A Constante Cosmológica de Einstein, a Célula, e a Propriedade Intrínseca da Melanina para Dividir e Re-Formar a Molécula de Água – Dr. Arturo Solis Herrera e Dra.Paola E Solis Arias

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A Constante Cosmológica de Einstein, a Célula, e a Propriedade Intrínseca da Melanina para Dividir e Re-Formar a Molécula de Água                                                                                

                                                                       Dr. Arturo Solis Herrera e Dra.Paola E Solis Arias
                                                                        Human Photosynthesis Research Center, Mexico

 


Introdução

Melanina é um pigmento biológico omnipresente encontrado em bactérias, fungos, plantas, animais e no espaço interestelar. Ela tem uma gama diversificada de funções ecológicas e bioquímicas relatadas, incluindo manifestação [display], evasão, foto-proteção, desintoxicação, e eliminação de metais. A Melanina é encontrada em fósseis, incluindo, onde está o composto mais bem preservado. A sua função dentro de ambas células procarióticas e eucarióticas havia sido relegado primeiramente ao papel de um simples filtro solar embutido.

A preservação excepcional de tecido mole é rara no registro fóssil porque a decomposição microbiana é altamente eficiente. Tecidos que sobrevivem estão sujeitos a alteração diagenética em que os seus constituintes orgânicos polimerizam em longas cadeias de hidrocarbonetos que são resistentes a uma maior degradação [ *1]. Pouco da química orgânica original ou ultra-estrutura é normalmente mantida em fósseis de mais de 65 Ma. Biomoléculas que são poliméricas e altamente reticuladas [interconectadas] em seu estado original apresentam a maior resistência a alterações.

Melanina, um biopolímero complexo, satisfaz este critério de alta resistência. Entre as funções biológicas descritas para a Melanina, também temos: fotoproteção, radioproteção, manifestação [display], camuflagem, e prevenção de predação [2], e algumas outras funções, mas, dada a extraordinária dificuldade de se estudar o composto in situ e em laboratório, não mais pôde ser avançado. A Melanina tem uma ampla gama de assinaturas químicas únicas que podem ser usadas para identificar e caracterizar as suas diferentes formas na natureza [3]. O único ensaio moderno comumente utilizado para identificar Melanina é pela oxidação por peróxido de hidrogênio em meio alcalino. A Melanina decompõe-se em marcadores químicos distintos associados com os seus precursores monoméricos DHI (5, 6-dihidroxi), juntamente com as suas formas oxidadas (Indole 5, 6-quinona (IQ)) [4] e semiquinona (SQ) e DHICA (5, 6 ácido – dihidroxi – 2 carboxilix). É amplamente aceito que, quando estes compostos são identificados, conhecidos genericamente como quinona, podemos dizer que é Melanina. A Eumelanina é gerada a partir destes blocos de construção químicos, que são por sua vez derivados a partir do aminoácido Tirosina. Estes produtos são comuns apenas para Eumelanina e nunca foram produzidos pela oxidação por peróxido de hidrogênio em meio alcalino de qualquer outro material biológico. Da mesma forma, os marcadores únicos para Feomelanina são TTCA e TDCA. A degradação química dos pigmentos fósseis produz os marcadores esperados para Feomelanina.

Foto-reatividade, capacidade para encadear iões de metais de transição, propriedades redox e presença de centros radiais livres persistentes na estrutura do pigmento são geralmente mencionadas como principais características de Eumelaninas, embora o seu significado biológico seja ainda pouco claro [5].

Moléculas orgânicas complexas – como aquelas encontradas em coisas vivas – são abundantes nas partes escuras de nuvens interestelares [6]. A astronomia infravermelha também revelou que o meio interestelar contém um conjunto de compostos de carbono em fase gasosa complexos chamados hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, frequentemente abreviados HAPs [PAHs] ou PACs. Estas moléculas, compostas principalmente de anéis fundidos de carbono (tanto neutros quanto em um estado ionizado) são consideradas a classe mais comum de composto de carbono na Galáxia (Figura 1).

Foto-dissociação ocorre quando o fóton absorvido pela molécula tem uma energia suficiente para dissociar a molécula. A energia do fóton é distribuída em todos os graus vibracionais de liberdade da molécula. Moléculas grandes têm mais graus de liberdade disponíveis para armazenar o excesso de energia trazida por fótons, que modificam a taxa de foto-dissociação.

No Sistema Nervoso Central, a Neuro-Melanina (Dopaminaquinona) é sintetizada por oxidação do anel de catecol da dopamina. Se isto ocorre dentro do citoplasma neuronal, a quinona pode reagir com componentes citosólicos, particularmente com resíduos de cisteína. Em contraste, se a quinona é produzida dentro dos lisossomos neuronais pode fornecer o alicerce fundamental para a Neuro-Melanina [7].


Melanina, A Clorofila Humana

Em 1990, durante um estudo observacional sobre as três principais causas de cegueira em todo o mundo (degeneração Macular relacionada à idade; retinopatia diabética e glaucoma), cuja hipótese de trabalho era tentar encontrar indicadores válidos de doença inicial nos vasos sanguíneos do nervo óptico, os quais são pequenos porque o nervo óptico em humanos mede o  equivalente a doze fios de cabelo humano juntos (Figura 2).

O estudo, que durou doze anos e abrangeu cerca de seis mil pacientes, permitiu-nos detectar a presença de Melanina na proximidade do nervo óptico em todos os pacientes estudados, independentemente do diagnóstico. O que nos levou a perguntar se a natureza queria um simples protetor solar embutido em uma estrutura que tem quase uns 3 cm de profundidade?

As funções descritas na literatura científica sobre a Melanina nos olhos, não nos deram a resposta, e uma vez que a ênfase da natureza era óbvia e a natureza só insiste em coisas realmente importantes, decidimos mergulhar em busca disso.

Durante os doze anos de estudo duro (1990-2002) foram várias perguntas que surgiram porque as principais variáveis estudadas foram as características morfológicas dos vasos sanguíneos e Melanina; mas isso permitiu a detecção de células endoteliais vasculares que respondem à presença de Melanina. Este fato não foi publicado mas foi constituído para nós, graças aos registros digitais do nervo óptico de pacientes.

E foi depois de uma longa busca na literatura, e depois de alguma experimentação; identificamos certa regularidade na interação da melanina com os vasos sanguíneos, isto é: maiores quantias de Melanina equivalem a menos vasos e vice-versa. E depois de analisar os vários peptídeos com atividade sobre os vasos, a consistência da relação melanina /vasos sanguíneos levou-nos mais profundamente ao possível mecanismo explicatório, porque, quando devido a um composto tal como uma espécie de peptideo (PEDF por exemplo) o efeito não é tão consistentemente dado a variabilidade biológica, ambos envolvidos, os próprios peptideos e os receptores da membrana celular.

Portanto, nós procuramos por um possível mecanismo que não dependesse de receptores ou peptideos; e depois de muito procurar, fomos capazes de concluir que a melhor explicação para nós era níveis elevados de oxigênio molecular; devido a estes serem considerados o melhor anti-angiogênico conhecido hoje (Figura 3).

E os níveis de saturação de oxigênio são muito elevados nos vasos sanguíneos, especialmente nas veias, do tecido ocular mais pigmentado: coróide (cor de uva em Grego). Assim, o próximo passo em nosso estudo foi tentar encontrar de onde vinha tanto oxigênio; uma vez que era impossível que este viesse dos pulmões [8].

Nós analisamos em detalhe as reações bioquímicas e processos conhecidos descritos na literatura, e não conseguimos encontrar qualquer molécula que poderia doar tanto oxigênio molecular e de forma tão consistente. Então, eventualmente, percebemos que a única possibilidade deixada era que estávamos dissociando a molécula de água através da Melanina.

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E na literatura começamos a encontrar evidências indiretas apoiando a nossa hipótese. [9] Além de nossas próprias experiências, e estas, eventualmente, permitiram-nos obter algumas evidÊncias [10] (Figura 4 e 5).

A dissociação da molécula de água que ocorre dentro da Melanina pode ser escrita como se segue:

2H2O ↔ 2H2 + O2 + 4e

O processo na Melanina tem diferenças significativas na clorofila, a saber:

(Clorofila) 2H2O → 2H2 + O2

A dissociação da clorofila é irreversível, e a melanina é reversível, para cada duas moléculas de água a serem re-formadas, quatro electrões de alta energia são gerados. Em ambos os casos, o produto da reação principal é hidrogênio molecular, porque este é o principal transportador de energia em todo o universo; Por outro lado o oxigênio é tóxico em qualquer concentração. E no caso da Melanina, os quatro electrões de alta energia são muito úteis, porque eles podem ser utilizados como energia de ativação.

Na verdade, a célula utiliza a energia de muitas maneiras; ela aprendeu a fazê-lo por mais de quatro bilhões de anos de evolução. Além disso o melhor antioxidante que é conhecido é o hidrogênio diatômico (Figura 6).

A melanina libera energia simetricamente em todas as direções, de forma semelhante à esferas de energia aumentante [increasing energy spheres] que se assemelham a forma de grânulos de melanina, de modo que poderiam ser considerados fractais.
Os campos crescentes de energia que vem da Melanina são de natureza alternada, por conseguinte, contêm uma concentração mais elevada de hidrogênio diatômico, que não se mistura com a água mas apenas se move através dela, e outras áreas contêm maior concentração de água re-formada, e, portanto, electrões de alta energia disponíveis.

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Nós iniciamos pensando que a Melanina era responsável por 34% da energética da célula, mas à medida em fomos mais fundo na investigação, nós agora pensamos que ela representa uma percentagem superior a 90%. Temos entendido que a glicose não é uma fonte de energia, mas biomassa, como acontece com a glicose nosso corpo produz pele, unhas, ossos, ligamentos, músculos, e todas as biomoléculas que requerem átomos ou cadeias de carbono na composição, por exemplo, genes.

Mas a energia, fazendo a célula a partir da água, como plantas, ou mais estritamente na luz, tem de passar pela água. Portanto, a biologia molecular deve ser reorganizada à luz da inesperada propriedade intrínseca da Melanina para transformar a energia luminosa em energia química livre, e isto ocorre onde quer que a Melanina esteja localizada, seja dentro da célula ou no espaço interestelar.

A Melanina dissipa a energia absorvida por dissipação da molécula de água, mas também a modulação; isto ainda absorve enormes quantidades de energia, a flexibilidade do processo pelo qual se dissipa, uma vez que é reversível; permite à Melanina atuar como um modulador, porque, apesar de o poder do ambiente ser demasiado grande, a potência da Melanina é mantida dentro de uma faixa estreita; e vice-versa, isto é: quando a potência disponível é limitada, aumentando a Melanina. Isto acontece no interior da célula e no espaço interestelar.

Acumulações de Melanina nas bordas do disco-óptico são um achado comum durante o exame oftalmológico, mas que até agora tinham sido consideradas restos embrionários e, portanto, não tinham relevância, nem clínica nem funcional. Mas para continuar o protocolo, nós percebemos que este era um conceito totalmente errado, porque, devido à propriedade intrínseca da Melanina de transformar a energia luminosa em energia química livre através da dissociação da molécula de água, nós finalmente fomos capazes de entender que ela é uma molécula essencial para a vida, porque é equivalente a nada menos do que a clorofila humana.

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          Melanina é a Explicação da Constante Cosmológica de Einstein

Einstein estava convencido de que o Universo era um modelo homogêneo estático com geometria esférica; e assim, em 1917, ele introduziu em suas equações uma constante cosmológica (Λ) como uma força repulsiva necessária para manter o universo em equilíbrio estático. O efeito gravitacional da matéria causou aceleração neste modelo, o que Einstein não queria. Portanto Einstein introduziu uma constante cosmológica em suas equações para a Relatividade Geral. Este termo atua de modo a contrariar a força gravitacional da matéria, e portanto, tem sido descrito como um efeito anti-gravidade. Mas uma fonte de gravidade repulsiva implica energia negativa e dissipa qualquer Melanina que absorve energia, incluindo a gravidade através da dissociação da molécula de água, e também pode ser representada como um 1 / G.

No contexto da cosmologia a constante cosmológica é uma densidade de energia homogênea que faz com que a expansão do universo se acelere. Este conceito foi abandonado se descobriu que o universo está se expandindo. Agora, a constante cosmológica é invocada para explicar a aceleração observada da expansão do universo. A constante cosmológica é a compreensão mais simples da energia escura, cujo nome mais genérico é dado à causa desconhecida da aceleração do universo.

Einstein (1917) pensou o seguinte: “O termo é necessário apenas para a finalidade de tornar possível uma distribuição quase-estática da matéria, conforme exigida pelo fato das pequenas velocidades das estrelas”

O objetivo de Einstein era obter um Universo que satisfizesse o ‘princípio da relatividade da inércia’ de Mach, e construir uma cosmologia que fosse finita, mas estável contra o colapso gravitacional, e as massas de melanina tamanho-galaxia definitivamente tem a ver. Quando o Hubble observacionalmente descobriu a expansão do universo Einstein finalmente abandonou completamente a constante cosmológica em 1931.

Nos anos seguintes a constante cosmológica entrou e saiu de moda à medida em que novos resultados observacionais pareciam exigi-la, mas, então, era explicada de outras maneiras. Argumentos teóricos da inflação e posteriores resultados observacionais da radiação cósmica de fundo em microondas indicaram que o universo devia ser plano, mas as observações da estrutura em larga escala indicaram que a densidade da matéria era inadequada para efetuar isto.

A equipe supernova High-Z e o projeto supernova Cosmology ambos descobriram que supernovas em high-redshift [Alto Desvio para o Vermelho] estavam mais fracas do que o esperado para um universo em desaceleração e que a diferença poderia ser explicada se houvesse uma constante cosmológica exatamente da magnitude correta necessária para fazer o universo plano. Desde então sondas cada vez mais precisas confirmaram com alta precisão a necessidade por energia escura ou gravidade escura. Uma das descobertas mais significativas de Einstein foi que a distribuição de energia determina a geometria do espaço-tempo, a qual é codificada na sua Equação de campo:

Rμν-1/2Rgμν = 8πGTμν

Onde G é a constante gravitacional; e à constante cosmológica que Einstein adicionou a fim de alcançar um universo estático, é dada o símbolo Λ:

Rμν-1/2Rgμν + Λgμν = 8πGTμν

Quando Λ é positiva ela atua como força repulsiva.

A constante cosmológica (Λ) não é diluída conforme o universo se expande, ao passo que a densidade da matéria diminui na proporção inversa do volume. E este conceito é difícil de explicar, e mais difícil para compreender; mas a propriedade intrínseca da melanina para dissipar a molécula de água significa um avanço na compreensão e conhecimento do fenômeno.

Energia escura é o nome dado àquilo que está fazendo com que a expansão do Universo se acelere. Uma teoria prediz que uma entidade imutável permeando o espaço chamada constante cosmológica está por trás da energia escura. A entidade imutável pode referir-se a Melanina, a substância que é conhecida por ser a mais estável e, portanto, as suas propriedades físico-químicas também são imutáveis.

Todos os planetas, estrelas, galáxias e gases que podem ser vistos hoje representam apenas 4 por cento do universo. Os outros 96% são feitos de coisas que ninguém pode ver, mesmo com os telescópios mais poderosos. E Melanina é o candidato perfeito, pois todos os tipos de energia absorvida e emitida, não refletida, não refratam nada; Por conseguinte, seriam invisíveis para o telescópio.

O estudo de campos escalares rolantes [rolling scalar fields], sugere que seja o que for que esteja causando a energia escura, não é uma constante, mas tem mudado ao longo do tempo. Se isso fosse verdade, porém, deveria ter feito os valores de outras constantes fundamentais da natureza mudarem também. A Melanina pode também explicar as alterações observadas, uma vez que a Melanina é uma molécula com uma dinâmica muito particular, mudando apenas dentro de intervalos restritos [narrow ranges]; mas, de outro modo, não é inerte de forma alguma.

A medição da relação entre a massa do próton e a massa do elétron mostra que esta constante manteve-se notavelmente estável ao longo do tempo. O próton e o elétron são duas partículas fundamentais que compõem os átomos no interior das estrelas, galáxias e pessoas. E a energia que emana da Melanina seria a energia que dirige tanto dentro da célula quanto nos vastos espaços interestelares.

Observação de moléculas de álcool em uma galáxia distante, descobriu que os prótons e elétrons nos átomos destas moléculas pesam aproximadamente o mesmo que aqueles aqui na Terra. Porque a galáxia que eles estudaram fica a 7 bilhões de anos-luz de distância, sua luz demorou este tanto (7 bilhões de anos) para viajar para a Terra e, portanto, nós estamos vendo como ela era há metade do tempo de vida do universo atrás. As observações sugerem fortemente que esta constante fundamental manteve-se praticamente inalterada ao longo dos últimos 7 bilhões de anos.

O valor esperado da constante cosmológica de Einstein, baseado na física conhecida, é um número de mais de 10 elevado à potência de 60. Pressão tem peso na relatividade geral.

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A Matéria Escura

A primeira detecção de matéria não-luminosa a partir de seus efeitos gravitacionais ocorreu em 1844, quando Friedrich Wilhelm Bessel anunciou que várias décadas de medições posicionais de Sirius e Procyon implicavam que cada uma estava em órbita com um companheiro invisível de massa comparável à sua própria [11]. Se se aceita a evidência para a massa não-luminosa em muitas escalas, a próxima pergunta óbvia é, de que ela é feita?

Um único candidato seria a solução mais elegante, mas este requer uma grande quantidade de qualquer tipo de coisa que seja “frio” o suficiente para se estabelecer no disco da Via Láctea e, simultaneamente, “quente” o suficiente para permanecer muito menos aglomerado do que os super-aglomerados sobre a idade do universo. No entanto, se a Melanina é capaz de agir de duas maneiras, como uma substância única na natureza, que parece ter algo como dois calores específicos, um alto, quando a temperatura é alta, e absorve muito soltando pouco ou nada, e quando a temperatura é baixa, a Melanina é capaz de atuar como uma substância com baixo calor específico; isto é, dificilmente absorve e libera mais calor do que recebe.

E a propriedade intrínseca da Melanina para dissociar e reformar a molécula de água pode explicá-lo corretamente, porque é pela maneira que a Melanina absorve que a energia se dissipa, por isso satisfaz as leis da termodinâmica; e qualquer reação química, a direcção da reação depende da concentração dos reagentes, temperatura, umidade; a quantidade de luz sobre as características do ambiente circundante, etc.. Por conseguinte, a reação pode ir da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita dependendo das condições presentes.

A dissociação da molécula de água no interior da Melanina pode ser escrita como se segue [12]:

2H2O ↔ 2H2 + O2 + 4e

A Melanina pode absorver qualquer tipo de energia, incluindo a mecânica, e também qualquer comprimento de onda. E dissipa de uma forma única na natureza, dissociando a molécula de água, o que é consistente uma vez que em laboratório é necessário para a reação energeticamente cara, elevar a temperatura da água de dois mil graus Celsius. O produto principal da reação é o hidrogênio diatômico, que é o portador por excelência de energia em todo o universo.

Por outro lado, o oxigênio é tóxico em qualquer concentração. Mas a Melanina excede em muito as capacidades da clorofila, pois nela [clorofila] a dissociação da água é irreversível, e a Melanina é reversível.

O candidato perfeito para a matéria escura requer pelo menos duas características: Natureza maciça e estabilidade extraordinária e a Melanina as possui. Por mais de 200 anos sabe-se que a tinta da lula [squid ink] é Melanina, e encontra-se em boas condições nos sacos de tinta de lulas fossilizadas que morreram há 170 milhões de anos atrás [13].

O meio interestelar [interstellar medium] (ISM) é conhecido por conter uma variedade de grãos, incluindo silicatos, partículas de gelo ricas em carbono, e um grande número de espécies em fase-gasosa. A classe mais abundante e generalizada de carbono que contém espécies gasosas se acredita ser os HAPs (Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos) [14].

Em nuvens moleculares densas, onde as profundidades ópticas são altas e o campo de radiação ambiente da galáxia é rastreado, as temperaturas são inferiores a 50 K (-223,15 °C). Sob estas condições, a maioria das espécies em fase-gasosa são rapidamente condensados sobre os grãos mais refratários na forma de gelos moleculares mistos [mixed molecular ices]. Estes gelos contém uma variedade de espécies moleculares, a mais abundante das quais é H2O. E a água é o substrato perfeito para Melanina; e abunda tanto na Terra quanto no espaço interestelar.

Uma vez que a propriedade intrínseca da Melanina para dissociar e reformar a molécula de água, o mecanismo pelo qual se dissipa a energia absorvida não era conhecido, é necessário rever os algoritmos atuais utilizados para estudar a densidade de cada uma das espécies, tais como: reações entre catiões de HAP e H ou H2, Foto-ionização, recombinação eletrônica, etc.

Mas uma coisa podemos ter certeza, por ser a substância mais estável da Melanina (milhões de anos) que se conhece, é que é possível que as espécies químicas predominantes (e estejam) no espaço estelar.

Por outro lado, as enormes massas de Melanina observadas no espaço, enquanto radiações maiores, mais eletromagnéticas são capazes de capturar, algo semelhante às antenas (quanto maior a antena, melhor a recepção). Assim aqui, no planeta terra, explica a lei de Kleiber [15].

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Energia Escura

A energia que faz com que as estrelas se movem lentamente não é uma energia aleatória, é um processo que parece ser muito meticuloso, como acontece em qualquer lugar do cosmos que é susceptível de ser observado, nem é uma energia que depende de uma fonte particular; de modo que o fato de que esta é uma forma de energia convencional no cosmo e é transduzida, transformada pela matéria escura que muito provavelmente é Melanina, e se qualquer molécula é consistente em estrutura-atividade-relacionamento é Melanina, em qualquer lugar que isso aja da mesma forma, absorvendo qualquer tipo de energia e leva-la a níveis encontrados dentro de intervalos relativamente estreitos.

Se a energia for muita, então é reduzida, se a energia é baixa, então, é aumentada. A Melanina é capaz de absorver qualquer tipo de energia e a força da gravidade não é uma exceção, assim, ele é absorvida e, consequentemente, dissipada através da dissociação da molécula de água.

No caso do universo, a massa tamanho-galáxia que forma Melanina produziu um efeito poderoso, mas constante, sobre os corpos estelares adjacentes, e tão grande é a massa da Melanina que seu efeito sobre a gravidade é concebível que gravidade negativa ou repulsiva possa ser gerada. Mas este não é um efeito fantástico, é um [efeito] meticulosamente produzido. De fato, ele é modulado pela propriedade intrínseca da Melanina para dissociar a molécula de água.

Temos observado em nossos experimentos de laboratório, que a Melanina tende aproximar-se das fontes de energia e cercá-las. E o mesmo é verdade para as massas escuras [dark masses] vistas no cosmos (Figura 7-11).

Einstein estava certo ao dizer que a geometria do espaço-tempo dependente de distribuição de energia, e no interior da célula é o mesmo. Além disso, a distribuição de energia não é completamente ao acaso, ou seja, nenhuma energia é gerada e produz os seus efeitos aleatoriamente; mas há algo que modula-lo de uma forma muito consistente, através de todo o universo observável, e mostra que a Melanina tem a ver, porque, na realidade, as mudanças na energia ou temperatura que observamos no espaço estelar poderiam ser ainda mais abruptas se a Melanina não estivesse presente. A função de têmpera da Melanina permite a organização, sui generis, de todo o universo e, assim, da célula.

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E este movimento estelar segue o mesmo padrão em todo o universo observável. Se a Melanina está presente por todo o espaço interestelar, também exerce a sua função de modulação da energia assim como ocorre na célula e no corpo, tanto na distribuição da mesma como na regulação para cima e para abaixo [up and down regulation]; onde quer que você esteja [16].

de Human Photosynthesis® Research Center.

Referências

1. Briggs DEG, Evershed RP, Lockheart MJ (2000) The biomolecular paleontology of continental fossils. Paleobiology 26(sp4): 169-193.

2. Simon JD, Peles DN (2010) The red and the black. Acc Chem Res 43(11): 1452-1460.

3. Meredith P, Sarna T (2006) The physical and chemical properties of eumelanin. Pigment Cell Res 19(6): 572-594.

4. Bochenek K, Gudowska-Novak E (2003) Fundamental building blocks of eumelanins: electronic properties of indolequinone-dimers. 373(5-6): 532-538.

5. Sarna T, Swartz HM (1998) The pigmentary system – physiology and pathology. In: Nordlund JJ, Boissy RE, Hearing VJ, King R, Ortonne JP (Eds.), Oxford University Press, UK, pp. 333.

6. Bernstein MP, Sanford SA, Allamandola LJ (1999) Life´s Far-Flung Raw Materials. SciAm 281(1): 42-49.

7. Sulzer D, Zecca L (2000) Intraneural dopamine-quinone synthesis: a review. Neurotox Res 1(3): 181-195.

8. Solis Herrera A, Solis Arias MP (2013) The odyssey of atmospheric oxygen in their futile attemp to reach the interior of the cell. Int J Health Res Inn 1(3): 37-52.

9. Siegfried CJ, Shui YB, Holekamp NM, Bai F, Beebe DC (2011) Racial differences in ocular oxidative metabolism: implications for ocular disease. Arch Ophthalmol 129(7): 849-854.

10. Solis Herrera A (2013) Photoelectrochemical method of separating water into hydrogen and oxygen, using melanins or their analogues, precursors or derivatives thereof as the central electrolyzing element. US Patent No. US8455145 B2.

11. Virginia T (1987) Existence and nature of dark matter in the Universe. Ann Rev Astron Astrophys 25: 425-472.

12. Arias Esparza MC, Solis Herrera A, Solis Arias RI, Solis Arias MP, Solis Herrera A (2011) The unexpected capability of melanin to split the water molecule and the alzheimer´s disease. Neuroscience and Medicine 2(3): 217-221.

13. Fitzpatrick TB, Szabo Wick MM (1983) Biochemistry and physiology of melanin pigmentation. In: Goldsmith LA (Ed), Biochemistry and physiology of the skin. Oxford University Press, New York, pp. 687-712.

14. Bernstein MP, Standford SA, Allamandola LJ, Guillete JS, Clemett SJ, et al. (1999) UV irradiation of polycyclic aromatic hydrocarbons in ices: production of alcohols, quinones, and ethers. Science 283(5405):1135-1139.

15. Gjumrakch A, Solis Herrera A, Li Y, Kaminsky YG, Yakhno NN, et al. (2013) Human Photosynthesis, the ultimate answer to the long term mystery of Kleiber´s Law or E=M3/4: Implication in the context of gerontology and neurodegenerative diseases. OJPsych 3 (4): 408-421.

16. Solis Herrera A (2013) In the book: The Human Photosynthesis. Infinity Publishing, ISBN-13: 978-0741484208

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

[em construção]

 

 

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