos em seus zoótipos totêmicos (não espíritos ancestrais), e são a representação aqui e em todo o mundo dos sete Poderes suprahumanos ou os deuses e o glorificado, e os nomes são aqueles dos Egípcios. As lendas Astecas, Mexicanas e Peruanas devem ser lidas através da Astro-Mitologia e Ritual do antigo Egito, e só assim pode-se compreendê-las.

fig. churchward - FIG 47 - batalha entre sut e horus.jpg

Foi no monte de Hetep no nível equinocial que a disputa de Sut e Horus foi estabelecida para o ser do tempo por Shu. A lei e a ordem foram estabelecidas entre as forças elementais que até agora tinham lutado pela supremacia (luz e escuridão) e os limites para as contenções desses poderes foram estabelecidos pela divisão de todo o universo, do zênite ao Nadir, nos dois domínios — um para Sut — o sul e a noite, e um para Horus — o Norte e a luz (Ritual, cap. cx.). Este foi o primeiro no Estelar, e Shu foi o árbitro. No Lunar era Taht, e no Solar, Seb. A Grande Mãe, aqui retratada no zoótipo como a grande amamentadora-de-muitas-tetas, mostra-a como a mãe dos três primeiros poderes elementares. Os Japoneses têm o mesmo protótipo. O símbolo uranográfico era constelado em “Triangula,” composto de três estrelas, seguradas na mão de Horus.

Nas páginas 378 e 381, de “Mexican Antiquities”, o Dr. Edward Seler reproduz muitas figuras e símbolos, Maias e Mexicanos. Sua Deusa do Milho, fig. k, p. 378, e novamente na fig. a, 381. A Fig. 99 k (pág. 105 aqui) é a representação de Horus — os dois peixes em Peixes [the two fishes in Pisces] — o homem-peixe. Horus é visto ajoelhado sobre joelho direito com o sinal — segurando um peixe pela cabeça, ou alimento da vida *; Embaixo estão os dois peixes monstro, aqui mostrados de forma idêntica ao antigo hieróglifo Egípcio; um representa o Peixe do Sul e o outro [representa] Ketos. O peixe do sul no globo Celestial é retratado no ato de emanar um fluxo de água de sua boca. O outro monstro, Ketos, como o “respirador” fora da água, como é mostrado pelo ar que sai de suas narinas e borbulhas na superfície da água; Os dois sendo uma representação da terra como a mãe da vida na água chamada abismo — conhecida por vários nomes nas diferentes versões do Mito. No Mito de Sut e Horus eles eram gêmeos nascidos, porque as condições eram coexistentes na terra e na água.

[ * — Os Zapotecas, como os Egípcios, representaram o Crocodilo ou “grande Lagarto d’água” como um nome para o ser mais elevado e o retrataram nos Glifos como “o doador do alimento da vida.” O nome Zapoteca para este Crocodilo é Tlaloc e ce Cipactli = o único (the one).]

Ao longo do tempo, tudo o que era quente e seco, como o deserto, foi atribuído a Sut; enquanto que os produtos da água — árvores verdes, vida, etc., foram atribuídos a Horus; daí os dois monstros aqui continuaram como tipos de gêmeos, e nascidos da água. Um nome do deus Egípcio da inundação foi Bahu — chamado “Poder dos lagos do Sul” — Rec. vol. x. p. 149 — e “Eu sou Bahu o Grande” é dito quatro vezes no PAPIRO MÁGICO [MAGIC PAPYRUS].

O sinal do peixe, encerrado no hieróglifo Egípcio, significa An — apelar, mostrar, ensinar. An em Egípcio é também o nome do professor, o escriba, o sacerdote. Horus, como Sebek, era o grande peixe da inundação — típico do alimento e da água. No Mito Estelar, o falecido assumia a forma de um peixe para atravessar as águas no mundo inferior; Ele tinha que nadar ao redor do submundo e através de Nu para o Pólo Celestial ou Monte do Céu, e era Horus, como “professor,” que mostrava ou ensinava o caminho, e ele é aqui representado como o “professor do caminho.” Horus é visto aqui com as duas coroas em sua cabeça — espiritual e terrena. A Fig. 99 g na mesma página (104 aqui) representa Horus como “Senhor do Horizonte Duplo.” Ele está ajoelhado sobre um horizonte com a perna direita, e o pé esquerdo é colocado no outro horizonte; a mão e os braços levantados no mesmo sinal —. Na página 381 (105 aqui) Horus é representado com o mesmo sinal sagrado — em lágrimas. “Horus em lágrimas.” — Ele diz: “Vocês são as lágrimas feitas pelos meus olhos em seu nome de homens.” Ele usa a coroa das três penas e tem o símbolo da Luz — assim representado como “a Luz do Mundo.” A Fig. a (p. 381 m.a) na mesma página representa Horus como “A Jovem Espiga de Milho,” aqui representado pelo Milho. Ele está doando vida e abundância, o portador do alimento da vida para o mundo. Na página 604 ele é representado como Sebek, precisamente como nos monumentos Egípcios. O que precede é a “Deusa do Milho” do Dr. Edward Seler!!! Na mesma página, 381, Fig. h (p. 106 aqui), é representado Sut, como atado e encadeado por Horus. As correntes estão ao seu redor, o hieróglifo Egípcio “ser amarrado” está sobre sua cabeça, e a lança de Horus está em suas partes vitais, a qual ele está tentando em vão remover. A Fig. g na mesma página: também na página 377 a é uma representação de Shaat, a Grande Mãe, ambos em Zoótipo e antropomórficamente.*

[ * — A placa, A Deusa Nut, é da obra “The Gods of the Egyptians” por Dr. E. A. Wallis Budge,” publicada pelos senhores Methuen & Co. Estamos muito agradecidos com esses senhores pela sua amável permissão para reproduzir essas belas placas do grande trabalho do Dr. Budge e aproveitamos esta oportunidade para devolver nossos sinceros agradecimentos pelo mesmo.]

A porca de muitas-tetas [many-teated sow], ou Hathor ou Isis — todas uma e a mesma. Na página 377 a, é Isis acima, antropomórficamente, com as duas penas Maat: com o símbolo de Shaat abaixo, e na página 381 é o pássaro Mexicano representando “Mut,” a grande Mãe, com Shaat abaixo — todos um e o mesmo — mostrando os diferentes períodos de tempo. A Fig. a, 377, é de uma data posterior à da Fig. g, 381. A primeira mostra-se Solar e divinizada na Escatologia, a última, Mito Estelar e, portanto, um zoótipo. Na página 70 estão os quatro filhos de Horus, mencionados em outro lugar neste trabalho. Na página 303 (a) está uma figura de Shu à direita e o símbolo do ciclo Put de Ptah, com Horus sentado na frente: também na página 372 Shu é retratado. Stephens fornece várias placas tomadas no local de Palenque e aquelas da Casa de Piedra, Nos. 1,2,3 e 4. — de “Incidents of Travel in Central America, Chiapas e Yucatán,” 1848, são idênticas àquelas da abra “Abydos,” de Mariette, I pl. 10, I pl. 29, e são conectadas, ou melhor, são Vinhetas dos capítulos cxii. e xcciii. de “O Livro dos Mortos.”

O fato de que os Templos em Uxmal são voltados para o Leste pelo Sul [face East by South] ou são orientados L. por S., são de um tipo muito superior de arquitetura, e não têm então-chamados ídolos, prova que estes foram de data muito posterior, foram copiados dos Egípcios no momento em que as pirâmides no Sudão foram construídas (as quais são todas orientadas para o Leste e o Sul), e devem ser classificadas, no que diz respeito à época, com os Druidas, cujos círculos são orientados para o Leste pelo Sul — ou seja, durante o Mito Solar; Enquanto que aqueles na Casa de Palenque, as ruínas de Copan e Quirigua, todos estão orientados para o Norte, como a Grande Pirâmide; têm então-chamados ídolos e figuras rudes (zoótipos). Isso será facilmente compreendido, e explicado pelo diferente Mito (Estelar) em voga no momento em que foram construídos. As ruínas em Quirigua são, sem dúvida, as mais antigas de todas as anteriores. A enorme serpente e outros animais aqui representados eram os representantes anteriores como zoótipos e símbolos dos atributos do “Grande” [Great One] antes que a divinação dos poderes estivesse completamente trabalhada, ou os antropomórficos tivessem surgido para ocupar seu lugar como representantes destes tipos. A descrição de Bernal Diaz de belos templos, com enormes serpentes em algumas partes deles, é indicativa de sua origem sendo o Egito: o original estando em “Pithom” e representando o “deus do portão do Oriente” [“god of the gate of the East”] A “serpente enorme,” uma representação (simbolicamente) do “deus Tmu” — veja o capítulo posterior sobre a Cruz — e, portanto, a dedicação desses templos deve ser atribuída a Tmu ou Tem. A razão pela qual encontramos o nome às vezes escrito Tmu e outras como Tem, foi porque um representava “a criança” e o outro “o homem,” mas estes eram idênticos o mesmo — e outros nomes para a criança Horus de doze anos de idade e o Horus de trinta anos de idade. Que diferentes animais ou zoótipos foram usados em diferentes países, naturalmente, surgiria da mudança de fauna, à medida que a sabedoria primitiva passou de terra para terra, explicando assim os diferentes animais representados na América para retratar as várias partes do Ritual do antigo Egito, tanto nas Mitologias Estelar, Lunar e Solar quanto em sua Escatologia, esta última em uma área limitada, comparativamente.

fig. churchward - FIG  deusa Nut segurando Horus Harpocrates.jpg
Em um período inicial, temos a serpente, Sut, representada oposta a Horus I., como pode ser visto pelo tipo de pássaro acima de sua cabeça. Esta serpente representava seu velho deus, Ueuetcotl, que já existia no crepúsculo — ou seja, antes que os raios do sol penetrassem o vapor de água que rodeia a Terra e [antes] da batalha final entre os dois.

Fig. Churchward- ceu em 8 divisoes.jpg

O Céu, mostrado em oito divisões, é precisamente como o encontramos entre os Druidas, os Caldeus e, como sabemos, do original Egípcio; A Grande Mãe amamentando a criança, como Isis fez com Horus, e assim por diante. Ao longo de todo esse trabalho, não há dificuldade em seguir o primeiro, em comparação com o outro, e embora os Maias tivessem menos dos Mitos Estelar e Lunar associados ao Solar, sem dúvida, com o frequente intercurso com os Egípcios, eles provavelmente, como Moisés, desejariam apagar e abandonar o máximo de doutrinas e crenças Estelares, à medida em que eles acharam consistente continuar a mais recente Escatologia pura ou o [mito] Solar; Enquanto que aqueles de Chiapas, da Guatemala, das Honduras e da Nicarágua, etc., não estariam em um estado tão avançado, e a “sobreposição” não teria sido totalmente concluída — como encontramos — e aqueles do Norte e do Oeste mais distante teriam ainda menos do [Mito] Solar e mais do Estelar. Outras tribos, como os Seri, podem datar de ainda mais para trás e têm o primeiro [Mito] Estelar e Totemismo apenas, enquanto não houvesse qualquer mistura em alguns.

O Dr. Edward Seler, em sua tentativa de decifrar os FRAGMENTOS HUMBOLDT, caiu no mesmo erro que o Dr. Le Plongeon e tentou, em vão, atribuir tudo nele a lugares desta terra — isto é, México, etc.; Mas esses fragmentos não representam nenhum mapa ou imagem desta terra; É uma parte do Tuat e Amenta e tudo ali, que está retratado aqui. O seu mais velho Motechuhzoma, que ele descreve e traduz como “o deus do fogo,” é a representação de Ptah, o primeiro deus Solar, que, com sete assistentes, formou o Amenta ou construiu o submundo para a passagem do manes, do sol, da lua, etc. Seu mais jovem, a quem ele não pode atribuir nenhum nome ou lugar, é Tem — Horus, a criança de doze anos, ou Temu — Horus, de trinta anos de idade. Sua montanha na água ou montanha de água, e o deus da mesma, foram, posteriormente, atribuídos a Osíris. Um dos nomes dados pelo Dr. Brugsch a Osiris foi “o Deus da Grande Água” [“the Great Water god”], mas, primeiramente, ele era Horus do monte do Norte, cercado pelas águas celestiais do universo. Seu Xilotl ou Cacamatl ou “Jovem Espiga de Milho” [“Young Ear of Corn”], era um dos nomes de Horus, e seu Zipe, com “pele humana esfolada,” era sua representação de Ptah-Seker-Ausàr — o Deus Triuno da Ressurreição.
Na página 65, fig. A, está retratado outro tipo deste — Amsu, o Horus ressuscitado, seu nome fig. churchward - figurinha - cruz é retratado duas vezes nesta figura — Amsu é novamente figurado de outra forma — na página 616, fig. H. Ele está aqui subindo do túmulo, onde ele se deitou na posição dobrado Três Vezes [Thrice bent position], a mão direita e o braço estão livres, a mão dele apontando para cima, o braço esquerdo ainda ligado ao seu lado com a mão apontando para baixo — ele desceu — ele subiu [he descended — he ascended]. Este era Amsu no Mito Estelar, o mesmo que o Egípcio.

Horus e Sut também são mostrados na página 377 fig. I. como no Egípcio, um de costas para o outro — o deus preto e o deus branco. Quauhtli — águia, Mexicano, nome de Horus. Cozcaquauhtli — abutre, o mesmo que o acima, apenas mais antigo, às vezes, no entanto, aplicado a Isis. Seu Acatl, Calli, Tecpatl, Tochtle, que ele atribui aos nomes do início de dias ou períodos, são os quatro filhos de Horus, deuses dos quatro quartos [trimestres] — Leste, Oeste, Norte e Sul.

O Calendário Mexicano na página 29, aqui mostrado, é uma Cruz Suástica, mostrando os quatro quartos com os nomes dos quatro filhos de Horus. Seu deus do terremoto é Shu ou An-Heru, o levantador dos céus [lifter up of the heavens]. Chibirias ou ixhebelyoxor ou Zac Zuhuny — a virgem Branca, um nome de Isis. Seu Toci ou Teteo-innan ou Mãe dos deuses como ele a chama, está correto, porque ela sempre é representada com o Chicautztle ou “chocalho,” que é o mesmo que a Isis Egípcia, com o Sistrum.

fig. churchward - FIG  - Fragmento de Humboldt -  horizontal.jpg

fig. churchward - FIG  - Fragmento de Humboldt -  vertical.jpg

Moan — l-m-p 39, é Anubis — “aquele que fareja o caminho” no submundo, para guiar o manes para “o lugar da pesagem das almas.” Coatl ou Cizuij sor Zee — Serpente, o maligno, o perturbador, aquele que traz a miséria, o enganador, o armador de ciladas, alguém que traz problemas, era seu representante do grande demônio Apap.

fig. churchward - FIG  49 - calendario Mexicano - forma de Cruz Suástica -.jpg

Na página 159 S, Ta-Urt, aqui mostrado, é tão bem retratado que não pode ser confundido por qualquer Egipotologista ou qualquer outra pessoa, se eles comparem este com a placa [figura] no Livro “The Gods of Egypt” [“Os Deuses do Egito”]. Mictlampa é o nome asteca para o Norte, e também a direção do Reino dos Mortos. Era no Norte que o paraíso estava situado, e no Monte sagrado, situado no Norte, cercado pelas águas do universo, estava a Grande Casa ou Cidade Sagrada[Holy City]. Os espíritos dos mortos tinham que atravessar as águas do espaço — no Mito Estelar — transportados do submundo por “uma forma de zoótipo,” e no [Mito] Solar, depois de emergir do Amenta por um barco.

fig. churchward - FIG  50 - ta-urt.jpg

Esta era a crença dessas pessoas, a mesma em todos os detalhes que a dos Egípcios, de quem eles aprenderam a sua Mitologia e Escatologia. Na página 179, fig. c, b, e a, temos parte do conto do nascimento de Horus, filho de Isis.*

[ * — Página 103 neste livro.]

Na fig. c, vemos a criança Horus escondido e protegido em uma casa, cercada por água e plantas, com o grande escorpião à esquerda (Sut), guardando a mesma. Acima da fig. b, é visto o escorpião Sut na batalha. Ele é perfurado por duas lanças. Em frente, em outra passagem paralela do mesmo manuscrito, está novamente desenhado, oposto ao deus do fogo, em vez do deus da guerra, apenas um escorpião, um fluxo de água e uma casa em chamas. c, Teoatl Tlachinolli — o símbolo da guerra. No Egípcio, descobrimos que Isis ficou grávida, e seu filho Horus nasceu em um lugar secreto, onde ela o amamentou e criou. O lugar foi suposto estar em meio ao pântano de papiro do Delta, e o evento é aludido em muitas cenas nas quais a deusa, amamentando seu filho, em meio a uma massa densa de plantas de papiro. Pouco depois do nascimento de seu filho, ela foi perseguida por Sut na forma de um grande escorpião, que manteve Isis e Horus prisioneiros em uma casa, mas com a ajuda de Thoth, ela finalmente escapou com a criança, etc. — Para mais informações sobre este ponto e a picada da criança Horus até a morte pelo escorpião, e a volta à vida [ressurreição] de Horus, e a luta com Sut, veja o TEXTO EGÍPCIO.

Os acima mencionados sinais-imagem [picture-signs] do Mexicano são mais dramáticos e verdadeiramente um retrato do episódio Egípcio, e afirmamos que o Dr. Edward Seler está totalmente no escuro, e perdeu a chave para a verdadeira decifração de todos esses hieróglifos e sinais-imagem. Seus sete guerreiros representam os sete escorpiões, chamados Tefen, Befen, Mestet, Mestetef, Petet, Thetet e Metet, que protegeram Isis, com seu filho, quando ela escapou do pântano de Papiro e fugiu para Per-Sui ou Crocodilópolis e depois para a cidade das Duas Sandálias — Deusas.

No FRAGMENTO XVI DE HUMBOLDT vemos o início da evolução do Cristianismo entre essas pessoas, exatamente semelhantes aos primeiros Coptas Cristãos na primeira parte do FRAGMENTO. Eles converteram Amsu fig. churchward - FIG  - cruz Amsu.jpg em fig. churchward - FIG  - Amsu.jpg para representar Jesus Cristo, e deram sua idade como trinta e três no momento da ressurreição e catorze como o Jesus Criança.

fig. churchward - FIG  51 -.jpg

fig. churchward - FIG  52-  Horus.jpg

Esta placa é da obra de J. L. Steven (“Central America,” pág. 318), de Palenque, e representa Horus do Duplo-Horizonte ou Duplo-Equinócio, chamado “Duplo Harmakhu,” e essa dualidade foi figurada na dobratura dupla [two-foldness] da Esfinge, ou os dois Leões, que expressavam a Dupla Glória de Horus, que era o Senhor das forças Solares, que era duplo no equinócio de primavera. No Ritual (cap. xxxviii.) é dito de Horus dos Dois Leões: “Eu sou os Leões Gêmeos, o herdeiro de Ra.” No cap. lxii. 2, “Eu sou os Leões Gêmeos”. No cap. lxxii. 9, “Eu sou o Duplo-Leão.” Um título de Horus do Duplo-Horizonte é Har-Khuti-Khepera. Este é o Horus-Sol, e os dois leões sobre os quais ele está sentado representam a força dupla da glória de Horus no signo de Leão. O acima mostra uma das fases do caráter duplo de Horus. Algumas outras [fases] foram: “Aquele da Dupla-Coroa”, “a Pena Dupla,” “o Duplo-Uraeus,” a Dupla Vida, terrena e espiritual,” etc. Na frente, Shu está presenteando-o com os emblemas das duas Terras, terrena e espiritual, e tornando-o Senhor do Céu e da Terra, os símbolos dos quais Shu está segurando em suas mãos, a parte inferior representando as terras da terra e a parte superior as espirituais. Esta imagem é uma representação do personagem Egípcio pré-Osiriano.

Ela mostra o antigo sinal de F [fellowcraft/companheiro maçom] — expressando sua aceitação da confiança conferida.

O Dr. Le Plongeon, ao apresentar os resultados de suas viagens e estudos entre os Maias, e tentando mostrar que estes foram o “primeiro povo” que ensinaram os outros e o primeiro povo da terra, não considera aqueles que eram muito mais velhos do que os Maias, e tinham o Mito Estelar; [o Dr. Plongeon] não leva em conta nada das condições anatômicas dos habitantes anteriores. Como o Dr. W. Budge, ele começa muito tarde “em seus apontamentos do Primordial,” mas seus escritos e fotografias ajudam a provar nossa afirmação: “que os Maias obtiveram o conhecimento das doutrinas Solares a partir dos Egípcios e provavelmente foram a primeira das nações Americanas que praticaram ou acreditaram nestas,” e embora ele mencione algumas das Cerimônias Totêmicas dos Nahuatls, ele é aparentemente bastante ignorante delas, ou de como esses Nahuatls obtiveram seu Mito Solar. Seus sinais e fotos, que ele encontrou aqui, são valiosos, mas sua interpretação é bastante errada. Damos alguns, por exemplo, mostrando a verdadeira explicação. Seu sinal da Terra do Escorpião dos Maias fig. churchward - hieroglifinho - Oeste Zodiacal é o sinal Egípcio de “Oeste do Zodiacal.” O seu fig. churchward - hieroglifinho - Khui Land é Terra Khui [Khui Land], uma parte do Amenta Egípcio. * é o numeral Egípcio para o número 10. fig. churchward - hieroglifinho - par de braços abaixados é um par de braços com as mãos estendidas, é um sinal Egípcio negativo para parar, prender, não [no or not], ou abraçar. fig. churchward - hieroglifinho - suporte barco é um suporte de barco [boat stand]. fig. churchward - hieroglifinho - TZA seu Tza, que ele traduz como “Aquilo que é necessário,” é um dos sinais Hieroglíficos para Amsu (o Horus ressuscitado). fig. churchward - hieroglifinho - Calda Crocodilo A cauda, ele chama “Ain,” o Maia para Crocodilo, mas isso é errado; A cauda lê: “Ka ou Kam, daí Kamit para o Egito.” Kamit é a noite preta — morte-escuridão, e foi retratada pela cauda do Crocodilo, e não pelo Crocodilo. O seu fig. churchward - hieroglifinho - simbolo é explicado na página 66 (explicação deste Hieróglifo no corpo do Aborígene Australiano). fig. churchward - hieroglifinho - Horizonte - e Povo ou Nação Horizonte e um país ou povo, são puramente Egípcios, como todos os Egiptólogos sabem, e fig. churchward - hieroglifinho - Ta - terra * é Ta a terra.

[ * — É escrito fig. churchward - hieroglifinho - Ta - terra, que provavelmente é a maneira Mexicana de escrever fig. churchward - hieroglifinho - forma Maya de Escrever Ta - terra Taui, as duas terras, mas pode representar fig. churchward - hieroglifinho - Ta - terra: Ta a terra. fig. churchward - hieroglifinho - forma Maya de Escrever Ta - terra significa, portanto, “as duas Terras” — isto é, o mesmo que as duas Terras — ou seja, a Celestial e a Terrestre.]

Sua placa ii. representa Sut acorrentado no submundo, após a grande batalha com Horus, e Horus é representado aqui como o Rei do Norte e do Sul. A serpente, com peito inflado, é a representação do Uraeus Egípcio. A placa v., O Escorpião com fig. churchward - hieroglifinho - Testa do Deus 'Eu Sou'.jpg Apt, a testa do Deus “Eu sou,” acorrentando Sut o maligno.

O que ele denomina a cerimônia muito interessante, chamada “Hepmek,” praticada somente entre os Maias, permitam-nos informá-lo, ainda é praticada pelas mulheres Burmahen e por algumas tribos Africanas, e por uma razão bastante diferente da interpretação dele.

Acreditamos que os exemplos acima são suficientes para nossa prova, mas a verdadeira explicação só pode ser obtida através do Egípcio. Ao longo de seu livro, “Queen Moo” [“Rainha Moo”], ele mistura freqüentemente o Celestial Egípcio e tenta prová-lo como Terrestre Maia, mas sem sucesso [but it will not pass]. Ele deve voltar para a origem dos pequenos homens vermelhos [little red men] ou homens da terra [earth men], depois seguir o próximo êxodo do Egito — os homens do Mito Estelar. Ele encontrará abundância de restos dessas crenças Astro-Mitológicas na América do Norte, Central e do Sul e, finalmente, aqueles da doutrina Solar, da qual provavelmente os Maias de Iucatã foram os primeiros a trazê-la para a América a partir do Egito. Que ele compare tudo isso com o que encontramos em outras partes do mundo — cerimônias Totêmicas relacionadas com o Mito Estelar e crenças Astro-Mitológicas, em somente um único lugar o centro de origem pode ser encontrado — Egito.

Como os Mitos Estelar e Lunar foram transportados para aqui, seja da Ásia, via Japão e aquelas partes do Norte, (tendo algum motivo para assumir que eles avançaram a partir do Pacífico — veja mais tarde) ou se vieram do Norte da Europa, através da Groenlândia, não é possível dizer, provavelmente, por ambos os caminhos, mas não há dúvida de que as doutrinas Solares foram trazidas a Iucatã pelos Maias, diretamente por navios mercantes. Ocuparia mais tempo do que temos à disposição para passar por todos esses códices, interpretar cada um e renderizar o que é, em nossa opinião, o verdadeiro significado e explicação de cada um. No “Ritual ou Livro dos Mortos” do antigo Egito, repousa a “chave” para a verdadeira renderização de todos. Na futura decifração desses “glifos,” eles reconhecerão as cenas hieroglíficas e pictóricas desses Egípcios, mas devem ter em conta os diferentes “Escribas e Artistas” que aqui escreveram as cópias do original.

Nós afirmamos que o que está escrito neste trabalho é suficiente para provar tudo aquilo que avançamos como nossa forte crença e que, até que a Mitologia Primordial do Egito seja levada em consideração e reconhecida como sendo a origem de todos, os tradutores estarão muitas vezes caindo em “fossas” das quais  apenas escadas Egípcias podem liberá-los. Diferindo das hipóteses avançadas por esses escritores eruditos e ilustres, nós temos, afirmamos, substituído [suas hipóteses] por outro argumento e razão mais forte, o qual eles não podem derrubar. Se eles estudarem o Ritual Egípcio e os mitos primordiais desde o início, e seguirem e rastrearem os êxodos, nos sentimos confiantes de que eles chegarão na mesma conclusão e nos fornecerão informações muito mais valiosas no futuro do que as que fizeram no passado.

fig.  54. - churchward - Deusa Sebek-Nit amamentando Horus.jpg

Esta imagem é tirada de “Mexican Antiquities,” publicado pelo Bureau of American Ethnology, Smithsonian Institute, Washington, D.C. Este é um tipo de Isis amamentando a criança Horus, e nós notamos o Hieróglifo de seu nome Ka-t que às vezes é pintado fig. churchward - hieroglifinho - escada assento de ISIS no Egípcio. fig. churchward - hieroglifinho - escada assento de ISIS - - Este Hieróglifo é sempre associado a Isis ou a um tipo de Isis, e é visto mostrado em seu nome como a Deusa Sesheta — ou seja, a Deusa da Estrela Polar, em uma das formas mais antigas.

fig. churchward - Deusa Sebek-Nit amamentando Horus -.jpg

fig. churchward - Deusa Sebek-Nit amamentando Horus - print - - -.jpg

Nós temos aqui, portanto, a representação de Isis como a grande Mãe, na forma Antropomórfica, e também à esquerda, temos o Zootipo da mesma retratada como SHAAT, a Porca de muitas-tetas [many-teated Sow], ou Hathor a Vaca, um tipo pré-Antropomórfico. Com os Babilônios, Nin-Ki-Gal, a Grande Dama [Grande Senhora], é, portanto, do mesmo tipo que a Isis aqui acima.

Nut ou a “Vaca ou Mãe do Céu” era a dadora da vida líquida, era a mais antiga “Senhora da Montanha,” a divina “Senhora do Monte,” e quando o zoótipo da ama-de-leite, a amamentadora, foi alterado para o antropomórfico, a teta da vaca foi substituída pela mama da mãe humana, como Rerit, a porca, ela era a amamentadora ou como “Menal de-muitas-tetas” [“Many-breasted Menal”] como os zoótipos típicos da provedora de abundância. Isis amamentando Horus — tipo antropomórfico. Nut ou Vaca de Leite Hesit é o *. O Meskhen, o ventre [womb] ou o lugar de renascimento no céu da eternidade são retratados pela “anca” (“quadril”) [“haunch”]. “Eu brilharei acima do abismo [anca; haunch] conforme eu emerja no céu” — Ritual, cap. lxxiv. Ele está situado dentro das sete Estrelas Polares — ou seja, Ursa Menor [Litte Bear] e não a Ursa Maior [Great Bear]. A Ursa Maior é a vaca Apt ou a Vaca da Água, ou a Grande Mãe da Terra, ou o tipo Mexicano, de “muitas-tetas.” Estes foram os tipos mais antigos de todos e estes eram femininos.

Gerald Massey tem sido gentil o suficiente para me escrever sua opinião sobre o assunto desses tipos, a saber. :

“A criança nascida no Grupo Totêmico não tinha pai e, portanto, em sua primeira mitologia, a primeira mãe foi representada como sendo fertilizada por seu filho no útero, como Ptah, o deus em embrião — e foi chamado de Touro de sua mãe. Por que? Porque esta não era a criança humana — era Horus ou o Bezerro, nascido da Vaca e um tipo pré-humano quando a paternidade ainda não fora individualizada. O Deus Solar ao pôr-do-sol fez sua entrada no lugar de criação do mundo inferior e é dito por preparar sua própria geração para o renascimento no dia seguinte — mas não na forma humana — o Touro de sua mãe é mostrado no horizonte no próximo dia como Horus o Bezerro.

“Estes eram Zoótipos, mas, quando isso é apresentado de forma antropomórfica de acordo com a terminologia humana, o bezerro que não tinha pai, mas era seu próprio Touro, torna-se o filho sem um pai. Este é o Horus Ancião [Elder Horus], que era filho da Grande Mãe Apt, era a criança de sua mãe que nasceu, mas não foi gerado — o original na mitologia ou sociologia na época do Mito Estelar, e no Mito Estelar-Lunar foi Horus, filho da Luz que nasceu de Isis na Lua, quando a Lua era a Mãe da criança, e o Pai, a fonte da Luz, não era identificado, mas depois foi manifestado — no Mito Lunar-Solar — que Horus não era sem um Pai, mas que Ra era o verdadeiro Pai conforme estabelecido pela evidência de Taht. É a Senhora da Luz na Lua (Isis) que persegue e seduz o Deus Solar na escuridão de Amenta, e que exulta que ela agarrou o Deus Hu e tomou posse dele no Vale de Abydos, onde ela foi se deitar e procurou ser reabastecida com sua luz (Ritual, cap. lxxx.). No Mito Solar, a Mãe é eliminada como primária e o Pai toma o lugar como supremo. Na Escatologia Horus nasceu em seu primeiro advento como herdeiro de Seb (Seb era o Pai na Terra). Horus diz: ‘Eu vim como um mumificado’ — isto é, em sua encarnação [embodiment] quando feito carne, os Hamemmet sendo os não-mumificados (Ritual, cap. Ix.). ‘Eu venho diante de você e faço minha aparição como aquele Deus na forma de um homem que vive como um Deus’ — ou como Iusu, filho de Atum-Ra (capítulo Ixxix). ‘Eu repito as aclamações ao meu sucesso ao ser declarado herdeiro de Seb’ (cap. Lxxxii.), ‘Osiris no Amenta e Ra no céu.’ ‘Eu desço para a terra de Seb e ponho fim no mal’ como um portador de paz, abundância, e boa vontade na Terra (Ritual, xxi, xxiv., Xxxii., Xlii.). O Ritual prova que Seb, o deus da Terra, foi o pai adotivo de Horus quando ele era filho da virgem mãe somente. No Ritual, capítulo Ixxxii., Horus diz que, como herdeiro de Seb, ele foi amamentado no peito de Isis, a esposa de Seb, que lhe deu suas teofanias.”

“Depois da vida com Seb na terra, Horus renasce na terra da eternidade para o céu da eternidade (Ritual, cap. Lxxviii.-xxv.).

Ele é divinizado com a substância de Deus [Melanina?] (capítulo Ixxviii.) por meio de Horus, seu manifestante Osiris é dito por reviver, Horus é Osiris em seu renascimento — Horus ergue-se como um deus e é visível para os espíritos divinos em sua ressurreição ( cap. lxxix.). Ele é a alma viva de Ra no céu. Horus foi o único dos 7 grandes espíritos nascidos da Mãe que foi escolhido para se tornar o único filho gerado de Deus Pai quando ressuscitou dentre os mortos. Isto é ele que diz no Ritual: ‘Eu sou o brilhante em glória, a quem Atum-Ra chamou a ser e minha origem é de seus olhos. Em verdade, antes de Isis existir, Eu cresci e envelheci e fui honrado além daqueles que estavam comigo em glória’ (Ritual, cap. lxxviii., Renouf). Aqueles que estavam com ele em glória eram os 7 Grandes Espíritos, os Khuti ou Os Gloriosos [The Glorious Ones], e entre estes Horus tornou-se o herdeiro divino de todas as coisas, o Filho de Deus que afirma ter existido antes de Isis sua Mãe e foi o manifestante para o Espírito Santo Ra em todas as coisas. No Ritual, cap. lxxxii., Horus diz: ‘Eu vim com a língua de Ptah e a garganta de Hathor para que eu possa gravar as palavras do meu Pai Tum com a minha boca.’ ‘Eu sou Horus, príncipe da eternidade’ (cap. xlii.). ‘Eu sou ontem, hoje e amanhã’ (cap. lxiv.). Tum, como a forma anterior do nome de Atum no Ritual, é preeminentemente ‘o Senhor’ [‘the Lord’]. Em um capítulo, lxxix., Ele é referido como “O Senhor de todas as criaturas,” “O Senhor de todos.” Ele também era patrono dos construtores e arquitetos, e seu símbolo é o quadrado maçônico.”*

[ * — O Deus Seb é o Priapo Egípcio que pode ser chamado de Divindade Fálica. Mas ele é o Deus da Terra e o Pai do Alimento: o Deus da Frutificação associado às plantas e às flores, e à folhagem, que são vistas como emanando de seu corpo. Ele é o Senhor do Alimento em quem os poderes reprodutivos da Terra são retratados itifalicamente. Mas a potência representada por Seb não era humana, embora o membro humano seja retratado como um tipo do gerador ou produtor (Ritual, xxxix.). Também era idêntico ao leão como um tipo solar (Ritual, xvii.), E tomou uma primeira posição nos lugares mais antigos, sendo mostrado como uma luz colocada sobre um castiçal, e é trazido até o presente pelos Ritualistas como evidenciado por suas longas velas de esperma (sperm candles) colocadas misticamente.]

No Egito, a Mãe Terra também foi representada por uma Amamentadora como renovadora da vegetação na Deusa Rannut. Isis foi representada como Mãe Terra em outra forma como Sekhet (ou campo). Mamapacha [Pachamama?] era o nome da Grande Mãe entre as tribos Peruanas.

No México, eles chamaram a Montanha Calalepec — a Mãe, e a lenda Quichè em que a raça humana descendeu de uma mulher habitante de uma Caverna é apenas um tipo de Mãe Terra como a Grande Mãe. O Monte com uma Caverna era uma figura natural da Mãe Terra, a mesma coisa que a Árvore e o Monte e a “Pedra com um buraco nela” — tipos na linguagem de sinais; e o “Sinal e Símbolo” da mulher retratada em Rochas e Cavernas em todo o mundo, não é um símbolo de perversidade em todas essas terras — nem um objeto de adoração (Zacarias, cap. v., versículo 8).

É um Símbolo do tipo sobre-humano de maternidade, retratado na arte primitiva dos Aborígenes, que não tinham outra maneira de expressar suas idéias, e uma pedra ou árvore era um símbolo da mãe — o local de nascimento primitivo.

Fig. 55 - Churchward -  madona e Criança - cristã.jpg

 

César e Lucanus afirmam que os deuses dos Gauleses eram pilares — pedras — ou troncos de árvores, mas eles não eram deuses — mas eram imagens da Mãe Terra. A Pedra ou a Árvore eram tipos da Morada Divina que representava a Grande Mãe, ou Geradora [Bringer-forth]. (Veja o Apendice.)

Existe uma tribo, chamada tribo Seri [Seris], que vive nas regiões remotas do México; cuja fortaleza é a Ilha Tiburon, que possui muitas das mesmas cerimônias que encontramos entre os Australianos Aborígenes de certas tribos e negros Nilóticos.

  1. As mulheres têm os dois dentes incisivos derrubados para mostrar que elas estão “abertas.”
  2. Eles são Totêmicos, com o Pelicano como deidade tutelar, que protege contra acidentes e feridas de flecha; das presas dos animais e das armas de fogo do homem branco; tendo o Pelicano por seu Totem, que fez todas as coisas. — Zoótipo para Mut, Fig. Churchward - hieroglifinho - Mut a grande Mãe dos Egípcios.
  3. O casamento com qualquer um que não seja um Seri não é permitido (jamais se soube de um Seri mestiço).
  4. As mulheres de uma tribo não devem se casar com o homem da mesma — ou seja, uma mulher [do Totem] Pelicano deve se casar com um homem [do Totem] Tartaruga ou vice-versa.
  5. Cada clã ou tribo tem seus Totems, o Pelicano e a Tartaruga sendo considerados os mais antigos; e as mulheres têm bandas verticais de azul pálido, branco e rosa vermelho pintadas na testa e diretamente em suas bochechas e nariz, e nas bochechas é pintado, em um design curioso, o emblema sagrado e Totémico do clã — para distinguir seu Clã ou Totem. “Os Hindus fazem isso para mostrar sua casta.”
  6. A descendência é sempre reconhecida através da mulher e não do homem. Este é o caso dos Urabunna e de outras tribos no norte da Austrália. Nenhum homem é pintado, mas usa uma pedra verde na cartilagem do nariz. As mulheres aqui governam, os homens não tendo nada a ver com a organização das tribos ou o arranjo dos casamentos, e elas estabelecem todas as disputas, as mulheres mais velhas se juntam aos conselhos que são ocupados pelos homens. As mulheres fazem todas as cerâmicas, cestas e “tendas”, e todos os ornamentos, que consistem em pedras coloridas, conchas, etc., e elas preferem o cabelo humano à qualquer outra coisa para fazer cordas — eles nunca usam ou permutam as miçangas dos homens brancos. Quando as mulheres morrem, elas recebem enterro com comida e água para a jornada da alma, e seus espíritos são temidos como mais poderosos e mais prováveis ​​de retornar do que os dos homens. Nenhum homem branco, tanto quanto se sabe, pode falar sua língua ou jamais conheceu o nome de qualquer de seus homens ou mulheres. Eles usam machados de pedra, flechas envenenadas e lanças; e para cortar animais, usam os dentes e as mãos. Eles podem correr de quarenta a cinquenta milhas em uma noite e podem ultrapassar o cavalo mais rápido. Sua comida consiste em grandes tartarugas marinhas, mariscos, cobras, caça e frutas do Cactus e da [Àrvore] Mesquite. Eles raramente cozinham seus alimentos e roubam todos os animais que podem comer de outros Índios e dos ranchos Hispano-Mexicanos.

Fig. 56 - Churchward -

Os principais pontos a serem observados são: — 1. Que eles são divididos em Clãs ou Grupos Totêmicos. 2. Que os homens e mulheres de um mesmo Clã não devem se casar entre si. 3. Que os homens de um Clã, Tartaruga por exemplo, devem se casar com uma mulher do Clã Pelicano e vice-versa. 4. Que todas as mulheres têm os dois dentes incisivos derrubados. 5. Que eles fornecem comida e bebida para os mortos, acreditando que a Alma e o Espírito exigem isso, e que eles acreditam que estes podem retornar e fazer bem ou mal, mostrando assim propiciação. 6. Que a linhagem de descendência é [reconhecida] através da mulher, e que o “Pelicano” é o símbolo da Grande Mãe — (Mut, Egito.). Provavelmente há muitos outros pontos interessantes, se alguém pudesse habitar entre eles e encontrá-los, mas no momento eles matam e comem todos os estranhos.

O Barão Nordenskjold, em suas viagens na América do Sul, visitou e habitou por um tempo com os Índios Quichuas e Aymaras, vivendo ao redor do Lago Titicaca e nos montes dos Andes. Ele afirma que “esses Índios freqüentemente adoram Cristo e a Virgem Maria através de danças, em que o Sol é usado como símbolo de Cristo e da Lua para a Virgem Maria, mostrando como eles confundem a antiga religião com a fé Cristã” — mas este fato mostra e prova mais do que isso — e isto é, que a Virgem Maria tomou o lugar de Hathor ou Isis, a Deusa da Lua dos Egípcios, e Cristo [tomou] aquele [lugar] de Horus I. ou Osiris, ou Ra e Horus a Criança. Aqui encontramos outroelo para forjar a cadeia completa do passado, esperando apenas que alguém vá entre essas pessoas e obtenha toda a informação de seus costumes passados, como Spencer e Gillen fizeram com os Australianos — com um adicional conhecimento de Egiptologia. O Barão têm fornecido até agora poucos detalhes — muito poucos — e ainda assim muito; Um ponto tão grande este revelou e acrescentou ao nosso conhecimento que esses Índios têm indubitavelmente as doutrinas dos antigos Egípcios, se eles são descendentes diretos dos Incas ou não, não tem muita conseqüência. A Deusa da Lua, Hathor ou Isis (dois nomes para a mesma), se torna o tipo da Virgem Maria, e o Cristo, agora simbolicamente o Sol, tomou o lugar de Horus I. ou Osiris ou Ra, o que, não podemos dizer sem mais detalhes, mas a evidência é bastante clara que é um ou o outro, e como estes [Índios Quichuas e Aymaras], evidentemente, praticaram o então-chamado “Mito Solar,” seria Osiris ou Ra.

É outra prova da “origem Egípcia,” e outro prego cravado no caixão dos Arianistas, e abre uma porta para tal riqueza de conhecimento sobre esse assunto por qualquer um que possa ir e reunir os restos do passado que ainda existem entre esses pobres Índios. Assim, aumentaria grandemente a elucidação do mistério dos dias passados, mas duvidamos que isso possa ser alcançado por qualquer pessoa, a menos que esta tenha se familiarizado com o Primordial Egípcio e sua Escatologia; conhecendo estes, ela pode esperar obter todos os outros pontos que estão aqui esperando por ela, bem como provar o quanto do “Mito Estelar,” se houver, permanece ou é praticado ainda aqui — ou se não há nenhum. Nossa opinião é que grande parte do Mito Estelar será encontrado misturado com o Solar, e fundido em sua fé Cristã atual. Estes [Mitos Estelares] podem ser rastreados para a América Central, os Zapotecas e os Mexicanos — o [Mito] Solar para os Maias de Iucatã.

AS SOCIEDADES TRIBAIS SECRETAS DA ÁFRICA OCIDENTAL
Em seu interessante artigo, o irmão Fitzgerald Marriott traz uma lista das Sociedades Tribais Secretas da África Ocidental. Muitas partes de suas cerimônias são análogas a aquelas dos aborígenes da Austrália, o que mostra que elas têm uma origem comum, embora as sociedades tribais secretas da África Ocidental sejam de uma ordem superior e tenham um Mohammedismo adicionado a elas. Há também entre os Poro [Purroh] esses cinco mistérios: —

O primeiro ou o mais baixo é chamado Yáyá.
O segundo é chamado Woodya — este é o Mensageiro ou o Guardião de Entrada.
O terceiro é chamado Bénima — ele comanda o Diabo e é um Mensageiro Superior.
O quarto é chamado Konimahoohn — ele explica a lei.
O quinto é chamado Miseri — a palavra significa uma “Igreja” [“Church”; (“Círculo”)], também um “Homem do Livro” [“Bookman” (“Letrado”)].
O nível mais alto ou o chefe do Círculo, Guilda ou Sociedade, é chamado Mama Koomé. *
[ * — Isto é o mesmo que o Egípcio  Fig. Churchward - hieroglifinho - Maa-Kheru “Maa-Kheru”.]
Existem sete graus no Porroismo [Purrohism].

1. Bangan — um Probacionista (Loocumba).
2. Pornor — ou totalmente iniciado.
3. Lakka — quem é o Arauto.
4. Bé Kesey — o Jurista.
5. Famanja — o Moderador.
6. Negebana — o Vingador.
7. Svekoi ou Sopovewi — o Chefe da Casa.

As tribos da África Ocidental, Tshi, como os negros Australianos, Nilóticos e Bantos, são divididas em famílias Totêmicas e nomeadas em referência a algum animal ou planta, como a família Leopardo, a família Gato-Selvagem, a família Cachorro, a Família Papagaio, a família Banana, etc. Os membros dessas famílias são proibidos de comer o Totem, seja este animal ou vegetal, a partir do qual eles são nomeados, no entanto, devido à importância da Banana como alimento, os nativos da costa não reconhecem a regra como sendo aplicada neste caso.

Um homem Poro [Purroh] tem seis pequenas marcas cortadas nas costas, cada uma na forma de um triângulo equilátero, tendo o vértice no centro da vértebra espinhal e a base em ambos os lados das costelas; Ele também tem círculos concêntricos ao redor dos mamilos.

Fig. Churchward - hieroglifinho - Khui Land Egypt

Este sinal, também vemos claramente mostrado em uma das pedras em Ollamh Fodhla, como pode ser visto na foto (Fig. 72) e o significado é a Terra Khui do Egito, uma região do Amenta — terra dos Espíritos e Deuses.

Chamamos atenção especial para isso, porque é um fato muito importante, e um fato que por si só provará a conexão entre esses ritos antigos e sua origem.

A iniciação em uma das sociedades secretas desses Africanos Ocidentais irá lhe fazer passar por entre quase todas as várias tribos encontradas na costa Oeste ou na África do Sul; mesmo se as tribos que você tem que visitar ou passar estiverem em guerra ou inimizade mortal entre si, você é ajudado e passa sem ser molestado, como muitos homens brancos que experimentaram o mesmo podem testemunhar.

Na África Ocidental, o Velho Kongo era dividido em sete distritos ou províncias, com um Príncipe sobre cada um e um Suserano [Over-lord] ou Rei sobre todos — os Bini e os Iorubá eram da mesma forma, e os Pigmeus originais. Todos acreditavam nas sete potências (poderes) [seven powers] que representavam os atributos de Nzambi — Deus na Terra, e suas figuras de então-chamado “fetiche” simplesmente representam esses poderes em linguagem de sinais. Como os antigos Egípcios (veja mais tarde), eles acreditam que o homem tem

Uma Alma — que eles chamam Bakuku.
Uma Sombra — que eles chamam Dundu.
Um Ka — que eles nomeiam Zidundu.
Eles dividem as coisas do corpo em três partes, e as coisas do espírito em três partes.
Quando você pergunta a um nativo da África Ocidental a que família ele pertence, ele responde dando o nome da família de sua mãe, mostrando que eles contam na linhagem materna — a forma mais antiga.

Como os Australianos e outras tribos nativas, o local onde enterram seus mortos eles nunca mais visitam — é tabu — torna-se sagrado. Eles têm seus “bosques sagrados” e “árvores sagradas”, animais [sagrados], etc.

Os Bini, quando constroem suas casas, constroem uma figura sagrada na parede. Esta figura é importante para os estudantes que desejam obter a origem e o significado de sua antiga religião e governo.

O Sr. R. E. Dennett fez um bom trabalho ao estudar essas coisas em detalhes. Ele afirma que: — “no topo da figura há um pássaro,” significando representar “Ifi,” — o Filho de Deus — I.U. ou I.A.U. “Imediatamente debaixo deste estão quatro linhas paralelas, com dezesseis marcas ou furos em cada uma, então um espaço é deixado, e então duas linhas paralelas, com oito marcas ou furos — ou seja, vinte e quatro marcas ou furos no total, com um espaço entre as primeiras e as segundas linhas — ou seja, as primeiras quatro e as duas últimas.”

Aqui temos um pássaro representativo para Horus I.

As quatro primeiras linhas, representando os quatro filhos de Horus, que são chamados de:

Ibara,
Edi,
Oyekun,
Ogbe,

e as dezesseis marcas ou furos, representando os poderes ou atributos de cada um, em linguagem de sinais, como encontramos no Ritual do antigo Egito. Das duas linhas inferiores, não conseguimos verificar os nomes, mas não temos dúvidas de que estes representariam as duas vidas — Terrena e Espiritual, e as oito marcas ou furos os atributos das mesmas, como os Sete Gloriosos [Seven Glorious Ones] com O Único [The One] adicionado — ou seja, oito.

Todas as pessoas de Bavili, Bini, e Iorubá possuem o mesmo. Um dos seus símbolos sagrados é o triângulo, descansando sobre uma Coroa, com o “Olho que Tudo Vê” [“All Seeing Eye”] no centro, e penas no exterior do triângulo, representando os Raios de Luz ou Delta.

Fig. 57 - - Churchward - triangulo com quadrado no centro e circulo com ponto dentro no meio

No centro do triângulo há um pedaço de espelho, ou algo brilhante para representar “Luz” — “Luz do mundo.”
Isso mostra claramente que essas pessoas trouxeram todos os seus mitos, linguagem de sinais, etc., como acima, dos antigos Egípcios, há milhares de anos, um pouco alterados agora, mas ali [Egito] está a origem, e para estes [antigos Egípcios] devemos nos voltar se desejamos encontrar a chave de sua religião, filosofia e formas de governo — um tipo muito mais moral e superior do que a maioria supõe, tanto na religião quanto na forma de governo, mas que, infelizmente, o intruso branco não reconhece ou conhece, e então classifica inteiramente como “idolatria e ignorância.”

O Sr. R. E. Dennett, evidentemente, dedicou muito tempo e estudo, e realizou um bom trabalho, mas somos de opinião que, se ele tivesse estudado o Primaordial Egípcio, ele estaria em posição de nos dar mais informações sobre os assuntos que ele escreveu sobre; e esperamos que este trabalho possa induzi-lo a fazê-lo.

É de se lamentar que, no presente, não tenhamos uma descrição mais completa dos segredos e dos mistérios das tribos da África Ocidental, mas há o suficiente para que um estudante veja que eles se originaram no antigo Egito e, sem dúvida, a totalidade desses segredos será revelada.

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CAPÍTULO VII
Nós não concordamos com Sir Harry Johnston (“The Uganda Protectorate”) em sua declaração de que “a raça Negra certamente se originou no Sul da Ásia, possivelmente na Índia, não muito longe do próprio centro onde o próprio homem emergiu de alguma forma semelhante ao Pithecanthropos Erectus, de um ramo dos macacos antropóides.” Nossa crença, a partir dos estudos anatômicos e outros das várias raças, é que o lar original do homem foi no vale do Nilo e suas fontes, e não no Sul da Ásia, os habitantes originais da qual [Asia] vieram daqui [África], sendo o centro do êxodo para o mundo. Aqui ainda encontramos os quatro tipos diferentes de Lêmures, de um ramo do qual, sem dúvida, o homem descendeu — um macaco antropóide — que ainda pode existir na floresta do Congo, e a partir deste o tipo de Pigmeu e deste Pigmeu “os negros Masaba, homens semelhantes a macacos [ape-like men], os arcos superciliais projetando-se fortemente, as sobrancelhas baixas, os narizes achatados, as narinas abaulentas, os lábios superiores longos, o queixo recuado, amplo na medição zigomática, desenvolvimento craniano muito pobre, indivíduos com muito prognatismo. As mãos e os braços longos, os pés grandes e desajeitados, os joelhos se voltam para dentro e as pernas são muito curvadas.” Foi dito que nem estes, nem os Pigmeus, circuncidam nem decoram o corpo com qualquer padrão ou cicatrizes ou vergões. Eles são a raça negra mais primitiva e fundamental, uma raça aborígene, de fato, que ainda não desenvolveu nenhuma daquelas cerimônias totêmicas que encontramos no negro mais desenvolvido, o qual emanou, por assim dizer, pela evolução desses. Estes [negros originais] espalham-se N. L., S. e O. em todo o mundo, e ainda temos restos deixados [por eles]. Os Viddas do Ceilão — a raça que os Ainu expulsaram e destruíram no Japão — a primeira raça no México, e depois deles, desenvolvida pela evolução, os tipos de “homens cabeludos” [“hairy men”]. Os negros Nilóticos, que possuem “Cerimônias Totêmicas,” são um tipo mais elevado de negros do que os Masaba, e por evolução foram desenvolvidos a partir deles. A partir dos primeiros negros Nilóticos podemos traçar os Masai, uma raça fina de homens, desenvolvida a partir da fonte Nilótica inicial, e podemos ver o quanto mais eles avançaram rumo à civilização. Eles têm em seus textos os mesmos mitos Cósmicos, contos morais e religiosos e noções e tradições religiosas que encontramos nos antigos papiros Egípcios do Mito Estelar. Suas características físicas e mentais, suas instituições sociais e militares, mostram o progresso que eles realizaram para atingir um estado superior. Em muitos dos antigos túmulos e esculturas murais, os rostos e as formas dos mais antigos Egípcios que encontramos são, sem dúvida, semelhantes aos dos Masai, que agora estão morrendo. Há uma pergunta em nossa mente se alguns deles não emigraram para o sul e formaram o núcleo das grandes tribos Zulus.

Os aborígenes Ainus, Australianos, e da Nova Guiné, descendentes dos negros Nilóticos, ainda têm muitas das formas, ritos e cerimônias da idade Totêmica inicial. Basta colocar os aborígenes Australianos e os negros Nilóticos juntos e depois examiná-los anatômicamente para estabelecer sua identidade, sem falar das deduções a serem extraídas das características semelhantes em todos os seus ritos e cerimônias atuais.

A capacidade cranial dos Pigmeus é muito baixa onde quer que encontremos seus restos, cerca de 960 c.c., e as suturas fecham cedo, evitando assim o desenvolvimento do cérebro e retardando a aprendizagem. Como resultado, a evolução progressiva seria lenta. Para entender plenamente a evolução, é preciso voltar para essas pessoas primitivas de baixa estatura e grande desenvolvimento muscular: os primeiros homens-terra ou homem vermelho — ou seja, o homem Paleolítico. À medida que estes se espalharam mais para o norte, o frio clima do norte faria com que seu tecido muscular desenvolvesse uma maior força e eles se tornariam mais resistentes do que aqueles dos climas quentes. O mundo inteiro provavelmente foi povoado por esses “negróides” primeiro, certamente muito antes do último período glacial. À medida que o frio se tornava muito intenso para viver nas latitudes do norte, eles foram impulsionados de volta para o sul novamente. Alguns, sem dúvida, foram mais ao sul do que outros. O frio os induziria a viver em cavernas e lugares subterrâneos, e eles teriam que pensar como poderiam se manter quentes e obter comida, como fixar peles [animais] juntas e permitir que conservassem seu calor natural e um início de dispositivos mecânicos para vestimenta, portanto, eles teriam que usar seus cérebros cada vez mais, o qual gradualmente aumentaria em tamanho e desenvolvimento celular. Assim que o frio extremo terminou, eles se espalharam para o norte novamente e seriam seguidos por aqueles que se desenvolveram tanto em estatura quanto em capacidade cerebral no Egito e nos vales do Nilo, como vemos que estes eram um povo mais alto, mais enérgico e mais guerreiro — estes eram da idade Neolítica e trouxeram o Mito Estelar consigo. Eles expulsaram e exterminaram as primeiras pessoas primitivas, como vemos que os Ainu e os Australianos fizeram no Japão e na Austrália, e como o [homem] Neolítico fez com o [homem] Paleolítico aqui nessas ilhas e na Europa em geral. Isso provavelmente levou muito tempo, já que todos não seriam exterminados de uma vez. Alguns, sem dúvida, se misturaram com os conquistadores, mas, em muitos casos, eles morreriam naturalmente. Os casamentos e inter-casamentos devem ser levados em consideração nos desenvolvimentos e evolução posteriores, bem como o meio ambiente.

No que diz respeito à evidência que nos foi deixada, o homem Paleolítico vivia simplesmente da caça e da pesca. Quanto tempo essas pessoas pequenas existiram antes da Era Neolítica, é impossível dizer, provavelmente 100.000 anos, e até agora não há evidência de eles terem qualquer Mito.

Zaborouski atribuiu a Sergi uma declaração de que os Egípcios estão difundidos através da Ásia Menor, do Sul da Rússia e de outros lugares, a qual Sergi não afirma ter declarado; no entanto, é bem verdade. Sergi, no entanto, não volta suficientemente longe para os Êxodos diretamente. Destes, o primeiro foi o homem Paleolítico, restos do qual foram encontrados esparsamente, o segundo foi o Neolítico Inicial. Seus esqueletos, lugares de enterro, etc., são muitos. As observações etnográficas de Heródoto e outros escritores clássicos são recentes demais para serem levadas em consideração séria ao provar a origem da raça humana, embora sejam interessantes nos fatos que eles observaram quanto aos costumes das pessoas que visitaram. O professor Sergi concorda e prova pela antropologia, “que a origem e a migração do elemento racial Africano ocorreram em tempos primitivos, a partir do Sul em direção ao Norte.” Os tipos de Cro-Magnon e Homme-Mort, e outros em localidades Francesas e Belgas, bem como os restos mais antigos dessas ilhas, testemunham a presença de um estoque Africano na mesma região em que encontramos os dólmenes e outros monumentos megalíticos erroneamente atribuídos aos Celtas. Todos estes estenderam-se amplamente pelo mundo e tinham os mesmos primitivos costumes funerários, crânios, longos antebraços, etc., até serem modificados por homens e por influências mais fortes, e somente no Egito podemos encontrar o centro do qual estes se originaram e migraram.
Os restos encontrados em Harland Bay, Cornwall e Naqada são típicos (veja mais adiante). Os “Celtas” foram aqueles que vieram depois e modificaram seus costumes fúnebres através da introdução de cremação.

Uma razão pela qual Loiros são encontrado no Norte da África pode ser determinada a partir do movimento retrógrado do povo do norte ao ser rechaçado novamente durante o Período Glacial; que apenas uma pequena porcentagem de Loiros seja encontrada no Norte da África provaria que apenas alguns “cruzaram de volta” durante esta época intensamente fria, quando a vida não poderia existir mais ao norte do que o centro da França. Os crânios e os tipos físicos destes no Norte da África têm tantos caracteres semelhantes aos Finlandeses (um povo do norte) que equivalem a uma prova positiva quando somados a outras [provas] trazidas no presente trabalho.

Diversos autores deram entre 70.000 e 200.000 anos para a Idade Neolítica. Quando sua cultura estava muito avançada, eles cultivavam o solo, criavam animais, compreendiam a arte de fiação, tecelagem, fabricação de cerâmica, também trabalho em cobre, estanho e ouro, e tinham o conhecimento do Mito Estelar. Em algumas partes da Europa, pelo menos, o intervalo entre o Paleolítico e o Neolítico é tão abrupto e impressionante que é somente assumindo um desaparecimento inteiro ou quase completo do primeiro, e um subsequente repovoamento pelo último, que veio do Egito e dos vales do Nilo, que se pode entender o passado, porque, enquanto o homem primitivo ainda estava lutando pela existência com o mamute e outros animais, já havia sido desenvolvido um grau de cultura relativamente avançado nos vales do Nilo; e esse êxodo se espalhou por todo o mundo. Ao traçar a evolução do homem, há um ponto particular de importância considerável, não conseguimos encontrar nenhum autor que se expandisse sobre [este ponto], e este é, o desenvolvimento e a evolução do Cabelo, a partir do caráter “encarapinhado” [“pepper-corn”] curto, que encontramos nos Pigmeus primeiro e, em seguida, para as pessoas que tem cabelos longos e lisos. Fornecemos aqui fotos dos Pigmeus, Tasmanianos e Bosquímanos, que possuem característico cabelo “encarapinhado;” mas como um fato para somar e provar com outros [fatos] no desenvolvimento do cabelo da raça humana, este deve e precisa ser levado em consideração.

Fig. 58 e 59 - Churchward - -.jpg

Nos Pigmeus temos a primeira forma de cabelo do homem primitivo, então, à medida que a evolução ocorreu, encontramos certas modificações que se passam no caráter do cabelo juntamente com outras condições anatômicas; e aquelas tribos mais próximas dos Pigmeus têm a aproximação mais fiel das mesmas características.

Fig. 60 61 E 62 - Churchward - - -.jpg

Fig. 63 - Churchward --  um tamahu do egito.jpg

Fig.  - Churchward --  bushman.jpg

 

Nos bosquímanos, nós o temos [o cabelo] quase idêntico e, a partir de fotografias ainda existentes dos Tasmanianos agora exterminados, ele é muito característico, com outras condições anatômicas. Basta olhar e comparar as fotos aqui reproduzidas. Como pode ser visto a partir dessas fotos, a condição anatômica do nariz, lábios, forma da cabeça, etc., são as mesmas, e também o cabelo, como mostrado quando está curto. Na fotografia do Tasmaniano vemos que o cabelo foi permitido “crescer bastante” e dá uma aparência muito peculiar. A partir deste para o cabelo das várias outras tribos, mais removidas de suas características anatômicas pelo maior desenvolvimento — Zulus, Negros, etc., há, e pode ser rastreada uma perda gradual do cabelo encarapinhado [pepper-corn] para o cabelo “encaracolado” [“curly”] dos negros e outras tribos. Nas fotografias dos Australianos, vemos que há muito do “cabelo encaracolado” ainda entre algumas dessas pessoas, o que ajuda a provar sua origem; outros o têm muito mais liso, e alguns perderam a natureza encaracolada. Muito pode ser dito sobre este assunto, que é um dos [assuntos] que estudamos, mas o que já mencionamos consideramos ser suficiente para este trabalho. Para todos aqueles que estão interessados ​​neste ponto, nós temos certeza, se eles estudarem o Etnol [Ethnol], encontrarão as peculiaridades de cada raça — o cabelo, e seu desenvolvimento, juntamente com outros desenvolvimentos anatômicos — que devem ser levados em consideração, e que todos os povos primários ou Paleolíticos que saíram dos vales do Nilo, tinham esse cabelo “encarapinhado” [“pepper-corn”], cujos remanescentes podem ser encontrados em todo o mundo, alterado pelo tempo, evolução, e meio ambiente, para o liso.

Algumas informações adicionais podem ser obtidas, por aqueles que desejam verificar a verdade, estudando os caracteres físicos oferecidos pelos monumentos Egípcios — os tipos representados sob o nome de Tamahu. O mais antigo tem o característico cabelo “encarapinhado” longo, como vemos nos Tasmanianos, os lábios são finos e não como os dos negros, a barba é pouca, etc., com a trança de Horus [Horus lock] e duas penas na cabeça. No próximo tipo, encontramos os lábios grossos, como os dos negros, e os cabelos muito mais longos e ondulados ou encaracolados. Para mais informações sobre este ponto, a obra “The Mediterranean Race” do Professor Sergi é valiosa.

OS PIGMEUS

Desde a escrita do precedente, com a amável permissão do Gerente do Hipódromo de Londres, do Sr. Fred Trussell e do Coronel Harrison, que os trouxeram das florestas de Ituri, no Estado Livre do Congo [Congo Free State], nós temos sido capazes de examinar os Pigmeus aqui em Londres.

Estes Pigmeus são homens primitivos — os pequenos homens da terra [little earth men]. Eles não são negros, mas são negróides, e muitas de suas características anatômicas mostram a relação próxima que eles carregam com o Pithecanthropus Erectus.

Fig. 64 e 65 - Churchward --.jpg

A altura destes Pigmeus varia de 1,378 m, o mais alto, até 1,158 m, o mais baixo; e eles pesam de 44,5 kg, o mais pesado, até 23,4 kg, o mais leve. A altura média de trinta e oito dos Pigmeus Aka [Akka], do país Monbuttu, é dada como 1,378m por Deniker, e trinta Akas, medidos por Emin Pasha, deram uma altura média de 1,36 m.

Fig.  - Churchward -- Crianças Bosqímanos.jpg

Fig. 66 E 67 - Churchward --.jpg

 

Tem sido afirmado que esses Pigmeus se casam com cerca de oito anos de idade e não vivem mais de quarenta anos, mas não achamos que haja dados suficientes para provar as idades dessas pessoas pequenas, de um jeito ou de outro. O próprio povo não faz qualquer idéia de sua idade, e a declaração feita a respeito deles é, obviamente, simples adivinhação. O Sr. Geil, quando perguntou ao Pigmeu mais velho que viu quantos anos ele tinha, recebeu a resposta “muitas luas,” e o Pigmeu abriu e cingiu os dedos várias vezes, de modo que ele pensou que ele tinha cerca de cinquenta anos. Um artigo muito interessante foi escrito sobre esses Pigmeus pelo Dr. G. E. Smith, em The Lancet, 12 de agosto de 1905, a quem devemos a reprodução dessas fotografias.

Sua COR é marrom-chocolate — em vez de uma tonalidade avermelhada. O RITO DA CIRCUNCISÃO parece não ter sido definitivamente estabelecido por aqueles que viram a maioria dos Pigmeus — alguns afrimam que eles não circuncidam, outros (Sir Harry Johnston, Protetorado de Uganda) afirmam que os homens de todos os Pigmeus do Congo vistos por eles eram circuncidados . No caso destes [Pigmeus] em Londres, apenas o chefe era, e, portanto, seria uma questão importante saber se todos os chefes são apenas, ou se apenas os homens quando se tornam homens plenamente desenvolvidos.

O CABELO é peculiar, e é o mesmo no homem e na mulher quanto ao comprimento, cor e caráter. O Coronel Harrison afirma: “O Penteado [Hairdressing] é uma ótima arte entre eles, quase tantos padrões são cortados na cabeça quanto há tons de cor.” As cerdas do porco vermelho formam seu tocado e brincos favoritos; Estes eles torcem em pequenos cachos e amarram em tufos aos cabelos. Este [cabelo] é rigorosamente enrolado, e tem as discretas bolinhas encarapinhadas, e [é] de uma aparência peculiar, sem lustre, e não o que se chamaria de preto, mas de um matiz cinza esverdeado indefinido. O Sr. Cozens declarou ao autor que ele os viu raspar “completamente” com pedaços de vidro, e eles disseram que isso era feito para protegê-los da “Matakania.”

Eles são DE PEITO-LARGO, DE PESCOÇO CURTO, DE APARÊNCIA FORTE, MUSCULOSOS e BEM-FORMADOS. Os braços dão a impressão de que eles são muito mais longos que os Europeus. As medições precisas do Dr. Smith dão o “antebraço” como sendo em média 1 por cento mais longo, mas o braço e as pernas são do mesmo modo que nos Europeus. Lamentamos que não conseguimos obter uma “radiografia” dos ossos do antebraço, para ver se havia uma maior distância entre os ossos do que a média dos Europeus. Percebemos várias “cicatrizes” nos braços, no lado esquerdo, mas não conseguimos obter uma resposta definitiva quanto ao seu significado.

Fig. 68 - Churchward -- -.jpg

 

O contorno geral da cabeça está bem representado nas placas aqui reproduzidas. Nós damos as medidas do Dr. Smith, já que não tivemos uma oportunidade adequada para medi-los nós mesmos, como afirmado em nosso artigo, “A Study of the Pygmies” [“Um Estudo dos Pigmeus”], em The Standard, 7 de julho de 1905. O ótimo artigo do Dr. Smith em The Lancet , 12 de agosto de 1905, é muito preciso e importante em relação às medidas: “Todas as cabeças são ovoides na norma verticalis, e os índices de largura do comprimento são respectivamente 76’5, Mongungu; 77’7, Bohani; 78, Mafutiminga; 78’7, Amooriapee e 79’1 ambos Matuaha e Kuarhe. As alturas de quatro dos cranios são quase idênticas — 135, 137, 139 e 139, as dois povos antigos tendo as cabeças mais altas [loftier heads], a altura craniana da mulher Amooriape sendo 144 milímetros (comprimento da cabeça, 174) e 155 milímetros a do homem Bohani (comprimento da cabeça, 184). A circunferência horizontal das cabeças são: 514, 544, 533, 518, 514 e 505 milímetros, respectivamente. Como medida de seu prognatismo, os índices expressivos do comprimento proporcional dos raios nasal e prostiônico [próstion] são 111, 104, 115, 110’5, 107 e 108. O Bohani é o menos prógnato e o Mafutiminga o mais.”

NARIZ. — A raiz do nariz é excepcionalmente achatada e muito ampla — de 40 a 49’5 milímetros. O tipo de nariz Pigmeu característico é bem visto nas ilustrações; A ponta é ampla e achatada e a ala é bastante expandida, embora eles variem um pouco em alguns detalhes.

SOMBRANCELHAS. — Bem formada e diferente da do negro.

DENTES. — O coronel Harrison afirma: “Eles são abençoados com dentes maravilhosos, podendo mastigar ossos com facilidade — um passatempo que eles gostam particularmente. Observamos que seus dentes eram largos, bem formados, e do ‘tipo animal.’ O Sr. Cozens afirma que ele viu alguns dos Pigmeus “limando seus dentes.”

LÁBIOS. — São bastante característicos. Eles não têm os lábios grandes e carnudos do negro. O Pigmeu tem lábios longos e bastante estreitos; a parte superior tem uma projeção sub-nasal notável, e quando bebendo ou falando, a combinação do nariz achatado e dos lábios dá uma aparência surpreendentemente Simiana. Os lábios de uma mulher foram perfurados em três lugares. (Veja fotografia de Kuarhe.)

ORELHAS. — As orelhas são pequenas; Os lóbulos não são bem desenvolvidos, e no Matuha, a aurícula [pavilhão auricular] é grosseiramente formada. Algumas das orelhas são perfuradas, mas não em todos. O queixo é pequeno e a mandíbula é estreita e pontudo. Somente o Bohani tem uma barba; esta consiste em um pequeno crescimento hirsuto de cabelos curtos e enrolados no queixo e no lábio superior, e o cabelo é o mesmo no peito e no abdômen. Os pêlos púbicos e auxiliares em todos os outros é o mesmo, e o mesmo nas mulheres. Eles raspam parte da cabeça às vezes, como pode ser visto nas fotos, às vezes em um lado e às vezes no outro, e outros novamente apenas deixam uma franja. Isto, provavelmente, está relacionado com alguma cerimônia sagrada que nos é desconhecida no presente com nosso conhecimento limitado de seus hábitos.

ABDÔMEN. — Em todos os Pigmeus há uma proeminência extraordinária do abdômen, que não é o resultado de sobrealimentação, mas é devida ao ceco estar colocado alto na região lombar, a partir dele o cólon é curvado para baixo para a direita e a fossa ilíaca, tornando-se grandemente distendida, persegue um curso sigmóide através do abdômen, e essa proeminência não é devida ao aumento do fígado, como o Sr. Geil afirma em seu livro.

ESTEATOPIGIA. — Em algumas das mulheres mais jovens e nos Kuarhe há uma condição esteatopígica distinta.

CÉREBRO. — O peso médio do cérebro em um Pigmeu saudável é de cerca de 900 gramas.

MÚSICA. — Sua música é semelhante à dos negros Sudaneses. O Sr. Geil, que os visitou, diz: “Eles adoram dançar, muito felizes, e rir e cantar, continuamente fazendo piadas. Sua voz é realmente muito melodiosa.” O Tenente-Coronel Harrison diz “que ele viu nativos dançarem em todas as partes do mundo, mas nada para superar a agilidade dessas pessoas pequenas, que são ensinadas a dançar quase antes de poderem correr.” Ele afirma “que é maravilhoso assistir setenta ou oitenta homens, mulheres e crianças rodeando para dentro e para fora, circulando e circulando, mantendo sempre os tom-toms em seu centro, cada pé em toda a linha se movendo juntos e cada balance da cabeça e cada torção do corpo sendo executados com precisão militar.” O Coronel Harrison acrescenta: “Quão interessante seria segui-los, em seu próprio dialeto, através de todas as peças e cenas que suas danças descrevem!!! Há danças de funeral e de casamento, a dança da caça e a dança da luta (uma dança curiosa, em que eles tentam derrubar um ao outro pelo engatamento [interlocking] das pernas).” — Nós vimos esta e chamamos a atenção para a mesma. — Então eles têm a dança do fetiche, a dança da guerra, a dança do macaco, executada quase em uma posição sentada e muito mais. Dançar parece ser a sua única fonte de prazer, e muitas horas são passadas em sua indulgência.

IDIOMA. — Seu idioma não é apenas um idioma de “cliques,” como já vimos afirmado; muitos dos sons são bastante suaves e principalmente labiais e linguais, e não tantos linguais dentais; Nós também não concordamos com o que vimos afirmado por Sir Harry Johnston, a saber: * “Que eles não têm linguagem própria, mas apenas falaram as palavras que aprenderam com as tribos vizinhas.”

[ * — Nós fizemos essa declaração ao vê-la em um jornal diário, mas Sir Harry Johnston já havia desde então, em uma carta em The Lancet, em resposta a uma que lhe escrevemos, afirmado que ele não mantém essa visão dogmática. O Sr. R. Tovey Cozens, que viveu entre os Pigmeus por muitos meses, informou o escritor de que tinha certeza de que os Pigmeus tinham uma linguagem própria; Ao mesmo tempo, eles podiam falar o idioma dos negros que os cercavam. Eles tinham sepulturas (burial grounds), que, no entanto, eles se esforçavam para manter em segredo; Eles apenas enterravam seus mortos à noite, e foi seguindo-os, despercebidos por eles, que descobrimos isso. Eles enterram seus mortos na posição três vezes curvada (thrice-bent position), colocados sobre o lado. Ao mesmo tempo, ele concorda com o Sr. Geil naquilo em que eles nem sempre enterram seus mortos em seus “cemitérios” (“burial grounds”), mas às vezes como o Sr. Geil afirmou, mas nunca viu quaisquer “braceletes de ferro” colocados nos túmulos. Ele é de opinião que os Pigmeus, em regra, não se circuncidam.]

Nós não dizemos que os Pigmeus não adquiriram algumas palavras das tribos vizinhas com as quais eles estiveram em contato, mas não temos a menor dúvida de que eles possuem uma linguagem monossilábica própria, e uma das principais provas reside no fato de que eles falam palavras que têm o mesmo som que os antigos Hieróglifos do Egito, como os pronunciamos, e nossa afirmação é que estas [palavras Pigmeas] são os “originais.” Pode haver poucas palavras para expressar todos os seus significados, mas devemos chamar esta de “a primeira e mais antiga linguagem do homem primitivo,” e que as tribos que usam a mesma e o antigo Egípcio, que é o mesmo, devem ser palavras Pigmeas originais. Sem dúvida, muitas outras palavras foram inventadas por tribos vizinhas, como sempre encontramos povos progressistas inventando palavras; e assim as palavras e o idioma cresceram, pois o modo de articulação para diferentes sons tornou-se mais fácil com a prática daqueles que eles tinham. Não pode haver nenhum argumento real de que esses Pigmeus aprenderam essas palavras a partir dos antigos Hieróglifos Egípcios e tribos vizinhas, porque isso implicaria na aceitação de que alguns antigos Egípcios, em um estado de civilização muito superior, retrogrediram, perderam todos os registros do tempo e degeneraram para os Pigmeus, o que, levando em consideração sua condição anatômica, seria impossível; Mas quanto mais estudamos os fatos que já foram trazidos à luz, a maior prova é que o Pigmeu é o mais antigo e primeiro homem, e com ele se originou o idioma, e as primeiras cerimônias sagradas, como provaremos mais tarde. Aprendemos algumas das palavras Pigmeas e damos-lhes aqui com os antigos Hieróglifos, e só lamentamos que não conseguimos obter todas as suas palavras. Elas estão escritas fonéticamente, pois o Sr. F. Trussell (a quem devemos o mesmo) afirma que ele usou a etimologia Francesa, pois não conseguiu obter os sons em Inglês. O Sr. Geil afirma que eles têm uma linguagem de sinais própria, que todos entendem. Isso é muito importante, um vez que nem todos os negros têm, embora os Australianos Aborígenes tenham. Também é afirmado que eles colocam um pequeno talo de samambaia [fern] através de seus narizes às vezes.

É importante observar estes pontos em relação aos pigmeus: —

  1. Eles têm uma Linguagem de Sinais própria. Isso nós provamos, uma vez que conseguimos fazer com que eles compreendessem muitos sinais que conhecíamos e compreendermos seus sinais para nós.
  2. Eles constroem Casas para os Espíritos [Spirit Houses].
  3. Às vezes eles usam o “Espeto de Nariz” [“Nose Stick”]. O Sr. Cozens afirma que este às vezes é um osso.
  4. Eles têm danças sagradas.
  5. Eles marcam a Testa e as Bochechas com Tinta Vermelha e às vezes esfregam sangue sobre.
  6. Eles acreditam em Espíritos Ancestrais e Reencarnação.
  7. Eles sempre estiveram nas florestas desde sempre.
  8. Que, quando eles morrem, o Espírito deles entra em uma grande serpente, que vem e visita o acampamento por um tempo e depois desaparece; nunca os faz mal, e eles nunca a molestam.
  9. O Cabelo, os Lábios e as Condições Anatômicas geralmente — como “homem primitivo,” não desenvolvidos pela evolução na extensão do negro.
  10. Seu Método de Existência — vivendo pelo Arco e Flecha e Lança, etc., e não cultivando o solo ou domesticando animais como homem Neolítico.
  11. Nômades, mas Paleolíticos e não Neolíticos.
  12. Não se casam com outras tribos, mas entre si — esse também é o costume das tribos mais antigas do México, o Seri; e a de menor estatura. Eles não têm nenhum local de enterro comum para os mortos, mas cada um é enterrado na terra onde o acampamento está, e então o acampamento prossegue [para outro local]. Este último, no entanto, o Sr. Tovey Cozens refuta por observação.FIG. CHURCHWARD - ALGUMAS PALAVRAS PIGMEAS.jpg

FIG. CHURCHWARD - ALGUMAS PALAVRAS PIGMEAS III.jpg

 

Eles podem contar até 100, têm um sinal particular para 50, também para 100. Eles contam o tempo pelo tempo “lunar” — eles não têm “dias,” mas têm “estações” e “luas.” A maioria, se não todos, tem apenas uma esposa, e raramente mais de dois ou três filhos. Eles têm o conhecimento mais maravilhoso de venenos e contra-venenos, e os negros ao redor deles vêm a eles se envenenados por mordidas de cobras ou outros répteis. Eles enterram seus mortos no mesmo dia em que morrem, com a roupa de casca [bark cloth] usada em vida, cobrem-lo com flolhasverdes e terra, e colocam na sepultura um par de braceletes de ferro (?). O cadáver é enterrado perto ou sob a fogueira central no acampamento. Eles lamentam por alguns dias. Eles cantam e choram por três dias, mas não dançam, e depois vão embora e constroem outro acampamento. Eles são nômades, e sua estadia média em um lugar é de três meses. Eles constroem seus acampamentos sob a forma de uma elipse e suas cabanas sob a forma de meia lua, todas voltadas para dentro, com uma grande fogueira central e pequenas fogueiras em frente a cada cabana. O Sr. Geil afirma que “os Pigmeus vivem em pequenas cabanas, aos ramos das quais folhas grandes são presas com fibra. Dentro das cabanas frondosas há pequenos sofás das mesmas grandes folhas simétricas, juntas, fazendo ‘pequeninas camas aptas para uma deusa fada [‘elfin beds fit for a fairy goddess’]. Ao contrário de tantas habitações nativas, a cabana Pigmea é limpa e o Pigmeu também é limpo, e é um bom caçador.” O Tenente-Coronel J. J. Harrison, que penetrou na grande floresta de Ituri, e fez amizade com os Pigmeus e trouxe alguns deles de volta para a Inglaterra consigo (ver fotografias) diz que “toda a nação Pigmea parece ser dividida em pequenas tribos de cerca de sessenta ou setenta pessoas, cada uma [tribo] obedecendo seu próprio chefe. Eles vivem uma vida inteiramente errante como nossos ciganos. Suas cabanas, feitas de ramos e folhas, medem cerca de 7 metros de diâmetro e 4 metros de altura, ficam escondidas em lugares quase inacessíveis , para que ninguém possa se aproximar deles inesperadamente. Eles nunca roubam um do outro, mas roubam dos negros e dos Belgas com impunidade.” Os Pigmeus dizem que nunca se casam com os negros ou outros, mas apenas com eles mesmos — ou seja, com outros Pigmeus. *

[ * — A partir de informações que recebemos, é provável que algumas mulheres Pigmeas tenham sido entregues ou vendidas a alguns dos negros em sua vizinhança, e o Sr. Tovey Cozens nos informou que a sua prática a respeito de estranhos que estão entre eles é a mesma como com os Australianos e outros.]

O Sr. W. E. Geil diz que ele perguntou ao Chefe dos Pigmeus sobre os espíritos dos Pigmeus no futuro, e toda a resposta que ele pôde obter foi: “Nós não sabemos sobre espíritos. Quando enterramos um homem, o corpo desse homem entrará em uma grande serpente, e a serpente virá e nos verá. Ela se aproximará de nós e se enrolará, mas não nos morderá.” Perguntei uma segunda vez sobre isso, e o Chefe persistiu em dizer “que a serpente viria vê-los e não os mordia, e eles não lhe fariam nenhum mal. Isso é tudo, ela irá desaparecer depois.” O Sr. Geil afirma que os Pigmeus acreditam em um bom espírito e um mau, e alguns [acreditam] no dedo do destino; “que eles têm um ar estranho e misterioso, que eles atribuem à sua crença religiosa.” Ele menciona o nome de uma tribo dos Pigmeus como “Ti-Kiti-Ki,” o que significaria no Egípcio antigo, “homens da dupla caverna” [“men of the double cave”]. É importante notar que os Egípcios mais tarde costumavam pensar e acreditar que o Deus Sol — “Osíris em forma mumificada” — ou a carne de Ra renascia na vida de um novo dia somente depois de ter passado através do corpo de uma serpente, e saido na Caverna Dupla em uma Ilha em um Lago em forma espiritual (veja mais adiante). Assim, vemos que a idéia dos Pigmeus sobre o espírito habitar primeiro o corpo de uma grande serpente foi trazida e utilizada em seu mito Solar — era uma reencarnação do espírito, e eles provavelmente adotaram a serpente como um tipo porque percebem que ela deixava sua pele uma vez por ano, e então surgia como uma “nova serpente,” e assim eles a associaram à regeneração do espírito. Sentimos que para obter a verdade de todas as origens passadas da mitologia e de tudo o que se seguiu, alguma pessoa capaz deveria ir morar entre esses Pigmeus, ganhar a confiança deles e estudá-los como Spencer e Gillen fizeram com os Australianos; então muitos pontos seriam indubitavelmente esclarecidos, e o “livro do passado” poderia ser lido e estaria aberto para aqueles que estudaram e entenderam. O quanto do “passado original” dos Pigmeus permanece no presente ou o quanto está “perdido” é uma questão aberta, mesmo quando ganhamos todo o conhecimento que é possível agora, porque as eras e eras que essas pessoas pequenas viveram em sua grande floresta, naturalmente, tendem a apagar ou alterar algumas de suas idéias e costumes, mesmo que apenas em uma forma modificada no início, como vemos nos Australianos. Não podemos concordar, portanto, com o Dr. Wallis Budge em sua declaração em The Gods of the Egyptians, vol. i. p. 27: [que] “Não há motivo para duvidar que nos tempos Neolíticos os Egípcios primitivos adoraram os animais como animais e como nada mais: a crença de que os animais eram a morada de espíritos ou deidades cresceu em suas mentes mais tarde, e foi isso que os induziu a mumificar os cadáveres de pássaros, animais e peixes, etc., no qual eles achavam que as divindades tinham estado encarnadas.” Ora, os Pigmeus, de onde todos brotaram, não adoram os animais, mas acreditam que o espírito habita a serpente por um tempo após a morte —reencarnação — mas eles não a adoram. Eles acreditam em um grande espírito, como é visto e expressado em seu cuidado por aquele que são “defeituosos.” Isso simplesmente representa um tipo, como de forma semelhante ao Touro Apis e o Carneiro de Mendes eram tipos representativos dos atributos do Grande Deus Único [One Great God], e eles eram apenas considerados como isso; e não adorados como animais.

Um dos pontos mais interessantes e importantes que encontramos foi que, quando desenhamos o sinal Hieroglífico mais antigo para Amsu fig. churchward- hieroglifo - Amsu - o grande - o todo poderoso, eles o reconheceram. No Livro dos Mortos, cap. clxiv., nós vemos que Mut Fig. Churchward - hieroglifinho - Mut a Grande Mãe de todos nós (uma forma de Isis), está associada a dois Pigmeus, cada um dos quais tem dois rostos, um de um falcão e um de um homem, ambos têm um braço levantado para apoiar o símbolo do deus Amsu e usam em sua cabeça um disco e plumas da mesma forma que encontramos “Bes” e outros, associados à África Central, usavam, de acordo com o Dr. Budge, mas que nós associamos com aqueles dos “Lagos da origem do Nilo e dos vales do Nilo.” A diferença é realmente uma de pouca importância — é simplesmente uma questão de um ou dois graus de latitude. Todas as autoridades estão de acordo em que eles são capazes de reconhecer fotografias e imagens, e que eles próprias as desenharão, se tiverem um lápis e um pedaço de papel, e também desenharão figuras para expressar aquilo que eles não têm palavras. Quando desenhamos esse sinal fig. churchward- hieroglifo - Amsu - o grande - o todo poderoso e perguntamos ao chefe se ele sabia o que era, para nos dizer o que era. Ele sorriu e apontou para o Matuha e o Mafutiminga e lhes disse para dizer-nos o que isso era. Eles responderam: “Isso é ele,” apontando para o chefe, mencionando o nome dele. Que eles reconhecem esse sinal, o sinal mais antigo que temos para Amsu — ou Horus I. ressuscitado — é muito importante para os Egiptólogos, porque este foi o primeiro sinal usado pelo homem primitivo para representar o chefe — um excelente [a great one] — e foi o sinal do chefe dos Nomos. Ele é encontrado retratado nos Bumerangues Australianos mais antigos e nos tabletes de marfim encontrados no túmulo de Naqada. Uma descrição completa e explicação deste é dada mais tarde.

Cerimônias Sagradas. — Foi afirmado que eles não têm idéias religiosas, mas isso é evidentemente um erro, uma vez que, antes de “dançar,” eles tiram seu toucado comum (La-gou-ma) de penas de luz [light feathers] ou aquilo que eles tem para representar o mesmo e colocam o representativo da “Trança de Horus” [“Horus Lock”], e também uma pele de Leopardo, com a cauda pendurada atrás, e eles dizem que isso é parte de suas cerimônias sagradas. Esta dança, que é “parte de suas cerimônias sagradas”, consiste em uma série de movimentos mais ou menos ziguezagueantes em um grande círculo; o chefe na frente, e um seguindo-o bem atrás imitando todos os seus passos e ações. De repente, o chefe pára, se volta e luta com o outro com os pés e as pernas. Aquele por trás, desengatando-se, o chefe retoma sua dança em um grande círculo com os movimentos fantásticos. Mais uma vez ele se volta como antes, ainda seguido de perto pelo outro; novamente ele pára e repete a ação anterior. Isso ocorre três vezes, e na terceira ocasião, ele, o chefe, derruba [throws] o outro, e a cerimônia de dança está terminada. Eles não usam suas mãos ou braços, mas apenas a perna direita, e é uma “boa derrubada” [“good throw”]. Se esta é a primeira e típica representação da “luta entre Horus e Sut,” somos incapazes de dizer, mas é muito sugestiva — o chefe que representando o dia e o outro a noite, e o chefe derruba seu inimigo que o está seguindo . A música estranha é tocada por aqueles ao redor, semelhante aos “Tom-Toms Sudaneses,” e assim que esta termina, eles tiram a pele e a cauda de Leopardo e o toucado (trança) de Horus e colocam a touca comum. Naturalmente, não se espera encontrar todas as cerimônias de “Culto aos Ancestrais” entre esses Negrilloss; só podemos encontrar o início dos originais, mas há muito mais a ser aprendido e estudado ainda; portanto, dizer que esses pequenos homens e mulheres não têm idéia de um futuro ou qualquer idéia religiosa, é, na nossa opinião, incorreto. Acreditamos que, conforme sejamos capazes de ganhar a confiança e falar com eles em sua própria língua, confirmaremos que estamos corretos. Devemos lembrar que todas as tribos nativas guardam o mais ciumentamente qualquer coisa pertencente a suas cerimônias sagradas, e muitas vezes fingem não entender. Spencer e Gillen provaram isso, talvez mais do que qualquer outro homem, em relação aos Aborígenes Australianos. O fato de os Pigmeus considerarem que um homem que nasce tolo (louco) [foolish] foi enviado pelo Grande Espírito, e que ele deve ser cuidado e respeitado ou o Grande Espírito os punirá, e que eles acreditam nos espíritos de seus ancestrais, construem pequenas casas do espírito [Spirit Houses] de cerca de dezoito centímetros de altura, com uma pequena abertura, dentro das quais às vezes colocam frutos, e têm um lado da cabeça raspada durante certas cerimônias sagradas; Todos devem ser tomados como uma prova adicional de que eles têm alguma crença religiosa. Eles também acreditam em encantos, fazem marcas no meio de suas testas e bochechas com uma substância vermelha, obtida a partir de árvores e às vezes esfregam um líquido preto no rosto. A crença de que os Espíritos de seus Ancestrais são supostos por habitar rochas, árvores, e pedras, etc., nós vemos que foi levada por todo o mundo. A então-chamada adoração de espíritos nas árvores [worshipping of spirits in trees], como entre os ciganos da Alemanha, ou em torno das árvores, como os Shans no Oeste da China, ou ocupando casas como preparadas pelos Wanadi, os Aborígenes Australianos, os Ainu, os nativos da Nova Guiné, os Índios no México e na América do Sul e do Norte e os Esquimós, todos devem ter se originado primeiramente a partir dessas pessoas pequenas. Há quanto tempo ocorreu o primeiro êxodo daqui na Terra Pigmea [Pygmy Land], é impossível dizer; se você perguntar a um Pigmeu por quanto tempo ele esteve na floresta e de onde ele veio, ele responde: — “Sempre aqui, vindo do nada, sempre estive na floresta” [“Always here, came from nohere, always have been in the forest.”]

Também o Major P. H. G. Powell-Cotton afirma o seguinte, que é uma prova adicional da crença deles em um Espírito Supremo: — “Foi durante uma tempestade de floresta que recebi a minha primeira indicação de que os Pigmeus acreditavam em um Espírito Supremo. Uma noite, cerca de cinco horas da tarde, quando eles vieram buscar-me, depois de terem ficado durante todo o dia na floresta, um vento se levantou e galhos e folhas secas estavam arrebentando, enquanto de vez em quando um ramo ou membro morto caia no chão. Com olhares rápidos para a direita e para a esquerda no topo das árvores, meu guia chefe acelerou seus passos; Então, soltando um silvo agudo, ele colocou a mão esquerda em sua boca, fez um som de espirro e jogou-a acima de sua cabeça com uma atitude de súplica. Como a tempestade crescia e o trovão se aproximava, eu o vi lançando olhares ansiosos para ambos os lados, até ver um pequeno arbusto, com folhas como de salgueiro. Reunindo um monte dessas, ele as pressionou na palma da mão espirrando sobre elas e novamente estendeu sua mão em súplica sobre sua cabeça. Dali a pouco, um enorme trovão explodiu sobre nossas cabeças, após o que ele apanhou rapidamente uma folha maior, envolveu a outra nela e colocou-a no topo de uma vara, que ele então segurou, e de vez em quando, ao acompanhamento de assobios estridentes agitou-o em volta da cabeça. Ao retornar ao acampamento, obtive dele uma explicação sobre esses estranhos procedimentos. A primeira parte de suas cerimônias foi um apelo ao Espírito Supremo para afastar a tempestade, mas, como a tempestade continuava, ele pediu proteção para nós não sermos atingidos por ramos arrancados pelo vento. “Aqui temos o Pigmeu” oferecendo propiciação para o poder elementar” — a primeira origem da religião. O primeiro modo de adoração reconhecido foi a propiciação do poder sobre-humano. Esse poder era elementar de necessidade, um poder que era objetivado por meio do tipo vivo e, necessariamente, o objeto de propiciação, invocação e solicitação era o próprio poder e não os tipos pelos quais ele foi figurado na linguagem de sinais. Se usamos a palavra adoração (culto) [worship], era a propiciação do poder no trovão e na tempestade, e não o trovão ou tempestade em si.

Desde que escrevemos o acima, ficamos sabendo no The Standard, 19 de fevereiro de 1907, que o Major Powell-Cotton voltou de uma visita à África, onde passou algum tempo entre os Pigmeus com sua esposa. Nós citamos do The Standard o resultado da entrevista de um correspondente com ele, e esta prova o que escrevemos antes como sendo correto. “Durante nossas andanças na floresta, encontramos várias curiosas pequenas estruturas — moradias diminutas, as quais nos disseram que eram casas-de-fantasmas [ghost-houses]. Essas eram construídas para propiciar as sombras dos chefes falecidos, as quais, até que um lugar de repouso lhes seja fornecido, todas as noites perturbam as aldeias Pigmeas. Ali as pessoas sacrificam e colocam comida para os espíritos dos mortos. Obtivemos informações muito interessantes sobre a existência de crenças religiosas, mesmo entre esses Pigmeus, e aprendemos que em algum lugar nos recessos mais íntimos da floresta um imponente rito religioso ocorre em certas ocasiões, em que é erguido um altar, onde as ofertas são postas enquanto os Pigmeus se organizam em um semicírculo e realizam suas devoções.”

No Egito, o deus mais antigo de todos era Bes fig. churchward - hieroglifinho - BES.jpg, como é bem mostrado no último livro do Dr. Budge, “The Gods of the Egyptians”, * vol. ii. p. 286, e qualquer que visse este [Bes] e os Pigmeus, mesmo que não fosse um Egipotólogo, não deixaria de identificar os dois em forma, figura e vestimenta.

[ * — Estamos em dívida com o Dr. W. Budge e os Srs. Methuen por teremnos permitido reproduzir estas belas placas coloridas neste trabalho e aproveitamos esta oportunidade para agradecer sinceramente por sua amável permissão.]

Bes aqui tem o mesmo tipo de rosto que o Pigmeu; A pluma amarela de penas, La-gou-ma, é usada na cabeça, e a “Trança de Horus [“Horus Lock”], a “vestimenta” verde e amarela também são usadas, e a cauda do Leopardo está pendurada atrás: na verdade, essas pessoas pequenas têm algumas das principais características da primeira mitologia do antigo Egito e, sem dúvida, Bes, que foi mais tarde feito para representar um tipo de Horus I., foi no início o “Chefe dos Nomos” e foi a partir desses Pigmeus que surgiu a primeira mitologia do Egito. Tudo foi trazido, adicionado, e utilizado nos vários tipos desde o mais antigo mito astronômico, estelar, lunar e solar e, finalmente, a Escatologia que conhecemos tão bem.

fig. churchward - DEUS BES ---

 

Embora os Pigmeus agora sejam encontrados apenas nas florestas do Congo e nas proximidades das fontes do Nilo, é bem sabido que seu domínio se estendeu em uma área muito maior nos tempos antigos, e não há dúvida, a partir da relação anatômica próxima, bem como pela semelhança de suas “cerimônias sagradas,” que os “Bosquímanos” estão muito proximamente relacionados a esses Pigmeus. Não podemos concordar com Maspero que o Hieróglifo Egípcio que ele afirma representar “anões” [“dwarfs”], e não pigmeus, seja uma visão correta. Este [Hieróglifo] representa “uma raça de pessoas,” e não pode haver nenhuma raça de anões [dwarf] na verdadeira aceitação do termo. Estes antigos Egípcios não deveriam ter palavras, sinais ou símbolos para distinguir entre os dois; eles simplesmente os representariam como “pessoas pequenas” [“little people”], e esses devem ser os Pigmeus — e, assim, vemos que eles vieram do sul da terra de Punt. Maspero nos diz que “tudo o que estava além de Punt era considerado uma região fabulosa, uma fronteira intermediária entre o mundo dos homens e o dos deuses — a ilha do Duplo” — terra das Sombras, onde os vivos entravam em contato com as almas dos falecidos e, seguindo os relatos dados por Schiaparelli, Erman e ele mesmo, Maspero diz ainda mais: “Ela” (a Terra das Sombras além de Punt) “era habitada pelos Dangas, tribos de anões meio-selvagens * cujos rostos grotescos e gestos selvagens lembravam aos Egípcios o deus Bes — ninguém sabia melhor do que eles [Dangas] a dança do deus [Bes].

[ * — Provavelmente estes eram o “Ti-Kiti-Ki” Homens da Dupla Caverna (Men of the Double Cave). Chamaremos a atenção para isso mais tarde.]

Vemos que o Rei Assi da 5ª dinastia. 3000 a.C., obteve um [Pigmeu] que um certo Biûdri comprara em Punt. Sua curiosidade e atividade, e as posições extraordinárias que ele assumiu, causaram uma viva impressão sobre os cortesãos na época, e quase um século depois ainda havia reminiscências dele.” Setenta anos depois do Rei Assi, um oficial, Heru-Khuf, foi enviado por Pepi II, 6ª dinastia, para trazer um Pigmeu vivo e com boa saúde, da terra das grandes árvores, para o Sul. Que o Danga veio do Sul é provado por uma inscrição posterior em Karnak , e que a palavra significava “anão” ou “pessoa pequena ou atrofiada,” é claro pelo determinativo de uma pessoa pequena ou de crescimento atrofiado. A totalidade desse relato é perfeitamente direta e de referência indubitável aos Pigmeus. O argumento do Professor Maspero sobre estes não sendo Pigmeus não “se sustentará” quando levarmos tudo em consideração. A “Terra das Sombras,” que ele chama de uma região fabulosa, era a “Terra Khui” — a Terra dos Espíritos e Deuses, e foi representada pelos Hieróglifos assim: Fig.  Churchward  -  hieroglifinho -  Khui Land -.jpg
a qual foi primeiramente mapeada nos Céus, e depois como parte do Amenta e foi representada terrenalmente pelos Egípcios pelas ilhas e lagos na nascente do Nilo, onde esses homens, por assim dizer, surgiram primeiro, e era aqui novamente que as almas retornariam. Este sinal da Terra Khui é muito antigo, e é encontrado em evidências em todo o mundo — nos bumerangues Australianos — nas  pedras na Irlanda — nas coastas de negros na África Ocidental pertencentes às sociedades tribais secretas, etc. Tudo isso, explicaremos completamente mais adiante.

Acreditamos que “a Ilha do Duplo” [“the Island of the Double”], exceto que usemos o termo “Dupla Caverna” [“Double Cave”], é muito posterior e não data mais do que a época do mito Solar — a “Terra Khui” [é muito anterior e] remonta ao [mito] Estelar.

[ * — Não sabemos o que Maspero quer dizer pela expressão da “Ilha do Duplo” (“Island of the Double”). Se ele diz respeito ao Duplo Horizonte (Double Horizon), foi quando Shu ergueu os Céus, e surgiu durante o Mito Solar. Não temos dúvidas de que o texto significa (na verdade) a “Ilha da Dupla Caverna” (“Island of the Double Cave”), onde o Osiris Mumificado surgia em forma espiritual, como Ra, originalmente Horus I. no Mito Estelar. Era a Terra Khui — a Terra dos Espíritos, porque era aí que os mortos emergiam do Amenta em forma espiritual, depois de passar por todos os perigos e dificuldades do Tuat. Era a abertura após a última hora da noite e a passagem das doze divisões. Esta Ilha da Dupla Caverna é encontrada entre os (nativos) Centro-Americanos e no nosso 30º [maçônico]. — Explicação completa, veja mais adiante.]

Até que Maspero entenda o primordial, assim como outros Egiptólogos, tememos que ele sempre saia da linha e perca a pista. Devemos voltar ao início desses Pigmeus e aprender tudo o que eles podem nos ensinar, então todas as cerimônias totêmicas dos negros Nilóticos e outros Aborígenes, antes que possamos chegar à origem de todos. Estes Pigmeus foram os primeiros habitantes do mundo — o tempo, os diferentes ambientes e climas afetariam esta raça de várias maneiras, mas sua anatomia e cerimônias sagradas seriam as menos perturbadas ou diferentes do original, e isso é o que vemos: muitas autoridades Deniker, entre outros, expressam uma opinião de que não há relação entre os Pigmeus e os Bosquimanos. Não se pode julgar pela linguagem somente. O fato de que os Australianos são compostos de várias tribos, cada uma falando um dialeto tão distinto que um membro de uma tribo não pode, sem aprender seu dialeto, entender um membro da próxima tribo, é um exemplo suficiente. Mais do que isso deve ser levado em consideração. Embora as palavras possam ser modificadas e mudadas com mais ou menos facilidade, as tribos selvagens são bastante diferentes no caso de costumes e crenças, mais especialmente com aqueles associados a assuntos sagrados. Uma vez estabelecidos [estes costumes], eles são, de todas as coisas, entre pessoas selvagens, as menos propensas a mudar. O que era considerado correto e adequado pelos seus antepassados, era justo e apropriado que eles deveriam fazer. Como exemplo: embora a organização das tribos Dieri e Urabunna, no norte da Austrália, entre as quais os dois grupos exogâmicos ainda persistam, não há provas de nenhum tipo que mostre que a prática é um desenvolvimento anormal; ela é a mais antiga e, embora as tribos centrais tenham sido divididas em quatro ou oito, isso ainda indica a retenção dos costumes antigos, mas pode ser considerado como um passo na evolução do mais antigo para o nosso estado atual de leis de casamento.

Estamos felizes em ver, a partir de uma carta publicada em The Lancet, 14 de outubro de 1905, do grande Egiptologista Dr. Edward Naville, que ele concorda conosco * : ele afirma que os Dangas dos Reis da Sexta Dinastia devem ser Pigmeus ; Ao mesmo tempo, ele afirma que a partir dos textos Egípcios, também havia “anões” [“dwarfs”], os deformados, que seriam mantidos nas casas dos ricos para entretenimento. Ele afirma que os Danga devem pertencer a uma tribo Africana que tinha uma propensão especial para a dança. O Coronel Harrison nos diz o quanto os Pigmeus amam dançar nas atitudes mais grotescas, nas quais eles também convidam suas mulheres para se juntarem, e ele não conseguiu se refrear do riso notável à vista de suas girações. O Dr. Edward Naville afirma ainda: “Se o caso dos Dangas ainda é duvidoso, posso citar dois casos em que parece ser certo que as inscrições denotam Pigmeus. Nas esculturas, que descrevem um grande festival, no templo de Bubastis , vemos uma procissão de sacerdotes, entre os quais três homens pequenos, marchando e segurando longos bastões. Eles têm um título, que Brusgel traduz “guardas,” “bedéis,” algo relacionado com a polícia do templo. Esses guardas não são crianças nem anões, eles são bem-proporcionados, e certamente são Pigmeus. Provavelmente eles não são Egípcios, pois encontramos na mesma cerimônia outra população Africana — os Anu ou Anti da Núbia, vindos do sul. Uma terceira figura extraordinária é um homem que tem um rosto como ‘Bes,’ mas um corpo bem devidamente proporcionado. A inscrição, que está acima da figura, não pode ser entendida, termina com ‘nanasu nana,’ o que pode ser o idioma desse homem. Outra instância, onde nós Encontramos os Pigmeus mencionados, é uma inscrição de um nomo ou distrito do templo de File [Philae], da época de Ptolomeu IV. Esta começa com o nomo da Núbia, quando encontramos as palavras: “Dou o meu arco a Sua Majestade para que ele possa subjugar os Anti . . . os anões dos países do Sul trazem sua homenagem ao palácio.” Agora, é claro que aqui devemos traduzir Pigmeus e não anões. Os anões não podem prestar tributo, deve ser uma população estabelecida. Aqui novamente, como em Bubastis, eles são citados com os Anti e são ditos por virem do Sul, onde esperamos encontrar os Pigmeus. Sabemos de que valor os arcos e flechas dos Pigmeus são, e mesmo com seus pequenos arcos e pequenas flechas envenenadas, eles são um terror para todos os seus inimigos, e então eles trariam isso a Sua Majestade para ajudá-lo em suas guerras, como o maior presente que eles tinham para auxiliá-lo, e sabemos que eles são homens e mulheres bem-constituidos [well-formed] e não uma distorção ou anões. A palavra Anti . . . provavelmente se referiria aos An-Rut ou Ante-Rut, um povo mais velho do que os Egípcios Dinásticos, mas mais recente do que os Pigmeus.

 

PIGMEUS E BOSQUÍMANOS

Eles têm em comum: —

1. Projeção dos maxilares e dos lábios.
2. O achatamento do nariz e a amplitude dele.
3. Orelhas sem lóbulos — mal definidas.
4. O alongamento do palato.
5. O tamanho grande dos dentes.
6. A mesma característica do cabelo — encarapinhado.
7. A pequenez de estatura, e demostram a mesma habilidade no desenho, que os negros não possuem (os negros, possuindo sons mais articulados para expressar seus significados não exigiriam linguagem pictórica).
8. A convexidade do espaço sub-nasal.
9. Ocasionalmente e principalmente em mulheres jovens — Esteatopigia.
10. Muitas palavras são as mesmas, as armas são as mesmas — pequenos arcos e flechas envenenadas e pequenas lanças.
11. As cerimônias sagradas são as mesmas até onde é conhecido.
12. Antebraço longo.

Afirmamos que a nossa opinião é conclusiva do que declaramos; que há uma afinidade racial muito próxima, e que os Kattea e os Bosquímanos são uma ramificação, e estes últimos talvez, de um tipo um pouco superior que o Pigmeu. Deniker e outros não parecem ter estudado suas “línguas” e “cerimônias sagradas,” que afirmamos serem absolutamente conclusivas, [juntamente] com as condições anatômicas.

Eles se alimentam de raízes, insetos, e em grande parte de cobras; frutas, quando podem obtê-las, nozes e pequenos animais. Suas armas consistem em pequenas lanças e arcos e flechas, as flechas tendo pontas envenenadas. Eles também fazem grandes redes fortes de fibra de madeira para com as quais pegar animais.

Os Pigmeus representavam a primeira forma humana dos sete poderes primordiais — não gigantes; Os gigantes foram os zoótipos dos poderes sobre-humanos, não humanos, mas os pigmeus são [humanos]. No Mito Egípcio, Ptah era o Grande Arquiteto do Universo, mas não o universo como uma criação cosmológica. Ptah era um Pigmeu e, com seus assistentes Pigmeus, criou o Amenta ou a terra inferior [lower earth], que foi representada por uma passagem escavada na terra, como um ideograma da Terra que foi formada por Ptah e seus Khenemmu — formada para a passagem do “manes” e do sol e da lua pela primeira vez — no Mito Solar — através da Terra, e não ao redor dela como antigamente (nos Mitos Estelar e Lunar). No Estelar e no Lunar, o manes ou alma tinha que passar ao redor da Terra, e era levado para o Norte Celestial por um poder sobre-humano que era pré-antropomórfico, representado por gigantes de zoótipo. Agora, Ptah, com seus assistentes, formou ou completou o Amenta através da terra, formando assim uma criação ou terra inferior a qual o manes tinha que atravessar antes de emergir como um corpo espiritual. Antes de Ptah e seu ciclo-Put de poderes, havia uma terra secreta concebida no novo, onde nada crescia e nenhum mal ou sata ainda havia sido formado e nenhuma luz havia aparecido; mas esta terra da eternidade não era o mundo da vida humana, e nenhum ser humano era criado lá. Não havia nenhum homem ou mulher no verdadeiro Mito. Esta segunda terra, criada por Ptah e seus assistentes (Amenta), constituiu, [junto] com a Terra, “a Terra dupla” [“the double earth”], que era diferente da divisão de Norte e Sul no Mito Estelar. Estas terras superior e inferior tinham cada uma um céu fig. churchward - hieroglifo - céu superior e inferior - lower and upper skies, representado assim no Ritual, e o símbolo Tatt foi erguido aqui no Amenta como um tipo de estabilidade eterna, e foi retratado para formar o portal da eternidade na região de Tattu. Este duplo Tatt, representou no Mito Solar, os pilares de Sut e Horus — ou Sul e Norte — o sol e a lua, girando, passavam pelo Amenta, dando luz para a passagem do manes. Ptah criou assim o círculo, do qual o ovo é o sinal hieroglífico. M. Maspero está errado em sua decifração quando ele representa a terra como uma caixa oblonga (“The Dawn of Civilization“), sua caixa oblonga [oblong box] sendo a parte do Amenta representada pelo vale do Nilo. Ele deixou de fora o céu de Nut e não concebe a “terra dupla,” que foi criada por Ptah e seus assitentes como um túnel para as passagens dos corpos celestiais e do manes, os quais agora deveriam (no Mito Solar) fazer a passagem através do monte ao invés de ao redor dele. Agora que havia um arranjo diferente quando a Terra dupla foi formada e construída por Ptah, Seb fez um tratado entre Horus e Sut e os chamou de suas duas estações, Norte e Sul, até a montanha da Terra do meio [middle earth], o monte Solar em Ainnu, onde as duas terras se encontravam. Esta é a casa de Ptah das duas terras, a qual é a fronteira [limite] entre o Norte e o Sul — o ponto de encontro das duas terras, superior e inferior, e a junção dos domínios do Norte e do Sul na divisão anterior do todo. Assim que o Amenta foi concluído, o Leste [Oriente] e o Oeste [Ocidente] foram adicionados ao Norte e Sul, e os céus nos quatro quartos ou no quadrado foram estabelecidos nos solícios e equinócios como a casa de Ptah. As duas terras são a terra superior de Seb e a terra inferior de Ptah — Tatanen — Senhor da Eternidade. A herança da Terra agora foi dada a Horus, “assim Horus tornou-se Chefe da Terra,” que agora consistiu sempre em duas terras. Ele usa o diadema duplo como governante da terra dupla; Ele agora é o atravessador [traverser] das duas terras, bem como o unificador [uniter] de ambos os horizontes.

O Amenta consistia de um mundo de vários estados e muitas partes, incluindo um Alto e Baixo Egito — os 7 nomos dos heptânomos, os 14 domínios baseados na metade inferior do ciclo lunar e os 15 domínios que pertenciam ao cômputo Solar — Ritual, cap. cxlii. Nas dinastias divinas Egípcias, Ptah é Deus pai em um caráter, e Iu, o filho, em outro. Na pessoa de Iu, ele é a deidade juvenil que se levanta dos mortos, tanto como o deus-Sol quanto como a alma na imagem da múmia-Sahu ressuscitada, com o falcão Solar por sua cabeça como um símbolo da alma que emana do corpo de Kheper-Ptah. Iu, como filho, também é representante do ciclo-Put ou compania de criadores. Aqui os deuses eram os poderes reunidos em Um [Único] Deus como Supremo. Estes foram primeiro 7 — Estelar; eles se tornaram 8 — Lunar; Eles são 9 no ciclo-Put [compania de criadores] de Ptah — Solar; eles eram 10 como os sephiroth dos Cabalistas, e eles são 12 no céu final de Atum-Ra. Assim, vemos que os antigos sábios do Egito representaram o Solar no tipo humano, e esse tipo foi o homem primordial, representado pelos Pigmeus, os antigos Egípcios sabendo que eles [próprios] se originaram ou descenderam deles.

Nós entramos em maiores detalhes em relação aos Pigmeus porque achamos que é importante, sendo este o primeiro homem ou “homem primitivo,” do qual todos os outros surgiram e primeiro povoaram este mundo. Eles foram os fundadores da linguagem — primeiramente linguagem de sinais, com poucos sons articulados; com o passar do tempo, sons mais articulados foram formados e aprendidos, e também o início da mitologia. Todos se originaram aqui no vale e floresta do Alto Nilo e se espalham para o N. L. S. e O. em todo o mundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

[Em Construção]

 

 

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